Aí está a segunda volta da Primeira Liga portuguesa. Numa primeira volta dominada pelo FC Porto, que chegou ao final com cinco pontos de vantagem sobre o segundo classificado, tivemos umas surpresas e outras desilusões. Equipas como o CD Feirense, que começou a época em grande mas que luta agora pela permanência ou o CD Aves, que em sete meses passou da conquista da Taça no Jamor ao último lugar do campeonato, são exemplos da fragilidade do nosso futebol.
No reverso da medalha, temos o Moreirense FC de Ivo Vieira, que luta por um lugar europeu, e o Belenenses SAD de Silas. Os “novos” azuis do Restelo têm deixado os problemas institucionais fora das quatro linhas e são uma das equipas mais regulares, com Licá e Fredy em plano de destaque.
Já com novas caras entre jogadores e até treinadores, tudo pode ser diferente.
Vamos assim analisar o round 2 desta jornada e escolher um joker de cada equipa que, na nossa opinião, poderá fazer a diferença.
Indianapolis Colts visitam Kansas City Chiefs (Vencedor: Chiefs);
LA Chargers visitam New England Patriots (Vencedor: Patriots);
Dallas Cowboys visitam LA Rams (Vencedor: Rams);
Philadelphia Eagles visitam New Orleans Saints (Vencedor: Saints).
Esta semana são jogadas as finais de conferência da AFC e da NFC. Historicamente, estes jogos acarretam um grande significado, pois na sua génese seriam definidos os campeões de duas ligas independentes – a AFL e a NFL. O Superbowl seria desta forma o jogo que determinaria qual a Liga mais forte. Com fusão das duas ligas, este jogo acabou por se tornar pouco mais que um prelúdio para o Superbowl. No entanto, há equipas que, em virtude da falta de Superbowls, continuam a sobrevalorizar os títulos de conferência e de divisão.
Em relação à última semana, vimos a vitória de todos os vencedores de divisão, mas talvez a maior surpresa possa ter sido, não pela vitória, mas pela diferença de pontos, a vitória dos Patriots. Os Chargers encaravam este jogo como uma possibilidade única de ganhar aos Patriots (Philip Rivers está neste momento 0-8 contra Tom Brady).
Durante todo o ano vimos os Chargers apresentarem um ataque de alto gabarito e uma defesa com um bom pass rush e pass defense, e esse facto, quando comparável com uma das piores épocas dos últimos anos dos Patriots (do ponto de vista exibicional), criou a expetativa de uma vitória dos Chargers. Nada mais errado.
Os Chargers optaram por uma estratégia de sete defensive backs, que tinha como objetivo garantir que Tom Brady tivesse pouco espaço para passar a bola. No entanto, os pontos fracos desta estratégia residem no facto de só sobrarem quatro jogadores para fazerem rush e a defesa ficar mais exposta ao jogo de corrida. Os Patriots são uns mestres em adaptarem o seu jogo ao adversário e, como tal, foi Sony Michel quem devastou a defesa dos Chargers (129 jardas e 3 TDs).
Nos outros jogos poucas surpresas. Os Eagles ainda assustaram os Saints, mas não vão conseguir repetir o sucesso do ano anterior. Os Chiefs não deram hipóteses aos Colts, que vinham de uma vitória importante contra os Texans. Já os Rams optaram por uma estratégia de corrida com Gurley e C.J. Anderson para ganharem aos Cowboys.
Não deixa de ser curioso que, nas quatro equipas que vão disputar as finais de conferência, três dos treinadores principais tenham sido coordenadores ofensivos e que só um tenha sido coordenador defensivo (Bill Belichick pelos Giants). No entanto, todos apontam Belichick como sendo o melhor de todos os tempos, mas veremos se esta liga, cada vez mais focada no ataque, permite que este seja o ano em que o Mestre é destronado.
No fim deste mês, mais concretamente no dia 30, e no primeiro dia de fevereiro, a nossa seleção vai defrontar a congénere do Brasil em dois encontros de cariz particular, a disputar respetivamente no pavilhão João Rocha e no pavilhão da Luz, sendo que, no caso da casa dos leões, será a primeira vez que a seleção lá irá jogar.
Este duplo compromisso é marcado por situações inéditas: para além da estreia desse pavilhão nos jogos da nossa formação nacional, será a estreia em encontros luso-brasileiros com o estatuto de campeões europeus da modalidade, algo alcançado no dia 10 de fevereiro de 2018 na arena Stozice em Liubliana, na Eslovénia.
Irão ser o 21.º e o 22.º encontros no historial de jogos entre estes dois conjuntos, sendo que nos 20 anteriores não há qualquer registo de vitória portuguesa, apenas 16 vitórias brasileiras e quatro empates. Para além disso, não irá haver um encontro entre os melhores jogadores de futsal da história, uma vez que o mago do país irmão, conhecido no mundo do futsal por Falcão, abandonou a sua carreira no passado mês de dezembro e portanto não iremos voltar a ver um reencontro entre os jogadores mais mediáticos. que são, naturalmente, os ícones das suas seleções (Falcão e Ricardinho).
Falcão abandonou uma longa e brilhante carreira no fim de 2018, aos 41 anos Fonte: Magnus Futsal
Sendo estes jogos marcados por uma nova era da modalidade, sem um dos seus expoentes máximos, esperemos que seja também a oportunidade para finalmente tombarmos a formação sul-americana, nem que seja em encontros amigáveis, que servem de preparação para a fase de qualificação do Mundial 2020, a disputar na Lituânia.
De referir que a turma canarinha defrontou Portugal pela última vez no ano de 2015, no tal encontro muito falado na altura pelas lendas do desporto, e que teve a curiosidade de se disputar num campo de futsal especialmente colocado num dos recintos que acolheram o Mundial 2014 de futebol de 11, isto é, a Arena Castelão em Fortaleza.
Esta dupla jornada, mais importante para ganhar rotinas e testar novos modelos de jogo, como habitual em todos os jogos deste tipo, onde o resultado não é o mais importante, mas creio que seria motivador ganhar ao penta-campeão mundial pela primeira vez na nossa história, ainda para mais numa altura em que o nosso novo estatuto pode trazer uma pressão adicional na hora de encarar grandes competições internacionais e a qualificação para as mesmas.
A última jornada provou ser modestamente vantajosa ao Sport Lisboa e Benfica. O triunfo sobre o Clube Desportivo Santa Clara somou três pontos ao SL Benfica, e o empate entre o Sporting Clube de Portugal e o Futebol Clube do Porto resultou numa aproximação das “Águias” ao primeiro lugar ocupado pelos “Dragões”. Estamos a apenas cinco pontos do topo da tabela classificativa, e já há adeptos que deitam a toalha ao chão, argumentando que só num grande azar do FC Porto é que somos campeões. Por outro lado, também há adeptos que ainda acreditam, e com razão, numa reconquista do campeonato.
Se formos analisar as nossas chances, observamos que ainda são altas, e não há grande razão para estarmos cabisbaixos e perdermos a esperança. São apenas cinco pontos, é uma derrota e dois empates, ou duas derrotas, algo que pode acontecer em qualquer das restantes 17 jornadas. Repare-se bem, são 17 jornadas que ainda faltam. Esta atitude negativa que se tem notado por parte de alguns adeptos não é uma atitude “à Benfica”. É preciso saber acreditar, saber que apesar de a probabilidade ser baixa, ela existe, e no futebol as coisas mudam e dão mil e uma voltas muito facilmente.
Na temporada 2015/2016, na conquista do tricampeonato, e primeiro ano ao comando de Rui Vitória, o SL Benfica estava a sete pontos do primeiro lugar na oitava jornada do campeonato. Como seria normal num dos “três grandes” de Portugal, os adeptos entraram em parafuso a ver que tudo se estava a desmoronar e ainda nem tinha começado praticamente. O SL Benfica já tinha perdido com o Sporting CP (por três a zero na Luz), com o FC Arouca, e com o FC Porto, e empatado com o CF União da Madeira, e ainda só íamos na oitava jornada. No fim fomos campeões, se calhar com alguma sorte, mas sobretudo graças à vontade de fazer mais e melhor.
Bruno Lage assumiu o cargo de treinador a título definitivo Fonte: SL Benfica
Depois da derrota com o Portimonense SC este ano, o SL Benfica ficou com uma desvantagem tão grande e tão perto do fim, que só com uma recuperação de pontos histórica é que será campeão. Ou seja, nunca antes um clube tinha sido campeão com sete pontos de atraso a 19 jornadas do fim. As estatísticas até indicam uma ode um pouco a favor do falhanço da reconquista, mas recuperar cinco pontos a 17 jornadas do fim não é impossível de todo.
Um dos “obstáculos” à esperada reconquista era o treinador, e esse já foi superado. Com o assumir de comando de Bruno Lage já se notam as diferenças, não só em termos futebolísticos e táticos, mas também a nível de vontade dos jogadores. Foi quase como uma injeção de adrenalina, e era mesmo isso que o SL Benfica estava a precisar.
Como adepto só me resta apelar a todos aquilo que só facilitava o trabalho de todos os envolvidos na equipa sénior do Sport Lisboa e Benfica: vamos acreditar até ao fim. Não vale a pena pensar que está tudo perdido quando não está. Ainda falta muito jogo, muitos golos marcados e sofridos, e como sabemos, uma conquista do campeonato para o SL Benfica, pelo menos nos últimos anos, é sempre a sofrer até ao final. Até porque qual seria a piada de vencer um campeonato sem pelo menos tremer um bocadinho?
Depois da subida em 2016 e regresso à Primeira Liga Portuguesa, o GD de Chaves vive a época mais atribulada deste seu retorno. Em 2017, com Ricardo Soares e Jorge Simão, conseguiram um tranquilo 11.º lugar, sendo que na época passada roçaram os lugares europeus, conseguindo um sexto lugar com Luís Castro.
Sendo um clube estável e com um plantel bem apetrechado dentro do seu contexto, esperava-se que esta temporada o GD de Chaves garantisse a permanência cedo para olhar para a conquista de um lugar europeu. No entanto, a equipa Transmontana tem estado “desastrada” e tem sentido enormes dificuldades, ocupando, com 17 jornadas já jogadas, o último lugar da classificação, a quatro pontos dos lugares de permanência.
Depois de 17 jogos oficiais, Daniel Ramos foi afastado do comando técnico e substituído por Tiago Fernandes. Estreante na Primeira Liga, o técnico português de 37 anos é o escolhido pela direção Transmontana para garantir a permanência do clube entre a elite do futebol português.
O ex técnico interino do Sporting Clube de Portugal, período no qual derrotou o “seu” GD de Chaves e o CD Santa Clara, mas onde também conseguiu um empate a zeros no Emirates Stadium ante o Arsenal FC, conquistou o universo leonino devido à sua paixão e vontade de representar os “verdes e brancos”, apresentando um estilo estratégico e um Sporting CP disciplinado taticamente, que, sem deslumbrar e encher o olho aos adeptos, conseguia o resultado e objetivo pretendidos.
Estes três jogos bastaram para conquistar o público e a comunicação social, que viam nele competência a mais para o nível onde trabalhava. Acabou por ser “promovido” a treinador principal dos sub-23, aquando da chegada de Marcel Keizer, mas, dois jogos depois, aceitou o desafio do GD de Chaves e lançou-se na sua primeira verdadeira aventura na Primeira Liga Portuguesa.
Tiago Fernandes encontrou um plantel recheado de qualidade Fonte: GD Chaves
Os Valentes Transmontanos não sentiram logo o efeito da troca de treinador e, nos primeiros três jogos, a equipa, com Tiago Fernandes no leme, somou três derrotas, duas para a Liga e outra para a Taça de Portugal. Para além das derrotas, a situação era alarmante, porque não se notavam grandes diferenças na equipa e não se conseguia avistar a evolução necessária para a salvação. A equipa apresentava vontade em fazer mais, mas de uma forma pouco confiante, que, irremediavelmente, conduzia a derrotas.
A partir do quarto jogo, já se começaram a notar diferenças. Esse quarto jogo foi perante o Varzim SC, a contar para a Allianz Cup, tendo a equipa Transmontana vencido por 3-1 e ficado a um golo do apuramento para a final four. Os Flavienses começaram a consolidar o processo defensivo (apenas 2 golos sofridos, nos últimos 4 jogos), imagem de marca que Tiago Fernandes deixou no curto período à frente do destino do Sporting CP, e começou a atacar com outra fluidez e confiança, faltando, no entanto, mais presença ofensiva para criar outro número de ocasiões e, sobretudo, mais flagrantes.
Seguiram-se dois empates a zero, com CD Feirense e Vitória FC, e, na última jornada, voltaram às vitórias, batendo o CD Tondela que se encontrava num grande momento de forma – os Transmontanos não ganhavam para a Liga desde 21 de setembro.
Apesar da época muito abaixo das expetativas, o clube é um dos mais apoiados da Primeira Liga Fonte: GD Chaves
Esta vitória poderá dar outro ânimo às hostes do GD de Chaves. Vamos ver se Tiago Fernandes consegue salvar os Transmontanos e, sobretudo, devolver a confiança aos seus jogadores. O mercado de inverno tem sido bastante movimentado em Trás-os-Montes, tendo a equipa perdido dois dos seus melhores e mais valiosos ativos, Marcão e Stephen Eustáquio.
Se Marcão, foi substituído por um desconhecido, mas com bom currículo (internacional A pela Sérvia e titularíssimo nas últimas três temporadas), de nome Nemanja Ćalasan e que promete muito, Eustáquio foi substituído por João Costinha, médio com muita experiência de Primeira Liga, de alta rotação, que tem pouco de comum com o homem que vai substituir, mas que acrescenta algo que mais nenhum médio no plantel sabe fazer, sobretudo no capítulo do transporte e progressão com a bola.
Também chegaram Rúben Macedo, emprestado pelo FC Porto que já foi titular contra o CD Tondela, e Luther Singh, emprestado pelo SC Braga que também foi titular nos últimos três jogos, ambos para os corredores ofensivos, e ainda Erdem Sen, médio de características mais defensivas que mostrou imensa qualidade na sua passagem no CS Marítimo. Vamos ver que GD de Chaves vamos ter na segunda volta e se Tiago Fernandes continuará a cotar-se ainda mais no universo do futebol português.
O caso deste FC Porto B parecia ser, no início da época, um caso perdido. Um mau arranque atirou a equipa para os últimos lugares da tabela, mas o certo é que, à entrada para o primeiro jogo da segunda volta, os dragões já recuperaram terreno e subiram ao oitavo lugar. Apesar de esta ser uma competição cujo título não significa o mesmo para o FC Porto do que para equipas como o FC Paços de Ferreira e o FC Famalicão, que atualmente estão na frente, não deixa de ser mais uma para vencer.
Três jogos, três derrotas. Foi desta forma que os dragões entraram na segunda liga, com a sua equipa B. Um arranque negativo, com uma goleada por 4-0 na primeira jornada, frente ao GD Estoril Praia, um assumido candidato à subida de divisão. Apenas na jornada quatro os comandados de Rui Barros somaram os primeiros pontos, com uma vitória caseira, por 2-1, sobre o Académico de Viseu FC.
No entanto, este não foi um resultado que lançou a equipa num caminho positivo. Até à oitava jornada, os bês azuis e brancos transportavam a lanterna vermelha, com apenas cinco pontos somados, fruto exatamente dessa vitória e de dois empates. A melhoria nos resultados chegou à 11ª jornada, de onde se partiu para uma série de três jogos consecutivos a vencer, sequência que permitiu o salto até ao sétimo lugar da classificação.
Tony Djim é um dos menos utilizados, com apenas 13 minutos na época Fonte: FC Porto
Desta primeira volta destacam-se as vitórias frente ao Braga B e Vitória SC B (equipas na mesma condição), bem como sobre o FC Paços de Ferreira. Fica também na memória o empate a duas bolas frente ao, também aqui, eterno rival, SL Benfica B. Depois de entrar praticamente a perder, com um golo de José Gomes aos três minutos, o FC Porto respondeu com dois golos e viu o adversário empatar já em período de compensação, através de grande penalidade.
Em 17 partidas já disputadas, este é um FC Porto com sete vitórias, três empates e sete derrotas e que ainda não conseguiu estabilizar-se. No que a golos diz respeito, já marcou por 21 vezes tendo, no entanto, sofrido 23 golos.
Com um plantel maioritariamente português, esta é uma formação que pretende descobrir talentos para ingressar na equipa A e que, até ao momento, já ajudou a lançar nomes como aconteceu com Diogo Leite, Diogo Dalot e até André Silva.
O campeonato saudita acaba de tornar-se bem interessante. Se já era, devido à presença de Jorge Jesus (e não só), agora tornou-se numa reedição de um duelo pessoal inegável que sucedeu em 2015/2016. Nessa época, como se devem bem lembrar, o Sporting CP contratou Jesus ao SL Benfica e Vitória sentou-se na cadeira vazia deixada por Jorge Jesus.
Durante essa mesma época, ocorreram peripécias de puro entretenimento para qualquer adepto. “Bate bocas” iniciados por Jesus, após vitórias sobre o seu antigo clube, em direção ao técnico que o substituíra animaram o campeonato nesse ano. Porém, a certo ponto, tornaram-se excessivos e tinham pouca razão de ser.
Jesus, pessoa conhecida por dizer o que tem a dizer, independentemente do timing/bom senso, entrou numa onda de “mindgames” e fez tudo para enterrar ainda mais o seu homólogo, que, se bem se lembram, teve sérias dificuldades nos primeiros seis meses de trabalho competitivo.
Depois da Supertaça e de uma tal “instabilidade”, Rui Vitória atingiu uma série de resultados positivos. No campeonato, somava habitualmente três pontos de vento em popa e o Sporting, que tinha entrado em 2016 no primeiro lugar, a alguns pontos de vantagem dos rivais, foi perdendo pontos. A derradeira batalha direta entre ambos deu-se em Alvalade. Quem vencesse ficaria em primeiro. Se terminasse num nulo, o Sporting mantinha-se na frente. Embora faltassem ainda algumas jornadas, aquele jogo era absolutamente decisivo para a crítica.
O Benfica venceu, passou para a liderança, ganhou todos os jogos até ao final e tornou-se bicampeão nacional. Todos os “mindgames” provaram-se infrutíferos. Jesus viu o feitiço virar-se contra si. Jesus não conseguiu fazer do Sporting campeão. Afinal, ainda hoje se pergunta quem o irá fazer…
Outrora, em Lisboa, hoje, em Riade, Jesus e Vitória disputam cara a cara, novamente, outro título. Os dois escreveram uma excelente estória de futebol, através da luta acesa entre dois clubes eternamente rivais que comandavam, e uma vez mais neste desporto vimos justiça poética a ser concretizada na perfeição: à imagem da conquista do Euro 2016 por parte de Portugal, após tanto “ódio” e acusações demeritórias à nossa Seleção, foi possível calar tais vozes. Rui Vitória fez o mesmo a Jesus e aos sportinguistas!
A equipa de Jesus segue isolada no primeiro posto Fonte: Al-Hilal
O mais curioso é que Jorge Jesus realizou mesmo um excelente trabalho nessa temporada… Aproximou realmente o clube de Alvalade de FC Porto e Benfica e ainda atingiu 86 pontos, o máximo da história do clube em campeonatos com 18 equipas! E um feito destes não chegou para erguer o título…
É na Arábia Saudita que os dois treinadores voltam a ser os dois candidatos ao título nacional. Embora longe, e num campeonato muito, mas muito diferente, acredito que a paixão será a mesma e que assistiremos a um confronto mais calmo. Contudo, os antecedentes entre os dois são bem concretos, toda a gente se lembra, e podem voltar à ribalta mal um pegue no assunto!
Depois de uma temporada em que ficaram a apenas uma vitória das finais da NBA e sem as estrelas Irving e Hayward, muitos pensaram que, com o regresso de ambos, os Celtics dominariam o Este. Aquilo de que toda a gente se esqueceu foi que houve mudanças profundas do lado do Oceano Atlântico e que uma equipa não é só um conjunto de peças que se podem mudar à vontade.
É inegável, no entanto, dizer que não há talento em Boston. Na ausência de Irving e Hayward, Tatum, Brown e Rozier provaram ser apostas ganhas, Smart, Horford e Morris assumiram-se como líderes e os Celtics pareceram encaminhados. Mas inserir Kyrie e Gordon não é – nem nunca seria – um processo fácil. Aquilo que eles oferecem à equipa não é o mesmo que os seus colegas oferecem, há mudanças nos papéis de cada um e há ainda um outro problema: egos.
No Este, sempre achei que os Raptors de Leonard iam dominar e isso tem sido verdade, com os Bucks à perna. Os Celtics, entretanto, vão andando entre o bom e o mau (e o muito mau às vezes), sem nunca saberem encontrar um equilíbrio. Em Boston achou-se que, saindo o LeBron, o trabalho no Este estava feito e isso nunca foi verdade.
Gordon Hayward ainda não conseguiu voltar à sua forma pré-lesão Fonte: Boston Celtics
Por entre egos e dificuldades de entrosamento há, no entanto, um problema maior, que se prende com uma época que acabou por “cegar” os analistas. Há uma sobrevalorização dos jogadores e treinador dos Celtics, que leva a uma avaliação errada da equipa. Brad Stevens é um excelente treinador, mas com problemas, principalmente ao nível da organização ofensiva. Dêem-lhe uma bola fora ou uma posse defensiva e Stevens irá maravilhar os adeptos. Mas o ataque organizado de Boston já é outra história. É demasiado simples, previsível e pouco agressivo. Quase todos os jogadores dos Celtics acabam por optar pelo lançamento exterior, poucas vezes optando pela penetração para o cesto. Isto para qualquer defesa é o ideal, até porque, por muitas mudanças que haja na NBA, o lançamento perto do cesto é sempre um lançamento com maior probabilidade do que qualquer outro.
Do lado dos jogadores houve também uma avaliação demasiado positiva. Irving está a fazer uma época tremenda e é capaz de ganhar jogos sozinho, mas não é um playmaker. Hayward está a anos-luz do que já foi, Tatum explodiu demasiado cedo e está agora a “voltar à Terra” e Brown tem (e sempre teve) problemas com a sua consistência. Terry Rozier sofreu com a perda de minutos e de estatuto na equipa, mas Horford é talvez o caso mais gritante. Sem Irving e Hayward, era Horford o ponto fulcral do ataque. Agora, reduzido a um papel secundário no ataque e de âncora defensiva, com a idade já a pesar, Horford tem tremendas dificuldades em ser tão efetivo como era anteriormente.
A solução para os Celtics? Assumirem-se como outsiders. Olharem para as outras equipas, perceberem que Toronto e Milwaukee têm neste momento aspetos que fazem delas melhores equipas e que ainda há muito para crescer. Só assim a turma de Boston poderá sair desta temporada com a ideia de dever cumprido e construir para o futuro.
Em noite de “mata-mata”, Feirense e Sporting reeditaram o duelo da Taça da Liga no Marcolino de Castro e o desfecho foi o mesmo. Os leões avançam na Taça de Portugal e vão encontrar o SL Benfica na meia-final da “Prova Rainha”.
Noite fria em Santa Maria da Feira, mas com um ambiente quente para receber o Sporting. Jogava-se o acesso às “meias” da Taça de Portugal e nenhuma das equipas queria deitar por terra o sonho de estar no Jamor.
O Feirense promoveu seis alterações em relação ao empate com o CD Aves, a contar para a 17ª jornada da Primeira Liga, e fez entrar Brígido, Nascimento, Tavares, Vitor Bruno, Marco Soares e os reforços Aly Ghazal e Steven para os lugares de Caio, Philipe Sampaio,Cris, Sturgeon, Crivellaro, Babanco e Edinho. Do outro lado, o Sporting também mexeu, tendo feito alinhar Salin, Acuña, Ristovski e Raphinha nos lugares de Renan, Jefferson, Bruno Gaspar e Diaby, em relação ao empate no clássico frente ao FC Porto.
O jogo começou com natural domínio leonino e os comandados de Marcel Keizer podiam ter mesmo chegado ao golo aos cinco minutos, não fosse um corte providencial de Briseño, quando a bola se dirigia para Bas Dost, já sem guarda-redes na baliza.
O jogo prosseguiu e viram-se uns primeiros 30 minutos com escassas oportunidades de golo. O Sporting ainda introduziu a bola na baliza de Brigido aos 34 minutos, mas Fábio Veríssimo assinalou uma infração do avançado holandês e invalidou o golo leonino. O nulo mantinha-se e tudo indicava que se iria manter até ao intervalo.
Ainda houve uma oportunidade para cada lado antes do intervalo, mas o resultado não se alterou. Primeiro Valencia, aos 37’, depois de uma sobra num canto, apareceu isolado e rematou para uma boa intervenção de Salin. Depois Bruno Fernandes, num primeiro remate, e Bas Dost, na recarga, tentaram dar avanço ao Sporting, mas Brigido esteve a altura e evitou o primeiro dos leões.
As equipas voltaram dos balneários com vontade de dar um rumo diferente ao segundo tempo e o Sporting não abriu o marcador por milímetros. Bas Dost, depois de um passe de Acuña, só tinha de encostar, mas atirou ao lado do poste da baliza do Feirense.
O Sporting atacava com perigo e aos 55 foi a vez de Nani desperdiçar uma boa oportunidade de golo. Solto na área, o avançado português cabeceou por cima da trave de Brigido. O mesmo protagonista, o mesmo desfecho aos 62 minutos, agora a passe de Raphinha, Nani atirou ligeiramente ao lado do poste direito do Feirense.
O golo acabou por surgir aos 63 minutos por Wendel. O médio brasileiro rematou violento e colocado à entrada da área e não deu hipótese a Brigido. Estava desfeito o nulo no Marcolino de Castro.
Aos 65’ foi a vez de Bruno Fernandes ampliar o marcador. No ressalto de um canto, o médio português aplicou um remate com a sua marca registada e a bola só parou no fundo das redes. O Sporting ganhava uma vantagem significativa com dois golos em apenas dois minutos de jogo.
O Sporting atirou a contar por duas vezes em dois minutos Fonte: Bola na Rede
O Feirense reagiu bem à desvantagem e podia ter marcado aos 70 minutos. Valeu, primeiro, Coates a cortar a bola a Valencia que estava isolado à entrada da área, e, no momento seguinte, Salin, a defender o remate de Crivellaro com uma estirada impressionante.
Luiz Phellype estreou-se na equipa leonina e esteve perto de marcar aos 82 minutos. O avançado brasileiro atirou ao poste.
Aos 88 o Feirense só não reduziu devido a mais uma excelente defesa de Salin. Grande defesa do guardião francês quando Valencia se preparava para celebrar.
Não houve mais golos até ao fim da partida e o Sporting coloca-se, desta forma, mais perto do Jamor. O próximo duelo, a contar para as meias-finais da competição, será contra o SL Benfica, fruto da vitória dos encarnados sobre o Vitória SC. A outra meia-final terá como protagonistas FC Porto e SC Braga.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
CD Feirense: Brígido, Diga, Tiago Gomes, Briseño, Babanco, Steven (75’ Edinho), Nascimento, Valencia, Aly Ghazal ( 75’ Cris), Tavares ( 67’ Crivellaro), Vitor Bruno
Sporting CP: Salin, Ristovski, Coates, Mathieu ( 75’ André Pinto), Acuña, Gudelj, Wendel( 80’ Petrovic), Bruno Fernandes, Nani, Raphinha e Bas Dost( 75’ Luiz Phellype).
Cristiano Ronaldo e João Cancelo já somam títulos ao serviço da Juventus! Na Supertaça Italiana, disputada em Jidá, na Arábia Saudita, Ronaldo voltou a ser decisivo e apontou o único golo da vitória da Juve sobre o AC Milan de Gennaro Gattuso. O camisola ‘7’ da Velha Senhora aumentou assim para 28 o número de troféus conquistados ao longo da carreira.
A primeira parte do desafio foi de pouco interesse, com os dois conjuntos bastante desligados da corrente. O Milan mostrava muitas dificuldades no transporte da bola e a Juventus não conseguia tomar partido das debilidades do oponente.
Porém, João Cancelo ia sendo um dos homens mais inconformados do lado dos bianconeri, e aos 17 minutos esteve muito próximo de fazer o primeiro golo do encontro. O remate do lateral português passou alguns centímetros ao lado da baliza de Donnarumma.
A dez minutos do intervalo, Matuidi colocou o esférico dentro das redes, mas o árbitro Luca Banti estava atento à posição irregular do francês e anulou o golo. Oito minutos volvidos, Cristiano Ronaldo tentou um remate acrobático e a bola, por muito pouco, não foi com a direção certa.
No início do segundo tempo, Cutrone ganhou espaço na área da Juventus e acertou na barra da baliza de Szczęsny. Era o Milan que entrava melhor na etapa complementar da partida, a gerir de forma mais inteligente a posse de bola.
Aos 59 minutos, Ronaldo voltou a avisar Donnarumma, obrigando o guardião italiano a uma excelente intervenção. A sorte dos milaneses, contudo, nem dois minutos durou: Pjanić descobriu CR7 comum passe exímio e o avançado de 33 anos cabeceou sem hipóteses para o fundo das redes. Era o 19º golo da carreira em finais para o internacional português.
Cristiano Ronaldo apontou o golo da vitória da Velha Senhora Fonte: Juventus FC
Após uns bons 20 minutos dos rossoneri,a Velha Senhora tomou novamente conta do jogo e viu pela segunda vez o juiz da partida anular um golo à sua equipa: Matuidi estava adiantado quando devolveu a bola ao argentino Dybala.
Se o ambiente nas bancadas do Estádio Cidade Desportiva Rei Abdullah era calmo, dentro das quatro linhas o mesmo não se verificava. Aos 73 minutos, Luca Banti recorreu às imagens do VAR e Kessié recebeu ordem de expulsão, devido à entrada descomedida sobre Emre Can.
A Juventus é agora o clube com mais Supertaças conquistadas em Itália, com oito títulos na prova. Já o Milan continua com muitas dificuldades em bater a formação de Turim: apenas uma vitória nos últimos 18 jogos frente à Juve.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Juventus FC: Szczęsny, Cancelo, Bonucci, Chiellini, Alex Sandro; Pjanić (Can, 65’), Bentancur (Bernardeschi, 86’), Matuidi; Costa (Khedira, 90’), Ronaldo, Dybala.