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Atalanta BC 0-2 SS Lazio: Romanos limpam época com conquista épica

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Foi em casa, no Olímpico de Roma, que os laziale conquistaram novamente a Taça de Itália, troféu que lhe escapava desde 2012/2013. A Lázio até está a cumprir uma época dececionante, está fora dos lugares europeus e via com bons olhos um apuramento europeu via Taça de Itália, nesta que era a sua terceira final em 6 anos. Já a Atalanta está a cumprir uma época bastante positiva, em posição de Champions e com várias vitórias sobre equipas de topo. As duas equipas haviam-se enfrentado há 10 dias, neste mesmo palco, num jogo que a Atalanta venceu com relativa facilidade por 1-3.

As duas equipas apostaram em esquemas táticos semelhantes, com 3 centrais e dois alas bem abertos. No entanto, a Atalanta privilegiava mais uma saída de bola em posse e com qualidade, enquanto que a Lazio era asfixiada pelo pressing do adversário e obrigada a jogar longo.

A primeira parte foi muito atada e parca em ocasiões. O único momento de grande perigo aconteceu aos 25 minutos, quando de Roon atirou à barra e, na sequência, numa série de ressaltos a bola poderia ter entrado. Inzaghi não estava satisfeito com a exibição do central Bastos e substituiu-o logo no primeiro tempo, ele que já estava amarelado.

A segunda parte foi mais disputada, com muitas disputas e algumas picardias. No entanto, as oportunidades continuavam a escassear. A turma de Gasperini foi a que esteve mais perto, com Papu Goméz a atirar ao poste aos 77 minutos.

Será que a Juventus FC regressa às vitórias frente ao finalista vencido da Taça?

Nos últimos minutos, surgiu uma super eficaz Lázio, que bastou para arrecadar o troféu. Aos 81, na sequência de um canto, o recém-entrado Milinkovic-Savic apareceu ao primeiro poste e cabeceou para o fundo das redes. Estava dada uma machadada num jogo muito atado e a vitória pendia bastante para os laziale. Pouco tempo depois, Correa poderia ter sentenciado, mas permitiu a defesa do guardião contrário. Aos 89’, o mesmo Correa lançado em velocidade contornou o guarda-redes e fez o 2-0 final.

Milinković-Savić desbloqueou o jogo
Fonte: Lazio

A Lázio conquistou a 7ª Taça de Itália numa época sofrível, ao passo que a Atalanta, apesar de praticar um futebol muito atraente, não foi feliz. O golo de Savic, de bola parada, sem que nada o fizesse prever, decidiu um jogo equilibrado e que justificava prolongamento.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Atalanta BC: Gollini, Palomino, Djimsiti, Masiello, Castagne (Meijers 85’), de Roon (Pasalic 84’), Freuler, Hateboer, Papu Goméz, Ilicic e Zapata (Barrow 84’).

SS Lázio: Strakosha, Luiz Felipe, Acerbi, Bastos (Radu 35’), Marusic, Parolo, Lucas Leiva, Luis Alberto (Milinkovic-Savic 79’), Lulic, Correa e Immobile (Caicedo 66’).

Como formar jogadores inteligentes?

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Introdução

Os jogadores inteligentes são os que têm capacidades para resolver problemas, vêm e pensam o jogo de forma clara, decidem de forma autónoma, são criativos, mantêm o foco no que é importante, antecipam decisões, sabem jogar em equipa e criam muitas dificuldades aos adversários.

Ao processarem a informação a grande velocidade, conseguem não só controlar os adversários e companheiros como também têm em conta a importância do tempo e do marcador.

O que separa um bom jogador de um grande jogador é o seu QI de basquetebol. O bom jogador só passa a ser um grande jogador quando consegue melhorar o seu QI da modalidade.

Assim, um jogador inteligente conhece e domina os aspetos mentais do jogo e está apto a tomar boas decisões.

A inteligência não está contemplada na folha da estatística, mas é determinante nas vitórias e derrotas das equipas.

Um jogador inteligente está sempre um passo à frente de todos, lê a defesa e o ataque e descobre o que vão fazer ajustando-se rapidamente.

Fonte: Macmillan
Ao ler o livro de Johan Cruyff é fácil entender a definição jogador inteligente:

 

“Todos los entrenadores hablan sobre movimiento, sobre correr mucho. Yo digo que no es necesario correr tanto. El fútbol es un deporte que se juega con el cerebro. Debes estar en el lugar adecuado, en el momento adecuado, ni demasiado pronto ni demasiado tarde”,

 

Para Cruyff, o jogador necessita não só de alta resistência física para se destacar no futebol, mas também de outras capacidades como a orientação espacial, a habilidade para calcular a velocidade de uma jogada e sobretudo concentração. Estas aptidões, somadas à capacidade de resolução de jogadas, é o que preocupa os técnicos para melhorarem os jogadores. Passou a ser conhecida como neuro-futebol, que não é mais que a utilização de elementos da neurociência para a formação de jogadores mais inteligentes.

Relato de um regresso (muitas vezes) anunciado

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A efemeridade existencial apodera-se visceralmente de cada ser humano. Urge, a certo momento, esmiuçar, pulverizar toda e qualquer coisa, dissecando índoles e esventrando consciências. E aí, só aí, se deduz e apreende o âmago do próximo, os seus intentos e a veracidade das suas condutas, capazes de moldar e esculpir um vínculo afetivo. O Homem forja a intimidade que pretende estabelecer.

Aqui emerge o relato de platonismo! Islam Slimani é o principal intérprete da trama. Alvalade, 2013…

Neste momento, deflagra a mágoa e irrompe a saudade, bem como a nostalgia e a agrura. Nos primórdios, a conexão era inexistente. O “Consílio dos Óbices” reunira-se e impedira toda e qualquer ligação. Não nos divisava apenas um ecrã, divisava-nos a amálgama do muro de Berlim com a muralha da China. A fusão das nossas almas era impraticável… Contudo, a transfiguração, embora lenta, despontava. Introduzido aos poucos e poucos, transtornava e desnorteava o reduto recuado das formações adversárias. Observava todas as suas movimentações e pressentia o bramido que queria exteriorizar, mas que sem fundamento, não se comprovava.

Pacientemente, decifra a fórmula do golo (diante do Alba, 8-1). Na modesta de um despretensioso mortal, a celebração do tento adquiriu maior relevância do que o dito cujo. Embater a mão contra o peito, sob o símbolo de leão, traduzia o (já) inefável amor ao qual nos habituou. Ali, floresceu toda a admiração e toda a chama que (ainda) hoje se constata. A circunstância é análoga à primeira paixão. Pelo menos para mim. Germinaram, no ventre, aquelas borboletas sobre as quais todos comentam, mas que se esvaem no misticismo, que se declaram enigmáticas e insondáveis. Doravante, o contacto com o retângulozinho ia de vento em popa. Ao longo de três épocas, fomentou e acondicionou a perseverança, acorrentou o espírito vivenciado no balneário leonino e solidificou aquilo que outrora surgia esparso.

O mortífero argelino ainda surge vezes sem conta no imaginário leonino
Fonte: Sporting CP

Evoco a final da Taça de Portugal em 2015, na qual o argelino, sob o decurso em tons de vermelho da álgida Poseidon, devolveu a esperança e invocou o raiar de Febo. Relembro o expressivo 0-3 na Luz e a ressurreição do terramoto de 1755, encarnou em Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal). Recordo o Cerco do Porto, nas pelejas constantes com Iker Casillas, nas quais Islam Slimani, incorporado no “miguelismo” sportinguista, subjugou a si as forças liberais nortenhas.

O seu regresso é dialogado há algum tempo. Caso se efetue, regurgita em mim o júbilo, brota a euforia e o otimismo. Com egrégia personalidade, a desenvoltura da conquista é hábil e auspiciosa no contorno da impossibilidade. A autenticidade que o caracteriza merece a glória. A massa associativa, imperecível acompanhante da sua entrega, merece que o argelino exulte e seja exultado.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Tour of Chongming Island: Só deu Wiebes

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Foi uma exibição impressionante e ao alcance de muito poucas atletas aquela com que Lorena Wiebes nos brindou no Tour of Chongming Island.

A holandesa partia como a principal favorita e não se fez rogada, triunfando em todas as etapas e levando assim também de vencida a Geral, os Pontos e a Juventude. 

Foram quase três finais de etapa tirados a fotocópia, tal foi a supremacia de Wiebes. Até poderia parecer aborrecido, mas a verdade é que dá imenso gosto ver a forma como a jovem sprinter domina a concorrência.

A sua compatriota Nina Kessler foi outra das figuras centrais da prova chinesa, vencendo duas das três contagens de quarta categoria presentes no percurso para vencer a classificação da Montanha, além de terminar sempre entre as dez melhores da etapa e finalizar a Geral no quarto posto.

No entanto, à sua frente ficaram ainda a tailandesa Jutatip Maneephan e a belga Lotte Kopecky. Para a tailandesa de 30 anos, foi uma prova surpreendente em que mostrou ter qualidade para ombrear com as atletas europeias, fazendo segundo em duas das etapas.

Já para Kopecky, foi certamente uma desilusão. A jovem belga tinha uma oportunidade de ouro para se afirmar e mostrar a sua progressão no sprint, mas nunca foi capaz de dificultar a vida a Wiebes.

Ainda assim, a grande desilusão da prova foi a Mitchelton-Scott. Sarah Roy foi incapaz de disputar as chegadas, terminou muito atrás na Geral e, para piorar ainda mais a situação, Grace Brown esteve envolvida numa queda na primeira jornada da qual saiu lesionada, tendo que desistir.

A participação portuguesa esteve a cargo de Daniela Reis, que teve uma prova discreta, finalizando no 69.º posto da Geral.

Foto de Capa: Parkhotel Valkenburg

Jogo a jogo, treino a treino

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Não foram raras as vezes que Bruno Lage mencionou a importância do treino nas suas conferências de imprensa e flash interviews e parece que agora conseguimos começar a perceber o porquê desta obsessão do treinador encarnado.

Depois da eliminação da Liga Europa, o Sport Lisboa e Benfica ficou com o calendário limpo, jogando apenas para a Primeira Liga até ao final da temporada. Faltavam, então, cinco jogos para terminar a época encarnada.

Enquanto o SL Benfica andava a jogar de três em três dias, o cansaço acumulado parecia começar a pesar nas pernas dos jogadores, mesmo com todas as rotações de equipa por parte de Lage entre as competições. Não só as exibições estavam a ser mais fracas devido à falta de descanso, como também obrigava a uma maior rotatividade para que os jogadores pudessem descansar para a partida seguinte, o que tornava o jogo encarnado mais instável, com várias mudanças e substituições a meio das partidas a pensar no descanso para o próximo desafio.

Toda esta estratégia a pensar na exaustão dos jogadores com certeza que teve peso na forma como eram abordadas as partidas que não fossem para o campeonato, a grande prioridade do SL Benfica esta temporada. Deste modo, viu-se que a Liga Europa era ‘a outra’ competição, que estava a cansar os jogadores e que o peso desses jogos de alta performance poderia levar a que o principal objetivo caísse por terra.

Agora com o foco total na Primeira Liga, vemos que a equipa está mais fresca, mais estável e que os onze jogadores titulares começam a ser mais comuns do que outrora eram. Esta estabilidade é importante para ter sucesso nas partidas e só com descanso é que isso foi possível.

O SL Benfica foi eliminado nos quartos de final da Liga Europa, contra o Eintracht Frankfurt FAG
Fonte: SL Benfica

Não é que seja impossível participar e vencer várias competições na mesma temporada, até porque o SL Benfica já o fez durante várias épocas consecutivamente, contando até com finais da Liga Europa em algumas delas. No entanto, tendo em conta que ao leme da equipa está um treinador a jogar com jogadores selecionados, essencialmente, pelo antigo timoneiro, a fazer uma época preparada por outro e a fazer o máximo com aquilo que tem, é compreensível que o descanso seja tão importante, muito mais nesta fase decisiva.

Numa temporada preparada por Bruno Lage, do início ao fim, a participação e ambição de vencer as várias competições poderá ser vista de antemão e preparada em conformidade. A frescura da equipa para a reta final da Primeira Liga foi benéfica, embora não seja fácil perdoar a queda nas meias finais da Taça de Portugal e da Liga Europa.

Saudações Benfiquistas!

Foto de Capa: SL Benfica

«Quero ganhar mais títulos pelo SL Benfica» – Entrevista BnR com Sara Ferreira

Na sala de imprensa do Pavilhão da Luz, tivemos uma conversa descontraída com Sara Ferreira, “A Dez” do futsal dos “encarnados”. Apesar de ter começado nos relvados, foi dentro de um pavilhão que se tornou uma das jogadoras mais influentes do futsal português e do SL Benfica. De Olivais para os Pavilhões da Luz, a sua paixão e determinação foram a chave para alcançar aquilo que sempre quis: jogar futsal com as melhores. Os títulos já são muitos, mas ambiciona mais. A dor de falhar a conquista do Europeu ainda está bem presente, mas espera um dia vingar a derrota. Descubra tudo sobre a atleta, nesta entrevista do Bola na Rede.

– Dos relvados para o pavilhão –

«Seguia sempre com o sonho de um dia puder jogar futsal»

Bola na Rede (BnR): Começou primeiro por jogar futebol de 11. O que é que não correu bem?

Sara Ferreira (SF): Não é bem o que correu mal. Era muito nova na altura. Morava em Alverca e jogava no CD Olivais e Moscavide. Acabava por ser um pouco longe, porque estudava em Alverca, depois tinha os treinos no clube e voltava para casa. Era muito complicado. Os meus pais não tinham tantas possibilidades de me levarem aos treinos que acabou por ser difícil. Não foi porque correu mal, mas mais por faltar tempo para treinar na modalidade. Depois, surgiu a oportunidade de ir para o futsal num clube mais perto, que foi o Sport Lisboa e Olivais. Aproveitei-a e nunca mais larguei o futsal.

A carreira de jogadora de futsal começou cedo com 11 anos no Sport Lisboa e Olivais e jogava já nas seniores
Fonte: Tiago Loureço/Bola na Rede

BnR: O grande motivo para ter começado a jogar futsal foi pela sua irmã, mas já sentia alguma paixão pelo futsal antes disso?

SF: Sim, porque frequentava os treinos e via os jogos da minha irmã. Via os jogos do campeonato e o SL Benfica já tinha uma equipa muito forte e jogava contra a equipa da minha irmã. Seguia sempre com o sonho de um dia puder jogar futsal. Sabia que era muito nova e jogava só na escola e na rua. Foi na rua que basicamente aprendi a jogar com os meus colegas e amigos. Depois, surgiu a oportunidade de jogar porque elas não tinham sequer jogadoras para treinar.

BnR: Na altura já tinhas alguma referência no futsal?

SF: Gostava de todas um pouco no geral. Uma das características de que gosto mais são as pessoas criativas. Claro que gosto de outras, mas esta é porque o meu estilo de jogo é mais por aí. Sempre gostei de jogadoras criativas. E, claro, tinha o Ricardinho como referência. Quando era nova, o Ricardinho ainda jogava no SL Benfica e era fantástico aquilo que fazia com a bola, e o que ainda faz.

Sara Ferreira com Ricardinho (referência da jogadora) e Ana Azevedo, os capitães da Seleção Portuguesa
Fonte: FPF

BnR: Começou a jogar futsal com que idade e em que clube?

SF: Tinha 11 anos quando comecei a jogar futsal no Sport Lisboa e Olivais. Nessa altura já estava a jogar nas seniores. Era difícil. Era muito diferente. Tive que me adaptar ao facto de serem muito mais velhas e maiores do que eu. Era a pequenina e frágil da equipa e bastava levar um encosto que caía. É normal também. Mas fui aprendendo e isso fez-me muito bem.

Mudança de estilo

A época desportiva 2019/2020 aproxima-se a passos largos do seu final. Com a cortina das competições nacionais e internacionais prestes a cerrar, há já algumas certezas no que concerne à próxima temporada.

Uma delas prende-se com o futuro de Hector Herrera. Mais dia menos dia, mais declaração de amor menos jura de paixão, e o mexicano será confirmado como reforço, ao que parece, do Atlético de Madrid. Seja este ou não o destino do capitão do FC Porto, parece claro que o médio acabará por deixar o Dragão.

Inicia-se, portanto, o debate sobre a sua sucessão. Cinco épocas depois, chega ao fim o legado de Herrera. Durante muitos anos um mal-amado da bancada, a verdade é que acabou sempre por ser opção. Com todas as qualidades e defeitos que tem acaba por levar a equipa para um estilo de maior vertigem e de menor circulação.

Herrera deve disputar no sábado o último jogo no Estádio do Dragão ao serviço do FC Porto
Fonte: FC Porto

Para já, Óliver Torres perfila-se como candidato único à vaga deixada por Herrera. Há que considerar o eventual regresso de Sérgio Oliveira e a possível chegada de reforços para a posição. De qualquer forma o espanhol avança para a próxima época na pole position.

É um jogador sem igual no plantel e no futebol português. O dínamo espanhol é o melhor no capítulo do passe e a gerir os ritmos de jogo. A falta de oportunidades apenas pode ser justificada pela ideia de jogo de Sérgio Conceição para a equipa porque jamais poderá ser utilizado o argumento da qualidade. Óliver é exímio no controlo, na retenção e transmissão da bola e uma solução ideal para quem prefere privilegiar a circulação em detrimento da incessante procura da profundidade e do transporte de bola.

É, também, importante contrariar o argumento, tantas vezes utilizado para justificar a sua falta de utilização, que se prende com a suposta dificuldade do espanhol no momento defensivo. Para além de ser o melhor no capítulo do passe e a gerir os ritmos de jogo, nunca perde agressividade no momento defensivo.

Sérgio Conceição afirmou há meses que o jogador fez trabalho específico no sentido de melhorar esse capítulo do seu jogo, mas eu, como tenho vindo a proclamar, considero que essa nunca terá sido uma lacuna, mas sim mais uma das suas qualidades. Óliver é talentoso, mas operário, e compensa a falta de robustez física com uma inteligente ocupação dos espaços e com uma capacidade de desarme invulgar para um jogador tão tecnicista. Um prodígio.

É certo que perde para Herrera no transporte de bola em progressão dada a passada mais larga do mexicano, no entanto, nunca se pode ou deve descurar a qualidade de um jogador como Óliver.

Assim, apesar do lamento que fica pela saída de um jogador que soube conquistar o seu espaço e estatuto, fica a ideia de que a sua saída pode ser uma oportunidade para alterar e elevar o nível de jogo da equipa, que esta época, diga-se, deixou a desejar. Se à saída de Herrera juntarmos a provável transferência de Marega para Inglaterra percebemos que Sérgio Conceição pode, agora, tentar introduzir novas variantes no jogo da equipa e dar maior primazia à posse, controlo e circulação de bola.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

29.ª Jornada do Girabola’19: Título de campeão será discutido até ao fim!

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A penúltima jornada do Girabola’19 ainda não teve a coroação de campeão, mas já trouxe a sentença da despromoção a mais uma equipa. A 29.ª jornada jogou-se entre os dias 11 e 12 de maio, e foi recheada de muita ação, golos e, como já é hábito, festa nos palcos dos diferentes encontros da ronda.

O 1.º de Agosto tinha uma deslocação à casa do aflito Cuando Cubango, e não podia vacilar no seu compromisso. O atual líder deu uma resposta em força, não dando quaisquer hipóteses ao visitado: os “Militares” venceram por três golos sem resposta, com os tentos a serem marcados Mabululu, Zito Luvumbo e Ary Papel, que confirmaram a descida do Cuando Cubango. O triunfo confortável fora permite ao D’Agosto manter a liderança isolada com 64 pontos para a última e derradeira jornada do Girabola.

O Petro de Luanda não desarma na luta pelo título! Também pressionado a vencer para impedir a festa do seu eterno rival, os homens de Toni Cassano conseguiram ultrapassar uma difícil equipa da Académica do Lobito, graças ao tento solitário de Tiago Azulão, no decorrer do primeiro tempo. A vitória pela margem mínima permite ao Petro manter-se a um ponto do primeiro lugar e sonhar ainda com a conquista do campeonato, embora para tal acontecer, o conjunto petrolífero terá de ganhar e esperar uma escorregadela do atual tricampeão.

Com a vitória sobre o Cuando Cubango, o D’Agosto está a um trinfo de conquistar o inédito tetra
Fonte: 1.º de Agosto

O Recreativo do Libolo despediu-se dos seus adeptos com um triunfo. No último jogo em casa na edição de 2019 do Girabola’19, a turma libolense recebeu e venceu o Progresso do Sambizanga por 2-1 – os golos foram apontados por Adilson e Jaredi para os visitados, pelo que Yano marcou para os visitantes -, o que faz com que os homens do Calulo cheguem aos 37 pontos e estejam no oitavo posto da classificação.

O Kabuscorp não foi além de um empate nesta jornada. Na visita ao Bravos do Maquis, o clube do Bairro do Palanca não conseguiu desfazer o nulo no marcador ao longo dos 90 minutos, e a partida terminou com a divisão de pontos para os dois lados. O ponto conquistado permite ao Kabuscorp chegar aos 49 pontos e continuar no terceiro posto da classificação.

Nos restantes jogos, o Sporting de Cabinda alcançou o resultado mais robusto da ronda (goleada de 6-2 ao praticamente despromovido ASA), ao passo que o Saurimo FC venceu o Santa Rita de Cássia por 3-2, embora o triunfo não tenha valido de muito, visto que o Saurimo é uma das três equipas que irão descer de divisão. O Sagrada Esperança bateu o Interclube por 3-1 e o Recreativo da Caála empatou a dois golos com o Desportivo da Huíla.

Com o tema despromoção quase já encerrado, resta agora saber quem será coroado campeão! A última jornada será de emoções fortes, e os olhos dos adeptos estarão postos nas partidas que envolvem Petro e D’Agosto. Quem irá levantar o título de vencedor do Girabola’19? Iremos descobrir na próxima e derradeira jornada!

Foto de capa: 1.º de Agosto

 

Bruno Fernandes no topo da Europa

O capitão leonino Bruno Fernandes é hoje o melhor jogador a atuar em Portugal. O leão atingiu o recorde de um médio com mais golos na Europa, numa só temporada, somando 32 golos marcados, até ao momento.

O internacional português chegou ao Sporting, no verão de 2017, numa transferência avaliada em cerca de nove milhões e meio de euros, proveniente da Sampdoria. O número oito dos leões afirmou-se desde logo na equipa do Sporting, sendo sempre um dos indiscutíveis titulares com qualquer treinador. Depois de ter feito a sua formação ao serviço do Boavista FC, rumou ao futebol italiano tendo jogado no Novara da Serie B e posteriormente, em dois emblemas históricos do “Calcio” a Udinese e a Sampdoria.

Bruno Fernandes na temporada passada já era uma peça essencial para Jorge Jesus, tendo disputado 56 jogos, nos quais marcou 16 golos. No entanto, esta temporada afirmou-se totalmente como o verdadeiro líder da equipa, sendo capitão e sobretudo, pelo que joga e faz jogar. Os números são verdadeiramente impressionantes, o capitão leonino foi utilizado em 51 partidas, somando mais de quatro mil minutos de jogo, totalizando 32 golos e fez 17 assistências.

O Sporting tem assim em Bruno Fernandes o seu ativo mais valioso. Um jogador com uma enorme entrega, raça e atitude. Um médio com qualidades ímpares, forte na meia distância, visão de jogo acima da média, grande qualidade de passe, tecnicamente muito evoluído e ainda exímio marcador de bolas paradas. No entanto, destaca-se ainda pela sua qualidade no processo defensivo, com uma forte reação à perda de bola – permitindo que o Sporting pressione alto – e pela sua capacidade de desarme. O capitão do Sporting tem uma extraordinária condição física, é um jogador com intensidade e agressividade e torna-se um verdadeiro exemplo dentro de campo.

Bruno Fernandes é o médio com mais golos na Europa, somando 32 ao serviço do Sporting CP
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Nesta temporada, Bruno Fernandes tem sido decisivo em várias ocasiões. No entanto, destacou-se na segunda-mão da meia-final da Taça de Portugal, na qual carimbou o passaporte leonino para a final do Jamor, com um golo de pé esquerdo frente ao Benfica. Mais recentemente, na goleada diante do Belenenses SAD, por 8-1, Bruno Fernandes apontou o seu primeiro “hat-trick” da carreira e fez uma assistência, em mais uma exibição de sonho.

No trajeto de Bruno Fernandes há um estranho caso, sendo este um dos três melhores jogadores portugueses da atualidade – Cristiano Ronaldo e Bernardo Silva – é inexplicável como não é, até ao momento, indiscutível no onze da seleção liderada por Fernando Santos. Porém, dado o momento de forma do capitão leonino, é imperativo que seja titular e possa ajudar a seleção a vencer a “final-four” da Liga das Nações, no próximo verão.

Bruno Fernandes é indiscutivelmente, o melhor jogador a atuar no futebol português. Pela sua qualidade e entrega, é um exemplo para todo o plantel do Sporting. Na presente temporada tem ainda um objetivo, conquistar a 17ª Taça de Portugal do palmarés leonino e poder erguer o troféu no estádio do Jamor.

Para o futuro, há uma réstia de esperança para os sportinguistas: que possa permanecer de leão ao peito e continuar a somar títulos, após ter vencido duas Taças da Liga. Bruno Fernandes, um verdadeiro craque, que tem lugar em qualquer equipa da Europa.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede 

artigo revisto por: Ana Ferreira

Jéssica Andrade tira os espinhos à rosa

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O UFC 237 teve lugar no Rio de Janeiro, Brasil. O combate principal foi pelo título de peso-palha e Jéssica Andrade nocauteou Rose Namajunas de forma brutal. Anderson Silva perdeu por KO técnico ao não poder continuar a luta depois de levar com um pontapé na perna direita de Jared Cannonier. Alex Volkanovski venceu José Aldo por decisão e pode estar a um passo do combate pelo título. A Luta da Noite foi o combate pelo título; as Performances da Noite foram para Warlley Alves e Jéssica Andrade.

A campeã Rose Namajunas aceitou o difícil desafio em defender o título em território inimigo. A luta contra Jéssica Andrade era perigosa por vários motivos. Primeiro pelo facto de ser no Brasil, país natal de Andrade. Depois pelas características da adversária: mais forte fisicamente e com elevado poder de KO.

Rose entrava neste combate com três vitórias consecutivas frente a Michelle Waterson e duas contra a ex-campeã Joanna Jedrzejczyk. Admitiu que pretendia defender o título em território hostil para continuar a enfrentar os seus medos. É uma striker excelente, muito rápida e muito técnica. Beneficia de ser muito inteligente dentro do octógono e ter sempre um plano bem definido.

Jéssica Andrade lutava pelo título pela segunda vez. Da primeira perdeu uma decisão unânime com Joanna Jedrzejczyk no UFC 211. Agora estava melhor preparada e pronta para vencer em “casa”. A brasileira vinha de três vitórias seguidas frente a Claudia Gadelha, Tecia Torres e Karolina Kowalkiewicz. É marcada pela força física, pelo poder de KO, mas também por ter um bom grappling.

Namajunas entrou bem no primeiro round. Móvel, a lançar muitos golpes à distância e a ser muito eficaz no strike. Conseguiu inclusive mandar Andrade ao tapete com um joelho, quando recuava de uma tentativa de projeção.
Jéssica Andrade conseguiu pegar na campeã de forma brutal e fez um enorme slam.

Na segunda ronda Namajunas estava a continuar a jogar bem, com o mesmo plano. Andrade entrou mais agressiva que no primeiro round, mas a campeã estava a dominar no aspeto do strike. Até que chegou o momento da luta: Andrade pega novamente em Namajunas acima da cabeça e aplica um poderoso slam. Namajunas caiu de pescoço e ficou imediatamente inconsciente.

O poderoso slam que nocauteou Namajunas
Fonte: UFC

Na conferência pós-combate Andrade demonstrou interesse em ter uma desforra com Namajunas, mas esta referiu que planeava fazer algo diferente com a sua vida. Neste caso a possibilidade mais forte será a luta entre Andrade e Michelle Waterson.