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2019. Novos carros, novas categorias, pilotos antigos.

Em termos de regras, a mais sonante é a introdução, pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, da ronda de qualificação e de um shakedown. Esta mudança encontra-se presente no Art. 16 – PARTIDA – ORDEM DE PARTIDA – SHAKEDOWN – QUALIFYNG – SEPARAÇÃO ENTRE EQUIPAS – Prescrições Especificas de Ralis 2019.

Resumidamente, a FPAK diz que todos os clubes que organizem provas do Campeonato de Portugal de Ralis devem ter um shakedown, onde só podem entrar equipas inscritas no CPR. A ronda de qualificação serve para os pilotos prioritários e os dez primeiros classificados do CPR determinaram a sua ordem de partida. A ordem de partida é determinada da seguinte forma: o mais rápido na qualificação escolhe a sua posição de partida, depois, o segundo, o terceiro e assim sucessivamente até ao décimo. Seguidamente, partirão os concorrentes definidos pelo critério do organizador. 

Outro acrescento ao regulamento são os erros nas Super-Especiais, que deram tanto que falar em 2018. De acordo com o artigo 20.1.8, as voltas a mais a rotundas ou placas não serão penalizadas, e ao designado erro de percurso a penalização consta no seguinte: é atribuído o pior tempo em condições normais, por viaturas do mesmo grupo na PEC, com um acréscimo de um minuto.

Estas são as modificações mais sonantes em termos de regulamento, mas, em caso de dúvida ou mesmo e quiser saber mais, deve aceder ao link apresentado acima, que corresponde ao regulamento de 2018, com as alterações marcadas a vermelho.

Quanto ao grande fosso entre os veículos de duas rodas motrizes e os veículos da categoria R5, a FPAK também tomou medidas (finalmente). Não eram as que eu esperava, mas foram uma solução. Resta saber quem entrará. Assim, surge o Campeonato de Portugal de Ralis R4 – KIT. Assente na aposta da FIA nos Kits R4, este pretende situar-se naquele fosso entre as duas rodas motrizes e os R5. Para quem não sabe, o Kit R4 foi anunciado pela FIA em 2015 e permite a montagem de equipamento específico em vários carros de produção de série. Não só uma maior diversidade nos carros a utilizar, como também um preço mais baixo a pagar. O Kit custa 108.000€ + impostos. A Oreca, que é quem os fornece, antevê um custo de utilização em metade de um R5. Avizinham-se muitos interessados, sendo que um deles é Luís Pimentel, piloto açoriano que pretende trazer dois R4 para os Açores para competir no Campeonato dos Açores de Ralis.

Toyota Elios R4 é o carro de testes da Oreca, que pode fazer parte do novo Campeonato de Portugal de Ralis R4 – KIT
Fonte: Oreca

Em termos de pilotos, o campeão nacional, Armindo Araújo, volta com a Hyundai Portugal Motorsport. Se no ano passado a novidade foi o piloto de Santo Tirso, este ano a novidade é Bruno Magalhães, que, após um vice-campeonato e um terceiro lugar no FIA ERC, volta ao CPR, onde foi campeão em 2007, 2008 e 2009. Bruno vai ter a navegação de Hugo Magalhães, que esteve com ele no FIA ERC. Assim, Hugo deixa de estar no Skoda Fabia R5 da VODAFONE BP Ultimate Team, onde correu com Miguel Barbosa no CPR. Este ainda não anunciou um navegador para 2019.

Bruno Magalhães regressa ao CPR após só ter efetuado ralis em Portugal nos Açores e na Madeira
Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting

Agora, em termos de máquinas, o CPR 2019 vai contar com muitos bons carros. Na categoria R5, o último a sair foi o Volkswagen Polo GTI R5, que contará com presença em Portugal através do piloto Pedro Meireles, que assim troca o Skoda Fabia R5. Existem ainda planos para mais um carro da marca alemã, mas ainda não se sabe quem o pilotará.

O novo modelo da categoria R5 é o Volkswagen Polo GTI R5, que se estreou no Rali da Catalunha em 2018
Fonte: Pedro Meireles Rally

Cada vez mais o desporto motorizado em Portugal está a crescer e a modalidade dos ralis passa por uma fase muito atrativa. Que continue assim! 

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting

TOP 3: Golos do Sporting CP frente ao FC Porto

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Com o jogo prestes a acontecer, e sendo eu um aluno do curso de História, fui ao baú mais recente de partidas frente ambos os clubes e retirei três golos que considero espetaculares. Curiosamente, todos os golos ocorreram no Estádio do Dragão. Deste modo, apresento de seguida o trio de golaços sportinguistas frente ao adversário de Sábado.

Para além destes, de mencionar ainda golos como o de Rodrigo Tello, naquele livre espetacular em arco que bateu Helton na época 2006/2007, ou ainda do golo do ano passado de Coates, que pode não ter tido grande espetacularidade, mas demonstrou uma enorme vontade não só do defesa como de todo o plantel, com um remate de raiva que colocou a bola no fundo das redes.

Após este honroso destaque, aqui fica o Top 3:

5 Clássicos que os Dragões levaram a melhor sobre os Leões

Estamos já em contagem decrescente para aquele que é o jogo-cartaz da jornada de fecho da primeira volta do campeonato, em que se vão enfrentar dois históricos do futebol português, Sporting CP e FC Porto. Este será o 231º encontro entre as duas equipas e os dragões levam vantagem mínima, 83 vitórias contra 82 dos leões. De relembrar que a última vitória dos portistas em Alvalade foi há dez anos, por 2-1, num célebre golo de livre batido por Bruno Alves.

Será que o FC Porto conseguirá quebrar o enguiço e disparar rumo ao título de campeão nacional com uma vitória em Lisboa? “Prognósticos, só no fim do jogo”, portanto, em vez de “bitaites”, é hora de regressar ao passado e recordar alguns momentos de alegria em clássicos contra o Sporting CP.

Poderá o Sporting CP ser o travão do FC Porto?

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Faltam menos de 24 horas para a batalha entre Leões e Dragões ser travada, na jornada 17 da 85ª edição da Liga Portuguesa. O FC Porto tem nas mãos, este sábado, a possibilidade de se distanciar ainda mais na liderança em relação aos seus adversários diretos: Sporting CP, SC Braga e SL Benfica.

O objetivo dos azuis e brancos é alcançar a 19ª vitória seguida, aumentando assim o recorde de maior de série de vitórias seguidas já estabelecido, mas também distanciar-se em 11 pontos de diferença do Sporting CP (em caso de vitória). Quanto ao Sporting CP, com toda a certeza que vão querer redimir-se em frente aos seus adeptos depois da derrota por 2-1 na deslocação ao CD Tondela.

Num breve resumo histórico de confrontos entre as duas equipas, o FC Porto é quem leva a melhor, mas por muito pouco. Em 230 partidas jogadas, em casa, fora e campo neutro, a equipa da cidade Invicta conseguiu 85 vitórias, enquanto que o Sporting CP conta com 83.

Quanto a empates, as duas equipas levaram um ponto para casa 62 vezes. Não será, de todo, um jogo fácil para ambas as equipas. Quanto à estatística dos treinadores de ambas as equipas, Sérgio Conceição soma duas derrotas nesta temporada: frente ao SL Benfica e Vitória de Guimarães SC. Marcel Keizer totaliza 11 jogos no comando dos Leões e já igualou o número de derrotas do FC Porto em toda a temporada, perdendo também para o Vitória SC e contra o CD Tondela, como já acima referi. No entanto, o conjunto de Alvalade já sofrera 4 derrotas a contar para a Liga Portuguesa, contra o Portimonense SC e SC Braga.

O FC Porto procura a 19ª vitória seguida, depois de igualar o recorde nacional no último jogo
Fonte: FC Porto

O FC Porto chega a este jogo numa forma estrondosa. As 18 vitórias seguidas em todas as competições fazem deste FC Porto um dos melhores dos últimos anos e até José Mourinho já afirmou que se os azuis e brancos não perderem neste clássico, o título muito dificilmente lhes foge.

Yacine Brahimi tem vindo a fazer jogos acima da média, mesmo estando fisicamente desgastado. O argelino fez dois golos frente ao CD Nacional e conta já com 7 golos e 6 assistências em 25 jogos. Felipe, depois de estar castigado por acumulação de amarelos, está de volta aos convocados e muito provavelmente fará dupla com Militão. Pepe, o mais recente reforço do FC Porto, já foi inscrito e poderá “estrear-se” já este sábado.

Aboubakar, Bruno Costa e Otávio ficarão de fora no encontro de amanhã. O Sporting CP está numa onda de resultados instável e será um jogo que pode mudar o rumo dos leões até ao fim da época.

Apesar das duas derrotas sofridas na era “Keizer”, caso a equipa da casa vença amanhã, os jogadores leoninos vão receber uma dose de confiança extra para os jogos que se seguem e fazer uma série de bons resultados. Battaglia ficará de fora por lesão e Acuña está castigado devido à acumulação de amarelos, sendo que Jefferson ou Lumor poderão assumir o seu lugar. Luiz Phellype foi chamado por Keizer e poderá ser opção.

O Sporting CP não perde em Alvalade há 14 jogos frente ao FC Porto e a procura da 19ª vitória seguida será uma missão complicada para a equipa nortenha. A última vitória dos dragões foi em 2008, nas grandes penalidades a contar para a Taça de Portugal. Ambas as equipas têm sofrido golos nos últimos jogos, por isso espera-se uma boa partida de futebol com as emoções e nervos à flor da pele que um clássico sempre proporciona.

Onzes Prováveis:
Sporting CP: Renan Ribeiro, Jefferson, Mathieu, Coates, Bruno Gaspar, Gudelj, Wendel, Bruno Fernandes, Raphinha, Bas Dost e Nani.

FC Porto: Casillas, Maxi Pereira, Militão, Felipe, Alex Telles, Corona, Herrera, Danilo Pereira, Brahimi, Marega e Tiquinho Soares.

FIGURA SPORTING CP

Bas Dost está de regresso aos convocados do Sporting CP
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Bas Dost – Falhou o último jogo frente ao CD Tondela para estar a 100% para o clássico. O ponta-de-lança holandês é letal em frente à baliza, no entanto, nunca marcou ao FC Porto.

FIGURA FC PORTO

Brahimi teve uma primeira volta em grande nesta época
Fonte: FC Porto

Yacine Brahimi – Dois golos na última partida e um conjunto de oportunidades criadas faz do argelino a possível “Figura” deste clássico. Tem sido o melhor elemento do FC Porto.

Foto de Capa: FC Porto

CD Santa Clara 0-2 SL Benfica: O Duelo entre o Açor e a Águia

Um dia muito esperado no Estádio de S. Miguel finalmente chegou. Depois de muitos adeptos terem pernoitado nas imediações do estádio para conseguir os últimos bilhetes para este grande espetáculo de futebol, finalmente chegava a hora de se recostarem nas bancadas e aproveitar o momento.

A equipa açoriana, o CD Santa Clara, vinha de alguns jogos difíceis em que os resultados não tinham sido os melhores. O SL Benfica, depois da saída de Rui Vitória, tem tentado mostrar que o seu objetivo da reconquista estava apenas adormecido.

Os minutos iniciais do encontro pautaram-se pelo equilíbrio, com o desafio a ser essencialmente disputado a meio campo. Aproveitando algumas falhas no meio campo da equipa da casa, o Benfica conseguiu superiorizar-se na maioria dos duelos nessa zona do terreno de jogo.

Ainda na 1.ª parte, as falhas a meio campo ficaram mais evidenciadas, quando Seferovic aproveitou a oportunidade, saltou e apontou para a baliza de Serginho, conseguindo inaugurar o marcador.

Aos 40 minutos, o Santa Clara viu-se reduzido a 10, depois de João Capela ter verificado no VAR e substituído o cartão amarelo, que havia dado anteriormente, por um vermelho a Fábio Cardoso. Essa expulsão fez com que o técnico João Henriques fizesse uma substituição forçada.

A primeira parte ficou caracterizada por uma forte concentração a meio campo
Fonte: Bola na Rede

Na segunda parte, o grande dominador foi o SL Benfica que logo nos primeiros minutos conseguiu marcar o segundo golo da partida. Através duma assistência de Pizzi, Jardel apontou e marcou, deixando a bancada visitante ao rubro. Poucos minutos depois, o Santa Clara tremeu quando a bola furou as redes, dando origem ao terceiro golo, no entanto, foi apenas um susto pois este foi anulado devido a estar em fora de jogo.

Até ao final do desafio, as Águias limitaram-se a gerir o jogo a seu bel-prazer, diminuindo, de resto, a intensidade do seu futebol, o que, de quando em vez, deu azo a algumas oportunidades para o Santa Clara alterar o resultado.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD Santa Clara: Serginho; Mamadú; Fábio Cardoso; César; Patrick Vieira; Pacheco (40+1’ Accioly); Anderson Carvalho; Bruno Lamas; Ukra (59’ Pineda); Zé Manuel; Alfredo Stephens (67’ Guilherme).

SL Benfica: Odysseas; André Almeida; Rúben Dias; Jardel; Grimaldo; Gabriel; Fejsa; Pizzi (90’ Gedson); Zivkovic; João Félix (84’ Castillo); Haris Seferović.

Brahim Díaz: ida para Madrid com cláusula anti-rival

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Com apenas 19 anos e com pouco tempo na equipa principal do Manchester City FC, o jovem espanhol Brahim Díaz rumou esta janela de transferências a Madrid para representar o Real Madrid CF, de Santiago Solari, que passa por momentos difíceis no futebol espanhol. O jovem atacante que tinha sido utilizado algumas vezes, não muitas, pelo técnico dos citizens, deixa assim o Etihad e a cidade de Manchester para passar a vestir a camisola branca do Real Madrid.

A transferência que rondou 17 milhões de euros está a ser vista como um verdadeiro estratagema por parte do clube inglês, visto que o jogador foi para Espanha com uma cláusula anti-United. Ou seja, o Manchester City tem direito a 15% de uma futura transferência de Brahim Díaz, mas se for o rival, Manchester United FC, a contratar o jogador espanhol, o City detém 40% do valor da transferência. No entanto, e pelo que parece, esta vai ser a única contratação feita pelos espanhóis neste mercado de inverno, digamos assim. O recém-chegado regressou a casa, depois de ter saído do Málaga CF com apenas 14 anos, e já se estreou pelos blancos frente ao Leganés, numa partida onde entrou para jogar os últimos 12 minutos. 

O jovem espanhol representou o Manchester City, desde 2013, e agora regressou a Espanha para mostrar o seu valor e potencial                                                                                                                  Fonte: Premier League

O jogador espanhol de 19 anos ainda disputou 25 jogos pela equipa principal do Manchester City, tendo-se estreado em 2016, numa partida a contar para a Taça da Liga Inglesa. Desde aí, vinha a ser convocado esporadicamente, não sendo muito utilizado por Pep Guardiola. Também a concorrência de Sterling, Leroy Sané, Mahrez, Bernardo Silva, entre outros, a lutarem por lugares no ataque do Manchester City, fez o espanhol ver esta transferência com bons olhos, uma vez que o Real Madrid passa por um momento difícil em Espanha. Finalmente, o facto de Santiago Solari apostar muito na formação e na inclusão de jovens talentosos no plantel principal foi um fator decisivo para a ida de Brahim Díaz para o clube merengue.

Desde a saída de Cristiano Ronaldo para a Juventus FC que o Real não tem sido o mesmo e muitos jovens têm sido utilizados no onze titular juntamente com os experientes Bale, Benzema, Sergio Ramos e Marcelo. Contudo, os resultados não têm sido os esperados e, numa altura em que o clube se encontra no quinto lugar do campeonato, a vinda deste novo jogador pode ser parte da solução para o problema e para ultrapassar este mau momento. Podemos esperar boas exibições de Brahim Díaz? Poder, podemos, porque tem qualidade suficiente para jogar ao mais alto nível na Europa. No entanto, a falta de experiência e de ritmo serão obstáculos para o desempenho do jovem espanhol.

A pergunta que fica no ar é: Será Brahim Díaz parte da solução para o Real Madrid, ou ficou o Manchester City a ganhar com a ida do jovem para Espanha com a tal clausula anti-United?

Foto de capa: Real Madrid CF

 

Os 5 jogadores que podem deixar o Dragão

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Está aberto novamente o mercado de transferências e começa, sobretudo para treinadores e adeptos, mais uma fase de “dores de cabeça”. No FC Porto as novidades, no que a entradas diz respeito, chamam-se Pepe e Fernando mas são as saídas que mais dúvidas estão a deixar no ar. Desde jogadores titulares a outros menos utilizados, há nomes que apontam para a mudança.

Wang e a política de contratações

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Depois de várias promessas de como o plantel do Sporting CP seria competente, equilibrado e competitivo, estando à altura para corresponder ao grande objetivo de ser campeão nacional, a verdade é que o plantel leonino apresenta lacunas desde o inicio da época e que tardam em ser resolvidas. De momento, os pupilos de Marcel Keizer estão em 2º lugar, já com uma distância pontual de 8 pontos para o líder FC Porto, sendo que já neste fim de semana o fosso poderá ser ainda maior, caso os atuais campeões nacionais triunfem em Alvalade, deixando assim o Sporting CP praticamente fora do título, aumentando para 11 pontos a diferença entre os dois clubes. A missão em Alvalade está complicada e a política de contratações para este defeso de Inverno – ainda que faltem cerca de 3 semanas até ao término do mercado – tem sido fraca e certamente desvanecem as poucas esperanças dos adeptos leoninos.

Nesta janela de inverno, os Leões fizeram regressar Francisco Geraldes e asseguraram também os serviços de Luiz Phellype, ex-Paços de Ferreira, que veio reforçar o ataque leonino. Se à primeira vista poderiam ser boas alternativas, a verdade é que até ao momento somam ambos zero minutos com a camisola verde e branca. Mais recentemente, Marcel Keizer afirmou que o avançado veio de um contexto de Segunda Liga e que não é num curto espaço de tempo que ganha as rotinas necessárias para ser opção. Esta afirmação, para mim não faz sentido nenhum. Luiz Phellype já passou pela Primeira Liga em anos anteriores, tem mais jogos na competição que muitos jogadores atualmente no plantel. A própria Segunda Liga é bastante competitiva e temos vários jogadores que deram cartas na segunda principal divisão em Portugal, como é o exemplo de Carlos Vinícius (Rio Ave) ou até mesmo Fernando Andrade (FC Porto).

A qualidade dos jogadores é o mais importante, se o jogador tem qualidade, terá de jogar. O Sporting não tem atualmente grandes rotinas que sejam necessárias várias semanas de aprendizagem de processos. O Sporting CP precisa urgentemente de reforços para o agora e não para mais tarde. O Sporting CP não pode hipotecar as hipóteses de ser campeão ano após ano, sempre com os mesmos erros de casting. Marcel Keizer chegou e encantou, mas frente ao Vitória SC e frente agora ao Tondela, revelou que as suas escolhas não foram as melhores quer no onze titular, quer na convocatória que fez.

Uma contratação inesperada e pouco comum no Sporting CP
Fonte: Wolverhampton FC

Outro facto que me deixa bastante reticente em relação à politica de mercado que a direcção de Frederico Varandas leva, é o facto de ter contratado também um médio chines, David Wang, por empréstimo do Wolverhampton. Não faz sentido valorizar um ativo de outro clube, por muito bom que seja, sobretudo se for para o integrar na equipa sub-23 e não para reforçar o plantel principal e como já referi anteriormente, colmatar as lacunas que existem actualmente. Não consigo ver vantagens nem consigo perceber os detalhes deste negocio. O que consigo ver é que Jorge Mendes tem um ligação ao Wolverhampton e poderá estar novamente bastante mais próximo do Sporting CP, o que não me agrada de todo. O Sporting CP precisa urgentemente de um lateral direito, um lateral esquerdo e um trinco de qualidade, para serem titulares. É gritante a diferença para os outros clubes que lutam pelos mesmos objetivos e é gritante ver as dificuldades defensivas jogo após jogo.

