O antigo campeão nacional Sub 23 cumpriu este ano a sua segunda época no escalão World Tour, continuando a desempenhar funções de gregário na Movistar Team. Como um dos ciclistas menos influentes do conjunto espanhol, foi-se dividindo entre provas World Tour e continentais, sempre a trabalhar em prol de outros.
A nível individual, não teve nenhum resultado digno de registo e terminou a época com uma lesão, o que é sempre negativo. Participou em dois Monumentos, a Ronde van Vlaanderen e o Paris-Roubaix, tendo terminado pela primeira vez este último, um marco especial na carreira de qualquer jovem ciclista.
Nuno Bico fez parte da equipa que ajudou Carapaz a vencer nas Asturias Fonte: Photo Gomez Sport/Movistar Team
Já coletivamente, a temporada foi bem mais agradável, uma vez que fez parte do conjunto que apoiou Alejandro Valverde nas vitórias na Volta a la Comunitat Valenciana e na Route d’Occitanie e Richard Carapaz na conquista da Vuelta a Asturias. Apesar de serem provas de menor dimensão, valoriza o atleta o demonstrar que é capaz de integrar um conjunto de mentalidade vencedora em torno do seu líder.
Para a próxima época, Nuno Bico ainda não tem – pelo menos oficialmente – equipa. A permanência no World Tour será muito difícil e, com o mercado a fechar, não deverá acontecer. No entanto, a experiência adquirida nestes dois anos ser-lhe-á útil e é possível que encontre espaço numa equipa Profissional Continental. Se não o conseguir, certamente que qualquer equipa nacional estará interessada em contar com um atleta com o seu perfil.
Uma das questões que mais tem sido debatida no desporto nacional nos últimos anos é por onde uma equipa deve começar quando entra numa modalidade: começar por baixo nas divisões inferiores, ou começar logo a disputar com os melhores na primeira divisão?
Nos últimos anos, vários clubes nacionais têm vindo a criar novas equipas em certas modalidades, e os pontos de partida têm sido diferentes. Se por um lado, o SL Benfica neste Verão criou equipas de futebol, andebol e voleibol femininas, começando sempre no escalão inferior; o Sporting entrou directamente na primeira divisão ao criar as equipas de futebol feminino e voleibol, e vai repetir o mesmo procedimento com a criação da equipa de basquetebol masculino na próxima temporada.
Passando para o futebol feminino, na temporada 2016/2017, o Sporting Clube de Portugal e o Sporting Clube de Braga construíram equipas de futebol feminino para competir logo na Primeira Liga. Contratando várias atletas de selecção nacional, as duas equipas afirmaram-se imediatamente como as principais equipas a nível nacional, mas com o Sporting CP a dominar em termos de títulos.
Desde a sua criação, o Sporting CP tem dominado o futebol feminino em Portugal Fonte: Sporting CP – Futebol Feminino
Por outro lado, há cerca de um ano, o Sport Lisboa e Benfica anunciou que ia construir uma equipa de futebol feminino para esta temporada, na qual anunciou deste logo que iria começar por baixo, no Campeonato de Promoção. No entanto, foi feito um investimento bastante avultado nesta nova equipa para competir na segunda divisão, com a contratação de jogadoras ao SC Braga, jogadoras com presença na selecção nacional, e algumas atletas internacionais brasileiras.
Muita gente questiona se estas atletas de maior estatuto se sentirão motivadas a competir na segunda divisão. A verdade é que o Campeonato de Promoção não é competição para elas. A meu ver, fazer um investimento tão avultado para competir na segunda divisão, para além de não dar retorno financeiro, também é concorrência desleal. Não tenho nada contra começar por baixo ou começar logo à séria.
No entanto, há uma coisa que pode e deve ser reconhecida. O facto de terem aparecido muitas novas equipas no desporto nacional (tanto masculinas como femininas) só dão maior visibilidade ao mesmo e no médio/longo prazo, as selecções nacionais ficarão a ganhar.
Peter Schmeichel era o gigante guarda-redes, um dos melhores da sua geração e que marcou a história do Sporting. O guardião dinamarquês serviu o Sporting Clube de Portugal durante duas temporadas.
Schmeichel tinha um estilo pouco ortodoxo, por vezes até louco, mas era capaz de fazer as mais impossíveis e importantes defesas. Foi assim, na final da Liga dos Campeões que venceu ao serviço do Manchester United, decorria a época 98/99 frente ao favorito Bayern. Recordar Schmeichel, é também recordar o título 99/00 e o seu pontapé de bicicleta diante do Salgueiros, na derradeira jornada.
O jovem Peter deu os seus primeiros passos no futebol, na Dinamarca, tendo feito a formação no clube local, o Gladsaxe-Hero. Na equipa principal esteve três temporadas, demonstrando o seu valor e talento. As boas exibições valeram-lhe a transferência para o Hvidovre, ainda assim um clube modesto para o que viria a ser a carreira de Schmeichel. Após três épocas, o guarda-redes dava o salto para a elite do futebol dinamarquês, o Brondby era o destino, onde venceu quatro campeonatos e uma Taça da Dinamarca.
Peter Schmeichel rumou depois ao futebol inglês, onde escreveu uma história de títulos e vitórias. Aos 28 anos, ingressou no Manchester United, clube que representou durante oito temporadas. Sob a liderança de Alex Fergunson, dividindo o balneário com craques como Roy Kean, David Beckham, Andy Cole, Dwight Yorke, Ryan Giggs, Paul Scholes, os irmãos Neville, entre tantos outros. Em Old Tradford conquistou cinco campeonatos, uma Taça da Liga, três Taças de Inglaterra, quatro Supertaças, uma Supertaça Europeia e uma Liga dos Campeões. Um registo histórico, tendo disputado 398 jogos e marcado um golo pelo United.
Schmeichel campeão português ao serviço do Sporting Fonte FORUM SCP
Schmeichel chegou a Portugal no verão de 1999, para vestir de leão ao peito. Peter viria a escrever mais uma página dourada da sua carreira, com defesas, vitórias e títulos. Sob a liderança de Augusto Inácio, numa equipa onde brilhavam nomes como Beto, Acosta, Duscher, Pedro Barbosa, André Cruz, entre tantos talentos. Com o contributo de Peter Schmeichel, o Sporting quebrou o jejum de 18 anos e venceu o título nacional. Durante as duas temporadas, vestiu a camisola dos leões em 70 jogos e venceu além do campeonato, uma Supertaça.
O gigante dinamarquês viria a jogar ainda mais duas temporadas, novamente em Inglaterra, na Premier League, ao serviço do Aston Villa e do Manchester City. Tendo-se retirado já próximo dos 40 anos, depois de uma carreira longa onde brilhou ao mais alto nível.
Schmeichel é um dos heróis do futebol dinamarquês, quando em 1992 conquistou o Campeonato Europeu. Na realidade, a Dinamarca não se tinha qualificado para o Euro, tendo ocupado a vaga da Jugoslávia que estava em guerra e viu a sua seleção suspensa pela UEFA. O Euro 1992, tem ainda a curiosidade de ter sido o primeiro torneio em que a Alemanha participou após a queda do Muro de Berlim. A Dinamarca foi o surpreendente “outsider”, no Euro disputado na Suécia, tendo ultrapassado a França e Inglaaterra na fase de grupos. Posteriormente, nas fases a eliminar venceram a Holanda e na final, a favorita Alemanha, por 2-0. O maior feito do futebol dinamarquês e que teve como um dos protagonistas, Schmeichel. O guardião serviu o seu país em 129 jogos e marcou um golo, tendo sido inclusivamente capitão de equipa. Participou em quatro fases finais de campeonatos da Europa e ainda no Mundial França 98.
Schmeichel foi uma figura marcante do futebol mundial da década de 90, um dos heróis dinamarqueses. No Sporting foi fundamental para a conquista do título nacional 99/00, um verdadeiro leão. Ficarão para sempre na memória, as defesas, o estilo e a personalidade de um grande guarda-redes, que serviu o Sporting com Esforço, Dedicação, Devoção e atingiu a Glória.
“O Comandante” Pizzi renovou pelo Sport Lisboa e Benfica, mas manteve a ligação com as águias até 2022, o mesmo ano que acertara há um ano atrás, em 2017, na altura em que também renovou contrato. Portanto, esta renovação trata-se de um melhoramento salarial para o jogador português.
O camisola ‘21’ dos encarnados tem sido dos jogadores mais utilizados não só do meio campo, mas também de todo o plantel. Na temporada transata participou em 45 jogos, num total de 3 527 minutos dentro de campo. Esta temporada já fez 16 partidas, num total de 1 268 minutos. É inegável a preferência de Rui Vitória pelo internacional português. Porém, não há muito a dizer contra esta renovação e contra esta preferência do timoneiro das águias.
Pizzi tem sido uma peça fundamental na equipa, a par de Jonas, Salvio e Fejsa, por exemplo. É o maestro da equipa, e todas as equipas precisam de um jogador que faça no meio campo o que o Pizzi faz pelo Benfica. É dos mais utilizados, foi melhor jogador da Primeira Liga em 2016/17, vence regularmente prémios de melhor jogador do mês e de melhor em campo nas partidas que participa.
Pizzi é o melhor marcador do Benfica na Primeira Liga até agora, com 4 golos Fonte: SL Benfica
Num bom momento, Pizzi é classe dentro de campo e merece ser galardoado para tal. Aquando do leak dos salários de alguns dos jogadores do Benfica, viu-se que Pizzi não era dos mais bem pagos do plantel (precisamente no ano em que venceu o troféu de melhor jogador do campeonato), ficando atrás de jogadores que estavam a fazer a primeira época no clube, e de alguns que só jogavam de águia ao peito há uma temporada, o que surgiu algum alvoroço pelos media portugueses. Pois bem, acredito que o problema ficou assim resolvido.
Que Pizzi continue a merecer bónus salariais. Agora mais do que nunca, porque a coisa não está famosa.
… não partiu. Num estádio de Wembley deplorável, no que diz respeito às condições do relvado, o Tottenham Hotspur FC recebeu o Manchester City FC.
Mauricio Pochettino complicou em Eindhoven, na passada quarta-feira, as contas do apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões, ao sofrer o empate perto do minuto 90. Já o seu adversário de ontem, Guardiola, venceu confortavelmente na Ucrânia.
O Manchester City acabou mesmo por sair de Londres com os três pontos, mesmo com as ocasiões de golo, nada normais, que permitiram aos Spurs. O golo madrugador de Mahrez, permitiu ao City ganhar o controlo do jogo desde os minutos iniciais, beneficiando das ausências de Alli e Eriksen do onze inicial.
Controlo inicial
Pochettino montou a sua equipa em 4-2-3-1, sem a capacidade mágica de criação de Alli e Eriksen, foi um meio campo ofensivo menos criativo, com Lucas Moura, Lamela e Sissoko. Sem a bola, a estrutura passava para 4-4-1-1, em bloco médio, com algumas reticências em pressionar em zonas demasiados altas do campo.
Já Pep Guardiola apresentou, como é seu hábito, um esquema extremamente fluído em 4-3-3. Fernandinho fez companhia à dupla dos Silvas, no meio campo, em uma estrutura em grande parte semelhante aquela que abordei em um artigo anterior.
Vemos como Fernandinho baixa entre os dois centrais ao mesmo tempo que os dois laterais – Mendy e Walker – ocupam o corredor central, formando um duplo pivô.
Ontem, pelas já mencionadas reticências do Tottenham em pressionar demasiado alto, o Manchester City manteve a sua estrutura em 4-3-3 para iniciar a construção. Como vemos em cima, Bernardo Silva e David Silva, colocavam-se nas costas da linha média dos Spurs, fixando-a e procurando receber a bola dos centrais e/ou de Fernandinho nessas zonas.
Quando não era Bernardo ou David a receber o passe, os seus movimentos (fluidos) arrastavam adversários abrindo a linha média para o passe direto para Aguero. Como vemos em baixo, fluidez e coordenação de movimentos:
Estes comportamentos, estas trocas posicionais, de o lateral estar no corredor lateral e o extremo dentro, ou o extremo no corredor e o lateral em zonas interiores, são muito complicadas para o adversário contrariar.
Primeiro o Cântaro não foi à fonte e quando foi não partiu
Na primeira parte, o Tottenham não apareceu em campo. Em grande parte pelo respeito do seu treinador em relação às suas ideias, particularmente no que diz respeito a iniciar a construção desde trás, através de passes curtos e combinações.
Contudo frente a Guardiola, para sair em posse desde trás, é necessário ter os jogadores harmoniosamente coordenados para o conseguir fazer de forma eficaz. Sobre forte pressão do City, o Tottenham nunca foi capaz de o fazer.
As ausências de Eriksen e Alli, extremamente resistentes à pressão, e as decisões precipitadas de Lloris, terão contribuindo certamente para esta ineficácia. Uma ineficácia que se cifrou em dois remates nos primeiros 45 minutos.
Na segunda parte, os jogadores do Manchester City demonstraram alguma falta de concentração e incapacidade de gerir os ritmos do jogo com a bola.
Esse recuo do City foi penalizado, ainda que não no marcador, com a entrada de Alli e Eriksen. Na última parte do segundo tempo, o Tottenham criou muito burburinho sempre que tinha a posse da bola. Chegava com perigo ao último terço, mas faltava alguma coisa! Os, reduzidos, quatro remates em 90 minutos falam por si.
Aquele “Key-Pass” nunca aconteceu e o cântaro nunca partiu.
Quando esteve perto de partir, o mau estado do relvado entrou em equação.
Avançados de qualidade não tem faltado aos dragões nos últimos anos, como o caso de Falcão, Adriano, Lisandro Lopéz, Jackson Martinez, entre muitos outros.
Hoje fazemos a comparação entre dois dos mais possantes finalizadores que vimos nos últimos anos de dragão ao peito, são eles Moussa Marega e o carismático Vanderlei Silva, mais conhecido por Derlei no universo portista, que vingou nos anos de ouro dos azuis e brancos.
Moussa Marega, indiscutível na equipa de Sérgio Conceição nas últimas duas épocas vai para a terceira temporada no Dragão, na qual somou pelo meio um empréstimo ao Vitória de Guimarães, somando 64 jogos e 28 golos ao longo dos últimos três anos. Apesar de uma fase em que foi muito contestado pelas suas exibições, sobretudo na época de estreia, Marega conseguiu ultrapassar as dificuldades e ganhou o carinho dos adeptos portistas e a confiança do treinador portista. Com exibições seguras e a mostrar confiança ao longo dos últimos jogos, espera-se que Moussa Marega volte a ser preponderante ao longo da época.
Marega passou de dispensável a peça chave nos dragões Fonte: FC Porto
Derlei por sua vez, tem a particularidade de ser dos poucos jogadores que passou por Portugal e representou os três grandes, contudo, foi no FC Porto que mostrou realmente toda a sua qualidade exibicional que o destacam como uma das maiores glórias portistas dos últimos anos. Após duas épocas no União de Leiria, Derlei é contratado pelo FC Porto de José Mourinho que conquista nessa mesma época (2002-2003) a Taça UEFA com dois golos do brasileiro na final frente ao Celtic FC por 3-0. Após essa época, Derlei é também fundamental na época seguinte, sobretudo na Liga dos Campeões que os azuis e brancos viriam a conquistas frente ao Mónaco. Com 92 jogos realizados e 39 golos marcados em poucos mais de três épocas, Derlei viria a sair em Janeiro de 2005 para o Dínamo Moscovo devido a problemas disciplinares. O brasileiro, fez assim parte de uma geração de ouro que passou pelo Dragão entre 2002 e 2004.
Veredicto: Apesar da qualidade apresentada ao longo dos últimos tempos, dificilmente Marega conseguirá marcar os adeptos portistas como Derlei conseguiu, pois basta olhar para o seu palmarés de Dragão ao peito e perceber o porquê.
Futebol na China? Há quem não ligue ao futebol para os lados asiáticos ou mesmo quem não saiba que este existe na China. Mas existe desde 1994. No entanto, só a partir de 2002 é que a CFA (Associação Chinesa de Futebol) estabeleceu a Super Liga Chinesa, a primeira liga de futebol profissional no país, que continua em vigor até aos dias de hoje.
A primeira edição da Siemens Mobile Chinese Super League, na altura devido ao patrocínio assinado com a empresa alemã, começou em 2004 e contou com a participação de 12 equipas. O primeiro vencedor foi o Shenzhen FC, equipa que atua na China League One, segundo escalão do futebol chinês.
Depois de alguns anos entre casos de corrupção, de manipulação de resultados e de envolvimento de profissionais em apostas desportivas, eis que em 2011 a Super Liga Chinesa ganhou um novo estatuto com o movimento anti-corrupção. A partir deste ano o futebol chinês atingiu um novo patamar. Um dos grandes contributos foi o investimento feito por alguns clubes em estrelas internacionais, como Didier Drogba, Seydou Keitá ou Nicolas Anelka. Esta política de transferências não só tornou a competição mais atrativa, como também conduziu mais adeptos aos estádios chineses.
E foi precisamente nesse mesmo ano – em 2011 – que começou o reinado do Guangzhou Evergrande no futebol chinês. Primeiro com o sul coreano, Lee Jang-Soo, à frente da equipa e depois com Marcello Lippi e mais tarde Luiz Felipe Scolari a tomar as rédeas do clube, o Guangzhou venceu por sete vezes consecutivas a primeira liga. Poucos foram aqueles que tentaram fazer frente ao clube de Paulinho, Talisca e Fabio Cannavaro, técnico dos Tigres do Sul da China. Ainda assim, nos últimos anos o grande rival tem sido o Shangai SIPG, clube orientado pelo técnico português Vítor Pereira.
Oscar, Hulk e Elkeson constituem o trio de ataque do Shanghai SIPG, atual 1º classificado da CSL Fonte: Globo
E é entre estes dois rivais que se disputa o título chinês esta temporada. Quando faltam três jornadas para o término do campeonato, Shanghai e Guangzhou encontram-se separados por apenas 2 pontos. Esta tem sido a edição mais equilibrada dos últimos anos e podemos ver história a ser feita na China. Por um lado, o Shanghai SIPG pode sagrar-se pela primeira vez campeão chinês, e logo com um português no comando técnico. Seria também uma estreia incrível para o Vítor Pereira no continente asiático. Do outro lado, podemos ver o Guangzhou a sagrar-se campeão pela oitava vez consecutiva, e com quatro treinadores diferentes.
Apesar de estar no segundo lugar, com menos dois pontos que o Shanghai SIPG, acredito que o Guangzhou Evergrande tem mais capacidade para vencer o campeonato. Para além der ser o atual campeão chinês, o clube com mais títulos e manter o melhor registo de vitórias consecutivas na Super Liga Chinesa, na próxima jornada recebe, no Tianhe Stadium, os rivais do Shanghai SIPG, naquele que será o jogo do título. De recordar que em casa e junto dos seus adeptos, o Guangzhou ainda não sabe o que é perder, daí estar mais do que preparado para levar a melhor sobre o atual primeiro classificado, o Shanghai. Mas se forem os visitantes a vencer o grande jogo, o título já não deve fugir aos Red Eagles, que fazem assim história no futebol chinês.
Numa decisão não consensual, a organização de Wimbledon anunciou na semana passada que, na edição de 2019, o maior torneio de ténis britânico irá implementar o sistema de tie-break no último set dos encontros de singulares. Desde o seu início, o torneio inglês teimou por resistir às mudanças inerentes à passagem dos anos, mas pouco a pouco Wimbledon está a deixar de ser um torneio atrasado no tempo (ou fiel às origens, como dizem os amantes da “tradição a todo o custo”).
A primeira grande mudança deu-se em 2009, imediatamente após a mais épica Final de todos os tempos, disputada entre Rafael Nadal e Roger Federer. Se todos os bons adjetivos se esgotam para qualificar o desempenho dos dois melhores tenistas da nossa era nesse fim de tarde, já o mesmo não se pode dizer da organização de Wimbledon, que se mantinha inflexível na manutenção da tradição e obrigou os atletas a disputar o encontro de forma intermitente (devido às sucessivas interrupções por chuva). Pior ainda quando, já para lá das oito da noite, com a escuridão a abater-se sobre Londres, os jogadores retomaram o encontro para tentar terminá-lo no domingo. A organização teve de recorrer a métodos, digamos, pouco comuns, tais como aumentar a luminosidade de todos os painéis eletrónicos ou utilizar flashes e lanternas de jornalistas para que os atletas pudessem continuar a jogar, tudo em nome da tradição que recusava a utilização de luz artificial no All England Club. Por esta vergonha, Wimbledon adotou mesmo as modernices e em 2009 estreou o Court Central remodelado, com cobertura retráctil, e iluminação artificial é algo que não falta hoje nesse court (mas apenas nesse court). Já só resta o Grand Slam parisiense abrir as portas a este método, elementar nos dias que correm.
Mas e o tie-break?
O segundo jogo mais longo de ténis da história de Wimbledon terminou com um sentido abraço Fonte: ATP World Tour
Até 2018, Wimbledon sempre hasteou orgulhosamente a “bandeira” de ser o único Grand-Slam a manter-se fiel às tradições, recusando o uso de tie-break no decisivo quinto set dos encontros de singulares masculinos (terceiro no caso das senhoras). Graças a essa regra foi possível estabelecer o recorde de encontro mais longo de sempre, entre John Isner e Mahut : 6/4 3/6 6/7 7/6 70/68 (sim, 70/68, não é gralha). O mesmo Isner que já este ano se “alongou” de tal forma frente a Kevin Anderson nas meias-finais (desta vez perdeu por 7/6 6/7 6/7 6/4 e “apenas” 26/24, em seis horas e meia de encontro) que obrigou Rafa Nadal e Djokovic a ver o seu encontro começar tão tarde que não pôde ser concluído no mesmo dia. Encontros extraordinários ou extraordinariamente chatos?
Na minha opinião (que pelos vistos é partilhada por mais alguém que tem poder nas decisões), é penoso ver um encontro desta duração quando os intervenientes baseiam o seu jogo em tiros de serviço que resultam em ases “ponto sim, ponto não”. Se entre Anderson e Isner se dispararam 102 ases durante todo o encontro, no encontro mais longo de sempre foram 216 os serviços ganhantes (não contando aqueles em que o adversário toca na bola sem hipóteses de devolução). Não colocando em questão o mérito de quem trabalha o seu serviço aproveitando a alta estatura que possui, creio que a decisão de implementar o tie-break na quinta partida faz todo o sentido, protegendo não só os atletas (que deixam de ser obrigados não só a estar a um nível de exigência física e mental alto como o vencedor da batalha a recuperar para um ou dois dias depois estar de novo ao mais alto nível) como os espectadores que apreciam batalhas épicas, mas com o máximo de “ténis jogado” possível. Nota final apenas para o “detalhe” (ou não estivéssemos a falar de Wimbledon) de que o tie-break será disputado não aos 6-6 como habitual mas sim … aos 12-12. Melhor que nada!
Numa altura em que o panorama da fase de grupos das duas competições europeias de maior prestígio já se começa a definir e dada a presença de três equipas lusas, interessa refletir sobre o alcance que a obtenção de resultados positivos exerce, não somente, nas equipas, mas sobretudo sobre o país que estas representam, devido à existência dos denominados coeficientes, que ajudam na elaboração do ranking UEFA. Antes de mais, convém, portanto, procurar clarificar esse conceito
Em que consistem e como se calculam os coeficientes UEFA?
Primeiramente, e conforme seja o seu âmbito, há que distinguir dois tipos de coeficientes: o que se refere aos clubes e contribui não só para aferir o seu prestígio, tendo implicações nos sorteios – coeficiente desportivo – como, também, para o cálculo das receitas que provêm da sua atuação – coeficiente de receitas; e o que diz respeito à prestação de uma qualquer associação (país), e que serve para determinar o número de vagas a atribuir a cada nação nas referidas competições.
O coeficiente desportivo determina-se adicionando os pontos conquistados no decorrer das suas cinco participações mais recentes, porém, considerando as recentes alterações introduzidas pelo organismo – em vigor, a partir da presente época -, pode igualmente corresponder a 20% da totalidade de pontuação obtida (durante o período considerado) pela associação (país) a que pertence, se esse valor for superior à soma alcançada pelo próprio emblema.
Já o cálculo do coeficiente de receitas, apesar de seguir os mesmos procedimentos que o anterior, diferencia-se deste ao considerar a performance da equipa ao longo das últimas dez edições da Liga dos Campeões e da Liga Europa.
O coeficiente de uma associação (país) consiste na adição dos pontos obtidos pelas equipas desse país, e, posteriormente, na sua divisão pelo número de clubes participantes que essa nação teve nas duas competições.
Na presente época, e no caso português, os pontos ganhos pelos três ‘grandes’ são divididos por cinco Fonte: FC Schalke 04
Como se processa a atribuição dos pontos?
A UEFA, entidade responsável por regulamentar e organizar as competições, estabeleceu os seguintes critérios:
– somente na Liga Europa, em caso de eliminação, as equipas terão direito a compensações, conforme o exposto:
meio ponto, se a mesma se der na fase preliminar;
um ponto, se a mesma ocorrer na primeira ronda de qualificação;
um ponto e meio, caso o afastamento se dê na segunda ronda de qualificação;
dois pontos, caso a mesma se processe na terceira ronda de qualificação;
dois pontos e meio, se a eliminação tiver lugar na fase de play-off;
– a presença na fase de grupos é premiada com a atribuição de quatro pontos (na Liga dos Campeões) e com três pontos (se a prova em questão for a Liga Europa);
– em ambas as competições, da fase de grupos em diante, por cada vitória alcançada, a equipa receberá dois pontos e, por cada empate, ser-lhe-á concedido um ponto;
– a passagem para os oitavos de final da Liga dos Campeões garante um ganho de quatro pontos para o clube em questão. A partir daí, por cada qualificação para a ronda seguinte (até à final), a formação que a lograr receberá um extra de um ponto.
– a partir dos quartos de finais, na Liga Europa, cada equipa conquistará um ponto suplementar, por cada apuramento para a ronda subsequente (até à final).
Note-se que, também, o cálculo do coeficiente de receitas prevê a atribuição de bónus tendo em conta os títulos ganhos por um dado emblema nas três provas europeias (Liga dos Campeões/Taça dos Campeões Europeus; Liga Europa/Taça UEFA e Supertaça Europeia).
Mais uma semana, mais um resumo. Semana que quase roçou a perfeição, na qual o destaque principal vai para a conquista da Supertaça de Goalball, sem esquecer, no entanto, a vitória europeia do Ténis de Mesa feminino. As duas únicas derrotas registaram-se nos embates europeus do Futebol e Ténis de Mesa masculinos. Eis o resumo o mais completo possível:
Carambola: O Sporting CP venceu o CBA por 1-3 na segunda jornada do Torneio de Abertura. Na próxima jornada os Leões defrontam o Real SC.
Futebol feminino: As Bicampeãs Nacionais regressaram aos triunfos ao vencerem o CA Ouriense por 3-0, com golos de Sharon Wojcik, Nevena Damjanovic e Carole. Segue-se a deslocação ao reduto do Boavista FC a contar para a sexta jornada do Campeonato Nacional, estando o encontro marcado para as 15 horas de 3 de novembro, sábado.
Futebol masculino: Resultados distintos durante a semana: os Leões perderam contra o Arsenal FC por 0-1 na terceira jornada da Liga Europa, mas venceram o Boavista FC por 3-0 na oitava jornada do Campeonato Nacional, com golos de Nani (2) e Bruno Fernandes. Segue-se uma nova semana de duplo compromisso diante do GD Estoril para a Taça da Liga na quarta-feira, 31 de outubro, pelas 21h15 no Estádio José Alvalade, e frente ao CD Santa Clara no Estádio de São Miguel pelas 17h30 de 4 de novembro, domingo.
Futsal feminino: A turma de Alvalade venceu o UA Povoense por 3-5 na quinta jornada do Campeonato Nacional, com golos de Débora Lavrador, Cátia Morgado, Débora Queiroz (2) e Cristiana Oliveira. Pela formação da casa marcaram Nanci Neves e Vera Serrador (2). As Leoas preparam agora as duas últimas jornadas da primeira volta, com a receção ao CF Os Belenenses no dia 1 de novembro, quinta-feira, pelas 18 horas no Pavilhão João Rocha, e a deslocação ao Pavilhão da Luz para defrontar o líder SL Benfica no domingo, 4 de novembro, pelas 18 horas.
Futsal masculino: Os Tricampeões Nacionais regressaram aos triunfos ao enfrentarem o SC Braga (6-1) com golos de Rocha (3), Leo, Dieguinho e um auto-golo do guardião Vítor Hugo, sendo que, pela formação arsenalista, marcou o ex-Sportinguista Cássio. Segue-se a deslocação ao reduto do CR Leões de Porto Salvo a contar para a oitava jornada da Fase Regular do Campeonato Nacional, estando a partida agendada para as 14h30 de domingo, 4 de novembro.
Ténis de Mesa feminino alcança vitórias em duas frentes! Fonte: Sporting CP
Goalball: Os Campeões Europeus e Tricampeões Nacionais conquistaram a Supertaça com vitórias sobre o Castêlo da Maia GC por 14-8 e 14-6. É a terceira supertaça do palmarés do Sporting Clube de Portugal, que conta também com três Campeonatos Nacionais, duas Supertaças e um Campeonato Europeu (Super European Goalball League).
Hóquei em Patins: Os Campeões Nacionais somaram dois triunfos para o Campeonato Nacional, ante Riba D’Ave HC (2-5) e SC Tomar (1-0). Segue-se o embate fora de portas diante da AD Valongo.
Ténis de Mesa feminino: As Leoas somaram duas vitórias no fim-de-semana. Sábado, a turma de Alvalade somou a sua primeira vitória na European Champions League Women ao vencer as francesas do TT Saint Quentinois por 3-2 na segunda jornada da prova. No domingo foi a vez de as Leoas somarem a terceira vitória no Campeonato Nacional após ultrapassarem o Ala Nun’Álvares por 4-0.
Ténis de Mesa masculino: Os Tricampeões Nacionais perderam por 2-3 na receção aos franceses do AS Pontoise Cergy na terceira jornada do Grupo A da Table Tennis Champions League, com Diogo Carvalho, Aruna Quadri e Bode Abiodun a perderem as respetivas partidas apenas no quinto set.
Voleibol feminino: As Leoas venceram o CV Lisboa por 0-3 (12-25; 15-25; 13-25) na quinta jornada do Campeonato Nacional da II Divisão. A formação orientada por Rui Pedro Costa recebe o Vitória SC na próxima jornada, estando o encontro marcado para as 15 horas de 1 de novembro, quinta-feira, no Pavilhão João Rocha.
Voleibol masculino: Os Campeões Nacionais regressaram aos triunfos na jornada dupla nos Açores, com dois triunfos por 0-3. Sábado, os Leões venceram o Clube Kairós pelos parciais de 22-25, 16-25 e 9-25, enquanto que, na vitória de domingo diante da AJ Fonte do Bastardo, os sets fecharam em 14-25, 21-25 e 23-25. Seguem-se os duelos ante a AA Espinho e o SC Caldas.