Início Site Página 10596

Depois de uma longa Battaglia

0

O argentino Rodrigo Battaglia viveu na presente temporada uma das fases mais complicadas da sua carreira. Após uma lesão contraída no joelho direito, na deslocação aos Açores para defrontar o Santa Clara, o centrocampista viu-se obrigado a ficar afastado dos relvados até final da temporada.

A lesão do internacional pela Argentina foi um “balde de água fria” para os sportinguistas. Com a reestruturação que o plantel sofreu, o jogador que ocupa terrenos mais defensivos no meio campo era visto como uma peça importantíssima na luta pelas competições onde o Sporting Clube de Portugal esteve e está envolvido.

Durante a recuperação, e com uma boa resposta do jogador aos tratamentos, muito se especulou sobre um possível regresso aos relvados ainda na presente temporada, no entanto e ao que tudo indica tal não deverá acontecer visto que restam apenas duas semanas para que o plantel leonino usufrua das merecidas férias (duas partidas diante do FC Porto, a última jornada para a Primeira Liga no Dragão e a Final da Taça de Portugal no Jamor).

O argentino recupera de lesão grave
Fonte: Liga Portugal

A lesão contraída pelo argentino, muito comum sobretudo no futebol, exige uma recuperação rigorosa e cautelosa. Uma recuperação incompleta ou desajustada pode ser um revés na prestação do jogador daqui para a frente. Com a temporada a terminar e com o aproximar das férias, acredito que no início da próxima temporada o jogador estará na máxima força para (re)conquistar o seu lugar na equipa.

Que saudades de ver a raça e entrega que o argentino emprega em campo.

Força Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Rio Ave FC 2-3 SL Benfica: Só falta um ponto para a (Re)conquista!

A vitória do Benfica sobre o Rio Ave no encerramento da penúltima jornada do campeonato deixa as águias apenas a um ponto de celebrar o 37º título de campeão nacional.

Os comandados de Bruno Lage entraram no Estádio dos Arcos cientes da vitória do FC Porto e de que uma vitória manteria o sonho da Reconquista mais próximo de se tornar real. Apesar da pressão existente, o Benfica não tremeu e somou mais três pontos perante uma equipa que viu as ambições de chegar à Europa quebradas pela goleada do Vitória SC sobre o Belenenses SAD.

A primeira parte arrancou com o golo madrugador de Rafa aos 3’. Num ataque rápido em que o Rio Ave procurava acompanhar a condução ofensiva do Benfica, foi precisamente o extremo que deu origem ao lance, ao descobrir Pizzi e, de seguida, André Almeida no flanco direito. O lateral cruzou, a bola embateu no pé de Júnio Rocha e esta dirigiu-se a Rafa que, perto de Léo Jardim, aproveitou para fazer o primeiro do jogo.

Rafa abriu o marcador no Estádio dos Arcos

Com vantagem no marcador, o Benfica estava mais à vontade, mas não totalmente à vontadinha, como diz a expressão. Através de múltiplas combinações ofensivas, os encarnados mostravam dificuldade em furar a defesa vilacondense, que aproveitavam os cortes e o desequilíbrio para construir com Nuno Santos e Gelson Dala como os grandes motores ofensivos.

Aos 23’, o Rio Ave chegou mesmo a fazer golo, mas Tarantini estava em posição irregular. O lance foi precedido de outra grande chance da equipa de Daniel Ramos, através de um livre em arco de Nuno Santos para defesa aflita de Vlachodimos.

Os últimos minutos viram o segundo golo dos encarnados, que nasceu de uma disputa entre Florentino e Gelson Dala, em que o extremo caiu na área, mas Hugo Miguel deixou seguir. A jogada prosseguiu com combinações entre os quatro homens mais ofensivos do Benfica, com destaque para um passe algo largo de Seferovic para a grande área, que Léo Jardim conseguiu tirar … mas esqueceu-se de João Félix que, mesmo ao lado, empurrou a bola para dentro das redes.

A segunda metade da partida começou com a reação do Rio Ave ao resultado, ao fazer o 1-2 aos 50’. Nuno Santos ultrapassou Florentino e passou diretamente para Tarantini, em posição legal, que não falhou. Mas seis minutos depois, o Benfica também não falhou e o terceiro golo teve a autoria de Pizzi, após uma insistência de Grimaldo na grande área e um passe interior para o remate rasteiro do transmontano que ainda bateu no poste antes de entrar na baliza.

O golo de Pizzi deu mais conforto ao Benfica

À passagem do minuto 60, André Almeida (61’) teve uma oportunidade sublime para aumentar o marcador e, aos 63’, Gelson Dala cabeceou para defesa apertada de Odysseas. Mais tarde, aos 74’, foi a vez de Seferovic estar perto do golo número 100 dos encarnados no campeonato; e Jambor (76’) construiu um bom momento para o Rio Ave chegar ao segundo golo. Valeu Vlachodimos!

O segundo golo chegaria perto do fim, aos 84’. Galeno cruzou na esquerda para Ronan cabecear para dentro das redes, provando que o clube não se derrota facilmente.

Ronan fez o segundo tento do Rio Ave, que tremeu os adversários

O apito final, depois de algum sofrimento à mistura, selou a vitória do Benfica, num jogo que se esperava difícil – e foi – dada a importância de manter a liderança e a diferença pontual perante o FC Porto. O Rio Ave mostrou uma personalidade forte e não se desmotivou facilmente.

No próximo fim de semana, a última jornada irá apurar as principais indecisões na tabela classificativa, entre as quais a atribuição do troféu de campeão. O Benfica defronta o CD Santa Clara (8º classificado) no Estádio da Luz e o Rio Ave desloca-se ao Bonfim para medir forças com o Vitória local (13º), já salvo da descida de divisão.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Rio Ave FC: Léo Jardim; Júnio Rocha, Borevkovic, Rúben Semedo e Fábio Coentrão; Tarantini (Jambor, 59’), Filipe Augusto, Nuno Santos, Gelson Dala e Gabrielzinho (Galeno, 59’); Bruno Moreira (Ronan, 79’)

SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Pizzi (Gedson Fernandes, 81’), Samaris, Florentino Luís e Rafa Silva (Cervi, 90’); João Félix e Seferovic (Jonas, 93’)

FC Porto 2-5 Sporting CP: Sporting sagra-se Campeão Europeu de Hóquei em Patins!

Missão cumprida! Quase dez anos depois da seção de seniores de hóquei em patins do Sporting ter voltado à atividade, finalmente conseguiu erguer o tão desejado trofeu. A taça da Liga Europeia. Após muitos anos de tralhado, sangue, suor, lágrimas, uma Taça CERS em 2013/2014 e um Campeonato Nacional na época passada, o Sporting regressou ao trono europeu. Resultado de uma vitória por 5-2 contra o Porto, numa partida onde voltou a ser melhor do que o eu adversário e fechar todos os caminhos para a sua baliza. Sempre que não o conseguiram Girão disse presente e aproveitou para voltar justificar a sua alcunha de “muro”.

O encontro de todas as decisões arrancou a todo o gás, com ambas as equipas a quererem chegar cedo ao golo. Porém, ultrapassados os momentos iniciais do jogo, o ritmo acalmou e os ataques mais objetivos deram lugar a posses de bola ofensivas mais longas. A primeira grande oportunidade de finalização pertenceu ao Porto, mas Rafa não conseguiu bater Girão.

Disputados seis minutos e meio, num lance algo estranho, Toni Pérez nunca desistiu e após passar atrás da baliza de Nélson Filipe, com uma stickada por entre as pernas, fez o 1-0. Pouco depois, Pedro Gil ligou o “turbo” e apenas não marcou porque o guardião azul e branco realizou uma enorme intervenção. Todavia, volvidos alguns instantes, Reinaldo Garcia disparou um “míssil” e apontou o 1-1. 

Em cima da marca dos dez minutos de jogo o Sporting voltou a passar para a frente. No seguimento de uma stickada de Gonçalo Alves defendida por Girão, Ferran Font comandou o ataque, rodou e serviu Vítor Hugo que, com um toque subtil, fez o 2-1. Momentos depois, novamente através de uma transição rápida, os leões quase fizerem o terceiro. Porém, Ferran Font não conseguiu marcar ou assistir Vítor Hugo. Volvidos alguns momentos, o conjunto sportinguista beneficiou de uma grande penalidade em virtude de uma falta de Gonçalo Alves sobre Gonzalo Romero. Todavia, Raul Marín, atleta que tem vindo a subir de forma nos últimos tempos, não conseguiu marcar. 

O jogo continuava a não correr de feição ao Porto e segundos depois de Girão ter impedido um grande golo de Hélder Nunes, Telmo Pinto viu um cartão azul devido a uma falta sobre Vítor Hugo. Ferran Font, especialista neste tipo de lances, apostou na picadinha habitual e apesar de inicialmente ainda ter enviado o esférico à barra, na recarga não falhou e assinou o 3-1. 

A perder por dois e a querer dar a volta aos acontecimentos, o Porto carregou à procura de marcar. Contudo, Girão brilhou e impediu o golo em duas stickadas fortes de Poka e Hélder Nunes. Pouco depois, a “vítima” Rafa, que aparecia totalmente solto no interior da área verde e branca, mas não conseguiu bater guarda-redes leonino.

Com mais posse de bola e tempo no ataque, os dragões estavam com dificuldades em entrar na teia defensiva dos leões, que estavam sempre muito fechados e pouco ou nenhum espaço davam para as redes à guarda de Girão. No setor mais ofensivo o Sporting controlava o ritmo do jogo, não forçava e como de costume, apenas visava a baliza no “momento certo” ou em situações de contra-ataque. 

A cerca de dois minutos da pausa Pedro Gil marcou, mas o lance foi anulado. No entanto, pouco depois, iniciativa individual de Gonzalo Romero e num duelo direto com dois defesas e Nélson Filipe, raçudo jogador dos verde e brancos fez o 4-1. 

Terminada a primeira parte, o Sporting vencia e convencia diante do Porto por 4-1. Marcador que refletia plenamente o que se havia passado na pista do João Rocha. Com os leões a serem bem mais competentes, estando muito organizados e fechados a defender, como sendo extremamente eficazes a aproveitar erros do conjunto azul e branco. Os comandados de Guillem Cabestany nunca desistiram de procurar entrar no quadrado defensivo da formação leonina, mas para além de raramente o terem conseguido, quando o conseguiram Girão resolveu. 

Gonçalo Alves foi importante na vitória diante do Barcelona, mas na final nunca conseguiu ultrapassar a barreira defensiva montada pelo Sporting
Fonte: Marzia Cattini

O Porto entrou bem no segundo tempo e não tivesse sido Girão, quem mais, teria marcado cedo. Contudo, num duelo com Hélder Nunes, o guardião leonino levou a melhor. 

Passados dois minutos e meio do retorno dos balneários, Raul Marín viu um cartão devido a um enganchamento sobre Hélder Nunes. O próprio assumiu a marcação do lance, mas Girão voltou a ser herói, tendo defendido a stickada do livre-direto e a correspondente recarga.

Em situação de superioridade numérica, os dragões dispuseram de uma grande chance de golo, mas Reinaldo Garcia acabou por stickar de primeira ao travessão. 

Segundos depois de retomado o cinco para cinco, Romero surgiu isolado perante Nélson Filipe, mas não conseguiu dilatar a vantagem verde e branca. Pouco depois, o argentino do Sporting tentou dar o golo a Font, mas o espanhol também não conseguiu finalizar. Momentos depois surgiu a 10ª falta do Sporting. Hélder Nunes voltou a ser o escolhido para a conversão do livre-direto, mas acabou por stickar ao lado e na recarga tentou uma picadinha, mas Girão voltou a defender. 

Por volta dos trinta e três minutos e meio do encontro, o Porto cometeu a sua 10ª falta. Ferran Font, que já havia marcado na primeira parte, voltou a ser o selecionado para a marcação do livre-direto, tentou uma nova picadinha, mas desta feita Nélson Filipe venceu o duelo com o espanhol. 

O tempo no marcador eletrónico ia passando e o Porto não conseguia arranjar soluções ofensivas para marcar, esbarrando sempre no muro da equipa leonina, que controlava as operações tanto com, como sem bola. 

Pedro Gil também não disse que não ao protagonismo, tendo agredido Telmo Pinto com uma chapada na cabeça. Uma situação “engraçada” e inesperada, não é? Quem diria…

A faltarem onze minutos para o fim e depois de muita insistência, o Porto conseguiu marcar. Servido por Hélder Nunes, Gonçalo Alves, com uma stickada pelo “buraco da agulha” reduziu o marcador para 4-2. A esperança portista renascia. 

O golo deu um novo alento ao Porto que, sempre que podia, procurava massacrar Girão com tentativas de todos os lados. Porém, fazendo uso da sua elasticidade e boa movimentação da baliza, o guarda-redes leonino ia impedido um novo golo aos azuis e brancos. Todavia, após alguns avisos, acabou por ser o Sporting a marcar. Font, na sequência de uma transição rápida e com uma stickada fortíssima, apontou o 5-2 e terminou com o ímpeto dos dragões. 

A cerca de seis minutos do toque da buzina, Hélder Nunes cometeu a 15ª falta do Porto, em virtude de uma infração sobre Font. Font regressou à marca do livre-direto, voltou a tentar uma picadinha, mas acabou por stickar ao lado. Momentos depois, foi a vez do Sporting cometer a sua 15ª falta. Desta feita, Gonçalo Alves foi escolhido para a marcação do livre-direto, mas Girão negou o golo ao número setenta e sete dos dragões. 

À entrada para os derradeiros quatro minutos, Henrique Magalhães poderia ter colocado um ponto final no encontro, mas não conseguiu aproveitar o passe de Romero, permitindo a defesa de Nélson Filipe. 

Apesar da diferença no marcador, o Porto não atirava a toalha ao chão, mas continuava sem conseguir encontrar soluções para entrar no quadro defensivo leonino. Quando passava essa barreira batia de imediato em outra, de seu nome Girão.

Finalizado o encontro, quarenta e dois anos depois de ter vencido a única Liga dos Campeões do seu historial, o Sporting venceu a Liga Europeia ao derrotar na final o Porto por 5-2. Partida na qual foi sempre melhor, inteligente a atacar e ainda mais a defender, cerrando dos todos caminhos para a baliza de Girão que, quando foi necessário intervir, respondeu sempre a um nível extremamente elevado. Os dragões nunca desistiram do jogo, mas não demonstraram ter o antídoto para contrariar a boa organização defensiva do conjunto sportinguista. 

FC Porto: 10-Nélson Filipe (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka; Banco: 1-Carles Grau (GR) e 17-Hugo Santos

Sporting CP: 1-Ângelo Girão (GR), 9-Pedro Gil, 57-Toni Pérez, 88-Henrique Magalhães e 99-Gonzalo Romero; Jogaram ainda: 4-Ferran Font, 17-Matías Platero, 27-Raul Marín e 30-Vítor Hugo; Banco: 91-Zé Diogo Macedo (GR)

Grande Prémio de Espanha: Mercedes, deixa os outros meninos brincar!

A Mercedes de 2019 é tão forte, que faz lembrar aqueles miúdos que todos apanhamos num torneio de “bota fora” no FIFA. Miúdos que são tão bons, mas tão bons no jogo, que até chega a ser aborrecido, mas ainda assim, não consegues tirar os olhos do excelente trabalho que estão a fazer à tua frente.

Isto foi uma pequena introdução para aquilo que já se começa a tornar óbvio, a Mercedes venceu o Grande Prémio de Espanha, com mais uma dobradinha, desta feita com Hamilton à frente de Valteri Bottas. O britânico começou no segundo lugar do grid, mas tal como na China, aproveitou o mau arranque de Bottas para se lançar para a frente, e não olhar para trás.

Foi um fim de semana para esquecer para a equipa de Maranello. No Sábado qualificaram-se a cerca de 8 décimas de Bottas, um valor gigante, e após um arranque fantástico de Vettel, onde chegou à primeira curva lado a lado com os Mercedes, mas bloqueou as rodas, e viu dois carros cinzentos e um Red Bull a afastar-se na distância.

Esta imagem está a tornar-se habitual, Mercedes na frente, o resto atrás
Fonte: Mercedes AMG Petronas

Enquanto Hamilton criava uma vantagem segura para o colega de equipa, e Verstappen perseguia de perto, a Ferrari deixou mais uma vez que os seus dois pilotos tropeçassem um no outro. Após danificar os pneus no bloqueio do princípio da corrida, Vettel não era capaz de perseguir Verstappen, e Leclerc, rapidamente se aproximou da traseira do alemão, e sendo Barcelona uma pista muito difícil para ultrapassagens, por aí ficou durante cinco voltas até a equipa tomar a decisão lógica de mandar Vettel abrandar para Leclerc passar. Pelo menos nenhum dos dois ficou a perder, pois mais à frente na corrida aconteceu exatamente o mesmo, mas com ordem diferente, Vettel era mais rápido, com Leclerc na frente, e mais uma vez, os estrategas da equipa italiana, deviam estar a dormir, pois só cinco voltas depois é que mandaram Leclerc sair da frente, para não arruinar a estratégia de Vettel.

A corrida não era propriamente entusiasmante, parecendo mais uma procissão, mas no meio da tabela, Kvyat e Sainz lá iam fazendo umas ultrapassagens bem interessantes e ganhando posições, até que numa batalha entre Norris e Lance Stroll, os dois chocam, com o britânico a ser demasiado insistente em ultrapassar e Stroll a ser agressivo a defender. Isto soltou o Safety Car, e parecia que as coisas iam apimentar um pouco.

Era só fogo de vista, após o Safety Car, o momento mais entusiasmante foi a batalha entre os colegas da equipa da Haas, que quase terminava em desastre, sendo Magnussen o vencedor desta feita.

Minutos depois ficou confirmada a dobradinha para a Mercedes, com mais uma demonstração de superioridade avassaladora pelos “Flechas de Prata”. Desta vez foi Hamilton, que ainda acrescentou o ponto de volta mais rápida. Em segundo ficou Bottas, mais uma vez muito forte, mas sem conseguir acompanhar o seu colega de equipa, e a fechar o pódio Verstappen com mais uma corrida muito madura, tivesse ele começado assim no ano passado…

Seguiam-se os dois Ferrari de Vettel e Leclerc, em quarto e quinto respetivamente, com Gasly em sexto, o que é melhor, mas ainda muito atrás do seu colega de equipa da Red Bull. A Haas voltou às boas performances, com Magnussen em sétimo, seguido de Carlos Sainz, que teve uma boa corrida em frente aos seus compatriotas, mais Kvyat em nono e Grosjean a fechar o top dez.

Neste momento, o campeonato parece dado à Mercedes. A Ferrari está mal, o carro tem um comportamento muito mau nas curvas mais lentas, e começa a parecer que no Mónaco, uma pista onde geralmente são superiores à Mercedes, que vão ter mais um dia sofrível, longe da vitória.

Piloto do dia: Max Verstappen

Velocidade e consistência, receita à campeão
Fonte: Formula 1

A escolha de hoje foi difícil, tendo em conta que não houve ninguém que se destacasse imenso nesta corrida. Hamilton dominou de início ao fim, o que dá trabalho, mas com um carro como o que ele tem debaixo dele, esse trabalho fica muito facilitado. Daí a escolha de Verstappen, não foi uma corrida de loucos, onde fez 30 mil ultrapassagens, penso que só fez uma e foi na primeira volta a Vettel, mas foi uma ultrapassagem importantíssima. Max Verstappen está a mostrar todo o potencial que nós queríamos ver, juntando a velocidade que já conhecemos, a uma inteligência e consistência ao nível dos melhores, um excelente início de época para o belga, que mesmo com um carro inferior à Mercedes, nunca esteve muito longe dos dois pilotos da frente. Sim senhor Max, finalmente estás um homenzinho.

Foto de Capa: Mercedes Amg Petronas

Manchester City FC campeão num ano atípico

Temos campeão em Inglaterra, naquela que foi a primeira das grandes ligas europeias a encerrar já o capítulo 2018/2019.

O Manchester City Football Club conquistou o bicampeonato com uns impressionantes 98 pontos, menos dois do que na época passada.

Mas esta foi uma época bem diferente da passada para os comandados de Guardiola. O Manchester City não conseguiu respirar até ao final do campeonato, com um Liverpool FC sempre à espreita para conquistar um titulo que já lhe foge há 29 anos.

Infelizmente para os adeptos do Liverpool, ainda não foi este ano que conseguiram acabar com esta já longa seca. E bem que mereciam este ano. Ficará sempre o amargo de boca para os reds, 97 pontos não foram suficientes para se tornarem campeões. Num ano normal o Liverpool FC seria sempre campeão inglês.

A equipa de Jürgen Klopp só se pode queixar de si mesma. O mês de fevereiro destruiu praticamente o sonho do titulo inglês. Quatro empates.

Fonte: Premier League

O Manchester City também pareceu, a certa altura, estar praticamente arredado do titulo inglês, quando, num curto espaço de tempo, sofreu três derrotas, frente ao Chelsea FC, Crystal Palace FC e Leicester City FC.

O registo impressionante de vitórias para o campeonato desde 29 de Janeiro permitiu à equipa de Guardiola recuperar o fôlego e conquistar de maneira meritória o bicampeonato.

Esta é uma época que também fica marcada pela completa bipolarização do campeonato inglês. Juntos, Manchester City e Liverpool conseguiram distanciar-se de uma maneira impressionante de toda a concorrência.

25 pontos (!) separam o segundo classificado, Liverpool, do terceiro, Chelsea FC. No mínimo preocupante, para uma liga onde vários milhões são investidos todas as temporadas.

Uma época claramente desapontante para Manchester United FC e Arsenal FC, que não conseguiram chegar à liga milionária, ficando-se pela Liga Europa.

Quanto aos “portugueses”, uma palavra de destaque para o Wolverhampton Wanderers FC que “ganhou” o seu campeonato. Um sétimo lugar apenas superados pelos tubarões com orçamentos bem superiores. O Everton FC de Marco Silva surge logo atrás, numa época que, podemos dizer, foi algo desapontante, tendo em conta o investimento feito.

  Foto de capa: Manchester City FC

 

Acelerar ao vislumbre da meta

0

Maio de 2019 – O Sport Lisboa e Benfica já sente o sabor do título, o entusiasmo da Reconquista a euforia da remontada concretizada na Liga.

Janeiro de 2019 – O Futebol Clube do Porto arranca o ano a liderar o campeonato com mais sete pontos que os encarnados e ainda com o conforto de saber que iria ter o Clássico no Dragão.

Uma época perdida torna-se uma época quase ganha. Uma época de conquista torna-se uma época quase desperdiçada. Quase.

As remontadas podem acontecer em qualquer momento. Em qualquer competição. Em jogos ou em tabelas classificativas. O FC Porto desacelerou quando se julgou em posição confortável. O FC Barcelona desacelerou no conforto de um 3-0 caseiro. O AFC Ajax desacelerou no sossego de um 3-0 a 45 minutos do sonho de uma final europeia.

E também o Sport Lisboa e Benfica já por vezes se esqueceu de acelerar no vislumbre da meta.

Meados de Fevereiro de 2012 – O SL Benfica lidera o campeonato à 18.ª jornada. Cinco pontos de avanço sobre o FC Porto e ainda a vantagem de um Clássico caseiro. Em três jornadas tudo mudou. Uma derrota em Guimarães seguida de um empate em Coimbra anulou a vantagem pontual e fez do clássico um duelo de líderes. Aos 87 minutos o Porto roubou definitivamente a liderança do campeonato e por lá se manteve até ao seu término.

Finais de Abril de 2013 – O Sport Lisboa e Benfica lidera o campeonato com quatro pontos de vantagem e a cinco jornadas do fim do campeonato. São 15 pontos a disputar e a necessidade de fazer 12 pontos para garantir o título. Abril fecha com a recepção ao Sporting CP e a viagem ao Estádio dos Barreiros. São seis pontos garantidos em dois jogos decisivos. A vista do título está à distância de duas vitórias caseiras com o GD Estoril Praia e Moreirense FC. E perante essa paisagem os jogadores fazem a festa na Madeira. A meta foi cruzada antes de ser alcançada. A corrida terminou antes de estar concluída. E o Sport Lisboa e Benfica assim desacelerou. Depois do sprint veio a festa na Madeira e o relaxamento pós-euforia. Um empate na Luz com o GD Estoril Praia reacendeu a necessidade de aceleração com o Dragão à espera. Aí um Kelvin aos 92 minutos fez do sonho pesadelo. E foi de joelhos que o Sport Lisboa e Benfica viu o já festejado título entregue ao rival do norte.

E perante essa paisagem os jogadores fazem a festa na Madeira
Fonte: Sapo.pt

Março de 2018 – O Futebol Clube do Porto recebe o Sporting CP com dez jornadas por disputar e consolida a sua liderança com cinco pontos de vantagem sobre o Sport Lisboa e Benfica. Com duas deslocações nas três jornadas seguinte o FC Porto cede duas derrotas e vê o SL Benfica assumir a liderança do campeonato em vésperas de jogo na Luz. Quando tudo apontava para a consolidação de uma liderança de quatro pontos com quatro jogos por se disputar, o SL Benfica recebeu o FC Porto no conforto de saber que o empate o mantinha na frente do campeonato. A equipa desacelerou e o Herrera sentenciou o campeonato. Sentença que o CD Tondela se limitou a adornar com uma remontada em pleno Estádio da Luz.

Estes são exemplos de uma história recente que se perdem na enormidade do oceano de episódios que enriquecem a História do Futebol.

O presente campeonato já esteve perdido pelo SL Benfica e ganho pelo FC Porto. O presente campeonato já esteve tremido para os encarnados perante a dureza momentânea do calendário. A fechar o passado mês, com quatro jogos por disputar e em igualdade pontual, o FC Porto foi a Vila do Conde colocar-se numa posição confortável com dois golos de vantagem com dez minutos para terminar o jogo, e o SL Benfica foi a Braga onde se colocou em perigo com a desvantagem no marcador ao intervalo e uns primeiros 45 minutos demasiado pálidos. Um contexto onde uma possível vantagem pontual azul e branca de três pontos a três jornadas do fim, se transforma numa vantagem pontual vermelhor e branca de dois. O FC Porto pelo conforto do resultado recuou e sofreu um pesado empate e os encarnados espicaçados pelo perigo imininete aceleraram para um goleada de 45 minutos.

Pode ser cliché mas no Futebol, tal como na vida, tudo pode mudar num minuto, num segundo. Um tropeção do defesa, a bola na barra, o árbitro de tendências estranhas, os ressaltos da bola e os desvios para golo de desesperados remates. É perigoso quando uma equipa mais que favorita permite que a sorte e o azar tenham uma palavra a dizer no desfecho de um jogo e de um campeonato.

O Sport Lisboa e Benfica vai amanhã a Vila do Conde e fecha o campeonato na Luz no próximo fim de semana com o CD Santa Clara. Sabe só precisar de quatro pontos para ser campeão mas tem de saber que precisa de lutar por seis pontos com duas vitórias contundentes. Tem de acelerar nesta recta final sem permitir qualquer relaxamento ou conforto pela vantagem já conquistada. Tem de ir já amanhã a Vila do Conde impôr o seu futebol, sem passividade e sem confortos. Sem permitir o seu adversário e o seu rival sequer acreditarem.

E em Vila do Conde o Sport Lisboa e Benfica terá de jogar pelo sonho de seis milhões que anseiam pela Reconquista
Fonte: SL Benfica

Este campeonato não pode nunca ser entregue pela bola ao poste aos 90 minutos, pelo penalty mal assinalado pelo juíz de preto ou pelo azar de um auto-golo ao cair do pano.
O campeão nacional terá de terminar o campeonato com dois grandes jogos, com duas vitórias sem contestação. Sem ressacas dos festejos de Braga nem dos festejos caseiros frente ao Portimonense SC. A equipa já tremeu e teve de acelerar para não vacilar. A equipa já festejou. Falta ser campeã. E em Vila do Conde o Sport Lisboa e Benfica terá de jogar pelo sonho de 6 milhões que anseiam pela Reconquista.

Entrar nos relvados, ter a iniciativa do jogo, manter a bola no pé e atacar a vitória. Sem espinhas.

Foto de Capa: SL Benfica

Braga Open: João Domingues é o justo vencedor!

0

À segunda edição do Challenger de Braga, segunda vitória para um tenista lusitano. Pedro Sousa não pode defender o título devido a lesão, mas, vindo de uma excelente participação no Estoril Open, João Domingues agarrou oportunidade para escrever o seu nome a letras douradas na (ainda) curta história do torneio.

Na final enfrentou o argentino Facundo Bagnis e entrou logo da melhor maneira e com o pé no acelerador. O argentino até serviu primeiro, mas de pouco lhe valeu, com Domingues a vencer os três primeiros jogos e rajada e colocar-se rapidamente com dois breaks de vantagem.

No entanto, Bagnis respondeu ao quarto jogo e recuperou um deles e recuperaria o outro ao oitavo jogo para igualar a 4-4. Sem mais breaks, o primeiro set, marcado também pelo conhecido rigor de Carlos Ramos que advertiu Bagnis pelo tempo despendido entre serviços, seria decidido no tiebreak, com o argentino a levar a melhor.

O segundo set também começou de feição para Bagnis, que quebrou Domingues logo a abrir. No entanto, depois de fazer o 2-0, não mais mexeu no seu marcador, com Domingues a ganhar seis(!) jogos consecutivos para empatar o encontro.

O final foi quase tirado a papel químico. Bagnis voltou a entrar bem e quebrar logo ao primeiro jogo, mas Domingues também tornou a dar a volta, mesmo ainda perdendo um ponto e a concentração por coaching, desta feita para vencer por 3-6.

É uma vitória especial para o português, que, após uma semana de alto nível, conquista apenas o seu segundo título Challenger (a juntar a sete em Futures), o primeiro em solo português, depois de Mestre 2017.

Resultado final: João Domingues 6-7(5); 6-2; 6-3 Facundo Bagnis

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ténis

CD Nacional 0-4 FC Porto: Dragões vencem na Madeira e adiam as decisões para a última jornada

A luta pelo título teve paragem na Madeira, onde o FC Porto cumpriu o seu papel e venceu o Nacional que, com esta derrota, cai à Segunda Liga.

O mar azul deslocou-se à Choupana na penúltima jornada do campeonato, onde o FC Porto precisava de vencer para manter viva a esperança de chegar ao título de campeão nacional. Do outro lado, estava o CD Nacional que se via obrigado a pontuar para não descer à Segunda Liga.

Os dragões entraram por cima na partida mas quem teve a primeira soberana ocasião de golo foi o Nacional. Uma bola bombeada a partir da defensiva madeirense para Riascos, com uma falha de Militão e outra de Vaná pelo meio, deixaram o avançado sozinho com a baliza portista à mercê, mas Riascos não conseguiu concluir com sucesso o lance.

Não marcou o Nacional, marcou logo de seguida o FC Porto. Num livre frontal à baliza de Daniel Guimarães, após uma falta sobre Otávio, Alex Telles executou com excelência e deu avanço ao FC Porto no marcador, à passagem do quarto de hora da partida.

Os azuis e brancos não tiraram o pé do pedal e fizeram o segundo em cima do minuto 30. Óliver foi com a bola pelo lado do esquerdo do meio-campo portista até à área nacionalista, armou o remate de pé esquerdo e fez o segundo do FC Porto. Os homens de Sérgio Conceição ganhavam assim uma vantagem confortável desde cedo na partida.

Do lado madeirense, Riascos dava sinal de querer mudar o rumo da partida e, aos 41’, numa jogada individual, rematou muito perto do poste direito de Vaná.

Os jogadores saíram para os balneários com o FC Porto em vantagem por duas bolas a zero, naquela que foi uma primeira parte claramente de sentido único, com o Nacional a evidenciar fragilidades defensivas e a apostar no jogo direto para os seus avançados como forma preferencial de criar perigo na defensiva portista.

Alex Telles inaugurou o marcador a partir de uma execução irrepreensível de um livre direto
Fonte: FC Porto

O FC Porto entrou forte no segundo tempo com oportunidades de golo. Primeiro foi Marega a não conseguir desviar a bola do corpo de Diogo Coelho e depois Corona a rematar para uma boa intervenção de Daniel Guimarães.

Os dragões não se satisfaziam com os dois golos de vantagem e chegaram mesmo ao terceiro por intermédio de Corona. Marega ganhou a linha, cruzou e Corona, em jeito acrobático, colocou a bola pela terceira vez no fundo das redes do Nacional.

Depois de assistir Corona, Marega esteve à beira de deixar o seu nome na ficha de marcadores da partida mas, isolado, não acertou na baliza madeirense.

Riascos, aos 68’, procurou cavar uma grande penalidade por alegada falta de Felipe. Carlos Xistra, numa primeira decisão, apontou para a marca dos onze metros, mas, com recurso ao VAR, anulou essa decisão e sancionou o avançado madeirense com cartão amarelo.

Aos 86’, na sequência de um canto, Abdullahi cortou a bola com o braço e Carlos Xistra assinalou penálti. Marega não vacilou e fez o quarto golo da partida.

Carlos Xistra apitou para o final da partida e o FC Porto somou três pontos importantes que permitem aos comandados de Sérgio Conceição sonhar com o título de campeão nacional. O Nacional, com esta derrota, é despromovido à Segunda Liga, depois de ter subido na última temporada.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Nacional: Daniel; Kalindi, Júlio César, Diogo Coelho, Nuno Campos; Vítor Gonçalves, Abdullahi, Marakis (Diego Barcelos, 81’); Riascos, Okacha (Witi, 84’) e Camacho (Rochez, 77’)

FC Porto: Vaná; Alex Telles, Felipe, Militão, Manafá; Corona (Fernando Andrade, 76’), Danilo, Óliver, Otávio (Maxi, 86’); Marega e Soares (Loum, 75’)

CD Cova da Piedade 0-0 Varzim SC: Empate saboroso garante manutenção do Piedade

Tarde de muito calor e festa na Cova da Piedade, com o Varzim e os almadenses a não quebrarem o nulo e o ponto conquistado a manter o Piedade na Segunda Liga.

A precisar de apenas um empate, Miguel Leal lançou Willyan e Ronaldo Tavares no onze inicial, enquanto César Peixoto, a precisar urgentemente de pontos para se aproximar das equipas acima da linha de água, fez quatro alterações em relação ao onze goleado pelo Famalicão, com Ismael Lekbab, Jeferson, Sandro Cunha e Chérif a serem titulares.

O Cova da Piedade começou mais ofensivo e matreiro, apostando nos flancos para bombear bolas para a área, enquanto o Varzim contou com fortes dificuldades em ultrapassar a defesa alta e organizada dos locais. O primeiro perigo acabou por surgir de bola parada, com um livre na direita de Hugo Firmino a chegar à cabeça de Allef no centro da área, mas a bola foi ligeiramente por cima.

O Varzim SC só surgiu com perigo perto da meia-hora de jogo, com uma subida pela esquerda de Ricardo Barros a resultar num cruzamento para a área, onde Rui Pedro embrulhou-se com a bola e o perigo desvaneceu-se.

Ambas as formações apostavam nos cruzamentos, tentando que aparecesse um desvio na área que inaugurasse o marcador, mas nenhuma das equipas conseguiu ter sucesso com esta tática, acabando por chegar o tempo de intervalo com o nulo no marcador debaixo de um calor abrasador na Margem Sul, mas com futebol morno no relvado.

No segundo tempo o jogo não melhorou, com o Varzim a ter mais iniciativa  e a rondar mais a baliza adversária, mas os cruzamentos continuavam a ser ineficazes, com sérias dificuldades de Ricardo Barros em encostar a bola para o fundo das redes do Piedade, enquanto os locais pareciam cada vez mais confortáveis com o empate.

A tarde de muito calor que se viveu na Margem Sul dificultou o trabalho das duas equipas
Fonte: Bola na RedeR

Numa etapa complementar a deixar a desejar, também prejudicada pelo intenso calor, a emoção estava guardada para os últimos minutos, com o Varzim SC a fazer a baliza do Piedade abanar na sequência de um livre de Pavlovski, que acertou em cheio no poste e com Anacoura batido.

Seguiu-se o Cova da Piedade a atacar, com Danilo Dias a aparecer nas costas da defesa e, já dentro da área, atirou para um ligeiro desvio, que fez a bola sair mesmo ao lado do poste. Na sequência do canto gritou-se mesmo golo no Estádio Municipal José Martins Vieira, com Allef a desviar um cabeceamento para o fundo das redes de Ismael, mas o tento foi anulado por fora-de-jogo.

Voltaram os poveiros ao ataque, com Ricardo Barros a cabecear dentro da área para defesa apertada de Anacoura. A emoção era grande nos últimos minutos e, na compensação, o Cova da Piedade quase matou o jogo, com grande confusão na área a acabar numa bola para  a entrada da área, chutada para um corte em cima da linha.

No final, o nulo não se quebrou e o Cova da Piedade festejou manutenção a uma jornada do final do campeonato, garantindo que jogará na Segunda Liga na próxima temporada, enquanto o Varzim SC adia para a última jornada as contas da manutenção, sabendo que se não ganhar desce automaticamente ao Campeonato de Portugal.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Cova da Piedade: Anacoura, P. Coronas, Willyan, Allef, Evaldo, A. Carvalhas (D. Dias, 55’), T. Cele, S. Mané, M. Rosa (Ballack, 83’), H. Firmino e R. Tavares (B. Diarra, 76’)

Varzim SC: Lekbab, Silvério, Jeferson, S. Cunha, R. Coentrão, Chérif (J. Amorim, 78’), Nelsinho, Estrela, V. Rocha (S. Payne, 83’), R. Barros e R. Pedro (M. Pavlovski, 66’)

 

Frente a Frente: FC Porto 2017/2018 vs FC Porto 2018/2019

0

Quando o fim da temporada futebolística se aproxima todos os adeptos do FC Porto, e do futebol em geral, procuram perceber quem foi o grande culpado pelo sucesso ou insucesso da época. Quando algo corre bem o treinador é quase o “melhor do mundo” e os jogadores são atletas fora-de-série. Quando os resultados não são os esperados, a vítima poderá ser o fraco plantel ou o treinador que não tem qualidade para gerir a equipa.

Nesta temporada 2018/2019 nem tudo correu como era expectável para o FC Porto – a liderança isolada fugiu para o rival SL Benfica e a Taça da Liga teve como destino Alvalade. Matematicamente, há ainda a hipótese dos dragões serem campeões nacionais e a final da Taça de Portugal ainda vai ser jogada. Na Liga dos Campeões, assim que um gigante europeu aparece no caminho da equipa portuense torna-se muito difícil seguir em frente. Em suma, caso o FC Porto não conquiste o campeonato, esta temporada será relativamente inferior a nível de prestação nas provas nacionais e internacionais. Mas a que se deve?

Na época passada os azuis e brancos conquistaram o principal objetivo, o campeonato português. Da temporada transata para esta as principais diferenças, a nível de plantel, foram as alterações no setor defensivo/centro campista. Dos atletas que saíram do clube, os principais obreiros do título foram Marcano, que partiu para a AS Roma, Diogo Dalot, que integra os quadros do Manchester United FC, Ricardo Pereira, que brilha agora no Leicester City FC e Sérgio Oliveira, que se encontra emprestado aos gregos do PAOK. Para colmatar as perdas destes atletas o FC Porto contratou ao longo da época jogadores como Militão, Pepe, Mbemba, Manafá, Loum, Fernando Andrade, fez regressar Adrián López e André Pereira e promoveu Diogo Leite e Bruno Costa.

Analisemos as principais diferenças estatísticas nas duas épocas (época atual encontra-se à porta da 33ª jornada):

Fonte: Bola na Rede

Tendo em conta que a atual época ainda não terminou e o FC Porto esteve presente em mais dois jogos do que na temporada passada, faltando ainda mais três, a estatística mostra que a nível defensivo o FC Porto está mais debilitado do que há um ano. A nível pontual, se ganhar os dois jogos que faltam para o fim do campeonato chegará à marca dos 85 pontos, menos três do que na época passada.

Tiquinho Soares é o melhor marcador da equipa com 15 golos, menos sete golos do que Marega tinha à 34ª jornada da época passada. Não são só de estatísticas que se fazem o campeonato e houve vários fatores que podem ter influenciado os maus resultados deste ano: a maré de lesões que assolou o plantel, o calendário preenchido que provocou alguma fadiga, a gestão por parte da equipa técnica, etc. A culpa não se trata apenas dos jogadores e/ou da equipa técnica, mas sim do conjunto de fatores que fazem acontecer os maus resultados. A nível de futebol praticado, por ter sido a primeira época de Sérgio Conceição ao FC Porto e, consequentemente, uma época de mudança, talvez o jogo tático/técnico na primeira temporada fosse melhor do que atualmente.

Veredito: Na época 2017/2018 o FC Porto realizou menos jogos do que na atual, mas a nível exibicional e a nível de resultados demonstrou ser uma melhor equipa. Os dragões souberam aproveitar as oportunidades que tiveram para se manterem na frente do campeonato. Na época 2018/2019 a equipa da cidade invicta foi mais longe em todas as competições a eliminar, mas para o campeonato, tendo em conta a exigência dos adeptos e o facto de ter perdido uma distância de sete pontos para o segundo classificado retirou a credibilidade a toda a equipa.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves