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João Félix – Prodígio ou estrela da comunicação?

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Desde que o Benfica começou a apostar na formação e no uso de atletas da casa no plantel principal muito se tem falado da credibilidade futebolística desses mesmos jogadores. Nomes como Renato Sanches, Gonçalo Guedes, Nelson Semedo, André Gomes, entre outros, já foram muitas vezes capas de jornais mas ao mesmo tempo foram alvos de comentários menos positivos acerca da propaganda que se criou em volta dos mesmos.

João Félix não foge à regra. O médio ofensivo está a fazer a sua época de estreia ao serviço do plantel encarnado das águias e até já foi chamado por Fernando Santos aos convocados da seleção nacional. Ao mesmo tempo que o João se destaca como jogador, e tendo em conta o número de golos e participações nas diversas competições, as capas de jornais e os artigos sobre o atleta aumentam de uma forma substancial. Desde artigos de opinião até aos rumores de transferência do jogador a troco de milhões de euros, muitos são os artigos dedicados ao João Félix. O que levanta a questão: será o João Félix um prodígio ou uma estrela de comunicação? Eu consigo assumir que é um pouco dos dois pontos.

Não tenho dúvidas nenhumas de que João Félix é um prodígio do futebol português. Um craque que pode no futuro bater recordes. Um jogador que pisará pouco tempo o relvado do Estádio da Luz pois sairá a troco de milhões num dos próximos, se não o próximo, mercado de transferências. A qualidade individual e coletiva, passando pela técnica e velocidade que o caracterizam dão certezas acerca do valor que vão pagar pelo passe do camisola setenta e nove.

O sucesso do João Félix deve-se também ao trabalho de toda a equipa
Fonte: SL Benfica

Contudo, e contra aquilo que eu gosto, noto uma permanente e prejudicial divulgação de notícias, capas, artigos, em volta de um jovem que precisa de atuar dentro de campo com a total das capacidades e de cabeça fria. Compreendo que os jornais, as televisões, os redatores, precisem de “vender papel” usando assim um nome de um português que está nas bocas do Mundo. Muitas vezes exagerado o que é retratado nesses artigos, comparando-o já aos melhores do Mundo, é necessário ter cautela nas palavras pensando também nas consequências para o jogador que terá esta tanta divulgação de artigos sobre o jogador.

O João Félix é um prodígio? Sim. É uma estrela de comunicação? Também.

Para bem do futebol, para bem de todos os prodígios do futuro do futebol português, seria importante uma maior noção por parte de quem tenta fazer jogadores autênticas estrelas da comunicação social.

Foto de Capa: SL Benfica

Frente a Frente: Fábio Silva vs André Silva

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Já faz algum tempo que o FC Porto não recebe uma pérola da formação na equipa principal. À exceção de Diogo Leite, que no início desta temporada assumiu a titularidade em alguns jogos, perdendo depois o lugar para Militão e Pepe e também de Bruno Costa que soma alguns minutos, o último jogador a representar o papel de “estrela” da formação foi André Silva.

Jogou, sensivelmente, durante uma época e meia na equipa principal e a sua formação desde criança passou pelo SC Salgueiros, Padroense FC e Boavista FC. Em julho de 2017, com apenas 21 anos, rumava ao AC Milan numa transferência no valor de 38 milhões de euros. André, a par de Rúben Neves, foram as duas principais pérolas da formação a sair do clube nos cinco anos.

Contudo, apesar desta seca na criação de estrelas da formação por parte do FC Porto, os últimos tempos têm sido prometedores para o clube de Jorge Nuno Pinto da Costa. Sobretudo na Youth League, competição para as camadas jovens das equipas presentes na UEFA Champions League. E o grande destaque da equipa sub-19 do FC Porto é um miúdo de 16 anos de seu nome… Fábio Silva.

Em oito jogos na prova, soma cinco golos e quatro assistências. Em todas as competições são já 31 golos em 34 jogos. A jogar num escalão acima da sua idade, Fábio Silva está cada vez mais nas bocas do mundo pela excelente época que está a fazer. A comunicação social portuguesa, inclusive, já afirma que Fábio e Romário Baró estarão na equipa principal na época 2018/2019.

A equipa sub-19 do FC Porto está pela primeira vez na final da UEFA Youth League
Fonte: FC Porto

A pergunta que se impõe é – onde estava e o quais eram os números de André Silva com 16 anos? Pois bem, com a mesma idade de Fábio, André Silva também já era titular na equipa de juniores e goleador. Em 33 jogos nessa temporada, André Silva marcara 28 golos. Fábio Silva neste momento tem um saldo mais positivo com mais um jogo, mas mais três golos.

Outra questão que se impõe para quem não reconhece o mais recente craque do FC Porto é – quem é Fábio Silva e por onde passou? Fábio esteve durante cinco anos na formação portista, mas em 2015/2016 rumou ao rival SL Benfica onde jogou durante duas temporadas. Na primeira, ao serviço das águias, realizou apenas três jogos e marcou três golos. A partir daí foi sempre a somar e tornou-se num goleador nato. Chegou ao FC Porto na época passada e agora está a dar cada vez mais cartas em Portugal. Poderá o jovem jogador português triunfar no FC Porto? A nível físico não é de grande porte, mas na finalização, na técnica e agilidade supera o André Silva do passado.

André Silva tem o futuro por definir, visto que é quase certo que o Sevilla FC não acione a opção de compra que o AC Milan colocou no contrato. Regressando ao AC Milan, o português fica com pouco espaço uma vez que Krzysztof Piątek está em grande pelo clube italiano. Quanto a Fábio Silva, a cláusula de rescisão atual é de 10 milhões de euros e é relativamente acessível para os grandes da Europa. Caso renove para aumentar a cláusula ou não haja nenhuma proposta, de certeza que lutará por um lugar na equipa principal.

Veredicto: Comparando os dois com a mesma idade, Fábio Silva já promete muito mais do que André Silva prometia na altura e está mais perto de fazer história pelas camadas jovens do FC Porto do que o atual ponta-de-lança do Sevilla FC. Fábio tem mais faro para golo e mais técnica e agilidade, para além de que consegue assistir bem quando cai mais para o exterior da grande área adversária. Se tudo correr pelo melhor, Fábio Silva e o FC Porto terão um futuro risonho.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Alerta Amarelo em Alvalade

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“Vários distritos do território nacional encontram-se em alerta amarelo nos próximos dias”, uma frase que já ouvimos inúmeras vezes quando se fala em meteorologia. No entanto, sendo este um artigo desportivo e sobre o Sporting Clube de Portugal, o mote do mesmo é: Alerta amarelo na equipa leonina.

Na receção ao Vitória SC, estão vários jogadores do Sporting em risco de não poderem ser opções na jornada seguinte, são eles: Luiz Phellype, Bruno Fernandes, Coates, Ristovski, Bruno Gaspar e Jefferson.

Para o jogo com os vimaranenses, Keizer não tem à sua disposição o castigado Gudelj (depois de ser admoestado com a cartolina amarela na jornada anterior). Apesar do alerta amarelo, o mister holandês já nos mostrou que não faz muitas mexidas no seu “onze-tipo”, assim sendo acredito que deverá fazer alinhar: Renam, Ristovski (em risco), Coates (em risco), Mathieu, Borja, Doumbia, Wendel, Bruno Fernandes (em risco), Acuna, Raphinha e Luiz Phellype (em risco).

Estará Keizer incomodado com o Alerta Amarelo?
Fonte: Sporting CP

Todas as equipas devem fazer uma gestão equilibrada do plantel, tendo em conta também esta questão dos cartões amarelos.

Ultimamente esta gestão dos cartões amarelos tem feito correr muita “tinta”, onde inclusive o técnico maritimista admitiu que dois dos seus jogadores forçaram o cartão amarelo, de forma a limparem o registo na deslocação ao Estádio da Luz.

Até poderia concordar com a estratégia de Petit, tendo em conta o grau de dificuldade por defrontar os encarnados, mas considero um discurso imprudente e desadequado sobretudo pelo clima de suspeição que se vive no Campeonato Nacional.

Força Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Sporting CP

Tottenham Hotspur FC 0-1 West Ham United FC: Antonio deu uma “martelada” nas aspirações dos Spurs

Tottenham Hotspur FC e West Ham United FC defrontaram-se ao final da manhã, num sempre emocionante derby de Londres. Os Spurs precisavam de ganhar para manter a distância para outro rival de Londres, o Chelsea FC, ao passo que os Hammers procuravam surpreender no novo estádio do rival londrino.

Os homens de Pochettino foram os primeiros a criar perigo, à passagem do décimo minuto. Son foi muito bem lançado por Lucas Moura, rematando já dentro da área para uma defesa apertada de Fabianski. Na resposta, Fredericks testou a atenção de Lloris com um remate de fora da área, mas o guarda-redes francês sacudiu para canto.

O Tottenham ia dominando o jogo, apesar de ser notória a ausência da sua referência atacante: Harry Kane. Dele Alli, Son e Lucas Moura apresentam bastante mobilidade, por vezes até demasiada, acabando por faltar, por vezes, a referência ofensiva que oriente melhor o seu movimento atacante.

A primeira parte do derby de Londres foi bastante disputada
Fonte: Premier League

Até ao final da primeira parte, três grandes oportunidades a registar, duas do lado do Tottenham e uma por parte da equipa visitante. Aos 25’, Lucas Moura ficou a centímetros do golo, num remate fortíssimo que passou a rasar o poste da baliza de Fabianski. Aos 36’, Eriksen rematou à entrada da pequena área para uma defesa por instinto de Fabianski e, já em cima do apito para o intervalo, Felipe Anderson viu o seu remate de meia distância embater num adversário e quase trair Lloris. Estava melhor o Tottenham mas o nulo inicial manteve-se até ao intervalo.

O West Ham entrou melhor na segunda parte, mais afoito e mais rematador. Arnautovic (2 vezes) e Fredericks capitalizaram o maior pendor ofensivo dos Hammers, mas sem conseguir inaugurar o marcador. Os minutos iam passando e o Tottenham parecia desligado do jogo, sem conseguir ligar os setores e, mais flagrante, sem capacidade para criar verdadeiro perigo no último setor do terreno.

Aos 67 minutos, aconteceu o momento do jogo. Excelente abertura de Arnautovic na direita do ataque do West Ham, a solicitar o aparecimento de Antonio dentro da área dos Spurs. O avançado inglês não pediu licença e disparou uma bomba que só parou no fundo das redes de Lloris, fazendo o 0-1 a favor do West Ham.

Antonio remata para o único golo do jogo. Sánchez não conseguiu opor-se ao remate
Fonte: Premier League

Pochettino reagiu à desvantagem e levou a jogo dois avançados “puros”, Llorente e Janssen, mas era o West Ham que continuava mais perto de marcar. Arnautovic, aos 78’, rematou em arco para uma defesa atenta de Lloris e Diop, aos 86’, isolou-se após excelente iniciativa individual e rematou para enorme defesa de Lloris.

Pochettino arriscou ao colocar dois pontas de lança mas o Tottenham revelou-se incapaz de fazer um “chuveirinho” em condições ou de criar oportunidades claras para chegar, pelo menos, ao empate. A única ocasião flagrante aconteceu literalmente no último suspiro, com Janssen a cabecear para a baliza deserta mas a ver Balbuena salvar um golo certo no último instante.

Boa vitória do West Ham, que surpreendeu os rivais londrinos do Tottenham na sua própria casa. Com este resultado, os Spurs podem ver o Chelsea igualá-los na classificação, caso vença o Manchester United.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Tottenham Hotspur FC: Hugo Lloris, Alderweireld, Davinson Sánchez, Ben Davies, Danny Rose (Janssen, 77’), Eric Dier, Dele Alli (Wanyama, 85’), Juan Foyth, Son Heung-Min, Eriksen e Lucas Moura (Llorente, 66’).

West Ham United FC: Fabianski, Balbuena, Issa Diop, Fredericks, Masuaku, Felipe Anderson, Snodgrass (Obiang, 77’), Mark Noble (Ogbonna, 85’), Michail Antonio, Declan Rice e Arnautovic (Lucas Pérez, 80’).

CD Feirense | Foi uma época para esquecer

“É como ter um familiar com uma doença terminal”, disse Filipe Martins, para retratar a despromoção já confirmada do CD Feirense.

De facto, foi uma época para esquecer. Ou, se calhar, para os mais audazes, recordar. Foi uma temporada em que tudo correu mal desde o princípio e assim se prolongou até ao fim. No fundo, foi “apenas” a época em que se ultrapassou o pior registo de sempre da Liga Portuguesa, que permanecia intacto desde a remota época de 84/85. Foram 19 derrotas, nove empates e duas vitórias. Foram, ao todo, 75 pontos perdidos…

Foi confirmada a semana passada, mas era algo que muitos já previam. Uma equipa sem alma, que entrava em campo com uma postura de já derrotada. Não podia mesmo haver outro desfecho que não este. A descida de divisão já era quase uma inevitabilidade e, cada vez mais, tema de assunto, quando agregado com o clube de Santa Maria da Feira. Aliás, o próprio treinador já não conseguia mesmo escamotear, com aquelas típicas declarações à Futebol português, o panorama negro que era, e é, vivido no clube. Já não havia cabeça que pudesse ser levantada depois de tantos sobressaltos ao longo de uma só época.

Quando o CD Feirense dava sinais de tentar reagir, verdade seja dita: foram-lhe “cortadas” logo as pernas. Em jogos contra os três grandes, por exemplo, a equipa até deu sinais de alguma resiliência, mas erros de arbitragem foram extremamente prejudicais para os resultados finais.

Não digo que estes jogos fossem apagar a mancha negra da época 2018/2019 para os “fogaceiros”, mas decerto que resultados positivos frente às três equipas candidatas ao título poderiam ter trazido força anímica ao conjunto de Filipe Martins.

O CD Feirense apontou o pior registo de sempre na Primeira Liga que, antes pertencia ao Varzim SC desde 1984/85
Fonte: CD Feirense

Três épocas no primeiro escalão e parece que a prestação da equipa de Santa Maria da Feira foi sempre decrescendo. Na época após a subida, em 2017/2016, o Feirense conseguiu um oitavo lugar, o que era bastante positivo para uma equipa que havia acabado de subir ao primeiro escalão do Futebol português.

Na época seguinte, o clube ainda ficou na corda bamba, mas acabou por conseguir manter-se na Primeira Liga, após conseguir o 16.º lugar com o treinador Nuno Manta Santos. Já esta temporada, foi o que se viu: o Feirense está no último lugar com apenas 15 pontos e a despromoção é já uma realidade. A equipa mais próxima dos “fogaceiros” é mesmo o CD Nacional, que, ainda assim, tem 12 pontos de avanço.

Parece que a “doença terminal” acabou mesmo por ser fatal para o Feirense, e o Estádio Marcolino de Castro vai ser palco de jogos da Segunda Liga na época 2019/2020. Resta-nos esperar para ver se o clube consegue seguir o exemplo do FC Paços de Ferreira e dar, já na próxima época, o salto de retorno para o palco onde estão os melhores do país – a Primeira Liga.

 

Foto de Capa: CD Feirense

Um campeão no Dia da Liberdade

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Em pleno 25 de Abril, o Sport Lisboa e Benfica conquistou o seu oitavo campeonato nacional de voleibol, após derrotar o Sporting Clube de Portugal no Pavilhão João Rocha, desforrando-se assim da final da época passada, onde o Sporting CP se sagraria campeão nacional na época em que regressou à modalidade, com a diferença de que desta feita, não foi necessária a “negra” para definir o campeão.

O SL Benfica terminou a Fase Regular na liderança com quatro pontos de avanço sobre os rivais lisboetas, pretendo assim recuperar o título nacional, depois de nesta época já ter conquistado a Supertaça e a Taça de Portugal. Ambas as equipas tiveram também grandes prestações na Taça Challenge, com o SL Benfica a ser eliminado no golden set dos quartos-de-final pelos russos do Belgorod e o Sporting CP a ser eliminado nas meias-finais pelos italianos do Monza.

Com ambas as equipas a confirmarem o seu favoritismo nas meias-finais do play-off, ficaria carimbada a reedição da final da época passada, com o Sporting CP a não poder contar com um dos seus melhores jogadores nesta época: o brasileiro Wallace Martins.

Com o primeiro jogo a ser disputado no dia 6 de Abril no Pavilhão João Rocha, a equipa leonina consegui primeiro set fazer uma recuperação notável de 21-24 para 28-26. Esta reviravolta galvanizou a equipa e, em conjunto com o forte apoio vindo das bancadas, conseguiu superiorizar-se aos rivais no primeiro jogo com uma vitória incontestável por 3-0.

Rapha foi um dos jogadores mais influentes na conquista do título
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Para o segundo jogo no Pavilhão da Luz no dia 13 de Abril, o treinador encarnado Marcel Matz fez uma alteração na equipa titular, ao substituir André Lopes por Fredric Winters e a equipa encarnada aprendeu com os erros do primeiro jogo e respondeu pela mesma moeda aos leões com outra vitória por 3-0.

O terceiro jogo no dia 20 de Abril, novamente no Pavilhão da Luz, o treinador leonino Hugo Silva surpreendeu ao apostar no cubano Lionel Marshall a líbero no lugar de João Fidalgo. O SL Benfica voltou a superiorizar-se no primeiro set, mas acabaria por ter bastantes oscilações nos dois sets seguintes, sobretudo no serviço e na recepção, que permitiram à equipa do Sporting CP dar a volta ao jogo. No quarto set, a equipa encarnada voltou a estabilizar o seu jogo e não deu hipóteses. No quinto set, o Sporting começou mais forte (3-6), mas após um time-out pedido por Marcel Matz, os encarnados conseguiram dar a volta ao set, ganhando por 15-10. Estava feita a reviravolta no jogo e na final.

E então em pleno dia da revolução, disputou-se aquele que viria a ser o jogo do título. O primeiro set começou bastante equilibrado, até que o Sporting começou a cimentar a sua vantagem a meio deste, fruto da sua maior eficiência no bloco e na defesa, acabando por ganhar por 25-19.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

No segundo set, o Benfica entrou mais forte, chegando a ter quatro pontos de vantagem. Porém, após um time-out pedido por Hugo Silva, a equipa leonina teve uma reacção fantástica, conseguindo colocar-se em vantagem no set. A ganhar por 23-21, os leões acabam por sucumbir, com o serviço do internacional brasileiro Théo Lopes a fazer a diferença na reviravolta encarnada.

O terceiro set voltou a ter um início muito disputado, com constantes alternâncias no marcador, até que uma vantagem de 11-13 a favor dos encarnados levou Hugo Silva a pedir time-out. A paragem no jogo não surtiu efeito e a equipa de Marcel Matz aumentou a vantagem sendo que nem as alterações que Hugo Silva procedeu na zona 4, substituindo Jordan Richards e Roberto Reis por Marko Gojic e Leonel Marshall, fizeram inverter o rumo dos acontecimentos.

Por outro lado, a equipa do Benfica esteve mais assertiva no serviço e apresentou um bloco cerrado que causou bastantes dificuldades aos atacantes leoninos. O Benfica acabaria por dominar na segunda metade do set, vencendo por 16-25. Só faltava mais um para o título.

Aquele que set o set do tudo ou nada para o Sporting CP, também começou com constantes variações no marcador, até que uma vantagem de 8-6 a favor dos verde e brancos levou Marcel Matz a pedir time-out e a substituir Marc Honoré por Peter Wohlfahrtstatter. A equipa reagiu bem após o desconto de tempo e com o serviço a fazer novamente a diferença, conseguiu dar a volta ao resultado para 10-12, sucedendo-se um novo time-out, desta feita pedido por Hugo Silva.

Marcel Matz ganhou tudo internamente no seu primeiro ano em Portugal
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Após este tempo técnico, o Sporting voltou a reagir, o que levou o treinador encarnado Marcel Matz a pedir um novo time-out, ainda em vantagem no marcador (14-15). Daqui para a frente, a equipa do SL Benfica voltou a aumentar a vantagem, fruto de alguns erros individuais dos leões, acusando a pressão de terem de ganhar aquele set para continuarem na luta pelo título e os encarnados acabariam por selar as contas do título por 19-25.

Ganhou a equipa que mostrou possuir uma equipa mais forte, consistente e unido ao longo de toda a temporada. O Sporting CP apetrechou-se de reforços de grande qualidade e com provas dadas, mas não conseguiu formar um colectivo sólido e consistente, capaz de promover o melhor de cada jogador.

Em terceiro lugar ficariam os açorianos do Fonte Bastardo, que não tendo os mesmos argumentos que os grandes de Lisboa, também mostrou um colectivo sólido e bem orientado por João Coelho. Já o SC Espinho, apesar de ter contratado jogadores portugueses com provas dadas, não foi capaz de dar continuidade ao bom trabalho feito nas épocas anteriores. Apesar da Fase de Manutenção ainda não ter terminado, tudo indica que os clubes despromovidos são o Clube Kairos e o Académico de Espinho.

Já o Sport Lisboa e Benfica ficaria marcado nesta época pela saída de José Jardim após mais de vinte anos no comando técnico da equipa. Com o maior símbolo do voleibol encarnado a integrar a estrutura da secção, o seu sucessor seria o brasileiro Marcel Matz, um treinador que ia cumprir apenas a sua segunda época como treinador principal.

O jovem técnico de 38 anos, introduziu novos métodos de trabalho no voleibol do Benfica e conseguiu aproveitar o melhor de uma base composta por jogadores com vários anos de casa como Ivo Casas, Tiago Violas, Marc Honoré, Zelão e André Lopes; juntando-lhe reforços que acrescentaram muita qualidade à equipa, tais como Peter Wohlfi, Théo Lopes e o regressado Rapha Oliveira.

Veremos o que nos reserva esta equipa na próxima época.

 

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

 

 

Rio Ave FC 2-2 FC Porto: Vida complicada após empate ao cair do pano

A jornada 31 iniciou-se com aquele que muitos denominam um dos jogos do título, devido à proximidade pontual entre FC Porto e SL Benfica e a dificuldade que as equipas grandes têm sentido no Estádio do Rio Ave FC nas últimas temporadas. Juntando essa dificuldade à necessidade dos vila-condenses obterem os três pontos que carimbam automaticamente a sua manutenção, estava montado um cenário ideal para um jogo de tripla.

O jogo começou equilibrado de parte a parte, com o Rio Ave FC a ter uma ocasião de perigo aos cinco minutos, através de um remate de Bruno Moreira, depois de uma incursão pela esquerda de Gabrielzinho. O FC Porto respondeu, tendo chegado à vantagem aos 18 minutos através de Brahimi. Otávio cruzou a partir da direita e o argelino cabeceou para o primeiro golo da noite.

O segundo não tardou e saiu dos pés de Marega. O maliano, aos 22 minutos, apanhou a bola “de primeira”, dentro da área, e enviou-a para o fundo das redes de Leo Jardim, com um desvio de Junio Rocha a alterar a trajetória da bola.O golo acabou por ser atribuído ao defesa vila-condense.

O Rio Ave FC quase reduziu a partida por duas vezes, perto do intervalo. Primeiro Pepe cortou para canto uma bola que deixaria Nuno Santos na cara do golo e, de seguida, na sequência da bola parada, Tarantini cabeceou e a bola passou a rasar a trave de Casillas.

Sem mais oportunidades claras de golo, as equipas recolheram aos balneários com duas bolas a zero a favor dos dragões, que dominaram a primeira metade da partida e conseguiram a vantagem necessária para gerir a segunda parte conforme a sua vontade.

Os Dragões chegaram ao intervalo com uma vantagem confortável no marcador
Fonte: FC Porto

A segunda parte reatou sem alterações e com um lance de grande perigo do Rio Ave. Junio a desmarcar-se na direita e cruzar para Bruno Moreira que, completamente sozinho, cabeceia por cima da barra da baliza defendida por Casillas.

Os vila-condenses entraram com um espírito renovado e ao minuto 50 conseguiu mais um remate enquadrado com a baliza portista. Gelson Dala encontrava-se em boa posição, no coração da grande área, mas rematou rasteiro e fraco para a defesa do guardião espanhol.

O FC Porto conseguiu o primeiro lance de perigo ao minuto 55 por intermédio de Brahimi. A jogada, construída a partir da defesa, culminou com o argelino só com Leo Jardim pela frente. O “oito” do Porto foi, no entanto, lento a executar a permitiu o corte por parte da defensiva rioavista.

Numa altura em que jogo parecia adormecido, eis que a equipa da casa o reavivou com um grande remate a bater com estrondo na barra da baliza portista. Foi Filipe Augusto que encontrou uma bola perdida à entrada da grande área e rematou ao ferro.

O Rio Ave ia conseguindo as melhores ocasiões para marcar, desta segunda metade. Desta vez foi Nuno Santos que depois de uma iniciativa individual rematou rasteiro para o poste inferior esquerdo e obrigou Casillas a mais uma defesa.

Depois da ameaça eis que Nuno Santos consegue mesmo chegar ao golo. Gelso Dala a receber no meio campo e isolar o jovem português com um bom passe de rutura. Nuno Santos só teve que picar a bola por cima de Casillas e diminuiu a desvantagem dos vila-condenses.

O conjunto liderado por Daniel Ramos conseguiu mesmo chegar ao golo do empate. Houve uma grande confusão à entrada da grande área do FC Porto com vários jogadores a perderem a perceção da localização da bola e Ronan a aproveitar para desferir um remate que sofreu ainda um desvio em Alex Telles e acabou no fundo da baliza de Casillas.

O FC Porto tinha que ir em busca do golo para conseguir os três pontos e ainda conseguiu chegar com perigo à baliza do Rio Ave com Pepe a cabecear e Borevkovic a cortar em cima da linha de golo.

Com este resultado, FC Porto sobe à primeira posição do campeonato à condição. Pode perder, no entanto a liderança distribuída da primeira liga caso o Benfica vença. Já o Rio Ave mantém o oitavo posto da tabela classificativa, mas também à condição.

Onzes iniciais e substituições:

Rio Ave FC – Leo Jardim; Junio Rocha , Rúben Semedo, Borevkovic, Afonso Figueiredo; Gabriel, Felipe Augusto, Tarantini (Jambor 68’) , Nuno Santos; Gelson Dala, Bruno Moreira (Ronan 68’)

FC Porto – Casillas; Militão, Felipe, Pepe, Alex Telles; Corona (Soares 86’),Herrera, Danilo, Brahimi (Manafá 75’); Otávio (Bruno Costa 87’), Marega

O PAOK voltou a festejar 34 anos depois

34 anos depois, os adeptos do PAOK FC voltaram a festejar nas ruas da cidade de Salónica. O PAOK sagrou-se campeão grego no passado fim de semana. Com uma vitória categórica no Estádio Toumba, por 5-0 frente ao PAE APO Levadiakos, os gregos conquistam o tão desejado título que lhes foge há muito. A equipa dos portugueses Sérgio Oliveira e Vieirinha (o capitão) teve uma prestação exemplar e sobretudo eximia no capítulo interno. Com apenas uma jornada para disputar e ainda sem derrotas, o PAOK pode estar perto de fazer história e vencer o campeonato de forma invencível. Com um registo incrível de 20 vitórias, quatro empates e sem nenhuma derrota, os gregos de Salónica estiveram avassaladores durante toda a temporada.

O mais curioso ainda é ver que o clube é campeão, depois de no ano passado ter estado envolvido num escândalo extra-futebol.  Outro dado importante é o facto do PAOK dar continuidade ao fim da hegemonia do Olympiacos FC. Na temporada passada, o AEK Atenas voltou a ser campeão e quebrou um ciclo de sete anos consecutivos do Olympiacos a vencer o campeonato. Este ano, foi a vez do PAOK, que continuou esse registo e conquistou o seu terceiro título de campeão grego.

