O Sporting CP era, dos três grandes, o principal interessado no mercado de inverno, tendo em vista reforçar o seu débil plantel e sobretudo reforçar posições que ficaram com grandes lacunas após a partida de vários jogadores que faziam parte da espinha dorsal do clube. Reforçar não só o seu onze titular mas também as segundas linhas da equipa, e com isto sonhar ainda com o titulo de campeão.
O titulo está cada vez mais longe e a época caminha para um fracasso total. No entanto, o Sporting CP conta, num ponto de vista global, com cerca de 54M€ feitos em vendas na presente época e com gastos a rondar os 31M€, perfazendo um balanço positivo de 23M€. É certo que os leões são um clube vendedor – tal como os outros principais emblemas nacionais – e os melhores jogadores acabam por dar o salto para outros grandes europeus, no entanto, creio que o chavão utilizado de “o clube não ter dinheiro”, acaba por não ser uma justificação plausível e sobretudo é utilizado como a maior desculpa para a direção justificar possíveis insucessos.
Olhando sobretudo para este mercado de transferências de inverno, a direção liderada por Frederico Varandas gastou mais de 10M€ em reforços e a verdade é que até agora, pouco ou nada se viu dos mesmos, pois não foram contratações que tenham entrado de caras no onze ou que tenham acrescentando a qualidade que o plantel leonino necessita no imediato. Por outro lado, as próprias escolhas do treinador também condicionam a afirmação e adaptação dos mesmos. Creio que apesar disto, um dos aspetos mais negativos tem sido – ano após ano – o fraco departamento de recrutamento e scouting, sendo neste momento um dos maiores problemas estruturais existentes no seio leonino, mas que Frederico Varandas prometeu resolver.
Foram seis os jogadores que figuram agora no principal plantel leonino. São eles: Cristián Borja, Francisco Geraldes, Luiz Phellype, Tiago Ilori, Idrissa Doumbia e Gonzalo Plata. De seguida, irei falar mais concretamente de cada um deles e do que podem ou não acrescentar à equipa.
No primeiro de dois dérbis entre Sport Lisboa e Benfica e Sporting Clube de Portugal, os encarnados foram a Alvalade, para jogo da Primeira Liga, vencer de forma evidente os leões, por 2-4. Um resultado que representa a clara superioridade das águias quando comparadas ao Sporting naquela partida, mas que, por incrível que pareça, peca por escasso e clarividente. Não digo que o resultado merecia ser outro, que deveria ser um vergonhoso 0-6 para o Benfica. Não é minha intenção diminuir os que vestem verde e branco, atenção! Passo a explicar.
O Benfica foi a Alvalade com Bruno Lage a estrear-se em dérbis, tal como o treinador Marcel Keizer o fazia. Tínhamos, portanto, uma incógnita no que poderia acontecer naquele jogo entre treinadores estreantes e que nunca se enfrentaram. Além do mais, Lage contava com apenas seis jogos ao leme encarnado, tornando relativamente difícil analisar as estratégias do treinador encarnado para este tipo de jogos. O que aconteceu foi um domínio total por parte do Benfica ao longo de toda a partida. Se a vantagem final foi de apenas dois golos, a vantagem de futebol foi diferente – e isto qualquer adepto sportinguista consegue perceber que Keizer falhou redondamente no primeiro dérbi em três dias.
Porém, apesar desse total domínio encarnado, mesmo em casa verde e branca, o Sporting foi para intervalo a disputar o resultado, pois acabava de marcar o 1-2 aos 43 minutos da partida. Mais, quando o resultado estava parcialmente decidido – pelo menos para onde iriam os três pontos – eis que o Sporting marca por duas vezes, mesmo que o primeiro tenha sido bem anulado por fora de jogo e o segundo por grande penalidade bem assinalada.
Bruno Fernandes fez o 1-2 antes do intervalo, em Alvalade Fonte: Sporting CP
O que quero salientar aqui é o facto de o Benfica ter pecado com a vantagem confortável. Havia uma clara superioridade e segurança na altura em que os encarnados tinham vantagem de duas bolas a zero, mas aconteceu o facilitismo e o desleixo por o jogo estar – e desculpem a expressão – demasiado fácil. Era isto que se passava. Os golos surgiram com naturalidade (três golos, embora um tivesse sido anulado), a troca de bola era eficaz e livre, a organização defensiva não falhava e não havia desconcentração. No entanto, com o intervalo perto e o resultado vantajoso, os jogadores preferiram as jogadas largas e bonitas, as fintas ao invés do passe seguro e a defesa perdeu discernimento da sua posição. Estava feito o primeiro golo dos leões, com mérito posicional do Sporting que fez um excelente contra-ataque, mas com demérito encarnado por permitir tanto espaço a uma equipa com boas armas ofensivas.
A segunda parte chegou com reposição da vantagem a dois golos, com Rúben Dias a fazer o 1-3, e isso foi fulcral para o desenrolar do jogo. O Benfica geriu o jogo e aproveitou os espaços que o Sporting abria, deixando os da casa terem mais bola. Durante grande parte da segunda parte, fê-lo com sucesso, mas aos 73 minutos, Pizzi fez o 1-4 e a equipa perdeu a cabeça. O Sporting voltou a criar perigo cada vez mais junto à baliza e a equipa perdia noção espacial. Ainda houve golo anulado numa transição ofensiva leonina, que o Benfica não conseguiu controlar – já que havia três leões para uma águia no centro da área – antes do lance que levou à expulsão de Vlachodimos e ao 2-4 do Sporting.
Num lance pela direita encarnada, a falta de discernimento a aliviar o lance levou a que a bola batesse num colega de equipa, sobrasse para recarga de um jogador do Sporting à entrada da área em posição central – jogador este que se encontrava com demasiado espaço e liberdade – e depois à falta do guarda redes encarnado para impedir que Bas Dost colocasse a bola na baliza antes de Rúben Dias a despachar em cima da linha de golo.
Isto tornou um jogo de um resultado que podia ser levado a proporções históricas, em caso de maior discernimento dos jogadores do Benfica, para um em que a equipa terminou o encontro com dez jogadores e, ainda, com “apenas” uma vantagem de duas bolas. Um 1-4 será sempre melhor que um 2-4 e a infantilidade do Benfica permitiu que a história fosse escrita da segunda forma.
É preciso moderar os sentimentos em situações destas para que não surjam surpresas. Foi um jogo incrível por parte do Benfica que pecou apenas por estes pormenores que fizeram do resultado diferente daquele que podia ser.
O golo de Diego Maradona no Mundial de 86 no México, marcado com a mão, ficou para a História. A agilidade e poder físico de Lev Yashin ficaram para a História. Os cortes imaculados de Maldini ficaram para a História. Este artigo recorda equipamentos que, pelas mais variadas razões, também ficaram para a História.
Nunca fui o maior apreciador de Futebol Americano, mas, nos últimos tempos, e em parte pelo excelente trabalho do Daniel Felício Silva, tenho acompanhado com mais atenção a NFL. Por isso, há algo sobre a Superbowl LIII que não consigo deixar de comentar.
Ora, em mais uma vitória dos New England Patriots, o prémio de MVP foi para Julian Edelman – não devia ter ido. O problema não é a inquestionável qualidade do californiano; o problema é que este não devia sequer ter lá estado.
No início do ano, Edelman foi suspenso por quatro jogos por violação das regras da NFL sobre Substâncias de Melhoria de Desempenho, vulgo, doping. Esta sanção é ridícula e está longe de ser um castigo ajustado às ofensas. Um passo no bom sentido seria adotar uma política mais semelhante à da MLB, que, além de as suas suspensões serem, regra geral, mais longas, suspende não só por um certo número de jogos, como também para os playoffs. Aplicado neste caso, isso colocaria Edelman disponível para a época regular após os quatro jogos de suspensão, mas sem poder participar nos playoffs.
Que credibilidade tem este MVP? Fonte: New England Patriots
Isso já seria estar a ser suave. A sanção base na maioria dos desportos, estipulada nos regulamentos da WADA é de quatro anos e há uma crescente pressão para que as federações nacionais suspendam os atletas de representar a sua seleção por cinco anos, de modo a falhar duas Olimpíadas.
Além do mais, falta transparência, já que nem sequer é público a que substância acusou Edelman, algo que seria obrigatório se o Futebol Americano estivesse sujeito às regras da WADA. Mas este caso está longe de ser o único, pelo contrário. Estas suspensões são comuns na Liga, mas este em particular é paradigmático e urge uma nova atitude face ao doping.
O abuso de substâncias é um problema grave e que retira credibilidade ao desporto, mas que a NFL prefere esconder a combater frontal e severamente, comprometendo a integridade do jogo.
No país em que o escândalo Armstrong teve repercussões avassaladoras, e quando a criminalização do doping avança em várias partes do globo, este é um mau exemplo, que deve ser denunciado até que a NFL se emende.
Parece que é desta que o histórico clube da cidade de Aveiro vai regressar aos campeonatos nacionais. Depois de uma autêntica travessia no deserto, fruto de uma despromoção administrativa da Segunda Liga Portuguesa diretamente para os distritais de Aveiro, o SC Beira-Mar lidera a Divisão de Elite de Aveiro com 48 pontos, mais quatro que o SC de Bustelo e mais dez pontos que o CF União de Lamas, tendo 15 vitória, 3 empates e apenas 1 derrota consentida.
No final da época 14/15, os Aurinegros garantiram a permanência na Segunda Liga Portuguesa, mas acabaram rebaixados ao distrital de Aveiro por questões administrativas. A direção e as gentes da cidade e do clube apostaram imediatamente no regresso aos campeonatos nacionais, mas a missão tem-se revelado mais difícil e mais morosa do que o esperado.
Se na última divisão distrital, a subida foi conseguida imediatamente na primeira época, a subida ao Campeonato de Portugal Prio tem sido muito mais complicada. Na época 16/17, fizeram mais de 60 pontos, mesmo assim muito aquém do campeão Sporting Clube de Espinho, que conseguiu mais de 80 pontos nessa temporada, não dando a mínima hipótese à concorrência. Já em 17/18, o SC Beira-Mar voltou a fazer um bom campeonato, terminando em segundo lugar com 70 pontos, mesmo assim a 12 (!!) de distância para o novo campeão de Aveiro, o Lusitânia de Lourosa FC.
Esta temporada, a equipa parece mais regular que qualquer outra e a assumir o papel de principal candidato à subida, podendo marcar assim o seu regresso ao futebol nacional, quatro anos depois.
Apesar do descalabro, o SC Beira-Mar continua a ser fortemente apoiado, quer em casa, quer fora Fonte: SC Beira-Mar
Liderados por Cajó, técnico de 34 anos que começou na formação do clube e agora orienta a equipa principal, os Aurinegros apresentam um plantel com rodagem (a média de idades ronda os 25.5), com destaque para elementos acima da média que já jogaram no próprio clube na Primeira Liga Portuguesa. Aqui os destaques vão inteiramente para Artur, extremo/médio ofensivo de 34 anos, formado no clube e com vários anos de Primeira Liga em carteira, e para Rui Sampaio, médio de 31 anos que jogou inclusive na Serie A de Itália e que foi contratado neste mês de janeiro, ele que já tinha representado o clube também na Primeira Liga Portuguesa.
Para além destes dois galácticos que jogam agora no distrital, o SC Beira-Mar tem três unidades em grande destaque: na baliza apresenta Maringá, guarda-redes contratado ao CD Pinhalnovense da divisão acima, onde vem de uma época onde foi titularíssimo; o goleador de serviço é Bruno Henrique, ponta de lança brasileiro de 26 anos que já tinha jogado na Segunda Liga Portuguesa pelo Leixões SC (sem sucesso, diga-se), que soma oito golos marcados, mais dois que Artur; e o menino bonito de Aveiro, Pedro Aparício, médio de 23 anos, formado no clube, que depois de jogar no GD Gafanha e no RD de Águeda, voltou ao SC Beira-Mar a época passada e tem sido sempre indiscutível, sendo, provavelmente, o ativo mais valioso do clube neste momento.
Fortemente apoiados sobretudo pelos Ultras, o estado do relvado do Municipal de Aveiro tem sido o único ponto fraco Fonte: SC Beira-Mar
Na próxima jornada, o híper favorito SC Beira-Mar visita o penúltimo classificado SC Vista Alegre, sendo que depois enfrenta precisamente o seu principal oponente, o SC Bustelo no Municipal de Aveiro, num jogo que poderá ser decisivo. Ou o SC Beira-Mar “mata” quase definitivamente o adversário na luta pela subida ou há empate que deixa tudo na mesma e uma vantagem ainda confortável para ser gerida pelos Aurinegros ou o SC Bustelo vence e reacende uma batalha pela subida que só terminará perto do fim do campeonato.
Recorde-se que o SC Beira-Mar conta com 27 presenças na Primeira Liga Portuguesa (a última em 2013) e que já conquistou a Segunda Liga Portuguesa por duas vezes, tal como uma Taça de Portugal em 1999.
O SL Benfica venceu hoje o Sporting CP por 2-1 e está em vantagem na meia-final da Taça de Portugal. Os encarnados souberam dar continuidade ao bom momento de forma, ainda mais depois da goleada no dérbi para o campeonato. Com alterações nos onzes de parte a parte, foi Marcel Keizer quem mexeu mais na equipa: entraram como Jovane, Tiago Ilori e Borja, os dois últimos em estreia absoluta. Do lado do Benfica, Bruno Lage deu tempo de jogo a Svilar e a Salvio.
Com dois dérbis a serem jogados em quatro dias, houve quem dissesse que a partida de hoje seria apenas a segunda parte do jogo. Pode ser – e é – muito subjetivo, mas a verdade é que o jogo começou como acabou o anterior: Benfica com mais posse, mais garra e mais oportunidades. As duas primeiras surgiram nos primeiros dez minutos, com Gabriel a atirar para a bancada num remate de primeira e com Seferovic a disparar ao lado da baliza de Renan, depois de uma boa movimentação de Felix, a abrir espaço.
À passagem da meia-hora marcou o Benfica. Assistência de Pizzi, que tocou na esquerda para Gabriel, e o brasileiro, cruzado, a “fuzilar” ao primeiro poste. Era um remate complicado para Renan, com muita força, mas fica a sensação de que o guardião “leonino” podia ter feito melhor no lance. 1-0 e explosão de alegria na Luz.
A partir daqui, o Sporting começou a ter mais bola, mas sempre sem materializá-la em lances de perigo. Todas as jogadas eram denunciadas e inofensivas, com Gudelj muito perdido – novamente – no meio e sem conseguir construir jogo. Luiz Phellype também não vinha receber jogo atrás com a eficácia necessária. Assim, os “leões” acabaram por só fazer um remate no primeiro tempo, de Phellype, mas facilmente defendido por Svilar.
Na segunda parte, o Sporting até parecia vir com mais garra, para tentar inverter o rumo dos acontecimentos. Mas nenhuma garra do mundo consegue dar engenho a quem pouco o tem. Gudelj continuou perdido no campo; não havia profundidade; não havia rapidez e desequilíbrio. Raramente o Sporting acertava cinco passes consecutivos e nem mesmo a ocasião soberana de Wendel, isolado por Acuña, alterou algo: atirou ao lado.
Na resposta, depois de um primeiro remate de Ruben Dias, de cabeça e à figura de Renan, o Benfica fez o segundo golo. Mais eficaz, mais prático, mais atraente. Seferovic cruza do lado esquerdo, a bola atravessa toda a área do Benfica e quando parecia que esta ia morrer, João Félix cruza e… autogolo de Tiago Ilori. Grande passividade da defesa leonina e o cruzamento de Félix simplesmente a embater no regressado defesa central. 2-0.
Completamente descontrolada, a defesa do Sporting ainda suspirava quando Seferovic cruzou novamente, atrasado, para Grimaldo fazer um falhanço inacreditável. Já nem Renan estava no lance, mas o encosto do defesa espanhol saiu ao lado da baliza.
Com o golo, o Benfica ganhou uma injeção de adrenalina e foram frequentes as boas triangulações a deixar os avançados em boa posição. Futebol bonito e domínio, mas até foi o Sporting que criou as melhores ocasiões até final da partida: primeiro foi Wendel, aos 74′ minutos. Cruzamento de Acuña, Luiz Phellype toca para a entrada da área e o brasileiro atira forte, mas ao lado. Depois foi a hora da bomba, ao minuto 82′.
Livre frontal de Bruno Fernandes, entre 20 a 30 metros da baliza de Svilar, e que tiraço do português. Sem hipótese para o guarda-redes do Benfica. De repente, e sem fazer uma grande exibição, o Sporting carregava o Benfica e até poderia sair com um resultado facilmente recuperável da Luz. Os “leões” até acabaram por cima na partida, até com o golo do empate de Dost a não ser validado com algumas dúvidas, mas o resultado não se alterou.
Vitória por 2-1 do Benfica, que deixa tudo em aberto para o jogo da 2ª mão, em Alvalade. Uma vitória justa dos encarnados, que praticaram melhor futebol e foram mais práticos, eficazes e aguerridos na frente de ataque. O Sporting foi muito mole e esteve ausente em grande parte do jogo, ficando a sensação que poderia ter feito mais, como nos últimos dez minutos. O jogo da segunda mão está marcado para dia 2 de abril, daqui a quase dois meses, com o Benfica a ir a Alvalade em vantagem.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Sporting CP: Renan Ribeiro; Bruno Gaspar, Tiago Ilori, Sebastian Coates e Borja; Gudelj, Wendel (Bas Dost, 76′) e Bruno Fernandes; Jovane (Diaby, 71′), Acuña e Luiz Phellype (Raphinha, 90′).
SL Benfica: Svilar; André Almeida, Jardel (Ferro, 37′), Rúben Dias e Grimaldo; Samaris, Gabriel, Pizzi (Cervi, 79′); Salvio (Rafa, 60′), João Félix e Seferovic
Com o regresso da Liga dos Campões à porta, foi conhecida a lista final de jogadores que o FC Porto enviou para a UEFA para atacar esta fase da competição. As alterações podiam ser apenas três, por isso, os nomes a retirar não seriam difíceis de prever. Sérgio Oliveira e Bazoer abandonaram o clube e, Aboubakar, com lesão de longa duração, foram os nomes óbvios que saíram da lista.
As dúvidas estavam nas escolhas para ocupar estas vagas. Pepe, Wilson Manafá, Mamadou Loum, Kelvin, Soares e Fernando Andrade eram as opções possíveis. Os escolhidos foram Pepe, Fernando Andrade e Soares. Penso que foi a escolha mais sensata e previsível e que garante uma maior segurança a Sérgio Conceição, apesar do meio campo ficar com menos opções.
A saída de Aboubakar tem uma substituição direta por Soares. Depois saíram dois médios e é nesse setor que as soluções são mais escassas mas, quer Pepe, quer Éder Militao podem em recurso fazer essa posição.
É verdade que Mamadou Loum ficou fora dos escolhidos e seria uma opção lógica para substituir Sérgio Oliveira ou Bazoer mas chegou recentemente ao clube e ainda nem fez a sua estreia e a pouca experiência neste patamar de exigência foi certamente decisiva na tomada de decisão.
Wilson Manafá não entrou na lista final para a UEFA Fonte: FC Porto
Pepe, pela sua experiência e polivalência, era uma escolha previsível. Estamos a falar de um jogador que fez 95 jogos nesta competição e que a conquistou por três vezes. Além da qualidade que acrescenta no centro da defesa portista permite a Sérgio Conceição desviar Éder Militão para o lado direito e, caso seja preciso, pode também fazer a posição “6” sem qualquer problema, onde já foi utilizado quer no Real Madrid CF quer na seleção nacional.
Fernando Andrade foi a escolha em que podem surgir mais “dúvidas”, não pela qualidade do jogador mas pela opção tática do treinador portista. A opção foi ter mais um avançado em detrimento de um médio ou um lateral polivalente. Mas ainda bem que a escolha foi Fernando Andrade, porque a lesão de Marega foi um duro golpe, e se o avançado brasileiro não tivesse sido inscrito, as “dores de cabeça” seriam agora bem maiores. Apesar deste contratempo que foi a lesão de Marega, penso que o FC Porto tem todas as condições para eliminar os italianos da AS Roma.
Deixo então a lista dos inscritos:
Casillas, Vaná, Maxi, Militão, Felipe, Pepe, Telles, Jorge, Óliver, Herrera, Danilo, Otávio, Hernâni, Brahimi, Marega, Corona, Adrián, André Pereira, Soares e Fernando Andrade
Não sei como me sinto. A tristeza invadiu e trespassou o meu coração, a angústia nem sequer bateu à porta e a melancolia assume dimensões astronómicas. Tu, Sporting Clube de Portugal, que me acompanhas desde o berço, estás longínquo e situado numa dimensão que não é a dos teus fiéis súbditos. Nos tempos que urgem, as interrogações dominam o meu dia-a-dia. Talvez para que tentes perceber a agonia a que estou subjugado, pergunto o que é feito do rei da selva, cujo espírito selvagem deambula na busca incessante da presa num ritmo voraz e feroz, intimidando e causando náusea aos que a ti, por razões hierárquicas, deveriam surgir.
Colocando termo a metáforas, direciono-me para a questão que assola a armada verde e branca: A doença que te assombra terá cura ou a morte prevalecerá? Para bom funcionamento da minha sanidade mental e do meu bem-estar, creio que a esperança, aliada à ajuda preciosa das entidades divinas, te consiga proteger.
Entretanto e enquanto isso não acontece, deslocar-me-ei a todas as plataformas digitais e irei assistir, pela 700ª vez (claro que as contei!), a vídeos e memórias que deixaste à tua legião de apoiantes. Apesar dos 112 anos e da aparência não ser envelhecida, ambos sabemos que és assombrado pela amnésia. Posto isso, relembrar-te-ei dos teus gloriosos feitos, das tuas inúmeras conquistas e do respeito que nutriam por ti. Tudo o que me contaste aquando da tua lucidez.
Frase bem conhecida dos sportinguistas proferida por José de Alvalade Fonte: Sporting CP
Irmão ancião, lembras-te dos Cinco Violinos e dos “estragos” que causaram aos nossos adversários de então? A quantidade de campeonatos e taças ganhos traduziu-se num número infindável materializados pelo quinteto que remava contra o mundo. Lembras-te também de Héctor Yazalde, o maior artilheiro do campeonato português? Verdadeiro homem de área, nove puro, com técnica distinta e instinto fatal no encontro com a redondinha.
Lembras-te quando ganhaste a Taça das Taças e da atitude que tiveste frente ao colosso Manchester United FC numa das reviravoltas mais famosas das competições europeias? A tua alma cercava Lisboa na íntegra e o teu coração renasceu das cinzas, estendendo-se ao longo do velhinho Alvalade.
Lembras-te quando, diante do eterno rival, protagonizaste uma das goleadas mais inesperadas da história do futebol nacional (7-1) mesmo quando já não restavam forças para batalhar, até ao fim, pelo campeonato que decorria? A alegria unificada numa voz única, o orgulho e a emoção de um estádio que transbordava de esperança, de onde a águia saíra mastigada pelos afiados caninos de Manuel Fernandes, Mário Jorge e Raphael Meade.
Lembras-te da sensação que era ver jogar o Balakov, o Figo e o Paulo Sousa no mesmo 11 inicial? A magia e o génio daquele búlgaro baixinho que tinha sempre a bola colada ao pé com golos de antologia, a força e o ímpeto de Luís Figo que reduzia qualquer defesa à mais ínfima partícula e a inteligência e classe de um trinco que tinha assente valores como a devoção e entrega ao jogo.
Lembras-te quando, mesmo contra a sina muçulmana, quebraste aquele que foi o jejum mais sofrido da nossa história e terminaste campeão nacional em 2000, data abençoada do meu nascimento? Portugal parou, Portugal saiu à rua e aclamou-te como o melhor do mundo, tecendo juras de amor eterno, rejubilando com a tua chegada à câmara de Lisboa.
Lembras-te, não descurando o onze brilhante, da relação protetora e de cariz paternal que o João Pinto tinha para com o “Super Mário” no último campeonato, ganho em 2002? A ânsia de serviço do “Grande Artista” produziu golos atrás de golos com o destinatário denominado Jardel, finalizados num abraço emocionante e sentido entre os dois.
Lembras-te quando, no inferno de Alkmaar, o Miguel Garcia se elevou perante o temporal e marcou o golo decisivo que nos transportou para a final perdida injustamente no nosso reduto? Nesse momento, a propulsão de sangue atingiu modos atípicos causando suores, choros alegres, perplexidade e um sentimento de pertença infindável. Lembras-te do Beto e dos seus festejos quando o golo surgia? O quase rasgar da camisola, a referência ao símbolo e o grito de revolta que eclodia do seu corpo e da sua alma como é exemplo o célebre 4-1 diante do Newcastle na Taça UEFA de 2005.
Lembras-te do Liedson, o nosso 31? Provavelmente, um dos atletas mais acarinhados do clube, meritoriamente, pelo serviço prestado durante quase uma década, alimentando constantemente o clube com golos decisivos, contra a presa habitual, o SL Benfica. Por fim, quero só saber se te lembras quando, em Alvalade e posteriormente em Manchester (foi um presságio?), fizemos emergir um leão adormecido que rugiu aos ouvidos da equipa do City? Era o nosso momento. Desde o golo do Xandão até à defesa magistral e quase impossível do Patrício nos descontos que senti que aquela eliminatória só poderia ser nossa.
O presente mostra-se vago e enegrecido pelo facto de o que previamente foi supracitado não coincidir nem se moldar à tua realidade. É imperativo que a preparação do futuro comece de imediato e que a exaltação do passado seja relembrada as vezes que forem necessárias. Não estamos a honrar, de todo, as palavras do nosso fundador.
Volta, Sporting Clube de Portugal, tenho saudades tuas!
O aparecimento de um novo escalão de formação no futebol português foi uma janela de oportunidade para muitos jovens jogadores que se viam num beco sem saída após terminarem a sua formação. Assim, podem continuar a ter competição e a mostrar que ainda podem vir a ter uma carreira bem sucedida. Irei então mostrar aqueles que, na minha opinião, são os 10 jogadores que fazem jus ao nome da competição.
Quando muita gente ainda se concentrava no pedido de troca de Anthony Davis, eis que Porzingis fazia o mesmo e voltava a virar a NBA de pernas para o ar. Os Knicks trocaram o letão, de forma bastante rápida até, confiando na sua capacidade para ir buscar Kevin Durant e Kyrie Irving em julho. Mas essa capacidade existe mesmo?
Às sete da tarde, saíam notícias da intenção de Kristaps Porzingis de querer ser trocado dos Knicks. Às oito, já estava feito o negócio com os Mavericks. A ordem cronológica deixa muito a desejar, porque tudo isto dá a ideia de os Knicks já terem o negócio pronto e de quererem deitar as culpas em Porzingis. Mas não é isso que é importante agora, embora voltemos a este ponto daqui a pouco.
Os Knicks trocaram o melhor jogador que já escolheram no draft neste século por jogadores em final de contrato, escolhas no draft e o jogador que deviam ter escolhido no draft em 2017. Tudo isto para terem a flexibilidade de atraírem Durant e Irving no verão. Embora trocar Porzingis faça pouco sentido, este já estava há muito tempo em rota de colisão com os Knicks e, por isso, a troca faz sentido tendo em conta o futuro. O que não faz sentido é a constante mudança nos planos da turma de Nova York e a sensação de acharem que têm direito a tudo sem fazerem nada por isso.
Porzingis e o seu novo treinador, Rick Carlisle, no primeiro treino em Dallas Fonte: Dallas Mavericks
Os Knicks não contratam um grande free agent desde 2010, quando foram buscar Amar’e Stoudemire. E, mesmo aí, foi num verão em que não conseguiram garantir LeBron e Wade. Depois, estragaram a temporada de Stoudemire ao irem buscar Carmelo Anthony numa troca. Aliás, os Knicks têm um largo historial de estragar carreiras a jogadores e treinadores nos últimos anos e Porzingis foi só mais um que não quis ver o mesmo a acontecer-lhe.
Então, porque haveriam KD e Kyrie de querer ir para os Knicks e porque estão os Knicks tão certos de isso vir a acontecer? Será porque estão em Nova York? Os Nets também estão e têm-se mostrado muito mais competentes no seu trabalho nos últimos anos. Porquê os Knicks? Uma equipa que não ganha um campeonato desde 1973 e que não é relevante em termos de resultados há 20 anos, acumulando más decisões e tratando os jogadores como mercadoria, da qual nem sabem tratar em condições? Porque vão colocar uma grande equipa à volta deles? Sim, porque Durant e Irving com Luke Kornet e Lance Thomas chega e sobra para derrotar as equipas do Oeste….
A menos que os Knicks tenham a certeza absoluta de que dois grandes nomes vão assinar no verão (e certezas na NBA raramente existem), este foi mais um negócio que prova que o problema na Big Apple está na direção e não nos jogadores/treinadores. Provavelmente, quem lá trabalha é demasiado orgulhoso para o perceber. Para bem dos Knicks, é bom que o espaço salarial conseguido para julho consiga trazer os nomes que pretendem. Se isso não acontecer, trocar Porzingis, basicamente, por um jogador que já devia ser um knick há ano e meio, não vai cair nada bem junto dos seus ultra-exigentes adeptos.