Após a derrota por 2-0 na terra dos Beatles, o campeão português terá pela frente, em sua casa, a difícil tarefa de inverter o resultado da eliminatória. 90 minutos que poderão ditar o adeus do FC Porto às competições europeias na presente temporada ou então estender a passadeira vermelha para as meias-finais. Múltiplos são os cenários, evidentemente. Porém, de todos esses cenários, apenas alguns específicos conseguirão satisfazer os adeptos portistas. Cenários esses que pouco têm de provável, mas esbanjam um roteiro digno de um drama de Hollywood. E como é que evitaremos que esse roteiro permaneça apenas no papel? Seguindo à risca (ou não) os cinco tópicos que enumerarei de seguida.
A segunda vida de Rúben Semedo
A vida de Rúben Semedo tem sido uma verdadeira montanha russa nas duas últimas temporadas. Transferiu-se para Espanha, para representar o Villarreal CF, após uma excelente época ao serviço do Sporting CP na temporada 2016/17. Porém, em Valência as coisas não podiam ter corrido pior.
Primeiro lesionou-se num período embrionário da época, e depois viu-se envolvido em problemas com a justiça espanhola. Foi detido três vezes devido a desacatos, ameaças físicas e posse ilegal de arma. E mais tarde esteve preso preventivamente durante 142 dias por alegadamente ter sequestrado e agredido um individuo.
Saiu da prisão em julho de 2018 e neste momento encontra-se em Vila do Conde a tentar dar um novo rumo à sua carreira. No verão já havia sido emprestado ao Huesca, da Liga Espanhola, onde realizou uma primeira metade de época irregular, tendo disputado apenas 11 jogos.


Fonte: Rio Ave FC
Ao serviço do Rio Ave FC desde janeiro, o defesa tem conseguido impor-se na defesa vila-condense e soma já oito partidas e dois golos. Ao todo disputou 720 minutos e assumiu um papel preponderante numa equipa que não está a atravessar um bom momento.
Aos 25 anos, Rúben Semedo parece querer voltar a fazer as pazes com o futebol e aproveitar o talento que já nos demonstrou. A vida está a dar-lhe uma segunda oportunidade e Semedo parece estar um jogador diferente: mais maduro, mais adulto e mais sereno.
Será que ainda vai a tempo de atingir os patamares que outrora lhe foram apontados?
Foto de Capa: Rio Ave FC
Chegaram os playoffs!
É já este sábado que começa a primeira ronda dos playoffs desta temporada da NBA. Qual a previsão para o início da fase a eliminar da liga?
Antes de tudo, é necessário relembrar que desde 2005 que LeBron James não falha os playoffs. Aliás, podemos ir mais além e afirmar que desde a temporada de 2011 que LeBron joga as finais, ou seja, há oito anos consecutivos que temos o prazer de assistir ao melhor jogador do mundo a jogar a final. Ele é um jogador especial, é o melhor marcador de sempre dos playoffs e o jogador com mais triplos duplos das finais. Certamente iremos sentir falta de o ver a lutar pelo título como fez nos últimos anos.
Feito este breve aparte, é altura de analisar e prever os resultados desta primeira ronda.
A fuga da Auditoria para a Comunicação Social
Frederico Varandas já tinha anunciado que estava a decorrer uma auditoria forense à gestão do ex-presidente do Sporting CP Bruno de Carvalho, mas ainda pouco se sabia acerca da mesma, apesar de uma intervenção do atual presidente numa conferência de imprensa a 22 de fevereiro de 2019 em que referiu alguns pormenores, ainda que poucos, acerca da “radiografia’” ao passado recente dos leões. Contudo, saiu na quarta-feira, em vários órgãos de comunicação social, o resultado da tão secreta e misteriosa auditoria. Mas o que se passa afinal?
Considero gravíssimo o que aconteceu. Os sportinguistas usam o termo toupeira para provocar o SL Benfica, mas a verdade é que parece que no nosso clube o mesmo acontece. Algo secreto e de extrema importância, não só para todos os sócios como também para a estabilidade interna, acaba desta forma em praticamente todos os jornais nacionais. O Sporting CP viu vários dados antigos serem revelados em praça pública, que o colocaram na rota noticiosa mais uma vez pelos piores motivos. É verdade que ainda nada foi sequer comentado por Frederico Varandas, mas o facto é que é uma vergonha tal situação ter acontecido no nosso clube.