Vieirinha entrou lesionado no final do jogo para ser aplaudido e erguer o troféu de campeões.
Fonte: PAOK FC

Depois de ter conquistado o título grego, o PAOK pode agora vencer mais um troféu na presente temporada. Ao eliminar o Asteras Tripolis na meia final, o clube de Salónica vai agora disputar a final da Taça da Grécia frente ao AEK Atenas. Vai ser claramente um jogo a não perder, que coloca frente a frente os dois últimos campeões gregos. Do lado do PAOK, Vieirinha não vai estar disponível, uma vez que está lesionado. No entanto, isso não o impede de entrar no campo para erguer o troféu, caso a sua equipa vença a partida. Foi isto que aconteceu no jogo que deu o título do campeonato ao PAOK. Vieirinha entrou nos minutos finais para receber uma grande ovação e erguer o troféu de campeão.

Pode ser uma época de sonho para o PAOK, se juntar ao campeonato a taça nacional. No entanto, já está a ser uma época fantástica para o clube que tem devolvido aos seus adeptos o prazer e a alegria de ir ao estádio festejar os êxitos e as conquistas. Foram precisos 34 anos para se festejar novamente títulos em Salónica.

Foto de capa: PAOK FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

Bruno Lage – A Critica Fácil e Justa

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Aos primeiros maus resultados vieram as primeiras críticas. Contudo diga-se que muitas merecidas. É que estes vieram acompanhados de exibições bem desapontantes.

O despedimento de um treinador é uma chicotada psicológica que gera um impulso emocional no plantel. Considero existirem 3 estágios da Chicotada Psicológica: Supra-excitação, Esvaziamento e Estabilização.

Vejamos o caso de Keizer no Sporting. O grande entusiasmo inicial gerado por grandes exibições e goleadas. Uma equipa empolgadissima até que o balão esvaziou com o primeiro mau resultado. Outros se seguiram acompanhados de várias amorfas exibições. A equipa não parecia a mesma, o treinador não parecia o mesmo. Até que surgiu um Sporting mais equilibrado. As ideias do Keizer parecem ter assentado tal como o seu conhecimento do plantel. A equipa e o treinador estabilizaram e começam agora realmente a mostrar o que valem, um Sporting diferente daquele visto na fase de Supra-Excitação e de Esvaziamento.

Com o Benfica de Lage estaremos a passar por um processo similar. O importante é saber neste final de época que Benfica nos apresentará o Lage na sua fase de Estabilização.

A ideia de jogo do Lage foi-nos apresentada logo nos primeiros jogos. A sua gestão do plantel e balneário também. Estas caracteristicas são a base da identidade deste treinador. Contudo sofrem pelo contexto de final de época.

As criticas sobre o actual treinador do S.L. Benfica têm recaído muito em exibições aparentemente mais passivas e também na escolha de alguns jogadores para jogos decisivos que não do campeonato nacional.

O despedimento de um treinador é uma chicotada psicológica que gera um impulso emocional no plantel
Fonte: SL Benfica

Antes de mais é preciso recordar que não foi este treinador que montou o plantel. Bruno Lage surgiu com uma nova ideia de jogo e com um novo sistema táctico e sem um plantel devidamente construído para o alimentar. A promoção de vários jovens vem responder a esta necessidade contudo acarreta os seus riscos numa altura de decisões.
Contudo Lage tem as suas responsabilidades e a critica até é justa.

A preocupação na gestão do balneário, evitando atritos com os jogadores mais influentes, tem limitado a qualidade do futebol da equipa. Jardel e Fejsa são dois jogadores de grande relevância na equipa mas actualmente sem condições de encostaren o Ferro, o Samaris, o Gabriel ou até o Florentino. O comboio da titularidade desta época já lhes fugiu e a insistência em os incluir tem sido prejudical aos objectivos do clube. O contexto actual não é propicio a este tipo de gestão e preocupações. Porém não só nas escolhas dos jogadores se explicam as exibições menos conseguidas deste Benfica de Bruno Lage.

Anteriormente já escrevi sobre o treinador português e a sua obsessão pelo estudo do adversário. Esta preocupação leva a uma constante adaptção da sua equipa jogo após jogo. Há um maior foco no outro do que em si, na adpatção e anulação em vez de no desenvolvimento e evolução. O Bruno Lage desde cedo mostrou fugir a este estereótipo mesmo não esquecendo totalmente as suas raízes. Na altura o que desejei foi que este encontrasse um equilibrio onde não permtisse que o estudo prevalecesse sobre o talento – seu e dos seus jogadores.

Tem-se falado de um Benfica mais passivo e expectante em jogos decisivos. Foi-o com o Galatasaray na Luz, com o Sporting para a Taça em Alvalade, com o Eintracht na Alemana e até com o Porto na Taça da Liga. Longe de mim achar que os jogadores não querem ganhar, que o treinador lhes pede para jogarem para o empate ou que nestes jogos a motivação é tomada por desinteresse ao jogo. Esta imagem é somente o reflexo do condicionalismo técnico que lhes é imposto. Bruno Lage chegou e fascinou pela forma como libertou o talento pelos relvados. Peca quando o amarra em questões tácticas de anulação do adversário. O Mister Lage tem-nos apresentado um menor Benfica quando adapta o seu futebol ao adversário.

É um gosto ouvi-lo nas conferências de impresa a explicar-nos o que preparou para o jogo. Contudo é exactamente nessas boas explicações que demonstra o quanto por vezes condiciona o futebol encarnado numa tentativa de condicionamento do adversário. E assim o nosso futebol sofre, os jogadores sofrem, os adeptos sofrem, o clube sofre e o próprio Lage sofre.

Retirando os devidos excessos, Bruno Lage tem merecido muitas das criticas de que tem sido alvo. A maioria pouco assertiva mas todas sustentadas por evitáveis más exibições da equipa. Um Benfica mais solto de amarras teria marcado tanto em Alvalade como como na Alemanha. Um Benfica menos condicionado seria mais capaz de condicionar o futebol tanto do Eintracht como do Sporting.

Termino com uma ressalva. Se hoje sofremos pelas derrotas finais é porque alguém nos fez acreditar que vitória era possivel. Os méritos do Lage tiraram-nos do fosso futebolistico em que estávamos enterrados. O contexto e alguns erros de análise não nos permitiram concretizar todos os sonhos em realidade. Mas é ao Lage que o futebol nacional deve o Lageball e é a este estilo que o treinador se deve manter sempre fiel.

Foto de Capa: SL Benfica

FC Paços de Ferreira volta a ser de Primeira

Nem um ano passou desde que, numa fatídica tarde em Portimão, o Paços de Ferreira viu sentenciada a queda à Segunda Liga, pela primeira vez desde 2005. Na última jornada da época 2017/18, os castores lutavam pela permanência diante do Portimonense SC, mas uma derrota por 3-1 frente aos algarvios sentenciou a uma queda inesperada dos pacenses. Mas eis que, ainda a quatro jornadas do fim da Segunda Liga, o Paços já garantiu o regresso ao convívio com os grandes do Futebol português na próxima temporada.

Depois de uma temporada atípica onde perdeu o direito de competir no principal escalão nacional, o Paços colocou mãos à obra com um objetivo bem definido: o regresso à Primeira Liga. Para isso – e como qualquer projeto de subida que se “preze” – contrataram Vítor Oliveira, o rei das subidas, que voltou à casa onde toda a odisseia de promoções começou, no já longínquo ano de 1991.

Numa ode à boa gestão que os pacenses têm conseguido mostrar ao longos dos anos – e que os levou a finais das taças nacionais e à Liga dos Campeões – os castores mantiveram no plantel vários elementos importantes, como Bruno Santos, Marco Baixinho, André Leão e Pedrinho, acrescentando o talento de Douglas Tanque, Júnior Pius, Ricardo Ribeiro e o regresso inesperado de Luiz Carlos, médio que brilhou no Paços de Ferreira entre 2011 e 2013 e, mais tarde, no SC Braga, fazendo dos castores uma das equipas mais fortes da Segunda Liga.

Vítor Oliveira fez juz à alcunha de “rei das subidas”, conseguindo a 11.ª promoção da carreira
Fonte: FC Paços Ferreira

A aposta no regresso à Primeira o mais cedo possível deu mesmo os seus frutos, com os pacenses a nunca perderem o norte e a destacarem-se da concorrência desde cedo, estando no primeiro lugar da Segunda Liga há 24 (!) jornadas consecutiva. Derrotas, essas, foram poucas até ao momento, com apenas seis desaires (dois contra os também candidatos GD Estoril Praia e FC Famalicão) em 30 jogos, que deixam o Paços com 64 pontos, a apenas sete da pontuação do CD Nacional, da Madeira – campeão em título da Segunda Liga -, que conseguiu 71 pontos num campeonato com 38 jornadas.

Para Vítor Oliveira, para além da 11.ª subida, fica também para a História uma das subidas de divisão mais tranquilas do experiente técnico, apenas equiparada à promoção do FC Moreirense em 2013/14.

E o futuro? Esse parece brilhante na Capital do Móvel. Da Segunda Liga seguem jovens jogadores que tiveram oportunidade de se mostrar ao serviço do Paços de Ferreira, como Sodiq Fatai, que conseguiu uma oportunidade na equipa principal após duas épocas emprestado; Paul Ayongo, vital no triunfo diante do Académico de Viseu; ou Gonçalo Gregório, a revelação do CPP que espera conseguir o seu espaço na Primeira Liga na próxima época. Fica a faltar um timoneiro para a temporada que se avizinha, com a continuidade de Vítor Oliveira em cima da mesa, mas sempre dependente da sua vontade.

É de saudar o regresso dos castores ao principal escalão do Futebol português, num regresso agradável de um dos clubes com melhor gestão e crescimento em Portugal, ao longo dos anos. Que seja uma longa estadia na Primeira para o Paços!

 

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira