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FC Porto 28-24 SL Benfica: Clássico dominado pelos Dragões

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O Porto e o Benfica encontraram-se este sábado no Dragão Caixa a contar para o campeonato. As equipas entraram em campo com os mesmos pontos (31) a três pontos do Sporting, no primeiro lugar.

Segundo e terceiro classificados entraram em campo com muita concentração, convencidos da importância deste jogo para as contas do título. Os primeiros quatro ataques do jogo foram concretizados – as equipas mostraram enorme equilíbrio. André Gomes esteve em destaque nos minutos iniciais a marcar três dos primeiros cinco golos do Porto.

Um início de jogo com grande emoção e os dragões a optarem por atacar com um jogador a mais sem guarda redes. O Benfica teve uma fase mais forte na partida a partir dos oito minutos em que aplicou um parcial de 5-0 ao Porto e assumiu o comando do jogo após duas exclusões de André Gomes e António Areia para os azuis e brancos. Aos 15 minutos, as águias venciam por 5-8.

Magnus Andersson foi obrigado a reagir e pediu o primeiro time-out do encontro. A equipa mudou de atitude e conseguiu virar o resultado. Miguel Martins “pegou” no jogo e comandou o parcial de 7-0 para o Porto, que chegou ao intervalo a vencer por 13-9, a maior vantagem até esta altura. Alfredo Quintana estava a brilhar na baliza e a desequilibrar o jogo. Os encarnados apenas marcaram um golo em 15 minutos.

Na segunda metade, o Benfica foi obrigado a correr atrás do prejuízo. Entraram mais focados os pupilos de Carlos Resende. As águias ainda conseguiram equilibrar o jogo, mas o Porto rapidamente reassumiu a superioridade novamente. Aos 10 minutos, os dragões ganhavam por 19-15 e mantinham os quatro golos de diferença. Destaque para a defesa dos azuis e brancos, que conseguiu anular Alexandre Cavalcanti e, de certa forma, Belone Moreira, duas das melhores armas do ataque dos encarnados.

Grande jogo de andebol no Dragão Caixa com o Porto a sair vitorioso
Fonte: FC Porto

O Benfica continuou a pressionar e aos 15 minutos conseguiu reduzir a desvantagem para dois golos (20-18). Cavalcanti melhorou no ataque do Benfica, mas Quintana ia brilhando na baliza do Porto.

Incerteza no marcador até ao fim com um ambiente fantástico no pavilhão Dragão Caixa. O Porto foi gerindo a vantagem até final, com o Benfica sem uma reação suficientemente agressiva para virar o jogo. Vitória dos dragões por 28-24. A falta de golos encarnada na primeira parte acabou por sentenciar um jogo marcado pela fantástica exibição de Alfredo Quintana.

Grande coesão dos azuis e brancos, que têm o melhor ataque (414) e a melhor defesa (261) da prova. Os dragões dividem agora o primeiro lugar com o Sporting com 34 pontos.

 

EQUIPAS INICIAIS:

FC Porto: Alfredo Quintana, António Areia, Daymaro Salina, André Gomes, Djibril Mbengue, Alexis Borges e Diogo Branquinho

SL Benfica: Borko Ristovski, Alexandre Cavalcanti, Paulo Moreno, Fábio Antunes, Pedro Marques, Belone Moreira e Nuno Grilo

ACF Fiorentina 0-3 Juventus FC: ninguém para CR7 e a Velha Senhora

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Soma e segue! A Juventus foi a Florença vencer a Fiorentina por 3-0, e já conta com 13 vitórias na Serie A, naquele que é o melhor arranque de sempre do clube de Turim. Cristiano Ronaldo, com um golo no segundo tempo, continua a ser uma das figuras da época do emblema italiano.

O jogo começou com a primeira oportunidade a pertencer ao conjunto da casa, logo aos dois minutos: Benassi, um dos homens mais imprevisíveis da Fiorentina, disparou de primeira ao lado. O aviso estava dado pelos florentinos.