Fonte: Sporting CP
Para que servem as assembleias gerais? Apenas para destituir presidentes e suspender sócios? E a discussão desta auditoria? Não deveria ser ultra-secreta e apenas revelada perante todos os associados do emblema leonino? Fala-se muitas vezes que o clube é dos sócios, mas parece que na verdade não é bem assim. Quando todos têm acesso a assuntos confidenciais, o clube perde credibilidade, assim como a direção que lá vigora. No entanto, parece que nada se passa, pois nem um comunicado relativo ao assunto foi emitido.
Concluindo, não me quero alongar muito, pois a revolta em mim faz-me escrever coisas pouco simpáticas. Apenas quero reforçar, mais uma vez, a gravidade de tal acto acontecer. Os sócios têm de se fazer ouvir. Estes tipos de situações não podem acontecer. Não se vê isto em mais nenhum dos nossos rivais. Tem de se apurar responsabilidades dentro da estrutura. Também há toupeiras em Alvalade?
Foto de Capa: Sporting CP
artigo revisto por: Ana Ferreira
Emoção até ao horizonte, e mais além
A Taça do Mundo de Carros de Turismo está de volta. Desde 2018 que as regras TCR entraram em vigor e o campeonato ficou claramente melhor. O WTCC – ou Campeonato do Mundo de Carros de Turismo – estava, na minha opinião, a ir para patamares de protótipos. Muito dinheiro investido pelas marcas, o que favorecia algumas, como a Chevrolet e a Citroen. E, se continuasse assim, a Volvo.
Hoje, a Taça do Mundo conta com muito mais carros na grelha. Não existem “equipas de fábrica”, apenas equipas privadas, de acordo com o regulamento TCR. Se em 2017 vimos a Hyundai ganhar o campeonato de equipas pela YMR, este ano a entrada dos chineses da Lynk & Co com esta mesma equipa veio dar mais ânimo.
O Hyundai i30 N TCR continua competitivo, o Honda Civic TCR mostra potencial, o Lynk & Co 03 TCR parece ter nascido bem (teve um boa equipa e preparação para isso), o Cupra TCR mantém-se no campeonato, mas muda de mãos. O Volkswagen Golf GTI TCR é que me parece não estar tão rápido como gostaria, mas o campeonato é longo.
A primeira ronda correu-se no circuito de Marrakesh, em Marrocos. Como tem vindo a ser habitual, o circuito citadino africano é muito complicado para se efetuar ultrapassagens, ou seja, as três corridas do fim-de-semana acabaram por ser um pouco monótonas. Pouco monótonas, porque, lá está, num circuito tão estreito estamos sujeitos a ver despistes e acidentes. Em Marrocos, o calor também teve grande influência. Perda de travões foi um problema muito comum, tanto na frente da corrida, como no meio do pelotão, como na retaguarda.
Quanto às corridas: na primeira, a vitória foi para Esteban Guerrieri, em Honda Civic TCR. O argentino mostrou a sua garra e também a do carro japonês. Em 2019, o Honda está bem mais competitivo do que em 2018. Na segunda posição ficou o campeão de 2017 do WTCC, Thed Bjork, no novo Link & Co. Terceira posição para o outro Honda da Munnich Motorsport, com Nestor Girolami. O campeão, Gabriele Tarquini, ficou na quarta posição.
Na segunda corrida, Nicky Catsburg saiu da pole position. O holandês, que regressa ao campeonato a bordo de um Hyundai i30 N TCR, parecia ter a vitória no bolso quando um problema de travões fez com que o Hyundai fosse parar às barreiras de segurança. Assim, Gabriele Tarquini herdou a liderança e venceu. Na segunda posição ficou o Audi RS3 LMS de Jean-Karl Verney, que, na primeira corrida, terminou também em terceiro, mas uma penalização fez com que o francês não fosse ao pódio. A completar o pódio desta corrida ficou Yann Ehrlacher – mais uma vez, um dos Link & Co 03 TCR no pódio.
Terceira e principal corrida do fim-de-semana, a vitória foi para Thed Bjork. Fred Vervish levou o Audi RS3 LMS à pole com Yvan Muller do seu lado. O belga ficou no seu lugar enquanto os dois carros chineses de Muller e Bjork saltaram para a liderança. Mais uma vez, problemas com o líder Muller. A sorte assim sorriu a Bjork, que venceu a corrida e é o primeiro líder da Taça do Mundo de Carros de Turismo. Esta corrida também marca a primeira vitória da marca chinesa.


Fonte: BRC
Para nós, portugueses, este fim-de-semana teve um carinho especial. Tiago Monteiro regressou a tempo inteiro às pistas. Depois de em 2018 só ter feito a prova de Suzuka, terra da Honda, o português está de volta e parece ter uma palavra a dizer. O Honda Civic TCR está competitivo e Tiago fez sexto na primeira corrida e oitavo na segunda. Na corrida principal, um toque com Ehrlacher viu os dois pilotos irem parar às barreiras, ditando o abandono. Melhor sorte para a próxima!
A Taça do Mundo de Carros de Turismo segue para o Hungaroring, na Hungria, de 26 a 28 de abril.
Texto revisto por: Mariana Coelho
Foto de Capa: FIA WTCR / Oscaro
Editorial BnR #4: Parceria com a ADESL
As finais do Campeonato Universitário de Lisboa, realizadas no final de março, vieram colocar o ponto final no primeiro ano de parceria entre a Associação Desportiva do Ensino Superior de Lisboa (ADESL) e o Bola na Rede.
O convite realizado pela organização deixou-nos bastante orgulhosos, mas colocou-nos uma imensa tarefa pela frente: sair da nossa zona de conforto e tentar proporcionar o melhor trabalho e cobertura possível aos exigentes desportistas que participaram nos campeonatos.
Foi um percurso com muitos altos e baixos, em que as pequenas vitórias nos deixaram muito orgulhosos e onde os momentos menos bons nos fizeram crescer e perceber as – várias – limitações que temos.
Contudo, creio que o projecto final foi, perante todas as adversidades, algo satisfatório e que, acima de tudo, aprendemos com os erros e com as situações criadas ao longo destes cinco meses.
À ADESL, resta-nos agradecer toda a disponibilidade, ajuda e compreensão que nos foi dada ao longo do tempo, sendo um verdadeiro parceiro e percebendo os problemas internos que surgiam. Aos desportistas, esperamos que tenha sido um ano em que se sentiram valorizados e que tenham gostado do nosso trabalho.
Vamos tentar sempre aprender e melhorar tudo o que foi feito.
Muito obrigado por este ano e saudações desportivas.
Texto revisto por: Mariana Coelho
Foto de Capa: Inês Catarino / ADESL
FC Arouca 1-1 SC Covilhã: Minutos finais eletrizantes valeram pelos restantes
Em duelo da 29.ª jornada encontraram-se duas equipas a atravessar momentos menos bons. O FC Arouca vinha de uma derrota no último minuto frente ao Varzim e só vencera um dos últimos cinco jogos. Já o Covilhã atravessava o seu pior momento na 2.ª volta, vindo de duas derrotas consecutivas depois de uma série de 10 jogos de invencibilidade.
A equipa da casa apostou num sistema de três centrais, com Adílio e Bukia a assumirem os flancos. Já os forasteiros optavam por um meio campo mais povoado, deixando Kukula um pouco isolado na luta com os centrais adversários.
A primeira parte foi aborrecida e jogada longe das balizas. As duas equipas não desataram o nó e encaixavam uma na outra. Ainda assim, foi o FC Arouca a ter as primeiras aproximações com relativo perigo à baliza adversária: aos 27’, Fábio Fortes falhou um desvio ao primeiro poste que poderia ter dado em golo e, dois minutos mais tarde, foi Toni Correia a rematar enrolado ao lado.
A fechar o primeiro tempo, surgiu a única oportunidade de perigo dos visitantes e a mais perigosa de todo o primeiro tempo, com Adriano Castanheira, em boa posição, a rematar por cima depois de um bom trabalho de Diego Medeiros.


Fonte: Bola na Rede
No segundo tempo, a toada manteve-se. O jogo continuou muito mastigado a meio-campo e os treinadores foram obrigados a mexer cedo. Adriano tentou dar um abanão na monotonia e, lançado em profundidade, trocou as voltas a Deyvison e rematou para defesa de recurso de Stefanovic. Para os da casa, o recém-entrado Malele ameaçou com um cabeceamento por cima.
Até que, por fim, vieram os golos. Aos 88 minutos, balde de água fria no Municipal de Arouca: Mica combina muito bem com Bonani e, na cara de Stefanovic, não perdoa. Vantagem muito festejada pelos forasteiros que poderiam fugir definitivamente dos lugares de descida.
No entanto, dois minutos mais tarde, o Arouca conseguiria o empate. Benny, com um passe a rasgar, encontrou Fábio Fortes que recebeu a bola e desfeiteou Vítor São Bento com um remate cruzado. Enorme festa dos da casa, quando já poucos acreditavam que seria possível evitar a derrota.
Empate justo num jogo fraco. Os golos tardios salvaram um jogo que tinha tudo para ser um nulo. Os treinadores mexeram bem e concordaram com a justiça do resultado.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
FC Arouca: Stefanovic, Deyvison, Benny, Pedro Pinto, Adílio, Ericson, Bruno Alves (Breitner 73’), Willian (Malele 58’), Bukia, Toni Correia (Arteaga 65’), Fábio Fortes.
SC Covilhã: São Bento, Tiago Moreira, Jaime, Zarabi, Henrique, Diego Medeiros (Bonani 67’), Gilberto, Rodrigues, Mica, Adriano (Semedo 77’), Kukula (Deivison 62’).
SL Benfica 4-2 Vitória FC: Bis de Rafa mete águia na liderança
No jogo que encerrou a 29.ª jornada da Primeira Liga, o SL Benfica venceu no seu reduto o Vitória FC por 4-2, e voltou à liderança partilhada com o FC Porto. Após o triunfo para a Liga Europa, os pupilos de Bruno Lage necessitavam de ganhar para continuar no topo da classificação, embora do lado visitante, estivessem os “sadinos” que precisavam de pontuar para fugir aos lugares de despromoção, depois de terem vencido os dois últimos encontros para o campeonato.
O Benfica entrou a todo o gás na partida, e abriu o marcador cedo! Na sequência de um cruzamento do lado direito de João Félix, Rafa surgiu na área e de calcanhar fez o primeiro golo na Luz. O golo madrugador ajudou as “águias” a acentuar o seu controlo no encontro, a circular bem a bola à procura de espaços na defesa adversária, embora o Vitória não permitisse tais espaços, devido à boa organização defensiva.
Depois de ter caído numa fase menos interessante, o jogo voltou a ganhar interesse com o penálti aos 28 minutos: depois de consultar o VAR, o árbitro Rui Costa apontou para marca de grande penalidade, a castigar um corte com o braço de Rúben Micael. Encarregado de tentar fazer o segundo, Pizzi viu Makaridze a negar-lhe a intenção de festejar mais um tento na Primeira Liga. Aos 33’, João Félix, a cruzamento de Pizzi, cabeceou com muito perigo à baliza do Vitória, mas bola saiu por cima.
Após algumas ameaças, o 2-0 finalmente surgiu: num lance de insistência e em que a defesa sadina andou aos papéis, João Félix assistiu novamente Rafa, e o extremo português aproveitou para bater Makaridze pela segunda vez na partida. Apesar do duro golpe, os comandados de Sandro Mendes não baixaram os braços e conseguiram reduzir a diferença no marcador no instante a seguir: numa jogada bem trabalhada do lado direito por Hildeberto Pereira, o número 20 dos visitantes passou a Rúben Micael que serviu Nuno Valente para o golo do Vitória, aos 39 minutos.
Até ao intervalo, não houve mais nada a assinalar e os jogadores foram para o descanso, com o Benfica na frente do marcador, mas a partida estava longe de estar resolvida, uma vez que o Vitória pretendia dar luta para o segundo tempo em busca de alcançar um resultado positivo.


Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
O segundo tempo começou por ser jogado de uma maneira algo confusa e as duas equipas constantemente perdiam posses de bola e jogavam muito a meio campo. Depois de sucessões de lances sem grande perigo para ambas as balizas, surgiu novo golo no Estádio da Luz.
Aos 56 minutos, Florentino estava atento a meio campo e intercetou um passe sadino. Pizzi ficou com a bola, avançou no terreno, cruzou para a área e estava lá João Félix para finalizar. O jovem português não teve dificuldades em marcar o seu décimo primeiro golo na liga portuguesa.
Rafa, três minutos depois, caiu na área do Vitória e o árbitro Bruno Miguel entendeu que o médio português simulou o lance. O número 27 do Benfica viu o amarelo, o quinto no campeonato, e, por isso, não vai jogar o próximo jogo com o CS Marítimo. Aos 62 minutos, foi a vez de na baliza Vlachodimos brilhar. Hildeberto rematou em arco para um voo incrível do grego, que acabou por defender a bola para canto. Na sequência do mesmo nada aconteceu.
Depois do terceiro golo encarnado, o ritmo do jogo voltou a baixar drasticamente. O Benfica tinha aquilo que queria, a vantagem no jogo, e o Vitória raramente conseguia criar ocasiões de grande perigo perto da baliza defendida por Vlachodimos. O jogo voltava a passar uma fase menos bem jogada de ambos os lados.
O jogo acabou por ficar sentenciado com um golo do melhor marcador da liga. Após um grande passe de Rafa, o suíço Haris Seferovic, ao minuto 77, marcou novo golo. Ainda se hesitou muito nos festejos, pois Bruno Miguel ficou a ouvir o VAR, mas nada foi assinalado em contrário. Contava mesmo o golo na Luz e o suíço marcava o décimo nono golo no campeonato, consolidando a vitória e a primeira posição nos melhores marcadores da prova.
Aos 86 minutos, houve um lance na área entre Rúben Dias e Vasco Fernandes, que acabou por dar penalti. O central encarnado quando estava em queda acabou por tocar na face do jogador sadino e, após consulta do VAR, Bruno Miguel acabou por marcar castigo máximo. Na sequência, um grande golo de Jhonder Cádiz, que fez uma picadinha. É a terceira jornada consecutiva a marcar para o avançado sadino.
Até ao final não aconteceu mais nada de perigo a assinalar. O Benfica continua assim na liderança do campeonato com os mesmos pontos do que FC Porto e voltará a jogar a próxima jornada na Luz com o CS Marítimo. Já o Vitória continua a lutar por pontos preciosos para se manter no principal escalão do futebol português.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
SL Benfica: Odyseas Vlachodimos, André Almeida, Ferro, Rúben Dias, Álex Grimaldo, Andreas Samaris, Florentino Luís, Pizzi, Rafa Silva (Jota, 90+4’), João Félix (Taarabt, 80’) e Haris Seferovic (Jonas, 88’)
Vitória FC: Giorgi Makaridze, Mano, Artur Jorge, Vasco Fernandes, André Sousa, Sávio, Rúben Micael (Castro, 77’), Nuno Valente (Sekgota, 64’), Éder Bessa, Hildeberto Pereira (Zequinha, 64’) e Jhonder Cádiz
Frente a frente: André Pereira vs Gonçalo Paciência
Num ano em que se tem falado muito de pérolas de formação em Portugal, colocamos frente a frente dois homens formados no Futebol Clube do Porto, dois pontas de lança, um que figura atualmente nos azuis e brancos e outro que foi vendido no final da época passada. São eles André Pereira e Gonçalo Paciência.
André Pereira é um avançado de 23 anos que dividiu a sua formação entre FC Porto, Leixões, Varzim e Sanjoanense, tendo-se destacado na época 2017/2018, na equipa B dos dragões, ao apontar 11 golos em 20 jogos. Esta boa primeira metade de temporada nos “bês” despertou o interesse de alguns clubes da primeira liga, nomeadamente do Vitória FC, que o adquiriu por empréstimo.
Nos sadinos, André Pereira continuou com boas prestações, em que marcou quatro golos em treze jogos e foi bastante influente na manobra ofensiva dos homens de Setúbal, e acabou por ser chamado de volta para o FC Porto para a presente época desportiva.
Um avançado robusto, com vários aspetos técnicos a melhorar e o instinto matador para aprimorar, tem vindo a fazer uma época de menor fulgor nos azuis e brancos, onde conta com 22 partidas disputadas e apenas três golos apontados, ele que começou a época como titular no onze de Sérgio Conceição.


Fonte: FC Porto
Já Gonçalo Paciência, de 24 anos, formado exclusivamente no FC Porto, é um avançado que prima pelo jogo aéreo, derivado da sua elevada estatura. O avançado português teve ainda passagens, por empréstimo, pelo Olympiacos, da Grécia, e por Rio Ave, Vitória FC e Académica, em Portugal.
Depois de ter participado na conquista do Campeonato Nacional a temporada passada, Gonçalo foi vendido ao Eintracht Frankfurt, da Alemanha. Um começo com o pé esquerdo, devido a uma lesão que o afastou dos relvados durante uma boa parte da temporada, mas que não o impediu de agora brilhar nos alemães, tendo, inclusivamente, quatro golos marcados em 11 jogos, com o último a ser apontado no Estádio da Luz, frente ao SL Benfica, em jogo a contar para os quartos de final da Liga Europa, e que os alemães perderam por quatro bolas a duas.
Enquanto André é mais rápido e joga como segundo avançado, podendo vir buscar jogo mais atrás e até jogar pelas alas, Gonçalo é um ponta de lança fixo, com habitat natural na área do adversário.
Veredicto: Na minha opinião, Gonçalo vence este frente a frente e deveria ter lugar no plantel principal do FC Porto. É um jogador mais esclarecido que André e, com a lesão de Aboubakar, os azuis e brancos precisam de um avançado mais fixo quando Tiquinho Soares não está nos seus dias. Para segundo avançado, ou avançado mais móvel, os dragões têm Marega e Fernando Andrade, pelo que, a meu ver, era melhor ter André Pereira num empréstimo a desenvolver as suas qualidades, do que Gonçalo vendido, sem hipótese de um regresso imediato.
Foto de Capa: FC Porto
Artigo revisto por: Jorge Neves
Luiz Phellype: de incógnita a decisivo
A meio da temporada, os clubes têm a oportunidade para combater lacunas existentes nos plantéis – ou pelo menos era isso que deveria acontecer. E foi no último período de transferências que o Sporting Clube de Portugal reforçou o seu ataque, contratando Luiz Phellype – o melhor marcador (na altura) da Segunda Liga Portuguesa. O avançado brasileiro, proveniente do FC Paços de Ferreira, contava com nove golos marcados em quinze partidas realizadas ao serviço dos castores, registo que ainda o deixa no top dez dos melhores marcadores da Segunda Liga.
A disputar um lugar no onze leonino, o ex-pacense tinha a tarefa complicadíssima de concorrer com Bas Dost. E todos sabemos a preponderância que tem o holandês nas manobras ofensivas dos leões, tendo sido o melhor marcador dos leões nas últimas temporadas.
Numa primeira fase, Luiz Phellype foi aproveitando os poucos minutos que lhe foram dados para mostrar aos sportinguistas e a Marcel Keizer as suas qualidades. Com as limitações físicas de Bas Dost, o avançado brasileiro foi ganhando algum protagonismo até conseguir assegurar o seu lugar no onze leonino.


Fonte: Sporting CP
Ao serviço do Sporting CP, o avançado brasileiro esteve onze jogos sem conseguir faturar, causando alguma falta de confiança. E foi na deslocação ao terreno do Desportivo de Chaves que se estreou a marcar de leão ao peito, e logo por duas vezes. No primeiro golo, o avançado que enverga a camisola número vinte e nove dos leões, acabou mesmo por chorar de emoção, numa demonstração de “alívio” e alegria.
Pois bem, como se diz na gíria: só custa o primeiro. E foi exatamente no jogo da estreia a marcar que conseguiu chegar ao segundo golo. No entanto, a história prosseguiu para os restantes jogos do campeonato. Depois da partida em Chaves, Luiz Phellype realizou mais dois encontros para o campeonato, onde deixou a sua marca com um golo marcado em cada jogo. Em nove jogos realizados até ao momento na Primeira Liga, o ex-Paços de Ferreira marcou quatro golos.
Com a fase positiva do atual titular no ataque dos leões, a comparação com Bas Dost intensifica-se. Para mim, não há dois jogadores iguais, apesar de jogarem na mesma posição. Um é mais letal na área (como demonstrou noutras temporadas), o outro é mais “lutador” e procura ser o primeiro defesa no momento sem bola. Considero os dois bons jogadores e importantes para a estratégia montada pelo mister Marcel Keizer. Apesar desta temporada ter sido a menos positiva para Bas Dost, não nos podemos esquecer da sua preponderância nas temporadas anteriores. No entanto, penso que se deve aproveitar a boa fase do brasileiro e continuar a dar-lhe confiança, por acreditar que na próxima temporada se irá afirmar e ser uma mais-valia para a equipa leonina.
Foto de Capa: Sporting CP
artigo revisto por: Ana Ferreira





