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Novos líderes – NFL Semana #15

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Tal como tínhamos vindo a avisar, esta semana poderia trazer alterações significativas. Se na classificação real somente os Saints destronaram os Rams, ao nível deste power ranking consumou-se também a mudança na AFC. As duas últimas semanas prometem mais mudanças e muitas equipas a ficarem a chorar à porta dos playoffs.

Última jornada do ano promete

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Arranque de sonho, este do SL Benfica na primeira divisão do futsal português. Para já, 14 vitórias em igual número de jogos. Irá tentar a 15ª neste fim de semana, quando se deslocar ao pavilhão do Futsal Azeméis, num jogo que se antevê como equilibrado, dada a valia do conjunto oliveirense, pese embora a série invicta do clube lisboeta.

Na primeira volta, os encarnados levaram a melhor no seu pavilhão por claros 6-0, mas relembro o histórico nos jogos caseiros do conjunto de Oliveira de Azeméis: no histórico entre as duas formações em jogos disputados no Pavilhão Dr. Salvador Machado, já se verificou um empate a três na época 2016/17, por isso se vê como este adversário pode criar problemas aos comandados de Joel Rocha neste último encontro do ano de 2018.

O SL Benfica irá ter pela frente mais um adversário complicado, que promete dificultar a vida aos encarnados
Fonte: Futsal Clube Azeméis by Noxae

O eterno rival da Segunda Circular, o Sporting CP, terá um jogo bem mais acessível perante os seus adeptos, pois defronta o Unidos Pinheirense, clube que historicamente tem sentido grandes dificuldades nos jogos perante os leões (10 derrotas em igual número de jogos para campeonato, taça de Portugal e taça da Liga). Ainda para mais, esta tem sido uma época difícil para os gondomarenses, mas tem dado alguns sinais de retoma, como comprovam os dois triunfos nas últimas três partidas. Será um fator suficiente para incomodar os jogadores leoninos? Eu penso que não, mas veremos.

O terceiro classificado, MODICUS, tem uma complicada deslocação a Viseu, uma equipa muito competitiva e bem orientada pelo técnico Paulo Fernandes. Na primeira volta, em Sandim, a equipa da casa ganhou 6-1, mas agora o jogo deverá ser bem mais equilibrado.

O quarto classificado, o SC Braga, em clara retoma depois de um arranque manifestamente mau, agora perto dos lugares condizentes com o seu real valor, vai até Porto Salvo defrontar os Leões locais depois de ter sido derrotado na segunda jornada por 1-3 na sua casa. Mas o crescimento desde essa fase inicial da temporada tem sido notório, como comprovam as seis vitórias nos últimos sete encontros. Este será um dos encontros da jornada, pela imprevisibilidade e pela dificuldade em veicular um possível prognóstico.

Outra das boas equipas do nosso campeonato, a Desportiva do Fundão (quinto), joga em casa com o CCRD Burinhosa, atual oitavo classificado, num jogo onde o favoritismo pende para o conjunto beirão, após ter ganho 8-5 na primeira volta na Aldeia do Futsal.

O Elétrico de Ponte de Sor tenta prosseguir a sua campanha de estabilização entre os oito melhores conjuntos da nossa Liga ao receber a Quinta dos Lombos. Na primeira volta, a equipa alentejana foi derrotada por 2-0, indo, neste último jogo do ano, tentar somar mais um triunfo.

Finalmente, o Rio Ave recebe o Belenenses num autêntico jogo de aflitos, dado que a formação vila-condense ocupa o último lugar (14º), com apenas sete pontos e o emblema da cruz de cristo é o atual 12º, com os mesmos 11 pontos do 13º e primeiro clube abaixo da linha de água, o Unidos Pinheirense.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica – Modalidades

É possível continuar o sonho!

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O sorteio da passada segunda-feira da Liga dos Campeões foi “agradável” para os azuis e brancos. Defrontar a AS Roma nos oitavos-de-final não é fácil mas dentro dos adversários possíveis os italianos eram dos mais acessíveis. É evidente que estas análises são sempre muito subjetivas quando ainda faltam dois meses para essa eliminatória e, pelo meio, existe o mercado de janeiro.

Neste momento a AS Roma é sexta classificada no Campeonato Italiano. É uma equipa recheada de talento mas onde o coletivo não se tem demonstrado muito consistente. Kolovov, Javier Pastore, Edin Dzeko são alguns exemplos desse talento e qualidade. Para se ter noção do valor do seu plantel o site especializado transfermarkt avalia em 383 milhões de euros o plantel romano, enquanto o plantel portista esta avaliado em 267 milhões de euros. Apesar da AS Roma ter um plantel com maior valor de mercado, um maior orçamento acredito que o FC Porto é mais forte coletivamente e está melhor orientado e isso vai fazer a diferença.

Felipe já foi feliz no Olímpico de Roma
Fonte: FC Porto

Em eliminatórias a duas mãos frente a adversários italianos, o FC Porto tem vantagem: em nove eliminatórias, qualificou-se cinco vezes e foi eliminado em quatro ocasiões. Relativamente aos confrontos com a AS Roma o sucesso é total, na época de 1981/82 e mais recentemente em 2016/17 os portistas eliminaram os romanos.

A primeira mão disputa-se a 12 de fevereiro, em Itália, enquanto a segunda mão terá lugar a 6 de março, no Estádio do Dragão. No próximo sábado dia 22 de dezembro pelas 19h30 os mais curiosos podem analisar a AS Roma no grande jogo em Turim diante a Juventus FC. Um outro dado curioso é que no fim-de-semana anterior ao confronto no dragão os azuis e brancos defrontam o SL Benfica também no estádio do dragão.

Nesta fase da prova não existem eliminatórias fáceis, mas acredito piamente que o FC Porto tem todas as condições para ultrapassar a equipa romana e continuar na busca do sonho europeu.

Foto de Capa: UEFA

artigo revisto por: Ana Ferreira

Deserto de ideias em Santa Maria da Feira

E vão onze, onze jornadas sem qualquer vitória na Liga Portuguesa! O alarme já soou há algum tempo em Santa Maria da Feira, mas parece continuar a aumentar a cada jornada que passa. Depois de arrancar o campeonato com duas vitórias (as únicas até ao momento na Liga), o conjunto de Nuno Manta Santos entrou numa espiral negativa, que parece não ter retorno.

Se os resultados, por vezes, são injustos ou mentirosos, as exibições do CD Feirense são ainda mais preocupantes, sobretudo no momento ofensivo, que é um deserto de ideias gritante e constante. Para além disso, pelos estímulos que têm passado cá para fora, o treinador não tem ideias para mudar e, por exemplo, nesta última jornada em Braga, em vez de mudar um pouco o modelo de jogo ou a abordagem ao jogo, preferiu trocar de guarda-redes, quando, toda a gente que segue minimamente o futebol português, sabe que Caio Secco é um dos melhores ativos do plantel, “fartando-se” de safar a pele dos Fogaceiros desde a época passada.

Os Fogaceiros estão em zona de descida, com duas vitórias, quatro empates e sete derrotas, sendo o segundo pior ataque da Primeira Liga
Fonte: CD Feirense

Nuno Manta Santos já provou o seu valor e contrariou o ditado que diz “Santos da casa não fazem milagres”. Durante a época 2016/2017, um desconhecido na alta roda do futebol português, mas um filho da terra e do clube, substituía o icónico José Mota. Rapidamente, até pelo seu trajeto, ganhou simpatia dos adeptos do futebol português. Conduziu o CD Feirense a um tremendo 8.º lugar nessa época de estreia e, na temporada passada, conseguiu um ponto a mais que a zona de despromoção.

O técnico tem um estilo metódico e estratégico, montando uma equipa à sua imagem. Organizada, forte nos esquemas táticos, “batida” na Primeira Liga e com jogadores raçudos e que não viram a cara à luta. A verdade é que este ADN imposto no Fogaceiros tem resultado, com maior ou menor estilo, os objetivos têm sido logrados e ir ao Marcolino de Castro é, na verdade, uma saída sempre difícil para os visitantes.

No entanto, a evolução tem sido nula. Tanto por parte do técnico português, tanto por parte da própria equipa. Não mudou grande coisa e continua a ser uma equipa limitada no momento ofensivo. Jogadores como Tiago Silva, Rafael Crivellaro, Edson Farias ou Luís Machado, são exemplos e provas de que estamos na presença de um clube modesto a nível financeiro, mas com qualidade individual para fazer mais e melhor.

É uma equipa com um modelo demasiado rústico para uma equipa com esta qualidade individual e, sobretudo, que parece só ter uma forma de jogar, ou seja, não há plano “B” ou “C”, a equipa joga sempre igual e, se no Marcolino de Castro corre mais vezes bem que mal, fora de portas tem sido um desastre (reforço, que esta é uma análise exibicional e não apenas resultadista). A responsabilidade tem de cair sobre o técnico, o máximo responsável do grupo de trabalho.

Tiago Silva é a peça mais influente da equipa, apesar do seu estilo de jogo ser distinto do ADN do CD Feirense de Nuno Manta Santos
Fonte: CD Feirense

Sinceramente, acredito que o CD Feirense não desça de divisão, nem que mude de treinador, mas seria bom ver a equipa tentar mudar o seu registo e o próprio treinador evoluir noutros momentos de jogo, conseguindo extrair ainda mais dos melhores e mais valiosos ativos do clube, como Luís Machado, que é um autêntico portento fisicamente, com capacidade de drible e um excelente remate de média-longa distância, ou Tiago Silva, que, por incrível que pareça, sendo um jogador tecnicamente evoluidíssimo, com uma visão de jogo impecável e com um estilo mais de posse e jogo apoiado, tem se dado muito bem pelos ares de Santa Maria da Feira.

O CD Feirense e Nuno Manta Santos têm potencial para mais e melhor. Existe melhor altura para mudar do que uma altura de crise profunda – a nível exibicional e agora até de resultados?

Foto de Capa: CD Feirense

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Revalidações estão complicadas

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Com cinco das nove provas da Taça do Mundo de Ciclocrosse já disputadas, pode-se começar a fazer uma análise da época e das candidaturas ao título final, que está complicado para os campeões em título, Mathieu van der Poel e Sanne Cant.

No lado feminino, a belga está no segundo posto, a poucos pontos da líder Marianne Vos, mas as suas exibições colocam-na bem longe da forma do ano anterior, em que venceu cinco etapas. Na verdade, a regularidade dá a Cant um bom posicionamento na tabela, mas ainda não somou sequer qualquer podium.

Vos lidera e já venceu duas etapas, mas a vantagem é curta e, além de Cant, também Ellen van Loy está muito perto. A classificação geral está muito aberta, e a ciclista em melhor forma parece ser Annemarie Worst, que, apesar de ter falhado as duas rondas inaugurais, também já está entre as primeiras.

Já nos homens, van der Poel está a pagar o preço de ter decidido não participar nas duas primeiras rondas para se poupar para uma época, que, entre ciclocrosse, estrada e mountain bike, será extremamente longa. O holandês venceu as três provas em que participou, mas isso não chega para mais que sétimo posto.

Na frente, está Toon Aerts, que venceu as duas provas inaugurais e continuou o bom momento nas primeiras provas europeias com dois terceiros e um quarto. Depois de já ter sido terceiro na época transata, parece este ano ter encontrado a solução para se bater de igual com as duas superestrelas da modalidade, van der Poel e van Aert.

Wout van Aert só recentemente resolveu os seus problemas contratuais
Fonte: Team LottoNL – Jumbo

Regular tem sido também a época de Wout van Aert. O campeão do Mundo teve um defeso complicado devido a uma rescisão contratual em litígio e ainda não provou o sabor da vitória na Taça do Mundo deste ano, mas já foi segundo por quatro vezes.

Com ainda tanto por decidir, Namur receberá a próxima etapa no dia 23 de dezembro e ajudará a perceber quem sairá por cima nestas lutas de titãs.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Corendon-Circus Cycling Team

Mourinho perdeu o toque de Midas

Confesso-me. Apesar de não ser adepto do FC Porto, cresci, vivi e admirei a era de ouro da equipa portista ao comando de José Mourinho. Graças ao FC Porto de José Mourinho aprendi que o papel do treinador numa equipa de futebol não deve ser subvalorizado. Descobri com Mourinho que milagres no futebol também são possíveis.

Mourinho ensinou-me, sozinho, mais coisas sobre futebol do que eu algum dia poderia imaginar. Embora a memória curta no futebol seja um problema recorrente e sem solução, eu não me esqueço de tudo isto.

É também por isso que o digo e afirmo: José Mourinho perdeu o “seu” toque de Midas. O que não quer dizer que o treinador português não possa voltar a ser o treinador de sucesso que já foi outrora. Na minha opinião, Mourinho deverá apenas mudar a sua abordagem em equipas futuras.

Os jogadores que José Mourinho encontrou naquela equipa de 2003/2004 do FC Porto já não são os mesmos jogadores de hoje em dia. São talentosos em igual medida, sem dúvida alguma, mas é notório que são jogadores bem mais imaturos. O futebol atual “mima” demasiado os jogadores e o resultado é que cada vez mais temos “crianças” dentro de um balneário. A tendência diz-me que isto vai piorar, não melhorar. José Mourinho tem, por isso, que se adaptar aos tempos.

O despedimento de José Mourinho no Manchester United FC não foi uma surpresa para mim. Diria que era, até, uma inevitabilidade. Nunca consegui ver, ao longo destas três épocas, a simbiose perfeita entre o plantel e o treinador português. E não desprezemos esse aspeto.

Fonte: Manchester United FC

Aquilo que eu mais admirava em José Mourinho era o facto de conseguir aproveitar os vários jogadores “mal-amados”, que nunca mais foram os mesmos no pós-Mourinho. Assim de cabeça, lembro-me logo de um nome: Wesley Sneijder. Mas há mais.  E esse era o grande trunfo, para mim, do treinador português. Na minha opinião, conseguir incutir este espírito competitivo nos seus jogadores é meio caminho para o sucesso. José Mourinho nunca conseguiu isso em Old Trafford. Pogba será o perfeito exemplo do declínio de José Mourinho nesse aspeto. Mourinho nunca conseguiu lidar, nem trabalhar com o jogador francês, apesar de ter um excelente historial no acompanhamento de jogadores problemáticos.

Vi um treinador mais obcecado em gastar grandes valores de dinheiro em transferências, do que em tentar aproveitar e rentabilizar aquilo que tinha, tal como fez no FC Porto e no Inter de Milão.

Este não é o mesmo José Mourinho. Não é o treinador pelo qual eu ganhei uma grande admiração.

Para além destes aspetos todos, há também a vertente tática, que me tem desiludido muito no treinador português. Vi em Manchester um treinador cada vez mais “limitado” nas opções táticas que tomava. Uma obsessão quase irritante de praticar um futebol defensivo e que se adaptava muito pouco aos adversários que defrontava.

Também vi em Manchester um treinador que falava cada vez menos de futebol nas suas conferências de imprensa, e cada vez mais sentia a “necessidade” de relembrar os feitos conquistados no passado. Quando assim o é, nunca é bom sinal.

Mourinho não está condenado ao insucesso e ao declínio. Aquilo que eu desejo é que o treinador português faça uma análise introspetiva e corrija alguns dos erros que tem cometido nas suas últimas experiências.

José Mourinho tem que se adaptar ao futebol atual, não será o futebol atual que se irá adaptar a ele. Como homem sábio que é, acredito plenamente nas suas capacidades para voltar a encher os portugueses de orgulho.

Foto de capa: Sky Sports

O Beatle português do Goodison Park

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Pode até não passar de um ditado popular, mas não deixa de ser verdade: às vezes é preciso dar um passo atrás para dar dois em frente. Não se dá este passo por não se saber o caminho ou aquilo que se vai encontrar ao longo deste, mas pelas circunstâncias incontornáveis que não permitem a passagem por aquele troço sem percalços. Mesmo que tenhamos todos os recursos e mais alguns, há muita coisa que nos é alheia e que interfere diariamente nos percursos que temos a seguir. André Gomes foi só mais um, de milhões, que percebeu que tinha de dar este passo se queria continuar o caminho começado.

Em julho de 2016, o médio português – com apenas 22 anos – tomou a decisão mais importante da sua carreira: assinar pelo FC Barcelona. Não é todos os dias que se assiste à chegada de jogadores lusos à Catalunha e essa terá sido uma das principais razões para o insucesso de Gomes nos blaugrana. Jogar no mesmo emblema de Messi, Iniesta e Busquets, logo após a saída de um nome memorável da história dos culés, Xavi, não é, de todo, tarefa fácil. Os adeptos do Camp Nou, à semelhança do que acontece no Santiago Bernabéu, têm uma especial exigência quanto a atletas portugueses e André Gomes acabou por não resistir à onda de críticas de que foi alvo.

Hoje, dois anos e meio depois da chegada do ex-Benfica a terras catalãs, muita coisa mudou, a começar pela confiança do jogador. Após uma fase negra vivida no Barça, em que afirmou que tinha vergonha de sair à rua, Gomes disse recentemente à Sky Sports que se diverte novamente a jogar futebol. E o responsável é o Everton FC, conjunto orientado pelo compatriota Marco Silva.

André Gomes (à esquerda) é um jogador feliz no Everton de Marco Silva                                          Fonte: Everton FC

A jogar por empréstimo na formação inglesa, André Gomes tem sido uma das notas positivas na Premier League, tanto que consta na lista dos seis jogadores mais subvalorizados do campeonato, elaborada pela revista FourFourTwo. O camisola ‘8’ é visto como um dos símbolos do novo Everton, tendo trazido a classe e leitura de jogo que faltavam ao meio-campo dos toffees. Quem marca os golos no Goodison Park é o brasileiro Richarlison, mas este só tem que agradecer a Gomes por todo o trabalho invisível que possibilita a chegada da bola às balizas contrárias.

Se em Espanha era considerado um centrocampista lento e sem a visão periférica de que o tiki-taka se alimenta, em Terras de Sua Majestade a análise é bastante diferente. Não só se tem destacado esta “lentidão” do internacional português como benéfica para a gestão do ritmo do jogo, como se tem feito referência ao “ADN Barcelona” incorporado em André Gomes.

Num ano de recuperação dos níveis de confiança, o interesse no passe do jogador, por parte de clubes como o Tottenham Hotspur FC e a Juventus FC, acaba também por ser fulcral neste “passo para trás” dado pelo médio de 25 anos. Contudo, Marco Silva revelou que o Everton pretende contratar Gomes em definitivo já em janeiro, pelo que este “namoro” tem tudo para se prolongar.

Agora que o caminho passa pela cidade de Liverpool, André Gomes só tem de colocar os headphones nos ouvidos e procurar por “The Beatles” no motor de busca do Spotify, antes de entrar no relvado do Grand Old Lady para espalhar o seu futebol. Porque, no fundo, André, “there will be an answer. Let it be”.

Foto de capa: Everton FC

CDC Montalegre 0-1 SL Benfica: Grande (vestido de pequeno) passa à próxima fase

O Benfica venceu o Montalegre nos oitavos de final da Taça de Portugal, mas foi a equipa do Norte que se destacou ao lutar pelo jogo olhos nos olhos de forma incrível, frente a um Benfica passivo e aborrecido. Rui Vitória lançou um onze inicial “secundário”, com o regresso de Corchia que fez apenas o terceiro jogo – só foi usado na Taça de Portugal em ambos os jogos disputados esta temporada para a competição.

A primeira parte foi surpreendente, muito pelo facto do Montalegre ter abanado com a partida nos minutos finais. O Benfica, apesar de em vantagem ao intervalo, não mostrou uma clara superioridade frente ao clube nortenho nos primeiros 45 minutos.

O início foi todo do Benfica, jogando ao leme da mobilidade de João Félix, a segurança de Alfa Semedo e a distribuição de Krovinovic – estes que foram os jogadores mais impactantes por parte dos encarnados. Houve bastante bola para a equipa de Lisboa e pouca insistência dos azuis e brancos nos primeiros minutos em que batalhavam com bravura e demoravam a encarrilar o jogo devido às claras diferenças de qualidade entre as duas equipas. Durante essa adaptação e esforço, deixaram Conti aparecer no coração da área isolado, aos 31 minutos, na sequência de um canto, e marcar o primeiro e único do jogo e que permitia que as águias fossem para intervalo a vencer.

Acontece que o Montalegre mostrou que tinha mais a dizer do que o anteriormente esperado. Os minutos finais foram do clube do Campeonato de Portugal, sendo que estiveram bem mais capazes de marcar o empate do que o Benfica parecia estar a conseguir impedir as suas investidas – várias causadas pelos próprios erros dos encarnados.

As equipas saíam para o balneário com a sensação de que Benfica e Montalegre estavam mais próximos neste jogo do que as divisões que os separam.

Alfa Semedo disse “presente” em diversas ocasiões, sendo um dos melhores em campo do Benfica
Fonte: SL Benfica

De regresso do intervalo, os mesmos que saíram voltaram a entrar, não havendo quaisquer substituições quer por parte de Rui Vitória, quer por parte de José Manuel Viage que cumpriu castigo e teve de ver o jogo da bancada.

A segunda metade foi ainda mais precária que a primeira, principalmente por parte do Benfica. Continuou com um jogo pobre, lento, sem conexão, sem nexo. Krovinovic, que sempre foi um construtor de jogo, tentava fazer isso mesmo, mas as peças não se encaixam neste Benfica de Rui Vitória. O Montalegre conseguiu bater-se com os encarnados, deixando tudo em aberto até ao final da partida.

Do jogo pouco mais há a dizer, devido à paupérrima qualidade dos encarnados que não permitiram fazer do jogo a “festa da Taça” que outras partidas proporcionaram – chuvas de golos nos embates dos outros grandes nesta fase da prova rainha, por exemplo. Porém, é de avultar o trabalho feito pelo Montalegre na partida, que jogou à sua maneira, frente-a-frente e a arriscar no método de jogo que aplicou frente ao Benfica, não se limitando a “estacionar o autocarro”. Grande trabalho de José Viage, dos seus jogadores e do clube transmontano, sendo eles os únicos a proporcionar momentos que valessem grande celebração da prova rainha.

Se o Montalegre tem mérito e orgulho naquilo que fez em campo, o Benfica tem de colocar a mão na consciência quanto à incrível falta de futebol que praticou esta noite.

O Benfica elimina o Montalegre inglório e passa para a fase seguinte, os quartos de final da Taça de Portugal.

Onze inicial do Montalegre: Guedes, Zacharia Ngom (Roberto Garcia, 83′), Vítor Pereira, Vítor Alves, David Carvalho, Márcio Ferrari, Lio, Bela Tavares, Gabi (Álvaro Branco, 70′), Prince Bonkat (Anderson Zangão, 62′) e Paulo Roberto

Onze inicial do Benfica: Svilar, Corchia, Conti, Jardel, Yuri Ribeiro, Alfa Semedo, Gabriel (Gedson, 81′), Krovinovic, João Félix, Zivkovic (Cervi, 72′) e Seferovic (Castillo, 90′)

Sporting CP 5-2 Rio Ave FC: Dá cá mais cinco para a Taça

Mais uma moeda, mais uma goleada. O Sporting CP venceu hoje o Rio Ave FC por 5-2 e está nos quartos-de-final da Taça de Portugal. Os “leões” realizaram uma boa exibição, muito consistente, e derrubaram sem dificuldades os vila condenses da prova rainha, algo que não se avizinhava assim tão acessível. Tanto que Marcel Keizer avançou com um onze titular na máxima força, tal como José Gomes, no lado adversário.

Embalado pelas sete vitórias consecutivas – seis com o técnico holandês no comando – o Sporting entrou “a matar”. Com apenas três minutos de jogo decorridos já se gritava golo em Alvalade: bola cruzada rasteira pela esquerda por Acuña e Diaby, ao segundo poste, a finalizar como um matador.

Uma entrada de “leão”, que teve continuidade. Coates ensaiou uma vez, ao minuto 27′, quando cabeceou ao lado da baliza de Leo Jardim. Na segunda tentativa, o uruguaio fez melhor e “assistiu”: minuto 32′ e após um cabeceamento do defesa-central ao poste, Bas Dost marcou na recarga, oportuno, o 2-0.

Três minutos depois o Rio Ave fazia o seu primeiro remate da partida, por João Schmidt, de livre. A bola saiu muito por cima. Quem também saiu por cima logo a seguir foi Bruno Fernandes. Que diferença de rendimento do médio português! Acuña cruzou novamente do lado esquerdo e Bruno Fernandes, apanhando a bola já bem esticada ao segundo poste, pressionou o gatilho para uma bomba cruzada. 3-0 ao minuto 42′ e muito boa exibição dos “leões”.

Antes do intervalo, e apesar do domínio leonino no marcador e no campo, o Rio Ave conseguiu reduzir com alguma felicidade. Cruzamento de Matheus Reis e Bruno Gaspar, na tentativa de corte, a desviar a bola, com grande efeito, para a baliza do Sporting. 3-1 ao intervalo, com total domínio leonino: jogadas atraentes, futebol ao primeiro toque e um resultado gordo. Do lado do Rio Ave, muito exposto defensivamente, apostava-se no contra-ataque, que esbarrava sempre na boa exibição dos centrais leoninos.

Primeira parte quase de sonho para o Sporting, saindo para o intervalo a vencer por 3-1
Fonte: Bola na Rede

Na segunda parte, o Rio Ave com vontade de fazer estragos, com Vinicius – bem José Gomes a fazê-lo entrar de imediato – a passar por toda a gente, mas a ver Bruno Gaspar a cortar uma bola que ia para baliza deserta.

A partir daqui, e ainda que o Rio Ave estivesse com as suas linhas mais próximas do que no primeiro-tempo, o Sporting voltou ao domínio. Foi, aliás, uma autêntica batalha entre homem – Leo Jardim – e “leão” – os jogadores da casa. Em quatro minutos, Bruno Fernandes e Miguel Luís tentaram ampliar a vantagem, mas o guardião vilacondense defendeu tudo e em grande estilo.

O “muro” só foi de novo derrubado ao minuto 61′. Bruno Fernandes entra bem na área, vê o espaço a fechar e dá, altruísta, para Jovane. O jovem extremo cruza na perfeição para Bas Dost, que quase nem teve de saltar. Cabeceamento matador e 4-1 para os “leões”.

O Rio Ave ainda reagiu e duas vezes de livre. O primeiro, de Galeno e ao minuto 68′, foi para a bancada. O segundo, de João Schmidt e ao minuto 73′, foi direitinho à barra da baliza de Renan Ribeiro. O susto passou, até porque a alegria voltaria já aí!

Com 77′ minutos Bruno Fernandes isola Abdoulay Diaby pela esquerda e o maliano a não hesitar. Olhos na baliza, remate cruzado e “mão-cheia” de golos para o Sporting, que chega assim ao seu 30º golo em sete jogos (!) com Keizer no comando técnico leonino.

Ainda antes do apito final, o Rio Ave subiu mais e chegou ao seu segundo golo do jogo. E num lance polémico. Vinicius foi por ali fora, cai, o árbitro manda jogar, mas depois volta atrás na decisão por mão de Coates. Marcou o próprio Vinicius, concluindo o marcador em 5-2.

O Sporting apura-se assim para os quartos-de-final da Taça de Portugal, deixando o Rio Ave pelo caminho na competição. Mais um belo jogo da formação leonina, que continua a vencer e a golear sob comando de Marcel Keizer. São já sete jogos, sete vitórias e 30 golos marcados.

Onzes iniciais: 

Sporting CP: Renan, Bruno Gaspar (Ristovski, 80′), Coates, Mathieu (André Pinto, 75′), Acuña, Gudelj (Petrovic, 54′), Miguel Luís, Bruno Fernandes, Diaby, Jovane Cabral e Bas Dost.

Rio Ave FC: Leo Jardim. Matheus Reis, Nelson Monte, Buatu, Schmidt, Nadjack (Murilo, 80′), Jambor (Gabrielzinho, 62′), Diego Lopes (Vinicius, 45′), Galeno e Gelson Dala.

CD Feirense 1-1 FC Paços de Ferreira (4-2 GP): Saiu a lotaria em Santa Maria da Feira

O CD Feirense venceu o FC Paços de Ferreira com recurso a grandes penalidades, em jogo a contar para os oitavos de final da Taça de Portugal.

Os fogaceiros entraram em campo após terem eliminado, na Madeira, o Marítimo na eliminatória anterior, enquanto os castores bateram, em casa, o Casa Pia.

Nuno Manta Santos fez seis alterações em relação à última jornada do campeonato, em que perdeu fora de casa, diante do SC Braga, por quatro bolas a zero. Entraram Philipe Sampaio, João Tavares, Tiago Gomes, Marco Soares, Edson Farias e Valencia para os lugares de Briseño, Tiago Silva, Vitor Bruno,Cris,Sturgeon e Edinho. Do outro lado, Vítor Oliveira fez duas alterações em relação à derrota caseira frente ao FC Porto B. O técnico português colocou no onze inicial Fatai e Christian para as saídas de Wagner e Pedrinho.
Apesar do horário a dificultar a comparência dos adeptos, fez-se a festa da Taça no Marcolino de Castro.

O Paços começou por criar mais perigo logo aos dois minutos. Luiz Phellype atirou, já dentro da área, para a primeira defesa de Bruno Brigido. As equipas tentavam chegar a zonas de finalização, mas sem sucesso.

Aos 13 minutos, foi a vez do Feirense chegar com perigo à baliza de Marco. Edson Farias ganhou o duelo com Bruno Teles, foi à linha, cruzou, mas Valencia cabeceou ligeiramente por cima da trave.

Aos 19′ o Feirense voltou à carga por Luís Machado. Valencia deu de calcanhar e, à entrada da área, o médio português mandou uma autêntica bomba, que não passou longe da baliza de Marco.

Aos 28′, um mau passe de Nascimento deu origem a uma transição rápida do Paços, finalizada por Fatai, mas com defesa segura de Brigido.

O jogo manteve-se muito equilibrado, com as equipas a não desmontarem a estratégia definida para a partida e a controlarem os movimentos adversários, dando origem a uma primeira parte sem grandes oportunidades de golo.

Voltaram os mesmos 22 jogadores para a segunda parte, mas Edson Farias acabou por sair de maca aos 47. Entrou para o seu lugar Tiago Silva. A segunda metade parecia seguir a toada da primeira, com as equipas a anularem-se mutuamente.

O Feirense precisava de aumentar os níveis anímicos depois de três jogos sem vencer
Fonte: CD Feirense

Ao quarto de hora do segundo tempo, foi o Feirense a ter a primeira ocasião de perigo, com João Tavares, solto na área, depois de um cruzamento de Luís Machado, a cabecear ao lado.

Aos 65′ cheirou a golo no Marcolino de Castro, e seria para o Paços. Numa transição rápida, Luiz Phellype deu para Uilton, que entrou na área e devolveu para o brasileiro que, já na pequena área, não conseguiu concluir a jogada.

No minuto a seguir Fatai arrancou pela direita e ganhou canto, que se traduziu numa defesa segura de Bruno Brigido após remate de Luiz Phellype.

O Feirense por pouco não fechou a eliminatória aos 90 minutos. Luís Machado cruzou para Crivellaro, que apareceu solto dentro da área, dominou e rematou a centímetros da barra. O resultado manteve-se a zeros no final dos 90 minutos e seguiu-se o prolongamento.

O Feirense entrou com vontade de acabar o jogo antes dos penáltis, e Tiago Silva entrou pela área do Paços, cruzou e apesar de muita atrapalhação, a defesa do Paços conseguiu afastar a bola da sua zona defensiva.

Aos 96 minutos o Paços de Ferreira desbloqueou o marcador. Na sequência de um canto, depois de muita confusão na área do Feirense, Marco Baixinho empurrou para o fundo das redes dos fogaceiros e aproximou os castores dos quartos de final da Taça.

O Feirense respondeu com um remate de meia distância de Babanco, que passou perto da trave de Marco. Marco Soares teve, aos 103 minutos, a melhor oportunidade para os da casa até aí, com um remate à meia volta, já dentro de área, mas que passou ligeiramente por cima da trave.

A primeira parte do prolongamento terminou e quem fazia a festa eram os adeptos pacenses, que se viam a vencer a 15 minutos do fim da partida. Procedeu-se à habitual troca de campo, e de seguida começaram os segundos 15 minutos. Houve uma paragem forçada do jogo, aos 106 minutos, devido a uma falha de luz no Marcolino de Castro.

O jogo retomou com uma grande oportunidade para o Feirense, com Sampaio a atirar rente ao poste da baliza de Marco depois de um livre. No entanto, foi assinalada posição irregular.

O Feirense lançou-se em busca do golo e chegou mesmo ao empate. Aos 112 minutos, Valencia cruzou, Crivellaro dominou mal e a bola sobrou para Tiago Silva que, à entrada da área, mandou um tiraço para o fundo das redes do Paços. Estava feito o empate em Santa Maria da Feira.

O jogo estava bastante partido nesta fase, com ambas equipas a “dar o litro” para chegarem ao golo que poria uma ou outra em vantagem, mas o placar não se alterou. Empate a uma bola no final dos 120 minutos e tudo se decidiu nas grandes penalidades.

Nos penáltis, foi o Feirense o primeiro a bater. Edinho bateu com classe e deixou os fogaceiros na frente; Seguiu-se Pedrinho para o Paços que, com alguma sorte também converteu; Tiago Silva, que tinha marcado o golo dos da casa, atirou por cima; Marco Baixinho marcou e deixou os castores na frente; Valencia enganou Marco e colocou a bola no fundo das redes; Vasco Rocha atirou sem convicção e Brigido restabeleceu a igualdade com um voo fantástico; Crivellaro deixou os homens de Santa Maria da Feira novamente na frente; Wagner atirou e Brigido foi novamente buscá-la ao cantinho;Luis Machado marcou e selou a vitória do Feirense.

Os fogaceiros avançam assim para os quartos de final da Prova Rainha. O Feirense recebe o Portimonense no próximo sábado, em jogo a contar para a 14ª jornada do campeonato nacional e o Paços de Ferreira desloca-se a Viseu, no domingo, para defrontar o Académico de Viseu, em partida referente à 13ª jornada da segunda liga.

Onzes iniciais:
CD Feirense: Bruno Brigido; Diga (100’ Edinho),Nascimento,Philipe Sampaio, Tiago Gomes( 106’ Vitor Bruno); Babanco,Marco Soares,João Tavares(73’ Crivellaro);Edson Farias ( 52’ Tiago Silva), Luís Machado, Valencia

FC Paços de Ferreira: Marco Ribeiro; Marco Baixinho, Bruno Santos,Junior Pius, ,Bruno Teles; Diaby (83‘ Pedrinho),Luiz Carlos,Christian;Fatai (84’Wagner),Uilton ( 92’ Vasco Rocha), Luiz Phellype( 90’ Tanque).