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HC Turquel 1-7 FC Porto: Dragões controlam, gerem, goleiam e somam mais três pontos

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Dias depois de quase ter carimbado a presença nos quartos de final da Liga Europeia, o Porto regressou às vitórias ao ter goleado, fora, o Turquel por 7-1. Num encontro onde a vitória portista nunca esteve em causa, os azuis e brancos foram sempre melhores e somaram mais três pontos subindo, provisoriamente, ao segundo posto da classificação.

Numa partida com um arranque equilibrado, tanto o Turquel como o Porto procuraram visar a baliza desde cedo. Após vários avisos de parte a parte, com respostas positivas de Diogo Almeida e Carles Grau, através de um contra-ataque rápido de três para dois, à passagem dos três minutos, Giulio Cocco abriu o ativo.

Na dianteira, o Porto tomou conta das rédeas do encontro, tal como se poderia antecipar, não procurando com ânsia o aumentar da vantagem. Exemplo disso foram algumas situações em que esgotou os quarenta e cinco segundos de ataque. A nível defensivo, as maiores dores de cabeça estavam a ser João Souto e André Moreira, mas com maior ou menor dificuldade, os dragões conseguiram fechar os caminhos para a sua baliza.

Por volta dos sete minutos de jogo, pouco tempo depois de Giulio Cocco quase ter bisado após uma jogada coletiva magistral, Hélder Nunes fez uso da sua meia distância e apontou o 2-0. Volvidos alguns instantes, o Turquel beneficiou de uma grande penalidade em virtude de uma falta de Gonçalo Alves sobre André Moreira. O próprio André Moreira assumiu a conversão do penalti, mas acabou por stickar ao lado.

Mesmo sem imprimir um grande ritmo na partida, porventura com o objetivo de gerir o esforço físico devido a várias deslocações em apenas sete dias (Lodi, Turquel e Oeiras), o Porto procurava o momento certo para atacar a baliza adversária ou as transições rápidas para apanhar o Turquel em contrapé. O conjunto da “Aldeia do Hóquei”, por seu lado, apesar de conseguir ter o esférico em sua posse durante um bom período de tempo, raramente incomodava Grau.

Com o aproximar da pausa, o jogo ganhou mais velocidade e, após um lance de ataque do Turquel, o Porto aproveitou o espaço livre e na sequência de um passe letal de Rafa, Reinaldo Garcia, isolado diante Diogo Almeida, avolumou a vantagem azul e branca para 3-0.

Terminada a primeira parte, o Porto vencia o Turquel por 3-0. Resultado que demonstrava a superioridade dos dragões e que apenas não era ainda mais dilatado devido a uma boa exibição de Diogo Almeida. A equipa turquelense, com recursos totalmente diferentes, nunca deixou de procurar o ataque, mas coesa defensiva portista manteve a sua baliza sem qualquer golo sofrido.

No dia em que completou vinte e seis anos de vida, Telmo Pinto realizou uma boa exibição, tendo ainda feito uma assistência para um golo de Rafa
Fonte: FC Porto Sports

A segunda metade começou animada, com oportunidades para cada lado. Vasco Luís tentou reduzir de meia distância, mas Carles Grau respondeu com uma excelente defesa com a caneleira esquerda. Do outro lado da pista, Gonçalo Alves ficou perto do quarto, mas desviou o esférico por cima do travessão.

Disputados quatro minutos e meio do segundo tempo, Hélder Nunes recuperou o esférico no meio rinque do Porto e arrancou em direção à baliza do Turquel. À entrada da área do garrafão do basquetebol disparou um “míssil” e aumentou a vantagem portista para os 4-0. Passado alguns minutos, Hélder Nunes viu um cartão azul por protestos, num lance onde o cartão deveria ter sido mostrado a João Souto, visto que não permitiu ao lançar um contra-ataque. Instantes depois do jogo ter sido retomado, Tiago Mateus, que havia entrado em pista durante essa paragem, viu um cartão azul devido a uma falta sobre Rafa. Giulio Cocco, chamado para a conversão do livre-direto, tentou fazer um “bonito”, mas Diogo Almeida acabou por levar a melhor.

Com as duas equipas somente com três jogadores de campo em pista, André Pimenta ficou perto de reduzir a desvantagem, mas Grau, com o patim direito, impediu o golo do número vinte e quatro do conjunto da casa. Segundos depois de ter sido retomado o cinco para cinco, Telmo Pinto pegou no esférico e serviu Rafa que, ao segundo poste, apenas teve de encostar para o 5-0.

A cerca de dez minutos do fim, surgiu a 10ª falta do Porto. Luís Silva foi o escolhido por João Simões, técnico que regressou ao leme dos seniores do Turquel há duas semanas, para conversão do livre-direto e com uma stickada direta não deu qualquer hipótese, tendo reduzido a desvantagem do clube da “Aldeia do Hóquei” para 5-1. Pouco depois, Poka, que já havia tirado as medidas à baliza adversária por várias vezes, aproveitou o espaço que teve e com uma stickada ao primeiro poste fez o 6-1.

Apesar do aproximar do final do encontro, a partida ganhou velocidade. O que resultou em várias oportunidades de golo para cada equipa. Todavia, Carles Grau e Samuel Santos, que, entretanto, havia entrado para o lugar de Diogo Almeida, não permitiram novas mexidas no marcador. Porém, a oitenta e cinco segundos de terminar o jogo, surgiu a 10ª falta do Turquel. Hélder Nunes, chamado à marcação do livre-direto, ainda permitiu uma defesa a Samuel Santos, mas na recarga apontou o 7-1. Resultado que não mais se alterou.

Concluído o encontro, o Porto goleou o Turquel por claros 7-1. Diferença que justifica a superioridade e o controlo imposto pelo conjunto liderado por Guillem Cabestany, que esteve coeso a defender e estratega a atacar. Aproveitando situações de contra-ataque ou jogadas de laboratório para avolumar o marcador. No que diz respeito à equipa da casa, o Turquel nunca baixou os braços, mas o seu campeonato é outro.

HC Turquel: 23-Diogo Almeida (GR), 7-André Moreira, 22-Luís Silva, 24-André Pimenta e 44-João Souto; Jogaram ainda: 10-Samuel Santos (GR), 4-Daniel Matias, 9-Vasco Luís (CAP.), 58-Tiago Mateus e 74-José Costa

FC Porto: 1-Carles Grau (GR), 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 9-Rafa, 17-Hugo Santos, 18-Poka e 57-Reinaldo Garcia

SC Braga 1-1 Sporting CP (3-4 GP): Leões gelam Braga em jogo “taco-a-taco”

Foi um duelo de Sporting’s, o de Braga e o de Portugal, na cidade dos arcebispos. Ambas as formações disputavam uma presença na final da Taça da Liga, edição 2019-2020. Novidade na frente de ataque da equipa leonina, atuando Luiz Phillipe a ponta-de-lance, ficando Bas Dost inicialmente no banco de suplentes.

A primeira parte foi bastante equilibrada no que à posse de bola diz respeito: 50% de posse para cada um dos lados, era aquilo que se as estatísticas nos informavam no final do primeiro tempo. A equipa comandada por Abel Ferreira teve uma entrada mais fulgurante no encontro e marcou logo ao minuto três, após um cruzamento na esquerda do ataque arsenalista por João Novais que encontrou na área sportinguista o “suspeito do costume” Diego Souza, cabeceando para o golo. O guardião brasileiro do Sporting, Renan Ribeiro, nada podia fazer. Estava aberto o marcador na Pedreira.

A avalanche bracarense dominou os primeiros 15 minutos da partida e empurrou o Sporting para a sua área defensiva. Logo ao minuto seis houve mais um lance perigoso para a equipa minhota, desta vez protagonizado por Wilson Eduardo que apareceu nas costas dos defesas leoninos, mesmo em posição frontal da baliza de Renan. Falhou nem soube muito bem como.

O SC Braga continuou forte, com uma poderosa toada ofensiva e impediu o Sporting de assentar o seu jogo. Destaque para o pressing alto que a equipa bracarense fez, que bloqueou a primeira fase de construção da formação de Marcel Keizer contando com a ação de Claudemir e Ryller no meio-campo que inibiram praticamente por completo a criatividade de Wendel e, sobretudo, de Bruno Fernandes.

O Sporting CP não conseguiu “agarrar” o jogo e tivemos mesmo que esperar 18 minutos para assistir ao primeiro lance de perigo da formação lisboeta: o protagonista foi Raphinha que troca os olhos a Sequeira, puxa o esférico para a quina da grande área bracarense e faz um remate venenoso para a baliza defendida por Marafona. Estava dado o primeiro aviso da formação verde e branca.

A equipa minhota ia fazendo incursões ofensivas pelo seu lado esquerdo contando com um triângulo letal formado por Sequeira, João Novais e Diego Souza, este descaindo várias vezes para essa zona do campo no sentido de auxiliar nas tarefas de construção atacante. O Braga apresentou excelentes trocas posicionais, mostrando que os seus processos ofensivos e defensivos estavam muito bem oleados, enfim, que a máquina minhota estava a trabalhar como deve ser. A máquina leonina, por seu turno, esteve “perra” nesta primeira parte, os setores comunicavam pouco e o jogo não saia fluído aos pupilos de Keizer. De vez em quando a máquina lá desemperrava um pouco e eis que, ao minuto 32, após um excelente vólei de Bruno Fernandes para a grande área bracarense, Raphinha se vê nas costas dos centrais do Braga mas desperdiça a oportunidade.

O início da segunda parte conheceu a primeira substituição da noite: entra André Pinto para o lugar de Mathieu, que se ressentiu fisicamente durante o primeiro tempo. O ex-Braga fez uma segunda parte tranquila, sem erros, encontrando-se bastante sereno nos desarmes efetuados. Mas o Sporting ia-se mantendo apático e sem garra. Foi um segundo tempo menos emocionante do que o primeiro, é facto, com ambas as equipas a jogarem um futebol prudente e cauteloso.

O golo anulado a João Novais, no início do segundo tempo, gerou muita polémica
Fonte: Liga Portugal

Ao minuto 63 entrou Paulinho para o lugar de Wilson Eduardo, ocupando a mesma posição do brasileiro. Ao minuto 69 saiu a aposta fracassada de Keizer para esta partida, Luiz Phillipe, que cede o lugar a Bas Dost. Os leões tinham esperança que o holandês fizesse mais do que aquilo que o brasileiro fez quando esteve em campo mas pouco mais fez do que aquele. Ao minuto 71 surgiu uma contrariedade na equipa minhota: o lateral esquerdo Sequeira sai lesionado e ficou Ricardo Esgaio na sua posição.

O minuto 74 gelou o Municipal de Braga: bola parada bem executada por João Novais que Renan sacode para pontapé de canto. No seguimento do canto, cabeceamento do central bracarense Raúl Silva na área e a bola bate com estrondo na barra. O SC Braga encontrava-se novamente por cima no encontro.

Chegados ao minuto 90, o árbitro deu seis minutos de compensação e o resultado estava ainda empatado a uma bola. As pernas de jogadores e adeptos de ambas as equipas tremiam pois sabiam que um golo da formação contrária valia o afastamento imediato da competição. No tempo suplementar, o Sporting CP arriscou mais, incomodou várias vezes a baliza de Marafona, encostando o Braga “à parede”. Mas as equipas terminariam mesmo os 96 minutos empatadas a uma bola tendo que se decidir o finalista na lotaria das grandes penalidades.

Nessas lotarias, destaque para os guarda-redes que defenderam quase tudo o que havia para defender. Mas nesse particular, Renan Ribeiro acabou, mesmo assim, por levar a melhor e defender o remate final que colocou o Sporting na final da Taça da Liga desta temporada.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SC Braga: Marafona; Marcelo Goiano, Bruno Viana, Raúl Silva e Sequeira (Murilo, 72′); Esgaio, Claudemir, Ryller e João Novais (Ricardo Horta, 84′); Wilson Eduardo (Paulinho, 63′) e Dyego Sousa

Sporting CP: Renan; Ristovski, Coates, Mathieu (André Pinto, 45′) e Acuña (Jeffersom, 81′); Wendel, Gudelj e Bruno Fernandes; Raphinha, Phellype (Bas Dost, 69′) e Nani.

Clássico muito intenso!

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A meia-final da Taça da Liga foi um “jogão”, muita intensidade, qualidade tática de ambas as equipas, emoção e também não faltaram algumas polémicas para apimentar ainda mais o já quente confronto entre águias e dragões.

Ambos os treinadores mantiveram os sistemas táticos que foram usados nas últimas partidas, quer o FC Porto quer o SL Benfica entraram no habitual e esperado 4-4-2. A partida foi equilibrada mas a maturidade tática do FC Porto fez a diferença e a vitória dos portistas é justa, na minha opinião.

Os dados estatísticos são reveladores do equilíbrio que, em todas as variantes são muito semelhantes, tendo o FC Porto ganho no que à posse de bola diz respeito com 56%. Até nas ausências o jogo foi equilibrado, com ambos os clubes a terem baixas semelhantes quantitativamente.

Fernando já mostrou a sua utilidade neste FC Porto
Fonte: FC Porto

Este FC Porto é uma equipa muito madura, que sabe o que fazer em cada momento do jogo e Sérgio Conceição é cada vez mais um treinador de top Europeu. É uma equipa intensa, que pressiona muito alto, que varia jogo interior com jogo exterior com muita frequência, que ao longo das partidas pode variar o sistema tático (como fez ontem) com muita facilidade.

É uma equipa completa que a nível interno está um patamar acima de todos os outros. Acredito que pode fazer o pleno nas competições internas. E esta época as contratações feitas, até ao momento, no mercado de janeiro, foram acertadas e dotaram o plantel de mais soluções. Mas as movimentações podem não ficar por aqui.

Sérgio Conceição, desde que chegou ao FC Porto, tem alternado entre dois sistemas táticos, o 4-4-2 mais vezes utilizado e o 4-3-3 que por norma utiliza em jogos de grau de dificuldade mais elevada. Mas neste momento e com as opções que possui penso que o sistema tático 3-4-3 podia ser uma mais-valia e, acredito que, ainda possa ser utilizado por Sérgio Conceição.

Voltando ao encontro de ontem gostava de enaltecer a exibição de Oliver Torres, sempre fui fã do seu Futebol, da sua qualidade técnica, visão de jogo, qualidade de passe mas a intensidade que Sérgio Conceição acrescentou ao jogo do talentoso jogador espanhol elevou o seu futebol para um patamar de excelência. Potenciar o rendimento individual dos jogadores é mais uma prova da imensa qualidade do treinador portista.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

Superclássico; problemas defensivos; falha a finalizar; VAR inútil

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Foi o primeiro clássico de Bruno Lage ao comando do Benfica. O jogo terminou 1-3 a favorecer o FC Porto, mas o resultado não ditou nada daquilo que se passou no mesmo. Além disso, a derrota por si só não espelha as conclusões que se podem tirar deste grande clássico nas meias finais da Taça da Liga.

Em primeiro lugar, quero evidenciar a enorme qualidade de jogo das duas equipas nesta partida. Deu-me um gozo enorme estar a assistir ao jogo, mesmo após o 0-1 ou o 1-2. Do início ao fim da partida, o jogo foi intenso, de elevado ritmo e qualidade e deu imenso gosto ver estas duas grandes equipas a jogar no Estádio Municipal de Braga. Acho que nunca se deve deixar passar a oportunidade de aclamar o futebol bem jogado e emocionante, pois é precisamente isso que é esperado: entretenimento, emoção e gosto em ver a prática desportiva. Tudo o resto é secundário.

Passando para uma pequena análise do Benfica, pode dizer-se perfeitamente que houve um grande crescimento desde que Bruno Lage tomou as rédeas da equipa. É visível uma enorme margem de progressão no Benfica, algo que parecia não existir enquanto treinado por Rui Vitória. Algo que me contenta bastante é o pensamento de que, mesmo já estando num bom patamar de futebol, a margem de progressão e crescimento desta equipa poderá fazer com que o Benfica consiga alcançar um outro patamar bastante superior.

Porém, viu-se ainda uma grande desorganização defensiva, algo que tem vindo a ser uma constante nos jogos dos encarnados. A reação à perda de bola nem sempre é rápida o suficiente para garantir segurança às investidas do adversário, o que demonstra que ainda há aspetos a melhorar nestas rotinas, de forma a não ter uma defesa tão frágil.

Rafa continua a pecar na finalização, apesar do golo frente ao FC Porto
Fonte: SL Benfica

Outro aspeto a sublinhar é o facto de imensas oportunidades terem sido desperdiçadas – fazendo logo lembrar os falhanços categóricos de João Félix com um remate atrapalhado ao lado e de Rafa com um remate para fora do estádio, ambos na frente da baliza com pouca oposição na frente. Isto deixa a equipa frustrada e limita a margem de sucesso, pois parece não haver uma taxa de finalização boa o suficiente nestes lances capitais. Se apenas um destes lances tivesse sido bem sucedido, dava o empate e mudaria o rumo do jogo, com certeza.

Por fim, e pegando neste aspeto de mudar o rumo do jogo, temos novamente o VAR a dar que falar. É lamentável que o VAR não consiga eliminar os erros capitais do futebol. Obviamente que falo do lance do segundo golo do Benfica – anulado por fora de jogo mal assinalado. Depois de Carlos Xistra ter demorado três (!) minutos a decidir se a (mais que óbvia) bola ao peito de Seferovic era mão ou não no primeiro golo encarnado, o mesmo pareceu não achar necessário deslocar-se ao ecrã para assegurar que Rafa não estaria em fora de jogo, anulando o golo incorretamente. Com o Homem a ir à Lua em 1969, não me digam que é impossível que o VAR tenha acesso a tecnologia suficientemente boa para verificar que um fora de jogo não o é de facto, ainda por cima sendo um lance que a olho nu não o parece ser. Já que a lei diz que se deve beneficiar o atacante em caso de dúvida, não vejo como o fiscal de linha poderia supor que Rafa estava em fora de jogo se a olho nu não é isso que aparenta. Porém, o VAR está cá para trazer a verdade desportiva, mas, em vez de assim o fazer, não conseguiu ter a pertinência para mandar Carlos Xistra validar o golo.

Não menciono a discutível falta antes do primeiro golo do FC Porto, pois, lá está, é discutível. Não menciono outros casos em que o VAR poderia intervir. Mas este lance teria de ser mencionado, já que é um lance capital da partida e é inadmissível que o VAR não consiga colmatar estes erros. Demonstra que o VAR ainda não tem a capacidade de impedir erros fatais para o jogo.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

Os 5 destaques do Tour Down Under

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A primeira prova World Tour do ano chegou ao fim e trouxe algumas surpresas, mas também exibições de gala dos suspeitos do costume. Estes são os cinco atletas que merecem mais destaque na prova australiana.

Olheiro BnR – Caio Lucas

Caio Lucas era um nome desconhecido para o futebol português. Até que a imprensa o apontou como um jogador pretendido pelo SL Benfica e pelo FC Porto, sendo que o clube lisboeta acabaria por levar a melhor sobre a sua contratação. Caio Lucas será jogador do Benfica a partir da temporada 2019/2020, depois de terminar contrato com o Al-Ain FC.

Natural de São Paulo, foi no emblema tricolor que fez a sua formação, passando ainda com idade de júnior pelo América FC. Aos 20 anos, Caio Lucas acabaria por deixar o seu país e rumar ao Kashima Antlers, onde não demorou muito tempo a mostrar as suas qualidades. Ao serviço do emblema japonês, conquistou a Taça em 2015 e o Campeonato em 2016, tendo deixado o clube a meio do mesmo para rumar ao Médio Oriente. Ao serviço do Kashima Antlers, realizou 100 jogos e marcou 27 golos.

Chegado então ao Al-Ain dos Emirados Árabes Unidos, Caio Lucas voltaria a assumir-se rapidamente. Nas duas primeiras temporadas, marcou 31 golos em 83 jogos. Na temporada atual já leva 30 jogos, 14 golos e 11 assistências, tendo conquistado, ao serviço do clube de Abu Dhabi, uma Taça do Presidente e uma Taça do Golfo.

Caio Lucas procura encontrar um lugar ao sol no futebol português
Fonte: Al-Ain FC

Caio Lucas é um extremo bastante tecnicista que gosta de assumir o jogo, partindo em situações de um para um para causar desequilíbrios, sendo que tanto pode fletir para zonas interiores, como pode correr até à linha de fundo para procurar o cruzamento para a área. Também sabe combinar com os colegas de equipa, de modo a desequilibrar a defesa adversária. Sem bola, gosta de aparecer na área para procurar situações de finalização.

A sua vida no Benfica não será fácil. Caio Lucas possui caraterísticas que faltam aos extremos da equipa orientada por Bruno Lage, porém, Salvio acabou de renovar contrato e há ainda Rafa, Cervi e Zivkovic, sem esquecer os jovens que estão na calha para ser promovidos, tais como João Filipe, Chris Willock e Heriberto. Não vai haver lugar para todos. Já para não falar que não sabemos como ele se irá adaptar a uma realidade completamente diferente daquela a que está habituado.

 

Foto de Capa: Al-Ain FC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os 5 portugueses sub-23 em maior destaque no estrangeiro

Os portugueses estão diariamente nas bocas do mundo e o futebol tem sido um dos palcos de maior destaque. As conquistas de José Mourinho abriram as portas da Europa aos técnicos nacionais, e hoje em dia são muitas as equipas de topo que têm por trás a mão de um português.

Este crescendo no panorama internacional permitiu também que as camadas jovens portuguesas apresentassem melhorias significativas, uma situação que tem andado de mãos dadas com os triunfos em provas de seleções. Com isto, vemos nomes como Bernardo Silva, João Cancelo, André Silva e João Mário chegarem aos principais emblemas europeus, após terem sido desde cedo referenciados pelas suas prestações nos escalões de formação.

Contudo, o mediatismo em volta das grandes figuras do futebol português e de todas as polémicas associadas tem abafado um pouco os feitos dos jovens jogadores espalhados pelo continente europeu. A realização deste top tem como objetivo dar a conhecer os cinco portugueses sub-23 em maior destaque além-fronteiras, tendo como critério principal o momento de forma atual do jogador.

SL Benfica 1-3 FC Porto: Noite de VAR aberto

SL Benfica e FC Porto defrontaram-se esta noite, pela segunda vez nesta temporada, num jogo onde se procurava o primeiro finalista da Taça da Liga.

O jogo mostrou-se intenso e interessante desde o primeiro minuto, contando logo com duas grandes oportunidades, uma para cada lado. Com a bola sempre bem disputada, os dragões foram os primeiros a chegar ao golo, por parte de Brahimi, aos 24 minutos. Os encarnados queixaram-se de falta sobre Gabriel no início da jogada, mas Carlos Xistra, impetuoso e confirmou a vantagem do FC Porto.

Nota positiva: o golo em nada alterou o rumo da partida. Tanto que, cinco minutos depois, Rafa igualou o marcador, com uma bola vinda das mãos de Vaná, após defesa de um grande remate de Seferovic. Carlos Xistra consultou o VAR, na dúvida de uma possível mão do avançado encarnado, mas concluiu, e bem, que nada havia para assinalar. Com a bola no meio campo, instala-se a confusão no banco do FC Porto, que leva à expulsão de Luis Gonçalves.

Ainda o Benfica não tinha começado a assimilar o empate e Marega volta a arrefecer o coração vermelho e branco. O FC Porto mostrou o porquê de ser a melhor equipa do campeonato até ao momento e reagiu de uma forma brilhante ao empate. 35 minutos de jogo e haviam já três golos.

O clássico foi marcado por uma grande primeira parte
Fonte: FC Porto

As águias sentiram mais o 1-2, mas ainda assim a partida continuava digna de um clássico do futebol português. E assim foi até aos 45′, momento em que Pizzi quase empata o jogo. Um golo, à porta do intervalo, é anulado (e mal, na minha opinião) ao médio português. Este foi o pior momento de um bom jogo. Uma equipa de arbitragem, com VAR, e, ainda assim, anula-se um golo limpo. Carlos Xistra nem consultou as imagens e tornou-se, assim, no fora de jogo da noite.

Assim, as equipas saíram para os balneários com o FC Porto a beneficiar de um resultado ditado pela arbitragem.

A segunda parte foi claramente mais fraca que a primeira. Os dragões mostraram-se mais concentrados e apesar dos esforços o Benfica não conseguiu chegar ao golo – Seferovic e João Félix foram os autores das duas melhores oportunidades para o Benfica. Bruno Lage arriscou, fez substituições arriscadas, mas com cabeça (entrada de Castillo e de Salvio), no entanto, de nada serviu. O FC Porto acabou por aproveitar uma bola num contra ataque e Soares fez um grande passe para Fernando Andrade que na cara de Svilar não falhou, aos 86 minutos. O jogo morreu nesse momento, com um Benfica incapaz de dar a volta a cinco minutos do fim.

Nota muito positiva para o Benfica de Bruno Lage que poderia perfeitamente ter vencido a partida. Mérito do FC Porto que sai desta partida vitorioso e marca presença na final da Taça da Liga, aguardando agora pelo seu adversário: Sporting CP – Braga SC.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SL Benfica: Svilar, Grimaldo, André Almeida (Salvio, 83′), Jardel, Ruben Dias, Pizzi (Castillo, 72′), Rafa, Samaris, Gabriel (Gedson, 60′), João Félix, Seferovic.

FC Porto: Vaná; Éder Militão, Pepe, Felipe, Alex Telles; Corona (Bruno Costa, 65′), Herrera, Óliver, Brahimi (Fernando Andrade, 77’); Marega, André Pereira (Tiquinho Soares, 60′).

Foto de Capa: FC Porto

Sub-23: Formar e Vencer

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O Sporting Clube de Portugal está a disputar a Liga Revelação, onde competem os jovens jogadores sub-23. Uma nova liga que pode ser importante no crescimento dos talentos oriundos de Alcochete, depois de terminada a sua formação.

Nesta primeira época de Liga Revelação, o equilíbrio tem sido a nota dominante. Depois de estarem decorridas 22 jornadas, a distância pontual entre o primeiro e o sétimo classificados é de apenas cinco pontos. Recorde-se que os primeiros seis classificados irão disputar o play-off de apuramento de campeão. À entrada para a 23ª jornada, os leões liderados por Alexandre Santos, ocupam o 4º lugar e somam 40 pontos. Por isso, nos lugares de acesso à fase de apuramento de campeão. Na 23ª jornada da Liga Revelação, o Sporting recebe no Estádio Aurélio Pereira, a equipa do Belenenses SAD.

Nesta equipa leonina de sub-23 vão despontando alguns nomes, nos quais os sportinguistas depositam esperança, como são os casos de Thierry Correia, Bruno Paz, Nuno Moreira, entre outros. Desta equipa sub-23 saíram Daniel Bragança rumo ao SC Farense, Elves Baldé e Rafael Barbosa para vestirem a camisola do FC Paços de Ferreira.

Daniel Bragança realizou 20 jogos e marcou 5 golos nos sub-23
Fonte: Sporting CP

O jovem leão Miguel Luís também iniciou a sua época na equipa sub-23, onde realizou 4 jogos e marcou um golo. Sendo aposta de Marcel Keizer, está agora ao serviço da equipa principal, cumprindo o sonho de todos aqueles que entram muito jovens para a Academia de Alcochete. Nesta equipa sub-23, há jovens talentos que se poderão vir a afirmar no futebol leonino e que, podem chegar à equipa principal. Entre estes talentos, recorde-se que Thierry Correia, Bruno Paz e Pedro Marques já vestiram a camisola da equipa principal, frente ao Vorskla Poltava para a Liga Europa.

Assim, o Sporting tem de formar a ganhar. O principal objetivo é permitir que estes jovens possam evoluir, ganhar experiência competitiva e minutos, para poderem chegar à equipa principal. No entanto, o Sporting tem de passar à próxima fase com um só objetivo: sagrar-se campeão. Sendo que para o futuro, o Sporting Clube de Portugal deverá retomar o projeto da equipa “B”, que permitirá aos jogadores formados na Academia de Alcochete, continuarem a evoluir nos escalões sénior.

Foto de Capa: Sporting CP

Um milagre por Emiliano Sala, por favor!

Por vezes, a vida é ingrata e alguns tristes acontecimentos vêm interromper os nossos sonhos, a nossa caminhada, o nosso trilho. Ainda não se sabe em concreto o que aconteceu ao avião monomotor particular que devia ter levado o jogador Emiliano Sala de Nantes, em França, até Cardiff, no País de Gales, mas o mundo do Futebol prepara-se para o pior. Mensagens de preocupação, de oração e de desejo que um milagre possa acontecer multiplicam-se um pouco por todo o lado, mas as esperanças de boas notícias não são muitas, desgraçadamente.

Emiliano Sala, 28 anos, atingiu o cume da sua carreira desportiva neste início fulgurante de temporada com o FC Nantes. Os 12 golos marcados pelo avançado italo-argentino na primeira volta da Liga Francesa chamaram a atenção da Premier League. O Cardiff City FC foi o clube que se movimentou mais rapidamente para o resgatar, em troca de 17 milhões de euros, nove anos depois de chegar a França para jogar no FC Girondins de Bordeaux.

Aquilo que poucos saberão é que antes de aterrar em Bordéus, Sala teve uma passagem fugaz pelos Campeonatos Distritais da AF Portalegre! Uma história tão mirabolante, quanto surpreendente, que só o futebol nos pode oferecer. A verdade é que depois de ter integrado as camadas jovens de clubes argentinos de pouca expressão, e de posteriormente se ter mudado para residir em Ascona, no sul de Espanha, Emiliano Raúl Taffarel Sala, cai quase de pára-quedas no distrito portalegrense para jogar no modesto FC Crato, por indicação – rezam as crónicas – de um seu compatriota que jogava na equipa. Em Crato, faz apenas um jogo oficial, marca dois golos e, talvez por ser demasiado bom para aquele contexto completamente amador, despede-se do clube sem justificação plausível.

Aparece pouco tempo depois no FC Girondins de Bordeaux e é nessa altura que começa a sua carreira de forma mais séria e profissional. Passou pela equipa B girondina, somou algumas cedências para poder jogar com regularidade (US Órleans Loiret Football em 2012-13, Chamais Niortais FC em 2013-14 e SM Caen na segunda metade de 2014-15). Na primeira metade dessa temporada, ficou no plantel da casa-mãe, mas nunca conseguiu ser uma aposta firme do clube girondino, tendo apenas somado um golo, curiosamente contra o AS Monaco de Leonardo Jardim.

Emiliano Sala tinha acabado de assinar pelo clube galês, Cardiff City FC                                            Fonte: Cardiff City FC

No defeso da época 2015-16, o FC Nantes decide avançar para a sua contratação por cerca de um milhão de euros. É aqui que a sua carreira dá um salto qualitativo considerável e o seu rendimento sobe em flecha, transformando-se na grande referência goleadora da equipa. Em 2015-16, somou seis golos em 35 jogos, em todas as competições. Em 2016-17, foi orientado durante parte da época por Sérgio Conceição (que depois viria a sair para o FC Porto) e subiu a parada para os 15 golos em 39 jogos. E em 2017-18, foram 14 golos em 38 encontros. Como referi atrás, esta estava a ser a sua temporada mais profícua a nível de concretização, onde já levava 13 golos em apenas 21 jogos. Tinha assinado o contrato da sua vida no domingo passado e ingressaria na liga mais competitiva do planeta de imediato.

De Sala, temos a imagem de um avançado fortíssimo fisicamente, evoluído q.b. do ponto de vista técnico, com conceitos colectivos de entendimento do jogo muito interessantes e com um apurado sentido de baliza. Diz quem o conhece que é um guerreiro e lutou sempre com determinação pelos seus objectivos e por uma vida melhor, razão pela qual cedo saiu da sua zona de conforto, mas de origens muito humildes, em Santa Fé, na Argentina, para se lançar à conquista do sonho europeu, que norteia as ambições de qualquer jovem jogador sul-americano. Oxalá ainda esteja entre nós para prosseguir a sua missão aqui na Terra. Como disse Sérgio Conceição nas suas redes sociais: “Se existem milagres, peço um agora.”

Foto de capa: FC Nantes

Artigo revisto por: Jorge Neves