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Gil Vicente FC 0-0 Sporting CP B: Marcar sem sofrer e mesmo assim não ganhar

Cabeçalho Futebol Nacional

O título deste rescaldo reflete o exemplo perfeito do quão paradoxal tem sido a época do Gil Vicente. Os minhotos não vencem há 14 jogos e não marcam há nove. Durante esse período, os gilistas acumularam sete empates e igual número de derrotas, conquistando sete pontos em 42 possíveis. Na partida de hoje, por mais incrível que possa parecer, o Gil marcou por três vezes, não sofreu qualquer golo e, ainda assim, terminou o jogo empatado a zeros. A explicação? Três golos anulados pela equipa de arbitragem liderada por Manuel Mota que parece, no entanto, ter decidido bem. Mais dúvidas ficaram em dois lances, já na segunda parte, em que Camara, primeiro, e Gonçalo Abreu, depois, ficaram a reclamar grande penalidade na área leonina.

Do outro lado estava a jovem formação do Sporting CP ‘B’, que após duas derrotas (Cova da Piedade e União da Madeira), procurava em Barcelos o caminho da retoma, se possível com uma vitória. Assim não aconteceu, mas o empate também não desagradou, como refere Luis Martins, já que os gilistas estiveram por cima durante grande parte do encontro. Na primeira parte, sob a batuta de Jonathan, o Gil aproximou-se por várias vezes da baliza de Stojkovic, que limpou sempre os lances sem grande dificuldade. Antes já Ary Papel havia aquecido as mãos de Rui Sacramento, que voou aos 15’ para evitar o golo dos leões.

No meio de um jogo morno, as oportunidades escasseavam, mas as bancadas foram aquecendo e esfriando, à medida que os gilistas iam marcando e viam, seguidamente, os tentos anulados pela equipa de arbitragem. Primeiro Jumisse, depois Aldair e, por fim, Fréderic, pensaram ser eles os heróis que retirariam os gilistas da crise de golos em que se haviam afundado.

Fréderic Maciel foi um dos impulsionadores dos ataques gilistas Fonte: Pedro Gonçalo Costa/Jornal de Barcelos
Fréderic Maciel foi um dos impulsionadores dos ataques gilistas
Fonte: Pedro Gonçalo Costa/Jornal de Barcelos

O discernimento, como reconheceu Paulo Alves no final, já não era muito e todas as incidências da partida apenas serviram para que que o bloqueio dos gilistas se tornasse ainda mais evidente. Contudo, a equipa parecia querer voltar a erguer-se, essencialmente na entrada para o último quarto de hora, numa altura em que Paulo Alves lançou Camara e Gonçalo Abreu para os lugares dos apagados Aldair e Jumisse.
Os gilistas tomaram, então, de assalto a baliza de Stojkovic, que a manteve inviolável, beneficiando ainda de uma tremenda ineficácia própria de quem não marca golos há mais de dois meses. Por outro lado, os jovens leões, com as entradas de Pedro Delgado e Almeida foram aproveitando com mais clarividências os espaços que a defensiva gilista ia abrindo, em função do balanceamento atacante.

Aí, o balde de água fria esteve para cair em cima dos barcelenses, quando já em tempo de compensação Almeida, descaído para o lado esquerdo da área, rematou em arco para o poste mais distante. Rui Sacramento achou que seria uma tremenda injustiça e com um grande estirada evitou o pior.

 

Como jogou o Gil Vicente FC:
Titulares – Rui Sacramento, Ricardinho, Tormena, Luiz Eduardo, Tinoco, Jumisse, Alphonse, Jonathan, Aldair, Fréderic e Rui Miguel
Suplentes – João Costa, Sandro, Miguel Abreu, Camara, James Arthur, Fall e Gonçalo Abreu
Substituições – Camara por Aldair aos 59’, Gonçalo Abreu por Jumisse aos 70’ e Fall por Fréderic aos 86’
Amarelos – Gonçalo Abreu aos 86’
Vermelhos – nada a registar
Golos – nada a registar