Neste momento vemos um clube em primeiro lugar, que apesar da vantagem pontual e da qualidade que tem no plantel, está a atacar muito melhor o mercado, cavando ainda mais o fosso que existe para quem o persegue na tabela classificativa. Resta perceber como será o mercado até final de Janeiro e se Frederico Varandas irá dar a volta por cima, demonstrando as capacidades necessárias para assumir o comando de um clube com as aspirações que o Sporting CP tem. Até à data, o presidente leonino, tem estado aquém das expectativas e não demonstra ter o mindset necessário no que toca o ataque ao mercado, demonstrando mais uma vez também que o scouting leonino tem vindo a perder força ao longo dos últimos anos.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Entram em cena os favoritos

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Comecemos pelos resultados da ronda de wild-card:

  • Indianapolis Colts visitam Houston Texans (Vencedor: Colts);
  • LA Chargers visitam Baltimore Ravens (Vencedor: Chargers);
  • Seattle Seahawks visitam Dallas Cowboys (Vencedor: Cowboys);
  • Philadelphia Eagles visitam Chicago Bears (Vencedor: Eagles).

Algumas surpresas na ronda de wild-card com a derrota dos Bears (embora tenhamos previsto isso na semana passada) e a vitória dos Colts em Houston. Em ambos os casos os quarterbacks mais experientes acabaram por garantir a vitória da sua equipa, com Nick Foles a fazer lembrar a época anterior.

Analisemos os quatro jogos desta ronda divisional, que irá ser jogada durante o fim-de-semana.

AFC

Indianapolis Colts visitam Kansas City Chiefs

Os cabeças de série da AFC recebem Andrew Luck e os Colts. Os Colts têm sido muito mais que o seu quarterback e, na realidade, o outside linebacker Darius Leonard é um dos fortes candidatos a rookie do ano. Talvez este encontro se possa resolver na defesa e, nesse aspeto, a defesa dos Colts será teoricamente mais forte. Contudo, Patrick Mahomes é um dos candidatos a MVP da época regular e quererá continuar a demonstrar essa qualidade nos playoffs. Neste encontro talvez possa estar a surpresa da ronda.

Aposta: Indianapolis Colts

Será este o ano em que Philip Rivers consegue eliminar Tom Brady?
Fonte: Keith Allison

LA Chargers visitam New England Patriots

Philip Rivers está a ter uma época de elevado nível, ao passo que Brady está a ter uma das épocas menos conseguidas da sua longa carreira. Os Patriots têm a possibilidade de orientar a sua época para estarem no seu máximo nesta altura do ano. Qualquer equipa que vá a Foxboro nos playoffs terá de contar com os Patriots e com as condições atmosféricas. Os Chargers no papel parecem ter as melhores armas para derrotar os Patriots e provavelmente será isso que vai acontecer.

Aposta: LA Chargers

NFC

Dallas Cowboys visitam LA Rams

Tratar-se-á de um jogo onde as linhas ofensivas e os running backs (Ezekiel Elliot e Todd Gurley) serão os pontos chave. Os Rams são favoritos – todas as aquisições no início da época os colocam como favoritos ao título. Embora a Linha Ofensiva dos Cowboys seja melhor que a dos Rams, a verdade é que a Linha Defensiva dos Rams poderá representar dificuldades inultrapassáveis para a equipa de Dallas.

Aposta: LA Rams

Philadelphia Eagles visitam New Orleans Saints

Ao longo da época, fomos dizendo que os Saints tornar-se-iam favoritos ao superbowl se conseguissem ser cabeças de série na conferência. Neste momento, teremos Drew Brees a jogar todo o inverno dentro de portas e isso poderá ser determinante para impedir que Nick Foles volte a fazer história.

Aposta: New Orleans Saints

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: NFL

Olheiro BnR – Fredy

Alfredo Kulembe Ribeiro, mais conhecido por Fredy, nasceu a 27 de março de 1990 em Luanda, cidade capital da República de Angola. No entanto, o clima hostil que se vivia no país, motivado pela Guerra Civil e a pobreza extrema, levaram a que a sua família emigrasse para Portugal, quando Fredy tinha ainda somente alguns meses de vida.

Já em solo português, iniciou-se no desporto-rei ao serviço do GD Pescadores da Costa de Caparica e, aos 11 anos, foi recrutado pelo CF Os Belenenses. Aí, viria a consolidar-se como uma das principais promessas da sua geração, tendo, por conseguinte, acumulado múltiplas convocações para as camadas jovens da seleção portuguesa, um percurso que teve início em fevereiro de 2006, tinha o extremo 15 anos.

Posteriormente, o ano de 2009 foi marcado por uma série de acontecimentos importantes na carreira do jovem avançado. À sua estreia enquanto profissional nos Azuis, ocorrida a 3 de abril num encontro relativo à 23.ª jornada do principal escalão do futebol português, seguiu-se um início de época 2009/2010 auspicioso – titular nas primeiras seis partidas; um golo marcado – que acabaria por lhe abrir as portas para a seleção nacional de sub-21, formação pela qual se estreou, em outubro, frente à congénere da Macedónia.

No ano seguinte, e pese embora a temporada positiva realizada pelo extremo, marcada por uma utilização algo regular (24 jogos disputados na Primeira Liga), o cenário mudou por completo, com o Belenenses a ser despromovido à Segunda Liga, competição na qual Fredy se exibiria em bom plano um ano depois, ao apontar quatro golos em 22 partidas.

Dois títulos separados por dois anos e mais de 5000 quilómetros

A época de 2011/2012 começou de forma atribulada, com o futebolista a não constar nas opções da equipa principal até ao mês de novembro. Assim, a escassa utilização levou a que o jovem saísse, pela primeira vez, do clube que o formara no mercado de inverno, regressando a Angola.

Após regressar do empréstimo aos angolanos do Recreativo do Libolo, na condição de campeão do Girabola, Fredy veio a revelar-se um elemento preponderante na turma treinada por Mitchell van der Gaag que se sagraria vencedora da Segunda Liga com 21 pontos de avanço face ao segundo classificado, disputando um total de 33 jogos e marcando seis golos.

Evolução atrasada por alguma instabilidade

Fredy parece ter finalmente encontrado a sua maturidade futebolística, neste regresso ao clube que o viu crescer
Fonte: Belenenses Futebol SAD

Seguiu-se uma temporada e meia no patamar mais alto do desporto-rei em Portugal, mas o veloz avançado de origem angolana, então com 24 anos, ambicionava dar um salto qualitativo na sua carreira. Em janeiro de 2015, apesar de ter vários ofertas para permanecer na Europa (nomeadamente de clubes espanhóis, belgas e do leste europeu), Fredy optou por rumar, novamente, a Angola e à cidade do Calulo para representar o CRD Libolo, desta vez a título definitivo.

Sensivelmente ano e meio (julho de 2016) depois, voltou a conhecer um novo clube, depois de assinar pelo SBV Excelsior de Roterdão, emblema que disputava a Eredivisie (primeira divisão de futebol da Holanda). Aí, reencontrou Mitchell van der Gaag, técnico holandês que o havia orientado durante duas épocas em Portugal e voltou a encontrar alguma estabilidade, disputando 32 partidas nas quais marcou dois golos e fez quatro assistências.

O inevitável e bem-sucedido regresso a casa

Todavia, acabaria por regressar ao Belenenses na época passada. Após uma primeira temporada bastante razoável, a segunda tem sido, até ver, verdadeiramente espetacular. A atributos como a velocidade com a bola em sua posse, a técnica e a polivalência, o avançado de 28 anos juntou a capacidade de finalização. No que respeita a este último aspeto, o internacional A por Angola é o melhor marcador da formação orientada por Silas, com seis golos em 16 partidas realizadas no campeonato.

Além disso, foi titular em todos os jogos (com exceção do da oitava jornada) e já contribuiu com quatro assistências, exibindo-se sempre a bom nível e merecendo a distinção de Figura do Jogo por parte da Liga Portugal por duas ocasiões.

Resta-nos aguardar pelo que Fredy terá ainda para nos oferecer.

 

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro