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Futebol sportinguista coloca identidade em crise

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A grande marca de um clube ou organização passa pela sua identidade. Tudo o resto está ligado a ela: o símbolo, as cores, a marca. Não podemos falar em valores clubísticos se eles não assentarem numa matriz identitária comum e que lhes dê forma e força.

Os estatutos de um clube são talvez a maior concretização, no papel, dessa identidade clubística. Essa foi talvez a razão pela qual na assembleia proposta pela Direção anterior para alterar os estatutos de clube, os sócios reagiram de imediato. Tal intento tinha a identidade de todos os sportinguistas e do seu clube como principal alvo. Mas não é só pelas coisas que estão no “papel” que se faz pulsar uma identidade. No caso de um clube é, sobretudo, na relva dos estádios, nas pistas, pavilhões e ringues que se vê a ligação e o compromisso com a identidade coletiva de que fazem parte.

Mas vamos ao Sporting. A matriz identitária de um clube como este deve ser sempre o compromisso com as vitórias, seja de todos os seus atletas, corpos sociais, adeptos e sócios. É a tão apelidada, embora nem sempre praticada, de “cultura de exigência”, sendo ela uma parte determinante da identidade leonina. E quando perdemos devemos reconhecer o adversário vitorioso, quando a sua vitória fui justa em campo, com a mesma dignidade e respeito do que quando ganhamos.

Ora é precisamente essa “cultura de exigência” que tem faltado, salvo raras exceções, à equipa de futebol do Sporting, colocando, não só de hoje como de há muitos anos, o clube numa situação de crise identitária permanente.

As recentes exibições da equipa de futebol do Sporting têm colocado em crise a identidade leonina
Fonte: Sporting CP

No que às modalidades diz respeito, elas têm sido o suporte essencial da identidade do clube. Não podemos negligenciar todo o compromisso do andebol, do ténis de mesa, do voleibol, do futsal, do atletismo, entre outras, na glorificação do leão rampante. Mas com os pupilos de Kiezer a coisa já é diferente. E não há vitória por três zero ao SC Braga em casa que apague as exibições paupérrimas da equipa nos últimos jogos.

Como entender, por exemplo, que uma equipa de futebol do Sporting demore trinta e tal minutos a rematar à baliza adversária diante de um CD Feirense (com todo o respeito pelo clube nortenho)? Como admitir o amadorismo com que defrontaram o SL Benfica, quer em Alvalade para o Campeonato, quer na Luz para a Taça de Portugal? E a eliminação da Liga Europa diante desse astro do futebol espanhol e europeu chamado Villareal CF permite confirmar na íntegra o que disse a propósito desta falta de compromisso, essencialmente no jogo da primeira mão em Alvalade.

Em resumo, no que ao futebol sportinguista diz respeito, as águas andam confusas. Elas têm mergulhado a identidade leonina numa crise profunda por muito que as outras modalidades se esforcem por honrar o símbolo. E com as modalidades a puxarem para um lado e a equipa de futebol para o outro não há identidade clubística que resista. Aqui fica a mensagem para os pupilos de Keizer: Acordem seus “meninos bonitos”!

Foto de Capa: Sporting CP

Agüero | Já há um legado, mas inacabado

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A Premier League é onde o futebol atinge um nível competitivo, em contexto interno, muito elevado. Jogos com ritmo alto e que não dá margem para rodar a equipa “só porque sim”. Para a larga maioria dos jogos, acredito que sejam chamados os que estiverem mais aptos, ou melhor preparados, e só esses podem ir a jogo, pois colocar em campo um jogador que não esteja em plenas condições físicas, pode originar uma recaída/alargar o tempo de recuperação total.

O Manchester City FC dá-se ao luxo de ter um plantel vastíssimo: pensado por Guardiola, que mal chegara trocou as laterais do avesso, contratou mestres do passe, mestres do desequilíbrio, e uma promessa brasileira para o ataque.

Talvez o nome mais importante da história (não só recente, diga-se) dos citizens é Sergio Agüero. O ponta de lança que deu o terceiro golo diante do Queens Park Rangers FC, golo que permitiu os azuis de Manchester erguer um título considerado inédito, mas “inevitável”, dado o investimento.

Talvez o ponto mais alto da história do Manchester City
Fonte: Premier League

Agüero, em tempos de Mancini, figurava com Balotelli ou com Dzeko no ataque. O City, praticava um futebol diferente, segundo um esquema diferente, com jogadores de características diferentes, mas sempre que existe qualidade, em qualquer contexto ela é notada. Afinal, é o melhor marcador de sempre do emblema (bateu recorde que era de 177 golos).

Como tal, sendo Agüero um jogador tão marcante para o clube, quer efetiva, quer simbolicamente falando, chega agora a altura dos 30. Com 30 anos, a direção dos clubes tende a encurtar a margem de erro/oportunidade dos atletas, principalmente dos estrangeiros. Porém, viu o seu contrato ser estendido no início da época (mas de um ano só, dada a política contratualmente estipulada em Inglaterra).

Sergio Agüero e Gabriel Jesus são ambos muito móveis e só avançados com tais características têm chance de jogar nas equipas de Guardiola. Não é, com certeza, uma dupla a entrar de início, mas jogando a pivot, que é a função a desempenhar pelo jogador a ocupar a posição “9”, torna desnecessário jogar com uma dupla de jogadores referência. Como é óbvio, salvo em situações de busca obstinada do golo.

O argentino, como disse, é um nome inapagável do universo citizen. Pelo tempo que está lá como jogador, o legado que deixa num clube de elite, mas que entrou para esse lote há pouco tempo. Foi durante esse tempo que Agüero é considerado o mais aclamado, elevado a herói.

Hoje, talvez com o plantel mais rico em termos de recursos humanos do mundo, com jovens promessas a eclodir e muitas “feras” a ter de ficar no banco… Depois das competições internas já alcançadas, falta algo.

Falta a Liga dos Campeões. Não só a Agüero, como ao próprio clube que representa. É algo que trará a glória pretendida ao extraordinário legado do argentino no clube. É algo que certamente está nos planos do Manchester City, mas que parece não estar em sintonia psicológica com as prestações da equipa na prova milionária, que ainda deixam a desejar em momentos chave…

Foto de capa: Manchester City FC

Artigo revisto por: Jorge Neves 

CD Feirense 1-3 Moreirense FC: Chiquinho, golos anulados e a Europa cada vez mais próxima

Ronda 23 do campeonato e o CD Feirense, lanterna vermelha do campeonato, recebeu a grande surpresa da edição 2018/19 da liga, o Moreirense FC.

Os fogaceiros, recuperados das lesões constantes que afetaram o plantel durante boa parte da temporada até à data, entraram em campo na máxima força e com o apoio do público, que respondeu ao apelo feito pelo clube de Santa Maria da Feira durante a semana.

Do outro lado, os cónegos chegavam à Feira motivados pela vitória em casa frente ao CD Tondela e pela histórica campanha que vinham cumprindo até ao momento, estando o sonho “Europa” cada vez mais perto de ser alcançado.

Os homens de Filipe Martins apresentaram-se em 4x3x3, abdicando dos médios defensivos Cris e Marco Soares e lançando Ghazal e Ofori, ao lado de Tiago Silva, na tentativa de dar mais apoio ao processo ofensivo. Entraram no onze, ainda, Edson Farias, Stivan , Mateus Anderson e Tiago Gomes. Os homens de Ivo Vieira mantiveram o onze inicial que se tem exibido em bom plano, à exceção de Rúben Lima, que foi substituído por Bruno.

O Moreirense entrou praticamente a vencer na partida, com um pontapé de Chiquinho, ainda antes do primeiro minuto de jogo, que encontrou o fundo das redes de André Moreira.

Ainda antes dos dez minutos, Chiquinho podia ter chegado ao bis, não fossem os bons reflexos de André Moreira a defender para canto.

As dificuldades em defender entre linhas eram evidentes por parte do Feirense, e Chiquinho aproveitou para, a partir desse movimento entre linhas, dinamizar o processo ofensivo dos cónegos.

Aos 17 minutos, foi a vez do Feirense criar perigo numa saída de bola pós-canto, com um contra-ataque que terminou com Mateus Anderson a rematar ao lado da baliza de Jhonatan, mas em posição irregular.

Os homens da casa estavam à procura do golo do empate e, aos 30′, Mateus Anderson cruzou com perigo para um corte providencial de Halliche, pois já aparecia Sturgeon solto para finalizar.

O Feirense criou perigo nas bolas paradas, tendo até marcado três golos, embora dois tenham sido em fora de jogo
Fonte: Bola na Rede

Quem não marca, arrisca-se a sofrer e, aos 42’, foi a vez de Arsénio brilhar. O extremo recebeu na esquerda e atirou colocado ao ângulo da baliza de André Moreira. Estava feito o segundo da partida, segundo do Moreirense e um golaço de Arsénio.

Manuel Oliveira apitou para o intervalo e o Feirense recolheu aos balneários mais último, mais pressionado e sem dar uma resposta cabal à locomotiva cónega, que tinha Chiquinho na casa das máquinas a exponenciá-la com a sua qualidade de execução.

As equipas regressaram dos balneários e o início da segunda parte foi o espelho do da primeira. Um minuto jogado e um golo de Chiquinho. Heri cruzou a partir da esquerda, André Moreira largou e Chiquinho, em zona de finalização, empurrou para o fundo das redes fogaceiras.

O Feirense respondeu de seguida por Ofori. O ex-SC Leixões rematou à entrada da área depois de um canto e a bola rasou a trave da baliza cónega.

O Moreirense voltou à carga e podia ter feito o quarto da partida. Teixeira desviou o cruzamento e a bola passou perto do poste de André Moreira.

Numa segunda parte de parada e resposta, foi de bola parada que Briseño respondeu ao cruzamento de Tiago Silva com um cabeceamento ao poste. A bola acabou desviada para canto e, na sequência do mesmo, o central mexicano marcou mesmo e reduziu para o Feirense.

O Feirense voltou a marcar de bola parada, mas João Silva estava em posição irregular. As bolas paradas estavam a ser o ponto alto do Feirense e (de novo), de bola parada, João Silva voltou a colocar a bola no fundo das redes, mas voltou a ser assinalado fora de jogo ao avançado português.

Dois golos anulados em menos de cinco minutos aqueceram o ambiente na Feira. Mas não ficou por aqui, pois, ao minuto 73, o Feirense teve mais um golo anulado por fora de jogo, desta vez a Sturgeon.

Do outro lado, mais uma uma vez Chiquinho a construir a jogada de ataque, desta vez com Teixeira a rematar e André Moreira a defender. O Moreirense poderia ter aumentado a vantagem aos 79’, de novo através de uma iniciativa ofensiva do inevitável criativo.

O Feirense não se conformava e, em cima dos 90’, Tiago Silva, o melhor do lado fogaceiro, rematou com estrondo à barra de Jhonatan.

As equipas não chegaram às balizas contrárias até ao apito final e registou-se uma vitória do Moreirense por três bolas a uma em Santa Maria da Feira.

Com esta vitória, o Moreirense soma 41 pontos e segura o quinto lugar da tabela classificativa. Já o Feirense mantém os 14 pontos que trouxe à partida para esta jornada e continuará a segurar a lanterna vermelha por mais uma semana.

 ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD FeirenseAndré Moreira; Edson Farias, Briseño, Flávio, Tiago Gomes; Ghazal, Ofori(67’ Crivellaro), Tiago Silva; Sturgeon( 74’ Kuca), Mateus Anderson( 45’ João Silva), Stivan Petkov.

Moreirense FC: Jhonatan; João Aurélio, Ivanildo, Halliche, Bruno; Arsénio(77’ Bilel), Neto, Fábio Pacheco, Chiquinho; Teixeira(87’ Nenê), Heri( 64’ Pato).

O regresso aos golos em grande do pequeno Óliver

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O FC Porto venceu o CD Tondela por 0-3 no Estádio João Cardoso e uma parte da vitória deve-se à magia que Óliver Torres espalhou em campo. O espanhol marco um dos golos da vitória, mas não foi um golo qualquer, quer para os adeptos e até mesmo para o próprio jogador.

O 11º golo de Óliver foi de levantar as bancadas… Fernando Andrade perdeu a bola dentro da grande área e, após o corte do jogador do CD Tondela, a bola sobrou para Óliver Torres que, à entrada da grande área, rematou de primeira com força para dentro da baliza. O centro-campista já não marcava desde 4 de março da temporada 2016/2017, frente ao CD Nacional, num jogo que acabou por ficar 7-0.

Contudo, a pergunta que os adeptos portistas muitas das vezes colocam acerca do médio espanhol é – “Mas porque é que ele não joga sempre assim?”. Nesta época, Óliver precisou de algum tempo para assumir a titularidade. Foi após a vitória por 6-0 ao SC Vila Real para a Taça de Portugal (jogo em que assistiu para dois golos e foi dos melhores jogadores em campo) que agarrou a titularidade. No entanto, quer por razões de rotatividade da equipa ou por razões táticas do treinador, o ex-Atlético de Madrid não conseguiu ainda o estatuto de titular indiscutível e mostrar o porquê de ter sido, a par de Gianelli Imbula, um dos jogadores mais caros da história do FC Porto.

Segundo a GoalPoint, Óliver alcançou 85% de eficácia de passe
Fonte: FC Porto

A sua melhor época ao serviço do FC Porto foi a sua primeira época, quando ainda estava emprestado pelo Atlético de Madrid, em 2014/2015. Apesar de não ter conseguido ajudar os dragões a serem campeões Óliver, no final da época, contabilizou sete golos e seis assistências. Após essa temporada o espanhol regressou aos colchoneros onde jogou grande parte da época como suplente utilizado e, de seguida, voltou para ficar nos azuis e brancos.

Na era Sérgio Conceição, mais precisamente na primeira época com o português nos encargos do FC Porto, Óliver apenas somou 1538 minutos em todas as competições, pouquíssimo para a qualidade que o jogador sempre demonstrara. Ainda assim alcançou a marca das cinco assistências e tornou-se pela primeira vez campeão pelo FC Porto.

Após o golo no jogo de ontem, a explosão de alegria foi imensa por parte dos colegas e equipa técnica e Óliver acabou por afirmar – “É verdade que tinha muitas saudades de marcar. Não chutei eu, chutou toda a equipa, toda a família e todos os portistas que me dizem: acredita em ti. Fico contente por mim, mas sobretudo pela equipa”. Nesta época, em 30 jogos conta com um golo e seis assistências e caso mantenha o nível dos últimos jogos acabará a temporada com excelentes números.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Apostas na Rede | 8 dados que te vão ajudar no Manchester United FC x Liverpool FC

Dois dos mais históricos clubes britânicos, e também mundiais, Manchester United FC e Liverpool FC, irão estar de novo frente a frente durante este fim de semana desportivo.

O United, que ganhou nova vida com a chegada do técnico Ole Gunnar “The Baby-faced Assassin” Solskjaer ao comando técnico do clube, recebe o actual líder da Premier League, o Liverpool de Jürgen Klopp.

No “North West Derby” da primeira volta, disputado na cidade dos Beatles, a equipa da casa venceu confortavelmente com uma diferença de dois golos (3-1) e prolongou a crise da formação então orientada por José Mourinho.

Fonte: Manchester United FC

Curiosamente, o treinador português acabaria mesmo por ser despedido como consequência deste resultado negativo.

Agora, e com os red devils em franca recuperação, o jogo de Old Trafford promete ser intenso e onde a equipa da casa quer voltar a bater o Liverpool. Quem poderá beneficiar também de uma vitória caseira é o Manchester City FC.

A formação de Pep Guardiola tem o mesmo número de pontos que os reds (com mais um jogo realizado) e uma derrota em Manchester pode significar a queda para o segundo lugar da Premier Leage para a equipa de Anfield.

Já a equipa de Solskjaer, que se encontra de novo nos lugares de acesso à UEFA Champions League, quer agora aumentar distâncias para o quarto classificado, o Arsenal FC, e restante concorrência.

Até ao momento, o técnico norueguês soma 13 jogos à frente do seu United e com resultados muito positivos: onze vitórias, um empate caseiro frente ao Burnley FC e uma derrota, também ela em casa, no encontro ante o Paris Saint-Germain FC, a contar para a Champions.

Fonte: Manchester United FC

Agora, vamos tentar dar um pouco de história a um dos maiores clássicos do futebol mundial e explicar um pouco o que tem sido o passado recente destes jogos entre Manchester United e Liverpool.

 

1. Registam-se precisamente 200 jogos entre as duas equipas, o Manchester United venceu 80, enquanto que o Liverpool somou 65 triunfos.

2. O resultado mais desnivelado entre as duas equipas ocorreu em 1895/96, quando o Liverpool derrotou o Manchester United por 7-1. Se contarmos apenas com os jogos em Old Trafford, o resultado mais desnivelado ocorreu em 1946/47, quando os red devils derrotaram os Reds por 5-0.

3. Ryan Giggs foi o jogador que participou em mais clássicos Manchester United x Liverpool. No total foram 48 jogos, 3794 minutos e cinco golos marcados. Em segundo lugar surge Steven Gerrard com 35 jogos.

Fonte: Liverpool FC
4. Steven Gerrard (35 jogos), Alexander Turnball (10 jogos) e George Wall (9 jogos) são os jogadores que mais golos marcaram nestes clássicos. Cada um marcou nove golos.

5. Existem oito jogadores que já fizeram hat-tricks nestes encontros: Joseph Walter Spence, Dirk Kuyt, Alexander Turnball, Dimitar Berbatov, Stanley Pearson, Peter Beardsley, James Peters e Dick Forshaw. Todos eles fizeram apenas um hat-trick nestes clássicos entre Manchester United e Liverpool. Nunca nenhum jogador fez um poker neste tipo de encontro.

6. Steven Gerrard e Nemanja Vidic estão na zona vermelha deste tipo de encontros. Ou seja, são os jogadores que viram mais cartões vermelhos nestes clássicos. Tanto o antigo capitão dos reds, como o antigo capitão dos red devils viram dois cartões vermelhos.

7. No jogo da primeira volta, em Anfield, cada o jogo terminou 3-1, com a vitória clara dos redsO encontro ainda chegou ao intervalo com um empate a uma bola, mas na segunda metade a equipa da casa marcou por duas vezes (ambos por Shaqiri) e resolveu a partida. Nesse desafio, o Liverpool deu uma verdadeira “goleada” em cantos, tendo conseguido 13 cantos a favor, contra apenas dois dos rivais. Já em número de faltas, foram os visitantes que se destacaram pela negativa. Os red devils cometeram 14 faltas contra seis do Liverpool. Como consequência, apenas dois jogadores forasteiros viram cartão amarelo; o português Dalot e Lukaku.

Fonte: Liverpool FC

8. A vitória no encontro disputado a 18 de dezembro foi a primeira de Klopp sobre o Man United. Até este jogo, o técnico alemão tinha uma derrota e dois empates a zero nos jogos caseiros disputados contra os adversários do norte de Inglaterra. Em Old Trafford, o treinador que celebrizou o Gegenpressing tem ainda piores resultados, com duas derrotas e um empate. Contudo, o Liverpool marcou sempre (3-1, 1-1 e 2-1).

 

Foto de Capa: Liverpool FC

 

Um Moreirense a dar que falar

A equipa do Moreirense FC chamou-me à atenção desde cedo nesta temporada. Desde logo, naquela que foi a primeira jornada do campeonato, que a equipa de Ivo Viera deu sinais do muito que tinha para dar este ano. Uma postura atrevida e destemida frente a um dos três grandes, mas, essencialmente, o bom futebol apresentado, davam indícios de que este poderia vir a ser um ano risonho para os adeptos de Moreira de Cónegos.

E não é que está a ser mesmo? Claro que ainda falta muito campeonato, mas também é verdade que é uma jornada que já vai longa e a equipa do Moreirense tem estado irrepreensível dentro das quatro linhas. Neste momento, até o sonho de conquistar a Europa é possível. A verdade é que, para isso, basta manter o bom trabalho que têm desempenhado até aqui e o sonho de competir além fronteiras já esteve bem mais longe de se realizar. E é mais do que merecido, na minha opinião.

A equipa bem organizada, com um meio-campo bastante coeso e um ataque atrevido que despertou a minha atenção logo ao início da temporada tem continuado a dar cartas. O emblema de Moreira de Cónegos tem-se mostrado uma equipa com ideias e bastante ousada. Lembro-me que na altura disse, inclusive, que estava curiosa para ver o que este conjunto tinha para dar. Em parte, porque via nesta equipa uma vontade e ambição dentro de campo irrevogáveis, mas principalmente porque, desde cedo, reparei também na exímia liderança que Ivo Vieira tem exercido no seu balneário. O que, a meu ver, tem sido determinante para este encontro do Moreirense com os bons resultados. Também não é por acaso que já tenham surgido rumores sobre uma possível renovação com o treinador. A verdade é que tem feito mesmo um excelente trabalho e esta renovação é mais do que merecida.

Ivo Viera tem sido uma das figuras em destaque na época do Moreirense FC
Fonte: Moreirense FC

O que me dá ideia é que o Moreirense é neste momento um clube onde se vive um ambiente bastante positivo e tudo isso é, como bem sabemos, meio caminho andado para as coisas correrem bem. A harmonia entre treinador, equipa e direção é notória e acredito que isso faça a diferença no final das contas.

Se recuarmos no tempo, e olhem que não é preciso muito, podemo-nos lembrar de um Moreirense bem diferente do atual. As últimas duas épocas foram sufocantes para o clube que, nessa altura, esteve sempre entre a corda bamba para a descida de divisão. Felizmente, a situação inverteu-se este ano e o cenário é bem mais positivo esta época. Resta-me dar os parabéns por isso, porque, com certeza, toda esta evolução não caiu do céu e haverá muito trabalho por detrás destes bons resultados.

 

Foto de Capa: Moreirense FC

Boogity, boogity, boogity, let’s go racing

Um dos estereótipos do povo americano é o de não saber curvar um carro e quando sabe só curva para a direita. Um dos desportos lá por terras de Tio Sam que tem mais seguidores é a Nascar, onde se encontram as tais pistas ovais que vemos nos filmes de Hollywood. 

Ora bem, o campeonato americano de stock cars começou e não podia ter sido noutra pista sem ser Daytona. A oval de Daytona é uma das pistas mais emblemáticas das corridas de Nascar.

William Bryon, no mítico carro #24 (outrora pertencente a Jeff Gordon – para os aficonados de Gran Turismo 5 este nome é familiar), fez a pole para a primeira corrida do campeonato, mas não aguentou muito tempo lá na frente. Quem acabou por liderar foi Matt DiBenedetto. Volta 15 e todos os carros da Ford foram às boxes para atestarem combustível para chegarem ao fim da primeira etapa. Volta nova viu bandeira amarela, devido ao pneu furado de Corey Lajoile e, mais uma vez, existiram pilotos que escolheram vir às boxes, sendo que aqui Ricky Stenhouse Jr. herdou a liderança.

A 20 voltas do fim da etapa, e usando a linha de baixo – os carros de Nascar através de cones de ar conseguem ultrapassagens espetaculares, por isso é que quando vemos uma destas corridas eles costumam formar duas a mais linhas –, Kyle Busch chegou à liderança, trazendo consigo Danny Hamlin e Alex Bowman. Quase no fim da etapa Kurt Bush fez um pião que levou também Bubba Wallace Jr., Jamie McMurray e Tyler Reddick. Mas uma paragem nas boxes para alguns pilotos. Até ao fim da primeira etapa, Kyle Bush manteve a liderança, ficando assim com os pontos desta. 

Corey LeJoie levou um pintura muito divertida para Daytona, com a sua cara no capô do Ford
Fonte: NASCAR

Segunda etapa começou na volta 66, com Joey Logano na frente, após mais um período onde os carros foram às boxes. Como já tinha acontecido na primeira etapa, os Ford fizeram na volta 72 mais uma paragem em grupo. Quem acabou por chegar à pimeira posição foi Matt DiBenetto, com 25 voltas para o fim da segunda etapa. Aí, com o trabalho de vários pilotos nas suas filas, a liderança mudou outra vez. Desta vez, Ryan Blaney chegou-se à frente e teve que sofrer um pouco para ficar com a vitória nesta segunda etapa, já que Byron ainda tentou um forcing final.

Terceira e etapa final da primeira ronda em Daytona viu o primeiro “big one” (designação qe se dá a um acidente que tira muitos pilotos da corrida – para terem uma melhor compreensão podem recorrer ao filme da Disney “Cars” onde o personagem principal consegue passar por um destes acidentes) da temporada. Com Denny Hamlini na liderança do pelotão na volta 191, Paul Menard tocou em DiBenetto e foi aqui que se deu o “big one”.

Vinte e cinco minutos depois, a Nascar já tinha acabado de limpar tudo na pista e a corrida retomou a bandeira verde. Mas foi preciso prolongamento para conhecermos o vencedor da corrida. Hamlin conseguiu chegar à frente e a partir daí ninguém mais tocou em ninguém, assim dando-se a tão aguardada bandeira axadrezada. 

A Toyota conseguiu um 1-2-3 com Danny Hamlin, Kyle Bush e Erik Jones. Já a equipa vencedora foi a Joe Gibbs Racing que dedicou a vitória deste fim-de-semana a J.D. Gibbs, filho do proprietário, que faleceu recentemente.

Hamlin volta a ganhar em Daytona, depois de já ter triunfado em 2015
Fonte: NASCAR

A Nascar Cup Series segue para o circuito de Atlanta já este domingo.

Foto de Capa: NASCAR

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

CD Tondela 0-3 FC Porto: Óliver e mais dez!

O dia começou com más notícias para o FC Porto – com a ausência forçada de Militão -, mas a noite dificilmente podia ser melhor, com uma exibição bem conseguida materializada em golos. Numa partida em que o onze apresentado teve alguns condicionamentos, devido às muitas ausências do plantel azul e branco, foi Éder Militão o nome mais falado. Sérgio Conceição, que já mostrou ser um homem de rédea curta, não perdoou o comportamento inapropriado do brasileiro, que decidiu perder-se na noite portuense, e não o convocou para a partida. Para o lugar do habitual titular, reentrou Pepe, e até podemos utilizar o velho cliché: “Há males que vêm por bem”, depois de uma exibição bem conseguida do internacional português que indicou com o pé direito o caminho para a vitória.

Do lado do Tondela, numa fase em que todos os pontos valem ouro, a equipa de Pepa não conseguiu contrariar o favoritismo do campeão nacional…

Com um início de jogo a meio gás, as duas equipas demoraram a criar situações de perigo, mas depois de um breve aquecimento, o FC Porto descobriu o caminho para a baliza, com Pepe a comandar as tropas. Num livre direto batido por Alex Telles, a bola é afastada pela defensiva do Tondela, mas acaba por sobrar para o central português que, no meio da área, remata sem hipóteses para Cláudio Ramos, inaugurando o marcador, aos 11’.

A vencer, a equipa de Sérgio Conceição assumiu as despesas do jogo e continuou a justificar a vantagem com várias situações de perigo. A mais flagrante saiu dos pés de Corona, aos 16’, com o extremo a isolar-se, mas a falhar na cara do guardião do Tondela. Ainda assim o lance acabaria por ser invalidado por fora-de-jogo.

Do lado contrário, a equipa de Pepa não conseguia ter argumentos para contrariar a desvantagem, sem criar qualquer lance de perigo.
Ainda na primeira parte, outra vez Corona e ainda Adrian Lopez, na marcação de um livre, estiveram perto de marcar. Mas Cláudio Ramos conseguiu fechar a baliza.

Alex Telles sofreu um toque e pode agravar a lista de lesionados do FC Porto
Fonte: FC Porto

Se a primeira parte do FC Porto tinha sido bem conseguida, a segunda parte só viria a confirmar o favoritismo inicial do líder do campeonato. Apesar do Tondela ter entrado bem e de ter procurado o golo, foi Óliver a marcar um golaço de levantar o estádio.

Aos 53’, o médio portista, à entrada da grande área, rematou de primeira, com a bola a fazer um arco, sem qualquer hipótese para Cláudio Ramos. Apesar das exibições bem conseguidas até então, o espanhol já não marcava desde março de 2017, mas desta vez fez o gosto ao pé e deliciou os adeptos.

Com dois golos de vantagem, a formação portista controlou o jogo como quis, geriu os jogadores, e ainda conseguiu marcar o terceiro golo, através de Herrera, aos 74’, assistido por Brahimi. O argelino recuperou do problema físico, entrou para o lugar de Fernando Andrade e ainda assistiu o mexicano. Não se pode pedir mais.

Até ao final do jogo, o Tondela continuou desinspirado e o FC Porto até podia ter marcado mais. A equipa de Pepa somou assim a segunda derrota consecutiva, enquanto o FC Porto chega ao clássico em primeiro lugar.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CD Tondela: Cláudio Ramos, Moufi, Ricardo Costa, Ricardo Alves e Joãozinho, Jaquité (João Pedro, 42’), Bruno Monteiro e Peña, Delgado (Murillo, 68’), Tomané e António Xavier (Pité, 59’)

FC Porto: Casillas, Manafá (Maxi, 69’), Felipe, Pepe, Alex Telles, Herrera (André Pereira, 74’), Otávio, Oliver, Corona, Fernando (Brahimi, 70’) e Adrián Lopez

 

Stefan Küng foi o melhor no contrarrelógio e Tadej Pogacar mantém a amarela

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Hoje foi dia de contrarrelógio na cidade de Lagoa. Um circuito muito técnico, com 20,3 quilómetros.

Chegou a pensar-se que o campeão belga Yves Lampaert, da Deceuninck Quick-Step, fosse conseguir a vitória quando atingia os melhores parciais. No entanto, o campeão suíço especialista de contrarrelógio, Stefan Küng, subiu à liderança com menos 5 segundos do que Lampaert. Mais tarde, o tempo do belga viria também a ser batido pelo dinamarquês Soren Kragh Andersen, da Team Sunweb, que conseguiu assim o segundo melhor tempo na etapa.

Tadej Pogacar mantém a amarela depois de ter vencido a etapa de ontem. O jovem esloveno surpreendeu, mais uma vez, ao conseguir o quinto melhor tempo na etapa de hoje. 

Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) a dirigir-se ao pódio depois de terminar a prova
Fonte: Ana Rita Nunes

No entanto, o espanhol Enric Mas subiu ao segundo lugar da classificação geral e encontra-se a apenas 31 segundos de Pogacar. Outro dos candidatos a roubar a amarela ao ciclista esloveno é Wout Poels da Team SKY, que está a apenas 37 segundos do topo da tabela.

Enric Mas (Deceuninck Quick-Step) exausto depois de terminar a etapa a repor energias
Fonte: Ana Rita Nunes

Quanto aos ciclistas portugueses, José Gonçalves (Team Katusha Alpecin) foi o melhor na etapa depois de conseguir fazer o 14º melhor tempo. Na classificação geral, o mais bem classificado é Amaro Antunes (CCC Team), com a 10ª melhor posição. No contrarrelógio fez o 31º melhor tempo. 

O português Amaro Antunes a terminar o contrarrelógio em Lagoa
Fonte: Ana Rita Nunes

Depois do contrarrelógio de hoje, a etapa de amanhã tem início em Albufeira e deverá terminar com chegada ao sprint, em Tavira. Com os resultados de hoje, teremos de esperar pela etapa número quatro para saber se a camisola amarela irá ou não mudar de dono. O jovem esloveno Pogacar já mostrou que tem uma palavra a dizer nesta 45ª edição da Volta ao Algarve e é agora um dos candidatos à vitória.

Foto de Capa: Ana Rita Nunes

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Uma Seleção Brasileira de jogadores que atuam no Brasil

Os campeonatos estaduais, a Copa do Nordeste, a Libertadores e a Copa do Brasil já começaram a todo vapor para as equipes brasileiras, com isso já é possível observar as posturas técnicas e táticas das principais equipes do país. Em maior ou menor escala, todos os conjuntos da série A do Brasil reforçaram-se para a temporada e com todas essas mudanças, alguns jogadores vêm se destacando no cenário nacional, uma boa notícia para o técnico Tite, que tem más convocatórias para a Seleção Brasileira. Para ajudá-lo a escalar melhor, fizemos uma seleção de jogadores brasileiros a atuar no país.