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O regresso do príncipe do futebol português

André Villas-Boas foi anunciado esta semana como novo timoneiro do histórico Olympique de Marseille. É assim um regresso ao ativo de um dos melhores treinadores portugueses da última década, depois de ano e meio sem trabalhar, após o vice-campeonato chinês ao serviço do Shangai SIPG.

Com uma cotação de mercado tremenda, o técnico português, com apenas nove épocas de treinador principal, já tem no currículo uma Supertaça Portuguesa, uma Taça de Portugal, uma Liga Portuguesa, uma Taça de Inglaterra, uma Supertaça, Taça e Liga Russas, bem como já arrecadou os dois títulos mais importantes do futebol europeu: uma Liga Europa e uma Liga dos Campeões. Este palmarés não engana e deixa evidente a qualidade e talento de Villas-Boas.

O Olympique Marseille vai ser um dos maiores desafios da carreira do técnico. Com uma massa adepta enorme e exigente, com um plantel em reestruturação e com uma seca de títulos que aumenta a pressão nos lados de Vélodrome, se AVB voltar a ter sucesso, será algo extraordinário.

O mote está dado pelo próprio técnico português: acabar a Ligue 1 nos três primeiros lugares, para qualificar-se para a Liga dos Campeões, e vencer as duas Taças, para terminar com a seca de títulos.

Payet é uma das figuras da equipa
Fonte: Olympique de Marseille

As equipas de AVB são taticamente disciplinadas, mas sem uma rigidez, que não permita a equipa atacar com muitos elementos. Normalmente, são equipas fluídas, com constantes trocas posicionais, com constantes coberturas e reposicionamentos, mantendo sempre uma organização ímpar com e sem bola. Para além disso, no momento ofensivo (AVB gosta sempre de ter verdadeiros craques no último terço) são equipas que têm um conjunto de argumentos variado para fazer dano ao adversário. Desde atacar com posse progressiva, a transições rápidas, até a vários esquemas táticos que desmontam o adversário, é excitante ver uma equipa do treinador português.

Quanto à constituição do plantel, AVB terá uma equipa diferente na nova época. Mario Balotelli, mega reforço da segunda metade da época (8 golos em 15 jogos), já anunciou que não vai continuar, bem como Florian Thauvin, campeão mundial pela França, deverá ser vendido ao Bayer 04 Leverkusen. Ou seja, duas das principais estrelas e desequilibradores da equipa vão sair.

Ribéry poderá ser o substituto de Thauvin
Fonte: Olympique Marseille

Em relação a entradas, o único nome de que se fala é o regresso de Franck Ribéry. Seria um super reforço para os Marselheses, tendo em conta que, apesar dos 36 anos, Ribéry fez quase 40 jogos esta época, marcando 8 golos, e, pelo que mostrou nos últimos meses desta época, consegue destruir ainda qualquer lateral que lhe apareça pela frente, como se ainda tivesse 25 anos.

De resto, seria importante aumentar a concorrência na baliza a Steve Mandanda. Por vezes parece demasiado acomodado e erra com demasiada frequência para este nível, isto apesar da sua enorme categoria. Importante rejuvenescer um pouco mais o plantel (a média de idades desta época chegava quase aos 27 anos), bem como contratar um matador para substituir Balotelli.

Seja como for, com AVB uma coisa é certa: qualidade e perfume não vão faltar a este gigante do futebol francês na temporada 19-20.

Foto de Capa: Olympique Marseille

Emakumeen Bira: Borghini volta a rugir

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Depois de um 2018 complicado, Elisa Longo Borghini voltou a rugir com um importante triunfo numa das mais históricas provas por etapas do circuito feminino, a Emakumeen Bira. A leoa italiana teve uma prestação impecável e foi capaz de surpreender Amanda Spratt, impedindo que a australiana revalidasse o título.

A primeira jornada foi a mais calma das quatro, num dia mais plano que serviu para Jolien d’Hoore finalmente se estrear a vencer esta época, dando bom seguimento à recuperação de uma lesão que lhe prejudicou a parte inicial da época.

Ao segundo dia, começaram a mexer as favoritas. A etapa não era extremamente dura, mas os últimos quilómetros a subir serviram para Amanda Spratt se lançar para a vitória na tirada e para a liderança, colocando-se em boa posição para revalidar o título de 2018.

Seguiu-se uma etapa com duas subidas bem duras no seu último terço e que seria decisiva. Desta feita, foi a Trek-Segafredo que esteve um nível acima das adversárias. Taylor Wiles triunfou isolada e Longo Borghini consumaria a dobradinha da equipa americana, levando a melhor por poucos segundos face às principais opositoras para as contas finais e aproximando-se de Spratt.

Um último dia muito acidentado foi prolífico em ataques com a Mitchelton-Scott a tentar controlar a corrida para a sua líder australiana. Só que, nos instantes finais, Elisa Longo Borghini conseguiu escapar-se para vencer a etapa por magra margem, mas suficiente para a catapultar para o primeiro lugar e conquistar um importante triunfo, tanto para si como para a equipa.

Depois da demonstração de força de Van der Breggen na Califórnia, este resultado de Longo Borghini abre perspetivas de que as melhores do mundo estão a ficar na melhor forma para o Giro Rosa. Annemiek van Vleuten, sexta na Emakumeen, continua a ser a principal favorita, mas tudo aponta que não terá a vida tão facilitada como no ano passado.

Foto de Capa: Trek-Segafredo

Qualidade central

É um dado adquirido que, em termos de qualidade, o plantel da equipa do Sporting é limitado. A grande maioria dos jogadores à disposição de Keizer não teria sequer lugar no SL Benfica ou FC Porto e para atacar um campeonato são precisos reforços cirúrgicos.

Porém, há dois jogadores – ambos na mesma posição – que “calçam que nem uma luva” no Sporting e que até num Sporting “normal” teriam lugar: Coates e Mathieu. Ambos os jogadores são já experientes (28 e 35 anos, respetivamente) e elevam os índices de qualidade da equipa leonina.

Sebastián Coates chegou ao Sporting em janeiro de 2017 por empréstimo do Sunderland FC e cedo se assumiu como um indiscutível. O defesa internacional uruguaio nunca conseguiu “calçar” em Inglaterra (passou também pelo Liverpool), mas encontrou em Alvalade o sítio ideal para expressar as suas melhores qualidades: destemido e imperial, Coates é já um dos líderes do balneário.

Mathieu é essencial na equipa do Sporting CP
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Por sua vez, a história de Jérémy Mathieu é bastante diferente à de Coates. Formado nos franceses do FC Sochaux, foi aí que começou a sua carreira desportiva e em 2009 assinou pelo Toulouse. Sempre a demonstrar elevados níveis de qualidade, Mathieu foi, em 2009, para o Valência e teve a sua primeira experiência fora de França. Foram precisos apenas três temporadas para se revelar como um dos melhores defesas de Espanha e o Barcelona apostou no central e desembolsou 12 milhões de euros para contar com o jogador. Mathieu não foi feliz enquanto blaugrana e chegou ao Sporting para terminar a sua carreira da melhor maneira possível. Apesar de ser sempre afetado por problemas clínicos, sempre que é chamado ao jogo, Mathieu encanta os adeptos sportinguistas e revela-se como uma aposta totalmente válida para uma equipa com as ambições do Sporting.

O sucesso de qualquer equipa passa sempre pela defesa e essa parte, na equipa do Sporting, está garantida. Falta o resto…

Foto de Capa: Bola na Rede

Por que é que não é sempre assim?

A festa da Taça é o apogeu de todas as combinações perfeitas para aquilo que devia ser, de facto, o futebol português. A animação que se vive horas antes do apito inicial mesmo antes dos adeptos entrarem no estádio tem qualquer coisa de fantástico. Verdade seja dita: com muita cerveja à mistura, o ambiente da Taça reflete o prazer pelo desporto, nomeadamente o futebol, e não por um clube.

As cores da camisola são esquecidas por momentos e as rivalidades trespassem para um outro qualquer mundo paralelo ao nosso. Que elas existem, existem. Apenas ficam guardadas num cantinho onde ninguém as lembra. Porque, no final de contas, festa é festa e a Taça de Portugal é isso mesmo: não é nada mais nada menos do que uma festa anual onde dois clubes portugueses têm o privilégio e, claro está, também o mérito de pertencer. Festa essa onde se comemora tudo o que o futebol tem de bom para nos dar. Bancadas cheias de adeptos, muita animação, fair-play, tudo isso… Por que é que não é sempre assim?

Mas a Taça de Portugal não adquire o caráter peculiar somente por isso. Toda a festa dentro de campo e, inclusive, no momento da entrega da bola, é também de ressalvar. Este ano a bola foi entregue por motociclistas que, em pleno estádio do Jamor, fizeram acrobacias de alto risco. Lembro-me bem de um ano em que o esférico foi entregue por um paraquedista ou, por exemplo, um outro em que apareceu por intermédio de um truque de magia. São estas pequenas grandes coisas que tornam a final da Prova Rainha ainda mais especial.

Vários são os churrascos feitos pelos adeptos no convívio antes do apito inicial
Fonte: FPF

Para além disso, A Portuguesa que ecoa em pleno Estádio Nacional minutos antes do apito inicial também é uma especificidade de ressalvar. Recorda-nos que, no fundo, por detrás das cores de clubes que possamos apoiar, ou até mesmo envergar, estão as cores de uma pátria. Uma pátria que por vezes passa para segundo plano quando são postos em cima da mesa amores clubísticos que suscitam os sentimentos mais primários do ser humano.

A Taça de Portugal dá também espaço para os clubes ditos mais pequenos, onde, num formato muito mais propício a surgirem os ditos “outsiders”, muitas vezes se vê emblemas não tão conhecidos em contextos de grandes palcos. Bem sei que este ano nem foi tão propício a isso, pois tivemos uma final entre dois grandes, mas recordo que ainda na temporada passada o CD Aves venceu a prova. Clubes como o CF Estrela da Amadora, SC Beira-Mar, Vitória FC, Académica OAF, Vitória SC e SC Braga também já foram felizes neste contexto e puderam fazer história.

A Taça de Portugal é especial por estas e tantas outras razões e, por isso mesmo, deveria ser exemplo para mais espetáculos no panorama do futebol português, onde por vezes o clima é tão tóxico que torna-se quase “irrespirável”.

Foto de Capa: FPF

Sérgio Conceição, o revolucionário!

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Há dois anos chegava ao Dragão o treinador Sérgio Conceição. Nele estavam depositadas as esperanças de uma nação que já não sabia o que era vencer há algumas temporadas. O presidente deu carta branca ao treinador, só não deu os reforços que por ele foram exigidos, ainda assim, Conceição fez das tripas coração e devolveu ao clube conquistas desejadas. Se a primeira época terminou de feição, o mesmo não se pode dizer desta temporada que não correu como era expectável, provocando assim algumas reações negativas por parte do treinador portista. Há momentos que marcam a época do treinador, mas pela negativa.

Quando as coisas correm bem, Sérgio Conceição é o primeiro a valorizar e a salvaguardar os seus atletas, no entanto, quando as coisas não correm como era expectável, o treinador não esconde o que pensa. As críticas consecutivas à arbitragem foram um marco desta temporada, mas as vezes, a forma como o faz, mostram um treinador intolerante. Essa mesma intolerância foi notória nos castigos aplicados aos seus jogadores ao longo da época.  O caso mais sonante foi a reprimenda a Militão. O atleta, na véspera de um jogo, foi sair à noite… violando assim uma regra básica do clube. A atitude de Sérgio Conceição foi implacável e não convocou o atleta para os jogos seguintes. Se há coisa que o treinador mostrou foi a forma letal com que resolvia os problemas do clube, mostrando que nem sempre agiu com a melhor das soluções.

Outro dos casos da época envolve João Félix. É certo e sabido que SL Benfica e FC Porto não morrem de amores um pelo outro, mas o respeito devia acontecer sempre, independentemente da situação. No clássico, no Dragão, em que os encarnados venceram, o treinador portista não mostrou a revolta e insatisfação pelo resultado e, no final do jogo, João Félix dirigiu-se a ele para o cumprimentar. Aquilo que Sérgio Conceição fez foi ignorar deliberadamente o estender da mão do jovem jogador, que nesse jogo marcou um golo. Independentemente das justificações dadas após o jogo, o respeito não prevaleceu, acabou por perder toda e qualquer razão que tivesse.

 

Sérgio Conceição reunidos com os jogadores portitas, no final da partida da penúltima jornada, na Madeira
Fonte: FC Porto

No mesmo sentido e envolvendo os rivais da Luz, a confusão com os adeptos do FC Porto foi um dos casos mais recentes, mas também um dos mais sonantes e que muita tinta fez correr. Já toda a gente sabe que um dos filhos do treinador, Rodrigo Conceição, joga no SL Benfica, e também é sabido que esse facto já trouxe algumas controvérsias. Recentemente num clássico entre os dois emblemas, Rodrigo Conceição foi expulso, sendo alvo de “bocas” por parte dos adeptos portistas. Uma atitude que não deixou o técnico azul e branco indiferente, tendo dirigido-se ao adepto para pedir satisfações.

Terminado o campeonato, a polémica continuou. O treinador encarnado endereçou algumas palavras ao FC Porto, enaltecendo o percurso do clube no campeonato, fazendo até uma analogia ao percurso do Liverpool FC na liga inglesa, que também acabou em segundo lugar. Questionado sobre a mensagem passada por Bruno Lage, o treinador portista foi contundente e poupou os jornalistas à hipocrisia dizendo que de nada lhe interessa o que foi dito pelo treinador. A arrogância do treinador manteve-se aliada à sinceridade que lhe é característica.

No último jogo da temporada, o FC Porto perdeu a Taça de Portugal para o Sporting CP, numa partida que deixou o treinador portista em lágrimas. No momento de receber a medalha Sérgio Conceição recusou cumprimentar o presidente do leões, Frederico Varandas e ainda dirigiu algumas palavras que, no entanto, não foram percetíveis.

E tendo em conta o desfecho da época, há ainda um aspeto relevante que tem de ser mencionado: as opções do treinador. O mercado de inverno foi um fiasco. Os reforços em nada reforçaram e a falta de aposta em jovens da formação estiveram em evidência.
As atitudes, como é habitual, ficam com quem as pratica.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Porto coroado e Sporting destronado

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Chegou ao fim o calendário do Grupo A da fase final do Campeonato nacional de andebol, e o FC Porto foi consagrado campeão português depois de perder em casa frente ao SL Benfica por 31-34.

Na última jornada, os jogos foram realizados à mesma hora e não houve grandes surpresas: o destaque vai para o Belenenses que acabou por vencer o Águas Santas e beneficiar da vitória do Sporting frente ao Madeira, o que acabou por deixar os azuis do Restelo no quinto lugar. Nas outras posições, como já sabemos, o Porto ficou no primeiro lugar, o Sporting em segundo e o Benfica completa o pódio. Em quarto, o Águas Santas, e o Belenenses e o Madeira Sad, que disputaram os últimos lugares do grupo e terminaram com os mesmos pontos (44), em quinto e sexto respetivamente.

O Belenenses não chegava ao grupo A na fase final há vários anos.
Fonte: Os Belenenses

O Porto realizou uma fase final irrepreensível: começou atrás do Sporting, mas conseguiu superar-se a todos os níveis e, até à última jornada, foi invicto. Os azuis e brancos foram a melhor defesa com 256 golos sofridos (menos 6 do que o Benfica) e o melhor ataque com 322 tentos conseguidos (mais 18 do que o Sporting) – tudo somado resulta na melhor época desportiva da equipa de andebol do Porto. Esta equipa alcançou um terceiro lugar histórico na Taça EHF, um campeonato muito ambicionado, e ainda pode conquistar a Taça de Portugal, onde defrontará o Póvoa na meia final.

Pode-se dizer que o grande impulsionador destas conquistas foi o treinador Magnus Andersen – implementou um estilo de jogo muito dinâmico e atrativo, com ideias bem definidas e um plantel completo e mais disciplinado.

Magnus Andersen revolucionou o andebol do FC Porto.
Fonte: FC Porto

Em contraste, a fase final do Sporting foi desastrosa – o Porto ficou à frente por quatro pontos e recordo que o Sporting terminou a primeira fase como líder em igualdade pontual com os azuis e brancos. Os leões somaram três derrotas (contra o Porto, o Benfica e o Águas Santas) e um empate (frente ao Porto). O Sporting acabou por não conseguir conquistar o campeonato (o terceiro seguido) e perdeu-o para o Porto, que teve bastante mérito na conquista. A boa prestação na Liga dos Campeões acabou por limitar a condição física dos pupilos de Hugo Canela e prejudicar as aspirações leoninas ao título.

Já o Benfica terminou com os mesmos pontos do que o Sporting, mas em terceiro devido à menor diferença de golos – 40 golos positivos do Sporting contra 20 do Benfica. A época dos encarnados não foi a que Carlos Resende estava a espera no início da temporada, quando venceu a Supertaça ao Sporting. Um modesto terceiro lugar, um desempenho “normal” na Taça EHF e, na Taça de Portugal, caiu nos oitavos.

Dos três últimos classificados do Grupo A, o Águas Santas somou 46 pontos e o Belenenses e o Madeira Sad 44. O Belenenses teve, como o Águas Santas, três vitórias e sete derrotas, mas a superior prestação da equipa do norte na primeira fase ditou a classificação final. Os azuis terminaram com a pior defesa do grupo (320 tentos sofridos) e a pior diferença de golos (58 golos negativos).

Resta agora a final four da Taça de Portugal, onde ainda estão três equipas deste grupo A – o Porto que vai defrontar o Póvoa, o Madeira Sad e o Águas Santas que vão jogar entre si. O Porto é a equipa favorita à conquista da prova.

Foto de Capa: FC Porto

Sporting CP em busca da glória do tetracampeonato

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No passado fim-de-semana, o Sporting carimbou o passaporte para disputar a final do “play-off”, onde se discutirá o título nacional de futsal. A final à melhor de cinco jogos, será mais uma vez, um embate com o eterno rival, SL Benfica.

Na meia-final, os leões liderados por Nuno Dias eliminaram o Modicus de Sandim (4-5, 4-1 e 7-0), confirmando a 10ª presença consecutiva na final do “play-off”. Nos quartos-de-final, o Sporting resolveu a eliminatória em apenas dois jogos (5-3, 5-0), diante da Quinta dos Lombos. O eterno rival deixou pelo caminho o Eléctrico de Ponte Sôr e a AD Fundão.

Na sequência do segundo lugar na fase regular, o Sporting jogará os primeiros dois jogos fora e o terceiro e quatro, no Pavilhão João Rocha, se houver quinto jogo os leões voltarão a disputar fora de portas.

Esta temporada leões e águias já se defrontaram quatro vezes, em várias competições. Na UEFA Futsal Champions League, registou-se um empate a um golo, com Cardinal a ser decisivo, e com este resultado o Sporting seguiu para a “final-four”. Na Taça de Portugal, os leões voltaram a levar a melhor, conquistando a 7ª Taça de Portugal, vencendo nas grandes penalidades, após empate a cinco golos no prolongamento. Na Liga Sport Zone, o eterno rival levou a melhor na primeira volta em sua casa, por 4-1. No entanto, na segunda volta os leões golearam por 6-1, um resultado histórico.

O histórico recente dá vantagem ao Sporting, todavia espera-se uma final equilibrada. O Sporting já provou que tem qualidade para vencer esta final, mas terá que impor a sua qualidade, entrega e garra, em cada um dos jogos.

O Sporting já conquistou o título europeu, a Taça de Portugal e a Supertaça, na presente época Fonte: Sporting CP

Esta tem sido uma temporada de sonho para o Sporting Clube de Portugal, tendo conquistado o título de campeão da Europa, a Taça de Portugal e a Supertaça. Depois da inédita vitória na UEFA Futsal Champions League, Nuno Dias e os seus jogadores procuram mais um feito histórico: o tetracampeonato. Os números da equipa de Nuno Dias são impressionantes, 47 jogos, 40 vitórias, quatro empates e três derrotas, com 229 golos marcados e 74 golos sofridos.

A equipa do Sporting Clube de Portugal ficará para sempre na história do clube e do desporto nacional, após ter-se sagrado campeã da Europa. No entanto, nesta final do “play-off” está em causa o tão desejado tetracampeonato, que seria mais um feito inédito no futsal nacional.

Numa final que terá frente-a-frente as duas melhores equipas portuguesas, será de elevada exigência para os leões. A equipa leonina tem provado ao longo da época a sua qualidade, tendo pela frente mais um grande objetivo, conquistar o campeonato pela quarta época consecutiva. Assim, aos jogadores, equipa técnica e todo o staff pede-se Esforço, Dedicação e Devoção, para continuarem a conquistar a Glória, desta feita, a Glória do tetra.

Foto de Capa: Sporting CP

O FC Porto é Campeão Nacional de Sub-19!

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O FC Porto venceu esta tarde o SC Braga, por 2-0, no Centro de Treinos e Formação Desportiva do Olival, e sagrou-se campeão nacional de sub-19. Os dragões entraram na última jornada do Campeonato com um ponto de vantagem sobre o SL Benfica, que bateu o Sporting CP também por 2-0, no clássico realizado no Seixal. Os dragões, que já tinham conquistado a UEFA Youth League esta temporada, precisavam de vencer para recuperar três anos depois o campeonato. Este é o 23.º título do F. C. Porto neste escalão, ficando com menos um troféu do que o recordista SL Benfica.

Apesar do triunfo, o jogo não foi propriamente fácil para os jovens orientados por Mário Silva, que passaram por dificuldades nos instantes iniciais do jogo. Contudo, ao minuto 30 depois de um alívio aparentemente inofensivo, Afonso Sousa foi mais forte do que os oponentes, oferecendo o golo a Angel, que não perdoou. Na segunda parte, em vantagem, os azuis e brancos apareceram mais soltos e confiantes. Numa bela jogada de entendimento ofensivo, Fábio Silva respeitou o movimento de Baró, que fuzilou, assegurando o regresso ao título, depois de dois anos com o último lugar do pódio.

Fábio Silva foi o melhor marcador da fase final
Fonte: FC Porto

Depois de uma época de sonho estes jovens merecem todos os elogios porque além das vitórias, a qualidade de jogo foi sempre enorme. Uma palavra para o técnico Mário Silva que realizou um trabalho excecional. O técnico portista de 42 anos, que esta época assumiu o comando técnico dos Sub-19, já se encontra no clube desde a época de 2012/13 tendo começado como adjunto na equipa de Sub-17.

Já é sabido que quatro destes jogadores irão realizar a pré-epoca com a equipa principal dos azuis e brancos. Sérgio Conceição quer ver de perto o talento de Tomás Esteves, Fábio Vieira, Romário Baró e Fábio Silva.  Sendo de destacar que Tomás Esteves e Fábio Silva são ainda Sub-17 algo absolutamente incrível ainda mais quando por exemplo Fábio Silva foi o melhor marcador da fase final com 12 golos.

Existe muita qualidade na formação do FC Porto e a prova disso são os títulos da UEFA Youth League e da Segunda Liga Portuguesa que mais nenhum clube Português possui. Com o clube a atravessar ainda alguns problemas financeiros uma aposta na formação é um dos rumos que o FC Porto tem de seguir. Além da qualidade desportiva as possíveis mais-valias financeiras como foi o caso de Ruben Neves, André Silva e Diogo Dalot podem ser extremamente importantes para a sustentabilidade económica do clube.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Chelsea FC 4-1 Arsenal FC: Segundo tempo de luxo vale o caneco aos Blues

Na final da Liga Europa, o Chelsea FC foi mais forte que o Arsenal FC, e venceu por 4-1, garantindo assim a conquista do troféu da segunda prova de clubes mais importante da UEFA pela segunda vez no seu historial. Baku era palco duma final, que mais parecia um clássico da Premier League: frente a frente, iriam estar os dois rivais de Londres à procura de salvar uma época que foi escassa em troféus, muita por culpa do poderio do Manchester City nas três competições domésticas. Os “Gunners” ainda viam a conquista da Liga Europa como o garante do bilhete de ida para a Liga dos Campeões, ao passo que os “Blues” pretendiam repetir o triunfo na prova ocorrido em 2013, frente ao Benfica em Amesterdão.

A perspetiva era de se assistir a um jogo de grande intensidade, contudo não foi isso que se viu nos primeiros 15 minutos: as duas equipas entraram com receio uma da outra, a jogar mais na certa, daí que não tenham surgido grandes ocasiões de verdadeiro perigo junto das balizas.

O Arsenal ia dando mostras de querer assumir o controlo do jogo, tendo mais bola, perante um Chelsea que ia jogando mais na expetativa e estava a ter dificuldades em criar oportunidades de golo, o que obrigou os criativos Pedro Rodríguez e Eden Hazard a recuar bastante no terreno à procura da “redondinha”.

Foi preciso esperar pelo minuto 28 para se ver o primeiro remate perigoso da final: pertenceu ao Arsenal, por intermédio de Xhaka num remate potente fora de área, que raspou na barra da baliza de Kepa. A resposta ao remate de Xhaka surgiu aos 34’, por Emerson, que subiu até à área contrária e em excelente posição disparou para uma defesa segura de Petr Cech. O lance protagonizado por Emerson foi o “mote” que faltava para o Chelsea começar a jogar melhor: cinco minutos depois, Giroud, bem servido por Jorginho, rematou à entrada da área para o canto inferior direto da baliza, valendo outra vez Cech a manter o nulo no marcador, que se manteve até ao apito final do árbitro Gianluca Rocchi.

Num encontro que até começou muito tático, teve uma ponta final de primeira parte com alguns lances que trouxeram mais emoção ao jogo decisivo da Liga Europa 2018/2019. Eram esperados uns segundos 45 minutos mais emotivos e repletos de lances de grande futebol!

As duas equipas chegaram ao intervalo empatadas a zero, mas o Arsenal esteve melhor na 1.ª parte
Fonte: UEFA

As expetativas foram correspondidas logo no recomeço da partida: aos 49’, um cruzamento tirado com conta, peso e medida de Emerson foi bem aproveitado por Giroud, que se adiantou a Koscielny e cabeceou para o fundo da redes, inaugurando assim o marcador em Baku. O avançado francês conteve-se nos festejos, uma vez que representou o Arsenal num passado recente.

O golo obrigaria o Arsenal a procurar o empate, mas o Chelsea estava bem no aspeto defensivo, dando poucos espaços ao trio ofensivo dos “Gunners” composto por Ozil, Aubameyang e Lacazette de criarem lances que pusessem à prova Kepa. Com tanta falta de criatividade na frente de ataque do Arsenal, foi o Chelsea a dilatar a sua vantagem: Pedro Rodríguez, bem servido por Hazard no coração da área adversária, rematou para o canto inferior direito da baliza de Cech para fazer o segundo dos “Blues” na capital azeri.

Se o 2-0 já era um duro golpe, o que dizer do penalty assinalado contra o Arsenal? Maitland-Niles carregou Giroud dentro de área, e Gianluca Rocchi não teve dúvidas em assinalar o castigo máximo ao minuto 65. Encarregado de bater o penalty, Hazard demonstrou grande frieza e colocou o marcador em 3-0.

Iwobi foi colocado em campo aos 66’, e a substituição foi acertada já que o nigeriano reduziu a diferença no marcador: três minutos em campo bastaram para Iwobi aproveitar uma bola a saltitar à entrada de área para desferir um remate de primeira que só parou dentro da baliza de Kepa.

A esperança foi curta, já que Hazard bisou aos 72’: recuperação de bola no meio-campo ofensivo, Giroud cruzou para o extremo belga repor a diferença de três golos no marcador.

Com o vencedor praticamente decidido, o jogo foi-se desenrolando com o Chelsea à procura de fazer mais golos, valendo Petr Cech a impedir o avolumar do resultado. O Arsenal estava perdido, ainda tentava reagir mas faltava discernimento entre os comandados de Unai Emery.

Aos 83’, Willock falhou em excelente posição o 4-2, numa bela demonstração de que os jogadores do Arsenal estavam completamente desmoralizados com o rumo do encontro.

Até ao apito final, nada houve a assinalar e o Chelsea conquistou a Liga Europa pela segunda vez na sua história. Depois de um primeiro tempo apagado, Sarri conseguiu transmitir uma mensagem de confiança aos seus atletas, que estiveram em grande nível na segunda parte e conquistam assim com toda a justiça a edição 18/19 da Liga Europa numa final 100% inglesa. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Chelsea FC: Kepa Arrizabalaga, César Azpilicueta, Andreas Christensen, David Luiz, Emerson, Mateo Kovacic (Ross Barkley 76’), Jorginho, N’Golo Kanté, Pedro Rodríguez (Willian, 71’), Eden Hazard (Zappacosta 88’) e Olivier Giroud

Arsenal FC: Petr Cech, Nacho Monreal (Matteo Guendouzi, 66’), Laurent Koscielny, Sokratis Papastathopoulos, Sead Kolasinac, Maitland-Niles, Granit Xhaka, Lucas Torreira (Alex Iwobi, 66’), Mesut Ozil (Willock 77’), Pierre Aubameyang e Alexandre Lacazette

FPF eSports – Resumo Semanal – CS Marítimo Campeões na Liga 2/FTW Legacy vencem Taça de Portugal!

Semana de grandes acontecimentos e conquistas na plataforma da PS4. Com ainda duas jornadas para o fim da Liga 2 a equipa do CS Marítimo eSports sagraram-se campeões e consumaram a subida à Liga 1 para a próxima época do FIFA Pro Clubs. Somando 87 pontos em 36 jornadas e um registo impressionante de golos. Com 28 vitórias, três empates e apenas cinco derrotas. Perfazendo 84 golos marcados e 19 sofridos.

De destacar ainda os registos individuais dos madeirenses com jtmaia empatando no primeiro lugar dos melhores marcadores com 36 golos em 36 jogos, registo notável. Juntamente o seu parceiro de ataque kieranaldo com 27 golos registam mais de metade dos golos da sua equipa. Nas assistências destaque novamente para kieranaldo que amealhou 15 bolas para golo e ainda gamerzygomez fez 14 assistências. A terminar, o guardião do CS Marítimo eSports ranka83 com 20 jogos sem sofrer golos dos 36 disputados. Até onde poderá chegar este conjunto madeirense na próxima época a disputar ao mais alto nível a Liga 1? Esperamos para ver…

Viramos as nossas atenções para a final da Taça de Portugal, que na PS4 se realizou nesta quinta-feira passada. No fim tivemos vitória por parte dos FTW Legacy por 1-0 frente ao SC Braga eSports. Com transmissão na Twitch oficial da RTPArena, emoções não faltaram a esta final da Taça que ao contrário da final da Taça real teve poucos golos e apenas um único golo serviu para os FTW Legacy levantarem o caneco!

O golo solitário apareceu aos dois minutos de jogo, uma bola nas costas da linha defensiva dos bracarenses bastou para escancarar cedo a baliza de po1nk, um belo passe diagonal de Rui para costaport que com uma finalização tranquila adiantou bem cedo o marcador e permitiu aos FTW Legacy gerir o resultado e controlar a partida.

Como é natural, a equipa do SC Braga eSports foi atrás do resultado e tentou de alguma forma contrariar esta má entrada na partida, mas sempre sem sucesso e sem conseguir impor-se no jogo. Como já referi acima, o resultado fixou-se no 1-0 e a equipa dos FTW Legacy acabaram por ser felizes nesta final e vencer o tão almejado caneco da Taça de Portugal conquistando mais um troféu para o seu palmarés.