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As 5 personalidades do Universo Sporting que me marcaram

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Quando surgiu a ideia de fazer um Top sobre personalidades do Sporting que me marcaram, surgiram de imediato vários nomes para muitos Tops, no entanto tive que criar alguns pressupostos para reduzir esta listagem.

Assim, e sendo eu um nado-criado na Beira Interior em tempos em que não havia a facilidade de deslocação que há hoje, nem mesmo a quantidade de informação (Sou do tempo em que os jornais eram semanais) que temos actualmente, fui conhecendo o universo Sporting pelas informações desportivas no final do telejornal, nos “Domingos Desportivos”, ou nas “Bolas Brancas”. Tempos em que se falava mais em futebol e quase nada de bastidores (apesar de sabermos, eu saber, agora que eles existiam).

Este Top basear-se-á não apenas numa modalidade, apesar de a maior parte estar ligada, directa ou indirectamente ao Futebol, mas nos vários quadrantes do Sporting como instituição, tais como atletas, funcionários ou dirigentes.

Processando…

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O ano de 2018 trouxe a Philadelphia algo que há muito não se via: o hábito de ganhar. Os Philadelphia Eagles, da NFL, deram o mote quando derrotaram os favoritos Patriots no SuperBowl, o que deixou a cidade, literalmente, em chamas. O desejo dos adeptos dos Sixers é que esta equipa consiga fazer o mesmo no basquetebol, depois de tantos anos de humilhações, derrotas feias e últimos lugares.

O dicionário define processo como um “método, sistema ou modo de fazer alguma coisa”. E, em Philly, o processo (ou The Process) nunca acaba. Começou com uma época de remodelação recheada de derrotas, que levou a malta que manda nos Sixers a perceber que maus jogadores levam a mais derrotas. E mais derrotas levam a escolhas mais altas no draft. O ex-General Manager dos Sixers, Sam Hinkie, acabou por sair da equipa, tantas foram as derrotas que tornaram a equipa de Philadelphia na chacota da NBA. Mas, hoje, os 76ers só têm a agradecer a Hinkie. Não foi bonito durante vários anos, mas o sonho que hoje percorre Philadelphia deve-se, em grande parte, ao projeto a longo prazo de Sam Hinkie.

Fultz estreou-se finalmente pelos Sixers, o que só vem acrescentar talento
Fonte: Philadelphia 76ers

Um pouco à imagem dos Golden State Warriors, os 76ers criaram uma equipa a partir do draft. Com muito mais ruído e, para já, como é óbvio, menos resultados, chegaram a Philadelphia Joel Embiid, Ben Simmons, Dario Saric e Markelle Fultz. Todos eles jogadores especiais, todos eles “criados” na incubadora de Brett Brown, treinador dos Sixers. E todos eles a assumirem-se como peças fundamentais no caminho que os 76ers agora iniciam rumo a um provável domínio do Este (e quem sabe da NBA) nos próximos anos.

Posto isto, todos os sonhos dos Sixers são, para já, apenas isso: sonhos. Philadelphia continua a não ter a melhor equipa do Este. Simmons continua a não ter um lançamento exterior. Ainda ninguém sabe como Embiid reagirá à carga física dos playoffs ou como está o rookie Fultz, que só esta semana fez a primeira partida na NBA. Mas o caminho para o sucesso começa este ano. Os 76ers são a equipa que nenhum dos melhores conjuntos quer enfrentar nos playoffs. E essa é uma melhoria gigante em relação ao ano passado.

Foto de Capa: Philadelphia 76ers

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

11 revelações da Primeira Liga

O campeonato ainda está a decorrer e ainda está tudo por decidir. Quem será campeão, quem irá às competições europeias, quem será relegado para a Segunda Liga…

No entanto, existem alguns jogadores que se têm destacado neste campeonato, mostrando serem nomes a reter no futuro, sendo que muitos deles prometem mesmo agitar o mercado de transferências no próximo inverno.

Olympique Lyon: Desaire europeu mancha, mas não pode ferir

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O Olympique de Lyon não foi suficiente para os russos do CSKA. Apesar de ter vencido fora, foi derrotado em casa. Foi derrotado no lugar onde poderia decidir, eventualmente, o derradeiro desfecho da prova. O fator que poderia contar na definição do vencedor teve o efeito contrário.

Fatores como jogar fora, enfrentar um adversário que exija respeito e uma concentração elevada, maior visibilidade/mediatismo do encontro são as verdadeiras e mais plausíveis explicações do histórico de forma da equipa francesa: venceram recentemente, em casa, o PSG e foram ao Velodróme encurtar a distância para o último lugar do pódio, logo após esse afastamento caseiro. Foi, sem dúvida, a melhor forma de camuflar a mancha deixada pelos russos do CSKA de Moscovo.

Como explicar esta irregularidade a nível de resultados? Identifico de imediato vários detalhes que o justificam: vários elementos da equipa sem grande experiência nas provas da UEFA (saída de Lacazette também tem algum peso); equipa montada sem objetivos cdefinidos, isto é, sem um grau de elevada consistência vitoriosa procurada pela direção do clube (embora não se entre em jogo para não ganhar); e, principalmente estas duas condicionantes: poucas rotinas inter-setores/ inter-jogadores e uma certa irreverência nos seus jogadores mais influentes.

Das duas principais discrepâncias em torno da inconsistência do Lyon esta época, como acima enunciado, pode-se explicar pelo facto da equipa ser renovada ano após ano. Algo característico em qualquer equipa no futebol atual, óbvio, mas o Lyon não atravessa tempos áureos, e quando assim é, mais difícil se torna estar numa luta constante por objetivos. Por outro lado, jogadores como Depay ou Mariano Díaz, são detentores de um certo génio, mas não têm aquela chama que os mantenha no topo de forma. Em largas ocasiões, não conferem à equipa o contributo que deles se espera…

Depay ganhou uma nova “vida” no Lyon
Fonte: Olympique Lyon

O Lyon entrou no Championnat com duas vitórias. Até conseguirem, pelo menos, duas vitórias consecutivas na liga, tiveram de empatar seis vezes e perder outra, tendo pelo meio vencido apenas uma vez. Dentro desse lote, duas partidas foram correspondentes à fase de grupos da Liga Europa, tendo empatado nas duas ocasiões (frente ao Apollon e Atalanta). Superaram e compensaram, se assim o posso dizer, essa série negativa com seis vitórias seguidas, duas delas contra um Everton, na altura, também muito aquém.

Desde então, acumulou mais pontos do que perdeu, séries de duas vitórias consecutivas foram obtidas entre algumas derrotas e empates, algo aceitável, caso o Lyon se proponha ao pódio francês, apenas. Penso que neste momento não reúnem condições para sonhar com um eventual 2.º posto, visto haver um Mónaco mais consistente (nove pontos de diferença). Caso a irreverência não dê lugar a um maior índice de maturidade e compromisso da parte dos seus mais habilidosos executantes, nem o Marselha conseguirão derrubar. Requisitar uma visibilidade maior, que seria atingida na Champions,  despertaria, decerto, pujança e vontade, argumentos algumas vezes pouco convincentes na “arte de se expressar”, em craques como Díaz ou Depay.

Foto de Capa: Olympique Lyon

Artigo revisto por: Jorge Neves

Suíça 2-4 Portugal (sub-21): reviravolta como prenda para Rui Jorge

A caminhada de Portugal rumo ao Campeonato Europeu de sub-21 (que irá decorrer em Itália e San Marino, em junho de 2019) continuou, esta terça-feira, com mais uma etapa.

Quatro dias após a vitória, por uns expressivos 7-0, contra o Liechtenstein, os sub-21 portugueses deslocaram-se à Suíça para defrontar os helvéticos, em jogo a contar para o grupo 8 da Qualificação.

Rui Jorge, ciente das dificuldades que a sua equipa iria encontrar frente aos suíços (muito superiores aos liechtensteinenses), decidiu operar duas alterações relativamente ao último onze, ao levar André Horta e Rafael Leão a jogo, e deixando Xadas e Heriberto Tavares no banco. De resto, manteve-se tudo igual: Joel Pereira na baliza; Diogo Dalot, Jorge Fernandes, Francisco Ferreira (Ferro) e Yuri Ribeiro na defesa; Pedro Rodrigues (Pêpê), João Carvalho e João Félix no meio-campo; Diogo Gonçalves na frente de ataque.

Se Portugal tinha entrado a marcar cedo contra o Liechtenstein (aos sete minutos), ainda mais cedo foi o golo da Suíça contra a seleção portuguesa. Aos quatro minutos de jogo, Djibril Sow inaugurou o marcador, com um grande remate de fora da área; Joel Pereira a ficar muito mal na fotografia, apesar de a bola ter ressaltado na relva sintética do estádio de La Maladière. 1-0 para a seleção suíça, com Portugal a entrar de maneira infeliz no jogo.

Em dia de aniversário do selecionador nacional português, que completou 45 anos, a equipa das Quinas apresentava-se algo amorfa, optando muitas vezes por um futebol direto para Rafael Leão, em detrimento de um estilo de jogo mais apoiado, como é habitual.

Quando os pupilos de Rui Jorge aparentavam algumas melhorias, eis que, aos 16 minutos, surge um contratempo: Rafael Leão, ao ressentir-se da lesão da qual parecia estar recuperado, é substituído por Heriberto; uma má notícia tanto para Rui Jorge como para Jorge Jesus.

Portugal, apesar de contar com uma seleção muito mais experiente, via-se com sérias dificuldades para assumir o controlo da partida, contra uma Suíça mais forte fisicamente e que criava inúmeras oportunidades de golo. André Horta, apesar de muito desaparecido do jogo, ia tentando a sua sorte da meia distância.

Aos 34 minutos, novo susto para Portugal: golo anulado por fora de jogo aos suíços, após uma excelente conversão de um livre direto.

Três minutos após a ameaça suíça, chegou mesmo o golo:  livre direto (novamente) bem executado por Spielmann, com o central Cumart a cabecear para o fundo das redes. Ficou, no entanto, a dúvida quanto à posição legal do suíço. 2-0 para a Suíça, numa tarde que parecia ser para esquecer.

Fonte: FPF

Na segunda parte, tudo mudou. A seleção portuguesa, com uma atitude completamente diferente da que tinha demonstrado na primeira parte, fez a reviravolta em menos de 20 minutos: aos 50, Heriberto fez o 2-1, após bom trabalho de Yuri pelo flanco esquerdo; aos 57, André Horta (o mais inconformado) empatou a partida; aos 64, o menino João Félix, à ponta de lança, fez o terceiro para Portugal. A mudança de André Horta para zonas mais centrais do terreno a revelar-se fundamental para o crescendo exibicional dos sub-21 portugueses.

Para terminar o jogo, nada melhor do que um golo para ver e rever: em cima dos 90 minutos, o recém-entrado Gil Dias, com todo o espaço do mundo, picou a bola de forma exemplar sobre o guarda-redes suíço e estabeleceu o resultado final em 2-4 para Portugal.

Grande vitória para a equipa das Quinas e para Rui Jorge, que, se na primeira parte, ficou algo constrangido com a festa surpresa que a Suíça lhe havia preparado, no final do jogo certamente exibiu um sorriso na cara, satisfeito pela reviravolta que os seus jogadores lhe ofereceram como prenda de aniversário.

Estrelas da Formação: Rui Pires

Numa rubrica que se destina a enaltecer e realçar o talento e o percurso dos jovens da formação do FC Porto optamos, esta semana, por destacar Rui Pires. Trata-se de um médio defensivo de enorme qualidade que alinha, atualmente, na equipa B dos dragões e que é o capitão da Seleção Nacional na categoria de sub-20.

Nascido em Mirandela, a 22 de março de 1998, Rui Pires acaba de completar 20 anos de idade. Depois de um percurso na formação dedicado, exclusivamente, ao FC Porto, este jogador atingiu no começo deste ano desportivo idade de sénior tendo, desta forma, transitado em definitivo para a equipa B do clube onde, de resto, já se havia estreado ainda com idade de júnior na temporada transata. Aliado a um percurso consistente na cantera azul e branca, conta, igualmente, com uma caminhada a ter em conta nos mais variados escalões da Seleção Nacional, desde os sub-17 até aos sub-20.

Rui joga preferencialmente no vértice mais recuado de um triângulo de meio-campo (onde acredito firmemente render mais e explorar da melhor forma as suas capacidades) mas pode, igualmente, jogar mais adiantado ou até ser um médio de distribuição num esquema de 4x4x2 com apenas dois jogadores na zona central do meio-campo, como tem vindo a ser hábito na equipa principal do FC Porto liderada por Sérgio Conceição. Se me é permitido um exagero, vejo muitas vezes em Rui Pires caraterísticas muito semelhantes às de Sérgio Busquets, que alinha no todo-poderoso FC Barcelona. Sendo certo que estamos a falar do melhor médio defensivo do mundo e, talvez, do século (na minha opinião), vejo Rui Pires como um jogador à sua imagem (no que ao estilo de jogo diz respeito). Dotado de uma técnica invulgar para a posição que ocupa, possui uma visão de jogo e qualidade de passe assinalável para a idade que tem. Depois, não sendo alto nem propriamente robusto (1,82m), faz-se valer do seu excelente posicionamento para impor a sua lei. Muito mais do que um “trinco” portentoso fisicamente, é um jogador de fino recorte técnico e notável na ocupação dos espaços e na saída de bola.

Rui Pires fez toda a formação no FC Porto
Fonte: FC Porto

No entanto, apesar de todas as qualidades e potencial que lhe reconheço tem, ainda, um longo caminho pela frente para se tornar num jogador de eleição e para poder disputar um lugar na equipa principal. Comete, ainda e naturalmente, erros capitais (tendo em conta a zona do terreno onde atua) e próprios da idade. Tanto no que toca à intensidade de jogo como, talvez, ao excesso de confiança em zonas proibidas, há muito trabalho a desenvolver com um jovem que, reduzindo milésimas de segundo à sua tomada de decisão e aumentando, um tanto ou quanto, o nível físico do seu jogo, pode vir a ser um caso sério no futebol nacional. Está na idade de dar o salto definitivo e deverá, como primeira oportunidade, fazer a próxima pré-época junto dos pesos pesados do plantel principal.

Em suma, espera-se que à imagem do que aconteceu com Rúben Neves (um jogador da formação do clube com caraterísticas muito similares), sejam dadas oportunidades para que Rui Pires possa demonstrar todo o seu potencial e que lhe seja conferido o devido tempo e espaço para errar e aprimorar o seu futebol. Espera-se, ainda assim, que o desfecho seja diferente e que as dificuldades financeiras do clube não atirem este talento para a porta de saída antes de tempo.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Olheiro BnR – Joel Tagueu

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O Marítimo SC, nos últimos anos, tem lançado vários avançados de grande qualidade para a grande montra do futebol nacional. Babá, Marega, Sami, Héldon, Suk, Derley, Dyego Souza, Rodrigo Pinho e agora… Joel Tagueu.

Com uma das piores médias de golos marcados na Liga,  a equipa madeirense percebeu a necessidade de se reforçar na sua frente de ataque. Apesar de Rodrigo Pinho ter respondido bem durante grande parte da época, surgia muitas vezes a necessidade de aparecer um jogador menos fixo e menos posicional, capaz de  causar outros desequilíbrios na frente de ataque. Joel Tagueu foi a opção e tem jogado num tridente ofensivo composto ainda por Rodrigo Pinho e Ricardo Valente.

Joel é um jogador camaronês com dupla nacionalidade brasileira. O avançado de 24 anos passou grande parte da carreira no Brasil passando por clubes como Santos, Cruzeiro, Botafogo, Coritiba, Avaí. Joel alia a velocidade de decisão e de arranque com uma capacidade técnica diferenciada. É um jogador de fino recorte técnico, capaz de jogar na profundidade, que habitualmente caí numa das alas do ataque para depois poder explorar o espaço deixado entre o lateral e o central mais próximo.

Apesar de não ser nenhum portento físico, é um jogador capaz de segurar jogo e de com isso poder fazer com que a sua equipa possa avançar no terreno, quando em bloco baixo. Joel poderá jogar em qualquer posição da frente de ataque da equipa maritimista mas nas últimas partidas tem atuado, preferencialmente, a partir de uma das alas e com sucesso. O jogador soma já quatro golos em oito jogos e promete vir a melhorar o seu registo até final da época.

Joel Tagueu tem estado em destaque no CS Marítimo:
Fonte: CS Marítimo

Apesar de andar numa fase mais complicada da carreira, Joel não era propriamente um desconhecido. O avançado foi durante muito tempo uma das principais promessas no futebol brasileiro acabando sempre por falhar nas alturas cruciais.

No Marítimo parece que teremos, pelo menos até final da época, um jogador capaz de desequilibrar facilmente as defesas adversárias e num grande momento de forma. A equipa madeirense volta a “descobrir” um grande avançado e promete catapultar mais um craque para a ribalta do futebol português.

Foto de Capa: CS Marítimo

Sporting a 50 minutos da meia final da Liga Europeia

No passado sábado, o Sporting Clube de Portugal deslocou-se ao Pavilhão Dr. Salvador Machado, para vencer a UD Oliveirense por 3-2, em jogo a contar para a primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europeia.

A partida até não começou da melhor forma para os leões, que ao intervalo perdiam por 2-1, acabando por vencer por 3-2, com golos de Caio, Pedro Gil e Ferran Font. Uma exibição em que, sobretudo na segunda parte, o Sporting foi superior e conquistou uma vitória justa.

A segunda-mão dos quartos-de-final da Liga Europeia será disputada no Pavilhão João Rocha, perante a família sportinguista. Para este segundo jogo na eliminatória, o Sporting parte em vantagem, mas tem de provar o seu favoritismo ao longo dos cinquenta minutos.

Os leões tentarão voltar bater a Oliveirense no Pavilhão João Rocha
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Hóquei em Patins

A verdade é que, esta temporada, os leões já defrontaram a Oliveirense por duas ocasiões, obtendo duas vitórias. Com a qualidade que a equipa tem apresentado esta temporada, sob a liderança do treinador Paulo Freitas, o Sporting tem todas as condições para estar entre as quatro melhores equipas da Europa.

O Sporting, esta temporada, tem sido uma equipa muito consistente em termos defensivos, e com um ataque repleto de mágicos. Pela frente, o Sporting tem ainda dois objetivos, a Liga Europeia e o campeonato nacional. Em condições normais, o Sporting poderá bater esta Oliveirense, para isso contará com o apoio da família sportinguista.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Hóquei em Patins

O “maluco” do Bruno de Carvalho

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Há uns anos atrás, no primeiro Congresso Internacional do “Futuro do Futebol”, o presidente leonino foi um dos primeiros a falar do VAR em Portugal. Na altura chamaram-lhe maluco por querer tirar a magia e a paixão do futebol. A verdade é que num “curto” espaço de tempo foi implementado em Portugal (ainda com muitas melhorias a efectuar).

Passados uns tempos foi a discussão com a Doyen e os fundos… também lhe chamaram “maluquinho”, mas, e apesar de ter perdido no Tribunal Arbitral do Desporto, a verdade é que quer a FIFA quer a UEFA se colocaram ao lado do Sporting nesta situação.

Depois, vieram os “vouchers e camisolas” de oferta, que não sendo uma “corrupção” tremenda tem tido o impacto que tem na sociedade portuguesa, onde se percebe que era somente a ponta do Icebergue. Lá foi outra vez o “parvinho” do BdC a falar disto…

A verdade é que, em Portugal, o futebol tem mudado e muito graças a este “parvalhão” do presidente do Sporting Clube de Portugal. Tenho pena que o Congresso “Future of Football” não tenha tido mais participação de outros clubes portugueses e que quer a Federação quer a Liga Portuguesa de Futebol não tenham uma maior intervenção nos painéis (e não se limitarem) aos discursos quer de abertura quer de encerramento.

São os adeptos que fazem com que o Futebol seja um desporto de paixões. Não se pode retirar essa paixão aos adeptos. Há que tornar cada equipa, como algo mais do que um “mero” clube
Fonte: Sporting Clube de Portugal

No último Congresso, que aconteceu no Pavilhão João Rocha, Bruno de Carvalho voltou ao ataque: se queremos transparência porque não seguir o exemplo da Major League Soccer (MLS) nos Estados Unidos da América e passar nos estádios a imagem que foi decisiva para a decisão do árbitro?

A verdade é que Lukas Brud, CEO da International Football Association Board, responsáveis pelo VAR no Futebol, disse que o exemplo americano é de sucesso e que o “modelo europeu” parece renitente em imitar este sucesso em que eles não proíbem a passagem dessas imagens. Cada país poderá fazer o que bem entender. Logo no momento, BdC lançou o desafio repetidamente quer ao Presidente do Conselho de Arbitragem quer ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol… Fernando Gomes da FPF deu um “não redondo” e pouco depois abandonou o Congresso. Pode ter sido só uma questão de agenda, mas que ficou uma sensação de desconforto em abordar o tema… ficou!

Ainda sobre a questão do VAR nos EUA, tem sido um sucesso por vários factores: todos foram treinados (Imprensa, Jogadores/Staff, Público). Ainda hoje, antes de qualquer jogo, passa quer nos écrãs, quer na TV, o que é o Vídeo-Árbitro.

E há que humanizar os árbitros, deixá-los falar sobre a sua experiência e sobre os lances onde estão envolvidos: se todos os intervenientes no jogo falam, porque não a arbitragem fazer o mesmo?

O Futebol tem uma paixão que mais nenhum negócio tem e se queremos um desporto que “pertença aos fãs” que seja confiável, reputado e autêntico, temos de devolver o desporto aos fãs, sem lhe tirar a paixão.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Federer também tem o seu “lado lunar”

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Já dizia Rui Veloso, pai do Rock português: “Toda a alma tem uma face negra, nem eu nem tu fugimos à regra”. Pois é, e parece que nem mesmo o melhor tenista de sempre foge a esta regra do músico português.

Comecemos pelo início. Depois da sua épica série de 22 vitórias consecutivas (26 se incluirmos também jogos de pares) com que brindou o mundo desde o início de 2018, o “maestro” conheceu pela primeira vez no ano o sabor da derrota. E logo em dose dupla. Depois de ter perdido a final do BNP Paribas Open de Indian Wells frente a Juan Martin del Potro num encontro fabuloso de ténis, o suíço surgiu irreconhecível no Miami Open e depois de 3 sets cedeu frente ao talentoso jovem australiano Thanasi Kokkinakis, na primeira ronda do torneio.

Thanasi Kokkinakis:  há quem lhe chame o mais talentoso australiano da sua geração
Fonte: ATP

Esta derrota e consequente perda da liderança do ranking mundial para Rafael Nadal, ou talvez a exibição muito pouco inspirada, tiveram no suíço um efeito que já há muito não se via nele. Imediatamente após o desaire, o helvético surgiu visivelmente descontente na conferência de imprensa e anunciou de rompante que já havia decidido que não participaria em qualquer torneio disputado sob terra batida, à semelhança do que havia feito no ano de 2017. Esta paragem, diga-se de passagem, não estava planeada pela sua equipa técnica desde o início da época, confirmou o próprio suíço antes do início do torneio de Indian Wells. No entanto, desta vez, o timing escolhido pelo suíço para o anúncio não foi o mais feliz.

Para além de não ter ficado bem na fotografia, deixando a ligeira sensação (errada certamente) de “amuo” do maestro suíço, fica no ar a questão: o que leva Federer a não disputar e menosprezar os torneios mais conceituados disputados em pó de tijolo como o Rolex Masters de Monte Carlo ou, acima de tudo, o Grand Slam francês Roland Garros?