Não é preciso recuar muito tempo para ver jogadores de inegável qualidade no plantel do Sporting. Jogadores como Adrien Silva, João Mário ou Slimani deixarão sempre saudades aos adeptos sportinguistas.
O plantel desta época, verdade seja dita, deixa muito a desejar. Ainda assim, há jogadores que se destacam e que merecem uma palavra de mérito.
Depois de um jogo controlado no Estádio da Luz, que terminou com um empate a zeros entre Benfica e Galatasaray, os encarnados garantiram a passagem aos oitavos de final da Liga Europa graças à vitória por 1-2 na Turquia, na semana passada. Na imprensa turca frisa-se a dificuldade do Galatasaray em superar os encarnados – “De volta a casa… Na ronda seguinte, os leões tinham de vencer. Além disso, 1-0 não era suficiente. Mas o Gala jogou pouco grande parte do jogo. O primeiro remate à baliza foi aos 75 minutos. Então, foram eliminados da Europa”, diz o Sabah. O Turkiye frisa o quão difícil foi para o Galatasaray superiorizar-se aos encarnados “Mau final em Lisboa. Foi demasiado difícil criar posição para o lado de Terim.” E a realidade foi essa. O jogo foi relativamente fraco, mas o Benfica cumpriu, enquanto o Galatasaray, que tinha de lutar pela eliminatória, pouco fazia por si próprio.
O sorteio realizou-se esta tarde e marcou viagem a Zagreb para o Benfica enfrentar os croatas do Dinamo Zagreb. A primeira mão da eliminatória é na Croácia, algo positivo para os encarnados, principalmente tendo em conta as estatísticas dos 16-avos de final, em que 13 das 16 equipas apuradas jogaram a segunda mão em casa – cerca de 86,67% dos apurados.
O adversário é acessível, tendo em conta o lote de equipas, e, na teoria, não é tão difícil quanto o Galatasaray que os encarnados eliminaram na fase anterior. Não obriga a grandes viagens, como aconteceu na deslocação à Turquia, ou como podia acontecer no caso de sorteados com uma equipa russa – Zenit ou Krasnodar -, ou ucraniana – Dinamo Kyiv -, as deslocações mais longas possíveis.
De entre as restantes equipas, o Benfica livrou-se, além das que obrigavam a grandes deslocações, das equipas teoricamente mais complicadas, como é o caso do Chelsea, Arsenal, Inter, Valência e Sevilla. Também evitou algumas equipas que poderiam ser perigosas, como o Frankfurt, RB Salzburg e Villarreal. Finalmente, as duas que poderiam ser mais acessíveis que a equipa croata seriam o Rennes e o Slavia Praha.
Esta será uma eliminatória sem jogos ‘grandes’, fazendo imaginar uns quartos de final mais competitivos.
De entre as 16 equipas apuradas, e tendo o Benfica grande hipóteses de avançar para a fase seguinte, o clube português será uma das equipas com visão de levantar o troféu. Acontece que, na eventualidade de uma eliminação precoce – nos 16-avos ou nos oitavos –, a atenção para esta prova será sempre ligeiramente limitada. No entanto, em caso de passagem aos quartos, o caminho para a final fica próximo e a imaginação e ambição da conquista do troféu aparecerá com naturalidade.
Florentino Luís foi uma das surpresas agradáveis dos 16 avos de final Fonte: SL Benfica
A verdade é que, excluindo Chelsea e Arsenal, o Benfica consegue debater-se olhos nos olhos com qualquer uma das outras equipas. Na ocasião de uma viagem a Inglaterra, no entanto, a dificuldade seria acrescida, mas nunca impossível de ultrapassar – lembrando como o Sporting se debateu contra o Arsenal na fase de grupos.
Porém, o interesse na prova poderá sempre recair no desempenho na Primeira Liga, já que atualmente o Benfica se encontra a um ponto do líder, tendo visita à sua casa marcada para daqui a duas jornadas. Na eventualidade de – se os encarnados alcançarem fases seguintes – estarem com o campeonato ‘quase perdido’, o interesse da Liga Europa cresceria, trocando as prioridades atuais. No caso de se encontrar confortavelmente como líder da Primeira Liga, a competição europeia também poderia ganhar outro relevo. Contudo, se a distância, quer à frente, quer atrás, para a equipa rival for próxima, a Liga Europa poderá continuar como segundo plano e a fazer Bruno Lage apresentar ‘segundas linhas’ na competição para que o onze principal possa recuperar e não deite tudo a perder quer de um lado, quer de outro.
Resumindo, foi um bom sorteio para o Benfica. Jogará com uma das equipas mais acessíveis, a primeira mão será na Croácia e poderá alcançar os quartos de final. O lote de equipas não leva a pensar que é impossível vencer a prova e isso será sempre um objetivo, mas sempre pendente do desenrolar da Primeira Liga – a grande prioridade será sempre a reconquista do campeonato nacional.
A primeira mão será na Croácia, dia 7 de março, e a segunda mão no dia 14 de março, no Estádio da Luz.
O bigode foi algo que caiu em desuso com o passar dos anos. Um fenómeno capilar que antigamente era comum, transversal a todas as classes da sociedade, hoje em dia é uma raridade. Apresentamos então cinco bigodes que deram bigode a todos os outros bigodes e que, por isso, ficaram para a história do futebol mundial.
Depois de uma temporada em que escapou à despromoção nos derradeiros momentos do campeonato, o CD Feirense volta a estar em grande perigo de cair para a II Liga, desta feita estando no último lugar, com apenas 14 pontos e sem ganhar desde agosto. Apesar de Nuno Manta Santos ter sido despedido como consequência da má temporada, dificilmente a culpa da situação dos fogaceiros será do técnico que conseguiu deixar o clube três anos consecutivos na Primeira Liga, algo nunca antes alcançado.
O susto da temporada passada parece ter agradado aos responsáveis do Feirense, que não aprenderam com os erros e voltaram a não investir devidamente no plantel. No verão, as contratações não acrescentaram brilhantismo à equipa, nem fizeram subir a qualidade do plantel, com a administração da SAD do Feirense a apostar em jogadores que vinham de temporadas de sub-rendimento nos seus antigos clubes, como Vítor Bruno – não deixou saudades no Boavista FC-, ou Fábio Sturgeon – nunca se afirmou no Vitória SC.
De resto, o único nome sonante a chegar ao Estádio Marcolino de Castro foi Edinho, que chegou à Feira após marcar dez golos ao serviço do Vitória FC. Mas será que o melhor que uma equipa como o Feirense consegue é um avançado de 36 anos? Dificilmente, principalmente se se tiver em conta o caso de Etebo.
Bem se sabe que os clubes mais pequenos têm sérias dificuldades em criar plantéis competitivos com orçamentos limitados, mas toda a situação do Feirense torna-se absurda porque este verão venderam o extremo nigeriano ao Stoke City FC por… sete milhões de euros. Para onde foi tanto dinheiro? Para a equipa principal não foi de certeza, deixando várias interrogações sobre os moldes do negócio entre os fogaceiros e os potters.
Filipe Martins substituiu Nuno Manta Santos no comando da equipa Fonte: CD Feirense
Sem canalizar essa verba para reforços sonantes no verão, seria de esperar algum investimento maior em janeiro para dar uma oportunidade ao Feirense de se manter na Primeira Liga, mas nem a lutar pela permanência entraram reforços de qualidade, nem se abriram os cordões à bolsa, preferindo-se jogadores a custo zero ou emprestados: chegaram Aly Ghazal e Kuca, dois jogadores mais experientes, André Moreira e Ofori, dois jovens com potencial, mas emprestados, e o trio desconhecido Petkov, Mateus Anderson e Tomás Bozinoski, continuando a faltar desequilibradores e construtores de jogo que consigam dar inspiração à equipa ofensivamente e na transição, além de um ponta de lança de qualidade para competir com Edinho e João Silva.
A má gestão do plantel não se ficou pela falta de qualidade dos reforços, mas também pelo afastamento de Flávio Ramos, um dos melhores centrais da equipa e jogador crucial na época passada, que foi encostado até aceitar renovar contrato, perdendo-se a capacidade defensiva que podia muito bem permitir ao Feirense estar mais tranquilo na tabela classificativa.
Caso aconteça o pior e se confirme a descida do Feirense, dificilmente a culpa será de Filipe Martins, de Nuno Manta Santos ou até dos jogadores. Uma equipa como o Feirense podia e devia ter dado um salto qualitativo que permitisse uma temporada mais descansada, mas o constante medo em investir no plantel é um claro prego no caixão de um clube que se habituou a não dar ovos e pedir omeletes, ao ponto que a qualidade individual baixou tanto que nem com milagres se consegue respirar em Santa Maria da Feira.
No final de contas, de que vale fazer milhões no mercado quando não se tenta investir no plantel? Fica a questão para os responsáveis do Feirense responderem.
Depois de um autêntico “Hit and Run” por parte do SL Benfica ao CD Nacional na passada jornada, a expetativa era muita para ver que consequências a chapa 10 poderia provocar no clube insular. Costinha não se demitiu, a semana de treinos foi normal e até os adeptos Madeirenses fizeram questão de aparecer numa das unidades de treino para mostrar o seu apoio e confiança na reviravolta. O adversário era o aflitíssimo CD Feirense, na Choupana, num jogo que se esperava que a bola queimasse nos pés dos jogadores do CD Nacional, que a nível mental era impossível estarem bem… pelo menos assim se esperava!
Pois bem, Costinha e o seu grupo de trabalho conseguiram provar que dá para renascer das cinzas. Receberam o CD Feirense, adversário direto, e, com uma exibição confiante e dominante, despacharam os fogaceiros com quatro golos sem resposta. Costinha, que não se demitiu nem foi demitido, tendo assim a oportunidade de “limpar” a sua imagem, fez o mesmo com os seus jogadores, numa atitude de liderança notável (é assim que se ganham balneários). Deu uma oportunidade ao mesmo onze que foi humilhado na Luz de se reerguer e “calar” todos os críticos.
As duas únicas alterações no onze inicial foram forçadas, devido a lesão. Quem viu o jogo nem se apercebia que o CD Nacional tinha sofrido uma humilhação de 10-0 (ainda custa ter a noção do que são dez golos sem resposta). A equipa de Costinha teve desde o primeiro minuto uma atitude positiva, pressionante e determinada. Com o bloco médio alto e com uma facilidade enorme em recuperar bolas no meio-campo ofensivo, chegando sempre com relativa facilidade à baliza de André Moreira, as oportunidades foram-se sucedendo e resultaram num 4-0 de domínio do princípio ao fim.
Costinha conseguiu levantar o ânimo e recuperar os jogadores para o jogo com o CD Feirense Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Com Serdar Rashidov a dar-se a conhecer aos adeptos portugueses (sim, porque na Luz quase nem pôde tocar na bola), o internacional Usbeque fez um hattrick. Para além do talentoso e experiente ponta de lança em dia “sim”, entrou Brayan Riascos, por volta do minuto 65. O ex-UD Oliveirense entrou com a corda toda e “rebentou” com o que ainda sobrava do adversário. Um resultado e uma exibição notáveis que nos dão uma lição de humildade e sobretudo de respeito.
Meia centena de adeptos demonstraram aos jogadores que estavam com eles no primeiro treino após o flagelo da Luz Fonte: CD Nacional
Tanto jogadores, como staff e até o próprio clube foram “achincalhados” em plena praça pública durante toda a semana, por pessoas que nunca deram um pontapé na bola e que exigem sempre o máximo de um mero jogador de Futebol. Pessoas que, muito provavelmente, nem são tão exigentes e tão briosas no seu próprio dia a dia, mas uma equipa de Futebol levar um banho de bola, num jogo em que tudo correu mal, com um adversário muitíssimo superior, isso já é inconcebível, dizem eles.
A televisão e os comentadores desportivos subiram a pressão para níveis anedóticos, exigindo (como se tivessem o direito de exigir seja o que for) a demissão de um treinador campeão Nacional (sim, foram eles os campeões da Segunda Liga Portuguesa em 2017/2018), que tem a equipa acima da zona de despromoção com um dos plantéis mais “baratos” e inexperientes da Primeira Liga, e pondo em causa a própria ética e profissionalismo de jogadores, cujo maior sonho talvez seja jogar no próprio SL Benfica, ou FC Porto, ou Sporting CP. Enfim…
O CD Nacional segue na 11.ª posição da Primeira, com 22 jornadas decorridas, tendo uma vantagem de dois pontos para a zona de descida.
A segunda etapa da Volta ao Algarve foi o primeiro grande teste aos ciclistas, que teriam de subir ao ponto mais alto do Algarve, a Fóia. Num percurso com 187,4 km que terminou com uma subida bastante dura, o vento não foi grande ajuda.
Logo à partida, não alinharam Luís Mendonça (Rádio Popular – Boavista) e Aleksandr Grigorev (Sporting/Tavira) como consequência da queda do dia anterior.
Esta etapa de montanha ficou marcada pelas várias tentativas de fuga nos últimos 40Km. Nas primeiras rampas da Pomba, Riccardo Zoidl (CCC Team) e Amaro Antunes (CCC Team) iniciaram uma fuga conjunta.
Amaro Antunes da CCC Team esteve durante vários quilómetros na frente da corrida. Viria a terminar na quinta posição Fonte: Ana Rita Nunes
Perto de chegar ao alto da Pomba Domingos Gonçalves (Caja Rural – Seguros RGA), João Benta (Rádio Popular – Boavista), Raúl Alarcón e João Rodrigues (W52 – FC Porto) faziam parte do grupo perseguidor.
A 16 km da meta, depois de um grande trabalho da Team SKY e da Deceuninck Quick-Step, todos os fugitivos foram apanhados pelo pelotão.
A equipa da SKY na liderança d pelotão no início da subida para o Alto da Fóia Fonte: Ana Rita Nunes
Os dois golos na Turquia ajudaram – e de que maneira – um Benfica que já não acabava jogos sem marcar há algum tempo. Os “encarnados” empataram diante do Galatasaray SK e garantiram a qualificação aos oitavos-de-final da Liga Europa num jogo sem golos e com uma clara falta de inspiração ofensiva.
Pizzi e Grimaldo regressaram ao ‘onze’ em relação ao alinhamento da 1ª mão e o treinador, Bruno Lage, voltou a dar o lugar do meio campo aos miúdos do Seixal: Florentino e Gedson.
Os encarnados entraram melhor no jogo e conseguiram criar sempre mais oportunidades que os turcos durante a primeira metade. No entanto, a intensidade do Benfica não foi suficiente para causar maiores distúrbios à defensiva do Galatasaray SK, que apenas teve de se preocupar com um quase auto-golo do Marcão e um bom remate de Pizzi, já aos 40 minutos, que Muslera desviou da baliza. Esta chance de golo foi tardia e espelhava que os “encarnados” estavam a decidir muito mal os últimos passes entre os avançados, no último terço do terreno.
Na reta final da primeira parte, as águias desaceleraram, mas sem permitir grandes oportunidades aos turcos. As equipas recolheram aos balneários com um simpático e justo 0-0, mas deixando em campo uma vontade de fazer mais e melhor numa noite europeia decisiva.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Tal não se verificou e as equipas entraram como saíram: um Benfica a cumprir requisitos mínimos emerso na vitória na Turquia e um Galatasaray incapaz de fazer mais e melhor – incapaz de levar o perigo até Vlachodimos.
Os encarnados falharam, e muito, no ataque. As saídas com bola e as jogadas potencialmente perigosas perdiam-se antes de chegarem sequer à entrada da área. Os turcos acabaram por acordar já nos últimos minutos do tempo regulamentar e ainda conseguiram meter duas bolas dentro da baliza das águias. No entanto, em ambos os lances, os homens de Fatih Terim foram apanhados em fora de jogo.
Ao soar do apito, três minutos após os 90, o Benfica carimbou a passagem para os oitavos de final, num nulo morno e agridoce.
A falta de golos, de oportunidades e a sensação de passagem garantida que o Benfica parecia transparecer tornaram uma possível grande noite europeia num cumprimento dos serviços mínimos. Resta agora saber o que a sorte reserva ao Benfica nos oitavos de final.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
SL Benfica: Odysseas Vlachodimos; André Almeida, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Florentino Luís, Gedson Fernandes, Cervi (Rafa 58’) e Pizzi (82’ Gabriel); João Félix (Jonas 75’) e Seferovic.
Galatasaray SK: Muslera, Mariano, Luyindama, Nagatomo; Ryan Donk (Sinan Gümus 77’), Ndiaye; Feghouli (82’ Emre Akbaba), Belhanda, Onyekuru (82’ Yunus Akgün) e Mbaye Diagne.
O leão esteve perto de tocar o céu, mas cortaram-lhe as asas. Depois de uma primeira parte de total submissão ao domínio espanhol, acabou por ser o inevitável Bruno Fernandes a puxar a equipa do buraco do qual parecia não conseguir sair. O golo do capitão devolveu a esperança para enfrentar o segundo tempo, mas a insensibilidade e intransigência do juíz checo foi um grande obstáculo às pretensões leoninas, aquando da expulsão, por segundo amarelo, de Jefferson. Salin foi o muro de que a equipa precisava para aguentar a avalanche do submarino amarelo e, no último lance da partida, Bas Dost não alcançou a glória de forma incrível.
Marcel Keizer trouxe para o jogo novamente um alinhamento em 3x4x3, com esperanças de transportar para o relvado o que de bom (e foi muito) foi feito no último jogo na receção ao SC Braga. Do outro lado, Calleja pareceu ter estudado muito bem a estratégia leonina e o que se viu, durante toda a primeira parte, foi um Sporting envolvido num colete de forças e sem capacidade de causar qualquer tipo de calafrios ao último reduto espanhol. Para se ter uma ideia da inoperância verde e branca, é preciso realçar que Bruno Fernandes, a jogar muito próximo das unidades mais ofensivas Bas Dost e Diaby, foi obrigado, com o passar dos minutos, a recuar muito no terreno para assegurar superioridade numérica no miolo e, enfim, trazer o jogo mais para a frente.
Mas nada feito. Primeiro Moreno, e depois Fornals, deram os primeiros sinais daquilo que seria uma constante ao longo da partida. Se na tentativa inicial Salin evitou o golo com uma bela defesa, no segundo momento só a pontaria desafinada de Fornals manteve o placard a zeros.
Sem criar perigo algum, o certo é que os leões se iam mantendo dentro da eliminatória e viram ainda tudo melhorar quando o seu abono de família ‘adivinhou’ uma receção deficiente do último defensor do Villarreal, ainda no meio campo, para logo aí iniciar uma cavalgada que só parou com a bola no fundo das redes. Bruno Fernandes deixava tudo igualado à saída para os balneários.
Bruno Fernandes voltou a destacar-se dos restantes Fonte: UEFA
O balão de oxigénio ganho no último lance do primeiro tempo, contudo, haveria de se esvaziar assim que, logo no recomeço, o árbitro checo Pavel Kravolec decidiu ser interveniente e, de forma algo exagerada, admoestou Jefferson com o segundo amarelo, que levou à consequente expulsão.
A partir daqui o jogo passou a ter um só sentido, o da baliza de Salin que, diga-se, esteve enorme entre os postes, adiando o máximo que conseguiu o golo dos espanhóis. Percebia-se, ainda assim, que seria uma questão de tempo e, já depois das entradas de Ekambi e Cazorla, que ofereceram maior dinamismo ao ataque do Villarreal, a bola acabou mesmo por entrar. Ekambi serviu Fornals e este, em zona frontal, atirou a contar.
Com dez minutos para jogar, mais não restou ao leão do que apostar todas as fichas no ataque e, com a equipa completamente partida em dois (uma linha a defender e outra a atacar), Bas Dost, nos descontos, ficou a dever ao cansaço extremos que já sentia o golo fácil que esteve quase a concretizar. O cruzamento de Bruno Fernandes foi milimétrico, para o segundo poste, mas o gigante holandês, solto, acertou com a canela.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Villarreal CF: Andrés Fernandez, Llambrich (Santi Cazorla, 71’), Mário Gaspar, Victor Ruiz, Alfondo Pedraza, Mori, Javi Fuego (Iborra, 63’), Manuel Trigueros, Daniel Raba (Ekambi, 57’), Fornals e Gerard Moreno.
Sporting CP: Salin, Ristovski (Luiz Phellype, 83’), Coates, Illori, Borja, Jefferson, Gudelj, Wendel, Bruno Fernandes, Diaby (Raphinha, 77’) e Bas Dost.
Quis o destino que o FC Porto iniciasse um ciclo absolutamente decisivo, como é o que se avizinha, sem nenhuma das referências atacantes com que partiu para esta época. Soares era o elemento que restava num setor fustigado por lesões e, agora, também ele não vai poder ir a jogo, em virtude de ter completado a sequência de cinco cartões amarelos.
Mais que as receções a SC Braga, SL Benfica e AS Roma, todas elas decisivas quanto ao futuro dos dragões em três competições diferentes, o foco está antes no confronto com o CD Tondela, que pode dizer muito do estado de espírito com que os dragões vão entrar para as decisões.
‘Abre-latas’ foi a expressão que Abel recuperou esta semana para definir um jogador como Bruno Fernandes, capaz de fazer pender para o lado dos leões um jogo teoricamente equilibrado e, portanto, difícil de vencer. Sérgio Conceição, por seu lado, viu, de uma assentada, grande parte dos possíveis abre-latas deste plantel ficarem indisponíveis e, logo, num período crítico como este.
Adrián e André Pereira, juntamente com Fernando, serão os homens de confiança para fazer face à razia de atacantes Fonte: FC Porto
O técnico portista já deu provas de ter um ‘jogo de cintura’ invejável, capaz de responder até à maior das contrariedades, mas está aí, porventura, o maior dos desafios desde que chegou ao dragão. A equipa cedeu (muito) terreno a um SL Benfica cada vez mais forte e está, por isso, proibida de voltar a vacilar, sob pena de entrar para o clássico muito, muito mais pressionada.
À pressão habitual de se jogar e representar um clube grande como é o FC Porto, junta-se agora o desafio de ter de vencer, dê por onde der, sem peças essenciais como Danilo, Aboubakar, Marega, Soares e, muito provavelmente, Brahimi. A Sérgio Conceição, julgo, falta-lhe apenas sair em grande deste ciclo infernal de jogos para que lhe seja atribuído o estatuto de herói, que já muitos lhe reclamam.
Após mais um fim-de-semana All-Star, regressa a fase regular da NBA, em tempo de decisões. Os Lakers partem para os últimos 25 jogos numa posição delicada, em décimo lugar, e ainda com uma margem de três jogos para os vizinhos Clippers, que se encontram em oitavo. LeBron James sabia que chegar aos playoffs no Oeste não seria um passeio como no Este, mas estaria preparado para voltar a ter de carregar uma equipa para a postseason?
Da última vez que as finais da NBA não incluíram o nome de LeBron James, Stephen Curry era um rookie escolhido em sétimo lugar, atrás de Jonny Flynn. James Harden tinha sido o terceiro, atrás de Hasheem Thabeet. Blake Griffin tinha sido a primeira escolha, mas não tinha jogado. Mais estranho será pensar na última vez que James não esteve sequer nos playoffs. Dwight Howard era um rookie, assim como Shaun Livingston, Luol Deng, Andre Iguodala ou Al Jefferson.
Porém, os Lakers colocaram-se numa situação pouco vista nos últimos na NBA e, aparentemente, só um super-LeBron os salvará. A turma de Luke Walton vem de quatro derrotas nos últimos cinco jogos. Oito nos últimos onze. E o próximo adversário são os Houston Rockets. Os Lakers, que pretendiam já ter Anthony Davis nos seus quadros, adicionaram apenas Reggie Bullock e Mike Muscala, à custa dos jovens Mykhailiuk e Zubac. São a pior equipa da Califórnia, com um recorde negativo e atrás de Kings e Clippers.
LeBron e Beverley, no derby de L.A. Fonte: Los Angeles Lakers
Na verdade, já todos vimos James escapar de situações destas em anos anteriores, levando equipas dos Cavaliers até às finais quando nem aos playoffs chegariam sem LeBron. Mas no Este, por cada Boston ou Toronto, há sempre Orlando, New York ou Charlotte. No Oeste, há Houston em quinto, San Antonio em sétimo ou Minnesota em 11.º.
Este será um dos maiores testes à capacidade de James, embora não ponha o seu legado em causa. Toda a gente sabia o que esperava LeBron em Los Angeles e a possibilidade de falhar os playoffs existia. Mas estes falhanços dos Lakers não afetam apenas esta época. Põem a equipa numa situação mais complicada na free agency deste verão e mesmo a valia dos seus jovens em possíveis cenários de troca decresce a pique, como se pode confirmar pelo não-negócio por Anthony Davis com os Pelicans. LeBron e os Lakers têm muito em jogo nas últimas partidas da temporada.