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Doha 2019: O risco da aposta

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Estamos a exactamente 18 meses dos Mundiais de Doha. É o próximo evento global e o primeiro após o final de carreira de Usain Bolt, o que por si só já é um desafio. A escolha de Doha pareceu estranha há pouco mais de 3 anos e hoje parece ainda mais arriscada. Será este um passo certo da IAAF ou um passo em falso, numa altura em que o desporto recupera de várias batalhas?

Se olharmos para todas as edições anteriores de Mundiais ao ar livre, veremos um padrão que não observamos nesta escolha. O Qatar é um país com pouca tradição no Atletismo. Aliás, em toda a história de Campeonatos Mundiais, o Qatar apenas venceu 7 medalhas (face a 19 portuguesas, por exemplo), sendo o 44º país no ranking global de medalhas. É verdade que neste momento tem Mutaz Essa Barshim, um dos nomes grandes da modalidade e do Salto em Altura em específico. Tem também apostado em naturalizações e prospeção jovem, como é o caso de Abdalelah Haroun, nascido no Sudão e medalhado nos 400 metros de Londres ou o velocista nascido na Nigéria, Femi Ogunode. Mas também é verdade que parece ser pouco.

Mutaz Essa Barshim, a estrela do país e uma das maiores do nosso desporto
Fonte: IAAF

A nível de eventos de Atletismo, Doha já tem um Meeting anual presente na Diamond League. É o primeiro de cada época e embora em termos organizativos seja exemplar, a verdade é que é apenas uma sessão de três horas num estádio de 19.000 pessoas. Levanta-se aqui a grande interrogação: como irão encher o estádio de 48.000 pessoas em 10 dias de eventos dos Campeonatos Mundiais? A organização garante que voltaremos a ter os estádios cheios, como sucedeu em Londres, campeonatos que bateram todos os recordes a nível de assistências, com praticamente todas as sessões cheias. Mas a pouco mais de 1 ano, não existe ainda informação sobre qual será a estratégia a adoptar, o que não sossega a IAAF.

Doha recebe um meeting anual da Diamond League
Fonte: IAAF

A juntar a tudo isto, existem preocupações no que diz respeito ao ambiente político entre o Qatar e alguns vizinhos do Golfo Pérsico (com acusações de financiamento de terrorismo), mas sobretudo devido a investigações que decorrem relativamente a acusações de corrupção e compras de votos no processo de selecção da cidade, que implicam até Lamine Diak, que era à altura o presidente da IAAF e o seu filho, com acusações de que Diak terá recebido uma simbólica quantia de…5 milhões de dólares para atribuir a organização à cidade! Sebastian Coe, o actual presidente da IAAF, foi apanhado no meio do furacão, com a batata quente nas suas mãos, a juntar ao escândalo de doping russo, bem como uma série de trapalhadas deixadas pela direcção anterior.

O fim-de-semana verde e branco

Mais uma semana, mais um resumo. Resultados globalmente positivos, com várias modalidades a somarem importantes triunfos, rumo aos objectivos traçados, como são exemplos, por um lado o Andebol e o Râguebi em termos de Campeonato, e por outro o Futebol feminino, o Hóquei em Patins e as duas equipas de Futsal num plano de competições disputadas por eliminatórias. Eis o resumo, o mais completo possível:

Andebol | O Sporting CP venceu o ABC por 34-22, em jogo a contar para a primeira jornada do Grupo A da Fase Final. A turma verde e branca começou o encontro da melhor forma, conquistando um parcial de 4-0 que obrigou Jorge Rito a solicitar um time-out para tentar inverter o rumo dos acontecimentos iniciais. Contudo os Leões continuaram a controlar a partida e a aumentar gradualmente a vantagem, sendo que o marcador ao intervalo registava um diferencial de nove golos (17-8). No segundo tempo, os comandados de Hugo Canela mantiveram a bitola, geriram a vantagem e terminaram a partida com uma vitória por números esclarecedores. Na próxima jornada, o Sporting CP desloca-se ao Pavilhão da Luz para defrontar o SL Benfica.

Andebol vence ABC e vai defender liderança na Luz
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Basquetebol em Cadeira de Rodas | Os Leões perderam frente à APD Leiria por 59-46 na 14.ª jornada do Campeonato Nacional.

Carambola | Os Leões venceram os Dragões de Lisboa “A” por 4-0, consolidando assim a liderança isolada da Zona Sul da primeira fase do Campeonato, sendo que na última jornada desta etapa defrontam o CBA.

Futebol de Praia | O Sporting CP terminou a Liga de Inverno com triunfos frente ao Estoril (4-3) e à CB Loures (5-4).

Futsal feminino | As Leoas venceram o CR Golpilheira por 0-6, carimbando assim a passagem aos quartos-de-final da Taça de Portugal. Débora Lavrador, Taninha, Débora Queiroz (2), Cátia Morgado e Cris foram as marcadoras dos golos da partida. O Campeonato regressa com uma deslocação a Fafe, para defrontar o GCR Nun’Álvares.

Futsal masculino | Os comandados de Nuno Dias venceram o Viseu2001 por 0-3, com golos de Diogo (2) e Pedro Cary, apurando-se assim para a final-eight da Taça de Portugal. Segue-se nova jornada da Fase Regular da Liga SportZone, agora diante do CD Burinhosa, em Alcobaça.

Lendas do universo encarnado: Pablo Aimar

“Pablo, Pablito Aimar, que la gloria volverá, como Kempes y el Piojo, otro Pibe inmortal”, entoava-se no Monumental quando um novo pibe chegara para maravilhar.

Um pibe pequeno, franzino, de cabelos longos, que fazia lembrar, por muito que os adeptos do River não quisessem admitir, uma lenda do Boca, o génio Maradona. A cabeça levantada, a facilidade no drible, a classe no passe e no remate não deixava grande margem para dúvidas: Aimar era o sucessor de El Pibe de Oro.

Depois de apaixonar as bancadas em Belgrano, Aimar rumou a Espanha, ao Valência. Com Rafa Benítez no comando dos laranjas, Aimar foi figura maior no título conquistado pelo Valência em 2001/2002. Claro está que o Mestalla rapidamente adotou o cântico do River e imortalizou o dez argentino. Trocou-se Kempes e el Piojo [Claudio Lopez] por Kily [González] e Milito. A intensidade do futebol europeu era outra e as lesões começaram a assolar a carreira do pequeno dez. Esteve perto do Real, para se juntar a Ronaldo, Zidane ou Figo, mas Florentino Perez desconfiou da sua capacidade física e desistiu da sua contratação.

Depois de Valência, seguiu-se Zaragoza, onde o percurso foi em quase tudo semelhante ao de clubes anteriores. Só que as lesões estavam para ficar e a felicidade do menino de Córdoba esmorecia. Uma notícia, no entanto, pô-lo sorridente. A ele e a mais de seis milhões espalhados pelo mundo: Pablo Aimar assinava pelo Sport Lisboa e Benfica. Nem um mês e a Luz rendia-se ao génio argentino: no lugar de Kempes, El Piojo, Kily e Milito, entravam para o cântico Eusébio e Rui Costa, dois dos maiores símbolos do Benfica. Foi rápido porque Aimar é a essência do jogo e até o mais incauto assimila todo o seu talento.

Pablo Aimar “herdou” o 10 de Rui Costa
Fonte: SL Benfica

Na Luz pôde vislumbrar-se toda uma expressão do futebol que não antes se tinha visto em Portugal. Este cantinho à beira-mar já presenciou variadíssimos craques. Todos eles singulares no seu futebol e cada um com as suas qualidades. Mas como Aimar… como Aimar não houve ninguém. O movimento, o toque e sobretudo a pausa. Quem se esquece daquelas rotações que, com um toque, deixavam os adversários no relvado? Ou as receções que mudavam, de repente, todo o rumo de uma jogada? Sem a velocidade de passada que entusiasmou as bancadas do Monumental e do Mestalla, Aimar ficou no coração dos benfiquistas pela velocidade de pensamento, pela classe. Até apetece dizer que mesmo de muletas valia o bilhete.

Para os amantes do jogo, Aimar foi um dos precursores do futebol moderno. O futebol que valoriza a mente sobre o atlético. Guardiola e Messi, dois dos maiores génios de sempre, queriam-no na dream team do Barça. E que melhor elogio se poderia dar a Aimar?

“Pablo, Pablito Aimar, que a glória voltará, como Eusébio e Rui Costa, outro 10 imortal…”.

Foto de Capa: SL Benfica

Sporting CP 34-22 ABC: Mais um passeio na caminhada do título

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O Sporting CP recebeu hoje o ABC na primeira jornada da 2ª Fase do Campeonato Nacional de Andebol depois do FC Porto ter empatado ontem com o Avanca, tendo o Sporting a oportunidade de se distanciar ainda mais no caminho para o título.

O primeiro golo do jogo foi marcado por Pedro Solha logo ao segundo minuto de jogo. Na resposta o ABC conseguiu encontrar espaço para o seu pivot, mas este desperdiçou duas oportunidades seguidas sozinho com o guarda-redes, permitindo que o Sporting se encontrasse a vencer 3-0 logos aos quatro minutos.

O jogo corria de feição à equipa de casa que aproveitava a entrada dos pontas a segundo pivot para concretizar os ataques. Já à equipa visitante o jogo não corria tão bem, tendo varias falhas técnicas no ataque, obrigando o seu treinador a pedir um time-out logo aos cinco minutos de jogo quando o Sporting vencia 4-0. Mas esta tentativa de mudar o ritmo da partida não teve qualquer efeito prático: a equipa de Hugo Canela encontrava-se a realizar uma grande partida e aos nove minutos vencia 7-2 com quatro golos de Pedro Solha.

A performance de Pedro Valdés, a nível defensivo, na primeira parte foi muito importante para a vantagem sportinguista
Fonte: Ricardo Rosado – Fotografia

Por outro lado, a equipa de ABC estava com dificuldades ofensivas e passou a jogar com um jogador extra no ataque e tornou-se mais agressiva na defesa. A equipa melhorou um pouco, mas a qualidade do Sporting sobressaiu e conseguiu manter o controlo do jogo. O resultado ao intervalo era 17-8.

Na segunda parte o ABC entrou a marcar com um bom remate de Dario Andrade na ponta esquerda. Todavia não foi capaz de esboçar qualquer revolta e o domínio do Sporting continuou por toda a segunda parte. As esperanças da equipa minhota diminuíram ainda mais quando Hugo Rosário foi desqualificado aos 40 minutos. Délcio Pina juntou-se ao colega no balneário aos 48 minutos. Com o jogo decidido ambos os treinadores aproveitaram para dar minutos a jogadores menos utilizados e o resultado final foi 34-22. Com este resultado o Sporting passa a somar 41 pontos, mais dois que o Benfica.

Equipas Iniciais:

Sporting CP:
Skok; Pedro Portela; Tiago Rocha; Frankis Carol; Carlos Ruesga; Edmilson Araujo; Pedro Solha

ABC:
Humberto Gomes; Tomás Albuquerque; Carlos Martins; Hugo Rosário; Nuno Silva; Hugo Rocha; Dario Andrade

GP Austrália: O pé direito de Vettel e os pés trocados da Haas

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Está de volta. As ultrapassagens, as qualificações, as bandeiras axadrezadas, as boxes, o DRS e o cheiro a pneu queimado. Voltou a emoção. Voltou a Fórmula 1. O Grande Prémio da Austrália estendeu a passadeira vermelha aos 20 pilotos que vão tornar os fins de semana bem mais animados até novembro.

Lewis Hamilton confirmou o pseudo favoritismo das semanas de testes em Barcelona e conquistou a pole-position. Raikkonen logo a seguir, Vettel a fechar o pódio, Verstappen a sair de quarto e, logo a seguir, os dois Haas a cavarem a primeira surpresa do ano. Mas o dia não ia acabar da melhor maneira para Magnussen e Grosjean.

Daniel Ricciardo foi penalizado em três posições por excesso de velocidade com bandeira vermelha e Valtteri Bottas caiu cinco lugares por ter trocado de caixa de velocidades: o Red Bull saiu de oitavo, o Mercedes de 15.º.

Bandeira em baixo, motores ligados e começava o primeiro Grande Prémio de 2018. O circuito australiano contava este ano com mais uma zona de DRS – com três no total – para facilitar e multiplicar as ultrapassagens. Mas a decisão tornou-se insuficiente: que o diga Hamilton.

O inglês da Mercedes arrancou bem e segurou a liderança. Verstappen deixou escapar o quarto lugar para Magnussen e, depois de um pião na décima volta, caiu para oitavo e complicou bastante a sua tarefa. A possibilidade de um final mais sorridente para a Red Bull ficava a partir daqui nas mãos de Daniel Ricciardo.

Raikkonen foi o primeiro a ir às boxes e Hamilton rapidamente seguiu o exemplo. Vettel não conseguia implementar no Ferrari o andamento dos dois homens da frente: chegou a estar a sete segundos do campeão do mundo. Mas as paragens do principal adversário e do colega de equipa deram-lhe a chance necessária para agarrar a liderança do GP e adiar a primeira pit-stop.

Mas o momento que iria decidir a corrida chegou na volta 24. A Haas estava a cumprir um fim de semana de sonho, com uma qualificação surpreendente e um quarto e quinto lugares que garantiam 22 pontos no final da primeira prova do ano: metade de todos os que fizeram na temporada de 2017. Magnussen saiu da box com um ritmo muito lento e acabou por parar e abandonar; na volta seguinte, aconteceu exatamente o mesmo a Grosjean.

O atípico abandono da Haas decidiu a corrida
Fonte: Haas F1 Team

A equipa técnica da Haas cometeu um erro inacreditável e praticamente inédito – as porcas foram mal apertadas nas rodas e as mesmas entraram soltas na pista. Para além da dupla desistência, a equipa foi multada em 10 mil euros pela FIA por ter colocado em risco a segurança de todos os outros carros. Aqueles mecânicos podem começar a inscrever-se no centro de emprego.

O safety-car virtual entrou em pista e não podia ter sido em melhor altura para Sebastian Vettel. O alemão aproveitou para parar e quando saiu das boxes estava à frente de Lewis Hamilton: o inglês não percebeu o que aconteceu e até perguntou via rádio se a culpa tinha sido sua ou da equipa. Não houve resposta conclusiva. O safety-car passou de virtual a real e quando a corrida foi relançada, Vettel só teve de segurar Hamilton.

O inglês bem tentou aproveitar o DRS mas nunca chegou a ameaçar realmente o Ferrari. Cometeu dois erros, falhou duas travagens antes das curvas, esteve sempre preocupado com o sobreaquecimento do carro e deixou escapar Vettel. Lá atrás, Kimi Raikkonen conseguiu segurar Daniel Ricciardo e garantiu o duplo pódio para a scuderia italiana. Verstappen terminou em sexto e Valtteri Bottas em oitavo, atrás de Hulkenberg.

Nota positiva para a Ferrari. Raikkonen e Vettel desempenharam com brilhantismo a estratégia desenhada e o compasso de espera que o alemão fez até parar valeu-lhe a vitória. De realçar também o quinto lugar de Fernando Alonso. O espanhol ficou à frente de Verstappen e Bottas e deixou patente uma ideia de confiança que paira nas garagens da McLaren: “O alvo é a Red Bull”. O ano começa como os últimos dois – a McLaren é o underdog que pode explodir.

Nota agridoce para a Haas. Apesar da dupla desistência que deixa a equipa no fundo da classificação geral, o monolugar deixou ótimas indicações e, se não fosse aquele erro técnico atípico, teria ficado em lugares completamente surpreendentes. Olhos abertos e atentos a Magnussen e Grosjean.

Vettel ganhou e começou o Campeonato do Mundo 2018 com o pé direito. Hamilton foi traído pela estratégia de paragens mas continua a ter laivos de campeão que mais nenhum do piloto do grid tem. A Fórmula 1 regressa no fim de semana de 6 a 8 de abril, com o Grande Prémio do Bahrain.

Foto de Capa: Scuderia Ferrari

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Marta, a maior futebolista da atualidade

No mês das mulheres o Brasil recebeu uma grande notícia. No último dia 21.03 a ESPN Americana divulgou a lista dos 20 atletas mais dominantes do esporte mundial e para o orgulho dos brasileiros a jogadora Marta, 32, apareceu na nona colocação. Marta foi eleita a maior futebolista da atualidade, na frente inclusive do argentino Lionel Messi, 11º colocado, e do português Cristiano Ronaldo, 14º colocado.

A lista foi elaborada com base nos campeonatos mais importantes de todos os esportes e leva em consideração os rankings globais e a avaliação individual de cada atleta nas últimas duas décadas. Abaixo segue a lista completa: (Em destaque as quatro mulheres que fazem parte da lista).

 

1º Tiger Woods (Golfe – Estados Unidos)
2º LeBron James (Basquete – Estados Unidos)
3º Peyton Manning (Futebol americano – Estados Unidos)
4º Jimmie Johnson (NASCAR – Estados Unidos)
5º Roger Federer (Tênis – Suíça)
6º Annika Sorenstam (Golfe – Suécia)
7º Michael Schumacher (Fórmula 1 – Alemanha)
8º Floyd Mayweather (Boxe – Estados Unidos)
9º Marta Vieira da Silva (Futebol – Brasil)
10º Usain Bolt (Atletismo – Jamaica)
11º Lionel Messi (Futebol – Argentina)
12º Serena Williams (Tênis – Estados Unidos)
13º Lauren Jackson (Basquete – Austrália)
14º Cristiano Ronaldo (Futebol – Portugal)
15º Novak Djokovic (Tênis – Sérvia)
16º Allyson Felix (Atletismo – Estados Unidos)
17º Barry Bonds (Beisebol – Estados Unidos)
18º Mike Trout (Beisebol – Estados Unidos)
19º Manny Pacquiao (Boxe – Filipinas)
20º Tom Brady (Futebol americano – Estados Unidos)

 

Marta nasceu em Alagoas e iniciou a sua carreira no CSA. De Alagoas foi para o Rio de Janeiro defender o Vasco da Gama. Desde jovem, Marta brilhava em campo demonstrando toda a sua habilidade. Via-se nela um potencial enorme. Toda a expectativa criada em cima da jogadora foi correspondida. Em 2004, Marta transferiu-se para o futebol sueco e na Europa a sua carreira decolou de vez. Ao todo a atacante disputou 12 temporadas na Suécia o que lhe garantiu, ainda, a cidadania sueca.

A brasileira é a melhor jogadora da história do futebol feminino do Brasil e uma das melhores da história mundial. Eleita cinco vezes pela FIFA como a melhor jogadora do mundo, a atacante ainda coleciona duas medalhas olímpicas de prata, 2004 e 2008, e duas medalhas de ouro dos Jogos Pan-Americanos, 2003 e 2007.

Em 2009, a atacante Marta venceu o prêmio da FIFA de melhor jogadora do mundo e Lionel Messi conquistou o prêmio de melhor jogador
Fonte: FIFA

O auge de sua carreira coincidiu com o auge da carreira de um dos melhores jogadores da história do futebol brasileiro, Ronaldinho Gaúcho. Nessa época o brasileiro tinha, tanto no feminino quanto no masculino, dois jogadores geniais que faziam “magia” com a bola. Com a Marta em campo, o aguerrido futebol feminino brasileiro ganhou mais visibilidade. Todos querem vê-la nos jogos. Dribles, toques rápidos, velocidade e habilidade. Qualidades da Marta que encanta quem a assisti.

Infelizmente dificilmente surgirão “novas Martas” no Brasil. O pouco investimento da CBF em prol do futebol feminino impossibilita que novas revelações surjam. Tanto é que o Brasil está perdendo espaço para outros países que investem no futebol feminino. A verdade é que esse investimento nunca ocorreu no país. Os campeonatos organizados pela CBF não possuem um calendário extenso que permitam que os clubes invistam em suas equipes. Com um campeonato pouco atrativo, a televisão não se interessa em comprar os direitos televisivos e quando os compra são poucos os jogos que são televisionados. Com isso grande parte da população brasileira nem sabe que existe um Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino e quem sabe de sua existência é praticamente certo de não saber quem foi o último campeão.

A Marta como a maior jogadora da história do Brasil tem papel fundamental nessa construção do futebol feminino no país. A atacante sempre declarou que o futebol feminino brasileiro precisa de apoio e investimento. Ela junto com outras guerreiras que fazem o futebol feminino brasileiro precisam do apoio de todos. O primeiro passo para a valorização do futebol feminino no país é a CBF tratar com respeito quem o pratica e valorizar os campeonatos que organiza.

A torcida de todos que amam o futebol é que essa valorização chegue logo no país. Futebol tem que ser entendido como algo sem barreiras. Todos podem gostar e praticar. Sem distinção em quanto a raça, orientação ou gênero. Fica aqui todo meu apoio as nossas jogadoras que ultrapassam barreiras – tanto em casa quanto na sociedade – para apenas poderem exercer a profissão que escolheram. Barreiras essas que não existem para os homens. Então, que em um futuro próximo tenhamos mais “Martas”, “Formigas” e “Cristianes” para dar orgulho e alegria ao nosso povo. E principalmente que esses exemplos sirvam para encorajar a todas as mulheres a lutarem pelos seus objetivos. Afinal, o lugar da mulher é onde ela quiser.

Foto de capa: CBF

Dynamo-Viktor 27-27 Madeira SAD: Faltou a vitória

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O Madeira Sad foi, este sábado, à Rússia disputar a primeira mão dos quartos de final da Challenge Cup contra o Dynamo-Viktor, onde empatou por 27-27. A equipa russa disputa pela primeira vez uma competição europeia. O jogo iniciou-se às 19 horas locais, menos três em Portugal.

Apesar da condição do Madeira Sad de cabeça de série, a tarefa já se adivinhava difícil. Uma deslocação a um terreno desconhecido e com um ambiente adverso em que a equipa da casa contou com grande afluência e apoio dos adeptos russos.

A equipa portuguesa começou muito bem o jogo e conseguiu dominar a equipa da casa nos minutos iniciais. Coesão defensiva e disciplina foram fundamentais para conter o Dynamo-Viktor, com o guarda-redes do Madeira Sad, Luis Carvalho, a realizar algumas defesas fantásticas. Nos últimos 5 minutos da primeira parte apenas houve um golo – o jogo acalmou e as equipas começaram a gerir-se para a segunda parte.

A segunda parte começou e os russos marcaram primeiro, mas a tendência do jogo manteve-se, com nenhuma das equipas a dominar claramente. O Madeira Sad descolou-se e esteve a ganhar por quatro golos (18-22) mas o Dynamo-Viktor, com um parcial de 5-0, conseguiu colocar-se pela primeira vez na frente do marcador (23-22), aos 17 minutos da segunda parte.

O jogo esteve dividido até ao fim, com o Madeira Sad a voltar a estar em vantagem mas os russos conseguiram empatar num final de jogo muito competitivo (27-27), e deixar a decisão da eliminatória em aberto para deslocação à Madeira. O Madeira Sad realizou um bom jogo, com um bom trabalho coletivo. Luis Carvalho, à baliza, e Elledy Semedo, com 11 golos marcados destacaram-se pelas boas exibições. Da equipa russa destacou-se Anton Otrezov com nove golos.

O treinador do Madeira SAD, Paulo Fidalgo
Fonte: Madeira SAD

O resultado deixa boas perspetivas para a equipa portuguesa seguir em frente na prova e demonstrou, este sábado, estar à altura do acontecimento e ser bem capaz de passar esta fase, apesar de ter cedido o empate.

Faltou a vitória à equipa portuguesa, que deixou uma boa imagem na Challenge Cup. O próximo jogo vai realizar-se dia 31 de Março às 17 horas no pavilhão do Funchal.

Já se sabe que o adversário desta eliminatória vai jogar contra o AEK de Atenas, ou contra o HC Berchem – o AEK venceu a primeira mão, este sábado, por 32-25. As meias finais estão agendadas para a segunda metade do mês de Abril.

Carta aberta ao mar azul

A vós que semana após semana tirais duas horas das vossas atarefadas vidas para, em casa ou no estádio, acompanhados ou sozinhos, “ver a bola”; a vós que semana após semana tirais duas horas das vossas atarefadas vidas e, no estádio ou em casa, sozinhos ou acompanhados, sofreis, guerreais, gritais, chorais, sorris, pontapeais os cães ou as esposas/maridos,… Porque sem vocês o futebol não seria nada, esta é para vós, especialmente se, todos os dias de todas as semanas, vestis azul (ou laranja).

Não é novidade nenhuma que queremos ser campeões. Como disse André Villas-Boas, “se há algo que nos orgulha como portistas é querermos sempre mais”. Queremos ser campeões. Mas seja pelos últimos negros anos ou apenas porque as estrelas assim se alinharam, este ano não é um simples querer. Queremos como nunca antes quisemos; queremos com cada pedaço dos nossos seres, dávamos a vida para ver o FC Porto erguer mais uma taça, porque este é o amor da nossa vida.

Como nunca antes em muitos anos, os portistas desejam ardentemente vencer
Fonte: FC Porto

Sabemos que os últimos anos foram negros e não só dentro das quatro linhas: vimos o Dragão em silêncio durante um voto de silêncio das claques, vimos adeptos com pás e picaretas no Olival,… Mas este ano algo mudou. Este ano não nos calamos, não deixamos este amor ser silenciado, não deixamos acalmar este fogo que arde dentro de nós.

Queremos tanto isto e não escondemos este querer, seja quando goleamos ou quando somos goleados. Amamos o futebol e não temos vergonha de o dizer, amamos um clube e por ele dávamos a vida, e semana após semana mostramos isso.

“O portista sente, sofre, luta; o portista quer, pede e exige”. Damos o nosso melhor em cada jogo, gastamos as nossas cordas vocais e corações e, nas bancadas, deixamos tudo. Em troca, apenas pedimos que quem está dentro das quatro linhas faça o mesmo; no final de contas, apoio não lhes falta.

Queremos ser campeões e, no que de nós depende, vamos ser campeões. Juntar-nos-emos e festejaremos, uma vez mais!

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Finalmente, Lukyanuk!

O russo Alexey Lukyanuk ganhou o FIA ERC Azores Airlines Rallye. Pilotou o Ford Fiesta R5 magnificamente, gerindo a sua vantagem desde que chegou à liderança na segunda especial do primeiro dia. Bem sabemos que o russo gosta de estar “sempre a fundo”, mas “controlo” foi a chave para a sua vitória. Nos restantes lugares do pódio ficaram dois portugueses, Ricardo Moura e Bruno Magalhães.

Rali também consistente destes dois, sendo que o furo de Ricardo Moura, no primeiro dia, influenciou muito a sua luta pela vitória. Já Bruno Magalhães teve problemas com o seu Skoda Fabia R5 no primeiro dia, mas nos dias seguintes mostrou muito andamento e mostrou que mais uma vez deve lutar pelo campeonato da Europa (se conseguir reunir os apoios necessários para ir a todas as provas).

Bruno Magalhães fez uma prova sempre a crescer de ritmo, após um primeiro dia em que teve problemas no Skoda Fabia R5
Fonte: David Pacheco/Bola na Rede

No Campeonato Português de Ralis, mudança no terceiro lugar. Bernardo Sousa desistiu após ter dado um toque, que danificou o radiador do Citroen DS3 R5, na especial dos Graminhais, perdendo assim o terceiro lugar do CPR. Assim, Ricardo Teodósio passou para o lugar mais baixo do pódio, mantendo-se aí até ao fim da prova. Carlos Vieira, neste último dia, abriu a estrada no seu Hyundai i20 R5, fator que lhe condicionou imenso a luta pelo pódio, acabando o rali em quinto do CPR.

José Pedro Fontes (que esteve nos Açores, mas escolheu não pontuar para o CPR) terminou em décimo da geral, logo a seguir a Ricardo Teodósio, que terminou em nono da geral. Surpresa para mim, o ritmo de Ricardo Teodósio, que conseguiu dois segundos lugares à geral nas duas passagens pela especial de Feteiras.

Em termos de Campeonato dos Açores de Ralis, Moura ganha e Luís Miguel Rego (Ford Fiesta R5) “apanha” o segundo lugar após a desistência de Bernardo Sousa. O terceiro lugar ficou para os irmãos Rodrigues, que após a saída da equipa Play/Auto Açoreana Team apresentaram-se em São Miguel num veículo da duas rodas motorizes – Peugeot 208 R2.

Ricardo Moura lidera o Campeonato Português de Ralis após duas provas concluídas
Fonte: David Pacheco/Bola na Rede

Após este resultado, Ricardo Moura lidera o CPR com duas vitórias. Então, será que o veremos no rali de Mortágua? Quanto a José Pedro Fontes volta às provas pontuáveis e será que volta com um Citroen C3 R5? A prova de Mortágua realiza-se de 27 a 28 de abril.

Já o campeonato europeu de ralis vai para as Canárias, o primeiro rali de asfalto da temporada, realiza-se entre 3 e 5 de maio.

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

A ameaça de Portland

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Confiança. Superação. Altruísmo. De vitória em vitória, os Portland Trail-Blazers de Terry Stotts vão dissipando dúvidas e mostrando um potencial até agora desconhecido.

No final da décima terceira vitória consecutiva, três jogadores usaram a mesma expressão para descrever o momento da equipa: confiança uns nos outros. Sem saber bem como narrar exatamente a questão, o astro Damian Lillard apontou para uma confiança em que “os colegas façam a jogada correta no momento correto”.

O mais estranho disto? É mesmo verdade e é a base deste recente momento de forma. Numa conferência Oeste que mais parece uma batalha campal do terceiro lugar até ao décimo, os Trail-Blazers mostram uma regularidade que os coloca logo atrás dos Golden State Warriors e dos Houston Rockets. Lillard é claramente a estrela da companhia, uma verdadeira superstar na liga, mas a restante equipa tem sido um importante apoio ao longo desta série. CJ McCollum é uma segunda excelente opção ofensiva, oferecendo desta forma variedade ao ataque da equipa e formando com Lillard uma das melhores duplas de Guards da liga.

Nurkic é um poste sólido com números interessantes e que vai despertar o interesse de várias equipas na free-agency deste ano. Aminu, Turner e Harkless são igualmente opções interessantes dentro do roster dos Taril-Blazers.

A onda de vitórias dos Trail-Blazers parou contra os Houston Rockets
Fonte: NBA

Já o rookie Zach Collins enfrenta um primeiro ano difícil na NBA, mas vai mostrando uma relativa progressão. A onda de vitórias parou na décima terceira, perdendo para, provavelmente, a melhor equipa da liga na atualidade, os Houston Rockets. Desta sequência surgiu uma questão central: os Trail-Blazers são mesmo uma ameaça na conferência Oeste, são mesmo a terceira melhor equipa ou é tudo fruto de da conjetura? A minha resposta aponta mais para a conjetura.

Olhando bem, no papel, Thunder, Spurs e Timberwolves são equipas melhores que estes Portland. No caso da equipa de Westbrook, a irregularidade tem sido um fator determinante para uma época menos conseguida ainda que, a chegada de Corey Brewer pareça ter incrivelmente equilibrado o cinco. Os Spurs vão-se aguentando sem o seu astro Kawhi Leonard mas com uma possível aparição do mesmo da post-season o caso muda claramente de figura.

Os lobos de Minnesota sofreram bastante com a lesão de Jimmy Buttler e, na minha opinião, teriam terminado em terceiro não fosse a lesão do jogador chegado esta temporada. Mas com a quase certa recuperação de Buttler a tempo dos playoffs e com os Timberwolves a conseguiram chegar lá, num possível confronto com a equipa de Lillard, a eliminatória deve cair para Minnesota.

Nada retira o mérito dos Portland Trail-Blazers e do excelente basquetebol praticado ao longo do último mês. Mas a sua ascensão nas classificações tem tanto de meritória como do fruto de uma conjetura complicada na restante conferência.

Foto de Capa: NBA