A Viola, através de um sistema 4-3-3 assimétrico montado por Stefano Pioli, ia fechando bem sem bola, com Gerson a equilibrar defensivamente do lado direito. Já Allegri, face à lesão de Alex Sandro, optou por passar Cancelo para a esquerda, com De Sciglio a ocupar o lugar que é habitualmente do lateral português. Cuadrado, por sua vez, via-se numa posição pouco usual – no centro do campo -, aproveitando as diagonais de Mandžukić para aplicar a sua velocidade na faixa direita.

Aos 21 minutos, Edimilson Fernandes quase aproveitou o atraso imprudente de Bentancur para fazer o golo, mas Szczęsny estava atento. Quatro minutos depois, os jogadores da Juventus reclamaram mão na bola de Biraghi na área contrária, mas o árbitro Daniele Orsato, após a consulta do VAR, nada assinalou.

O meio-campo da Juventus finalmente ia conseguindo fazer uma boa circulação do esférico, o que acabou por resultar no golo, aos 31 minutos: Bentancur, a beneficiar dos movimentos sem bola dos colegas, ganhou o espaço central e atirou a contar. A Velha Senhora fazia o 1-0 na partida, após um grande trabalho coletivo.

Nos últimos 10 minutos do primeiro tempo, o resultado esteve muito próximo de sofrer alterações: aos 35, Simeone, na boca da baliza, não acertou na bola, naquela que era até ao momento a melhor chance da Fiorentina; no minuto seguinte, Ronaldo puxou para dentro e quase que assustava Lafont; aos 38, Cancelo, com um movimento parecido com o do compatriota, quase aumentava a vantagem da turma de Turim; e, aos 40, Dybala obrigou o jovem francês de 19 anos a esticar-se para uma boa intervenção.

A Velha Senhora prossegue num autêntico passeio pela Serie A
Fonte: Juventus FC

Nos segundos 45 minutos, quando a Fiorentina parecia começar, aos poucos, a impor o seu jogo, a Juve chegou ao segundo: Chiellini, à ponta-de-lança, rematou à meia volta, com a bola a sofrer um efeito que a levou até ao fundo das redes. 70 minutos no Artemio Franchi, e as coisas estavam bem encaminhadas para os pupilos de Massimiliano Allegri.

E o 3-0 acabou mesmo por chegar, aos 79 minutos, pela cara do costume: Cristiano Ronaldo, na conversão de uma grande penalidade, ampliou os números do desafio. O astro português já leva 11 golos com a camisola bianconeri, 10 deles na Serie A (igualou Piątek).

Até ao final, a Velha Senhora tomou conta do jogo a seu bel-prazer, e continua assim um passeio agradável por terras transalpinas.

ONZES INICIAIS:

ACF Fiorentina: Lafont, Milenković, Pezzella, Vitor Hugo, Biraghi; Veretout, Benassi (Pjaca 66’), Edimilson Fernandes; Gerson (Thereau 81’), Chiesa, Simeone.

Juventus FC: Szczęsny, De Sciglio, Bonucci, Chiellini, Cancelo; Bentancur, Cuadrado (Douglas Costa 83’), Matuidi; Dybala, Ronaldo (Bernardeschi 81’), Mandžukić (Moise Kean 89’).

Académica OAF 2-0 FC Arouca: Crónica do fim de uma maldição caseira

O Estádio Cidade de Coimbra era, minutos antes do Académica OAF – FC Arouca, um polo, à volta do qual gravitavam saudades. Saudades de ver a Briosa jogar no seu estádio (há um mês que não o fazia) e saudades, sobretudo, de um triunfo caseiro, que escapava desde 25 de abril.

Essas saudades foram, com o decorrer do jogo, transformadas em ansiedade. A ansiedade dos adeptos… e dos jogadores por um golo que não dava sinais de chegar, tão poucas que foram as oportunidades criadas durante o primeiro tempo.

De facto, só Jean Filipe e Romário Baldé ameaçaram, com remates de longe, as redes de um Arouca bem organizado defensivamente, mas com pouca capacidade para se esticar no terreno e adensar as dúvidas da Briosa, relativamente à sua capacidade de vencer no seu reduto.

A boa organização defensiva do Arouca e a ansiedade da Académica fizeram com que o 0-0 ao intervalo fosse um resultado condizente com a inoperância ofensiva que se fez sentir no terreno de jogo.

Mancha Negra não vacilou no apoio prestado à Académica OAF.
Fonte: Bola na Rede

Porém, na segunda parte, tudo mudou. A Académica livrou-se do peso da ansiedade e o Arouca não teve medo de procurar a felicidade. O jogo abriu e o golo não tardou a aparecer. Numa transição ofensiva guiada por Romário Baldé, Joel apareceu na linha de fundo e assistiu Djoussé, que, no coração da área, não enjeitou a oportunidade de inaugurar o marcador.

A Académica libertou-se da pressão e passou a perfumar o Estádio Cidade de Coimbra com bom futebol. A bola era recuperada de forma aguerrida em zonas altas do terreno e a construção ofensiva que se sucedia salpicava toda a largura do terreno. Era a Briosa a comportar-se como a candidata à subida que todos esperavam ver, desde o mais frio dos analistas ao mais quente dos adeptos.

O segundo golo da Académica foi consequência natural deste contexto: Reko materializou essa superioridade com um remate de fora de área, na sequência de um lance bem trabalhado, que começou em Baldé, no lado esquerdo, e terminou no pontapé do ex-Gil Vicente, sobre a direita.

O Arouca tentou reagir, com Bertaccini a revelar-se como o mais inconformado, mas o italiano não conseguiu mais do que dois remates desenquadrados com a baliza de Peçanha. Os lances mais perigosos até pertenceram à Académica – Guima e Zé Castro ‘flirtaram’ com o golo, mas nada se consumou e o resultado ficou-se pelos 2-0.

No fim do encontro, já não gravitavam saudades em torno do Estádio cidade de Coimbra. Apenas rostos abertos de felicidade… e alívio pelo regresso às vitórias.

 

ONZES INICIAIS:

Académica OAF: Peçanha, Brendon, Yuri Matias, Zé Castro, Joel; Ricardo Dias, Junior Sena (Saldanha 90’), Reko (Mike 92’), Jean Filipe; Romário Baldé e Djoussé (Guima 84’)

FC Arouca: Rui Vieira, Oleques, Massaia, Deyvison, Kiko; Ericson (Malele 60’), Didi, Bruno Alves; Adílio, Bukia (Bertaccini 76’) e Fábio Fortes (Arteaga 82’)

Conti, isto aqui é diferente

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Ao olharmos para o pouco futebol que praticam, há jogadores que nos permitem perceber o quanto podemos estar diante de um dos futuros grandes jogadores de uma equipa. A verdade é que esse era o rótulo que tínhamos inicialmente sobre Conti, o central argentino.

O jovem jogador chegou ao clube da Luz com um grande peso nas costas. Não era o valor que o SL Benfica tinha gasto na sua contratação que pesava (estamos a falar de três milhões e meio e, para a idade que tem, acaba por ser um valor semelhante à média das compras do Benfica nos últimos anos). Refiro-me ao rótulo de promessa e presente garantia que tínhamos em mente sobre o futebol o mesmo. Ao serviço do CA Colón, o destaque foi tanto em apenas uma temporada na equipa principal que já se falava no jogador como um dos nomes que poderiam constar dos escolhidos para a seleção argentina. A par destes rumores falava-se também da possibilidade de reforçar, não o Benfica, mas sim outro clube de maior dimensão financeira da Europa.

Depois da longa paragem, por lesão, de Jardel, e da reforma de Luisão, era necessário ter uma alternativa de grande nível. Conti tem mostrado muitas fragilidades, tanto na conexão com os restantes colegas de zona, como na hora de trabalhar defensivamente. Diria que a sua tenra idade, falta de experiência e a adaptação ao futebol nacional mais demorada do que o habitual fizeram com que Conti não fosse o escolhido para fazer dupla com Rúben Dias. Em jogos como aquele frente ao FC Bayern Munique é possível reparar que simples momentos defensivos são, de facto, complicados momentos defensivos para o argentino.

Conti foi reforço do último mercado de transferências. Chegou rotulado de promessa, mas está longe de se exibir ao melhor nível
Fonte: SL Benfica

Que solução terá Conti? Ora bem, em primeiro lugar, a aprendizagem e adaptação. Tanto um ponto como o outro podem ser adquiridos com um empréstimo a um clube de menor dimensão do futebol nacional. Como é raro isso acontecer, um clube de segunda linha espanhola seria o ideal para o jogador. No clube, a exigência é maior. O banco seria o melhor lugar para Conti esta época, pois Jardel e Rúben Dias garantem (à partida) uma maior segurança defensiva.

Contudo, não estou a dizer que Conti não seja um ativo importante para o Benfica: claro que é. Para mim, é a atual terceira opção do plantel. É um jovem talento, com boas caraterísticas físicas, com um bom jogo de pés (não agora)… Aquilo que mostrou na Argentina é algo que pode ser trabalhado nas sessões de treino.

Força rapaz, este universo encarnado também é teu!

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

CUL 18/19 – AEFML 3-3 AEISCAL: Garra contabilística e administrativa

Em jogo para a oitava jornada da primeira divisão do campeonato universitário de Lisboa, as equipas das associações de estudantes de Medicina e de Contabilidade e Administração empataram a três golos. Muita chuva caiu durante a tarde que antecedia a partida e ao longo dos 90 minutos choveram golos e emoção até ao apito final.

Os “médicos do Santa Maria” fizeram o primeiro golo do jogo contra a corrente da partida. Miguel Palas combinou em tabela com um colega do meio-campo para o 1-0. A AEISCAL é uma equipa normalmente muito mais agressiva, mas na segunda metade do primeiro tempo, a FML conseguiu ganhar metros no terreno. No entanto, no capítulo defensivo cometeu três erros e sofreu três golos.

Logo ao início do segundo tempo, o conjunto de Medicina faz o 2-0 com a defesa iscalina novamente a dormir. Foi João Jesus a picar a bola, isolado frente ao guarda-redes Rafa Pinto, que iria ser o herói improvável da partida. O jogo ainda chegou aos 3-0 a favor da FML, no minuto 66. Tiago Nascimento, médio e camisola 10, era quem se destacava.

AEISCAL e AEFML voltam a empatar no campeonato
Fonte: ADESL/Inês Catarino

Com 20 minutos para terminar a partida, a AEISCAL reduz a desvantagem, com Ricardo Espírito Santo a cabecear para golo. Também de cabeça, o capitão dos iscalinos faz o 3-2, aos 84 minutos. O avançado era o mais inconformado.

Por fim, aos 90+3’, o ISCAL estava por cima da partida e conquistou um canto. O guarda-redes Rafa Pinto subiu à área adversária para tentar a sua sorte. Mesmo com um cartão amarelo, o guardião impôs a sua força e saltou mais alto que todos para marcar o golo do empate. 3-3, e o resultado soube a vitória para a equipa da AEISCAL que festejou efusivamente a recuperação e o ponto conquistado.

Na outra partida da noite, a AEISTécnico regressou às vitórias. Depois de terem perdido por 1-3 com a AEFEUNL (Economia Nova de Lisboa), os “engenheiros da Alameda” bateram a AE da Faculdade de Motricidade Humana (FMH) por 0-2 e continuam isolados na liderança do campeonato. A AEISEG, em segundo, está a dois pontos.

Onzes iniciais:

AEFML: Neto; Gonçalo Quinteiro, Tiago Gameiro, Gonçalo Falcão e Afonso Pereira; Carlos Antunes, Miguel Palas e Tiago Nascimento; João Jesus, Gonçalo Batista e Pedro Cura

AEISCAL: Rafa Pinto; Leandro Morgado, Tiago Mateus e Diogo Henriques; Leonardo Lista, Bruno Cabecinha, João Costa; Ricardo Cardoso, Alexandre Henriques, Ricardo Espírito Santo e Guilherme Cunha.

Jogo completo:

 

Rescaldo com a opinião de Francisco Correia e Fábio Guerreiro

Foto de Capa: Inês Catarino/ADESL

Quem serão os oito melhores?

