O Dragão encheu-se e pintou-se de azul e branco para receber os campeões nacionais. Do outro lado, o Feirense, que veio ao Dragão à procura de garantir a manutenção.
O Porto entrou em campo em tom de festa, mas com vontade de controlar o jogo sem meter muita velocidade.
Primeiro quarto de hora de jogo completamente controlado pelo FC Porto com várias oportunidades: pontapé de Soares a rasar o poste; livre direto batido por Alex Telles, por cima; Brahimi com um trabalho fantástico e a conseguir ganhar canto.
Aos 16′ da partida, Crivellaro arrisca quase do meio campo e a bola bate na trave da baliza de Iker Casillas, seria um golo de outro mundo.
O Porto continuou sempre pressionante, sem demasiada intensidade e aos 37′ Sérgio Oliveira abre o marcador.
O FC Porto já pôde festejar, perante os seus adeptos, o título de campeão nacional Fonte: FC Porto
Início acidentado da segunda parte, com dois jogadores do Feirense a precisarem de assistência médica nos primeiros cinco minutos de jogo.
Passe picado de Aboubakar, Brahimi de primeira passa a bola por cima de Flávio Ramos e remata para o fundo da baliza. Aos 57′ aparece, de forma completamente mágica, o segundo golo dos campeões nacionais.
Aos 70′ o árbitro assinala grande penalidade a favor do FC Porto mas é chamado pelo VAR e acaba por alterar (bem) a sua decisão.
No final do jogo, golo bem merecido do Feirense, Valencia cabeceia no coração da área.
Acaba o jogo e continua a festa, altura para o FC Porto receber o tão merecido troféu de Campeão Nacional da época 2017/2018!
Jogou-se o grande “EL Clássico”. FC Barcelona e Real Madrid FC defrontaram-se em Camp Nou, a contar para a 34ª jornada da liga espanhola, numa altura em que os blaugranas já são campeões espanhóis. Um jogo cheio de simbolismo, rivalidade e acima de tudo, repleto de qualidade. Este que foi o último clássico de Andrés Iniesta, que já confirmou a sua saída do Barcelona, no final da época. Apesar de já haver campeão, o Real pretendia continuar a lutar pelo segundo lugar da La Liga.
Em relação aos últimos encontros para o campeonato, ambos os treinadores procederam a alterações. Do lado do Barcelona, Valverde fez regressar Andrés Iniesta e Sérgio Roberto ao onze inicial. Na equipa visitante, muitas foram as alterações uma vez que Zidane fez descansar alguns jogadores para o campeonato, na partida anterior à segunda mão da meia-final da Liga dos Campeões. Destaque para o regresso de Ronaldo, Sergio Ramos, Toni Kross, Modric e Marcelo.
Uma primeira parte com golos e uma expulsão: dois golos, um para cada lado, e uma expulsão para a equipa da casa. Um primeiro tempo que foi bastante equilibrado e muito intenso.
O Barcelona que, desde o apito inicial, implementou, como nos tem habituado, uma posse de bola cautelosa, com atenção para os possíveis contra-ataques do Real Madrid. A primeira oportunidade apareceu logo no terceiro minuto, com Suaréz quase a fazer o golo, depois de uma boa desmarcação de Lionel Messi. Depois da ameaça, chegou o golo de Suaréz que concluiu da melhor forma um cruzamento de Sergio Roberto. A resposta do Real foi imediata com o português, Cristiano Ronaldo a empatar a partida, depois de uma boa jogada de ataque rápido dos bicampeões europeus.
Depois do golo do empate, o Real conseguiu equilibrar mais o jogo e chegar com mais vezes à área do Barcelona. Ao minuto 26, Cristiano Ronaldo desperdiçou uma grande oportunidade frente-a-frente com Ter Stegen, o guarda-redes da equipa rival. Um minuto depois, o português CR7 voltou, novamente, a falhar o golo, atirando a bola ao lado do poste esquerdo da baliza do Barcelona. O Real tomava o controlo no jogo, e ao minuto 38, um cabeceamento de Cristiano voltou a assustar os adeptos catalães.
Até ao final da primeira parte, o jogou ficou mais “duro”, com várias entradas menos cautelosas de ambas as partes, que culminou na expulsão de Sergi Roberto, nos descontos. O defesa catalão agrediu, com uma chapada, o defesa esquerdo do Real, o brasileiro Marcelo. Uma primeira parte muito intensa e que teve de tudo.
Na vinda dos balneários, aquele que mais mexeu na primeira parte ficou no banco de suplentes. Falamos de Cristiano Ronaldo, uma clara estratégia de Zidane em poupar o português para a final da Liga dos Campeões, disputada a 26 de maio, em Kiev. Entrou para o seu lugar, o jovem Asensio. Do outro lado, Coutinho teve de se sacrificar e sair do campo para dar lugar ao português Nélson Semedo, para a defesa do Barcelona se restabelecer depois da expulsão.
O espanhol realizou o último clássico da carreira. Um senhor do futebol que disputou mais uma grande partida entre os dois maiores rivais em Espanha Fonte: BnR
Passaram apenas cinco minutos do começo da segunda parte e já haviam oportunidades. Primeiro, o Real com o recém-entrado Asensio a rematar à figura, depois de um grande lance individual. Depois, o Barcelona com Lionel Messi a aparecer pela primeira vez na partida e a marcar o segundo golo da sua equipa. Um grande golo, típico do argentino. Mesmo com dez unidades em campo, os catalães conseguiram marcar.
Só ao minuto 70 é que as equipas se voltaram a aproximar das áreas adversárias. Lionel Messi isolado não conseguiu bater Keylor Navas e de seguida, a resposta do Real mais uma vez a terminar em golo, com Gareth Bale a finalizar uma boa jogada de combinação. Antes um penálti ficou por marcar, a favor do Real Madrid, depois de Marcelo ser rasteirado por Jordi Alba dentro de área. Dez minutos depois, Messi teve mais uma oportunidade para marcar, mas o remate saiu muito perto do poste da baliza do costa-riquenho. Até ao fim, o Real Madrid carregou mais e pressionou o adversário para tentar marcar o golo da vitória, mas sem eficácia. Sem mais oportunidades de perigo, o jogo terminou empatado a duas bolas.
Uma partida muito bem disputada por ambos os clubes. Cristiano Ronaldo e Lionel Messi estiveram em grande, com um golo marcado: uma luta que continuará no Mundial e na conquista da Bola de Ouro. Apesar do empate, o FC Barcelona continua invicto no campeonato, sem derrotas e por isso é o campeão espanhol.
Francisco Silva Machado, mais conhecido no mundo do futebol por Chiquinho. Natural de Santo Tirso, Chiquinho fez a sua formação no Leixões SC desde os iniciados, sendo promovido à equipa principal na temporada 2014/2015. Após um empréstimo ao Gondomar, este médio-ofensivo afirmou-se definitivamente na equipa de Matosinhos e no decorrer da época passada as suas prestações valeram-lhe uma transferência para o NK Lokomotiva Zagreb.
Sem se conseguir afirmar no clube croata, Chiquinho regressaria a Portugal nesta temporada ao ser emprestado à Académica de Coimbra. Chiquinho rapidamente agarrou um lugar no onze da Briosa e apesar do mau arranque do emblema da cidade dos estudantes no campeonato, com a chegada de Ricardo Soares ao comendo técnico da Briosa, os bons resultados começariam a aparecer com maior frequência, com o médio-ofensivo de 22 anos a assumir um papel de destaque.
Chiquinho é um autêntico trequartista. É um médio ofensivo dono de uma grande qualidade técnica, que gosta de partir para cima dos adversários e tentar o um para um. Também é habilidoso no controlo da bola, sabendo transportar o jogo e carregar a sua equipa para a frente. Podendo também jogar a extremo, gosta de flectir para zonas interiores e procurar espaços para finalizar. Dono de uma boa visão de jogo e qualidade de passe, também é um bom finalizador e um bom executante de lances de bola parada.
Chiquinho tem sido uma das revelações da Segunda Liga Fonte: Académica OAF
Resta-lhe crescer no aspecto defensivo, seja no posicionamento, na agressividade e no desarme. Nada que não se resolva num patamar competitivo mais exigente. Leva nove golos e seis assistências nesta edição da Segunda Liga, tendo sido uma das principais armas da Briosa na luta pelo regresso ao escalão maior do futebol português.
As suas boas prestações ao serviço da Académica já lhe valarem uma contratação para o SL Benfica a troco de 500 mil euros. Porém, é praticamente certo que o seu futuro não passe imediatamente pela equipa principal, devendo antes rodar num clube que lhe dê mais garantias de jogar com regularidade, de modo a que possa aprimorar a sua capacidade de definição dos lances e corrigir os seus pontos fracos, bem como ganhar experiência num patamar competitivo mais elevado. Mas, pelo que mostrou no Leixões e na Académica, uma coisa é certa: está aqui um potencial craque!
Na tarde deste domingo, o Benfica recebeu a Oliveirense para mais um clássico do hóquei em patins nacional. Após cinquenta minutos de jogo, os encarnados, mais competente nas manobras defensivas e ofensivas, foram quase sempre superiores e bateram a União por 5-2. Resultado que faz as águias encostar aos dragões no topo do campeonato.
As duas equipas entraram em pista a querer marcar, mas nem o Benfica ou a Oliveirense conseguiram aproveitar as oportunidades de que dispuseram. Contudo, em cima da marca dos cinco minutos e através de uma jogada já bem conhecida, Nicolia serviu João Rodrigues que, no interior da área adversária, fez o 1-0. Segundos depois, num lance idêntico, a Oliveirense ficou perto da igualdade, mas Pedro Henrique manteve a vantagem das águias.
O golo não mexeu no equilíbrio registado dentro de pista. Contudo, através de um lance de contra-ataque de dois para um, à passagem dos oito minutos, Nicolia voltou a servir João Rodrigues e o “matador” do Benfica fez o 2-0. De seguida, Valter Neves ficou perto do terceiro, mas Puigbí evitou um novo golo dos encarnados.
Mesmo em desvantagem, a Oliveirense apostava num estilo de jogo mais em posse. Porém, não estava a conseguir visar a baliza benfiquista em boas condições. O Benfica, por sua vez, sempre que tinha o esférico em seu poder, procurava aumentar o ritmo em pista, de forma a criar algum desequilíbrio que pudesse dar origem a uma chance de golo. Para além disso, os comandados de Pedro Nunes tentavam, também, aproveitar as transições rápidas e apanhar a União em contrapé.
A faltarem cerca de sete minutos e meio para o intervalo, numa jogada de insistência da Oliveirense, Pedro Moreira ficou isolado perante Pedro Henriques, fez a colher, mas o guardião encarnado, com uma defesa a dois tempos, impediu o golo da equipa visitante. Passados noventa segundos, João Rodrigues enrolou o esférico da zona da linha de meio campo e surpreendeu Puigbí, que não ficou nada bem na fotografia, fazendo o 3-0.
O conjunto orientado por Renato Garrido tentava reagir, mas apenas em situações de superioridade numérica momentânea ou de stickadas de meia distância conseguia chegar à baliza das águias. No entanto, os primeiros vinte e cinco minutos estavam a ser o Benfica e com cerca de quatro minutos para a pausa, Diogo Rafael, isolado diante de Puigbí, esperou a queda do guarda-redes espanhol e colocou o esférico ao angulo superior esquerdo. Estava feito o 4-0. Pouco depois, numa jogada entre Diogo Rafael e Jordi Adroher, o catalão ficou a milímetros do quinto, mas a bola passou por cima.
Terminada a primeira parte, o Benfica vencia por quatro golos sem resposta. Vantagem justa e que espelhava a eficácia dos encarnados, tanto a defender como a atacar. Pedro Henriques fez algumas defesas de qualidade, sim, mas a Oliveirense não estava a conseguir furar a defesa das águias, o que obrigava a União a recorrer, por várias ocasiões, a stickadas de longa distância ou de zonas mais remotas do campo.
O retomar do encontro foi muito parecido com o começo, tendo sido a Oliveirense a conseguir criar as melhores oportunidades de golo. Com cerca de quatro minutos e meio jogados, numa situação de contra-ataque de três para dois, Valter Neves foi travado em falta por Jordi Bargalló no interior da área da União. Adroher podia ter feito o quinto, mas stickou muito ao lado da baliza de Puigbí.
Diogo Rafael, através da sua grande velocidade em cima dois patins, conseguiu bisar na partida Fonte: Carlos Silva
A Oliveirense tinha a bola muito mais tempo em seu puder, mas não estava a conseguir ter grandes oportunidades de golo, exceção à norma foi uma stickada ao poste, por volta dos oito minutos, de Jordi Bargalló. Balançada no ataque, a União deixava espaços nas suas costas. Situação que as “flechas” do Benfica tentavam aproveitar, mas, que ao contrário do que havia acontecido no primeiro tempo, não estavam a conseguir concretizar.
Disputados dez minutos da segunda parte, a Oliveirense cometeu a sua 10ª falta. João Rodrigues, chamado à responsabilidade, conseguiu retirar Puigbí do lance, mas os postes impediram o quarto tento do número nove do Benfica no jogo. Logo a seguir, a União beneficiou de uma grande penalidade. Ricardo Barreiros, um dos especialistas da equipa visitante neste tipo de lances, stickou ao angulo superior esquerdo e reduziu a desvantagem para 4-1. Pouco depois, Nuno Araújo, com uma bela stickada cruzada, reduziu o score para 4-2. O encontro estava relançado.
Os golos da Oliveirense animaram a partida e o Benfica respondeu, mas sem efeitos práticos. Exemplo disso, foi uma grande penalidade desperdiçada por João Rodrigues, a segunda dos encarnados no jogo, que enviou o esférico ao poste. Porém, foi outra vez numa situação de contra-ataque que as águias voltaram a marcar. Diogo Rafael, isolado perante Puigbí, tirou o espanhol da frente e com a baliza totalmente deserta fez o 5-2. Praticamente na jogada a seguir, João Rodrigues recuperou a bola a meio campo, mas apenas com Xavi pela frente, permitiu a defesa do guardião internacional espanhol.
Na frente e com três golos de diferença no marcador, o Benfica passou a esticar o tempo de ataque e a fazer a bola circular, arriscando só pela certa, procurando aproveitar os espaços concedidos pela defensiva da União.
Com cerca de um minuto para se jogar, Vieirinha, que havia entrado à instantes, ainda dispôs de uma enorme oportunidade para fazer o sexto, mas isolado perante Puigbí permitiu a defesa do guarda-redes da Oliveirense.
Finalizado o jogo, o Benfica venceu a Oliveirense por 5-2. Resultado que demonstra a exibição competente realizada pelos jogadores liderados de Pedro Nunes que, mesmo ao sofrerem dois golos num curto espaço de tempo, souberam reerguer-se, voltar a marcar e controlar a partida até ao final. Este resultado permite aos encarnados encostar ao Porto no topo da tabela classificativa com 60 pontos, que ontem ganhou em Paço de Arcos por 8-3 e ultrapassar o Sporting, que na noite de sábado empatou no municipal de Barcelos contra o Óquei a 2-2. A Oliveirense, por seu lado, sofreu a terceira derrota nos últimos cinco jogos do campeonato e fica à mercê do Valongo (Oliveirense-42 pontos/Valongo-41 pontos), que ontem goleou, em casa, o Grândola por 8-0.
Cincos Iniciais:
SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 2-Valter Neves (CAP.), 4-Diogo Rafael, 5-Carlos Nicolia e 9-João Rodrigues
Jogaram ainda: 7-Jordi Adroher, 14-Tiago Rafael, 44-Miguel Rocha e 74-Vieirinha
Banco: 10-Guillem Trabal (GR)
UD Oliveirense: 88-Xavier Puigbí (GR), 7-Pedro Moreira, 9-Jordi Bargalló, 44-João Souto e 77-Ricardo Barreiros (CAP.)
Jogaram ainda: 4-Nuno Araújo, 29-Jepi Selva e 74-Pablo Cancela
Este domingo, o Sporting recebeu o Benfica no pavilhão João Rocha, com a possibilidade de se tornar bicampeão nacional. Recinto cheio para receber um jogo que se adivinhava muito disputado, e com o Benfica determinado a não entregar o título ao rival Sporting. O Sporting podia também bater o recorde de vitórias seguidas no campeonato (27 jogos) pertencente ao FC Porto.
O Sporting marcou primeiro mas o Benfica empatou de seguida. As equipas entraram muito concentradas, cientes da importância do jogo. O Sporting, catapultado pelo fantástico apoio dos seus adeptos, mostrou grande eficácia e, aos cinco minutos da primeira parte, já ganhava por quatro golos (5-1) – momento em que Carlos Resende pediu o primeiro Time-out do jogo. O Benfica conseguiu colocar-se ao nível da equipa da casa e acalmar ritmo – apesar disso, o ataque das águias tinha dificuldade em encontrar soluções, com o jogo a passar muito pelo pivot e a depender de transições muito rápidas.
Aos 15 minutos, o Sporting vencia por 11-7. Noite de grande inspiração do guarda redes do Sporting, Aljosa Cudic, e do lateral-esquerdo Frankis Carol. O Sporting mostrou-se muito focado na conquista do título e, na primeira parte, não deu grandes hipóteses à equipa do Benfica, que também não praticou o seu melhor andebol.
Nos últimos dez minutos da primeira parte, o jogo esteve muito partido, mas as defesas de Cudic (e a fraca finalização do Benfica), os contra-ataques do Sporting e alguma desinspiração inicial de Hugo Figueira, iam ditando a confortável vantagem do Sporting – 18-12 aos 25 minutos. Ao intervalo, os leões venciam por cinco golos (20-15) e todos os adeptos estavam convencidos do desfecho para que a equipa caminhava.
Pedro Portela realizou um dos seus últimos jogos pelo Sporting, clube que representou durante dez anos Fonte: Sporting CP
A surpresa foi a grande entrada do Benfica, na segunda parte, focado em estragar a festa, que conseguiu reduzir a desvantagem para dois golos logo aos cinco minutos. A equipa do Sporting entrou mais pausada e menos agressiva, ao contrário dos rivais, que mostravam grande energia nas disputas. Um parcial de 6-1 para o Benfica no início da segunda parte reabriu a discussão do encontro – 21-21. Aos onze minutos do segundo tempo, o Benfica chegava pela primeira vez à liderança, 22-23.
Carlos Ruesga, mesmo limitado fisicamente, foi lançado no jogo na segunda metade pelo treinador do Sporting, Hugo Canela, para tentar agitar a defesa encarnada. Entrou bem e a equipa sentiu a sua entrada. Os leões, aos 15 minutos, voltaram a estar a vencer por um golo (24-23) mas esperava-se um final de loucos no pavilhão do Sporting.
Quando faltavam apenas cinco minutos, o Sporting estava mais estável, a vencer por quatro golos (29-25), e o jogo parecia sentenciado. A dois minutos do fim, já só se ouviam os adeptos leoninos a gritar: “Campeões! Campeões!”.
O Sporting confirmou o seu estatuto e venceu o Benfica por 33-27. A segunda metade do encontro ainda fez o Benfica sonhar, mas o Sporting não deixou fugir o bicampeonato, o primeiro desde 1980/81.
Destaco as exibições de Frankis Carol, com cinco golos, e do homem do jogo, Cudic, com defesas realmente impressionantes, do lado do Sporting, e Davide Carvalho, com nove golos, e Alexandre Cavalcanti, com sete, do lado do Benfica.
Noite memorável para o Sporting, que conquista o seu 21.º título de campeão nacional a três jornadas do fim, e bate o recorde de vitórias seguidas no campeonato com 28.
EQUIPAS INICIAIS:
Sporting CP:
Aljosa Cudic, Carlos Carneiro, Claudio Pedroso, Frankis Carol, Pedro Portela, Pedro Solha e Tiago Rocha.
Benfica:
Hugo Figueira, Pedro Seabra, Belone Moreira, Alexandre Cavalcanti, Davide Carvalho, João Pais e Paulo Moreno.
Poucos imaginavam que a questão da subida de divisão ficava resolvido já neste fim de semana. A verdade é que a derrota da Académica, até então com os mesmos pontos do Santa Clara, permitiu a que se pudesse fazer festa já hoje nos Açores. E fez-se. O Santa Clara está de volta à Primeira Liga Portuguesa!
O Estádio de São Miguel engalanou-se para um momento histórico na vida do clube. Cerca de dez mil pessoas presentes no Estádio, num autêntico mar vermelho e a equipa correspondeu a esse apoio. Logo nos primeiros minutos o Santa Clara até podia se colocar em vantagem com Marcelo a desviar de cabeça para a baliza adversária em posição de fora de jogo. Apesar disso, o Santa Clara não desistiu e foi atrás do golo que surgiria com Thiago Santana. De cabeça, o avançado conclui uma boa jogada da equipa micaelense levando o Estádio ao rubro.
O Real SC pouco fazia. A equipa ia conseguindo contrariar e enervar o adversário mas em termos ofensivos, à exceção de algumas jogadas individuais de Vinicius, pouco se viu. O resultado manteve-se até ao intervalo com o Santa Clara a sair com a vantagem.
A equipa insular garantiu o segundo lugar Fonte: CD Santa Clara
A segunda parte começou da melhor maneira para a equipa açoriana. Belíssima jogada de Thiago Santana que cruza milimetricamente para Fernando Andrade que atirou a contar. A partir daí o Real não mais apareceu no jogo. A equipa visitante sabia que havia pouco a fazer com uma desvantagem de dois golos. O Santa Clara não tirou o pé do acelerador e dessa vez com Thiago Santana chegou ao terceiro golo na partida, golo que sentenciou a partida e que permitiu aos 10mil presentes na bancada poderem respirar de alívio.
A partir do terceiro pouco mais há a dizer do jogo. Viveram-se períodos de emoções fortes, com choros, alegrias e muita emoção. O Santa Clara acompanha assim o CD Nacional na subida à Primeira Liga, culminando assim uma temporada de nível elevado da turma de Carlos Pinto.
Grande festa na bancada do Chaves num jogo muito importante para a disputa dos lugares da Europa. O calor que se fez sentir no final de tarde, durante o jogo, fez-se também sentir nas bancadas com um grande apoio protagonizado pelos adeptos do Chaves naquela que foi uma vitória suada da sua equipa. Quer por circunstâncias do jogo, quer por circunstâncias climatéricas.
O Marítimo entra melhor no início do jogo, a tentar impor o seu jogo, ganhando o duelo a meio-campo. A equipa da madeira tenta aproveitar vários espaços do lado esquerdo. Logo aos 2 minutos, Fábio China avança pela esquerda e cruza para dentro da área. Joel, no disparo, tenta concluir, mas valeu a linha de força do Chaves que conseguiu perturbar o Marítimo no seu ataque.
Por sua vez, a equipa do Chaves adota uma atitude mais pragmática, tentando resolver as poucas oportunidades que tem através de contra-ataques rápidos, grande parte deles protagonizados por aquele que é um dos grandes desiquilibradores da equipa de Luís Castro – Matheus Pereira. Aos 12 minutos, o Chaves vira o flanco e avança pela direita através de uma combinação entre o extremo e o seu colega, Paulinho. Uma boa cobertura do central Pablo, que faz o corte, salva a equipa visitante de um lance de maior perigo.
Numa fase inicial, é evidente a incapacidade do Chaves conseguir furar a defesa do seu adversário. O Marítimo mostra-se uma equipa com uma excelente organização defensiva, com todos os seus jogadores mais recuados muito compactos. O Chaves não consegue organizar os seus contra-ataques rápidos de maneira mais precisa de forma a conseguir criar mais perigo.
A partir dos 20 minutos, o jogo torna-se mais equilibrado. As duas equipas conseguem ter bola mas, ainda assim, sem conseguir progredir muito no terreno. Desportivo de Chaves e Marítimo com claras dificuldades em chegar à área dos seus adversários. Numa hora de muito calor, o jogo torna-se mais lento e as equipas começam a jogar no erro do seu adversário.
Aos 25 minutos, o Marítimo adianta-se no marcador com um golo de Bebeto. Falhanço de Rui Pinto numa fase inicial da jogada, depois, alívio deficiente de Rodrigo Pinho que resulta num ressalto que vai parar aos pés do defesa direito que aproveita o lance da melhor maneira e marca golo pela sua equipa.
De seguida, o Chaves vai à procura do golo e da respetiva igualdade. A equipa da casa sobe o seu rendimento, aumenta a posse de bola e chega mesmo ao empate, aos 37 minutos, com um golo de Tiba. O capitão da equipa transmontana finta Zainadine de maneira a ficar com o caminho livre para a baliza e remata cruzado para a esquerda sem qualquer hipótese para o guarda-redes.
Depois de imposta a igualdade, o Chaves fica por cima do jogo e é protagonista de várias ocasiões de perigo. No final da primeira parte, Artur Soares Dias assinala mão de Zainadine. A bola vai na direção da baliza e o árbitro entende que o jogador coloca propositadamente o braço, desviando assim a trajetória da bola para lá da baliza. Tudo começa num corte disparatado que direciona a bola para uma área perigosa para a equipa do Marítimo. Cobrança da grande penalidade por parte de Bressan: está feita a reviravolta por parte da equipa da casa.
A segunda parte foi espelho daquilo que foi o final do primeiro tempo de jogo. O Desportivo de Chaves foi claramente superior e conseguiu materializar essa mesma superioridade em dois golos. As individualidades começaram a fazer-se notar e um dos protagonistas do jogo – Matheus Pereira – marcou a diferença, tendo estado envolvido na maioria dos ataques da sua equipa. Já a equipa do Marítimo parecia algo perdida dentro de campo, com muitas perdas de bola, e a mostrar uma evidente falta de entendimento nos corredores.
Aos 52 minutos, Matheus Pereira dilata a vantagem no marcador com um remate do meio da rua, aumentando assim a vantagem para dois golos. Soberbo pormenor do extremo de 22 anos que está atualmente emprestado pelo Sporting ao Desportivo de Chaves.
O Marítimo ainda marca o 3-2 por Joel, mas o lance é anulado pelo VAR por fora-de-jogo. O Desportivo de chaves acaba por cima, geriu o resultado com posse de bola e ainda teve algumas oportunidades no flanco direito. Ainda assim, os jogadores do Marítimo não deitaram a toalha ao chão e procuram sempre encurtar a vantagem, mas foi a equipa da casa que protagonizou os lances de maior perigo.
Aos 58 minutos, o Chaves tem uma enorme oportunidade de golo, mas esta é negada por Charles que faz uma autêntica defesa, típica até de um guarda-redes de andebol, com o seu pé direito. Aos 77 minutos, é marcada outra grande penalidade a favor da equipa transmontana. Bebeto derruba Stephen dentro da área. Pontapé de grande penalidade concretizado por Matheus Pereira: está feito o 4-1.
O jogo acaba mesmo assim. Os Chaves coloca-se, então, com o mesmo número de pontos que Marítimo e Boavista e deixa a hipótese de ir à Liga Europa em aberto com um possível deslize do Rio Ave que é detentor do 5º lugar.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
GD Chaves: Ricardo, Paulinho, N. Maras, D. Duarte, Stephen Eustáquio, M. Pereira, Pedro Tiba, Davidson, William (Subst. Jorginho), R. Furlan (Subst. P. Queirós), Bressan (Subst. Patrão)
SC Marítimo: Charles, Joel, Baiano, J. Correa, Fábio China, Pablo, Z. Júnior, Bebeto, Gamboa (Subst. Edgar Costa), Rodrigo Pinho (subst.Ghazaryan), R. Valente (subst. F.S. Oliveira)
Dez anos depois de se ter dado a conhecer ao mundo ao ultrapassar a qualificação e a atingir os oitavos-de-final no “antigo” Estoril Open, este ano, João Sousa entrou no court central para discutir o troféu do maior torneio de ténis português, e saiu mesmo com ele nos braços.
O tenista vimaranense rubricou uma brilhante exibição, tendo liderado todo o encontro frente ao norte-americano Francis Tifoe. João Sousa quebrou o serviço de Tifoe logo ao 1/1 e, mais à frente na partida, reagiu da melhor forma depois do norte-americano ter reposto a igualdade, salvando três pontos de break, para fechar o primeiro parcial a seu favor.
No segundo set, mais um registo incólume, com o português a registar uma vantagem de 4/0. Apesar do norte-americano ter reagido, conseguindo reduzir para 5/4, João Sousa não vacilou na segunda oportunidade que teve para servir e fechar o encontro, selando assim mais um momento histórico para o ténis nacional, ao conquistar o Estoril Open.
João Sousa conquista assim o terceiro título ATP (a primeira liga do ténis mundial), depois de Kuala Lumpur e Valência, cumprindo assim o sonho dos portugueses ao vencer em casa. Foi um emocionado João Sousa, que se dirigiu aos adeptos na bancada, para agradecer todo o apoio ao longo da semana.
João Sousa é o primeiro português a vencer o Estoril Open Fonte: Estoril Open
Mais tarde, na conferência de imprensa, o melhor tenista português de todos os tempos começou por dizer que, “apesar de nunca ter confessado, sempre desejei vencer este título”, considerando esta uma “semana perfeita”.
O tenista nacional dedicou, mais uma vez, o título à família e à equipa técnica, recordando as fases menos positiva da carreira e olhando para o troféu como uma “recompensa pelo esforço dos últimos anos”.
João Sousa mostrou-se confiante num resultado positivo desde cedo, “por ter a noção de que estava muito bem preparado, tendo em conta o trabalho feito nos últimos meses”.
O vimaranense recordou ainda os tempos em que ia ao Estoril Open, ainda disputado no Jamor, enquanto espectador e da forma como “olhava para os extraterrestres que lá jogavam”, reconhecendo a importância que a vitória neste Estoril Open tem, para que “os jovens portugueses de hoje possam também um dia ser esses extraterrestres”.
O Estoril Open decorreu no Clube Ténis do Estoril entre 28 de abril e 6 de maio e, depois da edição anterior ter registado um finalista português [Frederico Gil em 2010], registou agora pela primeira vez na história um vencedor “da casa”.
Um Chelsea a dar os últimos cartuchos em busca de um lugar de acesso à Liga dos Campeões recebia um Liverpool ainda sob o efeito da êxtase que fora a passagem à final dessa mesma competição. De um lado havia Giroud e Hazard, do outro havia o trio mortífero de Salah, Mané e Firmino.
E o resultado foi um jogo… aborrecido. Os primeiros 30 minutos foram parcos no que toca a oportunidades de golo: destaque para uma confusão na grande área do Liverpool, onde, após cruzamento rasteiro de Moses, Bakayoko prepara o remate mas Giroud acaba por “roubar” a bola ao companheiro de equipa; na outra baliza, uma perda de bola de Kanté leva a contra ataque liderado por Mané, que ainda consegue um bom remate, mas Courtois defende. Após insistência, o senegalês volta a tentar o golo, mas o guardião belga segura com facilidade.
No geral, o Liverpool era quem estava mais confortável no jogo. Tinha assumido as rédeas da posse de bola, dominando o meio campo graças a uma exibição segura de James Milner e Wijnaldum, porém o Chelsea fechava-se muito bem lá atrás, anulando o trio atacante dos reds.
Mas aos 32 minutos, os blues, que haviam vindo a crescer no jogo, fizeram uma belíssima jogada: Bakayoko – que tantas críticas recebeu esta época – abre a defesa do Liverpool com um passe para o flanco direito, onde está Moses. O nigeriano bate Andrew Robertson no duelo individual, cruza e Giroud cabeceia para o canto esquerdo da baliza, não dando hipóteses a Karius. 1-0.
Com este golo, o Chelsea ganhou confiança: três minutos depois, Fàbregas aparece na área do Liverpool e remata cruzado a partir da direita, mas a bola acaba por ir para fora. A equipa de Antonio Conte parecia ter virado o rumo do jogo repentinamente.
Até ao fim da primeira parte, o Liverpool ainda voltou a encostar o Chelsea à sua grande área, mas acusou o tento de Giroud e pouco mais fez até ao regresso aos balneários.
Ao intervalo, nenhum dos treinadores sentiu a necessidade de fazer alterações.
Os blues entraram na segunda parte muito melhor, parecendo a equipa mais solta e criativa no ataque, com alguns toques absolutamente deliciosos de Hazard. O Liverpool tentava ser mais direto, mas a solidez defensiva do Chelsea mantinha-se. Salah, Mané e Firmino estavam a ser marcados na perfeição: apenas o senegalês tinha algum espaço, e era quando vinha atrás buscar jogo.
Aos 56 minutos, há um momento fantástico de Hazard: no meio de três defesas do Liverpool, consegue entrar na área a partir do flanco esquerdo e remata, para defesa apertada de Karius. No canto consequente, Antonio Rüdiger ainda marca com um cabeceamento, mas o golo é anulado por fora de jogo, que as repetições confirmam.
Até aos dez minutos finais, tivemos um jogo… aborrecido. Novamente. Os únicos da equipa dos reds que pareciam procurar ativamente o empate eram Mané, que nunca parou de correr e de tentar, com grande dificuldade, encontrar espaço, e Jürgen Klopp, que tirou Nathaniel Clyne e Andrew Robertson (dois defesas) para fazer entrar Jordan Henderson e Dominic Solanke (ex-Chelsea). Este último foi particularmente importante, já que o treinador alemão o fez entrar pelo seu porte físico e pela sua altura. Quer isto dizer que os últimos dez minutos do Liverpool se resumiram a cruzamentos para a área do Chelsea, onde Azpilicueta, Rüdiger e Cahill lidaram com os perigos de forma exímia.
Aos 79 minutos, Marcos Alonso quase deu a esta tarde em Stamford Bridge algo verdadeiramente memorável: Moses bate Milner no flanco direito, faz o cruzamento e o lateral esquerdo espanhol aparece ao segundo poste fazer um espetacular remate de primeira. A bola vai cruzada e passa a centímetros da baliza de Karius.
Infelizmente, não tivemos um dos golos do ano: tivemos um Chelsea à la época 2016/2017, que soube anular o ataque adversário e teve em Kanté um dínamo incansável; tivemos, também, um trio atacante do Liverpool anormalmente apagado, em grande parte devido à excelente cobertura dos defesas da equipa londrina, e talvez também em consequência da emoção vivida a meio da semana, com a passagem à final da Liga dos Campeões.
À entrada para a última jornada, o Chelsea mantém vivo o sonho de atingir o acesso à liga milionária, enquanto o Liverpool terá de esquecer essa mesma competição e focar-se na partida contra o Brighton se quiser manter a terceira posição.
Sob um sol intenso, o Estádio Dr. Magalhães Pessoa recebeu o jogo da primeira mão dos Quartos de Final do playoff de acesso à Segunda Liga.
União de Leiria e Lusitano de Vildemoinhos iniciaram, com este jogo, a caminhada rumo ao segundo escalão do futebol português.
O Lusitano deu o arranque inicial, numa partida que começou com as equipas a estudarem-se mutuamente, uma vez que já se tinham encontrado na fase regular do Campeonato de Portugal na presente temporada. Na primeira volta, a União de Leiria venceu 1-0, e o Lusitano levou a melhor na segunda, por 2-1.
A primeira oportunidade surgiu ao minuto seis, com o primeiro golo da União de Leiria. João Vieira rematou ao segundo poste, após assistência de Leandro.
No minuto seguinte, Barros atira a bola à barra da baliza de Wilson, após a conversão de um livre à entrada da primeira área.
O golo do empate aconteceu cinco minutos depois do primeiro tento, aos 11 minutos. Hélder Rodrigues rematou para dentro da área, mas o defesa leiriense Tony cortou para dentro da baliza da equipa da casa, traindo Wilson.
Os minutos que se seguiram contaram com as equipas a tentarem desempatar a partida, com a criação de oportunidades de parte a parte. O guarda-redes e a defesa trambela estavam atentos às investidas leirienses, ao impedir que a formação marcasse ainda na primeira parte. Por outro lado, por várias vezes, o Lusitano ambicionou o golo, com oportunidades de destaque.
Até ao fim da primeira parte, vimos um jogo equilibrado, com apenas um objetivo em mente: chegar o mais rápido possível ao segundo golo.
A massa adepta deu confiança à União de Leiria para obter uma vitória importante no playoff Fonte: Bola na Rede
A segunda parte começou com a mesma intensidade verificada nos primeiros 45 minutos. No entanto, a União de Leiria foi melhor e chegou ao tão desejado segundo golo, à passagem do minuto 50. Leonel Olímpio lançou longo na direita, ao que Leandro respondeu com um pontapé acrobático, batendo Ruca, sem hipótese de defesa.
Estava feito o 2-1 para a União de Leiria que, a quatro minutos do fim, marca o terceiro golo, com autoria de Ernest. A formação de Rui Amorim fixou, assim, o resultado em 3-1, garantindo a primeira vitória no playoff de acesso à Segunda Liga.
A segunda mão está marcada para o próximo domingo, dia 13, às 17 horas, no Estádio dos Trambelos, em Viseu. A equipa que fizer o melhor resultado combinado das duas mãos avança para as meias-finais do playoff, onde irá encontrar o vencedor do confronto entre Mafra e Vilaverdense.
Como jogou o UD Leiria:
Wilson; Brigues, Nailson, Tony e Kaká; Leonel Olímpio, Maks e Pepo; Ulisses, Leandro e João Vieira