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Baixinho? Eu? Poupa-me

A constante transformação do futebol quase numa ciência exata tem feito nascer variadíssimos estereótipos, sendo que, alguns deles, parecem que de exatos têm muito pouco. Se no futebol, como em todas as áreas, existe sempre alguém que pensa fora da caixa (Guardiola, Sampaoli, Sarri, etc), grande parte embarca no rebanho e segue cegamente as linhas estereotipadas e o conceito do “ideal”, que, por si só, já é bem discutível.

O parágrafo anterior serviu para introduzir o tema deste artigo. O estereótipo a “abalroar” é o do guarda-redes. Guarda-redes moderno é um guarda-redes completo. Seguro a sair dos postes, forte entre os postes, tranquilo a jogar com os pés e confiante a jogar fora da grande área, mas…pode ter isto tudo, mas se não tiver 1,90 metros não vale a pena. Parece que não, mas há clubes e agentes desportivos que fazem a filtragem através dos traços físicos, mesmo que a nível de qualidade sejam exatamente aquilo que procuram.

Este estereótipo não está enraizado em todo o lado, é verdade. Desde a América Latina a países como Espanha ou França (dois países que têm ligas que estão entre as cinco melhores do mundo) este estereótipo não existe. São vários os guarda-redes na casa de 1,80 ou até menos (por exemplo, Sergio Álvarez e Jordi Masip tem ambos 1,78 e são titularíssimos nas suas equipas). Em Portugal, o cenário é diferente.

Desde a Primeira Liga à Segunda Liga, a passar no Campeonato de Portugal e até nos distritais, são vários os agentes desportivos a descartar guarda-redes “baixinhos”. Curiosamente, na seleção Nacional, três das principais quatro opções são “baixinhos”. Ora vejamos.

Rui Patrício, senhor e dono da nossa baliza, com o seu imponente 1,90, é a exceção. Mas é a exceção não pela estatura, mas pela qualidade. É um verdadeiro monstro, que evoluiu em cima de erros atrás de erros, que o tornaram um dos melhores guarda-redes da Premier League. As suas “sombras” é que só são “baixinhos”.

Cláudio Ramos, Beto e Anthony Lopes. Três excelentes guarda-redes com trajetos e a viverem momentos completamente diferentes.

Beto é o “mais baixinho” e o mais renomado, com uma carreira invejável
Fonte: FPF

Beto, internacional por quinze vezes e um dos capitães de equipa, tem 36 anos e é o senhor e dono da baliza do Göztepe SK da Primeira Liga Turca. Apesar da mega carreira construída, onde representou o Sevilla FC, FC Porto e Sporting CP e já venceu o campeonato Nacional e a Europa League (esta por três vezes), Beto tem “somente” 1,79m. Como é que os ‘cientistas da bola’ explicam um trajeto de sucesso destes de um guarda-redes desta estatura?

Anthony Lopes é dono da baliza de um dos maiores clubes de França e da Europa
Fonte: FPF

Prosseguimos com Anthony Lopes. O luso-francês é um pouco mais alto, tem 1,84m, mas para muitos continua a ser baixinho. No entanto, Anthony cresceu e formou-se em França, onde esse estereótipo não existe e, fruto do seu talento, saiu da equipa de juniores do Olympique Lyonnais e afirmou-se na equipa principal. Desde a época 13/14, Anthony, de 28 anos, é o titular indiscutível da baliza. É internacional português por sete ocasiões.

Cláudio Ramos tem ‘atirado’ Anthony Lopes para fora das últimas convocatórias da seleção Portuguesa
Fonte: FPF

Terminamos com o recém-chegado à seleção. Cláudio Ramos, internacional por uma vez, de 26 anos, a defender a baliza do CD Tondela, conseguiu o impensável. Não só quebrou a estereotipada barreira da estatura, como conseguiu chegar à seleção jogando numa equipa ‘pequena’ da Primeira Liga. De ‘apenas’ 1,82m, mais um exemplo de sucesso, fruto de uma qualidade inegável.

O objetivo deste artigo é somente chamar a atenção, recorrendo a factos, que os estereótipos não fazem grande sentido no desporto, nomeadamente no futebol. Falamos na estatura dos guarda-redes, mas podíamos falar na dos defesas centrais, trincos, etc. O único critério que devia e deve existir no futebol, é o da qualidade, compromisso e consistência.

 

Foto de Capa: FPF

WWE – O problema do Crown Jewel

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Em 2018, a WWE decidiu inovar e fazer algo nunca antes feito: realizar eventos especiais em países estrangeiros. Com a diferença de querer utilizar uma arena enorme, que serviria como palco da Wrestlemania, e criar um card que estivesse à altura desse evento anual. O problema deste conceito começou a partir do momento em que escolheram a localização para o realizar.

Foi anunciado em Março o Greatest Royal Rumble, um evento épico e único à escala mundial a ter lugar na Arábia Saudita. Com ele, foi também anunciado um acordo no qual a WWE se comprometeu a realizar mais eventos deste género naquele país nos próximos 10 anos. E cedo se percebeu as proporções que ambas as partes queriam que este evento tivesse, quando foram anunciadas as participações de John Cena, Undertaker e Triple H, assim como o maior Royal Rumble da história da empresa. Este negócio prometeu revelar-se extremamente útil à empresa norte-americana e ao governo saudita.

Começando pela WWE, estima-se que o evento rendeu entre 40 e 50 milhões de dólares à empresa. Perante estes valores, não é de admirar que esta tenha vontade de cumprir o acordo até ao fim e, quem sabe, renová-lo. Para o governo árabe, estes eventos têm um papel político e económico. 

O actual príncipe saudita tem o objetivo de aumentar a sua popularidade, trazendo anualmente as maiores estrela de wrestling do mundo. E devido ao valor que o povo saudita estará disposto a pagar, este acordo trará também alguma estabilidade às finanças daquele país, que têm sofrido com a redução do preço do petróleo. No entanto, este negócio representa vários problemas para ambas as partes.

Primeiras semanas de NBA: o que aconteceu até agora?

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A NBA já está de volta e já é possível tirar algumas conclusões das primeiras semanas de ação. Há surpresas, um montão de desilusões e até recordes a serem batidos, numa liga que nunca desilude no que ao espetáculo diz respeito.

Os Warriors começaram a temporada a todo o vapor. Depois de uma vitória frente aos Thunder (sem Westbrook), o improvável Jonas Jerebko deu a vitória aos campeões no seu regresso a Utah. Mas o melhor ainda estava para vir. No espaço de uma semana, Stephen Curry marcou 51 pontos aos Wizards, Kevin Durant deixou 41 no Madison Square Garden e Klay Thompson saiu da sua maré de ineficácia com o recorde de mais triplos marcados por um jogador na NBA num só jogo. Klay fê-lo frente aos Bulls, com 14 triplos convertidos e 52 pontos, “roubando” assim o recorde ao seu colega Steph Curry. Os Warriors chegaram ao intervalo dessa partida a vencer 92-50. No espaço de uma semana, três jogadores diferentes fizeram mais de 40 pontos e a única coisa que DeMarcus Cousins fez pelos Warriors foi ser expulso de um jogo para o qual nem sequer estava equipado.

Mas a equipa de Golden State não está imbatível. Essa marca pertence aos Milwaukee Bucks de Mike Buddenholzer. Com Antetokounmpo a controlar as operações, os “veados” estão a ter um início de temporada fantástico, com um movimento de bola e jogadores no ataque que prova o trabalho do novo treinador e o impacto que este está a ter nos Bucks. Também no Este, os Raptors de Kawhi Leonard estão a exibir-se a bom nível, tendo perdido apenas em Milwaukee, numa partida em que nem Giannis nem Kawhi participaram.

Do outro lado do país, os Denver Nuggets começaram também muito bem a época, sendo a única equipa a ter batido os campeões. Os Blazers vão também mostrando atributos (embora o real valor desta equipa só possa ser provado quando chegarem os playoffs) e equipas como Sacramento ou Memphis vão surpreendendo com um início de temporada positivo.

O início de época dos Rockets está longe do esperado
Fonte: NBA

Há, no entanto, várias equipas que começaram a temporada de uma maneira que combina com o tipo de semana que estamos a festejar: assustadora. O caso dos Rockets é um dos mais graves. A equipa de Houston venceu um jogo, perdeu cinco e parece uma sombra daquela equipa que quase derrotou os Warriors. Embora seja cedo na época, um dos grandes fatores para o sucesso da temporada anterior de Harden e companhia foi o fator casa e todas estas derrotas podem ser prejudiciais, ainda para mais com os Warriors em tão boa forma. Vai-se a ver e se calhar Carmelo Anthony dá mesmo azar. Ou isso ou Mike D’Antoni sente falta de tudo o que os jogadores de rotação ofereciam à equipa.

Não tão inesperado como os Rockets, mas igualmente feio, os Wizards estão a ter um início de temporada para esquecer. Ninguém achou boa ideia juntar Dwight Howard, Austin Rivers e Jeff Green a um grupo já de si disfuncional (à exceção da direção dos Wizards) e os resultados estão à vista, sendo que Howard ainda nem sequer jogou. A turma de Scott Brooks é uma bomba à espera de explodir e não deve faltar muito para que tal aconteça.

Também no Este, Cleveland conseguiu ganhar um jogo ao fim de sete partidas, mas já sem o treinador Ty Lue, que foi alvo da primeira chicotada da temporada. Kevin Love vai falhar vários jogos devido a lesões e em Cleveland já só se pensa no draft de 2019. No Oeste, LeBron ainda não domina e os Lakers começaram a temporada negativamente. Quem adivinharia que juntar LeBron à “meme team” e a um conjunto de jogadores sem grande capacidade de tiro exterior iria dar asneira? (R: toda a gente). Também os Thunder de Westbrook e Paul George começaram a meio gás, embora se comece a notar alguns melhoramentos nos últimos dias.

Foto de Capa: NBA

Sporting CP 1-2 Estoril-Praia SAD: Banho de bola canarinho

O Sporting recebeu o recém despromovido Estoril-Praia SAD, em jogo a contar para a Taça da Liga. Os leões apresentaram grandes mudanças no onze: desde já, a entrada de Bas Dost para o onze titular; na defesa, apenas Bruno Gaspar se manteve desde o jogo passado, e Marcelo, André Pinto e Jefferson saltaram para campo, onde Salin se apresentou entre os postes. Também Petrovic, Wendel e Carlos Mané foram escolhas iniciais de José Peseiro, mantendo-se Gudelj e . Da frente de ataque, ficou só Diaby, que deixou um cheirinho a qualidade no jogo do campeonato.

Do lado do Estoril-Praia, Luís Freire também protagonizou algumas alterações: Thierry Graça entrou para o lugar de Igor; Marcos e Matheus entraram para o lugar de Gustavo Costa e Wallyson e, por fim, Dadashov por Roberto.

Num jogo em que as bancadas estavam bastante despidas, o Sporting entrou decidido a vencer a partida, de forma a poder lutar pelo único troféu conquistado durante a época passada. Esta situação correu bem, já que Wendel aproveitou o erro adversário, depois de uma forte pressão de Bas Dost, para rematar para o fundo das redes de Thierry, ainda não tinham passado dez minutos.

A partir daí, os leões foram sempre controlando a partida, com Salin a ser chamado a jogo para fazer duas defesas após outros tantos ataques interessantes por parte do estorilistas. O guarda-redes ainda teve tempo para inventar, assustando por momentos os poucos adeptos presentes no estádio. O Sporting mantinha as ideias bem coesas e percebeu-se que, apesar de não terem tanto tempo de jogo como os habituais titulares, os jogadores que entraram em campo iam com a lição bem estudada sem falhas maiores a serem apontadas à turma de Alvalade. Luís Freire, apesar da boa primeira parte que a sua equipa apresentou, teve que substituir João Vigário por Furlan, devido a lesão.

Wendel estreou o marcador em Alvalade, mas acabou por não valer de muito
Fonte: Sporting CP

A segunda parte começou com o Estoril-Praia a tentar encher o campo e enfrentar o Sporting. Sandro Lima rematou forte e Salin teve dificuldades em defender à primeira. O primeiro sinal de perigo do Sporting apareceu apenas perto da hora de jogo, onde, num livre, Gudelj aproveitou o espaço dado entre a barreira para rematar forte; valeu o alívio de Thierry Graça.

O Estoril acabou por chegar ao empate, pelos pés de Sandro Lima. Após uma colocação de bola no espaço, ganhou em velocidade a André Pinto, inclusive fintando-o e, numa altura em que apenas tinha Salin à sua frente, colocou a bola ao pé do poste mais próximo.

Os estoriistas não tiravam o pé do acelerador: aos 80 minutos, Aylton quase faz o segundo, com a bola a passar perto do poste mais afastado. Mas não foi preciso esperar muito para este facto se concretizar. André Pinto, que acaba por ficar ligado aos dois golos, colocou a bola dentro da própria baliza, numa altura em que o Sporting mostrava cada vez menos capacidades para sair com um resultado positivo.

Thierry conseguiu ainda segurar o resultado por duas vezes, primeiro fazendo uma bela defesa a um remate de Diaby e logo depois a negar o golo a um remate de Gudelj. O jogo não terminou com Aylton a procurar o seu tento, e novamente quase que conseguia, desta vez através da ala oposta. Não fosse a mancha de Salin a atrapalhar e o Estoril marcava o terceiro.

O jogo terminou então com uma vitória algo surpreendente do Estoril, contudo bem conseguida e merecida. O Sporting, que já não perdia em casa para competições internas há algum tempo, acabou por colocar a passagem à final four em jogo, com uma onda de assobios a virem da bancada, apupando de forma veemente José Peseiro.

Onzes Iniciais:

Sporting CP: Salin, Jefferson (Lumor, 61′), Marcelo, André Pinto, Bruno Gaspar, Petrovic, Wendel (Bruno Fernandes, 66′),Gudelj, Carlos Mané, Bas Dost (Bas Dost, 61′), Diaby.

Estoril-Praia SAD: Thierry Graça, João Vigário (Furlan, 45′), João Pedro, Diakhité, Gonçalo Santos (Pedro Queirós, 76′), Matheus Nunes, Filipe Soares, Aylton, Dadashov (Roberto, 67′), Sandro Lima, Marcos Bahia.

FC Porto 4-2 Varzim SC: Em noite de Halloween, o Varzim assustou o FC Porto

Em noite de Halloween o FC Porto enfrentou um adversário que, à partida, era pouco assustador. No entanto, o susto ainda aconteceu. O Varzim SC deslocou-se até ao Estádio do Dragão para realizar o segundo encontro da Allianz Cup. Com uma boa lotação para uma quarta-feira à noite, os azuis e brancos venceram os poveiros por 4-2 e estão agora na liderança do grupo C, destronando o Varzim que estava em primeiro lugar até à altura.

Nuno Capucho, de volta a um lugar onde foi muito feliz, alinhou uma equipa mais consolidada e que chegou a pregar a partida no Dragão, no entanto não foi suficiente para sair da cidade do Porto com os três pontos. Sérgio Conceição decidiu fazer algumas surpresas e alinhar uma defesa totalmente renovada. Destaque para Mbemba que se estreou com a camisola do FC Porto e Chidozie que também não tinha feito qualquer jogo de dragão ao peito nesta temporada.

Nos primeiros 15 minutos do jogo o Varzim demonstrou bastante tranquilidade no jogo e chegou mesmo a ameaçar a baliza com algumas jogadas bem executadas, mas que acabaram por falhar na última fase de construção. O FC Porto tentou sempre furar a defesa poveira, mas o único remate da equipa da casa até ao momento foi de Otávio após uma combinação atacante entre André Pereira e o brasileiro.

Foi apenas ao minuto 19 que se deu a primeira situação de golo. Passe de Sérgio Oliveira para a cabeça de Otávio, assistindo para o remate de Hernâni que é imediatamente defendido por Emanuel Novo.

Já quase na meia hora de jogo, Otávio com um toque de calcanhar põe Hernâni em boa posição. O extremo deixa Stephen Payne pelo caminho e remata com força para a baliza, no entanto, Emanuel Novo diz “presente” e defende não só o primeiro remate, como a recarga.

No minuto 30, logo a seguir ao lance perigoso do FC Porto, jogada de insistência por parte do Varzim no lado direito do ataque que deu o golo da equipa da Póvoa do Varzim. Sérgio Oliveira não consegue cortar a bola eficazmente e o esférico acaba por ressaltar e para sobrar Stanley, que também domina mal a bola e Jonathan Toro com um grande remate faz o golo. A surpresa estava feita no Estádio do Dragão com o Varzim a fazer uma travessura para os adeptos do FC Porto.

A partir do golo da equipa visitante o jogo adormeceu e tornou-se um pouco confuso com vários passes errados das duas equipas. O remate de pé esquerdo de João Pedro que passou ao lado da baliza e a bola ao poste de André Pereira após uma boa jogada de Adrián López e Hernâni ainda acordou as bancadas, mas os Dragões não conseguiam chegar ao empate.

Como diz o ditado, “água mole em pedra dura tanto bate até que fura” e furou mesmo. Ao minuto 42, Sérgio Oliveira simula que remate e passa para Hernâni que recebe a bola e adianta-a para seguir para a baliza, mas Riechedly Bazoer aproveita o lance, roda e de trivela remata para as redes da baliza do Varzim.

Sérgio Conceição manda Jesús Corona a jogo na segunda parte e retira Jorge do jogo que estava tocado após uma disputa de bola na primeira parte. Hernâni passa para o lado esquerdo da defesa.

Jesús Corona mudou completamente o jogo na segunda parte
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Aos 49 minutos, após cruzamento de bola parada, Vaná sai-se à bola “em mergulho” e fica tocado após chocar contra um jogador do Varzim.

Ao minuto 53, João Pedro assiste Corona que enche o pé e envia um míssil para a baliza de Emanuel Novo. Mais uma vez, o guardião fez uma excelente defesa. No mesmo minuto, João Pedro arranca pela direita e envia a bola rasteira para a área onde está Corona que mais uma vez remata com força, mas desta vez para fora.

Ao minuto 58 dá-se a primeira substituição do Varzim. Stanley Awurum sai para dar lugar ao ponta-de-lança suplente, Haman.

Nos primeiros 20 minutos da segunda parte o FC Porto instalou-se no meio campo adversário e criou muitas mais oportunidades de golo do que talvez na primeira parte inteira. O Varzim começou a acusar o cansaço e encolhia-se cada vez mais, tentado evitar o golo dos Dragões.

Ao minuto 65, Sérgio Conceição faz a sua segunda substituição e Tiquinho Soares vai a jogo. Sai o lateral direito João Pedro, passando então Corona para o lado direito da defesa do FC Porto de forma a que a equipa da casa jogue com três avançados na frente.
Do lado do Varzim, sai o médio ofensivo Amorim e entra Baba Sow para o seu lugar.

Ao minuto 70, Otávio fura a defesa do Varzim e cai na área, até que aparece Soares e atira a bola para a bancada. Otávio fica a pedir grande penalidade, mas João Capela manda o jogo seguir.

Três minutos depois de Tiquinho Soares ameaçar o golo, Sérgio Oliveira num pontapé de canto envia a bola para a área e Soares, sem marcação nas costas, faz o segundo golo do FC Porto.

As emoções não pararam e o Varzim, dois minutos depois de sofrer golo, faz o empate.
Sérgio Oliveira não perceciona o posicionamento nem dos seus colegas, nem de Haman, e o ponta de lança aproveita o erro para fazer assim o golo, numa altura em que parecia que o Varzim já tinha desistido de qualquer processo ofensivo. Logo de seguida, Sérgio Conceição retira Bazoer do jogo e põe Óliver Torres dentro das quatro linhas.

Muita intensidade no ataque dos azuis e brancos, com Soares à procura do segundo golo, mas Emanuel Novo a fazer uma excelente intervenção e a salvar a equipa novamente. Otávio ainda insistiu e tentou a devolver a Soares, mas o guardião do Varzim defendeu com as pernas.

Jogo ao rubro no Estádio do Dragão e ao minuto 81, Stephen Payne faz autogolo com o peito. Adrián faz o cruzamento mesmo à risca para dentro da pequena área e Soares pressiona o lateral direito do Varzim fazendo mesmo com que o próprio marque na sua baliza.

Os Dragões não desistem e Otávio manda uma “bojarda” de fora de área dando a ideia de golo para as bancadas. No minuto seguinte, jogada impressionante de Jesús Corona ao trocar as voltas a dois adversários e cruzar para a cabeça de André Pereira, que faz assim o quarto golo do FC Porto. O jogo fica assim praticamente decidido.

O Varzim não baixou a guarda e Jonathan Toro, com o pé esquerdo, rematou a bola ao poste da baliza de Vaná Alves que podia ter feito muito mais neste lance.

Óliver, ao minuto 93, ainda tenta a sua sorte com um remate colocado, mas a bola passa ao lado da baliza.

O FC Porto vence assim o segundo jogo da Allianz Cup e sobe à liderança do grupo C. A exibição da primeira parte foi muito diferente da segunda e, claramente, nem tudo foi positivo no jogo dos azuis e brancos. Ainda assim, a vitória foi conseguida e o FC Porto está mais perto de passar à Final Four da Taça da Liga.

Onzes iniciais:

FC Porto: Vaná Alves, João Pedro, Chidozie, Chancel Mbemba, Jorge, Hernâni, Sérgio Oliveira (Capitão), Bazoer, Otávio, Adrián Lopez e André Pereira.

Varzim SC: Emanuel Novo, Stephen Payne, Silvério, Nélson Agra, Rui Coentrão, Estrela, Ruan Teles, Amorim, Pavlovski, Jonathan Toro e Stanley Awurum.

A bússola leonina mora na retaguarda

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O início soluçante de época do Sporting CP tem deixado alguns apontamentos difíceis de ignorar, como a incapacidade para construir desde trás. Esta, aliada a um meio campo sempre mais preocupado em destruir do que em construir, tem resultado num futebol sem nexo, sem ligação ou fio de jogo, com despejos longos e escandalosamente exagerados na frente. Mas será que o Sporting CP não conta com jogadores capazes neste momento de jogo? Bem, contar até conta, o principal problema está aí: o melhor intérprete desta função (tendo em conta as opções do plantel) tem passado este início de época no “estaleiro”: falo de Jérémy Mathieu.

A saída de William Carvalho deixou a equipa órfã devido à falta de um construtor de jogo em zonas mais recuadas; alguém capaz de começar a “tricotar” o ataque leonino desde trás. Tem sido evidente que, por muito que Battaglia ou Gudelj, os mais utilizados na zona intermédia, baixem no terreno e tentem assumir a saída de bola, nenhum deles reúne essas caraterísticas de “bússola” leonina. A equipa tem-se ressentido ofensivamente: é aqui que entra Mathieu. O internacional francês não pisa as mesmas zonas que pisava William Carvalho, como é evidente. No entanto, a sua forma de entender o jogo e de o executar converge no mesmo fim que a construção de jogo que o internacional português perspetivava: em cada uma das suas ações, aproximar a equipa do golo. Jérémy Mathieu, neste aspeto do jogo, é exímio. Ainda que jogue longe da baliza adversária, as suas decisões na primeira fase de construção são fundamentais para lá chegar em condições favoráveis.

O defesa central francês oferece variantes ao jogo leonino que mais nenhum elemento do plantel consegue. Mathieu sente-se confortável com a bola nos pés, não tivesse ele passado pelo FC Barcelona. O jogador assume o risco na primeira fase de construção com o seu estilo descontraído e quase inexpressivo, que transmite uma confiança inabalável. O francês de 35 anos é assumidamente um garante de uma saída limpa a jogar. Nunca se esconde, joga de cabeça levantada e garante um alto índice de boas decisões e execuções em prol da equipa. Entre estas decisões, destacam-se os seus passes tensos e verticais, que visam “queimar” linhas de pressão e chamar os apoios frontais de jogadores como Dost, Montero ou Bruno Fernandes, para que estes liguem o jogo em zonas mais adiantadas e dentro da estrutura adversária; e os seus passes longos na diagonal, que permitem a variação rápida e precisa do centro de jogo para aproveitar a basculação da equipa adversária. A toda esta dinâmica que Mathieu consegue oferecer à equipa, juntam-se ainda o seu fantástico pé esquerdo, uma “arma” capaz de fazer sérios estragos através de livres diretos, e a sua assinalável capacidade no jogo aéreo.

O regresso de Mathieu é uma excelente notícia para o universo leonino
Fonte: Sporting CP

O impacto que Jérémy Mathieu causa na forma de jogo do Sporting CP não se faz sentir só ofensivamente – não fosse ele um defesa central – e no plano defensivo: o internacional francês é também uma unidade extremamente fiável. O experiente conta com passagens por clubes como Olympique de Marseille, Valencia CF e FC Barcelona e, agora com 35 anos, Mathieu acumula uma experiência e uma maturidade que o tornam um jogador muito difícil de bater. É um central incrivelmente rápido para a sua compleição física (1,89m e 82 kgs) e idade, o que o torna eficaz nas coberturas e imperial no corte. Mathieu consegue, ainda, ser bastante forte nos duelos e imponente no jogo aéreo. O internacional francês é um bom exemplo daquilo que se pede a um defesa central nos dias de hoje: um “híbrido” que seja rigoroso a defender e, ao mesmo tempo, saiba como desequilibrar desde a zona recuada do terreno em prol da sua equipa.

A ausência de Mathieu neste início de temporada agravou ainda mais as deficiências ofensivas e defensivas do Sporting CP. Agora, o jogador está de regresso e a segurança e tranquilidade que oferece à equipa é evidente. O fiel escudeiro do francês, Sebastián Coates, torna-se um jogador muito mais assertivo com Mathieu a seu lado: juntos formam uma dupla que pode garantir muitos pontos à equipa de Alvalade. A título de curiosidade: Mathieu leva somente quatro jogos esta época, contudo, em todos eles, o Sporting CP conquistou os três pontos e, diria mais, foram dos jogos mais bem conseguidos pelos leões nesta temporada. Coincidência? É claro que um só jogador não resolve tudo, embora neste caso ajude – e muito – a otimizar o jogo verde e branco.

Mathieu chegou a Alvalade envolto em desconfiança. No entanto, as suas qualidades saltavam à vista cada vez que pisava os relvados portugueses e rapidamente se tornou uma pedra basilar no onze leonino. Para esta temporada, a importância do francês no jogar do Sporting CP parece clara. Mathieu é um garante de qualidades ímpares no plantel de José Peseiro, portanto muito do sucesso leonino estará intimamente relacionado com o número de jogos que o competente central conseguirá fazer sem ser afastado pelas constantes lesões.

Não me parece exagerado dizer que Mathieu é um dos melhores centrais a envergar o leão rampante ao peito ao longo deste século. Pode parecer paradoxal no papel, mas, no que diz respeito ao jogo em si, um dos melhores reforços para subir a produção ofensiva deste Sporting CP é o regresso e a regularidade do defesa central, Jérémy Mathieu.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Mariana Coelho

Perdidos no Tempo: Anderson

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Na rubrica “Perdidos no Tempo” desta semana falamos sobre um jogador que terá sido, porventura, um dos mais talentosos a chegar ao Dragão no presente século. Falo de Anderson. Um menino que chegou em janeiro de 2006 ao FC Porto, deslumbrou e desapareceu.

A generalidade dos portistas lembrar-se-á deste menino de 17 anos que Pinto da Costa ofereceu a Co Adriaanse para que este pudesse aprimorar e utilizar no ataque final ao 21º título de campeão nacional da história do clube. Anderson Luís de Abreu Oliveira, aterrou no Porto vindo do Grémio de Portalegre onde se havia tornado profissional em 2004 e que, após 9 golos em 31 jogos, aguçou o apetite do Velho Continente.

Foi nesses meses sob o comando do holandês que Anderson aprimorou todo o potencial que lhe era reconhecido para que pudesse vir a emergir para as luzes da ribalta na temporada seguinte sob o comando de Jesualdo Ferreira. Atuava em qualquer posição do meio campo ofensivo e era um fantasista. Impressionava pela técnica e capacidade de drible. Velocíssimo a conduzir a bola, era, igualmente, primoroso no capítulo do passe. Era, ainda, dono de um excelente e fácil remate. Ainda hoje, os adeptos portistas recordarão este brasileiro como um dos mais brilhantes e cintilantes diamantes em bruto que passaram pelo clube e de quem se chegou a acreditar, até por via de sucessivas comparações com Ronaldinho Gaúcho, poder vir a tornar-se no melhor jogador do planeta. O problema estava na cabeça, mas não só. Já lá vamos.

A carreira de Anderson teve como ponto alto a conquista da Liga dos Campeões em 2008, ao serviço do Manchester United
Fonte: EstádioVip

Depois desse período inicial de adaptação, assumiu o papel de destaque na equipa do Professor Jesualdo e protagonizou uma época agridoce. Depois de um início de época estonteante, uma grave lesão no joelho sofrida num jogo com o Benfica à 8ª Jornada do Campeonato de 2006/2007, retirou-o dos relvados por um período superior a 3 meses. Ainda assim, voltou para uma reta final de temporada de excelente nível e fechou a época como um dos jovens mais promissores a atuar na Europa.

No verão de 2007, aconselhado por Carlos Queiroz (seu adjunto), Sir Alex Ferguson recheou os cofres do Dragão com 31,5M€ e levou o jovem Anderson para Terras de Sua Majestade. Terá sido cedo demais. Apesar de um par de épocas inicial onde ainda apresentou um nível satisfatório e ajudou o Manchester United (onde jogou com Cristiano Ronaldo) a vencer uma Liga dos Campeões, a posição demasiado recuada no terreno, várias lesões e escolhas e atitudes duvidosas concorreram para que a sua carreira entrasse, depois, em declínio. Depois de sucessivas épocas fracassadas em Manchester foi emprestado, em 2013, à Fiorentina de Itália e, em boa verdade, depois disso, pouco ou nada resta para contar sobre os méritos do jogador. Depois de uma temporada (2013/2014) catastrófica e com apenas 8 partidas nas pernas, voltou a Inglaterra sem brilho.

O passo seguinte, como no caso de tantos e tantos brasileiros, foi voltar ao seu país e à sua terra natal, desta feita, para jogar no rival do Grémio, o Internacional. Chegou a Portalegre em 2015 e, dois anos volvidos, foi emprestado ao Coritiba. Apesar de um número bastante razoável de jogos ao serviço destes dois clubes, a verdade é que não convenceu e no princípio da atual temporada, trocou o futebol brasileiro pela segunda divisão turca. Encontra-se, atualmente, a caminho dos 31 anos de idade, e longe dos grandes palcos que lhe pareciam destinados.

Fica para a história do FC Porto como bicampeão nacional e dono de uns pés de veludo e será sempre recordado como um dos brasileiros com maior potencial da sua geração e que chegou, inclusive, a representar a seleção nacional A do seu país. Infelizmente, alguns vícios boémios, um número exagerado de lesões e (porque não dizê-lo?) alguma falta de sorte impediram-no de atingir o estrelato.

Foto de Capa: Portal dos Dragões

Artigo revisto por: Jorge Neves

Os 10 melhores marcadores de sempre nas principais ligas europeias

Porque dos fracos não reza a lenda, a lista de melhores marcadores de sempre tem no pódio um único português, mas com a melhor classificação possível. Este top precisa de mais nove pessoas para ficar completo, quem serão?

Primeira Jornada do Girabola’19: O empate prevaleceu em (quase) todas as partidas

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A 41.ª edição do Girabola iniciou-se no passado dia 27 de outubro. Com o seu início regressou a festa do futebol, um pouco por todo o território angolano. Em seguida, irei falar dos jogos da primeira jornada do campeonato de Angola.

O pontapé de saída para edição de 2019 foi dado em Luanda, com o regressado ASA a receber o Sagrada Esperança. Numa primeira parte sem grandes motivos de interesse, os golos apareceram no segundo tempo para cada lado: Cachi adiantou os visitantes, num golo que gerou alguma contestação por parte do ASA, devido ao facto de a bola não ter ultrapassado totalmente a linha de golo; os “Aviadores” responderam de imediato, com Lukeba a fazer o tento da igualdade, que se manteve até ao apito final do árbitro.

O jogo de cartaz da jornada pôs frente a frente dois crónicos candidatos ao título, com o Recreativo do Libolo a receber o Petro de Luanda. No Calulo, Libolo e Petro protagonizaram um belo jogo de início de campeonato. Contudo, as defesas de ambas as equipas foram mais fortes do que os ataques e a partida terminou como havia começado, com um nulo no marcador.

O outro candidato ao título, Kabuscorp do Palanca, foi à casa do Cuando Cubango FC empatar a uma bola. Num jogo bastante entretido e com oportunidades para ambos os lados, a formação do bairro do Palanca até se adiantou cedo no marcador, por intermédio de Etekiama, aos 3 minutos, mas viria a sofrer o empate ainda na primeira parte, através de um penálti apontado por Zizi. Nos segundos 45 minutos, os visitantes pressionaram em busca da liderança no marcador, mas sem sucesso.

O encontro que encerrou a ronda inaugural do Girabola’19 foi disputado entre Interclube e 1.º de Agosto. O campeão em título, que recentemente anunciou a saída do técnico Zoran Maki, foi até ao terreno do Interclube empatar a zero. Numa partida repleta de oportunidades para ambos os lados, nenhuma das equipas teve o discernimento necessário para desfazer o nulo e o jogo acabou com a divisão de pontos.

Interclube e D’Agosto fecharam a ronda inaugural com um nulo no marcador
Fonte: 1.º de Agosto

Em relação aos restantes jogos, a Académica do Lobito venceu, em casa, o Sporting de Cabinda por 3-0; as partidas entre Desportivo da Huíla e Bravos do Maquis e Progresso do Sambizanga e o estreante Saurimo FC terminaram com o mesmo resultado: empate a um golo.

Em conclusão, foi um fim-de-semana positivo, em que os adeptos puderam celebrar o início do campeonato angolano, mesmo sem haver muitos golos na ronda inaugural do Girabola. Apenas a equipa da Académica do Lobito terminou com motivos para sorrir no final do seu encontro, uma vez que venceu e já se encontra no topo da tabela, apesar do campeonato ainda estar numa fase prematura. É certo dizer que o Girabola deste ano será novamente repleto de ação e incerteza até ao fim.

Foto de capa: 1.º de Agosto

Qual o melhor futuro para Svilar?

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Em junho, abordei o caso de Bruno Varela e, quatro meses depois, com o arranque da época, volto a tocar no mesmo assunto. Desta vez, venho falar de Mile Svilar e dos tempos que vive na Luz, sendo pouco utilizado – 11 jogos em apenas duas épocas –, mas com presença sempre garantida na convocatória de Rui Vitória por ser o substituto do titular Odysseas Vlachodimos.

Svilar chegou ao SL Benfica em 2017/2018, com 18 anos, e, em pouco tempo, tornou-se o guardião mais jovem a vestir a camisola encarnada. Começou por ser lançado às feras, ao ser titular em três partidas da Liga dos Campeões – duas frente ao Manchester United e uma frente ao Basileia. Alinhou em dois jogos da Liga e é sobretudo na Taça de Portugal e na Taça da Liga que tem sido utilizado com maior frequência.

Não gostava que Svilar ficasse conhecido como aquele guarda redes que só joga em competições secundárias e mais focadas em rodar jogadores, mas parece que é esse o caminho que se tem verificado. Num espaço de dois anos, diria que o acontecimento mais relevante do seu percurso foi mesmo o facto de substituir Bruno Varela na posição de segundo guardião do plantel.

A forma como chegou ao SL Benfica foi um pouco questionável devido à falta formação que poderia ter nos juniores ou até na equipa B, de modo a ganhar experiência e a figurar no maior número de jogos possível. Se tal acontecesse, acredito que poderia ser titular da formação, fosse qual fosse o escalão, o que lhe serviria de rampa de lançamento para a equipa principal. Porém, saltando uma parte muito importante na carreira de um jogador, o belga foi lançado às feras muito mais cedo do que o que seria esperado.

Toda esta situação alimenta os rumores de que poderá ser emprestado em janeiro ou no verão. É algo bem provável de acontecer e daí surge o tema deste artigo, numa tentativa de analisarmos todo o processo, a que acresce ainda a concorrência pesada de Vlachodimos, dono e senhor da baliza encarnada.

Conseguirá Mile Svilar ser transformado numa opção de futuro para os encarnados?
Fonte: SL Benfica

Tenho a certeza de que, a médio e longo prazo, feitas as escolhas certas, Svilar pode ser uma opção para o futuro. Sabe utilizar o talento que possui, mas precisa da plataforma para se lançar no futebol português e europeu. Enquanto for o substituto de Vlachodimos, não tirará grande proveito da sua carreira. Aprenderá com os melhores, mas ficará imenso tempo sem jogar e será apenas utilizado na Taça da Liga e Taça de Portugal, como tem acontecido até aqui.

Há imensas possibilidades para o futuro de Svilar: manter-se na mesma posição, alinhar na formação ou ser emprestado, como se fala. Não coloco a hipótese de ser vendido porque acredito que, nas mãos do staff técnico da Luz, conseguirá ser transformado num talento a ter em conta para o futuro. Isto evitará que seja mal aproveitado num outro clube europeu, onde o ritmo de competição é muito mais elevado, tal como a concorrência.

Pelas diferentes opções que este caso suscita, e após alguma reflexão, a minha posição é muito clara: formar para ganhar! Svilar precisa da formação certa e na Luz ainda não teve essa oportunidade, apenas no Anderlecht.

Se é uma opção para o futuro da equipa daqui a uns cinco/dez anos – e acredito que seja-, tem de ser feito algo para que consiga cumprir esse objetivo. Perante todas as escolhas possíveis, a opção que me parece mais viável é a de o jogador permanecer no plantel como substituto de Vlachodimos, sendo titular em competições de menor importância, ao mesmo tempo que alinha no Benfica B, Juniores Sub-19 ou Sub-23, para alcançar a experiência necessária para vingar no futuro.

Tenho a certeza de que, se este caminho for seguido, permitirá a Svilar ter o tempo e espaço necessário para crescer, aprender e evoluir enquanto atleta, desenvolvendo o potencial para que se torne uma mais valia para o futuro do SL Benfica.

Foto de Capa: SL Benfica

Texto revisto por: Mariana Coelho