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À passagem da 11.ª jornada da nossa primeira divisão, é tempo de analisar como estão as contas do apuramento para a Taça da Liga, que se realiza em formato de final a oito no Pavilhão Municipal de Sines, em Janeiro de 2019. Restam saber quais os conjuntos apurados, sendo que estes serão os oito primeiros classificados no fim da 13.ª jornada.

Neste momento, SL Benfica, Sporting CP e MODICUS já têm o seu lugar garantido, sendo que a partir do quarto lugar até ao 12.º prevê-se uma luta acesa até final pela vaga na edição 2018/19 da Taça da Liga. Em quarto lugar, e a fazer uma época brilhante entre a elite do futebol de salão português, está o Elétrico FC de Ponte de Sor, que tem uma margem de três pontos para o oitavo lugar e uma receção ao lanterna vermelha Unidos Pinheirense na próxima ronda.

Os adeptos do Elétrico FC têm contribuído muito para a excelente campanha do clube
Fonte: Elétrico Futebol Clube – Futsal

Dependendo dos resultados dos seus rivais até pode já carimbar o seu passaporte para Sines, na próxima ronda. Em situação idêntica está o SC Braga, quinto classificado com os mesmos 17 pontos da equipa alentejana. Neste próximo fim-de-semana, recebe a CRC Quinta dos Lombos e, em caso de triunfo, os Guerreiros do Minho ficam praticamente apurados.

Em sexto lugar, aparece a AD Fundão, uma equipa já habitual nestas andanças. Tem 16 pontos e também está bem encaminhada para se apurar, não só pela posição mas pelo calendário acessível até fim da primeira volta (receção ao CF Belenenses e visita ao Unidos Pinheirense). Em sétimo lugar, está o CR Leões de Porto Salvo, com 15 pontos mas com um calendário razoável Burinhosa e Quinta dos Lombos, pelo que a presença de mais um emblema lisboeta na final da oito parece ser um cenário provável.

Em oitavo lugar, na corda bamba, aparece o outro emblema que subiu de divisão este ano, o Viseu 2001, com 14 pontos e um calendário complicado, que dita neste próximo fim-de-semana uma deslocação ao terreno do Sporting, antes de receber o Belenenses. Corre o risco de ser ultrapassado na tabela pelos seus mais diretos perseguidores caso não pontue no terreno leonino, e corre por isso um sério risco de não se apurar para Sines. Em nono lugar e à espreita de um eventual deslize dos viseenses está o Futsal Clube Azeméis com os mesmos 14 pontos e receção ao MODICUS antes da ida à Aldeia do Futsal para defrontar o CCRD Burinhosa, podemos estar perante um sério candidato ao top eight.

Em décimo lugar, encontramos a Quinta dos Lombos, com 13 pontos e com dois jogos contra equipas que estão a lutar pelo apuramento (irá a Braga defrontar uma equipa em clara retoma antes de receber os Leões de Porto Salvo). Caso consiga retirar desta dupla jornada dois resultados positivos, pode-se intrometer na luta pelo apuramento.

Em 11.º está a Burinhosa, com apenas dez pontos e já com hipóteses muito remotas de apuramento.

Finalmente, em 12.º e com uma probabilidade meramente matemática de apuramento está o Belenenses, com oito pontos em 11 jogos. Resta-nos acompanhar esta luta até final entre este vasto leque de equipas para ver quem agarra os bilhetes disponíveis da Taça da Liga.

Foto de Capa: Guia da Cidade

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

O último teste do ano

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Esta quarta e quinta-feira, a caravana do MotoGP deslocou-se a Jerez de la Frontera para o último teste do ano. Depois de Valência chegou a altura de pôr em prova tudo aquilo que já foi testado na semana anterior.

O dia começou cinzento e dificultou o trabalho das equipas. A sessão que estava prevista para as 10h00 da manhã apenas teve início por volta das 11h30, devido ao forte nevoeiro. O plano era testar a mota de 2018 e depois a de 2019.

Destaque para a Honda que, tal como se verificou na temporada que terminou, continua um passo à frente. Marquez mantém-se nos primeiros lugares. No segundo dia de testes chegou até a estar na liderança, tendo terminado o dia em segundo lugar. Dois dias de testes muito positivos apesar da lesão no ombro esquerdo do espanhol. Lorenzo está a adaptar-se bem à Honda e é visível um grande esforço por parte da equipa para que o piloto espanhol tenha as melhores condições para estar no topo da tabela de tempos. Terminou o segundo dia de testes no quarto lugar. Uma excelente prestação do piloto da Honda que, mesmo com uma lesão no braço ainda por curar, provou que o melhor ainda está para vir.

A Ducati também se manteve nos lugares de topo, nos dois dias, em Jerez. Danilo Petrucci foi o mais rápido no primeiro dia; no segundo terminou no quinto lugar. É notório que o italiano está a dar o máximo na nova equipa e a melhorar a cada dia. Andrea Dovizioso também teve boas sensações durante estes dois dias e terminou no top 10. A equipa não testou motores e focou-se principalmente na parte eletrónica e no chassis, com o piloto de testes, Álvaro Bautista a testar algumas opções mais arrojadas.

Sendo a Ducati e a Honda as equipas que melhor se saíram nos testes, Andrea Dovizioso e Marc Marquez continuam a ser os principais alvos a abater. Tanto o italiano como o espanhol serão, sem dúvida, candidatos ao título de 2019. Resta apenas saber quem se irá juntar à festa.

Com aquilo que foi possível ver da equipa da Yamaha nestes dois dias, dificilmente estará na luta pelo título. No primeiro dia, compararam motores e no segundo tomaram a decisão final. No entanto, na equipa de Valentino Rossi e Maverick Viñales ainda há muito trabalho pela frente. O grande problema nos últimos anos tem sido o motor, precisamente a única coisa em que se focaram nestes dois dias. Dito isto acabaram por ficar de parte quaisquer elementos da parte eletrónica e chassis. A tração é uma das questões que se percebeu que deve ser melhorada.

Valentino Rossi a testar o novo motor da Yamaha para 2019
Fonte: MotoGP

Uma das caras mais desapontadas ao longo destes dias em Jerez foi, precisamente, o italiano Valentino Rossi. O piloto não consegue esconder os seus receios e diz que não vê muita diferença entre esta mota e a de 2018. Para além do problema com a escolha do motor certo, o italiano também se mostra preocupado com os pneus. “The Doctor” não está muito contente e reforça que, durante a pausa de inverno, há muita coisa a ser feita na Yamaha de 2019. Isto se quiserem estar de forma consistente na luta pelo pódio e, quem sabe, algumas vitórias. Apesar de, no último dia, Rossi parecer um pouco mais animado, pois melhorou o seu tempo, o veterano continua a dizer que falta alguma coisa. No entanto, e apesar de todos os problemas, a Yamaha conseguiu terminar os testes em Jerez com Viñales em terceiro lugar e Rossi em 11.º.

CD Santa Clara 2-3 Belenenses SAD: Eficácia máxima nos Açores

O Estádio de São Miguel acendeu as suas luzes para mais um espetáculo de futebol, neste final de tarde de sexta-feira. Depois do jogo de domingo, frente ao GD Chaves, esperava-se um CD Santa Clara com mais garra.

Na primeira parte, vimos um jogo muito disputado desde o primeiro minuto. Osama Rashid fez as honras e inaugurou o marcador, ao minuto 6, após uma entrada de carrinho que deu origem a um penálti. Não tardou e o Belenenses reagiu, marcando o golo do empate, após uma falha defensiva da equipa da casa num lance de bola parada. Depois disto, o Santa Clara mostrou-se mais ofensivo, causando maior perigo junto da baliza do Belenenses, e até se podia ter colocado em vantagem de novo na partida, mas o nulo permaneceu ao intervalo.

Fonte: Raquel Roque/Bola na Rede

Na segunda parte, viu-se um Belenenses com maior posse de bola e maior caudal ofensivo. Apesar disso, foi uma segunda parte muito repartida. Ao minuto 59, com o auxílio do VAR, é marcado um penálti a favor do Belenenses, cuja conversão deixou a equipa visitante em vantagem no marcador. Apesar da reação do Santa Clara, a equipa orientada por João Henriques acabou por não conseguir materializar alguns lances junto da baliza adversária, jogando mais com o coração do que com a cabeça. Esta reação viria a ser estancada com o terceiro golo do Belenenses, no qual há uma clara falha na defensiva açoriana, que abriu uma autêntica passadeira para Fredy bisar na partida.

O Santa Clara reagiu novamente, com o coração e com algum futebol direto, e, na sequência de um canto, reduziu a desvantagem. Até ao final da partida, a equipa da casa pouco fez para alterar o rumo dos acontecimentos. Para isto, contribuiu também a expulsão de Fábio Cardoso, que deixou os açorianos com menos um na partida, dificultando a procura pelo empate.

Onzes iniciais:

CD Santa Clara:

Marco, Mamadu, F. Cardoso, César M., Patrick, B. Lamas, O. Rashid (Kaio 84’), A. Carvalho (Ukra 60’), Zé Manuel, Clemente (Arroyo 66’), Fernando A.

Belenenses:

Muriel, D. Viana, Gonçalo S. , Sasso, Reinildo, André Santos, Nuno Coelho, Lucca, Fredy (Matija 75’), Henrique (Eduardo 68’), Licá

Saudades de tombar gigantes

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Vai longe o SL Benfica que nos entusiasmava a ver jogar na Liga dos Campeões. Com as exibições precárias dos últimos tempos, o Benfica passa mais um ano sem conseguir passar para os oitavos-de-final da prova milionária.

Pelo segundo ano consecutivo, tenho de escrever um texto sobre o desastre europeu proporcionado pelo meu clube. Se a realidade fosse que o grupo era incrivelmente difícil, com três colossos, ou “tubarões” como os chamam, a acompanhar, mas que tínhamos lutado com bravura e, por sua vez, saído pela porta grande, não seria totalmente um desastre, não é verdade? Mas a verdade pura e dura é muito diferente. O que acontece é que nem no ano passado – pior prestação de sempre do Benfica na Liga dos Campeões, sem qualquer ponto arrecadado -, nem este ano – relegados para a Liga Europa com apenas 7 pontos possíveis de conquistar na última jornada – os grupos eram de calibre impossível. O Benfica apenas não jogou bem e não soube jogar contra equipas com outras andanças que não fossem as da Primeira Liga Portuguesa.

Foram cinco jogos sofridos e penosos. Uma derrota discreta em casa contra o ‘grande’ do grupo, o FC Bayern Munique, uma vitória sortuda em Atenas frente ao ‘pequeno’ AEK Atenas FC e uma derrota inglória em Amesterdão no único jogo que o Benfica esteve em campo – embora com clara dificuldade em fazer algo mais –, contra o AFC Ajax. Seguiu-se um empate precário contra o mesmo adversário, mas desta vez no próprio reduto encarnado, e depois a vergonhosa e humilhadora goleada na Allianz Arena, por 5-1. Mesmo para cair com estrondo e levar tudo atrás: os milhões da prova; a Liga dos Campeões; o ranking da UEFA; até o próprio treinador. Este último seria a única parte positiva deste desastre. O desfecho que fez sofrer, mas que ao menos tinha o lado bom da vida: Luis Filipe Vieira teria mais uma razão para despedir Rui Vitória – já que este último mantinha a confiança no seu próprio trabalho. Apesar de todo o alarido, as esperanças foram esmagadas pelo presidente.

A goleada por 5-1 em Munique ditou a segunda eliminação da Liga dos Campeões consecutiva
Fonte: SL Benfica

Levámos 5-1 do Bayern e nem para mandar o treinador embora isso serviu.

Em 2014/15, o Sport Lisboa e Benfica era indubitavelmente a melhor equipa portuguesa a jogar na Europa, ostentando um lugar único à porta do top das cinco melhores equipas no ranking da UEFA, ficando na sexta posição. Apesar de no último ano o Benfica ter ficado em quarto do grupo, os anos anteriores de glória europeia, salvavam o ranking. A chegada de Rui Vitória, mostrou, na primeira época, o Benfica a cair de pé contra o gigante Bayern Munique (de novo os alemães, mas não esta equipa bem menos competente que aquela que nos eliminou em 2016), numa eliminatória que terminou 3-2 no agregado. Porém, nas seguintes viu-se humilhado por 4-0 nos oitavos de final contra o Borussia de Dortmund (mesmo depois de ter vencido por 1-0 na Luz), fez a pior prestação de sempre do clube na prova e, por fim, deixou a equipa cair para a Liga Europa com exibições incrivelmente precárias.

O resultado desta brincadeira europeia é este: em 2015/16 éramos o sexto lugar; em 2016/17 o nono lugar; em 2017/18 estávamos em décimo quinto; atualmente estamos em vigésimo terceiro. Em dois anos e meio, descemos dezassete posições no ranking da UEFA. Inaceitável!

Seja quem for a comandar o Benfica na restante jornada europeia, é bom que faça esses pontos acumularem e que faça com que o Benfica seja visto na Europa como um possível ‘mata-tubarões’ em vez dos mais pequenos pensarem que nos podem matar a nós.

Já fiz um texto a comentar que aquando de uma relegação para a Liga Europa, o objetivo terá de ser o de vencer a prova. Resta-nos acreditar!

E nem vou comentar a história Rui Vitória – Luis Filipe Vieira, por muito que me custe. Fico só mesmo pelo desastre europeu, que senão isto ficaria demasiado longo.

Acorda Benfica!

Foto de Capa: SL Benfica

Sorteio da Taça de Portugal: FC Porto recebe um Moreirense em boa forma

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Decorreu esta sexta-feira, na Cidade do Futebol, em Oeiras, o sorteio dos oitavos de final da Taça de Portugal. 13 equipas da Primeira Liga Portuguesa estão presentes nesta 5ª eliminatória (FC Porto, SL Benfica, Sporting CP, Moreirense FC, Boavista FC, Vitória SC, Vitória FC, SC Braga, CD Aves, CD Feirense, Rio Ave FC, GD Chaves e CD Tondela) enquanto que apenas duas da Segunda Liga Portuguesa (FC Paços de Ferreira e Leixões SC) e uma do Campeonato de Portugal (CDC Montalegre).

Após o sorteio, eis o resultado:

O FC Porto recebe uma equipa que tem estado em destaque na Liga NOS pela sua boa forma, Moreirense FC, que está neste momento na 6ª posição. Num histórico de confrontos entre os dois emblemas, a equipa de Moreira de Cónegos nunca conseguiu ganhar, ou até mesmo empatar, no Estádio do Dragão. No entanto, as deslocações dos azuis e brancos à freguesia vimaranense são sempre muito perigosas. Nos últimos 10 jogos do FC Porto em casa do Moreirense, os Dragões apenas ganharam quatro. Já a equipa minhota venceu duas partidas e o empate deu-se em quatro jogos. O último encontro das duas equipas foi a 2 de setembro de 2018 a contar para a 4ª jornada da Liga NOS, encontro esse que o FC Porto venceu por 3-0. Herrera, Aboubakar e Moussa Marega fizeram os três golos da partida.

FC Porto aquando da vitória em Vila Real a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal
Fonte: FC Porto

De realçar que o Moreirense já fez excelentes resultados esta época, embora tenha começado mal o campeonato. Já vence há cinco jogos oficiais consecutivos, um deles com um sabor especial. Os pupilos de Ivo Vieira surpreenderam tudo e todos ao conquistar os três pontos em pleno Estádio da Luz com uma vitória por 3-1, golos de Chiquinho, Pedro Nuno e Ndiaye.

O Moreirense conta com uma Taça da Liga, duas Segundas Liga Portuguesa, e duas taças da extinta II Divisão.

O antigo lateral do FC Porto, João Pinto, foi representar os Dragões à Cidade do Futebol e afirmou o seguinte: “Calhou o Moreirense e jogar no Dragão. Sabemos de antemão que se as equipas estão neste sorteio é porque têm valor. O Moreirense, sempre que joga no Dragão, tem criado algumas dificuldades. O FC Porto vai jogar este jogo como tem jogado os outros, respeitando o adversário, com o pensamento de ganhar o jogo e passar à eliminatória seguinte”.

Os jogos da quinta eliminatória da Taça de Portugal estão agendados entre os dias 18 a 20 de dezembro.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira