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Rússia 0-5 Espanha: Qualidade espanhola supera muro russo

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Russas e espanholas deram o pontapé de saída nesta primeira meia-final da UEFA Women’s Futsal EURO, com o Pavilhão Multiusos de Gondomar com muitos lugares vazios. Ainda assim, perspetivava-se um grande jogo e assim foi. Os confrontos entre estas duas seleções ditavam um poderio espanhol com quatro vitórias. Apesar de ser uma partida com uma carga emocional muito mais elevada, o favoritismo da La Roja confirmou-se.

Início de jogo algo esperado, com a seleção espanhola a pressionar alto no campo a seleção russa e a querer ser a equipa que comandava os destinos do jogo. A verdade é que a equipa russa, na primeira parte, nunca conseguiu criar uma jogada de perigo desde o seu meio campo até à baliza adversária e isto trouxe pouca confiança à equipa. 

A partida nos primeiros dez minutos esteve equilibrada, mas com a Espanha melhor coletivamente. As atletas espanholas mostravam que tinham mais qualidade tecnicamente do que as russas. La Roja manteve o seu poderio no jogo e esteve quase sempre no meio campo adversário, enquanto que a seleção russa esperava um erro para sair em contra-ataque.

Ao minuto 14, surgiu uma grande oportunidade para Amelia Romero de abrir o marcador em Gondomar, mas a pouca pontaria não lhe permitiu faturar. Após várias tentativas, o golo espanhol iria acabar por surgir ao minuto 18 com Vanessa Sotelo a estar mais atenta do que a defensiva russa e a marcar. A número nove espanhola finalizou por baixo das pernas de Anastasiia Ivanova, que abordou mal o lance com a sua mancha. 

Os muitos que já pensavam que o jogo iria para intervalo apenas com a vantagem mínima enganaram-se. Ao minuto 19, após uma jogada do lado esquerdo do ataque espanhol, surge o cruzamento de Amelia Romero, que é mal defendido pela Rússia, acabando Mariia Krupina por introduzir a bola na própria baliza. Mais uma vez, a guarda-redes russa a não ficar nada bem na fotografia e a seleção espanhola aumentou a vantagem para dois golos. No final da primeira parte, o marcador indicava 0-2 a favor das espanholas, um resultado mais seguro.

A Espanha foi a vencer para o intervalo por 0-2 com o golo de Vanessa Sotelo, a número nove da seleção espanhola
Fonte: UEFA

A segunda parte foi mais do mesmo. Um jogo de sentido único onde a equipa espanhola jogou e dominou a partida como quis. Ao minuto três, após uma grave desatenção da equipa russa, a seleção espanhola chega ao golo. Reposição de bola rápida na esquerda e Lucia Gómez estava na altura e tempo certo para apenas encostar a bola para o fundo da baliza. Estava feito, assim, o terceiro da partida para a Espanha.

La Roja continuava a dominar o jogo sem grande reação por parte da equipa adversária e já se esperava que a vantagem voltasse a crescer. A equipa russa ia subindo o seu bloco defensivo e pressionava mais alto a seleção espanhola, mas, ao minuto seis, provou do seu próprio veneno. Mayte Mateo assistiu Amelia Romero para mais um golo e a melhor jogadora da partida concluiu um grande contra-ataque da equipa espanhola, apanhando de surpresa a Rússia.

Com o jogo já mais do que controlado ao minuto 15, a treinadora Claudia Pons lançou a jogo a guarda-redes Maria Balbuena, dando minutos à jogadora. Houve tempo ainda para Irene Samper, uma das jogadoras espanhola mais jovens, fazer gosto ao pé. Após um remate de Vanessa Sotelo, a jovem atleta aproveitou o ressalto da defesa de Ivanova, faturando e sentenciando o resultado. Até ao final do jogo, não houve mais nenhuma oportunidade de destaque. No término da partida, o placar do pavilhão marcava 0-5 a favor da seleção espanhola, um resultado mais do que justo.

A seleção do país vizinho espera agora o vencedor da segunda meia-final, que opõe Portugal e Ucrânia, mas com os olhos postos já na final de domingo com o objetivo de a ganhar.

EQUIPAS INICIAIS:

Rússia – Anastasiia Ivanova (GR), Anastasiia Durandina, Ksenia Olkova, Mariia Krupina e Aleksandra Chernova

Espanha – Silvia Aguete (GR), Isa García, Ampi, Peque, Consuelo Campoy

Sala ficará para sempre a uma aterragem da Premier League

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O mercado de transferências do Futebol movimenta muita, mesmo muita coisa. É dinheiro, são serviços, são eventos, são pessoas. Vivemos numa altura em que o futebolista se “autorrotula” como um autêntico “produto comercial”, isto no que se refere à conquista de melhores condições de vida. Afinal, qualquer um de nós “tem” de seguir algum rumo, e quanto menos atribulado, melhor.

Os futebolistas em “boa idade”, isto é, antes dos 30, tendem a ser facilmente apontados como tranferíveis após boas exibições/golos importantes. Mas quem dá azo a tal possibilidade? Serão única e exclusivamente as suas exibições? Acredito que possam ser. Porém, não são só os jogadores que procuram esse rumo menos atribulado. Como seus representantes, existem os agentes, que influenciam ou forçam certos rumos.

Por trás do desaparecimento de Emiliano Sala ficou o mito de que a “avioneta” que serviu de transporte ao jogador não era das mais recomendadas… Tal assunto motivou-me a fazer uma breve pesquisa, e rapidamente encontrar alguns artigos noticiosos que me aclararam melhor as circunstâncias do sucedido.

Harro Ranter, fundador e diretor da “Aviation Safety Network”, referiu ao “Wales Online” que este tipo de aeronaves costumam ser utilizados frequentemente neste tipo de viagens. Bem, tratava-se de uma viagem executiva e não muito longa, afinal- da França à Grã-Bretanha, pelo Canal da Mancha, são só um par de horas.

Na noite de 21 de Janeiro, esta avioneta desapareceu, junto com piloto e Emiliano Sala
Fonte: EuroGA.com

Contudo, Ranter enfatiza a “idade” da avioneta (de 1984), mas não dá isso como determinante. Não se sabe se tinha proteção contra condições atmosféricas adversas, o que seria importante na noite que levou Sala. O mesmo Sala confidenciou a um amigo que “tinha medo de viajar naquele meio de transporte”.

O modelo da aeronave é Piper PA-46 Malibu, com o número de registo N264DB. Trata-se de um modelo PA-46-310P, com capacidade para um piloto e cinco passageiros. David Ibbotson, o piloto, e Emiliano Sala, como passageiro, desapareceram do mapa, assim como 220 outras pessoas a bordo de uma avioneta daquele modelo entre 1984 e 2019.

Após tais condicionantes e desfecho trágico, creio que os ocupantes da avioneta foram “indiretamente” forçados a cumprir viagem, visto tratar-se de uma fase importante da temporada. Se o avião não se encontrava em plenas condições, e a faltar ainda mais do que uma semana para encerrar o mercado, porquê? O Cardiff City FC queria muito contar com os serviços de um ponta de lança prolífero, enquanto o FC Nantes iria receber cerca de 18 milhões de euros pelo passe do avançado. Se for esta a justificação, significa que medidas de segurança podem ter sido ignoradas.

Trocas comerciais regem a economia, como sempre tem sido neste Mundo burocratizado. Jogadores de Futebol podem ganhar o que ganham, mas estão sempre dependentes dos seus atos, que são influenciados por pessoas amigas por interesse comercial. Enquanto profissional de Futebol, Sala fica, irremediavelmente, para sempre, a “uma aterragem” da melhor liga do Mundo, aos 28 anos.

Foto de Capa: Nantes FC

É assim que está o DEZporto NACIONAL?

O passado domingo vai ficar marcado na memória de muita gente, disso ninguém tem dúvidas. Até porque não são todos os dias que vemos uma equipa perder por uns aglomerados 10-0. E, verdade seja dita, ainda bem!

O SL Benfica venceu o CD Nacional por duas mãos cheias de golos, naquela que foi a maior goleada das “águias” no campeonato nos últimos 55 anos. Só para reforçar o teor caricato da situação, conto-vos uma pequena curiosidade: a app oficial da Liga teve de ser atualizada, pois havia um “problema de resultados com mais de nove golos”. É preciso dizer mais alguma coisa? Penso que não.

A postura competitiva da equipa do Nacional foi nula e, para vos ser sincera, o jogo do passado domingo mais pareceu um treino à porta aberta, onde cerca de 64.591 espectadores puderam ver o Benfica a treinar as suas jogadas.

A facilidade com que Grimaldo e Seferović rasgaram o corredor esquerdo logo ao primeiro minuto, quando o número três dos “encarnados” faz o primeiro golo, diz muito daquilo que foi a entrada da equipa do Nacional da Madeira.

O problema é que aquilo era apenas o início de uns 90 minutos extremamente infelizes para a equipa de Costinha, onde houve direito a tudo ou, como preferirem chamar, a nada: má ocupação dos espaços, que permitiu demasiada liberdade ao ataque benfiquista. Já para não falar na falta de pressão sobre os jogadores de Bruno Lage, numa linha defensiva que mais parecia manteiga e num meio-campo completamente disfuncional. Foi realmente tudo muito mau naquela tarde de domingo para os madeirenses.

O CD Nacional foi ao Estádio da Luz e perdeu, frente ao SL Benfica, por uns volumosos 10-0
Fonte: CD Nacional

Para um treinador que gosta de pôr as suas equipas a jogar bonito, Costinha apresentou uma equipa muito aquém do esperado. Não digo que se esperasse um Nacional que conseguisse fazer frente a um Benfica que, neste momento, está motivadíssimo, mas esperava-se, pelo menos, mais atitude por parte dos alvinegros. Não vi sequer um esforço em remar contra a maré e isso é que é de lamentar na minha opinião.

Para quem não sabe, o Nacional é dos conjuntos que mais remata na 1ª Liga. Sendo que a média da prova se encontra nos 233, o Nacional apresenta 237 remates efetuados, isto é, uma média de 11 remates por jogo. Mas querem saber quantos foram feitos no estádio da Luz? Cinco, sendo que apenas dois deles foram enquadrados com a baliza. Ou seja, muito aquém do que é costume.

Ainda assim, queria destacar a atitude de Costinha que, após o jogo paupérrimo da sua equipa, disse que os seus adeptos tinham todo o direito de criticar e exigir mais. Pediu ainda desculpa pela exibição e falta de atitude por parte da sua equipa que levou a esta humilhação.

No fundo, é mesmo disso que se trata: humilhação. A partir de uma certa altura do jogo, a derrota estava mais do que sentenciada, mas era a dignificação do emblema do clube que estava em jogo e os jogadores do Nacional deviam ter mesmo feito muito mais para defender as cores do clube que representam e impedir que o resultado chegasse aos dois dígitos. O compromisso com o clube e com os seus adeptos, pelo menos, assim o obrigava.

Bem sei que o desnível competitivo na I Liga é gritante e este resultado de 10-0 é a prova disso mesmo. Espanta-me é o facto de, depois da evolução técnica e tática do futebol nos últimos anos, ainda ser possível acontecerem resultados como este.

O Nacional não atravessa um período propriamente fácil. Nesta segunda volta, ainda nem sequer conseguiu ganhar um único jogo para o campeonato, mas este fim-de-semana tem uma chance de poder vir a recuperar algum fôlego perdido. Vai defrontar o CD Feirense que é o último classificado do campeonato, com apenas 14 pontos, e pode ser que consiga cessar este período negro que o clube atravessa.

Foto de Capa: CD Nacional

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

O estranho caso de David Wang

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No passado dia 1 de janeiro o Wolverhampton contratou o jovem David Wang ao Jumilla B e, de imediato, emprestou o jogador ao Sporting Clube de Portugal. O jogador, que detém dupla nacionalidade (chinesa e espanhola), tem assim a sua primeira experiência fora de portas (recorde-se que o jogador fez todo o seu crescimento futebolístico em Espanha).

David Wang é um extremo promissor e na época passada disputou 24 jogos ao serviço do Jumilla B e marcou por três vezes. Porém, o que mais espanta em toda esta contratação é o facto de o jogador ter caído de “para-quedas”. Há uma pergunta que necessita de ser feita para analisar bem este negócio: como é que uma equipa da Premier League contrata um extremo de 18 anos, que participa na equipa B de uma equipa pouco conhecida?.

Wang foi emprestado ao Sporting CP mal assinou
Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

Ora, tendo em conta que um dos clubes envolvidos é o Wolverhampton, um dos clubes prediletos de Jorge Mendes, os rumores começaram logo a circular e analisando bem todos estes aspetos, fica a impressão que esta “negociata” acaba por ser mais um movimento do tão conhecido “Carrossel do Mendes”.

Contratado há mais de um mês, o jovem jogador ainda não disputou qualquer minuto de leão ao peito. Aliás, os meios noticiosos avançaram com a ideia de que o jogador seria para a equipa sub-23, o que é muito suspeito para um jogador de apenas 18 anos.

O extremo assinou um contrato válido por quatro anos e meio com a equipa inglesa, mas ao que parece será mais um ativo inerente a Jorge Mendes. Resta saber uma única coisa: terá o Sporting CP de Varandas entrado nos esquemas de Mendes?

As comissões e os milhões “estranhos” parece que vão começar a circular em Alvalade e, ao que parece, o emblema leonino vai mesmo juntar-se ao já largo leque de equipas de Jorge Mendes.

Foto de Capa: Wolverhampton Wanderers FC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Por onde andas, Zivkovic?

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Com Bruno Lage, muitos processos mudaram no plano tático e exibicional! Jogadores como Seferovic e Samaris ganharam uma nova vida, mas no sentido inverso também houve atletas que perderam espaço. Um deles é Andrija Zivkovic, que passou de figura central no onze de Rui Vitória a segunda ou terceira opção para Lage.

Em nove jogos, foi utilizado em quatro, dois como titular e outros tantos como suplente. Nas últimas semanas, não tem sido convocado, o que deve ser motivo de preocupação, apesar do bom momento de forma dos encarnados.

Para explicar o estado atual da pérola sérvia, que chegou ao SL Benfica em 2016, encontro três possíveis razões: a mudança de processos com o novo treinador, a abundância de extremos – seis, para ser mais exato – para um modelo estruturado em 4x4x2 e, logicamente, a adaptação e empenho do próprio jogador nos treinos e às ideias de Lage.

Têm sido poucas as vezes que Zivkovic é lançado por Bruno Lage
Fonte: SL Benfica

Segundo notícias reportadas pela comunicação social, a postura do sérvio foi várias vezes repreendida pelo treinador na partida com o Vitória SC para a Taça de Portugal, tendo sido substituído minutos depois. Por esta linha, pode-se deduzir que exista alguma inadaptação à estratégia que Lage pretende implementar. Por outro lado, a existência de cada vez mais extremos, todos eles disponíveis, para apenas três posições no onze não deixa espaço para todos. Alguém tem de ficar de fora e, infelizmente, a escolha recaiu em Zivkovic. Resta saber o porquê! Para já, este cenário leva-me a concluir que todos os motivos que apresentei em cima tenham estado na origem desta ausência cada vez mais notada.

É importante realçar que esta é apenas e só uma fase, mas temo que esta situação se arraste por mais tempo, até ao ponto de se ponderar uma eventual venda ou empréstimo.

Por agora, não se sabe por onde anda Zivkovic, mas espero que consiga mudar a sua atitude ou adaptar-se às ideias de Bruno Lage, se for esse o caso. Acredito que o excelente momento de forma que atravessam Seferovic, João Félix, Rafa e Pizzi possam também ser decisivos para que Zivkovic passe para segundo ou terceiro plano.

Não é produtivo de todo que esta situação se arraste, mas a ausência de um jogador tão importante e talentoso é motivo suficiente de que algo não está a correr como esperado. Se for o caso de falta de empenho, o que não acredito, algo tem de ser feito para beneficiar os dois lados: o jogador e o clube. Acima de tudo, é importante selar pelo bem-estar do jogador e, principalmente, que não fique muito tempo sem competição.

Espero que, mais tarde ou mais cedo, Zivkovic tenha razões para sorrir, nem que seja noutro clube, embora ainda tenha muito para dar ao Benfica.

Foto de Capa: SL Benfica

Notícias de um leão europeu

O Sporting Clube de Portugal, através das suas múltiplas modalidades, continua a traçar um caminho europeu que tanto o carateriza. De “Portugal” parece ter só mesmo o nome, não fossem já as múltiplas conquistas que o Leão fez ao longo da sua longa história por essa Europa e Mundo fora.

A última efeméride foi a conquista da taça dos campeões europeus de corta-mato na secção feminina. As leoas foram Fancy Cherono, Sara Moreira, Sara Catarina Ribeiro, Jéssica Augusto, Inês Monteiro e Carla Salomé. Os meus parabéns para elas. Com esta vitória, escreveram mais uma página no universo do atletismo nacional e internacional. O Professor Mário Moniz Pereira encher-se-ia de orgulho desta conquista. É, pois, também para ele, para o Senhor Atletismo, que vai esta taça internacional!

Mas não é só no atletismo do Senhor Moniz Pereira que residem as conquistas deste leão europeu. Veja-se o que está a acontecer ao Voleibol: os comandados de Hugo Silva derrotaram epicamente a formação turca do MMP Ankara e eliminaram, de forma contundente, a equipa açoriana do Fonte do Bastardo, estando nas meias-finais da Taça Challenge.

Sobre a eliminação da formação turca, o treinador maiato Hugo Silva referiu que “Foi um momento em que os Sportinguistas não vão esquecer porque não é qualquer equipa do Mundo que faz o que nós fizemos, principalmente contra uma equipa de um dos quatro campeonatos com maior investimento da Europa” (declarações ao Jornal Sporting, dia 24 de Janeiro). Nunca a formação de Alvalade tinha chegado tão longe numa competição europeia nesta modalidade.

Mas não se ficam por aqui as notícias deste leão europeu. No andebol, os pupilos de Hugo Canela continuam de vento em popa. Defrontarão em casa já no próximo dia 23 de fevereiro a equipa do CS Dinamo de Bucareste, no primeiro jogo dos play-offs de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. A equipa, apesar de alguns desaires iniciais, está a melhor de jogo para jogo.

Apresenta um plantel forte, com o romeno Valentin Ghionea em grande destaque. Nota muito importante para a aquisição leonina neste defeso de inverno: o francês Arnaud Bingo, andebolista campeão do mundo de países pela França em 2011 e vencedor da última edição da Liga dos Campeões. Com reforços destes ficámos certamente mais fortes.

O Sporting fez história na Taça Challenge ao atingir as meias-finais da competição. Até onde poderá ir o Leão europeu nesta modalidade?
Fonte: Sporting CP

No hóquei em patins, a vitória diante da formação espanhola do HC Liceo no João Rocha por seis bolas a quatro colocou a formação de Paulo Freitas nos quartos-de-final da Liga Europeia, a competição com maior prestigio no plano internacional. A formação portuguesa passa assim para a fase a eliminar da competição, ultrapassando equipas de elevada tarimba internacional tais como o Forte dei Marmi, o HC Liceo e o SK Germania Herringen. E, honra se faça ao homem, temos um treinador de hóquei que é leão até ao tutano. Isso, a parecer que não, dá a garra que se exige a quem veste a listada verde e branca nos campos e ringues por essa Europa inteira.

Uma última palavra para o Futsal leonino, que, à semelhança das modalidades atrás referidas, continua a fazer do melhor que há na Europa no que a esta modalidade diz respeito. Não podem restar dúvidas de que Nuno Dias tem à sua disposição a nata do futsal mundial. E isso traduz-se na senda de vitórias que a equipa apresenta: disputará, em abril deste ano, mais uma vez, a Final Four da UEFA Futsal Cup, tendo como primeiro adversário o Inter Movistar. Será que é desta que vem o tão almejado “caneco” de campeão europeu para os lados Alvalade? Queremos muito. Boa sorte leões!

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Sporting CP

Sporting CP 0-1 Villarreal CF: Foi o submarino a acertar no leão – e não o cupido

Em dia dos namorados (ou para os mais formais, de São Valentim), o cenário deste encontro entre Sporting CP e Villarreal CF pode ter começado mais ou menos assim: “Amor, jantamos no intervalo ou depois do jogo…” Ele/ela provavelmente não gostou porque “só pensa na bola”, mas esses planos poderão ter ido logo por água abaixo nos minutos iniciais da partida ou, se o estimado leitor (sportinguista ou não) até jantou mais cedo, sabe o que aconteceu em Alvalade. Foi um desamor.

O “submarino amarelo” Villarreal CF, de Espanha, bateu o Sporting por 0-1. O golo surgiu nos minutos iniciais – algo que não era de todo aconselhável numa primeira mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa em casa – e os “leões” estiveram muito aquém do esperado sobre um adversário que, pelo rendimento desta temporada, é “obrigatório” ultrapassar, mesmo que Marcel Keizer tenha dito que a qualificação aos “oitavos” não seja obrigatória.

O menu deste “jantar romântico” teve vários pratos de más decisões individuais com dificuldades em entrar na área adversária – penúltimo e último passe eram bastante previsíveis e surgiam praticamente abafados pelo conjunto espanhol, notavelmente mais experiente.

Críticas não tardaram em surgir nas bancadas dos “leões”, em que foi bem audível o pedido de “joguem à bola” misturado com alguns assobios. Mas o amor tem disto. Cada corte ou remate – maioria inofensivos – levantavam os decibéis em Alvalade.

Voltando a si, o leitor que não viu o jogo ou não esteve tão atento porque o dia era de romantismo, esta polémica reacção dos adeptos do Sporting CP, que pintou o cenário desta partida, pode ter tido logo o argumento que estava à vista de todos aqueles que estão muito, pouco ou assim-assim apaixonados. Marcel Keizer mexeu bastante no “onze” inicial, da baliza até ao ataque. Entrou Salin, Petrovic, Miguel Luís, Jovane Cabral e Raphinha.

À partida parecia ser aceite tanta mudança, até porque vem aí jogo com o SC Braga este domingo, mas o Villarreal – penúltimo classificado da liga espanhola – marcou logo aos 3’. Ataque conduzido pela faixa direita por Chukwueze que a ultrapassar Acuña (e que trabalheira deu ao argentino) cruza rasteiro para o meio da área. André Pinto aliviou mal e Alfonso Pedraza correu até dentro de área para rematar a bola para o fundo das redes de Salin (0-1).

Depois do golo, as culpas poderão ter recaído nas apostas invulgares que trazem logo à memória o que o treinador do Sporting CP disse na antevisão da partida: “não é obrigatório passar à fase seguinte.” Parecem estar em vista outras prioridades de um percurso que tem tido tantos altos e baixos depois da conquista da Taça da Liga. O Villarreal não demonstrou tanta presença ao longo do jogo e havia muito por onde o Sporting pegar, não aconteceu.

Alfonso Pedraza foi o goleador de serviço da noite
Fonte: UEFA Europa League

O segundo tempo continuou tão sereno como boa parte do primeiro. Villarreal CF apostou novamente em atacar pela ala esquerda e obrigou Salin a intervir perto do poste aos 48’ e 50’.

Uma boa jogada e muito perigo a favor do Sporting só surgiu pelos 70’ com Raphinha a (finalmente) mostrar saber o que faz na ala. O brasileiro tirou um adversário pelo caminho perto da linha de fundo e passou a bola para a entrada de Bas Dost na pequena área que rematou e teve golo negado devido a uma grande defesa de Andrés Fernandéz.

Pouco tempo depois, o Sporting estava bem mais em cima na partida, mas ainda sem saber muito bem o que fazer na zona de marcar golos. Surgiam novamente os cânticos de “joguem à bola” e a expulsão de Acuña. O argentino já estava amarelado desde o minuto 6 e viu o segundo cartão aos 77’ após uma entrada de sola sobre um adversário. A equipa do Sporting acabou com mais jogadores amarelados: Miguel Luís (6’), Raphinha (45+2’), Bruno Fernandes (90+3’) e Luiz Phellype (90+4’).

Apesar da desvantagem mínima, o Villarreal CF marcou um golo forasteiro que pode ser importante. Aguarda-se pela segunda mão no El Madrigal para conhecer a reacção do Sporting, que também pode ser vista antes, na recepção ao SC Braga para o campeonato. Em pouco tempo, os “leões” tem de mostrar mais. É já na próxima quinta-feira – a Liga Europa proporciona isto e agora não apaga a noite fria, a fraca exibição e os protestos dos pouco mais de 27 mil espectadores nas bancadas.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Sporting CP: Salin, Bruno Gaspar (27’ Ristovski), Coates, André Pinto e Acuña; Petrovic (69’ Wendel), Bruno Fernandes e Miguel Luís; Jovane Cabral (68’ Luiz Phellype), Raphinha e Bas Dost.

Villarreal CF: Andrés Fernandez, Victor Ruíz, Ramiro Funes Mori e Álvaro Gonzalez; Mario Gaspar, Manu Trigueros (62’ Santiago Cáseres), Javi Fuego, Alfonso Pedraza; Pablo Fornals (79’ Vicente Iborra), Samuel Chukwueze (74’ Daniel Raba) e Carlos Bacca.

Galatasaray SK 1-2 SL Benfica: Chamar-lhes segundas linhas é (apenas) uma formalidade

Com seis jogadores saídos do laboratório do Seixal no onze, o SL Benfica deu, na Turquia, continuidade ao bom momento que atravessa, colocando um pé nos oitavos da Liga Europa.

Diante de uma formação turca a cometer uma quantidade inusitada de erros para quem tem aspirações europeias, da defesa ao ataque, a formação de Bruno Lage nem precisou de pesos pesados como André Almeida, Grimaldo, Jardel, Pizzi, Rafa ou Jonas para deixar tudo muito bem encaminhado. Florentino encheu o campo com um pulmão enorme, num jogo em que Salvio e Seferovic deram corpo à superioridade das águias em Instambul.

O maior mérito que se pode atribuir a Bruno Lage é o de nem se ter notado a diferença na produção futebolística deste Benfica, mesmo com metade da equipa praticamente ‘nova’ em relação aos últimos dias.

A arma do contra ataque assenta que nem uma luva a jogadores que sabem explorar na perfeição as imensas limitações de uma dupla de centrais francamente má.

João Félix começou por ser o primeiro a medir o pulso à atenção de Muslera, mas o tiro saiu com pouca força e o guardião segurou com facilidade.

Na resposta – e na única vez que os turcos se acercaram com algum perigo da baliza encarnada no primeiro tempo -, Onyekuru, o melhor da equipa comandada por Fatih Terim, ficou com a bola à mercê no coração da área, mas tirou mal as medidas da baliza de Vlachodimos.

A incapacidade de criar perigo no último reduto encarnado era agravada pelo distanciamento entre os vários setores do Galatasaray, que vivia numa espécie de anarquia tática, promovendo as saídas perigosas das setas encarnadas para o contragolpe.

Num desses momentos, Yuri Ribeiro fez um cruzamento ao primeiro poste, ao qual Marcão respondeu com uma abordagem deficiente, jogando a bola com o braço dentro da área, beneficiando o Benfica de oportunidade soberana para abrir o ativo. Salvio não se assustou com tamanha pressão e enganou bem Muslera para o 1-0, aos 27 minutos.

Fonte: UEFA

Sem capacidade de resposta, e com os encarnados totalmente confortáveis e a fecharem todos os caminhos para a sua baliza, do Galatasaray só se voltou a ver um sinal de vida no início da segunda parte, precisamente no momento em que Yuri Ribeiro não foi feliz e acabou por trair o guardião grego do Benfica, perante a pressão de Luiyndama a tentar responder ao cruzamento de Nagatomo.

Fora apenas um percalço numa exibição tranquila e cheia de personalidade, de um Benfica que também soube provocar o erro. Dez minutos depois, aquilo que parecia um alívio de Rúben Dias funcionou como um passe fantástico para Seferovic, que beneficiou, desta vez, do adormecimento de Marcão para bater Muslera pela segunda vez, com muita classe.

Parecia, enfim, ter sido dada a machadada nas aspirações turcas, ainda com meia hora para se jogar. Salvo uma tentativa de longe de Feghouli e de um cabeceamento de Luiyndama ao qual Vlachodimos respondeu com uma enorme defesa, as águias estiveram sempre muito confortáveis e à espreita de aumentar o fosso, sempre comandadas pela genialidade de Félix.

Daqui por uma semana, num outro inferno, o da Luz, é tempo de confirmar o que hoje se ficou a perspetivar. Até o melhor Galatasaray está longe de bater o pé a este Benfica.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Galatasaray SK: Muslera, Nagatomo, Marcão, Luyindama, Linnes (Mariano, 73’), N’Diaye (Gumus, 73’), Fernando, Belhanda, Onyekuru, Diagne e Feghouli.

SL Benfica: Vlachodimos, Corchia, Rúben Dias, Ferro, Yuri Ribeiro, Florentino Luís, Gedson Fernandes (Samaris, 87’), Salvio (Gabriel, 48’), Cervi (Krovinovic, 80’), João Félix e Seferovic.

Onde está o nosso FC Porto?

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“Quando o primeiro empate ou derrota surgir, até que ponto é que a frescura mental manter-se-á intacta? (…) Sem frescura física, sem frescura mental, sem vitória”.

Muitos de vocês lembrar-se-ão com clareza da sequência de 18 vitórias alcançada pelo FC Porto ainda nesta época: eram tempos de euforia, onde o título já era dado como certo e a questão matemática era encarada como apenas uma mera formalidade. Porém, enquanto alguns lançavam os foguetes, fiz o meu melhor para evitar que todos colhêssemos as canas: o excerto acima foi retirado de um artigo publicado antes do empate em Alvalade (para um melhor enquadramento, recomendo a leitura do artigo “E quando aquele golo não for suficiente?”https://bolanarede.pt/nacional/porto/e-quando-aquele-golo-nao-for-suficiente/), onde tentei transmitir a ideia de que o campeonato estava longe de conquistado e deixei a certeza de que uma “quebra” seria inevitável e acabaria por surgir a qualquer momento. Bom, infelizmente estava certo.

Não será um artigo de auto-promoção, muito pelo contrário: o foco será o FC Porto e as razões por detrás deste “descalabro” vivido nos últimos jogos. Voltemos a Alvalade, o jogo onde a sequência de vitórias dos dragões terminou: numa partida fraca de ambas as partes, os comandados de Sérgio Conceição não conseguiram melhor do que um empate frente a um dos Sportings mais frágeis dos últimos anos. Seguiram-se quatro empates (no tempo regulamentar) em sete jogos e, em adição a isso, exibições deploráveis frente a Leixões SC e Moreirense FC.

Após o empate em Alvalade, o FC Porto perdeu pontos em Guimarães e Moreira de Cónegos
Fonte: FC Porto

Os jogos realizados fora de portas transformaram-se num autêntico pesadelo. A tal margem que nos deixava com uma mão no troféu transformou-se em pó. O sonho de levantar todos os troféus nacionais ficou pelo caminho. Do céu ao inferno em menos de um mês. Naturalmente há que procurar culpados por toda esta situação. Acabei por encontrar três e enumerá-los-ei de seguida:

  • Os adversários – se queremos encontrar culpados temos necessariamente que começar por olhar para os adversários que forçaram o FC Porto a perder pontos: Sporting CP, Vitória SC e Moreirense FC, todos adversários de grande nível que conseguiram cimentar o seu posto no topo da tabela classificativa. A exceção acaba por ser o jogo frente ao Leixões SC, contudo esse jogo enquadrar-se-á no ponto seguinte.
  • A falta de soluções – é inevitável abordar este tópico. O plantel do FC Porto não é vasto em quantidade nem em qualidade. Com as recentes lesões de Aboubakar, Marega, Otávio e Danilo, foram diversos os atletas que mereceram minutos, porém, na sua grande maioria, revelaram não ser soluções à altura do FC Porto. Outros, por uma razão ou por outra, nem aos tais minutos tiveram direito. Exemplos? Infelizmente existem muitos: Bruno Costa, João Pedro, Jorge, André Pereira, Adrián Lopez, Hernâni… enfim, uma longa lista! E, para além dos nomes anteriormente citados, resta adicionar a falta de soluções do meio campo em diante, que continua a fatigar tudo o que é craque no nosso plantel.
  • O treinador – por último, é impossível não apontar o dedo a Sérgio Conceição. Custa-me fazê-lo? Imenso. Custa-me muito mesmo apontar o dedo a um treinador que devolveu os títulos ao Porto, que devolveu, acima de tudo, o espírito a este clube. Mas, quando uma equipa não vence, o treinador não pode ficar isento de culpas: substituições infelizes, elementos do onze inicial questionáveis, entre outros fatores, estão entre os defeitos mais apontados a Conceição. Concordo com todas as críticas? Não, mas considero que elas não são de todo infundadas. Resta esperar que Sérgio Conceição aperceba-se dos seus erros e tudo faça para corrigi-los a tempo.

Muita coisa correu mal? Correu, mas em nada isso nos impede de manter as expetativas lá no alto. Aos adeptos resta ajudar o dragão a se reerguer, ajudar a reencontrar o caminho das vitórias; honestamente, julgo que todos nós temos algo aqui dentro que nos garante que um Porto à Porto conseguirá levantar o troféu em maio.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Valeu a pena ir a África?

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A seleção nacional de Sub23 começou a época mais cedo que o habitual, deslocando-se aos Camarões para disputar o Tour de l’Espoir. Como única seleção europeia (juntando-se-lhe a equipa UC Monaco) e uma convocatória recheada de talento, a equipa nacional partia com responsabilidade para disputar as etapas e a Geral.

A primeira jornada deu um bom sinal, com os lusos a terminar em terceiro no contrarrelógio coletivo ganho pela Eritreia. O segundo dia correu ainda melhor e Francisco Campos aproveitou o final ao sprint para celebrar a primeira vitória portuguesa da época.

Miguel Salgueiro no podium após o contrarrelógio coletivo inaugural
Fonte: Federação Portuguesa de Ciclismo

Se tudo parecia bem, a terceira etapa, a rainha desta prova, foi um desastre para a seleção de Portugal. Enquanto Yacob Debesay confirmava que a amarela não lhe fugiria, o primeiro português chegou a quase quatro minutos e foi Campos, um sprinter.

Depois de um dia de descanso, houve lugar para mais uma etapa para os velocistas, mas desta vez Francisco Campos deixou-se levar a melhor e foi segundo, atrás de Mebrahtom. No último dia voltaram a fazer-se diferenças e desta feita Portugal esteve melhor representado, com Gonçalo Carvalho e Miguel Salgueiro a terminarem nos dez primeiros.

Feitas as contas finais, o melhor português na Geral foi Gonçalo Carvalho, 14º a 4:46 de Debesay.

Não há como negar que, enquanto os portugueses ainda estão a iniciar a temporada, os ciclistas africanos estão no ponto fulcral da sua época e que a seleção conquistou pontos importantes para o apuramento para os Mundiais, mas, ainda assim, Portugal apresentou uma imagem mais fraca do que a devida.

O saldo é positivo, especialmente pela experiência dada aos ciclistas que se deslocaram aos Camarões, mas, se queremos realmente crescer e conquistar o nosso lugar entre os melhores da modalidade, não podemos ficar satisfeitos com esta primeira incursão africana.

Voltem em 2020, mas para ganhar.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Tour de l’Espoir