Como jogou o Sporting CP ‘B’:
Titulares – Stojkovic, Riquicho, Ivanildo, Demiral, M. Luís, Paulinho, Rafael Barbosa, F. Ribeiro, Ary Papel e Marques
Suplentes – Diogo Sousa, Delgado, T. Djaló, Ronaldo, Almeida, Gui e Bruno Paz
Substituições – Delgado por F. Ribeiro aos 56’, Ronaldo por Marques aos 67’ e Almeida por Ary Papel aos 83’
Amarelos – nada a registar
Vermelhos – nada a registar
Golos – nada a registar

 

A Ascensão de um craque

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fc porto cabeçalhoDurante muito tempo o nome Sérgio Oliveira foi motivo de discórdia e divisão de opiniões no seio da massa adepta portista. Muitos reconheciam o valor do jogador, mas poucos acreditavam que algum dia chegasse a atingir todo o potencial que prometera. Ultimamente, Sérgio Oliveira tem silenciado todos os críticos com as recentes exibições de enorme qualidade e, atualmente, são poucos os que já não se renderam ao talento do médio português.

A história de Sérgio Oliveira é, acima de tudo, uma história de superação de um jogador apaixonado pelo clube e dragão da cabeça aos pés. Finalmente, o miúdo cresceu e, mais do que nunca, está preparado para agarrar o seu lugar.

Formado no clube da Invicta, Sérgio Oliveira sofreu o mesmo destino inevitável que qualquer jovem enfrenta numa tentativa de singrar num dos três grandes: os empréstimos. No caso do médio português, a sua cedência começou cedo e logo aos 18 anos rumou ao SC Beira-Mar. A idade precoce com que o jogador foi emprestado era um sinal claro de que o FC Porto acreditava no seu potencial e o objetivo era o rápido amadurecimento do atleta. Ainda antes desse primeiro empréstimo, Sérgio Oliveira tinha-se estreado na equipa principal dos dragões, pelas mãos de Jesualdo Ferreira, num jogo a contar para a Taça de Portugal frente ao Sertanense FC. Com 17 anos, 4 meses e 15 dias, Sérgio Oliveira é, até ao momento, o jogador do FC Porto mais novo a atuar num jogo pela equipa A e foi blindado pouco depois da sua estreia com uma cláusula de rescisão de 30 milhões de euros.

Na carreira de Sérgio Oliveira seguiram-se sucessivos empréstimos, até demasiados! Depois de mais um ano emprestado ao SC Beira-Mar, viria também a ser cedido ao KV Mechelen, FC Penafiel e FC Paços de Ferreira. O clube da capital do móvel iria mesmo assegurar a transferência a custo zero do jovem médio que teimava em não ser aposta no Dragão. Depois de mais uma época muito positiva a defender as cores dos “castores”, o FC Porto recontratou o jogador em 2015. No entanto, o internacional português e capitão pelas seleções jovens voltava a não ser aposta, primeiro pelas mãos de Julen Lopetegui e mais tarde através de Nuno Espírito Santo. Seguiu-se mais um empréstimo para o FC Nantes, na segunda metade da época passada, no qual encontrou o atual treinador do FC Porto, Sérgio Conceição. Apesar de ter demorado a ser aposta nesta temporada, Sérgio Oliveira caminha para a época com mais jogos de dragão ao peito.

Estas dificuldades e obstáculos que Sérgio Oliveira teve de ultrapassar fazem com que a oportunidade que o jogador está a ter nesta época tenha um sabor especial. Foram oito anos em que o jogador passou de estrela promissora a emprestado crónico. Ao olhar para o seu percurso, a palavra de ordem que se destaca é a persistência. O médio português soube esperar pacientemente pela sua oportunidade e nunca se conformou com o estatuto de emprestado ou de suplente. Nos poucos minutos que vestiu a camisola dos dragões mostrou sempre amor incondicional à casa que o formou e, de certa forma, esperava a oportunidade para retribuir tudo o que clube lhe deu.

Sérgio Oliveira é um produto da formação do dragão e esperou pacientemente pelo seu lugar na equipa principal Fontes: Jogadores ao Raio-X, FC Porto e wicoach.net
Sérgio Oliveira é um produto da formação do dragão e esperou pacientemente pelo seu lugar na equipa principal
Fontes: Jogadores ao Raio-X, FC Porto e wicoach.net

O momento atual de Sérgio Oliveira e a sua recente conquista de espaço faz-me lembrar um pouco a situação de Isco aquando da sua maior utilização no Real Madrid CF. Para além de serem para mim, dois jogadores fisicamente semelhantes, são também dois jogadores que aparentemente pareciam destinados ao estatuto de suplentes crónicos face à superior qualidade dos seus concorrentes diretos, porém a qualidade e perfume que imprimem ao jogo fazem com que, de uma forma ou de outra, tenham de ser opção no onze inicial.

Sérgio Oliveira é rotulado como o “homem dos jogos grandes”, algo que tem de ser mudado com urgência. Se um jogador é qualificado para jogos grandes tem de o ser igualmente para os chamados jogos pequenos. As exibições frente ao AS Mónaco e, mais recentemente, frente ao Sporting CP não foram indiferentes aos exigentes adeptos do FC Porto, e os adeptos querem ver mais deste novo Sérgio Oliveira.

A acrescentar a todo este bom momento do jogador, Sérgio Oliveira “arrisca-se” ainda a garantir um lugar nos 23 convocados para o Campeonato do Mundo da Rússia. Apesar de a concorrência ser feroz nas posições do meio-campo, Sérgio Oliveira já provou no passado que é capaz de ultrapassar todas as adversidades e barreiras que se cruzarem no seu caminho.

Foto de Capa: Facebook de Sérgio Oliveira

Artigo revisto por: Jorge Neves

As melhores 10 corridas de Fórmula 1 dos últimos 31 anos

Cabeçalho modalidadesFórmula 1 é sinónimo de velocidade, ultrapassagens, rivalidades e corridas alucinantes. Ao longo dos anos, a memória de enormes Grandes Prémios leva-nos a dizer coisas como “antigamente é que era” ou “isto agora já não vale nada”. Mas o denominador comum das grandes corridas é o mesmo: a vontade de vencer, grandes pilotos, grandes carros e grandes equipas. O Bola na Rede juntou as 10 melhores etapas de Fórmula 1 dos últimos 31 anos. Desde Senna e Piquet até Raikkonen e Hamilton, são alguns dos Grandes Prémios que fizeram os corações bater mais depressa e escreveram a tinta permanente o seu lugar na história da modalidade.

10. 

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Grande Prémio da Europa, Nürburgring, 1995 – A chuva é sempre um aditivo picante num Grande Prémio de Fórmula 1. E esta prova europeia de 1995, que teve lugar no circuito de Nürburgring, não foi exceção. Michael Schumacher, ainda com as cores da Benetton, estava 24 segundos atrás do Ferrari de Jean Alesi. As últimas voltas do alemão foram completamente desenfreadas, numa tentativa aparentemente louca de ainda ultrapassar o italiano. E conseguiu. Um pequeno erro de Alesi foi a chance de que Schumacher precisava para o passar numa das últimas curvas. “Shumi” venceu, tal como viria a vencer o Campeonato do Mundo daquele ano, o segundo título da carreira.

Os 5 melhores da Primeira Liga: Laterais-direitos

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Depois de um mercado de Janeiro repleto de entradas e saídas, com a promessa de deixar os plantéis nacionais mais fortes e equilibrados, o campeonato está prestes a chegar à reta final onde todas as equipas vão definir a sua classificação.

Sendo certo que nem todas as equipas da Primeira Liga lutam pelos mesmos objetivos e, sobretudo, dispõem dos mesmos orçamentos, o Bola na Rede vai, ao longo das próximas semanas, elaborar um top 5 para cada posição, procurando destacar as figuras do nosso campeonato.

Para o efeito, foram consideradas as qualidades individuais de todos os jogadores da Primeira Liga, mas também o seu tempo de jogo e, sobretudo, o desempenho até ao momento e a forma como contribuíram para o sucesso das suas equipas.

Os 9 melhores extremos “Feitos de Sporting”

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O Sporting sempre teve uma academia recheada de grandes valores, no entanto sempre foi reconhecida essencialmente pelos extremos que produziu.

Nos últimos tempos isso mudou, e já há muito que não vemos sair da nossa escola um daqueles jogadores rápidos com a bola nos pés, obcecados pela linha de fundo e cruzamento de excelência. Isso deve-se ao facto de o futebol ter mudado e continuar a mudar, dando preferência a jogo apoiado, muitas vezes em esquemas de 4-3-3 (culpa da escassez jogadores de qualidade para as posições “9” e “10”) que pedem os “extremos” a vir para o meio e mesmo em apoio defensivo. O Sporting não é excepção e tem vindo, também, a abandonar o 4-4-2 puro, que pedia esse tipo de jogador.

Poderão dizer-me que tivemos recentemente Iuri Medeiros e Matheus Pereira, mas pessoalmente não os considero jogadores com as características ideais para esta posição.

Assim, irei abordar e escalonar alguns dos que chegaram a jogar como extremos puros. No entanto, até estes em alguns momentos das suas carreiras, com o passar do tempo, abandonaram essas posições, passando a jogar em zonas mais centrais do campo, que exigem menos “correrias”.

CD Feirense 1-3 Portimonense SC Uma ‘Shoya’ cada vez mais valiosa

Cabeçalho Futebol Nacional

Na luta pela fuga à despromoção, o Feirense precisava de aproveitar o fator casa para levar de vencida “uma final”, como apelidou este jogo o seu próprio técnico. Já o Portimonense pretendia dar seguimento a uma boa fase (pese embora a derrota frente ao Benfica) e parecia ter argumentos mais do que suficientes para levar de vencido o adversário de hoje.

O jogo começou dividido, com muita disputa a meio campo e a bola longe das balizas. Os algarvios tentavam desde cedo aproveitar a vertiginosidade dos seus extremos, Wellington e Nakajima, ao que os fogaceiros tentavam contrapor com o aproveitamento dos lances de bola parada.

Os visitantes chegaram à vantagem numa das suas típicas jogadas: Fabricio ganha a bola nas alturas, serve Wellington que galga terreno na direita e serve novamente o ponta-de-lança brasileiro que só teve de encostar. O jogo animou com o golo e, já depois de um remate perigoso de Luis Aurélio ter passado por cima da barra, o Feirense empatou… de bola parada. Livre bem batido por Babanco, Luís Rocha aproveita um primeiro cabeceamento de Flávio para se antecipar ao guarda-redes e cabecear para o fundo das redes. O abriu e o Portimonense conseguia aproveitar os espaços para potenciar a velocidade e inteligência do seu trio ofensivo. Numa dessas vezes, Wellington ganhou a frente a Kakuba e rematou para uma grande mancha de Caio. No entanto, o resultado manteve-se inalterável até ao intervalo.

O resultado aceita-se devido à maior atitude ofensiva dos algarvios Fonte: Portimonense SC
O resultado aceita-se devido à maior atitude ofensiva dos algarvios
Fonte: Portimonense SC

Para a segunda parte, Vitor Oliveira arriscou e trocou o médio defensivo Marcel pelo criativo Fede Varela. O início de segunda parte foi simétrico da primeira, com um jogo muito mastigado e pouco vistoso. A primeira ocasião do segundo tempo surgiu de um passe arriscado de Wellington que foi intersetado por Edson Farias e este, isolado, perdeu o duelo para Ricardo Ferreira. A necessidade de vencer fazia o Feirense avançar no campo e, aproveitando isso, aos 69’, surgiu o 1-2 para a equipa visitante. Nakajima trabalhou bem e fez um passe para a diagonal de Welington que, na cara de Caio, não vacilou.
O Feirense entrava nos últimos quinze minutos a perder e tentava arrancar, pelo menos, um empate. Por isso mesmo, Nuno Manta Santos fez entrar João Silva e Crivellaro, passando a atuar com dois pontas de lança; ao que Vitor Oliveira ripostou, apostando nu esquema de três centrais. Pertenceram mesmo a Crivellaro as derradeiras oportunidades dos fogaceiros, mas, na primeira, o médio brasileiro teve com muita cerimónia na hora de atirar à baliza, fazendo-o já muito pressionado e à figura do guarda-redes; na segunda, rematou para um bom voo de Ricardo.
Na resposta e aproveitando mais uma vez o balanceamento ofensivo dos da casa, o contra-ataque portimonense foi letal e, após um cruzamento largo de Hackman, Shoya Nakajima aproveitou para fazer um chapéu perfeito a Caio. Que golo, que classe do japonês!
Com o resultado ditado, o jogo chegou ao fim sem mais alterações. Vitória muito saborosa para os algarvios, que parecem fugir de vez dos lugares perigosos da classificação. Já para o lado do Feirense as coisas não estão famosas, podendo mesmo terminar esta ronda na última posição. Aliado aos fracos resultados, asexibições da equipa não convencme, criando apenas perigo através de lances de bola parada. Sentiu-se durante todo o jogo o nervosismo do banco fogaceiro dada a importância desta partida. Veremos se se conseguem reerguer desta série negativa.

 

O Goalball e Ténis de Mesa do Sporting na Europa

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A epopeia europeia do Sporting Clube de Portugal na presente temporada prossegue de vento em popa! Depois do Atletismo conquistar a Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato nos dois géneros, foi a vez do Goalball se sagrar Campeão Europeu ao conquistar a Super European Goalball League e o Ténis de Mesa assegurar um inédito apuramento para as meias-finais da Table Tennis Champions League.

Comecemos pelos novos Campeões Europeus: o Goalball. A turma leonina alcançou a conquista da Super European Goalball League durante a terceira etapa da prova, que se realizou no passado fim-de-semana em Malmö, na Suécia, isto porque os bicampeões nacionais somaram nestas três etapas disputadas dezasseis triunfos em dezasseis jogos, o que perfaz um total de 48 pontos amealhados, mais quinze que os finlandeses do Old Power, segundo classificado e campeão europeu da temporada transacta. Esta é a terceira temporada desde o surgimento da modalidade no Clube, contando já com dois Campeonatos Nacionais, uma Taça de Portugal e duas Supertaças, sendo que agora os Leões acabam por conquistar o campeonato europeu, a 28.ª conquista Europeia do Clube em cinco Modalidades distintas (Andebol, Atletismo, Futebol, Goalball e Hóquei em Patins), a primeira no Desporto Adaptado! A quarta e última etapa da prova organizada pela IBSA (International Blind Sports Federation/Federação Internacional dos Desportos para Cegos) será organizada pelo Clube de Alvalade durante o mês de Março.

Os bicampeões nacionais de Ténis de Mesa escreveram uma nova página na história da modalidade no Clube e no País ao alcançarem as meias-finais da Table Tennis Champions League! Depois de um retumbante triunfo (3-1) no jogo da primeira mão, disputado no Pavilhão João Rocha, os comandados de de Chen Shi Chao enfrentaram o Stella Sport La Romagne com garra e determinação, selando o apuramento logo nas duas primeiras partidas, onde João Monteiro triunfou por 0-3 e Aruna Quadri perdeu 3-2, o que garantia vantagem em caso de desempate por sets. Ainda assim Diogo Carvalho venceu por 0-3 na terceira partida, garantindo então vantagem também nas partidas em caso de desempate pelas mesmas. João Monteiro e Aruna Quadri prescindiram das duas últimas partidas, isto porque nos três dias seguintes os Leões teriam pela frente três jogos a contar para o Campeonato Nacional! Realçar o carácter inédito deste apuramento, pois nunca nenhuma equipa portuguesa havia chegado tão longe na principal prova europeia de clubes (nas épocas de 1998/1999 e 1999/2000, o Sporting CP atingira os quartos-de-final da competição).

Ténis de Mesa faz história e atinge meias-finais da Liga dos Campeões Fonte: Sporting Fans - Modalidades
Ténis de Mesa faz história e atinge meias-finais da Liga dos Campeões
Fonte: Sporting Fans – Modalidades

A participação do Sporting Clube de Portugal prossegue e as equipas das várias Modalidades certamente de tudo farão para continuar a honrar o legado do Clube, sustentado no desejo de José Alvalade: “Queremos que o Sporting seja um Grande Clube, tão Grande como os Maiores da Europa”.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Roger Federer torna-se no mais velho número 1 da história

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Roger Federer voltou a fazer história esta semana ao qualificar-se para as meias-finais do ATP 500 de Roterdão e, assim, garantir o regresso à primeira posição do ranking mundial na próxima semana. Com isto, Federer tornou-se no mais velho número um da história, aos 36 anos de idade (Andre Agassi, com 33, era o antigo detentor deste recorde) e no jogador com maior intervalo entre a sua primeira e última semana como número um mundial (14 anos, batendo o recorde de nove de Nadal). Adicionalmente, Federer aumenta o recorde de semanas como número um mundial para 303 (um número que só vai aumentar).

A idade parece não ser um obstáculo para um dos melhores desportistas de sempre Fonte: Facebook de Roger Federer
A idade parece não ser um obstáculo para um dos melhores desportistas de sempre
Fonte: Facebook de Roger Federer

Muitos acreditavam que o suíço já não teria condições para voltar ao topo do ranking mundial, devido à sua idade e a todos os contratempos que enfrentou desde 2012, mas o sonho começou a formar-se no ano passado, no Open da Austrália, e desde então Federer não tem jogado um calendário completo mas quando joga tem sempre grandes probabilidades de ganhar. Federer jogou apenas 13 torneios nos últimos 12 meses mas ganhou sete deles (possivelmente oito se conquistar o ATP 500 de Roterdão este fim-de-semana), dois dos quais em Grand Slams, e não jogou qualquer torneio da temporada de terra batida. Olhando para o panorama actual, é bem provável que Federer e Nadal vão passando a primeira posição do ranking um ao outro de maneira regular nos meses que se avizinham.

Roger Federer tornou-se número um mundial pela primeira vez após o Open da Austrália de 2004. Todos os outros jogadores que fizeram parte do top 10 mundial essa semana já se encontram retirados, um dado que põe em perspectiva a qualidade e longevidade histórica e lendária de Federer. Não vale a pena especular quanto mais o suíço pode alcançar na sua carreira, uma vez que ele continua a demonstrar que não existem barreiras àquilo que pode conquistar.

Foto de Capa: Facebook de Roger Federer

Artigo revisto por: Jorge Neves

Capitão à procura de lugar ao sol no banco – Entrevista a Beto

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Beto já foi jogador e dirigente do Sporting CP. Agora tenta a sorte como treinador. A experiência no 1.º Dezembro já terminou, mas o antigo capitão dos leões tem ambição de crescer no meio desportivo.

BnR: Depois de terminar a carreira de jogador, já foi dirigente no Sporting e é agora treinador. Acha que o seu futuro passa pelo banco ou pelos bastidores?

Beto: Pelo banco, sem dúvida. Quando eu saí do cargo de diretor, sentia que me faltava alguma coisa. é muito giro estar como diretor do Sporting, para mim foi uma experiência gratificante e muito boa, uma aprendizagem muito forte. Mas depois falta o balneário, a adrenalina dos jogos. Não há nada que pague isso. Espero, sem dúvida, que o meu futuro e o meu caminho passe pelo banco.

BnR: Qual é o maior sonho que tem como treinador? Treinar o Sporting, estar pelo estrangeiro?

Beto: É óbvio que todos nós temos ambição na vida. Quem não a tiver, não está cá a fazer nada, seja profissional ou pessoalmente. A realidade é que eu acho que não devemos por grandes metas, devemos viver o dia a dia, pois não sabemos o dia de amanhã. Com tudo o que nós vemos a passar à nossa volta, não devemos estar a colocar metas muito elevadas. Acho que todos devemos ter um objetivo, sem dúvida. Mas eu sou uma pessoa ponderada e tranquila nessas coisas, acima de tudo acho que temos de ir com calma e com os pés bem assentes na terra para chegar o mais longe possível que é o desejo, obviamente, de qualquer treinador de futebol.

Beto está na sua primeira experiência como treinador de uma equipa sénior Fonte: número f/Bola na Rede
Beto está na sua primeira experiência como treinador de uma equipa sénior
Fonte: Número F/Bola na Rede

BnR: Com esta experiência que teve, como é que qualifica o Campeonato de Portugal, onde esteve a treinar, em comparação, por exemplo, com a Segunda Liga? Ultimamente até tivemos o bom exemplo do Caldas na Taça de Portugal. Existe assim tanta diferença entre a qualidade das equipas nos dois escalões?

Beto: Não creio, sinceramente. Pela qualidade que eu vi, por exemplo, na nossa série, há muito bons executantes, bons jogadores, jovens com muito talento. O Campeonato de Portugal é bastante competitivo. É óbvio que as condições das equipas de Primeira e Segunda Ligas, a nível de condições de trabalho, de infraestruturas e até mesmo de jogadores, são diferentes. Mas na realidade, não existe assim tanta diferença entre Campeonato de Portugal e Segunda Liga. Há diferença, mas não muito significativa, do meu ponto de vista.

William e Gelson: quando dois jogadores valem (quase) uma equipa

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O regresso dos internacionais William Carvalho e Gelson Martins à equipa dos Leões tem-se traduzido numa melhoria significativa do nível exibicional do Sporting. Contra o Estoril Praia – a espinha ainda atravessada nos sportinguistas – as suas ausências fizeram-se sentir e de que maneira nesta equipa de Jorge Jesus. Tratam-se de dois jogadores importantíssimos na equipa do Sporting, ainda que cada um tenha funções e missões muito distintas em campo.

William é um jogador cerebral. Pêndulo eficaz nos momentos defensivos e ofensivos, um verdadeiro maestro desta equipa dos Leões. A sua ausência mostrou algo incontornável: o Sporting não tem um jogador do mesmo nível, nem de perto nem de longe, para ocupar a posição seis. Bem pode Jorge Jesus fazer as alterações que quiser – recuar Battaglia para médio-defensivo, por exemplo – mas isso não esconde a enorme falta que o campeão europeu pela Seleção Portuguesa tem nesta equipa sportinguista. Pode até colocar João Palhinha e ficar bem servido nessa posição. Mas nunca chegará ao nível de William Carvalho.

William Carvalho, além de ter feito uma boa exibição frente aos fogaceiros, marcou ainda um dos dois tentos da equipa leonina Fonte: Sporting Clube de Portugal
William Carvalho, além de ter feito uma boa exibição frente aos fogaceiros, marcou ainda um dos dois tentos da equipa leonina
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Por outro lado, Gelson Martins incute o chamado “futebol espetáculo” no jogo do Sporting, dá profundidade pela ala direita, pensa cada jogada ao milímetro. É um jogador irreverente, que dá gosto ver driblar, passar e rematar. A sua ausência foi colmatada por Jorge Jesus, colocando Rúben Ribeiro no lado direito do meio campo leonino. Esteve sempre bem, é facto. Mas o ex-Rio Ave encontra-se ainda na fase inicial do capítulo intitulado: “O que é isto de se jogar num Grande do Futebol Português?”. Outras vezes, o treinador do Sporting colocou Bruno Fernandes nessa posição, mas é facto que o ex-Fiorentina tem rendido muito mais na posição oito (como se viu no último jogo contra o Feirense em casa ou no jogo contra o Astana no Cazaquistão) do que nas faixas. É um jogador que explora mais o jogo interior do que os flancos.

Em resumo, o que é facto é que os Leões demonstraram clara superioridade ofensiva no jogo com o Feirense para o campeonato nacional. E estou certo de que essa superioridade se deve (e muito) à atuação de William e Gelson, sendo justo dizer que estes dois jogadores valem (quase) uma equipa. E atenção que ainda não recuperou de lesão o holandês Bas Dost. Quando entrar na equipa dos leões, a outra metade que falta estará preenchida e o Sporting estará de novo a todo o gás rumo aos objetivos propostos para esta época.

Foto de Capa: Facebook oficial de Gelson Martins