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SL Benfica 24-29 Sporting CP: Sexta feira santa… para o Sporting

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Benfica e Sporting enfrentaram-se, esta sexta-feira, no pavilhão da Luz, para o Campeonato Nacional de Andebol a contar para segunda jornada da fase final do grupo A. O Benfica entrou em campo com 39 pontos e o Sporting, que vinha de uma série de 22 jogos a vencer no campeonato, com 41 pontos, em igualdade pontual com o FC Porto (com um jogo a mais). O jogo marcado pelo fantástico apoio dos adeptos acabou 24-29 e deixa os leões isolados no 1º lugar.

O jogo começou e os adeptos do Sporting ainda não tinham acabado de encher a bancada reservada a apoiantes do Sporting. As duas equipas entraram bem no jogo, com muita concentração e a apostarem na solidez e agressividade defensiva. O Benfica marcou primeiro, mas o Sporting nunca descolou.

As equipas mantiveram-se a um golo de distancia até aos 22 minutos (7-9) – o equilíbrio entre as duas equipas e as excelentes exibições dos guarda-redes Hugo Figueira e Matevz Skok foram notáveis. Aos 25 minutos, o treinador da equipa do Benfica, Carlos Resende, pediu o primeiro desconto de tempo para tentar mudar o rumo do jogo. Mesmo antes do intervalo, Alexandre Cavalcanti foi excluído dois minutos (29:52). Ao intervalo, o marcador assinalava 10-12. O intervalo fez bem aos jogadores do Sporting, que voltaram para o campo em vantagem numérica e com vontade de ampliar a vantagem. O Benfica sofreu um parcial de 3-0 e ficou distanciado do Sporting. Aos oito minutos, os leões venciam o jogo por sete golos (12-19), fruto de um bom trabalho coletivo, com remates muito bem executados dos pontas Pedro Solha e Pedro Portela.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O jogo parecia resolvido aos 13 minutos da segunda parte com a vantagem a manter-se, mas o Benfica a reagir com um parcial de 3-0 – o Benfica relançou-se no jogo e conseguiu estar a perder apenas por dois golos. No final o Sporting soube gerir o esforço e o resultado e acabou por conseguir os três pontos importantíssimos na casa do rival Benfica. Destacaram-se na equipa do Benfica Belone Moreira com sete golos (seis da marca de sete metros e 100% de eficácia) e Hugo Figueira com oito defesas. Do lado do Sporting destacaram-se Pedro Portela com seis golos marcados e Carlos Ruesga com cinco golos e um grande jogo realizado pelo central espanhol.

O Sporting aumentou os jogos consecutivos a vencer para 23, e o Benfica passa a não depender de si próprio para a conquista do título nacional. O Sporting soma agora 44 pontos, mais três do que o Porto (41), e mais quatro do que o Benfica (39). Faltam apenas oito jogos para o final do campeonato nacional e o Sporting deu esta sexta feira santa um passo muito importante para poder conseguir conquistar o bicampeonato de andebol.

O jogo ficou ainda marcado pelas lesões de Matevz Skok (guarda redes titular do Sporting) e de Ricardo Pesqueira.

Equipas iniciais:

SL Benfica:

Hugo Figueira; João Pais, Davide Carvalho, João Silva, Nuno Grilo, Pedro Seabra, Ricardo Pesqueira

Sporting CP:

Matevz Skok; Pedro Solha, Pedro Portela, Frankis Carol, Edmilson Araújo, Carlos Ruesga, Tiago Rocha

Rio Ave FC 2-0 GD Estoril-Praia: Geraldes “de luxo” afunda estorilistas

O Rio Ave venceu o Estoril Praia por 2-0 em jogo 28ª jornada da Primeira Liga. Francisco Geraldes esteve em destaque ao ser decisivo nos dois golos da equipa da casa.

Depois de duas semanas sem campeonato, o Estoril viajou até Vila do Conde com a missão de deixar o último lugar do campeonato.

Já a equipa de Miguel Cardoso, que na véspera garantira não estar preocupado com a luta pela Liga Europa, procurava regressar às vitórias depois do desaire frente ao Sporting.

Com Francisco Geraldes e Tarantini de regresso (bem como Gelson Dala), o Rio Ave voltou a apresentar aquele que vem sendo o onze base da segunda volta. Já o Estoril, ainda com algumas baixas, apresentou-se num 4-3-3 com Bruno Gomes como referência do ataque.

A equipa da casa entrou em campo com vontade de mandar no encontro e controlou os minutos iniciais. Com Diego Lopes e João Novais muito próximos de Francisco Geraldes, povoando o espaço interior, os laterais jogavam muito subidos no terreno e balanceavam a equipa para o ataque.

O primeiro aviso dos vilacondenses foi dado logo aos cinco minutos. Uma bola nas costas da defesa estorilista obrigou Ricardo Ribeiro a sair rápido da sua grande área para tirar o pão da boca a Guedes.

O golo, no entanto, chegaria pouco depois, de penálti. João Novais apareceu bem pelo lado esquerdo, descobriu Geraldes na grande área e o médio, depois de complicar um pouco, acabou por ser carregado em falta, apontando Nuno Almeida para a marca dos onze metros.

Na conversão, Pelé enganou Ricardo Ribeiro e chegou ao quinto golo no campeonato, colocando o Rio Ave em vantagem ainda no primeiro quarto de hora da partida.

Em desvantagem, o Estoril procurou reagir, sobretudo através de ataques rápidos, mas o Rio Ave estava bem e continuou a mandar no jogo.

A equipa da casa ficou mesmo perto do segundo ao minuto 25, em mais uma boa combinação da segunda linha do ataque. Geraldes jogou em Novais, que descobriu Diego Lopes na cara de Ricardo Ribeiro, tendo o brasileiro obrigado o guarda-redes visitante a uma grande intervenção.

Pouco depois foi a vez de Francisco Geraldes ficar perto do golo, mas o médio emprestado pelo Sporting, depois de uma grande jogada individual, permitiu nova defesa do guardião estorilista.

À terceira foi de vez e o Rio Ave ampliou mesmo ao minuto 39. Guedes apareceu bem junto à linha de fundo e abriu espaço para a chegada de Francisco Geraldes, que desta vez ganhou o duelo com Ricardo Ribeiro e colocou o resultado em 2-0.

O Estoril ainda tentou reagir e quase reduziu na resposta, mas Lucas Evangelista chegou ligeiramente atrasado ao cruzamento de Vítor Andrade quando tinha tudo para marcar e o jogo foi para intervalo com 2-0 no marcador.

Fonte: Rio Ave Futebol Clube

A segunda parte começou a um ritmo mais lento do que a primeira e só ao fim de dez minutos surgiram lances de destaque. André Claro, que entrou ao intervalo juntamente com Pedro Rodrigues, foi o primeiro a avisar, com um remate que saiu muito perto do poste.

O Estoril precisava de marcar dois golos e Lucas Evangelista esteve perto de fazer o primeiro ao minuto 60, mas Cássio respondeu com uma excelente defesa ao remate forte do médio brasileiro.

A equipa visitante estava a crescer no jogo e Miguel Cardoso sentiu necessidade de reforçar o meio-campo. Pedro Moreira foi o escolhido e rendeu Diego Lopes, passando Geraldes a atuar mais próximo da faixa. Já Ivo Vieira respondeu com a entrada de Allano, por troca com Gonçalo.

A alteração na formação caseira surtiu o efeito desejado e o Rio Ave melhorou na reação à perda da bola, pelo que o Estoril não voltou a ameaçar nas transições.

Até ao final destaque apenas para a expulsão de Mano, que viu vermelho direto (após consulta do VAR) por derrubar Guedes numa altura em que o avançado dos vilacondenses se preparava para ficar isolado.

 

Vitória vs Jesus no Benfica: as 6 principais mudanças

Junho de 2015 como pano de fundo. Estupefação perante um dos anúncios mais surpreendentes da história do futebol nacional: Jorge Jesus, depois de seis épocas a comandar os destinos do Benfica, trocara a Luz por Alvalade. Para o banco encarnado seria anunciado Rui Vitória, que protagonizara boas épocas ao serviço do Vitória de Guimarães mas que estava longe, muito longe, de gerar consenso entre o universo vermelho. Agora, passados quase três anos, qual o balanço? O legado de Jesus ainda encontra espaço na Luz? E Vitória? Já fez esquecer o passado do seu homólogo? Consideramos 6 pontos onde tentaremos esclarecer o que ficou e o que mudou no Benfica com a dança de cadeiras na segunda circular.

Os melhores da Primeira Liga: Médio-centro

Depois de um mercado de janeiro repleto de entradas e saídas, com a promessa de deixar os plantéis nacionais mais fortes e equilibrados, o campeonato está prestes a chegar à reta final onde todas as equipas vão definir a sua classificação.

Sendo certo que nem todas as equipas da Primeira Liga lutam pelos mesmos objetivos e, sobretudo, não dispõem dos mesmos orçamentos, o Bola na Rede vai, ao longo das próximas semanas, elaborar um top 5 para cada posição, procurando destacar as figuras do nosso campeonato.

Para o efeito, foram consideradas as qualidades individuais de todos os jogadores da Primeira Liga, mas também o seu tempo de jogo e, sobretudo, o desempenho até ao momento e a forma como contribuíram para o sucesso das suas equipas.

Foto de capa: : FC Porto

5 melhores ‘box-to-box’ da atualidade

5 melhores 'box-to-box' da atualidade- bola na rede

Antes de mais temos que entender o que um box-to-box faz. Ora bem, este jogador é um jogador versátil e completo, capaz de fazer os melhores cortes decisivos num jogo, capaz de transportar a bola para a frente, quer seja nos pés quer seja com visão de jogo, cria profundidade e participa, ainda, nos ataques da equipa e destabilizando tanto na frente como na defesa. São jogadores com muita resistência e força físicas, autênticos ‘tratores’ do futebol, capazes de palmilhar quilómetros sem acusar cansaço. É-lhes dado este nome porque jogam desde a sua grande área até à grande área adversária, mostrando assim presença em todo o campo ao longo do jogo. Este top não foi fácil, uma vez que temos muitos jogadores de qualidade a atuar nesta posição na atualidade e porque há jogadores que podem ser considerados box-to-box por umas pessoas e outras não, visto que não há nada que defina em concreto quando um jogador se torna um box-to-box.

 

Vamos seguir para o top 5 box-to-box

Uma Páscoa abençoada com o regresso dos campeonatos

Uma pausa para jogos amigáveis das seleções nacionais é sempre algo doloroso para nós adeptos, habituados aos fins de semana preenchidos com grandes partidas nos diversos campeonatos, mas a verdade é que a espera acabou e nada melhor para acompanhar esta Páscoa do que um fim de semana recheado de grandes jogos.
Estamos a chegar à altura das grandes decisões, as lutas pelo titulo, as batalhas para não descer de divisão ou as corridas por um lugar nas provas europeias. Seja qual for o objetivo, nesta fase dos campeonatos todas as equipas estão empenhadas em lutar pela vitória e claro, o espetáculo é garantido.
 

10 candidatos a “CD Tondela” europeus

Decorria a temporada 2015/2016 quando um dos maiores feitos dos últimos anos do futebol português ocorreu: não, não me estou a referir ao histórico apuramento do FC Arouca para a Liga Europa, mas sim à salvação do CD Tondela. À jornada 26, os tondelenses estavam quase com os dois pés na segunda liga, com apenas três vitórias e a onze pontos da salvação. No entanto, nas oito últimas jornadas, registaram dois empates e 5 vitórias (uma das quais no Dragão), fazendo mais pontos nestes últimos oito jogos que nos 26 iniciais! A permanência foi garantida na última jornada, quando muitos achavam que seria inalcançável.

Na época passada, o Tondela também garantiu a permanência de forma sofrível, novamente apenas na última jornada e por um golo de diferença! A partir daqui, ninguém deve considerar uma equipa como “despromovida” enquanto isso não estiver matematicamente confirmado. Faço, agora, uma gradação decrescente de equipas europeias que, apesar de habitarem na debaixo da linha de água há muitos jogos, ainda podem conseguir salvar-se. A ordenação faz-se de acordo com a crença que tenho em que estas equipas ainda se consigam salvar.

AJ Styles vs Shinsuke Nakamura: de caras da concorrência a main-eventers da Wrestlemania

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Em 34 anos de Wrestlemania, a WWE habituou-nos a que o seu principal título fosse colocado em jogo no maior palco de todos, entre duas grandes figuras da companhia (ou mais) desenvolvidas nos seus ringues. Por longas décadas, o título foi defendido ou conquistado por Superstars, que nunca conheceram um outro ringue que não fosse da World Wrestling Entertainment. Este ano, a Wrestlemania 34 oferece-nos uma realidade completamente contrária em que o WWE Championship será defendido englobado numa rivalidade histórica que começou muito longe das cordas norte-americanas, por dois lutadores que chegaram à WWE já com uma marca na história do wrestling firmada um pouco por todo o mundo.

O campeão AJ Styles iniciou a sua demanda nos humildes ringues da NCW (posteriormente chamada de NWA) até dar o salto para a WCW. Após a WWF ter avançado para a compra da WCW, AJ perdeu o seu trabalho e retornou às suas origens na NWA, afastando-se dos ringues da WWF, e iniciando o desenvolvimento da sua carreira de forma paralela ao crescimento da WWF/WWE. Styles rumaria ao Ring of Honor, uma companhia indie bastante reconhecida no meio, uma verdadeira escola para jovens atletas, onde Styles teria talvez a ascensão mais repentina da sua carreira. Após uma passagem de êxito mas envolta em controvérsia no ROH, AJ Styles assinaria contrato com a TNA, a principal concorrente da WWE. Foi na TNA que o Phenomenal One construiu o seu legado. Tornou-se a cara do wrestling alternativo. Foi campeão de todas as divisões por várias vezes. Manteve-se ativo nas rivalidades mais intensas da TNA. Com tudo isso, AJ Styles tornou-se um atleta cobiçado e reconhecido por todas as empresas de wrestling do mundo. Quando terminou o seu último contrato com a TNA, Styles fez algumas aparições no ROH como free agent. Em 2014, rumou à New Japan Pro Wrestling. E é aqui começa a nossa história.

Shinsuke Nakamura, 14 anos de legado na maior empresa de wrestling do Oriente. Entrou na NJPW em 2002, onde cedo se perspetivava que seria um caso sério de sucesso onde adquiriu logo o estatuto de “Super Rookie”. Tornou-se o campeão de pesos pesados mais novo da história da companhia. Venceu o título intercontinental da NJPW por 5 vezes e elevou-o de tal forma que o tornou no título mais consagrado da companhia. Rivalizou com Brock Lesnar e assumiu o papel de figura maior após a sua saída. Ressuscitou o “Strong Style”. E, em novembro de 2015, o King of Pro Wrestling ganharia um novo rival. Nada mais nada menos do que AJ Styles.

Foi a primeira vez que as duas estrelas indie do wrestling mundial se cruzaram. Styles procurava um novo vôo na NJPW e no caminho estava IWGP Intercontinental Champion, Shinsuke Nakamura. E assim se afixou aquele que por muitos é considerado o melhor combate da história da companhia. A 4 de Janeiro de 2016, no Wrestle Kingdom 10 in Tokyo Dome, o King of Strong Style enfrentaria, pela primeira vez, o Phenomenal One. Em jogo estaria o maior título da companhia.

AJ Styles desafiando Nakamura pelo IGPW Intercontinental Championship
Fonte: Rolling Stone

Nakamura venceria o combate. Mais importante  do que o resultado foi o espetáculo que ambos proporcionaram no ringue: abriu os olhos do wrestling ocidental àquilo que se passava do outro lado do Pacífico. Horas depois do evento ter chegado ao fim, já se especulava a saída de ambos para a WWE. Styles faria mesmo a sua última aparição na NJPW no dia seguinte, após ser atacado pela sua famosa fação, “Bullet Club”, e encenando a expulsão do grupo e, consequentemente, da companhia. Styles faria a sua primeira aparição nos ringues da WWE no Royal Rumble, a 24 de Janeiro de 2016, num momento que é visto como dos mais mediáticos da história do pay-per-view. Nakamura confirmaria no mesmo mês a sua “chamada” aos quadros da WWE e estrear-se-ia a 1 de Abril no NXT TakeOver: Dallas, vencendo Sami Zayn.

2 anos passaram. AJ Styles seguiu o seu caminho no main roster da WWE. Conquistou o título dos Estados Unidos por duas vezes. O título da WWE por mais duas, após ter rivalizado com Chris Jericho, Dean Ambrose, John Cena, entre outros. Shinsuke Nakamura teve um processo mais demorado, passando por um percurso de crescimento no NXT, onde foi campeão, antes de chegar ao plantel principal da companhia. Cresceu como superstar e tornou-se rapidamente um dos preferidos do universo WWE. Venceu o Royal Rumble deste ano e conquistou, assim, uma oportunidade por um título à sua escolha no main event da Wrestlemania 34. Título esse que escolheria o de AJ Styles.

Assim, Nova Orleães vai poder assistir ao clímax de uma rivalidade que faz parte dos pináculos da história do wrestling mundial, que transcende as fronteiras geográficas do wrestling norte-americano. Pela primeira vez, duas figuras, outrora pesadelos para a WWE enquanto principais concorrentes às suas superstars, lutarão pelo principal título da companhia, e o mundo parará para ver.

 

Foto de Capa: WWE

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

Quanto FC Porto teremos no Mundial?

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Todos gostamos de ver as seleções nacionais do nosso país representadas, na sua maioria, pelos jogadores do nosso clube. No escalão sénior a tendência para que isso aconteça é cada vez menor, não só porque cada vez mais os plantéis são constituídos por jogadores estrangeiros, mas também porque a qualidade do jogador português é bastante apreciada lá fora, onde o dinheiro abunda.

No caso concreto do FC Porto, o Mundial não se adivinha uma grande montra para o jogador português, já que de entre Diogo Dalot, Ricardo Pereira, Sérgio Oliveira, Danilo, André André, Hernâni e Gonçalo Paciência, apenas o “Comendador” terá o lugar garantido na Rússia. Mesmo em relação à oportunidade de realizar bons negócios com ativos que se valorizem durante a competição, o FC Porto estará sempre dependente apenas de Herrera e, eventualmente, Corona pelo México. Diego Reyes poderia ser hipótese, mas já em final de contrato não é plausível que possa oferecer contrapartidas financeiras ao clube. Na mesma situação estará o uruguaio Maxi Pereira, que para além da situação contratual tem ainda o peso dos 33 anos que dificilmente apelariam a uma compra de milhões.

Ignorando, então, a presença quase certa de Danilo no lote de convocados por Fernando Santos, poucas são as hipóteses de termos em consideração mais algum portista para integrar a comitiva. E na eventualidade de isso acontecer cingimo-nos, muito provavelmente, a dois nomes: Sérgio Oliveira e Ricardo Pereira. A presença do lateral/extremo nos dois últimos jogos de preparação foi inviabilizada pela lesão que havia sofrido no FC Porto e que, consequentemente, lhe travou a progressão e a qualidade exibicional que vinha demonstrando até então. A seu favor jogará o facto de Fernando Santos já o conhecer e da boa época que vem protagonizando ao serviço dos azuis e brancos. Contra, terá sempre a rivalidade de nomes como Cédric, Nélson Semedo e o próprio João Cancelo.

Sérgio Oliveira e Ricardo Pereira ainda têm ténues esperanças de serem selecionados para o Mundial
Fonte: FC Porto

Quanto a Sérgio Oliveira, este vem-se assumindo como um dos pilares fundamentais, a par de Herrera, da operacionalização do meio-campo portista e tem protagonizando uma segunda volta de grandíssimo nível. Aos 25 anos parece estar no auge da carreira e, dependendo da fase final de época que conseguir fazer, pode ainda acalentar esperanças. O facto de Adrien ter estado quase quatro meses sem jogar pode ser um trunfo.

Poder-se-ia colocar ainda a questão de Diogo Dalot, que já não é promessa mas cada vez mais uma certeza. Aos 19 anos tem ainda um percurso a realizar nos sub-21, pelo que não faria sentido um batismo na Seleção AA logo numa competição com tanto peso.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

CD Aves 1-4 Vitória FC: “Show” de Edinho garante três pontos aos sadinos

O Vitória FC venceu o CD Aves por quatro bolas a uma, numa partida marcada pelas más condições atmosféricas. A turma de José Couceiro amealhou três pontos cruciais, que afastam a equipa de Setúbal cada vez mais da zona de despromoção.

A partida começou com uma hora de atraso, devido às más condições do relvado do estádio do CD Aves. A equipa de arbitragem, liderada por Tiago Martins, deu luz verde ao início da partida após um longo período de espera. A equipa da casa, após duas derrotas consecutivas, tentou controlar as operações da partida. Amilton esteve perto de inaugurar o marcador ainda dentro dos primeiros dez minutos, mas o remate saiu ao lado da baliza defendida por Cristiano. O avançado brasileiro foi um dos mais ativos a fase inicial do encontro, tentando encontrar espaços no setor mais recuado do xadrez de José Couceiro.

A chuva não deu tréguas e intensificou-se aos 35 minutos de jogo, afetando a qualidade de jogo. Os avenses continuavam mais perigosos, graças às combinações, na ala direita, entre Rodrigo e Amilton. O destino quis que o primeiro golo surgisse do lado oposto. Ao minuto 44, Braga serviu Farina e o argentino carimbou o seu segundo golo da temporada. No meio do temporal, foram os locais que conseguiram levar a vantagem no marcador para as cabines.

Durante o intervalo a chuva parou e não voltou durante o resto da partida. As condições climatéricas já convidavam a um melhor futebol mas a desinspiração de ambas as partes não deixaram que a segunda parte começasse atrativa para quem estava presente. Um CD Aves mais encolhido contra um Vitória FC com poucos argumentos, assim foi o arranque da segunda parte.

Ao minuto 13 da segunda parte Rodrigo foge à marcação de Nuno Pinto e cruza a bola para Nildo Petrolina. O brasileiro podia e devia ter feito melhor, até porque, na jogada imediatamente a seguir, o Vitória FC empatou a partida. Se a moral “Quem não marca sofre” algum dia precisar de ilustração, este momento do jogo é exemplo perfeito.

Costinha rematou forte do lado direito da área. A bola passou por Cristiano e Edinho foi ter a certeza que a bola entrava. O internacional português foi imediatamente buscar a bola ao fundo das redes e pediu que os seus colegas se apressassem na reposição de bola, num sinal de que o Vitória FC não estaria satisfeito com este empate.

O CD Aves procurou ativamente responder ao golo sofrido e voltou a agarrar o jogo, se bem que com pouca qualidade. Ao minuto 65 Diego Galo apareceu isolado em resposta a um canto mas cabeceou muito mal a bola. Ficou o arrepio na espinha de Cristiano.

Ao minuto 72, sem que nada o fizesse prever, Edinho bisou e pôs os sadinos na frente do marcador. Ficou no estádio a dúvida se a bola teria entrado, mas Tiago Martins prontamente validou o golo.

Em desvantagem, o CD Aves mostrou-se incapaz de responder e até algo emocionalmente abatido. Prova disso são os espaços que iam dando no seu meio-campo ao Vitória FC.

Se de um lado o CD Aves estava desmotivado, do outro Edinho, embalado pelos golos, ia procurando o hat-trick. Ficou perto ao minuto 74, quando cabeceou a bola ao poste da baliza adversária, e acabaria mesmo por consegui-lo com um grande golo ao minuto 76. Um hat-trick em 19 minutos e um jogo que parecia estar na gaveta. Mas Edinho estava focado em fazer desta noite uma para um dia contar aos netos. Quando Costinha caiu dentro de área, Edinho foi imediatamente buscar a bola para bater a grande penalidade. Converteu-a com qualidade e completou assim o poker: quatro golos em 27 minutos.

Com esta derrota o CD Aves mantém os 25 pontos e pode cair para zona de despromoção ainda esta jornada. Do outro lado chegou um tão necessário balão de oxigénio: os sadinos somam agora 28.

CD Aves: Adriano, Diego Galo, Jorge Felipe, Rodrigo, Lenho (Baldé, 66), Farina (Guedes, 61), Tissone, Braga (Paulo Machado, 84), Nildo, Amilton e Derley.

Vitória FC: Cristiano, Yohan Tavares, Nuno Reis, Patrick, Nuno Pinto, Semedo, Bonilha, Teixeira (Arnold, 72), Edinho, Costinha e André Pereira (Podstawski, 75).