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CD Feirense 0-1 Portimonense SC: Tarde complicada para os homens da Feira

O Portimonense SC venceu o CD Feirense por uma bola a zero, em partida a contar para a 14ª jornada da Primeira Liga.

O Feirense entrou motivado nesta jornada, depois da vitória sobre o Paços de Ferreira para a Taça de Portugal, em busca de uma vitória que fizesse com que o clube de Santa Maria da Feira saísse da zona de despromoção, ainda que provisoriamente, depois de onze jogos sem conseguir vencer para a Primeira Liga. De Portimão viajou um Portimonense à procura dos três pontos que fizessem com que a equipa de António Folha subisse à primeira metade da tabela classificativa.

Nuno Manta Santos fez três alterações em relação à última jornada do campeonato, em que perdeu em Braga por quatro bolas a zero, promovendo as entradas de Mesquita, Crivellaro e Philipe Sampaio, para as saídas de Diga, Luís Machado e Nascimento. Folha, do outro lado, promoveu x alterações depois da vitória caseira frente ao Vitória de Setúbal. Saíram Pedro Sá e Nakajima para as entradas de Lucas Fernandes e Wellington.

O jogo começou equilibrado, com as equipas a lutar pela bola a meio-campo, mas foi o Portimonense a criar perigo aos três minutos. Lucas Fernandes atirou de fora da área ao poste da baliza de Brigido.

Aos seis minutos, foi a vez do Feirense responder. Cris ganhou uma falta junto ao limite da grande área e Babanco atirou a rasar a trave.

O Feirense pegava no jogo mas falhava no último terço do terreno, e o Portimonense apostava em Jackson Martinez através de bolas longas para lançar o ataque.

Aos 28’, foi a vez do avançado dos algarvios cheirar o golo. O colombiano atirou “de primeira” à entrada da área e a bola beijou a trave de Brigido.

As equipas continuaram com uma estratégia calculista, de forma a não sofrer no primeiro tempo, e o encontro foi mesmo para o intervalo empatado a zeros.

O Portimonense voltou do intervalo determinado a desbloquear o resultado no marcador e , aos 49 minutos, Lucas Fernandes bateu um livre, Jackson Martínez ganhou o duelo aéreo na área do Feirense e Jadson só não fez o primeiro da partida porque Brigido saiu rapidamente aos seus pés e defendeu.

O Feirense respondeu numa jogada semelhante aos 55 minutos. Vitor Bruno bateu o livre para a área e Briseño ganhou nas alturas, valendo a defesa de Ricardo Ferreira a evitar o golo da equipa da casa.

Aos 67, o Portimonense chegou mesmo à vantagem. Num livre batido por Paulinho, a bola desviou em vários homens no coração da área e chegou a Dener, que empurrou para o fundo das redes do Feirense. Estava desfeito o nulo no placar.

O CD Feirense esteve à beira do golo aos 89’ por Crivellaro. Valencia arrancou na ala direita, cruzou e Crivellaro, sozinho na grande área, atirou para uma grande defesa de Ricardo Ferreira.

Fonte: Portimonense SC

O CD Feirense continuava a perseguir o golo que daria o empate, e novamente Valencia pela direita criou perigo, cruzando para Edinho, que cabeceou ligeiramente por cima.

Apesar de muita luta dos homens de Nuno Manta Santos, o Portimonense saiu por cima neste duelo da 14ª jornada do campeonato.

Os adeptos fogaceiros, no final do encontro, mostraram a sua insatisfação perante a série negativa de resultados por que passa a equipa da casa.

O Portimonense, com esta vitória, sobe provisoriamente ao sétimo lugar da classificação. O Feirense desceu, desta forma, ao 17º e penúltimo lugar da tabela classificativa.

LÊ MAIS: Deserto de ideias em Santa Maria da Feira

O CD Feirense encerra 2018 no dia 29 deste mês, com a receção ao Sporting CP, em jogo a contar para a Taça da Liga. Os algarvios recebem, já em 2019, o SL Benfica, na próxima jornada do campeonato.

Onzes iniciais e substituições:

CD Feirense: Brigido; Vitor Bruno, Philipe Sampaio, Briseño, Mesquita (Valencia, 72’); Tiago Silva, Cris (Luís Machado, 68’), Babanco (Marco Soares, 86’), Sturgeon; Crivellaro, Edinho.

Portimonense SC: Ricardo Ferreira; Tormena, Jadson, Rúben Fernandes, Manafá; Ewerton, Wellington (Tabata, 63’), Lucas Fernandes (Marcel, 77’), Dener; Paulinho (Felipe Macedo, 88’), Jackson Martínez.

Al Ain FC 1-4 Real Madrid: Uma final onde a experiência falou mais alto

Al Ain FC e Real Madrid CF defrontaram-se na final do Campeonato do Mundo de Clubes de 2018, realizado nos Emirados Árabes Unidos. Depois de derrotarem o CA River Plate, da Argentina, e o Kashima Antlers, do Japão, respetivamente, os dois clubes, muito diferentes em tudo, disputaram o troféu internacional. O Real Madrid, teoricamente mais forte, foi à procura da quarta conquista nesta competição.

Vimos uma primeira parte muito pobre em termos de futebol, muito devido à grande diferença entre os dois finalistas desta edição do Campeonato do Mundo de Clubes. O Real Madrid controlou totalmente a partida, beneficiando da muita posse de bola e da experiência na ocupação dos espaços sem bola. No entanto, poucas foram as grandes oportunidades de golo para os atuais detentores da Liga dos Campeões.

Logo ao minuto quatro, Lucas Vázquez atirou ao poste da baliza do Al Ain, num lance algo confuso dentro de área. O anfitrião da competição ia tentando sair no contra-ataque, mas sempre sem grande perigo. Ao minuto 12, os visitados tiveram a melhor oportunidade da primeira parte. Hussein El Sharat fez tudo bem, mas Sergio Ramos conseguiu evitar o golo do Al Ain, com um corte em cima da linha. Na resposta, o Real Madrid chegou ao golo, depois de um excelente remate de Luka Modrić, que venceu há uns dias o famoso “Ballon d’Or”. Um minuto depois do golo espanhol, o Al Ain também marcou, mas Caio estava fora de jogo no início da jogada, que resultou num golo bem anulado por Gianluca Rocchi.

Antes do apito para o intervalo, o Real Madrid desperdiçou duas oportunidades para aumentar a vantagem. Primeiro, Karim Benzema, que esteve apagado no primeiro tempo, atirou por cima da baliza, depois de uma boa jogada de Lucas Vázquez. Depois, foi o autor do único golo até ao momento, Luka Modrić, a rematar forte no seguimento de um canto para uma grande defesa de Khalid Eisa.

O Al Ain FC foi a grande surpresa da competição. Uma grande oportunidade para o clube árabe, que defrontou um dos melhores clubes do mundo
Fonte: Al Ain FC

A segunda parte começou com um ritmo mais alto, mas foi sol de pouca dura. O Real entrou forte e com vontade de ampliar a vantagem: logo aos 53 minutos, Karim Benzema desperdiçou mais uma oportunidade de golo. Seis minutos depois, o francês teve nos pés mais uma ocasião para marcar, depois de uma combinação com o croata Modrić.

No minuto seguinte, o Real Madrid conseguiu o golo que tanto desejava. Um golaço do jovem Marcos Llorente. Depois do golo, o jogo morreu por completo e só à passagem do minuto 75 é que se assistiu a mais uma oportunidade para os anfitriões, embora sem sucesso. Por esta altura, o jogo já estava partido e, cinco minutos depois, Sergio Ramos, de cabeça, marcou o terceiro golo da partida. A vitória já não escaparia aos espanhóis.

Até ao apito final, e antes de se ver a celebração do Real Madrid, o Al Ain marcou o “golo de honra”. Depois de um livre lateral bem batido por Caio, o defesa-esquerdo japonês Shiotani fez um belíssimo golo de cabeça. E quando já se pensava na comemoração, eis que Vinicius Júnior pegou na bola e rematou à baliza, tendo a bola batido no defesa recém-entrado Nader e só parado no fundo das redes do Al Ain.

Uma vitória mais do que esperada do Real Madrid, que conquista pela quarta vez a competição. Do outro lado, fica uma excelente prestação do Al Ain, que teve uma experiência única no Campeonato do Mundo de Clubes da FIFA, realizada nos Emirados Árabes Unidos.

Onzes Iniciais

Al Ain FC: Khalid Eisa; Mohamed Ahmed (64´ Mohammed Bandar); Ahmed; Fayez; Shiotani; Doumbia; Aboudan; Abdulrahman (67’ Mohamed Abdulrahmam); El Sharat; Caio; Marcus Berg (75´Nader)

Real Madrid: Courtois; Carvajal; Sergio Ramos; Varane; Marcelo; Kross (70’ Ceballos); Modric; Marcos Llorente (82´ Casemiro); Gareth Bale; Lucas Vásquez (84´Junior Vinicius); Benzema

O presente e o futuro: Christian Coleman ou Noah Lyles?

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A velocidade norte-americana tem uma capacidade única de regeneração. É verdade que a dimensão do país e a possibilidade de escolhas influencia bastante, mas também é verdade que alguns dos técnicos mais conceituados e algumas das técnicas mais inovadoras são utilizadas no país do tio Sam.

No que se refere às distâncias de velocidade mais curtas, os norte-americanos têm nomes como Justin Gatlin (o atual campeão mundial dos 100 metros, hoje com 36 anos), Ronnie Baker (um fabuloso 2018 e ainda com 25 anos), ou Mike Rodgers (de novo abaixo dos 9.9 nos 100 aos 33 anos). As gerações novas também revelam enormes valores e, para se ter uma ideia, no top-10 dos mais rápidos em 2018, seis nomes foram norte-americanos. Nestes não constavam nem Justin Gatlin, nem Trayvon Bromell, uma das maiores promessas norte-americanas, que tem sido bastante fustigada por lesões.

Ainda assim, há dois nomes que neste momento se revelam mais excitantes do que todos os outros: Christian Coleman e Noah Lyles. Qual será a maior referência norte-americana no futuro? Acreditamos que, quando ultrapassarmos este ciclo de 3 anos, a resposta estará bem mais clara. 

FC Famalicão 0-0 SL Benfica B: Desintoxicação pré-Natal

Poucos dias antes do Natal, uma visita a Famalicão para ver o emblema maior do concelho nortenho enfrentar os “Bês” do SL Benfica teve certamente um efeito desintoxicador próprio do bom futebol. Habituados que estamos ao jogo excessivamente fechado da Primeira Liga, o segundo escalão do futebol nacional continua a ser uma lufada de ar fresco e a proporcionar jogos de qualidade.

A partida começou com os encarnados por cima e uma boa mancha de Defendi a impedir o golo madrugador. O Famalicão respondeu com um remate muito por alto após excelente cruzamento de David Luiz, mas rapidamente o Benfica voltaria assumir o controlo, com Nuno Santos a aparecer sozinho e só ser parado por um excelente Defendi, que voltaria a brilhar no canto na sequência.

Defendi voltaria a estar em destaque por muitas mais vezes, impedindo os visitantes de aproveitar os espaços criados na defesa famalicense para chegar à vantagem. Do outro lado do campo, não se conseguia acertar com a baliza e os remates teimavam em sair demasiado altos. Assim, apesar dos esforços de parte a parte, chegou-se ao intervalo ainda a zeros.

Famalicão não teve grandes momentos para celebrar
Fonte: FC Famalicão

O segundo tempo viu os da casa equilibrarem o controlo do jogo, mas as primeiras oportunidades continuaram a pertencer ao Benfica. Primeiro, uma jogada individual de Willock só foi parada já dentro de área. Depois, desperdiçou-se uma situação na área famalicense por uma simulação a tentar cavar a grande penalidade.

O Famalicão cresceria na partida e esteve perto do golo por três vezes, mas dois foras-de-jogo e uma excelente intervenção do guardião encarnado mantiveram tudo igual. Na parte final, com o jogo partido, o Benfica também esteve perto do golo, mas Defendi voltou a mostrar-se inultrapassável. 

FC Famalicão: Defendi; Monteiro, Ângelo, Ricardo, David Luis; Ciss, Fabinho (Filipe Oliveira 68’), Hocko; Fabrício, Walterson (Anderson 85’), Willian (Sylla 75’)

SL Benfica B: Ivan; Alex Pinto (Nuno Tavares 45’), Kalaica, Ferreira, Amaral; Keaton PArks, Florentino, Nuno Santos (Dantas 76’), Willock; Saponjic (José Gomes 68’), Filipe

Rui(m) e desenxabido

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Começo esta minha intervenção a perguntar “até quando?”. Uma pergunta simples, à qual gostava de ter uma resposta convincente. Sinceramente, há situações que vão ocorrendo dentro do Sport Lisboa e Benfica que me deixam com cada vez menos palavras para descrever o que vou sentindo.

Apesar de eu ter cada vez menos palavras, o mesmo não vai acontecendo com Rui Vitória, que, semana após semana, tem vindo a aumentar o seu leque de frases e considerações tristes, vazias e completamente desajustadas. Eu continuo a pensar em que raio de mundo vive o treinador do SL Benfica e até hoje não consegui chegar a uma conclusão. Mas que é num mundo à parte, numa realidade paralela, disso não tenho a menor dúvida. Por vezes, pergunto-me se acreditará mesmo nas coisas que diz ou se simplesmente as diz para se escudar e convencer a si próprio do pouco jeito que tem para este espectáculo que é o Futebol.

Após o jogo na Madeira contra o CS Marítimo, Rui Vitória surpreendeu (sim, apesar de tudo continua a surpreender!) com um “mostrámos toda a nossa qualidade”. Após um jogo fraquíssimo, em que precisámos de um penalty para marcar e resolver o jogo, o treinador do SL Benfica defende que se mostrou toda a qualidade.

Melhor: a “nossa”. Mas qual “nossa”? A “nossa”, do Glorioso Sport Lisboa e Benfica, não foi de certeza. Estaria a falar em nome da equipa técnica? Em seu nome? Não entendo como Rui Vitória tem a ousadia de dizer que se fez um jogo de qualidade, quando foi mais um jogo mau, sofrido, sem chama. Além destas declarações, Rui Vitória mostrou-se também descontente por não ter tido bola na recta final do encontro. Aqui até entendo a sua parte, pois eu também ficaria descontente se o resultado fosse 0-1 e a minha equipa não tivesse a posse de bola controlada.

O que eu nunca faria era retirar jogadores como Jonas e Zivkovic do encontro. Ou talvez não colocaria um jogador com as características de João Félix somente aos 90 minutos, como que numa tentativa de “queimar tempo”. Não, esta não é a “nossa” qualidade. Esta é a qualidade de um treinador que, quase quatro anos depois, ainda não percebeu em que clube está.

Os adeptos do SL Benfica merecem mais respeito e menos areia enviada para os olhos
Fonte: SL Benfica

Não satisfeito, Rui Vitória decidiu bisar. Na conferência de imprensa de antevisão do encontro frente ao CDC Montalegre relativizou uma vez mais a contestação pela qual tem vindo a passar. Quando confrontado sobre as críticas dos adeptos benfiquistas após o jogo com o CS Marítimo, o treinador do SL Benfica perguntou “quais benfiquistas” é que o teriam criticado, dizendo depois que a equipa havia saído de campo debaixo de aplausos.

Ora, apesar de já mostrar aqui uma gritante falta de noção, eu quero acreditar que com a pergunta “quais benfiquistas?” Rui Vitória estaria somente a pedir que se enumerasse os benfiquistas que o haviam criticado e que não estivesse, de forma sonsa e baixa, a querer dizer que quem o critica é menos benfiquista. Vou acreditar que não é o caso e que aqui Rui Vitória estaria a “viajar na maionese”, perdido no seu universo paralelo.

“Foi um jogo de Taça, em que sabemos que é normal as equipas de escalão inferior se transcenderem. O CDC Montalegre acabou por fazer uma boa exibição e faltou fluidez ao nosso jogo, mas mérito ao adversário.” – Brutal hat-trick de Rui Vitória no espaço de uma semana! Apresentámos uma qualidade futebolística inferior à do oitavo classificado da série A do Campeonato de Portugal, mas a desculpa que o treinador do SL Benfica decidiu dar foi que a equipa transmontana se transcendeu por ser um jogo de Taça e “acabou por fazer uma boa exibição”.

Se não fosse tão triste até dava para rir. Justificar com uma questão de motivação a boa exibição de uma equipa do Campeonato de Portugal, que mostrou ter um modelo de jogo bem mais trabalhado que o do SL Benfica, é simplesmente surreal. Mais uma vez, Rui Vitória perdido na sua realidade paralela.

Termino esta minha intervenção da mesma forma como a comecei: a perguntar “até quando?”. Até quando vamos relativizar a situação que atravessamos? Até quando vamos levar com frases feitas e cheias de lugares comuns? Até quando vamos ter qualquer equipa minimamente competente a bater-se olhos nos olhos connosco, simplesmente porque o nosso treinador desvaloriza… o treino? Até quando vamos assistir ao gozo público e faltas de respeito constantes para com os sócios, adeptos e a própria instituição Sport Lisboa e Benfica?

Até quando?

Foto de Capa: SL Benfica

Os perigos defensivos do “futebol coração” de Keizer

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O Sporting CP tem sido alvo dos mais rasgados elogios pelas suas recentes exibições e vitórias. Desde que Marcel Keizer chegou a Alvalade, que o Sporting CP colocou em prática um futebol extremamente ofensivo e vertiginoso. Um “futebol coração”, carregado de alma e energia. Mas, tudo o que diz respeito ao coração quando não é resfriado pela razão, põe em causa o equilíbrio e a harmonia do espírito. Falemos, por isso, dos perigos da filosofia “keizeriana” em Alvalade.

O principal perigo parece-me ser o aspeto defensivo. Dos jogos que vi (todos, à exceção do último diante do Rio Ave para a Taça de Portugal), a equipa projeta-se em demasia no plano ofensivo, ficando as transições ataque-defesa praticamente negligenciadas. O futebol dos leões é ainda muito agressivo aquando da perda da bola, fazendo imediatamente pressão às equipas contrárias quando tal acontece e obstaculizando a primeira fase de construção dos adversários.

Ora, esta rápida e agressiva reação à perda, é uma faca de dois gumes: tanto pode ter eficácia e correr bem, galvanizando de imediato a equipa no ataque como pode também, quando não é bem feita, revelar as fragilidades defensivas do Sporting CP. O CD Nacional da Madeira aproveitou muito bem esta lacuna leonina para assumir protagonismo na primeira parte do jogo diante dos Leões.

Fez dois golos e só não marcou mais por ineficácia e pouca sorte dos seus avançados. Apesar da remontada final (o Sporting CP ganhou por cinco bolas a duas) tal não pode esconder a primeira parte paupérrima da formação de Marcel Keizer, muito devido à ineficácia em bloquear a primeira fase de construção da equipa de Costinha.

Legenda: Vive-se um clima de euforia no “futebol coração” de Marcel Keizer. Até quando?
Fonte: Sporting CP

Do lado dos adeptos e sócios vive-se um clima que se julgava impensável depois dos recentes acontecimentos do clube. O “futebol coração” de Keizer tem batido tão forte que tem saltado dos campos para as bancadas, gerando expectativas na massa associativa que podem, se não forem bem geridas e enquadradas, transformar-se numa tremenda desilusão.

Convém que as bancadas mantenham a exigência que lhes vem sendo habitual, exigindo também que as clareiras defensivas como aquelas que se viram, por exemplo, em Vila do Conde diante do Rio Ave e em casa diante do Nacional, não se repitam. A cultura de exigência que marca o Sporting deve estar essencialmente nas bancadas e naqueles que acompanham a equipa para todo o lado, fazendo com que os jogadores sintam que jogam sempre em casa, seja onde for.

Em resumo, quem joga com o coração arrisca-se a sofrer. É assim na vida também, por que não pode ser no futebol? Quando se ama corre-se o risco de ficar com o peito aberto, podendo-se ser surpreendido a qualquer altura. Exige-se, por isso, algumas cautelas defensivas a Marcel Keizer.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Ana Ferreira

BV Borussia Dortmund 2-1 Borussia VfL Mönchengladbach: Sancho e Reus secam lágrimas de Paco

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No embate de Borussias, os homens de Gladbach, que entraram nesta jornada no segundo lugar da tabela, viajaram ao Signal Iduna Park, em Dortmund, casa do atual líder do campeonato, para tentar abrandar o ritmo da equipa comandada por Lucien Favre.

Mas, desde cedo, os homens de amarelo mostraram o porquê de estarem mais perto do que nunca de quebrar o domínio doméstico do FC Bayern München, instalando-se no setor defensivo do Borussia Mönchengladbach, a que Axel Witsel, Thomas Delaney e Raphaël Guerreiro chamaram seu. Este trio mostrou-se absolutamente imperial no centro do campo, dando apenas espaço para o ocasional contra-ataque adversário, geralmente a mando de Thorgan Hazard ou Florian Neuhaus. Apesar de algumas dificuldades de Ömer Toprak e Julian Weigl, os dois centrais do BVB neste jogo, o guardião Roman Bürki raramente se viu ameaçado.

Aos 30 minutos, um duro golpe para a equipa da casa: Paco Alcácer, o melhor marcador da equipa esta época (dez golos em onze jogos), saiu lesionado e visivelmente transtornado. A equipa perdia assim o seu principal ponta de lança, e para o seu lugar entrou Mario Götze, que se juntaria a Marco Reus na frente de ataque. Apesar do percalço, a equipa de Lucien Favre continuou a dominar.

Assim, quando Jadon Sancho marcou mais um excelente golo, aos 40 minutos – este menino começa a ser um caso muito sério… -, tudo indicava que os homens da casa iriam para os balneários a vencer. Mas eis que, no primeiro minuto de compensação da primeira parte, Christoph Kramer aproveitou uma carambola na grande área do Dortmund para igualar a partida e lançar um balde de água fria sobre os adeptos tipicamente quentes do Signal Iduna Park.

No regresso ao relvado, porém, a mancha amarela, dentro e fora das quatro linhas, manteve o seu ímpeto. Witsel manteve-se como o dínamo da equipa, controlando o ritmo do jogo, abrandando as jogadas e acelerando-as no momento certo. Momento certo que surgiu aos 54 minutos, quando Marco Reus respondeu ao cruzamento rasteiro de Mario Götze para fazer o 2-1.

Reus e Götze festejam o segundo golo
Fonte: BV Borussia Dortmund

Daqui para a frente, o jogo, que estava longe de chegar ao seu termo, já parecia encerrado. Seria difícil adivinhar que estávamos a assistir a um embate entre o primeiro e o segundo classificado da Bundesliga, dada a passividade mostrada pelo Borussia Mönchengladbach, que se limitou a assistir, enquanto o Dortmund criava mais oportunidades (há que destacar o livre direto de Reus, que só não deu um belo golo porque o poste fez ao Mönchengladbach o favor de não se desviar). O apito final – e a vitória do BVB – chegou com toda a naturalidade, com o Gladbach a não conseguir repetir a façanha da primeira parte, deixando o resultado como estava.

Ainda com o jogo do Bayern München – Eintracht Frankfurt por jogar, os jogadores do BVB podem desfrutar deste Natal, sabendo que terão, no mínimo, seis pontos de vantagem para o segundo classificado (isto, caso os homens da Baviera vençam no domingo).

Wolverhampton Wanderers FC 0-2 Liverpool FC: Reds seguem imparáveis

O Molineux Stadium foi o palco do jogo inaugural da jornada 18 da Premier League, que colocou frente a frente Wolverhampton Wanderers FC e Liverpool FC. Os reds, a viver um bom momento de forma, procuravam consolidar a liderança do campeonato num terreno teoricamente complicado diante da equipa dos Wolves, que têm vindo a fazer uma época regular, apesar de já terem causado bastantes dificuldades a outros candidatos ao título.

Como se previa, assistimos a um início de partida vertiginoso e veloz com uma toada de jogo de parada e resposta. Os instantes inicias foram recheados de oportunidades: primeiro foi Adama Traoré a ameaçar a baliza do Liverpool, que reagiu minutos depois, causando alarme na área dos Wolves, na sequência de um canto.

Aos 14 minutos, o primeiro verdadeiro momento de destaque do jogo, com Alisson a salvar o Liverpool com uma boa defesa ao remate de Romain Saïss. Não desfazendo o elevado ritmo de jogo, o Liverpool lançou-se ao ataque e chegou mesmo à vantagem no marcador, numa grande jogada coletiva, que culminou com o cruzamento de Fabinho para o golo do inevitável Mohamed Salah.

Decorridos estes 20 minutos mais acelerados, o ritmo diminuiu e iniciou-se uma luta no setor intermediário, que se esgotou nisso mesmo. Não se registaram grandes momentos de perigo, a não ser a ameaça de empate por intermédio de Doherty, que, na cara de Alisson, rematou à figura.

Foram 45 minutos de um Liverpool eficaz, que controlou sempre o jogo e teve a capacidade de pautar o ritmo consoante o seu benefício. Além disso, os Wolves encontraram uma defesa coesa que não permitiu um grande caudal ofensivo. Nas poucas oportunidades de que dispuseram, não conseguiram ser tão eficazes como o adversário, pelo que se justificava a desvantagem.

“O golo de Salah”
Fonte: Premier League

No segundo tempo, esperava-se um Wolverhampton atrevido em busca da igualdade, mas prevaleceu a personalidade dos comandados de Klopp, desde a excelência em gerir os diversos momentos do jogo, até ao elevado nível dos seus jogadores. A leitura do jogo foi impressionante e os reds nunca perderam as rédeas da partida. O Liverpool deu a iniciativa de jogo ao adversário, que nunca conseguiu criar perigo junto da baliza de Alisson, e aproveitou os momentos de ataque ao máximo.

Assim foi. A tática funcionou perfeitamente e após inúmeros ataques inofensivos do Wolverhampton, o Liverpool mostrou o seu veneno e “matou” o encontro. Primeiro foi Lallana a deixar um aviso, obrigando Rui Patrício a uma bela defesa e, de seguida, surgiu o 0-2. Mais uma vez, com selo de Mohamed Salah, que descobriu Van Dijk no coração da área e o viu rematar para golo.

Até ao final, Mané e Wijnaldum ameaçaram o 0-3, tendo pela frente uns Wolves impotentes, diante de tanta eficácia e poder por parte do adversário. Os pupilos de Nuno Espírito Santo nem sequer conseguiram aproveitar uma oferta da defensiva contrária, perdendo a hipótese de dar emoção aos minutos finais da partida.

O jogo desta noite reflete uma história curta e simples de contar: O Liverpool dominou de início ao fim, geriu eximiamente a partida, ganhou confortavelmente e consolidou o primeiro posto na Premier League.

XI Iniciais:

Wolverhampton Wanderers FC: Rui Patrício, Ryan Bennett, Willy Boly, Conor Coady, Matt Doherty, Rúben Neves, Jonny (Vinagre´81), Romain Saiss, João Moutinho (Gibbs-White´63), Raúl Jiménez, Adama Traore (Ivan Cavaleiro´63).

Liverpool FC: Alisson Becker, Virgil van Dijk, Dejan Lovren, James Milner, Andy Robertson, Fabinho, Naby Keita (Lallana´58), Jordan Henderson, Roberto Firmino (Wijnaldum´76), Sadio Mané (Clyne´86), Mohamed Salah.

Quem Será o Conquistador?

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O dia 23 de Dezembro será marcado por um dos jogos mais marcantes do Sporting CP ao longo do campeonato: a deslocação ao D. Afonso Henriques. O Vitória Sport Clube é já conhecido pelo forte impacto que os seus adeptos proporcionam nos jogos em casa e esta vez não será exceção à regra.

No que diz respeito ao embate do próximo domingo é de muito bom tom analisar aquilo que poderá ser o contexto do jogo em si. Para tal, é fundamental verificar o momento de ambas as equipas.

Os leões estão em segundo lugar, a dois pontos do líder FC Porto, e encontram-se no melhor momento da época: desde a chegada de Keizer, a turma de Alvalade venceu sete jogos em tantas outras partidas e marcou uns esclarecedores 30 golos. O paradigma no futebol leonino mudou drasticamente aquando da chegada do holandês ao comando técnico: os homens de verde e branco começaram a praticar um futebol totalmente ofensivo e com um único foco, o golo.

Porém, há baixas leoninas para a deslocação a Guimarães: Coates viu o quinto amarelo e está, por isso, fora do encontro; Nani está lesionado, não foi a jogo na quarta-feira e é, certamente, uma dúvida para o jogo. Por outro lado, Raphinha está de volta e poderá, finalmente, ser opção para Keizer. O extremo voltará assim à casa que o lançou no futebol português e será um jogo peculiar do ponto de vista emocional para o brasileiro.

Legenda: Raphinha voltará a uma casa que conhece muito bem
Fonte: Sporting CP

Do outro lado, estará também uma equipa num excelente momento de forma. O conjunto de Luís Castro não perde desde o dia 23 de Setembro, dia em que se deslocou a Portimão e perdeu por 3-2. A equipa de Guimarães está a fazer uma época digna de registo: ganhou em pleno estádio do Dragão na terceira jornada, soma apenas três derrotas ao longo de toda a época e está em quarto classificado, atrás apenas dos três grandes e do surpreendente Braga.

Os números do Vitória Sport Clube não enganam e por isso até o seu técnico, Luís Castro, já foi sondado pelo Reading FC. O treinador deu uma nega ao clube inglês, dando assim mais uma razão de alegria aos calorosos adeptos do Vitória SC.

São duas equipas com objetivos bastante distintos e com contextos completamente díspares. O Sporting CP está muito perto do primeiro lugar e quer aproveitar todos os pontos em disputa para manter acesa a chama pelo título. Por sua vez, o Vitória SC está a fazer uma época regular e manifestamente positiva.

Num jogo que se espera sempre intenso, resta a pergunta: quem será o conquistador?

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Apenas futebol? Vai muito para além disso!

Há coisas muito mais importantes do que o futebol, é verdade. Mas o futebol é muito mais do que 22 homens a correr atrás de uma bola, como muitos dizem. Não é e nunca vai ser apenas isso. O futebol é paixão, é emoção, é sentir cada lance como se fosse o último.

Dentro das quatro linhas, é tudo isso, mas fora é também união, é pôr a paixão de lado e usar a racionalidade quando a situação assim o obriga. Eu sei, eu sei… Isto nem sempre acontece e é uma pena. Quando amas muito uma coisa, é difícil colocares a irracionalidade de lado e é mesmo isso que origina as situações mais infelizes no mundo do futebol.

Os confrontos entre adeptos, os insultos ao árbitro a meio do jogo, os apedrejamentos a autocarros de equipas adversárias, os ataques a academias… Falo de tudo isso. Mas esta paixão que move milhões de pessoas, ainda que por caminhos diferentes, pode também trazer fraternidade e compaixão.

Não são só coisas más, de facto, e foi por isso mesmo é que decidi falar sobre todo o movimento de apoio gerado a Nuno Pinto, jogador do Vitória de Setúbal, depois de lhe ter sido diagnosticado um linfoma inguinal.

Futebol solidário para com Nuno Pinto

Várias foram as tarjas dedicadas ao jogador pelo país fora. Muitas foram as homenagens e muito foi o apoio prestado ao lateral esquerdo do Vitória FC. Quer nas redes sociais, quer nos estádios do país, muitas foram as palavras de força dirigidas a Nuno Pinto.

A homenagem feita no jogo entre o Vitória de Setúbal e SC Braga é de arrepiar. Aos 21 minutos, o espetáculo fazia-se no lado das bancadas. Nessa altura, centenas de pessoas levantavam papeis com o número 21, enquanto entoavam cânticos de apoio a Nuno Pinto. “Os nossos não deixamos cair. Força, Nuno” era a frase escrita na tarja exibida, no Bonfim, nesse preciso momento. Toda esta homenagem deixou o jogador bastante emocionado e, de facto, também não é para menos.

Várias foram as homenagens prestadas a Nuno Pinto feitas pelos clubes portugueses
Fonte: Bola na Rede

Não são só jogadas fantásticas que dão a magia ao futebol. Estes momentos também contribuem para isso. Fazem-nos, de certa maneira, refletir e perguntar a nós mesmos se damos importância às devidas coisas. Se aquilo que nos chateia tanto é aquilo que realmente importa. Não são só os livros que têm uma lição a reter. O futebol, e este momento em particular, também nos deu isso. Infelizmente, não da maneira mais positiva, é certo, mas esperemos que acabe em bem.

LÊ MAIS: José Mourinho: Ultrapassado ou incompreendido?

Resta-me desejar uma rápida recuperação a Nuno Pinto e esperar que ele consiga vencer esta batalha. Do lado de cá, torcemos todos, conforme se tem visto, para que o jogador volte a estar bem a 100%.

 

Foto de Capa: Vitória FC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro