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FC Porto 3–0 Moreirense FC: Dragões redimem-se em grande estilo nos regressos de Marega e Danilo

Depois da surpreendente derrota caseira na jornada passada frente ao Vitória SC, o FC Porto voltou a ter a oportunidade de compensar os seus adeptos ao jogar pela segunda jornada consecutiva no Dragão, desta vez frente ao Moreirense FC. Os dragões não vacilaram e alcançaram uma vitória expressiva nos regressos de Danilo e Marega e na estreia muito bem conseguida de Militão.

Sérgio Conceição não teve “mãos a medir” e face ao descalabro da jornada passada, fez alterações na equipa. O técnico promoveu a estreia de Éder Militão no setor defensivo, em detrimento de Diogo Leite que ficou no banco de suplentes e lançou Marega no onze, no primeiro jogo oficial da época do maliano, preterindo de André Pereira que nem para o banco de suplentes foi. Por falar em banco de suplentes, os adeptos portistas puderam ver de perto, um rosto bem familiar e acarinhado por todos, já que Danilo foi convocado para esta partida.

Perante um Estádio do Dragão quase cheio, os adeptos tiveram oportunidade de presenciar um jogo intenso e polémico desde o primeiro minuto. A polémica não tardou em aparecer e, em apenas dez minutos disputados, o árbitro Hélder Malheiro assinalava um pontapé de pénalti a favorecer o FC Porto depois de Aboubakar ser derrubado na área por Loum. Quando Alex Telles se preparava para cobrar a grande penalidade, o árbitro pára a partida para consultar o VAR e acaba por reverter a decisão inicial e assinalar pontapé de canto para o FC Porto.

Contudo, o lance anulado não inibiu os azuis e brancos que, apenas cinco minutos depois, faziam o primeiro golo da partida. Depois de um pontapé de canto cobrado por Alex Telles, Militão toca de cabeça na área com a bola a sobrar para Herrera que amortece a bola de peito e, na cara do golo, não tem dificuldades em bater Jhonatan.

Herrera foi o melhor jogador em campo e marcou o primeiro golo do encontro
Fonte: FC Porto

Os homens de Moreira de Cónegos procuram responder aos 18’ através de Heriberto que conseguiu furar a área adversária e cruzar rasteiro mas nenhum jogador do Moreirense FC aparece na área para finalizar.

Ainda antes de meia hora de jogo, o FC Porto voltaria a festejar com Aboubakar a marcar o segundo golo da partida. Um lance bem construído pelos dragões com Otávio a lançar Marega que remata cruzado acertando no poste mais afastado, na recarga Vincent Aboubakar só tem de encostar e fazer o 2-0 da partida.

Destaque para a exibição sólida do eixo defensivo dos dragões no primeiro tempo, com Felipe a estar a um bom nível e Éder Militão a apresentar um ótimo “cartão de visita”.

O árbitro dava por encerrado os primeiros 45 minutos e, apesar do FC Porto estar por cima do jogo a maior parte do encontro, a verdade é que os pupilos de Ivo Vieira mostraram-se sempre destemidos apesar da desvantagem e mesmo não criando grandes oportunidades de perigo, pressionaram o meio-campo dos dragões durante vários momentos do jogo.

O regresso ao relvado trouxe uma vez mais um jogo intenso com o Moreirense FC a trabalhar bem para reduzir a desvantagem e aos 56’, Heriberto aproveitou uma perda de bola de Felipe e já dentro da área, o extremo de Moreira de Cónegos perdeu o duelo para Éder Militão que uma vez mais mostrou-se irrepreensível.

A resposta do FC Porto não tardou e foi pelos pés de Brahimi que os dragões estiveram perto do 3-0 com o argelino a receber de Maxi e a rematar com perigo a rasar o poste e a fazer a bola embater na malha lateral.

O FC Porto tirou o pé do acelerador e o Moreirense FC foi aproveitando e aos 68’ tiveram muito perto do golo, valendo Iker Casillas aos dragões. Um erro de Maxi a abordar a bola permitiu a Bilel receber a bola e deixar para Chiquinho que rematou forte para uma grande intervenção de Casillas.

Tal como aconteceu na jornada pasada, o FC Porto perdeu fulgor no segundo tempo e perto do minuto 80’, as estatísticas apontavam que os dragões não rematavam à baliza há 13 minutos.

No meio desta apatia, surgiu um momento de emoção com o regresso de Danilo aos relvados, depois de uma grave lesão contraída em abril, e é recebido com uma grande ovação pelos adeptos portistas.

A três minutos do final do encontro, Alex Telles esteve perto de marcar o terceiro golo da partida na cobrança de um livre que fez a bola passar perto da baliza adversária. No entanto, o terceiro golo viria mesmo a surgir e pelos pés de…Marega! O maliano, de regresso aos relvados e aos golos. Grande jogada individual de Otávio pela esquerda a servir Marega que encosta e sentencia a partida.

O FC Porto a voltar às vitórias em grande estilo depois do deslize frente ao Vitória num jogo emotivo com estreias e regressos à mistura.

Onzes Iniciais:

FC PORTO: Casillas; Maxi Pereira, Felipe, Militão e Alex Telles; Otávio, Herrera, Sérgio Oliveira (Óliver) e Brahimi (Danilo); Aboubakar (Corona) e Marega.

MOREIRENSE: Jhonatan; João Aurélio, Abarhoun, Ivanildo e Bruno Silva; Loum, Neto (Alan Schons), Pedro Nuno e Chiquinho (P.Rodríguez); Heriberto e Bilel Aouacheria (Nenê).

CD Nacional 0-4 SL Benfica: Nacional com vontade, Benfica com muita eficácia

Quatro dias depois da viagem à Grécia, o Benfica partiu para a Madeira para defrontar o Clube Desportivo Nacional.

Notava-se que ambas as equipas tinham vontade de atacar. A equipa do Nacional destacou-se pelas várias tentativas de contra-ataques bem elaborados com os jogadores das alas (com destaque em Camacho e Arabidze) a desmarcarem-se bem, mas o esquema defensivo do Benfica não deixava grande espaço para os atacantes da casa rematarem. De notar que na primeira parte o CD Nacional só conseguiu rematar uma vez, quando o Benfica já tinha dez tentativas de golo. Apesar disto, o Nacional continuou a tentar sair com a bola nos pés, sem se deixar levar por futebóis diretos nem “autocarros”.

A primeira grande oportunidade surgiu apenas aos doze minutos, quando Salvio consegue desmarcar-se para trás da defesa adversária e um passe de Pizzi coloca-o em boa posição de remate, esse que passa bem perto do segundo poste.

Aos 22 minutos de jogo surge a segunda grande oportunidade para o Benfica marcar. Desta vez, Cervi faz um passe por entre dois jogadores do Nacional, o qual Grimaldo acompanha pela ala, assim ficando com duas opções: ou remata ou cruza. Grimaldo decide um cruzamento rasteiro, que passa à frente da baliza e a centímetros do nariz de Seferovic.

Aos 27 minutos mais uma boa desmarcação de Salvio, que arranca pelo corredor direito e faz um passe chave para Seferovic, deixando os defesas do Nacional para trás. Seferovic não perdoou no frente a frente com o guarda-redes, e finalmente se faz o 1-0.

Fejsa já andava queixoso há algum tempo e, aos 29 minutos, acaba mesmo por sair por lesão. Entra Alfa Semedo.

No acabar da primeira parte ainda houve tempo para dois belos cruzamentos de Seferovic, o primeiro que sai rasteiro e a passar mesmo à frente da baliza e a cheirar o golo; e na segunda tentativa, desta vez pelo ar e a calhar certinho na posição de Salvio que a cabeceia para dentro da baliza.

Os encarnados conseguiram uma goleada tranquila
Fonte: Liga Portugal

A segunda parte ficou marcada pelo arranque desconcentrado do Benfica e por um Nacional ainda com muita vontade de marcar. Tão desconcentrado estava o Benfica que até Cervi ficou quase a ver o cartão vermelho devido a uma entrada fora de tempo, muito dura e por trás do jogador. Árbitro e vídeo-árbitro a ficarem mal nesta decisão, que só deram o cartão amarelo.

O Nacional controlou praticamente a posse de bola toda dos primeiros 20 minutos da segunda parte, mas a defesa do Benfica continuou a não dar grandes hipóteses para remates perigosos.

Aos 71 minutos surgiu uma grande oportunidade para o avançado Rochez marcar quando Rúben Dias parece adormecer e deixar o adversário escapar-lhe à marcação. No entanto, o remate saiu muito longe da baliza.

Aos 76 minutos Pizzi descobre (num passe de mestre) Grimaldo que se desmarca para trás dos defesas madeirenses, e na boca da baliza faz o golo com um remate certeiro.

Logo a seguir sai uma grande jogada do Nacional que dá espaço a Vitor Gonçalves para rematar de longe e com força, obrigando Vlachodimos a intervir e a não deixar a bola entrar. Grande defesa, e praticamente a única. do guarda-redes encarnado.

Apesar da diferença bruta de três golos no resultado, o Nacional não parecia descansar, e continuou com a mesma garra na forma como atacava, mas bem que podiam tentar que hoje a defesa e o meio campo do Benfica não deram grandes hipóteses para jogadas perigosas.

Mesmo a acabar, Rafa (que tinha entrado no minuto 70) consegue ampliar a diferença para quatro bolas a zero, mais uma vez com assistência do mestre Pizzi.

O Benfica soma os três pontos e sobe para o primeiro lugar. Já o CD Nacional encontra-se na 15ª posição na tabela classificativa.

Onze inicial CD Nacional: Daniel, Nuno Campos, Felipe Lopes, Julio Cesar, Wesley Decas (Witi 61´), Arabidze, Marakis (Palocevic 45´), Jota (Riascos 74´), Camacho, Rochez, Vitor Gonçalves.

Onze inicial SL Benfica: Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Grimaldo, Fejsa (Alfa Semedo 29´), Pizzi, Gedson, Salvio (João Félix 81´), Cervi (Rafa 70´), Seferovic.

Silly Season, Silly Peseiro

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Estamos finalmente com o “plantel fechado” e espero que até janeiro não existam mais casos entre treinador e jogadores, nem posts polémicos em Twitters e Facebooks da vida.
José Peseiro, o treinador do “quase” em Alvalade não tinha uma tarefa fácil e creio que ainda a conseguiu complicar um pouco mais do que seria expectável.
Não, Peseiro não é a fonte de todos os males, mas temos de admitir que não soube gerir bem algumas situações que fizeram com que uma série de jogadores se afastassem do plantel do Sporting… e jogadores que poderiam ser importantes para o decorrer da época.
Tudo começa com a escolha do capitão de equipa. Não se pode jogar com a braçadeira como fonte de motivação para trazer ou recuperar jogadores para a equipa principal verde-e-branca.

A braçadeira de capitão de Sporting Clube de Portugal deve ser um reconhecimento da liderança, respeito e ligação ao clube e não um instrumento de negociação e motivação de jogadores
Fonte: Sporting CP

Quem ficou “apesar de tudo o que aconteceu” ou quem vem da formação não conseguirá respeitar um capitão que é “recém-chegado” ao clube ou após a rescisão de contrato e depois regressa após negociações.

E como é óbvio, alguns jogadores começaram a não respeitar o líder do plantel, José Peseiro, com esta decisão.

Depois, vieram as escolhas estranhas ou “faltas” de oportunidade para jogadores: Palhinha e Geraldes, tiveram muito poucas hipóteses de se mostrar e viram-se quase sempre tapados por jogadores que pouca qualidade têm mostrado nos jogos oficiais da equipa (o que não quer dizer que se treinem muito bem).

Como é óbvio, a vontade de ficar, percebendo que iriam ter poucas oportunidades, seria pouca ou nenhuma.

Depois começaram a sair os casos: a saída de Geraldes, que Peseiro veio a público “atacar” e o post de Matheus Pereira.

Em ambos, na minha opinião, José Peseiro esteve mal, apesar do post de Matheus Pereira ser completamente desnecessário. Tal como se criticou no passado um ex-presidente do Sporting Clube de Portugal, os problemas resolvem-se “dentro” de casa. E o líder, à primeira oportunidade, veio a público “atacar” os jogadores. Ou melhor dizendo, defender-se.

Por fim, vem a situação de Coentrão. Mais uma vez, Peseiro sentiu necessidade de defender-se, afirmando que ele não tinha o internacional português nos seus planos. E isso doeu aos sportinguistas. Não só pela garra que ele o ano passado colocou em campo, como pela qualidade que ele poderia acrescentar ao plantel. E acabamos por perdê-lo para o Rio Ave…

Caro José Peseiro, os interesses do Sporting devem estar acima dos seus. Não precisa de se defender. Coloque a equipa a jogar e com os resultados os críticos vão-se render ao seu futebol (que claramente tem mais “perfume” que os últimos anos).

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Beatriz Silva

CD Aves 0-1 CS Marítimo: Avenses afundam antes da paragem

O CS Marítimo venceu esta tarde o CD Aves por 0-1, em jogo a contar para a quarta jornada do campeonato. Zainadine foi o autor do único golo do encontro, marcado praticamente em cima do intervalo.

Depois de ter entrado praticamente a perder nas duas primeiras jornadas desta época, o CD Aves entrou mais forte na partida. Em busca da primeira vitória, e apenas com um ponto somado fruto do empate caseiro com o Tondela, a equipa de José Mota deu os primeiros sinais positivos, frente a um CS Marítimo com seis pontos.

Logo aos quatro minutos, os avenses beneficiaram de uma boa oportunidade de se colocarem em vantagem, depois de conquistarem um livre à entrada da área. Nélson Lenho arrancou pela esquerda e viu o seu cruzamento ser interceptado pela mão de Danny, com a falta a ser assinalada de imediato pelo árbitro da partida, João Pinheiro. Rodrigo foi chamado a converter, mas a bola acabou por não ultrapassar a barreira insular. Três minutos depois, foi a vez de Baldé criar perigo pelo lado direito do ataque. Depois de uma boa recepção, seguiu para a baliza e acabou por cair na área. João Pinheiro recorreu ao VAR para analisar o lance e acabou por nada assinalar.

Em claro ascendente no jogo, o CD Aves ia chegando com mais frequência à baliza adversária enquanto que o CS Marítimo apenas conseguia chegar à área de Beunardeau através de situações de contra-ataque e, ainda assim, sem levar verdadeiro perigo para as redes avenses. Ainda antes da meia hora, e devido à elevada temperatura que se fazia sentir em Vila das Aves, houve tempo para uma pausa técnica na partida, com uma oportunidade para os jogadores se refrescarem e receberem algumas indicações dos treinadores.

O CS Marítimo começou a crescer à medida que o intervalo se aproximava e foi já depois dos 40 que apareceu com perigo. Primeiro, num lance de insistência, valeu a atenção avense e, no minuto seguinte, Danny atirou muito por cima após cruzamento de Bebeto. Já dentro dos três minutos de compensação, a formação insular conseguiu mesmo ser a primeira a chegar ao golo. Na sequência da conversão de um canto de Correa, Zainadine apareceu para desbloquear o resultado e fazer o 0-1.

Ainda antes do apito para intervalo o CS Marítimo voltou a colocar a bola no fundo das redes avenses, mas o lance acabou por ser invalidado pelo árbitro, numa decisão confirmada pela análise do VAR. Beunardeau demorou a tomar a decisão de sair dos postes e acabou por comprometer a equipa, que poderia ter ido para o descanso com uma desvantagem de dois golos.

O CD Aves sofreu o golo em cima do intervalo
Fonte: Bola na Rede

Depois do balde de água fria em cima do intervalo, o CD Aves entrou para a segunda parte a precisar de marcar para relançar o encontro. Ainda assim, de parte a parte as oportunidades de perigo demoraram a chegar. Braga foi o primeiro a beneficiar da possibilidade de fazer o golo. Aos 56 minutos, e após cruzamento de Baldé, Braga não acertou em cheio na bola e acabou por ver o remate sair fraco e ligeiramente ao lado da baliza de Abedzadeh.

Aos 62 minutos, o CS Marítimo esteve novamente perto do segundo, com Tagueu a atirar ligeiramente ao lado após canto de Correa. Os insulares mostravam-se mais fortes no segundo tempo e estiveram mais pertos de ampliar a vantagem do que sofrerem o empate. No ataque, ia faltando o acerto para a concretização. Em cima dos 80, Edgar Costa obrigou Beunardeau a uma grande defesa para manter o 0-1, com um remate forte do meio da rua a ameaçar as redes avenses.

Já perto dos 90, Amilton fez a diferença pela direita do ataque, com uma arrancada que permitiu servir Douglas na área. O avançado não aproveitou da melhor maneira e não conseguiu assinar o golo que daria o empate. Dentro dos seis minutos de desconto nova grande oportunidade para a igualdade, mas o El-Adoua não foi capaz de ultrapassar o guarda redes insular e o resultado acabou mesmo por não alterar.

O CD Aves voltou a não conseguir vencer e somou a terceira derrota em quatro jogos. Já o CS Marítimo chegou aos nove pontos, fruto de três vitórias, e segue para a pausa no campeonato a respirar melhor no meio da tabela.

Onze inicial CD Aves: Beunardeau, Rodrigo, Ponck, Defendi, Nélson Lenho, Braga (Amilton, 66’), R. Oliveira, El-Adoua, Mama Baldé, Derley (Douglas, 61’) e Elhouni (Nildo, 51’)

Onze inicial CS Marítimo: Abedzadeh, Bebeto, Zainadine, L. Africo, China, Barrera (Edgar Costa, 63’), Jean Cleber, Fabrício J., Danny (Gamboa, 78’), Correa (M. Silva, 89’) e J. Tagueu

Crónica de um regresso anunciado

Gabriel García Márquez escreveu em ‘Crónica de Uma Morte Anunciada’ sobre a inevitabilidade da morte de Santiago Nasar pelas mãos dos irmãos Vicario, Pedro e Pablo. Não fez diferença que todos soubessem e o quisessem avisar, Santiago morreria mesmo naquele dia. É colombiano – como o autor – e também ele enfrenta uma inevitabilidade – como Santiago; Jackson Martínez está de regresso ao futebol português.

Depois do sucesso no FC Porto, o atacante internacional pela Colômbia contou com passagens discretas e pouco proveitosas pelo Club Atlético de Madrid e pelo Guangzhou Evergrande FC. Pelo meio, e como principais culpadas do fraco desempenho, estiveram um par de lesões graves.

‘Cha Cha Cha’ vem para representar o Portimonense SC por empréstimo do clube chinês. Quando se esperava que o regresso fosse ao Dragão, a casa de partida, e em sintonia com a vontade expressa pelo jogador em múltiplas entrevistas, a surpresa tomou conta do último dia do mercado de transferências ao acabar em Portimão. Apesar de improvável à primeira vista, a opção é compreensível. O clube passa a contar com um belo jogador e o atleta, já com 31 anos, procura ritmo, minutos e golos, tudo o que não teve nos últimos tempos.

Fábio Coentrão revelou ter esperado pelo contacto dos leões até ao último dia do mercado
Fonte: Rio Ave FC

Também esperado na casa de que tanto gosta e que diz ser a sua desde ‘pequenino’, Fábio Coentrão regressou ao Rio Ave FC. O clube de Vila do Conde aproveitou a inção do clube de Alvalade e garantiu o lateral esquerdo internacional por Portugal. Depois de duas épocas promissoras ao serviço do SL Benfica, Coentrão esteve sete anos ligado ao Real Madrid CF, perdendo cada vez mais importância e minutos de jogo no plantel merengue e sendo emprestado ao AS Mónaco e ao Sporting CP.

Quando se esperava que os leões fizessem algum esforço ou uma pequena tentativa que fosse para contratar o lateral esquerdo, tal não aconteceu e os vilacondenses chegaram-se à frente.

Ramires foi apontado ao SL Benfica, mas o negócio caiu por terra
Fonte: Jiangsu Suning FC

Com necessidade de reforçar o setor intermédio, a hipótese Ramires chegou a ser equacionada para o clube da Luz. Uma possível saída de Pizzi e a dificuldade de conclusão do negócio Gabriel adensaram as possibilidades do regresso do brasileiro ao clube que representou em 2009/10. Um ano de águia ao peito foi suficiente para convencer o Chelsea FC e para lá se transferiu por seis épocas.

Em 2016 mudou-se para os chineses do Jiangsu Suning FC e vai agora para a terceira temporada naquele clube, uma vez que a porta da Luz se fechou. Para tal contribuíram a contratação de Gabriel, a permanência de Pizzi e a afirmação e agradável surpresa que é Gedson Fernandes.

Estes três casos representam velhos conhecidos para os adeptos e seguidores da Liga portuguesa e têm em comum o facto de se lhes esperar um regresso à casa que os deu a conhecer. No entanto, apenas um dos casos se confirmou. O ex-FC Porto regressa a Portugal, mas para outro clube; Coentrão regressa ao clube onde fez a estreia como sénior e Ramires acabou por não se mudar para o plantel de Rui Vitória.

Aparentemente inevitáveis, os regressos do colombiano e do brasileiro foram adiados, talvez permanentemente.

Por sua vez, o destino de Coentrão, tal como o de Santiago Nasar no livro de Gabriel García Márquez, estava mesmo anunciado.

Foto de Capa: Guangzhou Evergrande FC

A magia europeia está de regresso!

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Na antevéspera do arranque da 37.ª edição do campeonato europeu de sub-17, que se disputa em Correggio, Itália, foram realizados os sorteios das competições europeias para a temporada de 2018/2019.  

Começando pela Liga Europeia, as sortes das quatro equipas portuguesas em prova foram bastante diferentes. Vamos a uma análise grupo a grupo.

Grupo A: FC Barcelona, UD Oliveirense. Follonica Hockey e HC Dinan Quévert

A Oliveirense, equipa que já vem sendo construída desde a temporada passada com a entrada de Renato Garrido e que conta com quatro reforços, ficou inserida num grupo acessível. Contudo, o destaque vai para a presença do campeão europeu em título, o Barcelona. As partidas entre portugueses e espanhóis irão decidir os dois primeiros lugares do grupo, sendo que de forma natural, Barcelona e Oliveirense deverão não ter muitas dificuldades em superar o Follonica, história equipa italiana que está longe de ser a potência de outrora, mas, também, o Quevért, uma das melhores equipas francesas da atualidade.

Grupo B: Sporting CP, HC Liceo, Forte dei Marmi e SK Germania Herringen

O Sporting, atual campeão nacional, ficou inserido num dos grupos mais complicados da edição de 2018/2019 da Liga Europeia. O Liceo não efetuou grandes alterações no seu plantel, mas acabou por perder César Carballeira, jovem jogador de muito valor, para o Reus Deportiu. Por seu lado, o Forte dei Marmi mexeu bastante, tendo perdido alguns jogadores importantes, mas que conseguiu, de alguma forma, substituir, com as contratações de Federico Ambrosio, Franco Platero e Jordi Burgaya. Todavia, o Sporting não só manteve o plantel que lhe fez alcançar o título nacional trinta anos depois da última conquista e chegar à Final-Four da Liga Europeia, como acrescentou dois jogadores de enorme qualidade. Gonzalo Romero, EX-Forte dei Marmi, e Raul Marín, EX-Reus Deportiu. Se em anos anteriores os leões poderiam acabar por ser eliminados em grupos deste tipo, não creio que este ano isso possa vir a acontecer, pois, a qualidade do plantel orientado por Paulo Freitas é bastante superior ao dos conjuntos espanhol e italiano. O segundo bilhete para os quartos de final deverá ser alcançado pelo Liceo. Em relação aos alemães do Germania Herringen podem aproveitar para fazer algum dinheiro na receção de três das principais equipas europeias.

Grupo C: Amatori Lodi, FC Porto, Reus Deportiu e SCRA Saint-Omer

O Porto, vencedor da Taça de Portugal da última temporada, ficou, igualmente, num dos grupos mais complicados da Liga Europeia de 2018/2019. Os seus principais adversários na luta pelo apuramento para os quartos de final serão o Amatori Lodi, atual bicampeão italiano e antiga equipa do jovem reforço azul e branco Giulio Cocco, e a sempre complicada formação do Reus Deportiu, que apesar ter perdido vários elementos nucleares, mantêm um plantel muito forte. Com maior ou menor dificuldade, o conjunto orientado por Guillem Cabestany deverá vencer o grupo. No entanto, derrotas em Espanha e Itália podem complicar as contas. Quem seguirá com o Porto? Sinceramente não sei. Porém, qualquer ponto conquistado fora será importante na definição da classificação final. 

Grupo D: SL Benfica, CE Noia, Roller Monza e Montreux HC

O Benfica foi a equipa portuguesa a ter sido mais bafejada pela sorte no sorteio da fase de grupos. Não terá de jogar contra nenhum dos principais tubarões, seja ele espanhol ou italiano, assim como defrontará a única equipa suíça na competição, que é um dos conjuntos mais fracos em prova, talvez apenas à frente dos alemães do Herringen. Nota para o regresso do Noia à principal competição europeia de clubes e para a estreia do Roller Monza na Liga Europeia. Equipa italiana orientada por Tommasso Colamaria, que é composta por vários jovens transalpinos de grande valor. As águias vencerão o grupo sem grandes dificuldades, sendo que devem ser acompanhadas pelo Noia. 

A primeira jornada da fase de grupos da Liga Europeia de 2018/2019 vai ser disputada no dia 20 de outubro. Os jogos das equipas portuguesas serão os seguintes:

Grupo A: UD Oliveirense vs HC Dinan Quévert

Grupo B: Sporting CP vs Forte dei Marmi

Grupo C: FC Porto vs SCRA Saint Omer

Grupo D: SL Benfica vs Roller Monza

Força da Tática: Nuno tinha a casa organizada, mas esta juventude…

Antes da paragem para os compromissos das seleções, o Sporting CP recebia em casa o CD Feirense num confronto que se antecipava difícil. Os comandados de José Peseiro enfrentavam uma equipa organizada, solidária, que merece o lugar onde está na classificação.

Proponho olhar para este jogo, e tentar perceber o que levou o Sporting CP a chegar ao golo tão tarde:

  1. Organização Feirense

O CD Feirense pode não ter os melhores jogadores do campeonato, pode não ser a equipa mais apaixonante de ver jogar, mas é certamente (na minha opinião) a equipa mais organizada e competente em termos posicionais. Equipa compacta, consegue atingir o nível ótimo de compactação, algo que grande parte das equipas que procuram ser não consegue.

É um nível ótimo porque as distâncias – horizontais e verticais – entre os jogadores permitem manter os jogadores próximos uns dos outros e ao mesmo tempo controlar uma quantidade de terreno interessante.

Fonte: Sport TV

Na imagem em cima, a bola de André Pinto se chegar a Jefferson, a distância a que Tiago Silva está de Luís Machado, permite-lhe dar apoio ao colega quando este sair para pressionar o lateral leonino. Estas distâncias ótimas, transversais a todos os setores da equipa, permitiram à estrutura defensiva montada no Nuno Manta Santos ser muito estável frente ás tentativas do Sporting de penetrar.

Podemos também recorrer á imagem em cima, para ver como a proximidade entre os jogadores do CD Feirense tornam os passes para o interior da sua organização defensiva muito difíceis, uma vez que as linhas de passe são reduzidas e mesmo que a bola chegue ao destino, são vários os jogadores azuis que podem pressionar imediatamente esse recetor, pelas tais curtas distâncias.

Outro pormenor importante foi o facto de em grande parte do encontro, o CD Feirense ter tido o controlo do corredor central, com a sua defesa compacta. Isto forçou o Sporting a usar os corredores laterais, uma arma que na ausência de Dost, acaba por ser ineficiente. Este controlo do corredor central é consequência da forma como o CD Feirense controlou o espaço, o espaço certo.

Em resumo o CD Feirense acabou por cobrir pouco espaço, mas controlou muito mais.  Existem espaços que não interessam cobrir, é ocupar o espaço certo e não todo o espaço.

2. Sporting rebeldia

Para quebrar esta organização do CD Feirense, era importante ter a capacidade de ter um jogador (ou vários) com a capacidade de jogar sobre pressão. Ter bola e assumir o jogo em zonas mais altas no campo, onde o nível de pressão dos jogadores do CD Feirense era ainda maior.

A maioria dos jogadores do Sporting CP apresentaram-se particularmente inativos na evolução do jogo em posse, Acuña sempre muito distante de Battaglia.

Fonte: Liga Portugal

Faltou ao Sporting CP ter jogadores a ocuparem certas e determinadas áreas em organização ofensiva. Em especial dentro da estrutura defensiva do adversário, nos espaços entre e entrelinhas. Também faltou ao Sporting CP ter a capacidade de controlar e ditar o ritmo de jogo, em termos individuais e coletivos.

Coates e André Pinto tiveram algum espaço com bola na 1.ª fase de construção, mas falharam sempre em acertar qualquer era o melhor momento para avançar no campo e invadir o meio campo adversário, acabavam muitas vezes de o fazer em momentos onde a estrutura da equipa e a posição dos jogadores mais avançados não era ideal para dar sequência.

No fundo faltou ao Sporting CP ter a mesma qualidade em ocupar os espaços com bola que o CF Feirense teve sem bola.

3. Jovane

A entrada de Jovane, acabou por fazer o CD Feirense recuar e defender mais próximo da sua área. Ou seja, a tal distância entre jogadores que defini como ótima, deixou de a ser.

Os jogadores estavam próximos demais e não tinha a mesma capacidade de controlar o espaço. O acesso à bola e a capacidade de a pressionar também diminui e o Sporting CP acabou por chegar ao golo em resultado desse recuou e da entra de um jovem sem medo.

Fonte: Liga Portugal

Sem medo de invadir os espaços de se infiltrar em zonas onde a pressão dos adversários era grande, no fundo, sem medo de desarrumar a casa, algo que o Sporting CP sempre teve ao longo do jogo.

 

Foto de Capa: Liga Portugal

Fábio Sturgeon e Tiago Silva voltam a vivenciar o azul nas suas carreiras

CD Feirense – Um início prometedor à boleia… do Belenenses SAD

A presente temporada assinala, até ao momento, o melhor início protagonizado pelo CD Feirense, desde que o clube assegurou o seu regresso à principal divisão do futebol português, na temporada 2015/2016. O registo alcançado até ontem (duas vitórias e um empate) supera o obtido na época transata (uma vitória e dois empates), igualmente sob a orientação de Nuno Manta Santos. Trata-se, portanto, de um início auspicioso e que não se explica unicamente pela consistência revelada em termos coletivos, da qual se depreende o reduzido número de golos sofridos (melhor defesa do campeonato até ao momento).

Na verdade, o mesmo tem coincidido com o excelente momento de forma experienciado por algumas das suas unidades, como são os casos do médio centro Tiago Silva e do extremo/avançado Fábio Sturgeon – dois futebolistas que concluíram a sua formação no Belenenses SAD.

O início prometedor da equipa às ordens de Nuno Manta Santos acalenta os ânimos dos adeptos Fogaceiros
Fonte: CD Feirense

Tiago Silva e Fábio Sturgeon- De bons pastéis a fogaças de eleição

O primeiro, camisola número dez dos Azuis da Feira, é um elemento imprescindível para a equipa, sendo o principal encarregado de pautar o jogo da turma orientada por Nuno Manta Santos e emergindo como o futebolista que mais vezes tem o esférico em sua posse, totalizando, em média, 62.7 toques na bola por jogo. Ademais, a sua grande visão de jogo permite-lhe completar uma média de quatro passes decisivos por encontro.

A cumprir a segunda época no CD Feirense (a primeira a título definitivo), Tiago Silva é já um jogador fulcral
Fonte: CD Feirense

Já em relação a Fábio Sturgeon, o extremo natural de Almada parece regressado à sua melhor forma, depois de uma época não muito bem conseguida ao serviço do Vitória SC – disputou 29 jogos e fez três assistências, em todas as competições. O luso-britânico de 24 anos tem-se revelado um jogador mais maturo, bastante interventivo e decisivo no ataque (já marcou um golo e efetuou uma assistência), ajudando na defesa, completando, em média, 1.7 desarmes por partida. Caso consiga fazer perpetuar o nível exibido nesta fase inicial, poderá constituir uma tremenda mais-valia para a turma às ordens de Nuno Manta Santos.

Fábio Sturgeon recuperou, neste início de temporada, o fulgor inicial da sua carreira vivido ainda ao serviço do Belenenses SAD
Fonte: Idoloásis

Bale: Ano de real afirmação de um galático?

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O Real Madrid está numa fase de transição inevitável. Desde a dupla contratação de Kaká e Cristiano Ronaldo que o Real apostou numa nova era de Galáticos, isto oficial após a transferência de Raúl para o Schalke 04.

Agora o cenário é semelhante em partes, mas muito diferente noutras. Semelhante, pois é um cenário incontornável (fazer face à saída de dois claros protagonistas), mas muito diferente, já que tais protagonistas não se substituem ou são compensados repentinamente (Raúl já se encontrava em fase decadente, Ronaldo, apesar da idade, não está)…

Gareth Bale chegou em 2013 e muitos davam conta que seria para preencher uma vaga de protagonismo não só no plantel, mas no onze merengue. Tem assinado belos golos, tem demonstrado que é um jogador de elite, mas falta-lhe consistência. Teve problemas físicos, esteve alguns períodos em baixo de forma, ou seja, talvez seja agora que se afirme com o papel que lhe tinha sido atribuído nos tempos de Tottenham Hotspurs FC.

Fonte: Real Madrid CF

O eclodir de Asensio também o deixou fora do onze por diversas ocasiões. E, inclusivamente, esperava que a camisa sete fosse entregue ao jovem espanhol, ao invés de ao regressado Mariano Diaz. Contudo, agora sem Ronaldo, é muito provável que sejam compatíveis em campo. Não vejo Bale a fazer a posição de CR7 (ponta de lança que deambula pelas alas e vice versa), mas tem explosão no seu jogo. É um jogador muito forte fisicamente, bastante veloz, alto, muito bom tecnicamente, tem tudo a seu favor para liderar o futuro próximo madridista.

Lopetegui certamente tem um plano para o galês, visto tratar-se de um extraordinário jogador, que tem categoria para se perfilar junto dos melhores da atualidade. Sem Cristiano, Bale, já com quatro ou cinco anos de casa terá de se destacar num Real Madrid renovado.

 

Foto de Capa: Real Madrid CF

Artigo revisto por: Jorge Neves

Sporting CP 1–0 CD Feirense: Secco e suado, mas saboroso

Para a última partida antes da pausa para os compromissos internacionais, José Peseiro repetiu o onze que alinhou na jornada passada, na Luz, enquanto Nuno Manta Santos procedeu a uma alteração em relação ao onze que empatou frente ao Boavista FC – Cris assumiu a posição do lesionado Babanco.

“O Mundo Sabe Que” tinha acabado de ser entoado há poucos segundos e já o Sporting CP se aproximava do golo. Depois de uma recuperação na zona intermédia, a bola chegou a Nani que rematou contra a linha defensiva e na recarga Acuña rematou ao lado.

Aliás, esta foi uma tendência verificada nos primeiros minutos da partida; ao contrário do habitual, a equipa do CD Feirense estava muito macia no que à disputa da bola diz respeito e, em sentido contrário, os adversários pareciam verdadeiros leões na recuperação e saída para o ataque.

Foi assim aos cinco minutos, quando a bola saiu fraca dos pés de Bruno Fernandes, como aos 11 minutos, quando uma abordagem deficiente de Caio Secco podia ter resultado no primeiro golo do jogo. Ainda que se queixe de falta, o guarda-redes não fica isento de culpas e deixou escapar a bola para Bruno Fernandes, que aproveitou a baliza deserta, cruzou tenso para Nani, mas o cabeceamento saiu bastante ao lado.

A partir do primeiro quarto de hora, os fogaceiros assumiram a atitude que lhes é característica e tornaram-se mais aguerridos e batalhadores pelos lances divididos, fruto também de uma descida de intensidade por parte dos anfitriões. Os lances de perigo começaram a sondar a baliza de Salin e aos 16 minutos Edinho fez a bola tocar a barra com estrondo, na cobrança de um livre distante da área.

Os erros da defesa visitante acumulavam-se e aos 32 minutos Montero roubou a bola a Edson Farias, que saía para o ataque, rematou de muito longe e fez a bola passar perto do poste esquerdo da baliza de Caio Secco.

Aos 40 minutos surgiu a melhor oportunidade leonina. Nani cobrou um lançamento lateral com rapidez, Montero recebeu no peito e rodou para encarar Cris. Deixando o adversário pelo caminho com uma finta elegante, “El Avioncito” rematou para defesa espetacular de Caio. Na recarga, Raphinha deslumbrou-se com a aparente facilidade e o guarda-redes contrário recolheu com facilidade. 5 minutos depois surgiu a oportunidade da partida, até então, e foi para o CD Feirense. Após um corte na sequência de um canto leonino, o contra-ataque é conduzido pela esquerda, mas a bola rapidamente chegou à direita, a Sturgeon. O ex-Vitória SC entrou na área, fintou Raphinha e cruzou para Edinho; sem oposição, o experiente avançado português fez a bola passar surpreendentemente muito por cima da baliza de Salin.

Logo depois soou o apito para o descanso. Para os registos ficou uma entrada forte dos da casa, uma reação e réplica interessantes dos da Feira e um jogo morno, no seu geral – muito morno, baseado nas recuperações em zonas adiantadas e transições rápidas.

Jovane Cabral voltou a partir do banco para mexer e resolver a partida
Fonte: Sporting CP

Voltaram para a segunda parte os mesmos 22 que iniciaram a partida e pareciam decididos a mudar a história. Passados cinco minutos, o CD Feirense já tinha deixado dois avisos, por Edinho e Luís Machado, calma e atentamente controlados por Salin. Na resposta, aos 57 minutos, Raphinha desembrulha a confusão à entrada da área contrária e remata rasteiro, à figura de Caio Secco.

No entanto, foi “sol de pouca dura”, já que só aos 70 minutos se voltou a sentir perigo, novamente dos dois lados. Primeiro por Edinho; novamente sozinho no centro da área, o avançado rematou mal e a bola saiu enrolada, ao lado. Depois foi o recém-entrado Jovane Cabral a mexer com a partida. Recebeu a bola em zona frontal, preparou-a a gosto, mas o remate saiu fácil para Secco.

As oportunidades dos verde e brancos já se somavam e a esta altura só Caio Secco impedia a transformação do nulo. Em dois minutos, aos 74’ e 76’, na sequência de dois cantos, o Sporting CP podia ter chegado ao golo. No primeiro, André Pinto aproveitou uma bola perdida e rematou para defesa do guardião brasileiro, no segundo, Battaglia cabeceou poucos centímetros ao lado. Três minutos depois, Caio voltou a negar o golo com uma dupla defesa, mas nada pôde fazer aos 88’. Na direita, Raphinha aguardou a subida do lateral companheiro, Ristovski correspondeu e recebeu a bola já dentro da área, cruzou atrasado e Jovane Cabral, marcado e em esforço, empurrou para a explosão de alegria nas bancadas de Alvalade.

A poucos minutos do final da partida, e com cinco de compensação, a equipa de José Peseiro foi controlando a partida, permitindo um livre inofensivo à equipa contrária, mas sem que a vitória voltasse a ser ameaçada. Ficaram evidentes neste jogo as capacidades defensivas da equipa de Nuno Manta Santos, mas revelaram-se insuficientes perante um Sporting CP a dar passos firmes rumo a um sólido renascer das cinzas.

Onzes iniciais:

Sporting CP: Salin; Ristovski, Coates, André Pinto e Jefferson (Jovane Cabral, 65’); Battaglia, Acuña e Bruno Fernandes; Raphinha, Montero (Luc Castaignos, 80’) e Nani (Petrovic, 89’).

CD Feirense: Caio Secco; Edson Farias, Briseño, Bruno Nascimento e Vítor Bruno; Tiago Silva, Cris e Crivellaro (Kodjo, 77’); Sturgeon, Edinho (João Silva, 82’) e Luís Machado.