Na última quinzena, realizou-se o masters 1000 de Indian Wells, um dos torneios mais importantes do circuito mundial de ténis, que contou com os melhores tenistas da atualidade. No paraíso do ténis, expressão que utilizam para caraterizar este evento, aconteceu tudo menos o esperado. Alguns diziam que Djokovic ia ser o campeão, outros que Roger Federer ia erguer o seu 101º troféu e alguns fãs de Nadal acreditavam que o maiorquino ia levar a melhor, mas nenhum destes jogadores foi o campeão no final destas duas semanas de excelente ténis.
No torneio masculino, tivemos algumas surpresas nos primeiros encontros, que chocaram os amantes da modalidade. Nick Kyrgios entrava no torneio com o título de Acapulco no bolso e estavam depositadas muitas expetativas no jovem australiano. Porém, foi eliminado no seu primeiro encontro por Philipp Kohlschreiber, o dark horse do torneio, que viria a eliminar de seguida o sérvio e nº1 do mundo, Novak Djokovic.
Na mesma metade do quadro, havia um duelo muito esperado entre duas das maiores jovens promessas do ténis mundial: Stefanos Tsitsipas e Felix Auger-Aliassime. Apesar do favoritismo do grego, Felix jogou a um excelente nível para ganhar a partida em parciais diretos. O alemão Alexander Zverev era um dos dos candidatos ao título, mas foi eliminado muito cedo pelo seu compatriota Jan-Lennard Struff, por 6-3 e 6-1.
Djokovic é eliminado no seu segundo encontro em Indian Wells Fonte: BNP Paribas Open
Os principais cabeças-de-série da parte superior do quadro estavam eliminados, com a exceção de Dominic Thiem. O austríaco chegou aos Estados Unidos muito longe da sua melhor forma, com derrotas pesadas na terra batida da América do Sul. Os jogos apareciam e Thiem jogava o seu melhor ténis, até que, nas meias-finais, eliminou Milos Raonic numa dura batalha por 7-6 6-7 e 6-4. Na metade inferior, esperava-se um “Fedal”. Roger Federer e Rafael Nadal alcançaram as meias-finais e íamos ter mais uma edição de uma das maiores rivalidades da história. Infelizmente, o espanhol contraiu uma lesão no joelho e não conseguiu ir a jogo. Assim sendo, no derradeiro encontro sobravam o maestro Roger Federer e o austríaco Dominic Thiem. Contra todo o favoritismo do suíço, Thiem, depois de perder o primeiro set por 6-3, faz um break madrugador e alcança o segundo set, no parcial decisivo, o jogador mais novo quebra o serviço a 5-5 e fecha o set por 7-5. Primeiro master 1000 conquistado pelo austríaco e este entra no lote de jogadores que venceram o suíço em todas as superfícies.
Campeão: Dominic Thiem
Revelação do torneio: Philipp Kohlschreiber
Jovem Promessa em destaque: Felix Auger-Aliiassime
Quando olhamos para uma quadra e vemos alguém com a camisola número dez nas costas, é impossível não pensar que é um talento nato. Associamos a alguém que tem uma habilidade acima da média, um remate preciso e forte e que, a qualquer momento, pode decidir uma partida com um rasgo de génio.
Felizmente, podemos afirmar que, em Portugal, existe o chamado “dez” e, neste caso específico, falamos de Sara Ferreira. A jogadora de 26 anos enverga a camisola dez tanto no clube que representa, o SL Benfica, como na Seleção Portuguesa. Porém, não é por acaso que isto acontece. É evidente que qualidade não falta a esta jogadora e os números da ala portuguesa têm demonstrado que está num nível muito alto, sendo mesmo uma das melhores jogadoras do campeonato.
Nas últimas três épocas, a atleta ao serviço do SL Benfica tem sido peça fundamental para desbloquear os jogos frente às formações teoricamente mais difíceis e, sobretudo, na conquista de vários títulos para o clube da Luz. Quanto aos troféus coletivos, conquistou oito pelos “encarnados”: dois campeonatos nacionais, três Taças de Portugal e três super-taças. Já a nível individual, a ala tem regularmente alcançado a marca dos 30 golos por época (30 – 2015/16; 32 – 2016/17 e 36 golos – 2017/18) e ainda assistiu as suas colegas de equipa em dez ocasiões.
Sara Ferreira foi uma das figuras na qualificação da Seleção Portuguesa para o Europeu Feminino Fonte: FPF
Ao serviço da Seleção das Quinas, esta época tem mostrado também o seu valor. Na fase de qualificação para o europeu feminino de futsal, que Portugal passou em primeiro, Sara Ferreira marcou quatro golos nos três jogos que realizou. Um dos golos que marcou certamente não irá esquecer. Num jogo contra a República Checa, a ala finalizou a jogada, que tinha começado com um remate de letra.
Com uma vaga garantida para o Europeu, ainda se sonhou que seria possível ganhá-lo, porém, não correu da melhor maneira. Ainda assim, a jogadora mostrou aquilo que vale em campo tal como todas as jogadoras da Seleção.
Enquanto sénior, a ala portuguesa de 26 anos já venceu onze títulos nacionais com o SL Benfica e é uma jogadora fundamental na equipa Fonte: SL Benfica
Esta temporada, ao serviço das “águias”, realizou 20 jogos e marcou 20 golos. Números individuais impressionantes que continuam a ajudar aquilo que será mais importante para si: ajudar o SL Benfica a conquistar mais títulos. E esses podem ser uma grande realidade, visto que os “encarnados” estão na luta pelo tricampeonato e nas meias-finais da Taça de Portugal. Portanto, ainda há a possibilidade de juntar estes dois títulos à Supertaça, que já foi conquistada no início da época.
A condução de bola que a jogadora tem juntamente com o drible eficaz e as decisões rápidas deixam as adversárias com poucas possibilidades de conseguir desarmá-la. Tanto tem uma grande capacidade de posicionamento defensivo, como está nas posições mais privilegiadas para conseguir terminar as jogadas em golo. É, sem dúvida, uma jogadora para continuar a seguir com muita atenção, pois continuará seguramente a brilhar e a fazer história nas quadras portuguesas.
Foi com uma garrafa de champanhe, uma camisola festiva e um pequeno troféu que Sebastián Coates festejou os 150 jogos realizados ao serviço do Sporting CP. Apesar desse marco ter sido atingido no jogo frente ao Boavista, em que os leões venceram por 2-1, foi em Alvalade que, juntamente com os adeptos leoninos, o uruguaio comemorou essa distinção, coroada com a vitória por 1-0 frente ao Santa Clara.
O defesa central chegou a Lisboa por empréstimo do Sunderland na segunda metade da época 2015/2016 para ser treinado por Jorge Jesus, mas o seu passe foi adquirido apenas na temporada passada, tendo Coates assinado um contrato válido até Junho de 2022 com uma cláusula de 45 milhões de euros. Olhando para os números, o internacional uruguaio tem 151 participações em jogos oficiais ao serviço do Sporting CP e dez golos apontados.
Analisando agora as suas qualidades como jogador, arrisco afirmar que é um dos melhores centrais que já vi jogar de leão ao peito nos últimos tempos. Muito forte no posicionamento, cabeceamento e desarme, talvez a sua lacuna se prenda apenas com a velocidade, visto não ser um defesa central veloz. Contudo, a estrutura do Sporting CP soube sempre colmatar esse defeito, tendo Coates formado dupla regularmente com Rúben Semedo e Mathieu, ambos conhecidos pela sua rapidez.
Para além disso, consegue realizar bons passes e progredir com bola com alguma qualidade. Na área adversária é também um perigo e quando os leões se encontram em desvantagem, os treinadores não hesitam em colocá-lo na frente quando em vista a obtenção de golos.
A prenda de Coates, que comemorou 150 jogos de leão ao peito Fonte: Sporting CP
Para os adeptos, é também uma figura muito acarinhada devido ao compromisso que sempre demonstrou com o clube. Ninguém pode acusar Seba Coates de alguma vez ter demonstrado pouca vontade em campo. Luta pela vitória e não hesita em comandar as tropas para a frente. A forma como festeja cada golo por si marcado, agarrando a camisola com uma raiva e gozo vencedor, transmite a toda a massa associativa a vontade do jogador para que o clube alcance feitos maiores do que aqueles que tem atingido.
Basta lembrar o seu golo ao FC Porto o ano passado a contar para a meia-final da Taça de Portugal, que permitiu ao Sporting CP ir ao Jamor. Ele e todo o estádio explodiram de alegria, numa harmonia tão bonita e que contagiava todo o universo leonino (espero que esses dias voltem). A juntar a todos esses aspetos positivos, ressalta ainda à vista o facto de não ter pertencido à debandada de rescisões que assombraram o clube no verão passado.
Concluindo, penso que é um prazer para qualquer adepto do Sporting CP ter um jogador como Sebastián Coates no plantel. É garantia de segurança na defesa e transmite vontade a todos os que amam o clube incessantemente. O seu compromisso para com todos nós é indiscutível, e sabemos que não é por ele que os leões perderão pontos. Oxalá fossem todos como o uruguaio…
Está nas leis do trabalho: a qualquer funcionário deverá ser assegurado, pela entidade patronal, um período de férias, um período de descanso. Período esse que tem como finalidade, sobretudo, o “recuperar de forças” para que, por fim, a produtividade daquela pessoa permaneça intacta.
Bom, interligando tudo isto com o futebol: alguns jogadores do FC Porto, de certa forma, também clamam por “férias”. Casos, por exemplo, de Alex Telles, Hector Herrera ou Felipe, jogadores que têm vivido meses extremamente intensos, no que toca a minutos dentro das quatro linhas, tais minutos que, por vezes, influenciam (e muito) as suas exibições, limitando, assim, as suas intervenções naquilo que é o jogo.
Todavia, o outro lado da moeda merece ser ressaltado: todos os jogadores desta equipa (principalmente aqueles mencionados anteriormente) são atletas de alta competição, de alto calibre, atletas que conseguem suportar milhares de minutos nas pernas em cada temporada. Contudo, há que ressalvar o seguinte: não existe nenhum par de pernas neste planeta que consiga suportar o insuportável.
Por instantes, relembrem os contornos do jogo de Santa Maria da Feira: passados que estavam apenas quatro dias dos 120 minutos de Champions, Sérgio Conceição colocava em campo exatamente o mesmo onze que havia vencido a AS Roma.
Esta opção, na minha ótica, poderia ter arredado, definitivamente, o FC Porto da luta pelo título. Num “dia não” portista, o Feirense poderia, facilmente, ter roubado, pelo menos, dois pontos à turma de Sérgio Conceição, muito por demérito desta.
O jogo contra o CD Feirense foi marcado pela falta de frescura física do FC Porto Fonte: FC Porto
Naquela partida, a meu ver, existiam opções no banco de suplentes que mereciam ver a “luz do dia” (apesar de estar de noite e de nem sempre haver luz). Óliver, Brahimi, Manafá: são alguns nomes que deveriam ter entrado naquele onze inicial.
Agora, não consigo apontar apenas o dedo a Sérgio Conceição por um simples motivo: não é possível criticar uma opção se não existirem outras. Por muita boa vontade que o técnico possua, é impossível ver todos os elementos do nosso plantel como opções. E isso é um aspeto muitíssimo relevante nesta discussão: os bons acabam por pagar a fatura dos medianos fisicamente. Um plantel com apenas 14/15 opções, no verdadeiro sentido da palavra, é curto para quem quer levantar todos os troféus. Infelizmente, por agora, não há nada a fazer quanto a isso.
Depois de todos estes tópicos levantados, cada vez mais vejo com bons olhos a pausa internacional que se avizinha. Bem aproveitada, será sem dúvidas uma peça-chave na luta pelo primeiro lugar.
Tempo para delinear estratégias, para recuperar jogadores, para melhorar o entrosamento da equipa… Enfim, uma oportunidade para manter os níveis de intensidade altos. Não estarão todos no Olival (é o preço que pagamos pelo sucesso), contudo os que lá estiverem tratem de aproveitar estes “dias de férias”. Depois disto haverá uma taça para levantar, um primeiro lugar para conquistar e um país para representar.
Foram vários os jogadores que, nas últimas duas épocas, tiveram a oportunidade de sair da equipa B do SL Benfica para darem a cara pela equipa A: Yuri Ribeiro, Gedson Fernandes, João Félix, Jota, Ferro, Florentino Luís e Ivan Zlobin. Todos eles mostraram qualidades suficientes para aumentarem a própria fasquia e subirem de escalão.
Yuri Ribeiro, o jovem que veio do SC Braga diretamente para os Juvenis do SL Benfica. Joga como defesa e as suas principais qualidades passam por saber sempre onde e quando colocar a bola, por tentar fazer, maioritariamente, com que o seu jogo passe pelo corredor central e também por entrar bastante bem nos espaços adversários. Yuri foi uma das opções de Rui Vitória, na altura, para um jogo da equipa principal com o Real SC para a Taça da Liga. Segundo as estatísticas, fez apenas um jogo na época 2016/17 (Taça da Liga) e, esta época, também para a mesma competição, fez três jogos. Mais ainda, fez dois jogos para a Liga Europa, também esta época.
Gedson Fernandes: o médio que subiu à equipa A também no comando de Rui Vitória e que acabou por ser um dos jogadores mais utilizados na pré-época 2018/19. Em termos futebolísticos, define-se pela sua agilidade, pela ótima capacidade de transporte de bola e, também, pela sua facilidade de remate. Segundo as estatísticas, fez quatro jogos sem golos para a Taça da Liga, três jogos e um golo para a Taça de Portugal, 17 jogos também sem golos para a Liga NOS, 10 jogos e dois golos na Champions (quer na qualificação, quer depois de calssificados) e quatro jogos sem golos para a Liga Europa.
Rúben Dias, o jovem jogador que com apenas 20 anos de idade, se estrou pela equipa A como titular, a 16 de setembro de 2017, numa visita dos encarnados ao Estádio do Bessa. A intensidade nos duelos é uma das suas principais características, tal como o seu cabeceamento e o seu à vontade para controlar a linha defensiva. De acordo com as estatísticas, soma uma total de 24 jogos e dois golos na Liga NOS, quatro jogos sem golos tanto na Taça de Portugal, três jogos sem golos na Taça da Liga, quatro jogos sem golos na Liga Europa e nove jogos sem golos para a Champions (qualificação e pós-qualificação).
João Félix, o jogador que chegou à equipa A com apenas 18 anos de idades. Depois de uma grande prestação tanto nos Juniores como na equipa B, mostrou capacidade total para assumir a titularidade pouco tempo depois de ter chegado aos séniores. Estreou-se pela equipa B em setembro de 2016 e, na equipa principal, tornou-se no terceiro jogador mais jovem de sempre a marcar ao clube rival, neste caso, ao Sporting CP. Destacam-se qualidades como a rapidez/ velocidade, a técnica evoluída e o remate “letal”. Segundo as estatísticas, soma 17 jogos e nove golos na Liga NOS, dois jogos e um golo na Taça da Liga, cinco jogos e um golo na Taça de Portugal, três jogos sem golos na Champions e quatro jogos também sem golos na Liga Europa.
As estrelas da formação têm vindo a dar frutos no plantel principal Fonte: SL Benfica
Jota, o avançado que está no SL Benfica há 12 anos, estreou-se pela equipa B em janeiro de 2017 e chegou recentemente à equipa A na presente época. É rápido a pensar e a executar e é considerado tecnicamente evoluído. As estatísticas dizem que fez apenas dois jogos para a Liga NOS e um jogo para a Liga Europa.
Ferro, o jogador natural de Oliveira de Azeméis, integrou definitivamente o plantel do Benfica B na época de 2016/2017. Chegou À equipa A na presente época e mostra qualidades como ótima capacidade técnica, uma visão de jogo mais do que a esperada para a posição que ocupa, um grande nível de concentração, um forte jogo aéreo e, ainda, um bom desarme. No que diz respeito às estatísticas, o jovem encarnado conta com um jogo sem golos na Taça de Portugal, quatro jogos e dois golos na Liga NOS e quatro jogos e um golo na Liga Europa.
Florentino Luís, o jogador que está no Benfica desde os infantis. Depois de uma bela passagem pelos outros escalões, onde venceu Campeonatos Nacionais de Iniciado e Juniores, jogou pela equipa B durante duas épocas e meia e chegou recentemente à equipa A para continuar a mostrar o que vale. A sua agilidade, a grande qualidade técnica e a alta percentagem de acerto das suas ações são três das principais características destacadas a Florentino. De acordo com as estatísticas, soma quatro jogos e um golo na Primeira Liga.
Ivan Zlobin, o guarda-redes proveniente do CSKA. Está no Benfica há quatro temporadas, mas apenas no dia 1 de fevereiro deste ano subiu oficialmente à equipa principal. Duas das suas características passam pela sua segurança em sair da baliza para defender e também pelo facto de defender bem com os pés. Infelizmente ainda não teve a oportunidade de se mostrar pela equipa A, pelos que as suas estatísticas se resumem à II liga (fez um total de 18 jogos).
Estas são as nossas estrelas da formação, que, de há duas épocas para cá, estão a dar frutos no plantel principal. Todos parecem estar contentes com a chegada dos novos colegas e o espírito de equipa e de entreajuda tem crescido mais do que nunca. O Benfica é, assim, uma das equipas portuguesas com mais jovens no plantel, que estão a dar que falar pela Europa fora.
Esta semana ficou marcada, no mundo do Atletismo, pela reunião do Conselho da IAAF em Doha, onde foram tomadas uma série de decisões que poderão mudar a cara do desporto e que têm levantado bastante polémica entre todos os envolvidos e interessados.
A escolha do país para sediar o Mundial é sempre algo que cria bastante expectativa. Não apenas para os países que lançaram suas candidaturas, mas também para todos os amantes do Futebol. Geralmente, a escolha do país-sede é feita com cerca de 10 anos de antecedência, tempo suficiente para o país se preparar e para o público interessado se preparar para visitar o local. Mas como são escolhidas as sedes? A FIFA seleciona o país apenas pela sua infraestrutura e pelo desenvolvimento do Futebol daquela região, ou existe algum outro interesse?
Na última semana, o jornal britânico The Sunday Times informou que o governo do Catar teria pago à FIFA 880 milhões de euros para comprar votos a favor da sua candidatura para sediar o Mundial de 2022. O jornal alega ter tido acesso a documentos que comprovam que o acordo foi feito em 2010, ainda o suíço Joseph Blatter era presidente da entidade máxima do Futebol. Atualmente, Blatter está banido das atividades da FIFA após ter sido condenado pelo Comité de Ética do órgão máximo do Futebol por causa de um escândalo de corrupção que envolveu o francês Michel Platini, ex-presidente da UEFA. A escolha do Catar é, de facto, escandalosa, inclusive dum ponto de vista desportivo. Mas vamos aguardar maiores averiguações.
Ainda existem outras questões que precisam ser analisadas, como as exigências que a FIFA faz ao país-sede. Esta é uma questão muito delicada, pois a entidade acaba por interferir no planeamento e nos gastos de um país. No seu mundo de fantasia, a FIFA exige estádios modernos e não tem em consideração a situação do país. Isso é um absurdo. Não se pode exigir a países como a África do Sul ou o Brasil a mesma estrutura e os mesmos estádios que a Alemanha ofereceu no Mundial de 2006.
A Arena da Amazónia luta até hoje para acabar com o estigma de ser um “elefante branco”. Fonte:amazonia.org.br
É evidente que, para sediar o Mundial, é necessário que o país tenha infraestruturas de qualidade para receber os milhares de turistas, e bons estádios, mas também é preciso estar ciente que os países subdesenvolvidos possuem as suas carências. Portanto, se a FIFA pretende realizar o Mundial nalgum destes países, precisa de ser mais maleável e entender que não será como um Mundial nos EUA ou na Europa. O que também não é empecilho, nem diminui a grandeza do evento.
O que aconteceu na África do Sul e no Brasil foi inaceitável. No Brasil, houve 12 cidades que abrigaram os jogos do Mundial. Muitas dessas cidades não possuem uma cultura futebolística muito ativa, mas mesmo assim foram escolhidas como sede. O resultado disso acabou por ser a criação de verdadeiros “elefantes brancos”, que pouco são utilizados para a sua real função. Em contrapartida, outras cidades onde o Futebol é mais ativo na cultura não foram escolhidas como sede.
Ainda no Brasil, vimos várias obras inacabadas e milhões de reais destinados à construção de estádios, sendo que os estádios que já existiam no país eram suficientes para abrigarem os jogos. Claro, precisavam de ser feitas algumas melhorias, mas não era preciso o custo que houve. Afinal, o país já suportava grandes jogos com grandes públicos.
Portanto, a FIFA precisa de parar de querer interferir nos governos e ser a “senhora” do Mundo, porque a conta não vai para a entidade, mas sim para os países-sede. Na verdade, a entidade fica é com todos os louros e lucros da competição. Claro que os governos possuem as suas parcelas de culpa. Bastava dizer “não” a essas exigências impostas, mas também não o fazem.
Os próximos Mundiais serão no Catar (2022) e no Canadá, Estados Unidos e México (2026).
É certo que o Futebol está em constante mudança, e hoje, para além do Futebol europeu, também o sul-americano e asiático estão a tentar mudar o seu panorama para atingirem o tal chamado “Futebol moderno”, que já se ouve na Europa. No que toca ao Futebol asiático, a vinda de jogadores com estatuto na Europa tem sido a principal forma de tornar o Futebol mais atrativo e visto por todos os amantes do desporto-rei.
No entanto, para alguns, ainda há muito trabalho a fazer para melhorar o Futebol na Ásia. Mohammed Khalfan Al-Romaithi, presidente da Autoridade Geral do Desporto dos Emirados Árabes Unidos, é um deles. No passado dia 7 de março, Al-Romaithi anunciou a sua candidatura à presidência da Confederação Asiática de Futebol (CAF) e prometeu revolucionar a confederação com uma mudança profunda no Futebol asiático. Segundo o candidato a assumir funções na presidência da CAF, o Futebol asiático merece melhor e afirmou que “chegou a hora da mudança”.
Fonte: Al-Romaithi
Aquando da sua candidatura à presidência da Confederação Asiática de Futebol, em Abu Dhabi, Mohammed Al-Romaithi apresentou um manifesto conhecido como “Making Football Fair” onde apresentou três grandes propostas de mudança que pretende implementar na génese do Futebol asiático, se chegar ao topo da confederação asiática. No fundo, o candidato prometeu uma nova era de investimento, participação e independência.
Relativamente ao investimento, Al-Romaithi apresentou um fundo de 320 milhões de dólares para desenvolver o Futebol. Outra das propostas foi fortalecer a independência das federações nacionais, com cerca de 1,8 milhões de euros, assim como desenvolver o Futebol feminino no continente asiático. Por fim, a terceira grande proposta é dar mais oportunidades para todos no Futebol, desde o amador até ao topo do Futebol profissional.
As eleições para a presidência da Confederação Asiática de Futebol estão marcadas para dia 6 de abril e o candidato dos Emirados Árabes Unidos tem fortes possibilidades (também muito pelo manifesto que apresentou em Abu Dhabi) de vencer e tornar-se o novo presidente da CAF. Agora resta-nos esperar para ver se Mohammed Khalfan Al-Romaithi vai cumprir aquilo que prometeu, se vencer, e se mudará o panorama do Futebol asiático.
Terminou a primeira fase do campeonato de andebol e já se prevê uma fase final cheia de emoção e incerteza. Sporting CP e FC Porto estão no topo da tabela em igualdade pontual (37) e SL Benfica a um ponto, no terceiro lugar. Destaque ainda para o CF Os Belenenses, que voltou ao grupo de elite passados dez anos.
A primeira fase do campeonato nacional foi uma pequena amostra da luta que vai decorrer até ao final da época. Enorme equilíbrio dos três principais candidatos ao título, com o Sporting a mostrar-se ligeiramente superior. No confronto direto, apenas perdeu com o Benfica no pavilhão da Luz, e apenas por um golo. Já o Porto venceu todos os jogos frente aos encarnados. As equipas chegam a esta fase com tudo em aberto.
A fase final inicia-se logo com um Sporting-Benfica, num jogo que pode ser decisivo para as contas do título. Nos outros jogos, o Águas Santas joga com o Madeira SAD e o Porto recebe a grande surpresa deste campeonato, o Belenenses, que deixou para trás o ABC de Braga na fase regular.
Os azuis do Restelo não faziam parte do grupo de elite do andebol nacional há dez anos e asseguraram um lugar cativo na última jornada da fase regular ao empatar com o Benfica, destruindo as aspirações do ABC.
As duas derrotas do Porto no campeonato são frente ao Sporting Fonte: FC Porto
O grupo A é então constituído por Sporting, Porto, Benfica, Madeira SAD, Águas Santas e Belenenses. O grupo B é composto por ABC de Braga, Maia / Ismai, Avanca, Boa Hora, Sporting da Horta, Fermentões, Fafe e Arsenal.
O campeonato vai estar ao rubro até ao fim, com os três grandes em destaque nesta fase. Todos os encontros serão finais e os jogos europeus podem ter algum peso na prestação do Sporting e Porto. Os leões jogam contra o Veszprém e os dragões enfrentam o Cuenca, ambos no dia 24. Estes jogos exigem enorme preparação e podem limitar os planteis das duas equipas.
Contudo, se tivesse de apostar num campeão agora, a minha escolha seria o Sporting, de Hugo Canela. Tem o melhor plantel, uma equipa de estrelas para o campeonato português. Frankis Carol e Carlos Ruesga são dois dos melhores jogadores do campeonato e, quando estão na melhor forma, não deixam hipóteses à concorrência. A presença na Liga dos Campeões pode ser uma enorme limitação nas aspirações leoninas. De qualquer forma, não me surpreenderia se o campeão fosse o Porto ou o Benfica. Os dragões têm demonstrado uma eficácia tremenda, um andebol de qualidade, coeso e esclarecido. Magnus Andersson revolucionou a equipa portista, e já colhe os frutos.
O Benfica, com Carlos Resende, tem jogos em que demonstra uma qualidade acima da dos rivais, com um andebol agressivo, incisivo e muito forte defensivamente. O plantel tem muito talento, com Alexandre Cavalcanti, Belone Moreira e Pedro Seabra Marques, mas por vezes deixa a desejar.
Dos candidatos, o Benfica foi o que não ganhou um maior número de jogos (quatro até agora – um empate frente ao Belenenses e três derrotas, uma frente ao Sporting e duas frente ao Porto).
O Benfica venceu o Sporting em casa e impôs a primeira derrota do Sporting frente a um rival no campeonato Fonte: SL Benfica
Faltam agora dez jogos até à decisão final e a expetativa é grande. Porto e Benfica vão fazer tudo para destronar o bicampeão nacional, Sporting, que tem demonstrado alguma hegemonia no andebol, com alguns registos históricos desde que Hugo Canela chegou à equipa verde e branca.
Tarde de futebol com o Estádio José Santos Pinto a ser palco de uma enchente de adeptos, naquela que foi a 26.ª jornada da Segunda Liga portuguesa. O Covilhã, oitavo classificado da Segunda Liga, recebia vindos de Vila Nova de Famalicão, o segundo da tabela, o FC Famalicão.
Ainda antes do início da partida, Adriano foi galardoado com o prémio de melhor jogador do mês de fevereiro, premiando assim os bons últimos jogos do extremo do SC Covilhã.
O início da partida mostrou, nos primeiros minutos, um FC Famalicão próximo da área dos serranos, contudo não houve situações de real perigo para a baliza de Vítor São Bento.
Ao minuto 13 os serranos responderam, depois de um cruzamento irrepreensível de Tiago Moreira, Diego Medeiros tentou cabecear, contudo a defesa do FC Famalicão cortou para canto. Logo de seguida, no decorrer desse mesmo canto, Kukula cabeceou contra um defesa da equipa visitante.
Já aos 19 minutos da partida, depois de uma grande confusão na pequena área do Covilhã, a bola sobrou para Jorge Miguel que rematou por cima e com algum perigo à baliza do guardião dos serranos.
Ao minuto 30, numa jogada que foi de um campo ao outro, Kukula passou para o capitão dos serranos, Gilberto, que passando por um jogador do FC Famalicão, rematou com força para uma grande defesa de Defendi.
A primeira parte acabava com pouco a registar, tanto de um lado como do outro. Muita luta a meio-campo, muitas faltas, mas pouco perigo para as balizas de ambas as equipas. O ânimo estava mais do lado dos adeptos, tanto daqueles que vieram de Famalicão, que não pararam de apoiar a equipa, como do lado dos serranos.
Fonte: Bola na Rede
A segunda parte começou praticamente com o golo da equipa da casa. Aos 53 minutos, depois de um cruzamento de Henrique, que parecia não ir criar perigo, erro da defesa do FC Famalicão, que deixa passar a bola, Mica recebe e remata ao canto inferior da baliza, sem qualquer hipótese para Defendi.
Aos 57 minutos, cruzamento ao fundo da linha, Feliz ainda se estica, mas não chega para pôr a bola no fundo das redes de São Bento.
A partir daí o Famalicão apertou com a equipa da casa, deixando o SC Covilhã recuado na sua área, contudo sem qualquer efeito no marcador, muito devido à entreajuda defensiva da turma serrana.
No entanto, foram mesmo os serranos que voltaram a mexer com o resultado. Num contra-ataque, aos 80 minutos, Gilberto foi com a bola desde o meio-campo até à entrada da área do FC Famalicão, fazendo o 2-0 para a sua equipa.
O SC Covilhã vencia assim no Estádio José Santos Pinto, subindo ao sétimo lugar da tabela, com 37 pontos e somando já 10 jogos sem conhecer o sabor da derrota. Já o FC Famalicão somou a segunda derrota consecutiva, continuando em zona de promoção, mas tendo agora apenas dois pontos de vantagem sobre a Académica OAF e três do Estoril-Praia SAD.
ONZES E SUBSTITUIÇÕES:
SC Covilhã: São Bento, R. Vieira, Henrique G., Adriano (77’ Bonani), Gilberto, Diego Medeiros, Jaime, Tiago Moreira, Kukula (65’ Deivison), Rodrigues, Mica (87’ Leandro Pimenta)