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Os 10 melhores combates da carreira de Kurt Angle

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A despedida de Kurt Angle dos ringues foi tudo menos alegre; os seus melhores anos já passaram há muito tempo e os seus últimos combates provam-no. É triste recordarmos uma lenda desta maneira, por isso vou fazer a minha parte para o impedir.

No seu pico de forma física, Angle era conhecido como a Wrestling Machine, uma alcunha mais do que merecida. Ele fazia bons combates com toda a gente e alguns desses foram simplesmente fenomenais.

É por isso que, para me despedir como deve ser de Kurt Angle, vou recordar os 10 melhores combates da sua carreira.

Menções Honrosas:

  • Kurt Angle vs Rey Mysterio (Summerslam 2003)
  • Kurt Angle vs Undertaker vs The Rock (Vengeance 2002)
  • Kurt Angle vs Eddie Guerrero (Wrestlemania XX)

Nota: cingi-me a combates que Angle fez na WWE porque não conheço muito do seu trabalho na TNA e por isso não seria capaz de fazer uma selecção justa.

As 5 revelações do Sporting CP esta época

Quando já só faltam apenas três jornadas para o fim do campeonato e a final do Jamor, debrucei-me sobre a época realizada pelo Sporting CP ao longo desta época. Verifiquei algumas boas surpresas desde o início da época até ao atual momento do clube.

Deste modo, irei revelar os cinco jogadores que, na minha opinião, se revelaram boas surpresas para os adeptos leoninos.

A volatilidade da opinião pública

Vivemos num país onde se destaca muito a volatilidade da opinião pública e no futebol não é excepção. Vivamos numa sociedade onde se passa muito rapidamente do oito ao oitenta, de bestial a besta. Passando esse facto para o futebol português, há os exemplos dos rivais lisboetas que já passaram por essas mesma situações no decorrer da temporada.

Comecemos pelo Sporting CP, que despediu José Peseiro à passagem para o mês de Novembro, sendo este substituído por Marcel Keizer, um treinador que era um desconhecido para grande parte da nação sportinguista. O treinador holandês iniciou o seu percurso no Sporting com sete vitórias consecutivas. As goleadas, os muitos golos marcados e o bom futebol rapidamente conquistaram os adeptos leoninos, levando-os a criar a hashtag #Keizerball.

Uns tempos mais tarde, as coisas mudaram. No mês de Fevereiro, o Sporting sofre duas derrotas consecutivas contra o Benfica e é eliminado da Liga Europa pelo Villarreal, clube que tem lutado para não descer na Liga Espanhola. Em 2/3 meses, os adeptos do Sporting passaram do #Keizerball para os lanços brancos.

Bruno Lage já foi alvo de alguma contestação na Luz
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

No outro lado da Segunda Circular, o SL Benfica mudaria de treinador no início de 2019, com Rui Vitória a não resistir à senda de más exibições e resultados e a ser substituído por Bruno Lage. O então treinador da equipa B conduziu a equipa a uma recuperação no campeonato que muitos julgavam ser impossível.

Em dois meses, o Benfica de Bruno Lage recuperou a liderança do campeonato, ganhou em Alvalade e no Dragão e aplicou a maior goleada no campeonato dos últimos 50 anos, sendo levado ao “endeusamento” por parte dos adeptos. Passado pouco mais de um mês, a equipa é eliminada da Taça de Portugal e da Liga Europa, que aumentou acentuadamente a contestação dos adeptos, dizendo que Bruno Lage deveria sair do Benfica caso não seja campeão.

Esta mentalidade espelha bem a realidade do futebol português (e não só). Uma mentalidade onde os resultados estarão sempre acima do projecto, do processo, da qualidade do jogo. A necessidade que os adeptos têm de criar ídolos faz muitas vezes com que estes não tenham capacidade de gerir as suas expectativas, e que não entendam que os resultados vão e vêem, mas que a qualidade prevalece.

 

Fonte: Sporting CP

Van Dijk coroado Rei da Premier League, Sterling príncipe

Decorreu no passado domingo a cerimónia de entrega de prémios da Associação de Jogadores Profissionais (PFA) de Inglaterra, que distinguiu os jogadores que mais se destacaram no decorrer da edição 2018/2019 da Premier League. Virgil van Dijk, defesa-central do Liverpool, foi o grande vencedor da noite, ao ser eleito o melhor jogador do ano, sucedendo ao seu colega de equipa Mohamed Salah, que havia vencido no ano passado.

O holandês superou a concorrência do seu colega de equipa Sadio Mané, dos citizens Raheem Sterling, Sergio Kun Aguero e Bernardo Silva e do belga Eden Hazard, que foram nomeados para o galardão. Van Dijk é consensualmente um dos melhores centrais da atualidade e tem-se destacado no eixo defensivo dos Reds, que ainda discutem taco-a-taco o título de campeão. Por isso mesmo, o «timing» destes prémios não me parece o mais adequado, uma vez que a época ainda não acabou e um brilharete de um destes jogadores num dos próximos jogos poderia alterar o desfecho do vencedor do campeonato e, meritoriamente, deste prémio.

Van Dijk tornou-se o quarto defesa a vencer o prémio e o primeiro desde 2004, ano em que John Terry foi o distinguido. A soberania do holandês levou a melhor sobre a preponderância que Sterling e Bernardo Silva têm no Manchester City. O português está a realizar a melhor época da carreira, com uma regularidade tremenda e já leva 7 golos e 8 assistências, enquanto que Sterling também vive a sua melhor temporada na Premier League, com uns impressionantes 17 golos e 12 assistências só no campeonato. A qualquer um dos três, o prémio ficaria bem entregue.

Raheem Sterling, o melhor jogador jovem da competição
Fonte: AFA Awards

Raheem Sterling, no entanto, não saiu da cerimónia de mãos a abanar e foi eleito o melhor jogador jovem da competição. O inglês de 24 anos levou novamente a melhor sobre Bernardo Silva e ainda sobre Trent Alexander-Arnold (Liverpool), Declan Rice (West Ham), David Brooks (Bournemouth) e Marcus Rashford (Manchester United). É algo injusto para o português sair sem nenhum dos dois prémios, mas Sterling tem melhores números e Van Dijk está numa época intratável.

Para finalizar, a equipa do ano já era conhecida, mas também recebeu o prémio no decorrer da cerimónia. Manchester City e Liverpool dominaram, sendo Paul Pogba o único “intruso” no XI (opção muito discutível; Hazard, nomeado para melhor jogador, deveria fazer parte dela). Os eleitos foram: Ederson, Alexander-Arnold, Van Dijk, Laporte e Robertson; Pogba, Fernandinho e Bernardo Silva; Sterling, Mané e Aguero.

Nota ainda para os prémios no feminino, com Vivianne Miedema, avançada do Arsenal, a ser considerada a melhor jogadora, e Georgia Stanway, centrocampista do Manchester City, a ser distinguida como melhor jogadora jovem da Premier League feminina.

Foto de capa: PFA Awards

Artigo revisto por: Jorge Neves

UFC Fight Night Florida: Hermansson captura Jacaré

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Jack Hermansson venceu Jacaré Souza no combate principal do UFC Fight Night Florida. Greg Hardy nocauteou Smoliakov no primeiro round, e Mike Perry e Alex Oliveira protagonizaram uma autêntica batalha. Glover Teixeira e Jim Miller venceram os prémios de Performance da Noite, nas suas finalizações por submissão.

O combate principal da noite trouxe a luta entre Ronaldo “Jacaré” Souza e Jack Hermansson, na divisão de peso-médio.

Estava prometido por Dana White que caso Jacaré vencesse, tinha assegurado uma chance de lutar pelo título. O brasileiro vinha de uma vitória sobre Chris Weidman no UFC 230, e aos 39 anos, já em fim de carreira, era a altura perfeita para conseguir uma luta de título.

Jack Hermansson lutava pela segunda vez no espaço de um mês. O sueco vinha de três vitórias seguidas, frente a Thales Leites, Gerald Meerschaert e David Branch. Conseguiu entrar no top-10 da divisão, e procurava subir nos rankings ao enfrentar o nº4.

Jack Hermansson venceu Jacaré Souza
Fonte: UFC

Hermansson entrou melhor no combate, com um strike superior e mais eficaz. A certa altura até deu a entender que tinha derrubado Jacaré depois de uma sequência de quatro golpes, mas foi ao mesmo tempo que o brasileiro tentou uma projeção. Hermansson conseguiu até uma projeção, surpreendentemente, visto que Jacaré é um mestre no jiu-jitsu. No chão procurou uma guilhotina, mas sem sucesso.

O segundo round foi mais virado para o combate de chão. No contra-ataque Hermansson conseguiu uma incrível projeção e esteve sempre em cima do adversário. Jacaré não conseguiu raspar nem mudar a guarda, foi pouco ativo na luta de costas. Hermansson esteve sempre agressivo e procurou distribuir vários golpes. No final da ronda, os golpes no chão estavam 104-5 a favor de Hermansson.

O terceiro round foi enorme para Jacaré. Jack parecia um pouco cansado, e o brasileiro soube tirar proveito disso. Acertou bastantes golpes e muito fortes, alguns até abanaram Hermansson, que não soube lidar com a pressão do strike do adversário.

Na quarta ronda vimos um Hermansson melhor no strike. Mais virado para pontuar, acertar e não ser atingido, e utilizar bem a distância. No corpo a corpo junto à jaula, conseguiu gerir bem o esforço. Venceu este round, e com um 3-1 em rondas tinha de gerir bem o último para assegurar a vitória.

O sueco entrou agressivo porque pensava que Jacaré estava magoado, mas não. Conseguiu uma projeção, mas o brasileiro reverteu a posição e também o conseguiu projetar. Jack manteve a vontade de gerir o esforço e procurar pontuar com o strike. No fim do round Jacaré percebeu que estava em desvantagem e seria impossível vencer por pontos, então começou a ser mais agressivo e procurar a finalização. As suas esperanças caíram por terra quando, a faltar menos de um minuto, Hermansson consegue uma projeção.

No final a vitória foi atribuída a Jack Hermansson por decisão unânime. Dois juízes pontuaram 48-47 (3-2 em rondas) e um pontuou 49-46 (4-1 em rondas).

Esta derrota pode significar a retirada de Jacaré Souza. Antes deste combate referia que caso não tivesse uma luta pelo título, se reformava.

No co-main event Greg Hardy enfrentou Dmitri Smoliakov, na divisão de peso-pesado. Hardy foi desqualificado no seu último combate contra Allen Crowder por ter lançado um joelho ilegal. Smoliakov perdeu os seus dois primeiros combates no UFC, tendo depois vencido Evgeniy Bova na Asian Challenge.

Smoliakov entrou com intenção de analisar o adversário antes de entrar em grandes trocas de golpes. Hardy entrou com precaução, mas com o KO em mente. O americano conseguiu encostar Smoliakov perto da jaula e acertou um grande gancho de direita, e finalizou de seguida o adversário com ground and pound.

Alex Oliveira e Mike Perry protagonizaram a luta da noite na divisão de peso meio-médio. Oliveira vinha para este combate na sequência da derrota contra Gunnar Nelson no UFC 231, enquanto Perry também vinha de uma derrota contra Donald Cerrone no UFC Fight Night 139.

Perry foi quem procurou mais a vitória
Fonte: UFC

Oliveira entrou mais solto e a acertar vários e bons golpes. Apesar de ter de combater a recuar, teve mais iniciativa no striking. Perry ganhou pontos no clinch, e quando lançava golpes eram para finalizar.

No segundo round Oliveira manteve-se bem no strike mas Perry conseguiu levar o combate para o chão e esteve muito bem no ground and pound. Sempre à procura da finalização e de distribuir golpes para finalizar o adversário.

Na terceira ronda tudo estava em aberto, mas foi Perry que procurou mais a vitória. Esteve mais agressivo e procurou finalizar. Oliveira também teve o azar de uma possível lesão num dedo do pé direito. No final os juízes deram a vitória a Mike Perry por 29-28 (dois rounds para Perry, um para Oliveira).

Glover Teixeira e Ion Cutelaba defrontaram-se na divisão de peso meio-pesado. Glover já com 39 anos vinha de uma vitória frente a Karl Robertson por submissão via triângulo de braço. Ion Cutelaba vinha de duas vitórias seguidas frente a Henrique da Silva e Gadzhimurad Antigulov, e procurava entrar no top-15 da divisão com uma vitória.

Cutelaba entrou bem agressivo contra um Teixeira um pouco passivo, ainda a analisar o estilo do adversário. Cutelaba acertou um punho rotativo e abanou Glover. Ainda procurou a finalização mas sem sucesso. A partir daí Ion começou a gerir melhor o esforço, a procurar acalmar o combate. Glover recuperou rapidamente daquela pior fase, e esteve muito agressivo no fim do round.

Foi dessa forma que entrou para o segundo round, e conseguiu inclusive levar o combate para o chão, onde sabia que tinha uma grande vantagem. A partir daí pareceu fácil: fez boas transições no chão e mudou várias vezes a guarda. Cutelaba deu as costas a Teixeira que aplicou um mata-leão, finalizando dessa forma o combate.

A divisão de peso-galo trouxe o combate entre John Lineker e o invicto no UFC, Cory Sandhagen. Lineker estava numa sequência de duas vitórias seguidas, frente a Marlon Vera e Brian Kelleher. Sandhagen vinha de três vitórias, nos primeiros três combates pela promoção.

No início da luta era bem visível a diferença de altura entre os dois lutadores: Sandhagen tinha uma vantagem de 11 centímetros na envergadura. Devido a isso Lineker encontrou dificuldades em encurtar a distância. Sandhagen quando lançava golpes aproximava-se do adversário e Lineker conseguia acertar duros golpes, apesar de ter falhado alguns.
O segundo round foi mais equilibrado, ambos a acertar vários golpes e muitos significativos. Era visível algum cansaço em Lineker.

O terceiro round trouxe um Sandhagen que conseguiu gerir melhor a distância face a Lineker, e acertou mais golpes. Lineker nesta fase continuava a lançar golpes para finalizar, mas a falhar um grande número deles. Perto do fim da ronda ainda conseguiu uma projeção e quase finalizou Sandhagem com uma guilhotina.

Após um combate muito técnico e equilibrado, Cory Sandhagen venceu por decisão dividida (29-28; 28-29; 29-28).

Roosevelt Roberts e Thomas Gifford enfrentaram-se na divisão de peso-leve. Gifford estreava-se no UFC, enquanto Roberts estava invicto (6-0) e vinha de uma vitória frente a Darrell Horcher no UFC Ultimate Fighter Finale 28.

Gifford entrou a conseguir controlar o octógono e a forçar o adversário a recuar. Roberts consegue a projeção e controlou a ronda toda no chão. Apesar disto Gifford não esteve inativo: tentou sempre mudar a guarda e até procurou uma submissão.

Na segunda ronda ocorreu algo semelhante. Gifford manteve a pressão no strike mas Roberts acertou golpes melhores. Conseguiu novamente a projeção e manteve o mesmo controlo, mas desta vez mais agressivo procurando lançar mais golpes.

O terceiro round foi mais equilibrado. Gifford controlou o octógono no strike e até conseguiu a sua única projeção no combate. Roberts conseguiu levantar-se e também projetou o adversário e tentou novamente o ground and pound. No final o justo vencedor foi Roosevelt Roberts, com um resultado de 30-27.

O próximo evento será o UFC Fight Night Ottawa, no dia 5 de maio. O cartaz será protagonizado por Al Iaquinta e Donald Cerrone.

Foto de Capa: UFC

Kahwi Leonard e Siakam em grande forma conduzem os Raptors à primeira vitória da série

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Finalmente, os playoffs começam a aquecer e já podemos assistir a algumas séries de alto nível, algumas delas podiam mesmo ser finais antecipadas como é o caso dos Warriors vs Rockets ou qualquer um dos duelos da Conferência Este.

E é por aí que vou começar. Na Conferência Este não é nada habitual assistirmos a uma segunda ronda dos playoffs tão equilibrada, na teoria. Aliás, na Conferência Este não é sequer normal não haver um favorito, logo à partida.

Uma década de hegemonia de LeBron James na NBA
Fonte: NBA

A razão para isto acontecer é LeBron James visto que, desde 2010/2011 leva a equipa que representa às finais da NBA, ou seja, a equipa representada por LeBron James seria sempre a favorita a vencer a Conferência. Este ano, sem a presença de “King James” na Conferência Este e com 4 equipas ao mesmo nível é difícil prever o favorito.

Em primeiro lugar posso falar de um Kawhi Leonard em modo Playoff. Em 38 minutos de jogo dizimou a equipa dos Sixers com 45 pontos, 3 triplos, 70% de lançamentos de campo, 11 ressaltos defensivos, 2 roubos de bola e 1 bloqueio.

Tive o prazer de assistir a este grande jogo e posso afirmar que os Raptors liderados por Kawhi Leonard a 100%  com a ajuda de um poderoso Pascal Siakam (que está a fazer uma época incrível), de Kyle Lowry que tem muita qualidade de passe e capacidade defensiva e com a companhia de um atirador competente em Danny Green, podem não só vencer a Conferência como podem também destronar os atuais campeões nas finais da NBA.

Em relação aos Sixers, pude observar alguma fadiga ou problema muscular em Embiid, Ben Simmons ainda sem tentar um triplo, o que faz com que lhe deixem muito espaço e seja menos um jogador para ser marcado e em Playoffs não vai ser fácil para os Sixers vencerem uns Raptors tão fortes com Ben Simmons tão desconfortável em relação ao lançamento de 3 pontos. Jimmy Butler em 38 minutos fez 10 pontos, só por aí já está tudo dito. No entanto, acho que os Philadelphia 76ers não vão deixar escapar esta oportunidade e vão fazer tudo para chegarem às finais. Será, certamente, uma série de 6 ou 7 jogos.

Kyrie Irving a liderar a equipa a caminho das finais de Conferência
Fonte: NBA

Em segundo lugar, Os Bucks a perderem o primeiro jogo da série em casa também não vão superar os Celtics liderados por Kyrie Irving. E é aqui que podemos aperceber-nos da verdadeira grandeza de Giannis Antetokounmpo comparado com Kyrie Irving, Kawhi Leonard, Kevin Durant, Steph Curry, Damian Lillard ou LeBron James.

E com isto não estou a dizer que Giannis não é um dos melhores jogadores da NBA ou que não tem qualidade para isso, o que quero dizer é que em termos de capacidade para decidir um jogo a eliminar a sério ainda não está ao nível dos jogadores que acabei de referir e para passar pelos Boston Celtics vai ser preciso um Antetokounmpo capaz de mostrar quem manda em sua casa e quem tem o poder de decidir um jogo.

Na conferência Oeste, prevejo uma final muito simples, os favoritos a ganhar o título e atuais campeões, Golden State Warriors a enfrentarem os Blazers liderados por Damian Lillard e CJ McCollum. Apesar da qualidade irrefutável dos Rockets, é curto para vencer a equipa de Steph Curry e Kevin Durant.

James Harden é um jogador de grande qualidade e capacidade técnica, mas frente a um bom defensor o seu jogo fica muito limitado visto que, não é um jogador com capacidade para receber e lançar, ou seja, tem a necessidade de preparar o seu próprio lançamento e em termos de capacidade para perfurar a defesa adversária não é um jogador forte, atlético nem com capacidade para explodir. Pude assistir a isso mesmo no primeiro jogo.

Durante praticamente o jogo todo, Harden foi defendido por Klay Thompson que é um defensor de topo, muito subvalorizado defensivamente, e por Iguodala, um jogador muito forte defensivamente que, para quem não se lembra, venceu o prémio de MVP das finais pela sua eficiente defesa a LeBron James em 2014/2015. Deste modo, apesar de ter acabado com 35 pontos, Harden teve uma percentagem de lançamentos de campo de 32%, acertando apenas 9 dos seus 28 arremessos.

Do lado dos Nuggets, não os vejo a fazer mais de 6 jogos nesta série frente a um Damian Lillard muito, muito forte.

Foto de Capa: NBA

FPF eSports: Grow uP e FTW Legacy partilham liderança na PS4/Vitória FC continua domínio no PC

Esta semana apontamos as nossas direcções para a Liga 1 da PS4 onde o topo da tabela se encontra ao rubro. Numa semana de jogos grandes entre equipas que estão a lutar pelo título, o destaque vai claro para a partida entre os Grow uP eSports e os FTW Legacy que se enfrentaram em dois embates que prometiam imenso. Se alguma destas equipas conseguisse conquistar os seis pontos, passaria directamente para o primeiro lugar.

No primeiro jogo tivemos vitória por 1-0 dos FTW Legacy em casa dos Grow uP eSports num jogo equilibrado e que os FTW Legacy conseguiram ter mais oportunidades e aproveitar uma delas, na qual miguelriba fixou o resultado final em 1-0.

No segundo jogo a história acabou por ser diferente, no fim três pontos para os Grow uP eSports ao vencerem por 2-1, os FTW Legacy começaram melhor o jogo ao vencer cedo logo aos 25min. com golo de miguelriba e só na segunda parte é que os Grow uP eSports viriam a responder ao empatar aos 60min. com golo de Duro e já ao cair do pano gouvy desfere o golpe final e consegue fazer o golo que dá os três pontos muito importantes para a equipa dos uP. Destaque ainda para dreganfire com duas assistências que fizeram a diferença no resultado final.

Nas outras partidas deste Matchday 10, embate entre o Sporting CP eSports e a equipa dos EGN, no qual os verdes e brancos saíram com vantagem ao conquistar quatro pontos desta dupla jornada, após o 0-0 no primeiro jogo venceram o segundo jogo por 2-1. Duas excelentes vitórias por parte do CD Feirense SAD eSports sobre a equipa do Aparecida FC permitiram aos fogaceiros encostar-se ao topo da tabela fixando-se nos 40 pontos e apontando aos primeiros lugares da Liga 1.

Por fim, a destacar o confronto entre equipas do fundo da tabela, os Lionhearts conseguiram fugir aos EyeShield Gaming com quatro pontos conquistados nesta dupla jornada, resultados de 2-2 e 3-2 em duas grandes partidas colocam agora os Lionhearts com 16 pontos no 12º lugar da tabela, por outro lado EyeShield Gaming e Aparecida FC fecham a classificação com 10 pontos cada.

Tempo ainda para olharmos para as estatísticas desta Liga 1 após 20 partidas realizadas. O melhor marcador é lanzinha25 o jogador do CD Feirense SAD eSports está isolado com 19 golos registo impressionante para o avançado fogaceiro. No top das assistências temos um novo líder em samucapsi do SC Braga eSports com 13 assistências e logo atrás dreganfire dos Grow uP eSports com 12 assistências. Destaque final para o guardião do Rio Ave FC eSports, leitao1997 com 11 jogos sem sofrer golos mais de metade das partidas disputadas dos vilacondenses.

Fonte: FPF eSports

Viramos agora as nossas atenções até ao Campeonato Nacional do PC!

O domínio continua por parte do Vitória FC eSports que só conhece o sabor da vitória, 14 partidas e 14 vitórias. 35 golos marcados e apenas seis sofridos e 42 pontos somados até ao momento. Semana bastante limpa para a equipa do Vitória FC que venceu na segunda-feira o CS Marítimo eSports por 2-0 e na quarta-feira venceram de maneira dominadora os Quinas Club eSports por 4-0 obtendo algum tipo de compensação pela derrota na final da Taça Nacional.

Em outros campos, o Vitória SC eSports soma mais seis pontos importantes na perseguição, apesar da diferença de dez pontos. Resultados de 1-0 e 3-1 permitem aos Vitorianos voltar aos triunfos e distanciar-se do resto da tabela.

No terceiro lugar encontram-se os madeirenses com 25 pontos após derrota na segunda-feira sobre o Vitória FC eSports a equipa do CS Marítimo respondeu na quarta-feira com uma vitória convincente por 4-1 frente aos Lumberjacks FC com destaque para o seu avançado Reloadz que apontou o primeiro hat-trick da equipa verde-rubra no campeonato.
De seguida os Águias eSports após empate a zero frente aos Quinas Club na segunda obteram os três pontos desejados frente aos Grow uP eSports em vitória por 2-1 e mantém-se no quarto posto com 22 pontos apenas três atrás do CS Marítimo eSports.

Entre o quinto lugar e nono apenas cinco pontos separam estas cinco equipas havendo um equilíbrio claro no meio da tabela desta competição de realçar que a equipa dos Lumberjacks FC se encontra na oitava posição mas apresenta o segundo melhor ataque da prova com 23 golos marcados em 14 partidas.

Na tabela de melhores marcados, claro está, domínio também por parte do Vitória FC eSports com os seus dois avançados no topo. Canadiano com 14 golos apontados e w0zzer logo de seguida com 11. Nos melhores assistentes da liga liderança isolada por parte do médio ofensivo do Vitória FC, che_galego com 15 assistências, logo a seguir está vvinte dos Lumberjacks FC com sete contribuições para golo.

Terminamos com destaque para os guarda-redes, até ao momento temos empate entre Scotti do CS Marítimo eSports e Rusty dos Águias eSports com sete cleansheets em 14 jogos, metade dos jogos sem ver a sua baliza a balançar as redes um excelente registo para estes dois guardiões.

Fonte: FIFA Pro Clubs PC Portugal

Foto de Capa: FPF eSports/FIFA Pro Clubs PC Portugal

Estoril Open 2019 – Dia 3: Dia de sol, calor e “Ambiente Taça Davis”

O primeiro dia do Quadro Principal desta edição do Estoril Open ficou à semelhança da fase de qualificação com um sabor agridoce, em virtude de apenas um dos dois jogadores lusos em ação neste dia na variante de singulares ter conseguido passar aos oitavos de final.

O segundo tenista português mais cotado da atualidade, Pedro Sousa (n.º 107 do mundo), acabou eliminado pelo jovem norte americano, Reilly Opelka (n.º 59 do mundo), tenista mais alto do circuito ATP, pelos parciais de 7-6(2) e 6-4.

Pedro Sousa esteve claramente abaixo daquilo a que habituou os portugueses no torneio português, frente a um adversário que apesar de se encontrar melhor colocado no ranking, o português a jogar em casa e na sua superfície preferida tinha obrigação de fazer melhor, ou não tivesse o norte-americano bastantes dificuldades na terra batida para impor o seu estilo de jogo que se baseia sobretudo no serviço.

O tenista português ainda conseguiu criar alguma incerteza no rumo do encontro, onde após um primeiro set muito equilibrado onde apenas vacilou no tie break, entrou de rompante no segundo onde chegou a estar a vencer por 3-0, contudo, de repente “despareceu” do encontro e num ápice viu-se novamente em desvantagem que não mais recuperou e terminando assim a sua participação na prova de forma precoce.

Se por um lado tivemos a desilusão da eliminação de Pedro Sousa, o melhor estava ainda por vir, com a sensacional vitória de João Domingues e consequente apuramento para os oitavos de final.

Após uma campanha irrepreensível no Qualifying, João Domingues (nº 214 do mundo) deu continuidade ao seu grande momento de forma e alcançou a maior vitória da carreira ao bater o bem mais cotado (nº 27 do mundo) e estrela emergente do ténis mundial, Alex de Minaur por 6-2, 2-6 e 6-2.

João Domingues galvanizou-se e aproveitou da melhor maneira o forte apoio do público presente no Estádio Millennium, quase que ambiente de “Taça Davis”, para surpreender o sexto cabeça de série.

Após um primeiro set de grande nível de João Domingues que não deu grandes hipóteses ao australiano, no segundo set Minaur puxou o ascendente do encontro para o seu lado e empatou o encontro. Contudo, no terceiro set, o português voltou a puxar dos galões, apesar de Minaur chegar quase sempre às suas bolas e dificultar os winners, Domingues fez da sua solidez do fundo do corte a sua grande arma e arrecadou o terceiro set e encontro.

Relativamente à primeira ronda, destaque ainda para os outros dois jogos realizados, com Guido Andreozzi a vencer Dellien e Nishioka que venceu McDonald por 6-2 e 6-4, seguindo por isso ambos os vencedores para os oitavos de final da prova.

No dia de hoje houve também João Sousa em ação, ainda que na variante de pares, ao lado do argentino Leonardo Mayer, parceiro com que chegou às meias-finais do Australian Open do presente ano, tendo a dupla luso-argentina saído vencedora do embate com Santiago Gonzalez e Qureshi com o duplo parcial de 6-4, avançando assim para a próxima fase.

Foto de Capa: Millennium Estoril Open

FC Porto 3-1 Chelsea FC: CAMPEÕES EUROPEUS!

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Mais importante que tudo o que se diz, escreve ou pretende implementar é aquilo que se faz e se transforma em realidade. Essa diz-nos que a formação do FC Porto, no dia 29 de abril de 2019, escreveu a mais bela, mítica e gloriosa página da história do futebol formativo português. As reservas e menosprezo que sempre lhe dispensaram deram-lhe a força e a sagacidade necessárias para mostrar ao mundo que, sem olhar ao escalão, a dimensão europeia do FC Porto é um dado absolutamente incontestável.

Depois do calcanhar de Madjer com que os azuis e brancos escreveram o primeiro capítulo de uma história única a nível internacional, desta feita foi do joelho do capitão Queirós que o dragão começou a derrubar o gigante inglês. Com uma exibição de luxo, alicerçada numa entreajuda, concentração e disponibilidade muito grandes, a turma de Mário Silva ficou a dever a si própria um resultado ainda mais dilatado. Ainda assim, cada minuto de jogo só pôde encher de orgulho todo qualquer portista (e por que não português?) que tenha assistido à partida. A forma inteligente, agressiva e perfecionista com que os dragõezinhos deram a volta à imponência física dos britânicos foi uma autêntica maravilha.

A história começou a escrever-se a partir do pé esquerdo de Fábio Vieira, que decidiu aparecer no sítio certo, aos 18 minutos, para dar o último toque numa jogada idealizada por Àngel a partir da direita. Já antes, o menino do momento, Fábio Silva, havia desperdiçado uma enorme chance, depois de rodopiar sobre o guarda redes e atirar um remate frouxo, que a defesa salvou em cima da linha.

Nem tudo fora um mar de rosas, pois a entrada em jogo dos londrinos chegou a assustar. Ainda dentro dos primeiros dez minutos, duas incursões de Lamptey pela direita deixaram Tiago Lopes e a defensiva azul e branca em sentido.

Um golo do Chelsea logo no reinício da partida deu a sensação de que o castelo poderia ruir, ainda por cima tendo em conta que Diogo Costa não ficou nada bem na fotografia, ao ficar a meio do cruzamento de Castillo que Redan aproveitou para desviar, de cabeça, para o fundo da baliza.

A comunhão entre jogadores e adeptos, que compareceram em grande número
Fonte: FC Porto

O mérito vai, depois, inteirinho para a reação dos portistas, que dois minutos depois se recolocavam por cima no marcador, depois de Diogo Queirós, às três tabelas, ter empurrado para o 2-1. Depois de um remate de João Mário defendido por Ziger e de uma primeira recarga do central portistas novamente travada pelo guardião croata do Chelsea, à terceira foi mesmo de vez e, com o joelho, Queirós fazia justiça ao ascendente portista no relvado de Nyon.

Já com Afonso Sousa em campo, a equipa de Mário Silva colocaria um ponto final nas dúvidas que pudesse existir, quando, a quinze minutos do fim, uma bela tabelinha com Romário Baró (que toque brilhante de calcanhar) deixou o filho de Ricardo Sousa e neto de António Sousa em posição privilegiada para fazer o 3-1.

Na Suiça, o dragão fez história e reforçou o seu estatuto de representante mor das cores nacionais por essa Europa fora. Que de uma vez por todas o mérito seja dado a quem realmente o tem. O feito que se alcançou não está ao alcance de todos e não há capa de jornal ou cláusula multimilionária incapaz de o ofuscar. Bravo!

Onzes iniciais e substituições

FC Porto – Diogo Costa, Tomás Esteves, Diogo Leite, Diogo Queirós, Tiago Lopes, Mor N’Diaye, Fábio Vieira (Vítor Ferreira, 71’), João Mário (Afonso Sousa, 63’), Àngel Torres, Romário Baró (Fábio Borges, 90’) e Fábio Silva (Boris Takang, 89’)

Chelsea FC – Ziger, Maatsen, Guehi, Colley, Lamptey (Brown, 76’), Castillo, Gallagher (Anjorin, 76’), McEarchen, Gilmour, McCormick e Redan.

GP Azerbaijão: Entretenimento finlandês

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De volta à Europa com o Grande Prémio do Azerbaijão. Tivemos corridas monótonas, aborrecidas, tivemos corridas em que o coração ficou aos pulos. Um pouco de tudo.

No circuito citadino de Baku, começou com uma tampa de esgoto a voar e a estragar por completo o Williams de George Russel. Para quem diz que os carros da nova geração não são “bonitos nem interessantes”, faça este exercício. O Williams levantou uma tampa de cerca de 60kg com a força da sua aerodinâmica, impressionante. Primeira sessão de treinos livres cancelada, menos tempo em pista para os pilotos.

Sexta-feira vimos Ferrari, e se vimos. Charles Leclerc dominou a seu belo prazer, e para o nosso prazer também. O cavalinho rampante bloqueava as duas primeiras posições, com Sebastian Vettel a ser segundo.

Sábado, dia de qualificação. Pierre Gasly já se sabia que ia partir do pitlane porque falhou uma pesagem na sexta-feira. Três corridas muito aquém das expetativas, com esta penalização, não abonava muito a favor do francês. Mas, mesmo assim, rodou no Q1 e mostrou o que a Honda tinha preparado para Baku. Claro, que com a “ajuda” do cone de ar de Lance Stroll na longa reta da meta, Gasly fez o melhor tempo do Q1. No Q2, nem saiu da garagem, a pensar na corrida e na mecânica. E quando não poderia ser pior, os comissários repararam no fluxo de combustível do RB15 e este violava o limite de fluxo de combustível exigido que é de 100 kg por hora, ou seja, mais uma penalização. A Honda acabou por fazer uma mudança na eletrônica da unidade de potência para que na corrida nada acontece-se.

Se na Williams a tampa de esgoto fez com que se tivesse que reconstruir o carro de Russell, a equipa britânica teve ainda mais trabalho quando Robert Kubica espetou o carro no muro da curva do castelo. Fim-de-semana duro para a histórica equipa que está a ter uma péssima época.

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Mas o choque veio no Q2, quando Charles Leclerc fez o mesmo que Kubica, na mesma curva e no mesmo muro. “Um erro estúpido” – admitiu o próprio. Assim, um dos candidatos à pole position ficou logo arredado. Na Q3, Valtteri Bottas brilhou e conquistou a primeira posição para a corrida de domingo, Lewis Hamilton foi segundo e Sebastian Vettel terceiro.

Para quem achou que o fim-de-semana de Xangai tinha sido aborrecido, Baku mostrou ser uma surpresa e nem tínhamos chegado à corrida.

Domingo de festa e tudo parecia bem. Bom arranque de Hamilton, mas Bottas conseguiu defender-se e continuou em primeiro. Mais atrás, Sergio Pérez, que partia de quinto conseguiu levar a melhor sobre Max Verstappen. Os McLarens Boys também travaram uma interessante batalha entre si. Do pitlane saíram Gasly, Robert Kubica e Kimi Raikkonen. O finlandês teve uma penalização devido à sua asa dianteira.

Kimi Raikkonen partiu do pitlane e fez o que sabe melhor
Fonte: Alfa Romeo Racing

Mas quem brilhou no arranque foi o jovem monegasco Charles Leclerc. O piloto da Ferrari estava numa estratégia diferente dos seus adversários na frente. Leclerc calçou o Ferrari com pneus médios (aqueles com a banda amarela) e lá foi ele. Ultrapassou alguns na pista, outros nas boxes – os pilotos à sua frente tinham todos pneus macios (banda vermelha), esses não duravam tanto como os de Leclerc – e chegou à liderança. Daí só saiu na volta 31, depois dos seus oponentes, Bottas e Hamilton, calçarem o mesmo composto, e por terem pneus mais novos, claro que passaram Leclerc. Mais atrás, Sebastian Vettel nunca esteve confortável o suficiente para dar luta, simplesmente andou “a pastar” pela pista. Já Max Verstappen mostrou os pequenos melhoramentos do motor Honda, ao conseguir a melhor volta da corrida – volta esta que ficou para Charles Leclerc, pois no fim o piloto da Ferrari calçou pneus novos.

No fim, a Mercedes voltou a dominar com os seus dois carros nas primeiras posições. Conclusão do dia: a Mercedes vem que não tem concorrência, então cria ela mesma. Os seus pilotos estão separados por um ponto, vantagem para Bottas, devido à volta rápida em Melbourne.

Lembram-se do azarado Pierre Gasly? Ora, mais azarado foi quando teve que retirar o carro da corrida devido a uma falha no eixo de transmissão.

Nota final para Kimi Raikkonen. Partiu do pitlane e levou o Alfa Romeo até ao décimo lugar, levando um ponto para casa. O “Iceman” volta a atacar.

Foto de Capa: AMG F1