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E agora, Sr. Presidente?!

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O novo presidente do Sporting Clube de Portugal é o ex-médico do clube verde e branco Frederico Varandas, depois de ter saído vitorioso das eleições realizadas ontem em Alvalade.

Numa clara demonstração de sportinguismo, onde estavam seis candidatos a votações para assumir a liderança do clube de Alvalade, superou-se o recorde de eleitores estabelecido nas últimas eleições, com 22 500 sócios a votarem e a escolherem qual o candidato que consideravam o mais indicado para suceder a Bruno de Carvalho.

Tal como as inúmeras sondagens realizadas mostraram uma “luta” renhida entre Frederico Varandas e João Benedito, ontem na contagem dos votos assistiu-se a isso mesmo. Com mais eleitores a escolherem João Benedito (36,84%), acabou por ser a antiguidade dos sócios leoninos a decidirem que afinal o vencedor e novo presidente leonino seria Frederico Varandas (42,32%).

A sua candidatura (Unir o Sporting Clube de Portugal) apresentava várias medidas para concretizar caso fosse eleito presidente do grande Sporting, nomeadamente o regresso da equipa B, a criação de uma academia para as modalidades, criar uma unidade de performance, apostar no basquetebol, transparência e, acima de tudo, unir o universo leonino.

Durante toda a campanha, o agora presidente leonino nunca prometeu o título de campeão nacional, no entanto no seu discurso de vencedor prometeu que durante este mandato seremos campeões nacionais de futebol. Esperemos que não seja outro “tiro” no escuro e outra desilusão para o universo verde e branco.

Frederico Varandas conquistou o voto dos sócios mais antigos
Fonte: Candidatura de Frederico Varandas

E agora Sr. Presidente? Esta é a grande questão para o 43º presidente da história. Será que vai conseguir cumprir o que prometeu, sobretudo o tão desejado título de campeão nacional de futebol?

Pessoalmente, considero que a primeira grande tarefa de Frederico Varandas é unir o universo leonino, sendo necessária a colaboração dos e das sportinguistas. Com isto alcançado teremos mais possibilidades de nos reerguermos e alcançarmos a glória.

No que diz respeito à criação da unidade de performance, à criação da academia para as modalidades, à aposta no basquetebol e ao regresso da equipa B sou da opinião do presidente, ou seja, são medidas interessantes e que nos podem “enriquecer”, desde que o clube tenha as condições (financeiras) para a sua concretização.

A transparência é algo que o universo leonino exige. Chega de se tentar “atirar areia para os olhos” dos/as sportinguistas.

Antes de terminar esta publicação faço um apelo ao universo leonino no sentido de nos unirmos em torno do nosso clube, chega de divisões, o Sporting Clube de Portugal acima de tudo e todos. Frederico Varandas foi legitimamente eleito, é o meu presidente, é o nosso presidente, só temos de o apoiar e ajudar para que seja possível revitalizar o clube.

Termino esta publicação felicitando o novo presidente desta enorme instituição pela vitória, onde espero que tenha muito sucesso e que nos dê muitos motivos de alegria.

Foto de Capa: Candidatura Frederico Varandas

UD Vilafranquense 0–0 (2-4 GP) Caldas SC: Só as penalidades decidiram o vencedor

O Campo do Cevadeiro encheu-se esta tarde para receber a primeira eliminatória da Taça de Portugal 2018/2019, colocando frente a frente a equipa da casa, o Vilafranquense e a revelação da competição na época passada, o Caldas.

O jogo adivinhava-se bastante disputado e de vencedor imprevisível pois os dois conjuntos, além de qualidade muito equiparada, já se conheciam do Campeonato de Portugal, da temporada passada.

Foi a equipa de Vila Franca de Xira quem melhor entrou na partida, ao assumir o domínio da posse de bola nos primeiros instantes e tendo inclusivamente criado alguns lances de perigo junto da área adversária com principal destaque para o cabeceamento de Janú, aos dez minutos, a arrasar o poste da baliza defendida por Luís Paulo. Este tal controlo por parte do Vilafranquense perde-se com o acerto defensivo da equipa do Caldas e a toada do jogo mudou para uma batalha a meio campo, que impediu o surgimento de qualquer oportunidade golo pois os ataques de ambas as equipas “esbarravam” invariavelmente na muralha defensiva adversária.

Ainda assim, até final do primeiro tempo registaram-se duas oportunidades para cada lado: Primeiramente, para o Caldas por intermédio de Farinha na cobrança de um livre de longa distância, ao qual Nélson Pinhão correspondeu com uma defesa segura; e já perto do árbitro apitar para intervalo, uma verdadeira oportunidade de golo, de autoria Ragner, que por muito pouco não inaugurou o marcador ao atirar ligeiramente ao lado.

Chegava assim ao fim um primeiro tempo sem grandes histórias para contar e o nulo no resultado, com justiça, não se alterou.

As equipas regressaram dos balneários sem qualquer sinal aparente de mudança, é certo que o Vilafranquense se mostrava como equipa mais dominante, mas nunca conseguiu traduzir essa superioridade num estilo de jogo que ameaçasse o Caldas. Em suma, o relógio ia avançando e as equipas não se mostravam capazes de se desbloquearem uma da outra pelo que escasseavam oportunidades para se gritar golo no Cevadeiro. Aos 70 minutos apenas era possível relatar dois momentos que se destacaram dentro do deserto de motivos de destaque: À hora de jogo, Ragner teve o 1-0 nos pés mas sozinho na cara do guarda-redes do Caldas não fez melhor do que rematar enrolado, permitindo uma defesa simples do adversário; e poucos minutos depois, novamente por bola parada, o Caldas torna a criar perigo desta feita com Gaio a rematar por baixo da barreira, mas Nélson Pinhão atento respondeu com uma boa defesa a dois tempos.

Curiosamente, nos últimos minutos do tempo regulamentar tanto Vasco Matos como José Vala não demonstraram qualquer tipo de receio em pedir aos seus comandados para que tentassem resolver a questão e assim tentar evitar o prolongamento. Esta atitude deu lugar a lances de perigo, com a equipa do Caldas a  ficar muito próxima de marcar o golo da vitória através de um remate potentíssimo do centrocampista David Silva. Para os unionistas a chance de ganhar ao cair do pano coube a Luís Pinto, que num lance individual onde deixou bem patente os seus atributos técnicos, driblou vários defesas e cruzou para a área, mas ninguém fez a “emenda” para golo.

Passados 90 minutos, o nulo resistia e a decisão seguiu para prolongamento.

No tempo extra foi o Caldas que entrou pressionante e logo com duas oportunidades consecutivas, que fizeram os adeptos do Vilafranquense suspirar de alívio. Aos 95 Isabelinha cabeceou ao poste, naquele que foi o lance mais perigoso de toda a partida e instantes depois Flávio Passos rematou com bastante perigo e Nélson Pinhão protagonizou uma grande defesa.

Aos 100 minutos o Caldas viria a comprovar a bela entrada no prolongamento com uma jogada de excelência, em que David Silva com um passe exímio isola Isabelinha, que é rasteirado por João Freitas já dentro da grande área. A entrada imprudente do central do Vilafranquense não passou despercebida ao árbitro e este assinalou grande penalidade. Na conversão da marca dos 11 metros, Nélson Pinhão foi gigante e levou a melhor sobre Farinha.

Fonte: Bola na Rede

Finalmente, o jogo parecia animar e a emoção não ficaria por aqui: já na marca dos 105 minutos, Janú torna a surgir sozinho na cara do guarda-redes e não só não consegue concretizar como ainda acaba expulso, num lance que no mínimo terá de ser caracterizado como caricato. Após falhar o remate, o avançado tentou a recarga e aparentemente de forma involuntária acertou em Luís Paulo e o árbitro numa decisão bastante discutível considerou a ação como agressão e acabou por expulsar Janú.

O cansaço começava a ser evidente em campo pelo que na segunda parte do prolongamento o ritmo de jogo diminuiu e o Vilafranquense reduzido a 10 viu-se obrigado a concentrar-se somente em permanecer coeso defensivamente para que não fosse surpreendido na reta final da partida. Em oposição, foi o Caldas quem mais bola teve e procurou fazer o golo, contudo, sem qualquer efeito.

O resultado teimava em fixar-se no 0-0 inicial e por isso a disputa pelo lugar na próxima fase da Taça de Portugal decidiu-se mesmo na marca das grandes penalidades.

Listagem da conversão das grandes penalidades: Primeiro o Caldas depois o Vilafranquense.

Flávio Passos marcou; Wilson falhou, Araújo falhou, Luís Pinto marcou, David Silva marcou, João Freitas falhou, Militão marcou, Izata marcou, Simões marcou.

Os  adeptos proporcionaram uma excelente moldura humana e viveu-se a festa da taça em Vila Franca de Xira, com a equipa da casa, apesar de se ter apresentado superior em diversos momentos jogo a cair perante o Caldas, que arranca em grande a Taça de Portugal 2018/2019.

Sorteio da Champions: tudo sobre os adversários do SL Benfica

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No Mónaco realizou-se mais um sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões. SL Benfica e FC Porto, os únicos clubes portugueses presentes nesta fase da competição, constavam no pote 2 do sorteio. Depois de distribuídos os cabeças de série pelos grupos, seguiu-se o sorteio do pote 2, que colocou os encarnados no grupo E, juntamente com o gigante FC Bayern Munique, grupo ao qual se juntou mais tarde o AFC Ajax e, por último, o AEK Atenas. Fechado o sorteio e com o destino traçado, resta-nos conhecer um pouco mais dos adversários que, até ao final do ano, iremos defrontar.

AEK Atenas

Fonte: AEK Atenas

Mostrando um futebol cada vez mais competitivo, o AEK Atenas, atual campeão grego, nunca passou uma fase de grupos da Liga dos Campeões em toda a sua história. Na liga grega, desde 2013/2014, tem sempre chegado aos lugares cimeiros do campeonato e, na época passada, conseguiu conquistar o seu 12.º título. Esteve também presente na Liga Europa; porém, ficou-se pela fase de grupos. A equipa liderada por Marinos Ouzounidis conta com nomes como Petros Mantalos, Rodrigo Galo, Michalis Bakakis e dois portugueses, André Simões e Hélder Lopes. O jogo no Olimpiako Stadio Athinas Spyros Lovis irá realizar-se no dia 2 de outubro e, no Estádio da Luz, terá lugar no dia 12 de dezembro.

 

AFC Ajax

Fonte: AFC Ajax

O Ajax não constava na lista de nomes presentes na fase de grupos da Champions desde a época 2014/2015; porém, quase triunfava na Liga Europa ao chegar à final da competição em 2016/2017, final essa que perdeu frente ao Manchester United FC. Na liga holandesa, o Ajax é um dos grandes protagonistas, tendo sido tetracampeão em 2013/2014 e tendo, nestes últimos cinco anos, ficado sempre em segundo lugar. O clube holandês, liderado por Erik ten Hag, foi vencedor da Liga dos Campeões por quatro vezes (1971, 1972, 1973 e  1995) e sonha repetir o mesmo feito, contando com Huntelaar, Tadic e Blind para chegar longe nesta edição. O primeiro encontro com os holandeses está marcado para 23 de outubro e o segundo, na Luz, para o dia 7 de novembro.

 

FC Bayern Munique

Fonte: FC Bayern Munique

Este gigante alemão dispensa apresentações. Levar de vencida o quase imbatível Bayern Munique é o grande desafio deste grupo E; porém, não é impossível. Nas últimas duas edições da Liga dos Campeões, o Bayern foi travado pelo Real Madrid, não conseguindo ir além das meias-finais da competição.
Os hexacampeões da Alemanha já ganharam o troféu por cinco vezes, tendo a última sido em 2012/2013. Muitos dos guerreiros comandados pelo croata Niko Kovac também dispensam apresentações: Manuel Neuer, Boateng, James Rodríguez, Franck Ribéry, Lewandowski, Thomas Muller, Robben e Goretzka são as mais brilhantes estrelas desta companhia, que não quer deixar escapar mais uma vez a taça. Os encarnados irão receber os alemães na Luz já no próximo dia 19 de setembro e visitarão o Allianz Arena no dia 27 de novembro.

 

 

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho

Sempre a fundo, DesmoDovi

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Desde 2007, nos tempos de Casey Stoner na Ducati, que a Ducati não conseguia a vitória no Grande Prémio de San Marino.

Na qualificação, Jorge Lorenzo ficou com a pole position. O espanhol, que para o ano será piloto oficial da Honda, bateu Marc Marquéz, que até ai tinha o melhor tempo. O campeão mundial acabou por cair, não conseguindo melhor que quinto na grelha de partida. A surpresa na qualificação foi a Ducati de Jack Miller. O australiano ficou com o segundo tempo mais rápido. Na terceira posição ficou Maverick Vinales na Yamaha. Valentino Rossi partiu de sétimo. “Il Doctore” voltou ao circuito Marco Simoncelli após ter falhado em 2017 com uma lesão na perna, resultante de um acidente numa moto de enduro.

No princípio da corrida foi o poleman, Lorenzo, a agarrar a liderança, seguido de Jack Miller e de Marc Marquéz, que com um arranque espetacular chegou logo a terceiro. Andrea Dovizioso vinha a todo o gás atrás dos três primeiros. Miller acabou por cair na curva quatro, enquanto Dovizioso já tinha ultrapassado o espanhol e o australiano, agora correndo atrás do seu colega de equipa, que tinha uma pequena vantagem.

Após alcançar Lorenzo, Dovizioso continuou a aumentar a sua vantagem, chegando até dois segundos por volta. Atrás, a batalha da corrida começava. Marquéz e Lorenzo trocaram muita tinta pela segunda posição do pódio, até que Lorenzo acabou na gravilha, ficando assim Marquéz com a segunda posição. De notar que se não fosse este erro de Lorenzo, as Ducati certamente teriam conseguido uma dobradinha.

Marc Marquéz travou uma batalha intensa com Jorge Lorenzo
Fonte: Moto GP

Cal Crutchlow, LCR Honda, ficou com a posição mais baixa do pódio. O britânico não teve dificuldade em ultrapassar a Yamaha de Vinales e a surpreendente Suzuki de Alex Rins, que saiu de décimo da grelha e levou a moto da marca japonesa até ao quarto lugar. Uma condução fabulosa por parte de Rins.

A Suzuki parece muito bem debaixo do espanhol. Valentino Rossi terminou onde começou, na sétima posição. Uma corrida muito apagada por parte do nove vezes campeão mundial. Dani Pedrosa, apesar de ter a Honda inferior aos seus colegas oficiais, conseguiu terminar em sexta e Vinales terminou em quinto.

Alex Rins conseguiu um excelente quarto lugar com a Suzuki GSX-RR
Fonte: Team Suzuki Ecstar

Na categoria de Moto 2, Miguel Oliveira, Red Bull KTM Ajo, levou as cores nacionais mais uma vez ao pódio, com um segundo lugar. Mais uma vez, o português não teve uma qualificação boa, apenas saindo de nono da grelha. Mas dentro das primeiras três voltas, Oliveira já se encontrava na terceira posição. Quem liderou sem contestação foi o poleman Francesco Bagnaia. Alex Marquéz acabou na gravilha após um contacto com Augusto Fernandez na primeira volta, acabando a corrida em 18.º.

Miguel Oliveira fez uma grande corrida no Misano World Circuit SIC. O português partiu de nono e acabou no pódio
Fonte: Red Bull KTM Ajo

Após a ronda de Silverstone ter sido cancelada, o Sol brilhou em San Marino. A corrida, apesar de não ser das mais espetaculares, foi um bom regresso à competição. A caravana do MotoGP agora segue para Aragón, a 23 de setembro.

Foto de Capa: Moto GP

AD Limianos 4-0 SC Valenciano: A Festa da Taça está de volta!

A Taça de Portugal 2018/19 arrancou este sábado em sete campos diferentes e tem a sua continuidade no domingo. Neste primeira eliminatória, a série A reservou um encontro entre dois emblemas que se conhecem perfeitamente. AD Limianos e SC Valenciano enfrentaram-se em Ponte de Lima e reeditaram os duelos da temporada passada, quando ambas disputavam o campeonato distrital.

Apesar das últimas vitórias folgadas da equipa limiana (5-0 e 0-4), a equipa visitante reforçou-se com muita qualidade e este encontro prometia outro desfecho. Face a algumas lesões e ao caráter teoricamente facilitado deste encontro, José Carlos Fernandes apresentou uma equipa com alguns habituais suplentes. Do outro lado, Pedro Lomba, técnico da equipa que disputará o campeonato distrital, alinhou o primeiro onze oficial da temporada.

A bola começou a rolar, mas nunca lhe era dado o melhor destino. Assistiram-se a uns minutos iniciais bastante cinzentos, sem oportunidades, com um ligeiro ascendente dos visitantes. Surpreendentemente, o SC Valenciano aparentava mais clarividência no seu jogo, mas foi a AD Limianos, mais expectante, a criar a primeira oportunidade. À passagem do primeiro quarto de hora, Ricardo deixa a bola passar para Nandinho e o lateral, sem soluções, rematou forte para defesa apertada do guardião contrário. Na recarga, Vítor Sousa tentou abrir o marcador com um remate colocado, mas Croas controlou e agarrou sem dificuldade.

A partir daí, só deu AD Limianos. Foram seis as oportunidades que se seguiram, mas os erros na finalização faziam os adeptos caseiros desesperar. Aos 17 minutos, valeu Brito à equipa de Valença do Minho; o defesa cortou a bola em cima da linha de golo, após trabalho de Chiquinho na direita e remate de Vítor Sousa. No minuto seguinte, Chiquinho apareceu a rematar, mas a bola saiu enrolada com Croas a controlar. Aos 31 minutos, Rui Magalhães recolhe uma bola afastada pela defesa contrária já perto da linha de fundo, fintou dois adversários e serviu Ricardo à entrada da área. O extremo colocou a bola no canto superior direito da Baliza de Croas e deu justiça ao marcador; 1-0.

Quando tudo parecia encaminhado para a equipa que atua no Campeonato de Portugal, Júlio César foi expulso por vermelho direto aos 42 minutos. O uso abusivo dos braços para parar um ataque contrário levou o árbitro a exibir o cartão sem qualquer cerimónia. Ainda que só aos 20 minutos o SC Valenciano tenha rematado à baliza, e muito por cima, antevia-se uma segunda parte de grande dificuldade para os da casa. Ao intervalo, a sensação era de que a expulsão e as oportunidades desperdiçadas custariam caro, já que a atitude dos forasteiros foi sempre muito positiva na procura do golo, privilegiando a troca criteriosa da bola e nunca recorrendo ao “chuto para a frente”.

Chiva, ex-AD Limianos, procura ultrapassar Jójó
Fonte: FPF

A segunda parte arrancou de acordo com o esperado, tendo em conta a superioridade numérica dos visitantes. Nos primeiros minutos, a AD Limianos chegou mesmo a desenhar uma defesa a cinco e revelava muita intranquilidade com a bola nos pés. Com mais bola e à procura de reverter os estragos, o SC Valenciano também não se mostrou capaz de decidir bem nos últimos momentos, não sendo capaz de tirar partido da vantagem numérica. Logo aos 53 minutos a vantagem foi ampliada. Alvinho recuperou a bola depois de um mau passe e entregou na direita em Vítor Sousa. Na procura de um remate, a bola saiu desviada e na direção de Chiquinho que, sem grande oposição, encostou para o golo.

A partir daí e com a mente confortavelmente apoiada numa vantagem de dois golos, a tranquilidade voltou à equipa canarinha e a bola rolava com mais certeza e, mesmo com 10, construíram jogadas cada vez mais perigosas. Do outro lado, a toalha nunca foi deitada ao chão e as substituições fizeram a qualidade de passe da equipa valenciana subir substancialmente, nomeadamente a entrada de Castro. O jovem médio português entrou muito bem no jogo e a sua equipa, a jogar contra o relógio, preparava os assaltos finais à baliza contrária, mas sem sucesso. Na verdade, até foram os da casa a balançar novamente as redes. Primeiro por Iano, na recarga de um livre de Cláudio Borges, e depois por Cláudio Dantas, muito oportuno após um erro posicional de Croas. Os dois atletas entraram no decorrer da segunda parte e deram ao marcador a expressividade que merecia já na primeira parte.

A boa réplica da equipa valenciana, a realizar o primeiro encontro oficial da época, justificava uma menor diferença no marcador, mas a AD Limianos, superior em quase todos os aspectos da partida, foi mais eficaz e um justo vencedor. Assim, a equipa da vila mais antiga de Portugal avança na prova rainha, enquanto que o SC Valenciano fica pelo caminho. No entanto, prevê-se uma excelente época para a equipa que milita na Primeira Divisão Distrital de Viana do Castelo.

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bean; Jójó, Tiago Letras, Cláudio Borges e Nandinho; Júlio César, Rui Magalhães e Vítor Sousa (Micka, 57’); Chiquinho (Iano, 76’), Ricardo Silva (Cláudio Dantas, 69’)e Alvinho.

SC Valenciano: Croas; João Pedro (França, 45’), Hélder Oliveira, Diogo Brito e Costa; Ricardinho (Castro, 60’), Luís Goios e Salé; Chiva, Joel e Moreira (Ricardo Paulo, 65’).

Quem é Gabriel Appelt?

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Quem é Gabriel Appelt? Gabriel Appelt é o mais recente reforço do Benfica para atacar a o trigésimo sétimo campeonato do Benfica.

Gabriel, natural de Resende no Brasil, chegou ao plantel do Benfica como última movimentação do mercado e assinou contrato até 2022/23 com uma cláusula de rescisão de 60 milhões. Anteriormente, no clube onde vingou na Europa, esteve a mostrar serviço no plantel do Leganes depois da formação ter sido feito no Brasil, na Juventus de Itália e nos clubes onde foi emprestado pelo clube de Turim. Com a camisola 8 nas costas, Gabriel é (e tantos que são) um médio de posição oito mas pode também servir como distribuidor de jogo e como trinco: um polivalente, digamos. Além desse corredor central, jogou já em posições mais laterais e até como avançado centro.

Gabriel era, sem margem de dúvida, o jogador que o Leganes não queria vender
Fonte: SL Benfica

O seu pé preferencial é o esquerdo e acaba por ser o pé com maior técnica na hora de ultrapassar os adversários. Esse mesmo pé, é também muitas vezes usado para responder à visão de jogo do mesmo colocando a bola em sítios que mostrar a qualidade do Gabriel em trabalhar na posição 10. A par do jogo corrido, Gabriel é um jogador com imensa qualidade na hora de rematar de livre às redes adversárias. Nas últimas temporadas conseguiu marcar golos decisivos de livre, marcou um ao Barcelona e deu trabalho aos grandes guarda-redes do futebol espanhol.

Podemos esperar um jogador criativo e que vai acrescentar qualidade, e de que maneira, no centro do terreno. Um jogador com talento nos pés, digno de um bom futebolista sul-americano. Um jogador que, consoante a estratégia da estrutura encarnada, salte já para o onze inicial ou que aguarde por um espaço vago com a possível saída de um médio titular. Um jogador que gosta de jogar com espaço e que não tem medo de partir para a finta ou para uma zona do terreno longe da sua.

Boa sorte e bem-vindo ao Benfica, Gabriel!

Foto de Capa: SL Benfica

Força da Tática: Que é feito do “nosso” Tio Bielsa?

“Quem é, este senhor que aparece na foto? Parece louco!”.

Precisamente.

Para aqueles, poucos quero acreditar, que não fazem a mais pequena ideia de quem é esse senhor, se eu lhes pedisse que o descrevessem em uma palavra, muitas das respostas iam para: louco. E é; é El Loco, Bielsa.

Depois de duas más aventuras, para ser simpático, em Lille e Roma (SS Lazio) o treinador argentino chegou a Inglaterra, para assumir o comando do Leeds United! Histórica equipa inglesa, adormecida no Championship. Se os últimos anos de Bielsa não foram felizes, o que dizer dos últimos 40 do Leeds United.

O medo e a desconfiança foram os sentimentos, que mais estiveram presentes em Elland Road (estádio Leeds United) nos últimos anos, mas o medo agora é de outro! É o medo de voltar a ser grande novamente.

Não estou a dizer que o Leeds United vai ganhar o Championship, nem que vai subir. Estamos a falar de um treinador Loco, que consegue destruir da mesma forma que cria, em um clube que já gritou várias vezes que estava de volta.

Ao longo destas linhas vou procurar mostrar porque Elland Road, é o melhor sítio no Yorkshire, para passar um Domingo.

Como li, há uns dias: “Let’s whisper it quietly, Leeds are back”.

1. Quinze minutos, só para abrir o apetite

Assumo que tinha algumas desconfianças sobre este novo projeto de Bielsa. Desde logo como é que o treinador argentino ia conseguir que jogadores tecnicamente muito longe de outros que já treinou, executassem as suas ideias. Os minutos iniciais da primeira jornada, frente ao Stoke City (com um plantel de Premier League) acabaram com essas dúvidas.

A confiança para sair a jogar deste a defesa, sobre pressão, não recorrendo ao pontapé na frente:

Fonte: Sky Sports

A forma rápida como o Leeds United faz a bola chegar de uma área à outra “parece fácil”. Liberdade de movimentos, Alioski (extremo esquerdo) baixa até ao meio campo defensivo para receber o passe do central, Douglas (lateral esquerdo) ataca imediatamente o espaço criado por esse movimento de Alioski e os dois médios (Klich e Sáiz) invadem imediatamente o meio campo adversário.

Fonte: Leeds United AFC

Na zona de finalização, o Ponta de Lança e o extremo contrário, colocam-se nas costas do seu marcador, fixando-o e permitindo a criação daqueles espaços gigantes, onde o golo acontece, com a infiltração de Klich. Reparem com ele temporiza, e aguenta a posição porque sabe que a bola vai entrar ali

2. Marcação agressiva ao homem, entre o céu e o inferno.

O Leeds United defende com uma marcação ao homem em praticamente todo o campo. Muitas equipas, defendem com uma orientação ao homem, mas sempre perto da área adversária inseridos em uma filosofia de zona, ou seja, eu marco o adversário que está mais próximo da zona onde estou, mas nunca me desposiciono para ir até ao corredor oposto para ir atrás do “meu” adversário. Ora é precisamente o oposto, que Bielsa pede aos jogadores.

Em baixo, vemos como o Extremo direito fica com o lateral esquerdo do Norwich e médio centro acompanha o seu adversário até bem longe da sua posição inicial. Estas marcações extremamente focadas ao homem, permitem ao central do Norwich avançar sem oposição pelo corredor central, com todo o espaço pela frente.

Fonte: Sky Sports

Bielsa opta por defender desta forma arriscada e agressiva, porque lhe permite pressionar todas as linhas de passe e manter sempre a bola sobre pressão, já que qualquer possível recetor do passe, tem sempre um homem do Leeds United por perto, pronto a pressionar imediatamente o adversário. Agora, se um elemento for batido no 1vs1, como aconteceu com Roofe (Ponta de lança), toda a estrutura fica comprometida.

Como disse, esta é uma estratégia extremamente arriscada de defender, particularmente quando é realizada já em organização defensiva dentro do meio campo defensivo do Leeds United, já que a equipa não procura proteger o corredor central, nem qualquer outra zona específica. O posicionamento dos jogadores é ditado pelas posições dos adversários, não existe controlo nenhum do espaço.

Como Bielsa tentar controlar estes riscos?

Lá está, garantir que passam o menos tempo possível a defender junto da sua baliza. Pressionar intensamente junto logo junto da baliza do adversário. O objetivo é claro: evitar que o adversário esteja o menos tempo possível com uma posse de bola estável, a bola têm de estar sempre sobre pressão.

Vamos ver, com o decorrer da época, com o cansaço vai afetar a diminuição dos níveis de intensidade de pressão, e particularmente quais serão as consequências.

3. Caos

É típico vermos o Leeds United a procurar realizar passes verticais e diagonais para o seu Ponta de lança, com a consequente aproximação dos médios, vindos de trás. Estes homens, procuram ou receber de frente para a baliza e definir ou infiltrar-se atacando o espaço atrás da linha defensiva. É isto que acontece no lance que resulta no 0-2 frente ao Norwich.

A estrutura de Bielsa, como podemos ver em baixo, não é a que estamos habituados a ver. Não há triângulos perfeitos no meio, para ligar o meio campo.

É uma estrutura caótica, mas é precisamente esse caos que permite o estilo de jogo direto e vertical, que Bielsa quer. Apesar de a equipa sofrer muito nos momentos de transição defensiva.

Fonte: Sky Sports

Alguns segundos depois, e olhando para a formação destruturada que vemos em cima, ninguém esperava, que 10 segundos depois a bola estava no fundo das redes.

Fonte: Sky Sports

Simples e vertical, em direção à baliza. Bola no lateral, passe diagonal para o Ponta de lança, que toca na penetração do médio, no espaço entre os jogadores da linha defensiva.

Conclusão

A verticalidade que Bielsa trouxe ao Championship, pelo caos que gera, está a deixar os adversários sem grandes respostas, e é bonito de ver e assistir aos jogos. Contudo, esta prova é uma maratona e não um sprint. O foco nessa verticalidade ofensiva, e a falta de conexão que traz entre a defesa e os médios/avançados pode começar a ser um problema nomeadamente na transição defensiva no futuro. Agora a liberdade posicional dos jogadores e a forma fluida com combinam entre si, pinta de cor um quase sempre cinzento Championship.

 

Foto de Capa: Olympique de Marselha

FC Porto rumo às estrelas!

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O FC Porto foi este sábado à Roménia carimbar a passagem à segunda eliminatória da Taça EHF. Na primeira mão, os dragões bateram os atuais detentores da Taça Challenge, Potaissa Turda, por 41-21. Jogo de sentido único, com uma solidez defensiva e organização fantásticas da equipa portuguesa – já se nota o contributo de Magnus Andersson. O técnico deu enfâse precisamente à boa prestação defensiva dos dragões, que tornou a tarefa muito mais fácil.

Miguel Alves destacou-se no jogo da primeira mão ao apontar sete golos, assim como André Gomes, que marcou seis tentos.

A segunda mão foi bem mais complicada tal como se previa, dificultada pelo caloroso ambiente no pavilhão do Potaissa Turda. O FC Porto entrou ligeiramente desconcentrado e a perder no jogo, passando quase toda a primeira parte em desvantagem – ao intervalo perdia por 15-12. Os azuis e brancos não colocaram tanta intensidade e fizeram rodar alguns jogadores. A equipa portuguesa, que nunca sentiu a eliminatória verdadeiramente ameaçada, acabou por vencer por 24-27 ao realizar uma grande segunda parte. O resultado total da eliminatória foi de 68-45, o que demonstra a clara superioridade do FC Porto.

O FC Porto levou para a Roménia uma confortável vantagem de 20 golos
Fonte: FC Porto

Os dragões tentam então fazer companhia aos bi-campeões nacionais, Sporting CP, e competir na maior prova de clubes do andebol mundial. As equipas portuguesas têm uma dura tarefa nesta competição ao defrontarem os maiores tubarões da modalidade – é certo que ainda não há rendimento suficiente para Sporting e Porto baterem as grandes equipas do andebol europeu, mas afirmaria que, em termos de qualidade, os melhores clubes portugueses estão num nível entre a Taça Challenge e Taça EHF, o que pode certamente resultar em boas surpresas. O Sporting no ano passado conseguiu alguns bons resultados na fase de grupos da Taça EHF e não viu o apuramento assim tão longe: terminou a fase de grupos em quarto lugar, conseguindo quatro vitórias e um excelente resultado frente ao Montpellier (que acabou por vencer a prova) ao perder por 33-32 em França.

O FC Porto vai enfrentar o SKA Minsk, da Bielorrússia, na segunda eliminatória, no mês de outubro.

Foto de Capa: FC Porto

Tri para Djokovic ou Bis para Del Potro. Em quem apostar?

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É já amanhã que termina a quinzena tenística em Flushing Meadows, com a grande e esperada Final masculina que colocará frente a frente o gigante de Tandil Juan Martin Del Potro e o campeoníssimo sérvio Novak Djokovic. Uma final que, se colocada em hipótese há um ano atrás, seria prontamente carimbada como “impossível”, pela esmagadora maioria dos fãs da modalidade.

Interessa, por isso, começar esta previsão por dizer que será um encontro com uma carga emocional bastante acima da média. Depois de incontáveis períodos de pausa por lesão do argentino e fases muito turbulentas, quer a nível fisico, como a nível psicológico, por parte do sérvio, estará no Domingo em jogo para ambos uma espécie de reafirmação enquanto membros da classe mais alta do ténis atual capaz de vencer qualquer adversário, em qualquer court.

De médico a presidente: Eis o novo presidente do Sporting Clube de Portugal

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Hoje ergueu-se uma nova bandeira. A partir de hoje, escreve-se um novo pedaço de história Cinco anos depois, o Sporting Clube de Portugal conheceu um novo presidente. Curiosamente, cinco meses depois de toda a polémica ser conhecida, após aquele mítico resultado em Madrid. Desde esse momento, o Sporting conheceu muitas facções, até agora desconhecidas (ou adormecidas), que aproveitaram o facto de estar numa fase menos boas para se fazerem conhecer.

Contudo, dia 8 de Setembro de 2018 fica marcado na história. Eu sei que é o maior cliché que podemos ouvir em relação a estas eleições, mas é verdade. Ora vejamos: tivemos seis candidatos e meio – um deles desistiu mas tenta, à socapa, incluir-se numa outra lista, fazendo propaganda pela mesma-, um ex-presidente que, num toque desesperante vem dizer que o Presidente ainda é ele, um senhor de 79 que pegou nas rédeas de um clube à beira do abismo e o travou, com passos certos e outros errados, mas que acalmou todos aqueles que fazem parte do clube; tudo isto culminou numa eleição recordista em número de votantes, mostrando que o objectivo era um único: escolher uma figura sólida que representasse o Sporting Clube de Portugal.

A figura escolhida foi Frederico Varandas. O ex-médico do Sporting Clube de Portugal, que entrou para a linha de fogo mal a polémica estalou no clube. Jovem, mas com tenacidade suficiente para fazer frente a todos os que, teoricamente, se anunciavam com mais capacidades que os jovens que também concorriam. Proclamou- ou não fosse esse o lema da sua candidatura- “Unir o Sporting”. Até aqui tudo bem, apesar de achar que o facto de correr ainda muita tinta sobre a sua possível participação em todos os acontecimentos de Alcochete não abona muito a seu favor.

Sendo ele o melhor conhecedor da situação da equipa de futebol, acredito que compreenda quais são os assuntos chave a tratar. O facto de ter dois ex-jogadores do Sporting pode trazer também aquela raça de leão, algo que falta há muito na equipa leonina. Apesar de um dos assuntos do dia ser a parca condição financeira, assusta-me um bocado a forma de sustentar os novos gabinetes que pretende criar- e bem- para as modalidades, dando-lhes os mesmos benefícios da equipa de futebol, sabendo de antemão que, por muito que qualquer presidente queira, será bastante complicado.

Frederico Varandas é o novo presidente do Sporting Clube de Portugal!
Fonte: Candidatura de Frederico Varandas

De uma forma mais pessoal, relembro Varandas que será o 12º presidente em 36 anos. Se quer dar o tão almejado apoio à equipa de futebol quanto deseja, relembro que terá que ser (sempre) um 12º elemento da equipa: ganham 11, ganham todos; perdem 11, não ganha nenhum. É sempre de relembrar o verbo do seu lema- unir. Não espero menos de alguém que conheceu tão bem a realidade dos últimos meses e que deve lutar para que isso não se repita.

Deixo ainda uma palavra de agradecimento a Sousa Cintra. Ninguém é perfeito, tal como ele não o é, mas nem todos deixariam o conforto da sua casa para ir tomar conta de um clube em chamas e, ao contrário de outros bombeiros, tentou apaziguar todas as quezílias dentro do clube, da SAD, e arrumou a casa para que, o futuro presidente a decorasse a seu gosto. Mostrou mais Sportinguismo do que muitos que, durante três meses, palraram opiniões e mandaram achas para a fogueira, dizendo que seria um clube que dificilmente recuperaria.

Outra palavra, de ainda maior apreço, a todos os Sportinguistas que foram votar; não é brincadeira chegar quase aos 20 mil sócios votantes presenciais, que fizeram questão de fazer valer a sua decisão acerca do futuro do Sporting. A forma calma e ordeira com que se tudo passou, apesar de todo o rebuliço em que este envolto o Sporting nestes meses, foi uma lição de Sportinguistas e de elite: adeptos diferentes para um clube diferente; a divisão, neste caso, tornou-se numa união, e histórica!

Agora, é hora de fazer honrar a raça do leão, levar os cachecóis mais alto, onde quer que o símbolo se imponha e estar ao lado do presidente. Chega de falar do passado. O futuro é agora e tem que se revelar brilhante. No meio disto tudo, só uma coisa interessa: o Sporting Clube de Portugal!

Foto de Capa: Candidatura de Frederico Varandas

artigo revisto por: Ana Ferreira