E uma semana se passou desde a disputa do dérbi minhoto. SC Braga e Vitória SC defrontaram-se na passada sexta-feira e, como não podia deixar de ser, o ambiente que se fez sentir na cidade de berço foi efervescente.
Este jogo é capaz de ser o segundo duelo mais efusivo entre dois clubes vizinhos do campeonato português. E desengane-se quem acha que esta rivalidade ocorre apenas dentro das quatro linhas. Este jogo significa muito mais do que uns meros três pontos. A verdade é que vai muito para além disto. São dois clubes da ‘terra’ que sentem este jogo como uma forma de impor a sua superioridade no distrito minhoto e os adeptos encaram este duelo como se fosse uma questão de tudo ou nada. Aliás, como tem de ser num verdadeiro dérbi!
É mesmo incrível. Quando o fanatismo não transpõe os limites do razoável, este sentimento dos adeptos pelos clubes da sua terra é de louvar. Sim, porque nem sequer pretendo perder tempo a falar sobre alguns incidentes que aconteceram. Simplesmente acho que não vale a pena…
O Vitória SC jogou em casa e o D. Afonso Henriques contou com um ambiente magnifico Fonte: Vitória SC
Se o fanatismo não ultrapassasse, muitas vezes, o razoável, o nosso campeonato seria muito mais competitivo e este seria o cenário perfeito para a disputa do mesmo. Eu sei, eu sei… estou sempre a dizer o mesmo. A questão é que é mesmo verdade. Por muito que digamos que o problema está no sistema que envolve o futebol português irremediavelmente direcionado para os três grandes, se houvesse mais exemplos como este, alguma coisa teria de mudar. Aliás, iria, com certeza, mudar!
Para além disto, não queria deixar de analisar o jogo no relvado. Foi um dérbi em que o Braga teve mais posse de bola e, por sua vez, o Vitória esteve mais recuado. A equipa da casa esteve irrepreensível a nível defensivo e criou o seu jogo basicamente em contra-ataque. Ainda assim, é inegável o facto de que só uma equipa é que quis e fez por ganhar o jogo durante os 90 minutos e essa equipa foi o Braga. O equilíbrio no resultado não espelha, de todo, o equilíbrio que, neste caso, não houve em termos de jogo jogado.
Dentro e fora de campo, o dérbi minhoto foi, como era de esperar, vivido com a máxima intensidade. A mística de facto faz milagres e um dérbi vai ser sempre um dérbi. Mesmo que não seja entre dois grandes.
Itália conhece apenas duas cores: Branco e Preto. O domínio da Juventus FC a nível doméstico é evidente, são sete scudettos consecutivos. Assim, Massimiliano Allegri têm agora a missão de conquistar a Europa, a Série A é um dado adquirido.
O treinador de 51 anos já esteve perto de o fazer em 2015 e em 2017, mas acabou por perder a grande final. Para garantir que isso não volta a acontecer, o clube italiano foi “roubar” Cristiano Ronaldo ao Real Madrid CF. Naturalmente que essa transferência chamou todas as atenções, mas não menos importante foram as contratações de Cancelo, Emre Can, Bonucci e de Spinazzola (lesão está a impedir que mostre a sua qualidade).
Será, finalmente, este o ano da Juventus FC?
Estrutura
A entrada de Bonucci, elevou para cinco o número de defesas centrais na equipa: Barzagli, Benatia, Rugani, Chiellini e Bonucci. O que deixava no ar a possibilidade da implementação de um sistema de três centrais, mas Allegri mantêm-se fiel à defesa a quatro. Assim, mantêm-se o 4-2-3-1/4-3-3 quando a equipa têm a posse de bola.
Para dar início à fase ofensiva, Pjanic recua para junto dos centrais, para pegar no jogo e criar uma linha de três com grande qualidade de passe e extremamente confortável em avançar com a bola ou fazer passes de rotura. Em especial Bonucci, que têm uma capacidade de distribuição de fazer inveja a muitos médios.
Fonte: Eleven Sports
Na imagem em cima, também podemos observar o posicionamento adiantado de Matuidi e Bentancur, o que permite a Pjanic ter mais espaço para iniciar a construção, e aos centrais para invadir o meio-campo campo adversário em posse ou através do passe.
Para além da capacidade de recuperação de bola de Matuidi, Can ou Khedira, que falta a Pjanic, o papel dos médios é importante na ocupação dos espaços entre corredores em posse e na cobertura aos laterias no momento de transição defensiva.
Fonte: Eleven Sports
Poder ofensivo | CR7 e os Amigos
A Juventus FC é uma equipa fluída quando têm a posse de bola, onde os jogadores trocam regularmente de posição e com movimentos coordenados sem bola. Os poucos jogadores que ocupam regularmente a mesma zona do campo são os defesas laterais e o já mencionado Pjanic. Alex Sandro e Cancelo garantem a largura.
Esses laterais ocupam posições elevadas no campo, logo desde o inicio de construção, o que abre espaço nas zonas recuadas, que podem ser ocupados pelos médios para criar situações momentâneas de superioridade numérica, como vimos Bentancur fazer frente ao United, quase um lateral direito.
A colocação, na posição de extremo, de jogadores com o pé trocado (no corredor direito, jogadores esquerdinos) procura dar mais espaço aos laterais, particularmente a Cancelo, que podem conquistar posições para retirar bons cruzamentos para Ronaldo e Mandzukic. A parceria entre o Português e o Croata têm se verificado muito interessante, geralmente um ocupa os defesas centrais, arrastando-os para próximo da baliza o que abre espaço para o outro aproveitar um possível cruzamento atrasado. Ou então, aproveitar a diferença de alturas que muitas vezes existe ao segundo poste, face aos laterais adversários.
Como aconteceu no golo frente ao Manchester United FC, a fluidez posicional, mas sem perder a estrutura. É Ronaldo que vai ao corredor cruzar, e Quadrado vai ate à zona de finalização.
Estas rotações posicionais desmontam as defesas adversárias, particularmente a ligação Central-Defesa Lateral. Foi assim que aconteceu o golo, depois de arrastarem o lateral do United para fora da sua zona.
Defensivamente | Construído à medida para os grandes jogos
O esquema defensivo da Juventus, apesar do número de golos sofridos no campeonato (Se tivermos em consideração o passado), está construído para enfrentar grandes equipas. Quando os adversários têm a bola, a equipa fecha-se, protegendo o corredor central com unhas e dentes, poupando energia quando os adversários têm a bola em zonas laterais.
Não há grande orientação ao homem, ou seja, o foco está em defender o espaço. Quando a bola entra em um corredor, o médio interior mais próximo avança protegendo a fronteira para o corredor central, com a cobertura de Pjanic e do lateral desse lado, que fecha dentro. O que cria uma estrutura em triângulo, que procura evitar a todo o custo a progressão para o corredor central.
É muito importante para a estabilidade da equipa, que os jogadores do lado oposto à bola também fechem dentro, permitindo aos dois centrais permanecer no centro, protegendo a grande área. Igualmente importante é o momento de perda da bola, dada a fluidez da equipa quando têm bola.
Assim, vemos a Juventus pressionar imediatamente o adversário assim que perde a posse de bola, o que ou permite a recuperação em zonas altas ou atrasa a transição do adversário, dando tempo à Juventus para se organizar defensivamente.
Também como vimos frente ao SSC Nápoles, a Juventus FC procura pressionar alto a saída de bola do adversário, destabilizando o início de construção, como (aí sim) orientação ao homem. Esta forma de pressionar é extremamente eficiente frente a equipas que não têm nenhum jogador resistente à pressão em zonas recuadas, o que dificulta a vida a essas equipas. Por exemplo, tenho dúvidas se Allegri irá fazer o mesmo frente ao FC Barcelona (que têm Busquets/Arthur).
O futebol vai-nos pregando partidas sobre alguns jogadores. Jogadores com maior ou menor idade podem surpreender os espetadores e a sua performance em campo pode despontar mais cedo ou mais tarde. Aos 29 anos, Daniel Wass já passou por vários momentos no futebol, especialmente quando era falado pela comunicação social. Atualmente, tudo se encontra mais estabilizado, em Valência, onde é uma das viáveis opções do treinador Marcelino Toral.
As fases da carreira de Wass foram sempre de boa imprensa. Depois de ganhar notoriedade no clube do seu país natal, o Brøndby IF da Dinamarca, e nas seleções jovens daquele país, como defesa lateral direito, foi rotulado de futura estrela do SL Benfica. Foi uma de muitas contratações da era Jorge Jesus, quando chegou ao clube da Luz em 2011. O defesa Nuno Coelho e o guarda-redes Artur Moraes foram também apresentados no mesmo dia da chegada do dinamarquês. Porém, dois meses após a contratação, Wass acaba por ser emprestado ao Evian Thonon Gaillard FC, hoje no segundo escalão do futebol francês.
Logo a seguir, em 2012, tornou-se um dos muitos “jogadores fetiche” de José Mourinho quando ainda orientava o Real Madrid CF, mas nada feito. O rendimento em França foi notável e mereceu uma chamada à seleção da Dinamarca no Euro 2012, equipa que estava curiosamente no mesmo grupo de Portugal, Alemanha e Holanda. Não somou qualquer minuto nos três jogos daquela fase de grupos.
A vontade de Wass jogar pelo Benfica era pública, mas tal nunca se sucedeu e acaba por ficar no Evian a título definitivo até 2015. Aí, o jogador continuou a ser uma peça fundamental da equipa, jogando do lado direito da defesa, ataque e a meio campo. No entanto, o clube de Thonon-les-Bains iria cair para a Ligue 2.
Uma ‘ninharia’ para o Celta de Vigo e agora em Valencia. Lesões colocam Wass na titularidade dos valencianos Fonte: Valencia CF
O destino que se seguia era Vigo, a casa dos espanhóis do RC Celta de Vigo, a troco de três milhões de euros. Um clube que foi ganhando o seu espaço na La Liga com jogadores fiáveis. Por valores semelhantes, o Celta foi buscar Maxi Gomez, Lobotka, Pione Sisto e Beltrán e formou jogadores como Jonny Castro, Hugo Mallo, Diop, Santi Mina e Denis Suárez. Atenção também que por lá passaram Nolito, Fabián Orellana e Iago Aspas. 2015/2016, um sexto lugar no campeonato e uma qualificação europeia que embalou a equipa até às meias finais da Liga Europa. Nas últimas duas épocas, o número 13 tem sido o favorito para posicionar o Celta na classificação.
Esta temporada, apesar de não ter ido ao Mundial da Rússia, a fiabilidade de Daniel Wass foi para o outro lado de Espanha, em Valencia, clube que conseguiu um lugar na Liga dos Campeões. Havia interesse efetivo dos ingleses do Everton FC. O jogador ganhou ligeiramente mais valor (transferência de 6M€) e juntou-se ao lote de médios experientes da equipa “che” como Dani Parejo, Kondogbia e Coquelin. O dinamarquês é mais uma opção de polivalência para o técnico Marcelino Toral. Pode jogar no apoio ao ataque, mais recuado para ajudar na defesa, ou mais encostado à faixa direita. Com algumas lesões a afetar a equipa do Valência CF, Wass é a aposta cada vez mais aplaudida pelos adeptos do Valência por assumir o jogo interior da equipa com total clareza e equilíbrio, sem tomar demasiados riscos. É também um dos escolhidos para bater bolas paradas pois qualidade de passe sempre foi evidente.
Terá sido este jogador uma opção para o Benfica? Já passou muito tempo para essa reflexão, mas podemos assumir que naqueles tempos dos «encarnados» dificilmente tinha espaço. Mas por que razão era tão cobiçado? É certo que Daniel Wass parece ser um jogador da equipa (ou do treinador, daqueles que são peças chaves, na “sombra”) pois tem revelado ao longo da sua carreira uma polivalência que interessa a muitos clubes. Em Espanha ganhou o seu espaço por isso. Também verificamos que depois da passagem cinzenta por Portugal, o dinamarquês fez sempre mais de 30 jogos nas últimas épocas em todas as equipas que passou. Passar do Evian para o Celta de Vigo e chegar a Valência é um salto e uma prova de progressão, sobretudo estável, apesar do mau arranque da equipa de outros ex-benfiquistas como Rodrigo Moreno, Garay e Gonçalo Guedes.
As últimas exibições de Óliver Torres parecem demonstrar que o talento do espanhol parece finalmente voltar a brilhar. Óliver é daqueles jogadores que me fazem pagar bilhete para ir ver um jogo de futebol. É, na minha opinião, um craque! A elevadíssima qualidade técnica, a facilidade de passe quer curto quer longo, a visão de jogo, a dinâmica que consegue impor no jogo da equipa só está ao alcance de jogadores de um nível acima da média. É um jogador que eu considero ao “estilo Guardiola” e que sou apreciador, confesso.
Chegou ao FC Porto na época 2014/15 por empréstimo do Club Atlético de Madrid e encantou o dragão onde fez 40 jogos e apontou sete golos, sendo uma peça imprescindível na equipa. Na época seguinte voltou ao clube espanhol onde fez uma época interessante sendo utilizado por 33 das quais 14 como titular. Em 2016/17 voltou novamente ao dragão por empréstimo mas com opção de compra obrigatória no valor de 20 milhões de euros. Um valor elevado que na minha opinião foi sempre um “estigma” que pairou e pressionou o rendimento do atleta.
Óliver atravessa um grande momento de forma Fonte: FC Porto
Uma das características mais fortes de Sérgio Conceição é potenciar o rendimento individual dos jogadores e enquadrar as suas características no modelo tático que pretende para o FC Porto. Óliver foi sempre visto como um jogador com muita qualidade mas com pouca agressividade e intensidade principalmente para a forma como o treinador portista trabalha a sua equipa. Mas o último jogo foi a prova que isso é passado e os números aprestados por Óliver foram impressionantes. 12 recuperações de posse (um recorde na Primeira Liga), 11 desarmes, e uma eficácia altíssima na disputa dos duelos. Era esta intensidade que faltava a Óliver porque tudo o resto tem em abundância.
Acredito que Óliver Torres vai ter um papel importante na época portista, e nos jogos de maior grau de dificuldade onde o meio campo vai ser composto a três, o espanhol trás uma qualidade no último passe que nenhum outro jogador do plantel possui. O trabalho mental de limpar da cabeça do jogador o estigma “20 milhões” é fundamental para que todo o seu talento seja explorado. E ao que parece todo esse trabalho quer tático quer mental está a ser muito bem feito por Sérgio Conceição e a sua equipa técnica!
Apesar de carecer de informação oficial por parte do Sporting CP, são vários os órgãos de comunicação social que nesta madrugada noticiariam o despedimento de José Peseiro do comando técnico da equipa leonina. Uma saída que peca por tardia, que seria de esperar que acontecesse mais tarde ou mais cedo, sendo praticamente inevitável. José Peseiro não terá resistido ao desaire caseiro a contar para jogo da Taça da Liga, por 1-2 diante o Estoril.
Apesar dos resultados menos bons diante do Estoril e do Portimonense, a nível global os resultados foram minimamente satisfatórios, mas o futebol apresentado é fraco, não dá garantias de presente nem de futuro e chegar a Outubro com apenas um ou dois jogos de melhor qualidade, é muito curto para quem tem as ambições do Sporting CP. Juntou a falta de qualidade do futebol praticado a um discurso menos feliz, com várias situações caricatas, sem conseguir impor a autoridade necessária no clube.
José Peseiro nunca reuniu o consenso no reino do leão e nesta sua segunda passagem por Alvalade, a onda de contestação ao trabalho do treinador começou a notar-se após a derrota frente ao Portimonense e tem vindo a subir de tom, com o final do encontro com o Estoril a ficar marcado, uma vez mais, por assobios e lenços brancos para o técnico, que tinha sido uma escolha do presidente da Interino da SAD José Sousa Cintra que numa recente entrevista também deixou críticas à forma como Peseiro abordou sobretudo a política de contratações.
José Peseiro deixa Alvalade com 14 jogos, nove vitórias, um empate e quatro derrotas. Surgem como nomes fortes para substituir o técnico Paulo Sousa, Leonardo Jardim ou até mesmo Jorge Jesus. No entanto, é preciso ter em conta a realidade leonina e a conjuntura que se vive.
José Peseiro foi alvo de forte contestação por parte dos adeptos, chegando a ouvir assobios e a ver lenços brancos, não resistindo ao descontentamento dos sócios e adeptos Fonte: Sporting CP
Apesar dos nomes já referidos e que reúnem mais consenso na SAD leonina, irei deixar alguns dos nomes que gostava de ver ao leme do clube: Paulo Fonseca, André Villas Boas e o já referido Leonardo Jardim. Uns quase impossíveis – como Paulo Fonseca – mas já foi provado no passado recente com a chegada de Jorge Jesus que é possível puxar os cordões à bolsa por um treinador sem desequilibrar as contas. É necessário para o projeto um nome com credibilidade. Para além destes 3 nomes que considero mais fortes, existe ainda Jorge Jesus, Rui Faria, Rui Jorge e sem esquecer Abel. Gosto de Miguel Cardoso e de Silas, mas neste momento era um tiro no escuro, correndo demasiados riscos. Existem ainda alguns treinadores estrangeiros como Ranieri ou Peter Bosz que estão sem equipa, mas a escolha deverá recair sempre por um treinador português. É necessário arrumar a casa. O presidente Frederico Varandas, tem aqui em mãos a sua primeira grande decisão e é importante a escolha de um treinador a longo prazo e escolher a carta certa.
José Peseiro foi a primeira chicotada na Liga Portuguesa na presente época, deixando o Sporting CP em quinto lugar a dois pontos dos líderes FC Porto e SC Braga. Existe então muita expetativa para ver quem será o próximo homem forte do futebol leonino, sendo que o próximo jogo dos leões é no próximo domingo, dia 4 de Novembro, em São Miguel nos Açores, contra o surpreendente Santa Clara.
Ao longo dos últimos dias, Rui Vitória tem sido o centro das atenções, não só pelas más decisões no que toca aos jogos da equipa da Luz, como também pelas notícias sobre o Everton FC, equipa da primeira liga inglesa.
O descontentamento dos adeptos benfiquistas em relação ao treinador tem-se vindo a revelar ao longo da época. No último jogo da equipa para a Primeira Liga, com o Belenenses SAD, Rui Vitória chegou mesmo a ser assobiado e até lhe mostraram vários lenços brancos. É de referir que, se vencessem o jogo, ficariam isolados na liderança. O mesmo aconteceu com o AFC Ajax, no jogo que se realizou a meio da semana, onde o SL Benfica perdeu por um golo já nos descontos, o que dificulta a sua passagem para os oitavos de final da liga milionária.
No entanto, o plantel continua ao lado de Rui Vitória. Em relação ao jogo com Os Belenenses SAD, o mais polémico pela revolta dos adeptos, o treinador encarnado diz que tiveram “oportunidades mais que suficientes para fazer golo” e que desde o início da partida procuraram marcar golo, mas que “a bola, quase que por magia, parecia que não passava da linha”. Frisa ainda que “a realidade é o que é” e que “há que assumir esta derrota” e “saber conviver com aquilo que é o insucesso”. Relativamente ao jogo com o AFC Ajax, Rui Vitória elogia os seus jogadores, dizendo que fizeram um bom trabalho e que o jogo se limitou a um “minuto cruel”.
Rui Vitória: “Há que assumir esta derrota e saber conviver com aquilo que é o insucesso.” Fonte: SL Benfica
Outro assunto muito polémico é o telefonema de Luís Filipe Vieira para o empresário César Boaventura sobre a suposta venda do treinador da Luz ao Everton FC. O presidente do SL Benfica afirma que “não era minha intenção vender Rui Vitória” e clarifica que houve uma proposta do clube inglês onde o treinador benfiquista iria receber oito vezes mais, mas que este “queria continuar a treinar no Benfica”. A verdade é que o treinador dos encarnados conquistou seis títulos nos dois primeiros anos no clube, inclusive “lançou cerca de dez jogadores” da formação “na equipa principal”.
No que diz respeito à continuação do treinador na equipa das águias, Luís Filipe Vieira diz que “por mim fica até ao final do contrato”, pois acha que “é aquele que tem mais capacidade para liderar o projeto do Benfica”. Defende também o treinador dizendo que “há hoje uma grande injustiça em relação ao Rui Vitória” e que “não merece as críticas que lhe têm feito”. De acordo com o presidente do clube da Luz, “a estratégia do Benfica é ganhar com os talentos formados em casa”.
Rui Vitória fica então até ao final do contrato, em 2020, e fica em aberto se permanecerá no clube da Luz ou se chega a acordo com a presidência para uma possível saída.
Dezanove dias depois do encontro que determinava o campeão europeu de hóquei em patins feminino ter sido interrompido e suspendido, devido aos efeitos do furação Leslie, disputaram-se os cento e cinco segundos em falta.
O retomar da partida foi uma decisão envolta em bastante polémica, com a RFEP a entender que o jogo deveria ter sido dado por terminado. No entanto, Fernando Claro, antigo presidente da FPP e atual da World Skate, defendeu que se tinha de esgotar o tempo em falta no marcador e, após vários dias de indefinição, a data escolhida foi o dia 1 de novembro.
As seleções portuguesa e espanhola estiveram presentes, tal como não poderia deixar de acontecer, mas o mesmo não se pode dizer da dupla de arbitragem. Isto, porque o italiano Massimiliano Carmazzi está lesionado e não pôde arbitrar o resto da partida que, assim, ficou ao cargo do francês Julien Thibaud.
O encontro foi reiniciado com um golpe duplo, sendo que as duas seleções estavam à bica. Sem grande critério, tendo em conta o tempo por se jogar, Portugal teve uma grande oportunidade para empatar a partida a cerca de quarenta segundos do final, mas a guardiã espanhola negou a igualdade a Inês Vieira. Na sequência desse lance, surgiu a 15ª falta lusitana. Anna Casarramona foi chamada à conversão e não desperdiçou, fazendo o 4-2. Golo que selou, ainda mais, a vitória no europeu. Com apenas alguns instantes no fim, Marlene Sousa quase reduziu o marcador, mas Laura Vicente negou o tento à capitã portuguesa.
Assim, o jogo teve o desfecho já esperado, com a Espanha a vencer o campeonato da europa pela quinta fez consecutiva, chegando ao respetivo penta. Algo nunca antes conseguido por nenhuma seleção feminina a nível europeu.
No medalheiro dos campeonatos da europa de senhora, a “La Roja” aumenta a vantagem sobre Portugal, passando a somar seis títulos, contra os três da seleção portuguesa.
Nota ainda para um curioso feito obtido por “nuestros hermanos”. Com a conquista desta quinta-feira, todas as competições internacionais, sejam elas de clubes ou seleções, foram conquistadas por equipas espanholas. Os europeus foram vencidos pela Espanha, a Liga Europeia e a Taça Continental foram conquistadas pelo Barcelona, a Taça CERS pelo CE Lleida e a Liga Europeia feminina pelo CP Gijón.
A noite de Leicester ficou ainda mais fria. No último fim de semana, uma tragédia provocou a morte de uma pessoa não apenas diretamente ligada ao futebol. Estava ligada a muita gente dessa cidade inglesa. Apesar do interesse económico proveniente do clube que adquirira, e consequente sucesso/insucesso resultante disso mesmo, também contribuiu em diversos aspetos para a melhoria geral da qualidade de vida dos residentes em Leicester. Algo pouco comum, este modus operandi tão generoso utilizado pelo proprietário dos Foxes.
Sendo a minha opinião mais virada para o que se passa lá dentro, isto certamente vai ao encontro dessa temática. Jogadores (e não só) manifestaram o seu pesar, aliás, o sentido pesar, com o falecimento de uma pessoa marcante na sua vida. Alguém amigo, alguém com muito significado. É muito anormal ter-se tal sentimento por um presidente, neste caso, dono de um clube de futebol. Alguém que, condizendo com as funções que exerce, é visto como uma figura relativamente distante do grupo de trabalho, pelo menos não tão próxima como um treinador, fisioterapeuta ou psicólogo. É sempre a morte de uma pessoa. Para nós, a morte de um familiar pesa mesmo muito. Aqui é diferente, mas tendo em conta o que Vichai Srivaddhanaprabha conseguiu,- sendo alguém alheio àquele meio, e não querendo dizer que o futebol é mais importante que o resto- a conquista inédita do título em 2015/2016 foi algo muito, mas mesmo muito simbólico para as gentes de Leicester. Talvez tenha sido o dia mais feliz da vida de milhares de pessoas.
Eu sou apologista de que quantos mais momentos de felicidade pura tivermos, melhor. Mas em absoluto! Se houver quem obtenha alguns deles através do futebol, tudo bem. Se for única e exclusivamente através do futebol, isso já é doença prolongada… Certamente, se não fosse o futebol, este homem não parava em Inglaterra. Podia ter sido outra coisa, mas é muito improvável. O futebol pode não ser perfeito, mas acredito que é o desporto mais belo que pode ser executado. Há tanta multiplicidade e sincronização de movimentos, gestos, chutos, entre outras coisas, mas o melhor é o que tudo isso acarreta: a conquista, a superação, enfim, emoções. O futebol profissional já existe há quase 100 anos (não sei precisar na exatidão…) e acredito que, por nem sempre ter sido documentado, seja jogado há muitos mais. Como tal, sofrerá mutações de acordo com novas necessidades e novos meios, para o tentar fazer sempre “mais perfeito”…
Deste modo, julgo que o nível que a equipa atingiu, apesar de ter tido Vichai como base, é visto como um legado para ser continuado. Deixou uma equipa de grandes jogadores, aparentemente estável financeiramente e, portanto, arranjar uma direção que permita aos adeptos do Leicester continuar a torcer pelo emblema da cidade será um problema menor. Em comparação com a tragédia da Chapecoense, de maior dimensão, já que vitimou uma equipa inteira, este contratempo pesa, mas chegará o tempo em que deixará de pesar tanto…
Na 3ª jornada dos Campeonatos Universitários de Lisboa, a AAFDL e a AEISCAL defrontaram-se para mais um jogo recheado de golos. Direito, que vinha de uma derrota pesada frente à AEISEG, precisava urgentemente de voltar ao bons resultados, e à boa imagem deixada na jornada inaugural. Já os Guerreiros do Saldanha pretendiam encaixar a terceira vitória consecutiva.
Numa primeira parte com três golos, foram os advogados a fazer o primeiro da partida, aos 20 minutos: Gonçalo Maurício segurou na linha de fundo uma bola que parecia perdida, fez o que queria do jogador do ISCAL e atirou rasteiro a contar; o remate, contudo, ainda desviou no guardião iscalino antes de entrar na baliza.
A vantagem para os vermelhos e brancos acabaria por durar apenas 10 minutos: canto batido na esquerda para o coração da área, e Ricardo Espírito Santo, de cabeça, restabeleceu a igualdade no marcador. Era o ISCAL quem assumia as rédeas do encontro, e que chegaria ao segundo da noite aos 40 minutos, novamente pelo intermédio de Espírito Santo: momento de inspiração do avançado goleador, a desferir um remate magnífico de fora de área.
Fonte: Inês Catarino/ADESL
Nos primeiros minutos do segundo tempo, a equipa do IPL ampliou a vantagem para 3-1, através do craque do costume: Ricardo Espírito Santo, sem dó nem piedade, voltou a disparar sem medos do meio da rua.
Em cima do apito final, já nos minutos de compensação, ainda houve tempo para Tiago Bento acrescentar o seu nome à folha dos marcadores: na boca da baliza, o jogador do Politécnico de Lisboa não desperdiçou. 4-1 final para a equipa da AEISCAL, que é agora líder isolada à condição. Já a AAFDL, com uma nova derrota pesada, vê as suas contas complicarem, e tem cada vez mais trabalho pela frente.
Ai, o “mercado de transferências”! Finalmente! Falta uma ronda para acabarmos o Mundial de Ralis de 2018, não temos campeão definido, mas a temporada de 2019 já promete muito. Kris Meeke está de volta, desta vez com a Toyota Gazoo Racing. Esapekka Lappi vai ser companheiro de Sebastien Ogier na Citroen, o que fará a M-Sport? Vai trazer Sebastien Loeb? Não me cheira, mas nunca se sabe. Caro leitor, vamos ao que interessa agora, 2018 não acabou e ainda não temos campeão.
Penúltima prova do campeonato, o rali da Catalunha. Três dias de rali e duas superfícies completamente diferentes. Gravilha e asfalto, de um dia para o outro. Não só o terreno foi atração este ano. No WRC2, a Volkswagen estreou o seu novo modelo, o Polo R5. Pilotado por Eric Camilli e pelo campeão de 2003 de ralis, Petter Solberg. O rei da Gymkana também estava de volta ao WRC, Ken Blcok pilotava mais um Ford Fiesta WRC da M-Sport. Na Citroen, regressava o nove vezes campeão do mundo, Loeb.
O líder do campeonato começou o rali com um estrondo. Thierry Neuville capotou o Hyundai i20 Coupé WRC no shakedown. Nada de grave, a equipa sul-coreana colocou o carro em boa forma e lá se começou as especiais “a doer”.
Solberg mostrou o novo modelo da marca alemã Volkswagen Fonte: WRC
No primeiro dia, os pisos eram de gravilha. Tanto Neuville como Ogier fizeram uma má escolha de pneus e não conseguiram atacar a liderança da sensação da segunda parte da temporada. Ott Tanak seguia na frente, com Elfynn Evans e Dani Sordo na sua perseguição. Infelizmente não podemos contar com o americano Ken Block no rali completo, já que este capotou o Fiesta logo no primeiro dia.