Miguel, Maxi Pereira, Nélson Semedo. Tudo nomes do passado que deixaram marca no Benfica por serem excelentes laterais-direitos. Eram bons tempos. Tempos em que uma pessoa se sentia segura e mais descansada porque, pelo menos por ali, não vinham grandes sustos nem problemas.
Porém as coisas mudaram. Hoje em dia as opções para a posição são Douglas e André Almeida. Sim, eu sei, não é, propriamente, relaxante saber que o Douglas é uma possibilidade para actuar a lateral-direito.
Sejamos honestos, o Douglas é, na melhor das hipóteses, um tipo porreiro para a malta mandar uma futebolada daquelas onde cada um paga 3€ pelo campo. Não dá para mais do que isso. É o tipo a quem um amigo nosso liga a perguntar se ele está mesmo muito ocupado e se consegues estar às 19h no campo, mas ainda assim, o gajo só aparece às 19h30 só para complicar ainda mais.
O futebol do Douglas é isso mesmo, complicar. Ele não defende, ele não ataca bem, ele é horrível na condução de bola, não sabe recuperar nem a posição, muito menos o esférico.
Douglas parece não ser uma opção viável para o clube da Luz Fonte: SL Benfica
Depois há André Almeida. Quando perguntam se é possível definir uma pessoa numa palavra, é possível fazer isso com André Almeida. Ele é seguro. Defende bem, ataca com mais ou menos critério, está cada vez melhor a tirar cruzamentos, auxilia tanto em missão ofensiva como defensiva. Está inclusive no Top 5 dos melhores laterais-direitos do futebol europeu pela quantidade de recuperações de bola que tem feito.
André Almeida é o lateral- direito que este Benfica precisa. Agora, ele não é feito de ferro. Com tanto uso vai começar a acusar desgaste e corre o risco de se lesionar.
Em resposta à pergunta, estará a lateral-direita segura, digo, não, não está. Ter um que é bom e outro que é mau, é não ter uma posição segura. A eventual contratação de Bruno Peres era, pessoalmente, de bom agrado. Alguém com a estaleca dele tem todas as condições para ser titular e isso, a bom da verdade, seria ingrato para André Almeida.
Contudo, a verdade é que fortalecia a lateral-direita do Benfica e significava uma mudança brusca na política de contratações, até à data, inexistente, e tornava o Benfica numa equipa mais segura.
O Open da Austrália de 2018 acabou mais cedo do que o desejado para a comitiva portuguesa. Apenas João Sousa conseguiu ganhar um encontro de singulares, na primeira ronda do quadro principal contra Dustin Brown, antes de ser eliminado em três sets pelo muito mais cotado Marin Cilic (que vai marcar presença pelo menos nos quartos-de-final do torneio). Na verdade, Sousa fez o que se podia esperar dele neste torneio.
Quatro jogadores portugueses entraram no torneio de qualificação e todos foram eliminados na primeira ronda: Gastão Elias perdeu de forma clara contra Kovalik, Gonçalo Oliveira perdeu em três sets para Bublik, João Monteiro em três sets apertados para Taberner e João Domingues em dois sets competitivos contra Polansky. Estes resultados são ainda mais desapontantes tendo em conta que nenhum destes jogadores conseguiu passar a fase de qualificação, aliás com a excepção de Polansky todos perderam logo a seguir na segunda ronda. Foi claramente um torneio negativo para os tenistas português no global.
Nos pares, João Sousa fez dupla com o argentino Leonardo Mayer e chegou à segunda ronda do torneio, onde perdeu para Bopanna e Roger-Vasselin. João Sousa foi assim o único jogador português a ter algum sucesso neste Grand Slam, com uma vitória em singulares e uma nos pares.
No final da tarde deste domingo e perante mais de mil e quinhentos espetadores presentes no pavilhão João Rocha, o Sporting goleou a Oliveirense por claros 9-1 e voltou a colocar-se no meio de Benfica e Porto no topo da tabela classificativa. Enquanto que a Oliveirense, com esta grande derrota, ficou praticamente arredada da corrida pelo título.
O jogo começou da melhor maneira para o Sporting, pois, após algumas jogadas de posse de cada uma das equipas, João Pinto, assistido por Pedro Gil atrás da baliza defendida por Puigbi, abriu o ativo.
A Oliveirense tentou reagir de imediato, apostando em stickadas de meia distancia, com o objetivo de aproveitar a grande abertura das tabelas para possíveis recargas, mas quem voltou a marcar foram os leões. Henrique Magalhães, com uma stickada do lado cego, aumentou o score para 2-0. Contudo, Puigbí não ficou bem na fotografia.
Em cima dos cinco minutos, numa situação de contra-ataque, Henrique Magalhães serviu Pedro Gil que, após um excelente trabalho individual, fez o 3-0. Enorme eficácia leonina, “três tiros, três melros”. Passado pouco mais de um minuto, belo trabalho de Pedro Gil que, com um passe de rotura, serviu Matías Platero para o 4-0.
Numa nova situação de contra-ataque de três para dois, desta feita à passagem dos nove minutos, Pedro Gil voltou a assistir Matías Platero e o argentino não desperdiçou, fazendo o 5-0.
Disputados dez minutos da primeira parte, a expressão que melhor poderia definir o que se estava a passar na pista dos leões seria “quem diria”. Se tudo estava a sair bem ao Sporting, que estava a ser dono e senhor de uma eficácia tremenda, fazendo cinco golos nos minutos iniciais, que são importantíssimos para todos os treinadores, a Oliveirense estava completamente desnorteada. A equipa comandada por Tó Neves tentava e já havia assustado Girão por várias ocasiões, mas em nenhuma delas conseguiu concretizar.
A “felicidade” continuava do lado leonino e ao aproveitar uma bola vinda da tabela, Toni Pérez colocou o marcador na meia dúzia. Os minutos iam passando e tudo continuava na mesma. O Sporting, a vencer por seis golos sem resposta, controlava a partida e apenas quando era criado um desequilíbrio ou havia oportunidade de contra-ataque, procurava criar problemas a Puigbí. A Oliveirense, por seu lado, a disputar um jogo que poderia ser decisivo para o desfecho de boa parte da sua temporada, não baixava os braços e ia à luta, mas frente aos leões e com a vantagem que detinham, era uma missão, praticamente, impossível. Só um verdadeiro milagre ou um grande golpe de teatro poderia alterar o rumo dos acontecimentos.
A trinta e cinco segundos da pausa e após uma perda de bola infantil do Sporting, Jordi Bargalló, a passe de Nuno Araújo, reduziu a diferença no marcador para 6-1. Chegado o intervalo, a tremenda entrada do Sporting, aliada com uma grande capacidade de eficácia, ditava uma diferença de cinco golos no resultado. Disparidade totalmente aceitável por tudo aquilo que se havia passado dentro das quatro tabelas. Ainda assim, após muitas tentativas, embora bastantes tenham sido de meia distancia (sinal da dificuldade em entrar na defensiva leonina), a Oliveirense conseguiu reduzir perto da pausa.
O pavilhão João Rocha voltou a registar uma bela casa Fonte: Sporting CP
Se a primeira parte não começou bem, a segunda não se iniciou melhor. Jogado pouco mais de um minuto e Pedro Moreira, supostamente por protestos, viu um cartão azul e deixou a sua equipa em situação de underplay.
Em situação de superioridade numérica, o conjunto leonino bem tentou criar desequilíbrios, mas não conseguiu aumentar o score.
A cinco minutos e meio da segunda metade, num ataque mal lançado por Ricardo Barreiros, João Pinto recuperou o esférico e com um belo gesto técnico apontou o 7-1. Logo a seguir, a Oliveirense beneficiou de grande penalidade, devido a uma falta cometida por João Pinto ao cortar o esférico com o corpo. Nuno Araújo, um especialista neste tipo lances, não conseguiu bater Girão. No seguimento do lance, depois do guarda-redes dos leões ter defendido a recarga, Pedro Gil arrancou e com uma grande stickada de meia distancia aumentou para 8-1.
A golear uma das candidatas ao título, o Sporting respirava confiança e ia controlando a partida a seu belo prazer. O conjunto de Oliveira de Azeméis não atirava a toalha ao chão e mesmo com o jogo perdido, ia criando problemas a Girão.
O resultado ainda não estava totalmente definido e a seis minutos do final, na sequencia de um belo passe de Ferran Font, Vitor Hugo fez o 9-1.
Finalizado o jogo, o Sporting venceu de forma justa por 9-1, resultado que não representa a diferença entre as duas equipas, mas que teve como base uma grande entrada em pista do conjunto orientado por Paulo Freitas, alienado com uma tremenda eficácia nos primeiros dez minutos do encontro. A Oliveirense teve um dia bastante mau, sobre o qual é necessário refletir e vislumbrar possíveis consequências, para além da saída da luta pelo título de campeão nacional.
Com sete dias de prova completados é hora de o “Bola na Rede” (BnR), como habitual, lhe fazer um balanço daquilo que se passou na primeira semana do Grand Slam que inaugura todos os anos a época tenística do circuito mundial. Tal como já havíamos referido nas previsões da equipa do BnR, os grandes favoritos não defraudaram, para já, as expetativas dos adeptos: Roger Federer e Rafa Nadal são, de longe, os dois jogadores mais fortes em prova.
Até à hora em que este artigo é escrito o maestro suíço ainda não teve ninguém do outro lado da rede que o obrigasse a “suar” verdadeiramente para passar à ronda seguinte. Aljaz Bedene, Jan-Lennard Struff e até Richard Gasquet foram presas demasiado fáceis para Federer, que ainda não perdeu um único set. As exibições do helvético têm sido soberbas e a confiança com que se tem movido em Melbourne Park dão muito boas indicações para aquilo que poderá ser a prestação do atual número dois do mundo na segunda semana de prova. A jogar a favor de Federer está também o facto de a parte inferior do quadro (a sua metade) se ter aberto bastante (devido às derrotas algo inesperadas de Del Potro, Goffin, Zverev e Raonic), o que torna a vida de Federer ligeiramente mais fácil. Para já, os únicos nomes que, à partida, ainda podem colocar o suíço mais nervoso são mesmo os de Dominic Thiem e… Novak Djokovic. O sérvio ainda está em prova e, apesar de nem sempre ser muito convincente, tem superado todos os seus adversários e parece estar a ganhar confiança para, quem sabe, tentar travar Federer numa possível meia-final de sonho para os adeptos da modalidade.
Poderá Djokovic surpreender e vir a bater Roger Federer? Fonte: Australian Open
Se na secção inferior tudo tem corrido mais ou menos como previsto, o mesmo tem sucedido no topo do quadro, onde se encontra Rafa Nadal. Apesar de o espanhol ter tido poucas dificuldades para derrotar aqueles que até agora se cruzaram com ele (Victor Estrella Burgos, Leonardo Mayer, Damir Dzumhur e Diego Schwartzman), o atual líder do ranking mundial teve no pequeno argentino um teste sério à sua capacidade física e psicológica: Schwartzman fez uma excelente exibição, muito consistente e agressivo, inteligente nas horas decisivas, e obrigou Rafa a percorrer aquela “milha extra” para sair vitorioso da Rod Laver Arena.
Na categoria dos grandes destaques da semana devemos também colocar a batalha épica entre Denis Shapovalov e Jo-Wilfried Tsonga, que terminou com a vitória do francês em cinco sets duríssimos, as (quase perfeitas) exibições do croata Marin Cilic – que merece toda a atenção e respeito por parte dos seus companheiros de prova – e também a vitória de Grigor Dimitrov contra quase 15 mil australianos (entre os quais, do outro lado da rede, Nick Kyrgios) naquela que foi a que, pessoalmente, considero a maior desilusão da semana no que toca ao quadro masculino. Kyrgios vinha de uma vitória no torneio de Brisbane, mostrava-se concentrado e dedicado nos seus compromissos dentro do court e, com todo o público atrás dele, esperava-se que fizesse um pouco melhor frente ao búlgaro, adiando assim a possibilidade de se encontrar com Rafa em solo australiano (que jogo seria!). Assim sendo, abrem-se as portas a uma provável reedição da meia-final de 2017 – aquele que foi, para muitos, o melhor encontro do ano – entre Rafa Nadal e Grigor Dimitrov.
É certo que a primeira semana não foi tão agitada como alguns gostariam que fosse, mas estou certo que dentro de poucos dias a luta entre os craques do costume pela vitória no primeiro major do ano vai “pegar fogo” – e o culpado não será o Sol do verão australiano…!
O Rio Ave recebeu e venceu o Boavista na 19ª jornada do campeonato e está agora a sete pontos do quarto lugar. Guedes abriu o marcador ainda no primeiro quarto de hora e Yuri Ribeiro fechou o resultado final já nos descontos com um golo para relembrar.
O Boavista viajou até Vila do Conde para defrontar o Rio Ave, num encontro a contar para a 19ª jornada da Primeira Liga. Separados por apenas seis pontos, os dois conjuntos entraram em campo à procura dar seguimento às boas temporadas, com o Rio Ave a ocupar o quinto lugar e o Boavista no oitavo posto da tabela.
Para os alinhamentos iniciais, os dois treinadores optaram por fazer apenas uma alteração cada em relação ao último jogo. Jorge Simão fez entrar o capitão Nuno Henrique e, do lado do Rio Ave, Miguel Cardoso fez Nélson Monte regressa à equipa, por troca com Marcelo.
O jogo começou aberto e bem disputado, com o Boavista a assumir uma postura atrevida e a chegar por várias vezes às redondezas da área adversária. A equipa de Jorge Simão conseguiu mesmo desenhar boas jogadas de ataque, mas decidiu mal em vários lances e não conseguiu criar verdadeiramente perigo.
A equipa do Rio Ave sentiu o alerta e criou a primeira situação de golo perto dos dez minutos, por João Novais. Lance bem trabalhado pelo corredor direito, excelente cruzamento de Lionn a encontrar o médio entre os centrais adversários e o camisola 17 a cabecear à figura de Vagner, que respondeu com uma defesa por instinto.
Mas o golo acabou por surgir mesmo aos 14 minutos. Cruzamento largo do mesmo João Novais na esquerda, Robson aborda mal o lance e Guedes aparece nas costas da defesa para finalizar. O remate ainda bate no ferro e Vagner ainda chega a defender para longe, mas a bola já tinha ultrapassado totalmente a linha de golo. Nos festejos, o avançado do Rio Ave colocou a máscara do homem-aranha, num momento caricato que acabou por lhe valer o cartão amarelo.
A resposta do Boavista esteve perto pouco depois, ao minuto 18. Grande passe de David Simão em busca da profundidade e Leonardo Ruiz, sozinho com Rui Vieira, a atirar ao lado.
O jogo arrefeceu desde então, com o Rio Ave a procurar congelar a bola e gerir a partida e a vantagem, com os remates de meia distância de João Novais e Francisco Geraldes, que Vagner encaixou sem problemas, a serem os únicos destaques até ao intervalo.
A segunda parte começou sob um intenso nevoeiro, que surgiu no Estádio dos Arcos durante o intervalo. O Boavista começou melhor e podia ter chegado ao golo logo no primeiro minuto, mas Mateus não deu o melhor seguimento a uma boa jogada da turma de Jorge Simão e rematou ao lado em boa posição.
Pouco depois o Rio Ave ficou momentaneamente restrito a dez unidades, depois de Lionn abandonar o relvado para assistência na sequência de um choque de cabeça com Talocha. Com dez unidades, a equipa do Rio Ave procurou explorar as transições e testou Vagner num remate de meia distância de Francisco Geraldes.
O lateral do Rio Ave regressou ao encontro pouco depois, mas acabou por ter de abandonar de novo a partida devido aos ferimentos na cabeça. O brasileiro saiu mesmo de ambulância do Estádio dos Arcos, de onde foi levado para o hospital. Miguel Cardoso fez assim entrar Marcão e deslocou Nélson Monte para o corredor direito.
À passagem do minuto 66, Fábio Espinho apareceu nas costas da defesa da equipa da casa e obrigou Rui Vieira a sair da área para cortar a bola, com o avançado do Boavista a cair e os adeptos visitantes a pedirem falta e a expulsão do guarda-redes da equipa da casa. Hélder Malheiro, contudo, nada assinalou e admoestou mesmo o avançado do Boavista com o cartão amarelo por simulação.
Os axadrezados contaram com muito apoio em Vila do Conde Fonte: Boavista FC
Pouco depois o Boavista ficou novamente perto do golo, mas nem Kuca nem Mateus conseguiram chegar a tempo de desviar o cruzamento rasteiro de Talocha.
Na resposta, já com Nuno Santos no lugar de Barreto, foi Marcelo a ficar perto do golo na sequência de um canto, mas o cabeceamento do defesa central saiu ligeiramente por cima da baliza de Vagner.
Jorge Simão estava insatisfeito com o resultado e também mexeu na equipa para procurar chegar ao golo. Kuca deu lugar a Rochinha e, pouco depois, foi Fábio Espinho a sair para a entrada de Rui Pedro.
O avançado emprestado pelo FC Porto dispôs mesmo de uma boa oportunidade para empatar, quando surgiu solto na área adversária, mas permitiu a defesa de Rui Vieira com um remate cruzado. Na recarga, Mateus ficou novamente perto de marcar, mas Marcão surgiu bem no caminho da bola.
Até ao final o Boavista tentou carregar, mas foram do Rio Ave as melhores oportunidades, com a equipa da casa a conseguir mesmo ampliar. Já depois de Geraldes ter obrigado Vagner a fazer uma defesa apertada, depois de um bom passe de João Novais, Yuri Ribeiro fez o golo da tranquilidade num lance para recordar. O lateral emprestado pelo Benfica arranca ainda a meio do campo, mas ultrapassa as linhas do Boavista, contorna Robson com um grande gesto técnico e não perdoa no frente a frente com Vagner.
O Sporting da Covilhã recebeu e venceu por 1-0 o CD Santa Clara numa partida da 21.ª jornada da Segunda Liga, um jogo bastante emotivo e que não dececionou quem se deslocou esta tarde ao Estádio Santos Pinto.
Primeira parte muito animada no Santos Pinto, as duas equipas demonstraram o porque de estarem ambas nos lugares cimeiros da Segunda Liga. Nos primeiros dez minutos da partida as equipas anularam-se mutuamente sem que nenhuma delas se tivesse sobressaído, estávamos numa fase clara de estudo das equipas, uma à outra. A primeira oportunidade real da partida aconteceu ao minuto 10 pelos pés do goleador da equipa serrana, Fatai, remate muito torto ainda assim.
A partir daqui o Santa Clara começou claramente a dominar a partida com mais posse de bola e a ocupar mais tempo o meio-campo serrano, sem que, no entanto, conseguisse criar algum perigo real para a baliza do Igor Rodrigues. A equipa do Sporting da Covilhã parecia de alguma maneira querer atribuir o domínio do jogo à equipa açoriana para assim criar transições ofensivas rápidas, e foram algumas as situações de contra-ataque que surgiram desta estratégia. O primeiro sinal de perigo dado pelo Santa clara saiu dos pés do capitão Pacheco, aos 30 minutos de jogo, bola direitinha para as mãos de Igor Rodrigues. Mas foi numa bola parada, que teve origem num contra-ataque de Índio travado em falta por João Pedro, que o Sporting da Covilhã partiu para a frente do marcador. Livre batido alto para o segundo poste e João Dias a cabecear para o meio da pequena área onde estava Adul Seidi que só teve que encostar a bola para o fundo da baliza do Santa Clara, jogada claramente de laboratório a dar um grande resultado, os jogadores da equipa açoriana queixam-se de que a bola já teria saído quando João Dias cabeceou, o fiscal de linha, bem colocado, não concordou e por isso o golo foi considerado legal, estávamos com 36 minutos de jogo.
O Sporting da Covilhã continua na sua senda de demonstrar uma grande consistência defensiva e conseguir aproveitar os poucos lances de golo que consegue criar. O Santa Clara por seu lado carregou ainda mais o meio-campo serrano após o golo sofrido e quase chegava ao golo do empate, ao minuto 42′ depois de alguma atrapalhação na área do Sporting da Covilhã, um jogador do Santa Clara aproveita e remata com grande potência para a baliza serrana, mas o guardião covilhanense Igor Rodrigues a demonstrar mais uma vez o porque de ser considerado um dos talentos emergentes desta competição, a negar o golo açoriano com uma grande defesa para canto.
O Estádio Santos Pinto teve hoje uma das melhores assistências da época na Covilhã Fonte: Bola na Rede
Se a primeira parte foi animada, não há sequer adjetivos que qualifiquem a segunda parte. O Sporting da Covilhã entrou determinado em resolver o jogo logo de inicio, Índio e Reinildo, numa situação de contra-ataque, estiveram perto de marcar o segundo golo da Covilhã. Serginho, guarda-redes do Santa Clara, não quis ficar atrás de Igor Rodrigues e fez também duas intervenções de grande qualidade que impediram o Sporting da Covilhã de sentenciar a partida.
O jogo estava intenso e tal era a intensidade que o jogador do Santa Clara, Daniel Coelho, foi expulso à passagem do minuto 52 depois de uma entrada violenta e que no entender do arbitro com violência excessiva. A tarefa do Santa Clara avizinhava-se mais complicada agora com menos um elemento, mas a verdade é que o Santa Clara melhorou e começou a criar várias ocasiões de perigo, Paulo Clemente esteve muito perto de marcar ao minuto 67′. O Santa Clara carregava, mas como jogava com menos um elemento também se expunha e o Sporting da Covilhã aproveitava sempre para acelerar numa transição rápida ofensiva. O jogo estava numa fase bastante emocionante e de uma maneira que os espetadores gostam, um jogo partido e com ataques constantes de lado a lado. Só na entrada do período de compensação é que a equipa serrana começou por abdicar de atacar e a equipa do Santa Clara ainda mandou uma bola à barra nos últimos minutos, mas o lance era precedido de fora de jogo.
Terminou assim um jogo bastante emocionante e que demonstrou bem a qualidade das duas equipas, vitória sofrida do Sporting da Covilhã com uma pontinha de sorte, mas a sorte também faz parte do futebol.
O histórico de confrontos entre FC Porto e Sporting CP é já longo e, a par disso, é também longa a relação entre os seus dois actuais treinadores. De um lado, Sérgio Conceição lidera pelo primeiro ano um FC Porto a querer romper com o passado recente, sedento de títulos. Do outro, Jorge Jesus, que está desde 2015 ao comando dos leões e ainda procura a conquista do campeonato ao serviço do emblema de Alvalade. E se até agora só se tinham defrontado uma vez nestas condições, preparam-se para arrancar esta semana para um total de quatro confrontos, quatro partidas que prometem deixar os adeptos presos aos ecrãs!
Conhecidos pela sua personalidade vincada e feitio para dizerem sempre o que pensam, Sérgio Conceição e Jorge Jesus há muito que viram os seus percursos cruzarem-se, talvez ainda longe de se imaginarem ao serviço de dois dos grandes rivais do futebol português. Recuando até ao início das suas carreiras, encontramos um factor comum a ambos: o FC Felgueiras. Foi lá que Sérgio, nos seus primeiros anos enquanto jogador, fez a sua estreia no principal escalão e encontrou Jesus, que o lançou enquanto dava os seus primeiros passos como treinador. E foi lá também que começou uma relação de amizade, que prevalece até hoje, independentemente dos momentos em que estão na posição de adversários.
Foi em Felgueiras que se escreveu o primeiro capítulo de uma história que se prepara agora para atingir o clímax, que pode pender para qualquer um dos lados, tornando um ou o outro num herói ou vilão, uma história que terá com certeza contornos de magia, de imprevisibilidade e, sem dúvida, de espetáculo.
O momento das duas equipas no campeonato português é semelhante. Com apenas três empates cedidos até agora na competição, frente ao Sporting CP, CD Aves e SL Benfica, os azuis e brancos mantiveram-se sempre no topo da tabela. Até agora. Neste momento são os leões que ocupam a primeira posição, ainda que há condição, com um ponto de vantagem. Para isso contabilizaram quatro empates, também nos clássicos e com o Moreirense FC e o SC Braga e beneficiaram do adiamento do GD Estoril Praia – FC Porto, interrompido ao intervalo.
Sérgio Conceição chegou este ano ao comando técnico do FC Porto Fonte: FC Porto
Taco a taco na perseguição ao título de campeão nacional, os dois emblemas terão, para além do duelo da segunda volta da liga, mais três jogos para disputar. O primeiro deles joga-se já na próxima quarta-feira, 24 de Janeiro, e é a contar para a Taça da Liga. Nas dez edições já realizadas da prova, nenhum dos dois conseguiu sair vencedor, havendo um claro domínio de um outro rival, o da Luz. Depois, também as meias finais, mas da Taça de Portugal, a serem jogadas em Fevereiro e Abril.
Apesar de os duelos entre Sérgio Conceição e Jorge Jesus não serem novidade no futebol nacional, são ainda recentes com os dois nos comandos técnicos das suas actuais equipas, com um empate a zero a ser o único resultado registado. Já no total de embates, independentemente das equipas que serviam, o saldo é favorável a Jesus, que venceu seis das onze partidas disputadas, tendo perdido duas e empatado três. Embora não se prevejam grandes poupanças nestes jogos, que não sendo todos para o campeonato não deixam de ser clássicos, Sérgio Conceição deverá ter a tarefa mais complicada, uma vez que tem um plantel mais limitado para gerir, com poucas soluções para criar rotatividade, e ainda a lutar em todas as frentes, incluindo a Liga dos Campeões.
No entanto, é certo que os 90 minutos em campo ditarão muito mais do que os ideais e opções dos treinadores. Para cada uma das partidas o desfecho é imprevisível e o que é certo é que se espera a emoção dos grandes jogos, desta vez presente em todas as provas nacionais!
O FC Paços de Ferreira venceu esta tarde o CD Aves, por duas bolas a zero. Os pacenses estiveram por cima na primeira parte, quando conseguiram o primeiro golo e, mesmo tendo pela frente um CD Aves forte e a justicar o empate no segundo tempo, conseguiram ampliar a vantagem e segurar três pontos importantes na luta pela manutenção.
Vila das Aves foi esta tarde palco de um duelo entre vizinhos. Separados por apenas alguns kilometros geograficamente, também na tabela CD Aves e FC Paços de Ferreira estavam, à partida para o jogo, lado a lado. Com 14 pontos somados, os avenses ocupavam o 16º lugar e, logo à sua frente, viam a formação pacense, em 15º lugar, com 15 pontos. De parte a parte, novidades no onze inicial. O guarda redes Quim, que alinhava como titular há 14 jornadas consecutivas viu Adriano Fachini ser opção para esta partida e, do lado dos visitantes, Rúben Micael chegou e entrou directamente para o lote de titulares.
E, num duelo de aflitos a lutar pelo afastamento dos lugares de despromoção, foi o FC Paços de Ferreira que entrou mais forte no jogo e começou patricamente a vencer. Logo aos 7 minutos Miguel Vieira respondeu ao canto cobrado na esquerda do ataque, por Pedrinho, e abriu o marcador. Estava feito o 0x1. O golo trouxe alguma tranquilidade à formação pacense, que dominava o jogo, e Lito Vidigal fez a primeira alteração logo à passagem dos 20 minutos, lançando o recém-chegado Tissone. E foi mesmo o reforço avense que acabou por comprometer na defesa, num lance que podia ter dado o segundo para o FC Paços de Ferreira. Tissone falhou o corte e deixou a bola para Bruno Moreira que, em posição frontal à baliza, rematou para uma grande intervenção de Adriano Fachini, que evitou o golo. O CD Aves apenas conseguiu chegar à baliza contrária à passagem da meia hora, com um duelo entre primos. Na sequência de um canto, Rodrigo Defendi cabeceou para a defesa do outro Defendi em campo, Rafael. Já em tempo de descontos o empate podia mesmo ter chegado, com Derley a cabecear com perigo e a ver a bola passar muito perto do poste.
O CD Aves voltou a perder pontos no campeonato e continua a ser a equipa com pior desempenho em casa Fonte: Bola na Rede
A segunda parte começou com os avenses por cima e a demonstrarem vontade de querer chegar rapidamente à igualdade. Logo aos 46 minutos Arango desviou para defesa de Defendi e, na sequência do lance, equipa e equipa técnica ficaram a reclamar grande penalidade. O árbitro Hugo Miguel consultou o video-árbitro e mandou seguir o jogo. Aos 52 minutos foi a vez de Derley tentar a sua sorte, mas viu Ricardo cortar para canto. A entrada de Arango em campo, substituição feita no reatar da partida, trouxe mais dinâmica e perigo ao ataque avense mas o golo não aparecia e, aos 67 minutos, foi novamente o FC Paços de Ferreira que esteve perto de ampliar a vantagem, com um remate perigoso de Xavier a passar perto do poste da baliza de Fachini. Uma das melhores oportunidades para o CD Aves chegou aos 75 minutos, por intermédio de Tissone. Ricardo viu o amarelo por falta sobre Arango, à entrada da área e, na sequência do livre, Tissone obrigou Rafael Defendi a uma grande intervenção, desviando a bola para canto. A formação às ordens de Lito Vidigal estava por cima na partida e fazia por merecer o golo do empate quando, aos 79 minutos, o FC Paços de Ferreira concretizou a única oportunidade de que dispôs na segunda parte, com Bruno Moreira a não desperdiçar na cara de Adriano Fachini.
O segundo golo pacense veio sentenciar a partida e os três pontos seguiram mesmo para a Capital do Móvel, com a estreia de João Henriques no comando técnico do FC Paços de Ferreira a fazer-se com uma vitória importante no terreno de um adversário directo na luta pela manutenção. Já o CD Aves continua a ter o pior registo do campeonato a jogar em casa, onde apenas conseguiu ainda uma vitória. O final do jogo ficou também marcado por confrontos na bancada dos sócios avenses, com troca de argumentos e ameaças entre os jogadores não utilizados da equipa que estavam presentes no local e os adeptos. A polícia teve mesmo que intervir e ajudar a acalmar os ânimos.
Pronto, o 4-3-3 está instalado e mais do que nunca o meio-campo é o sector mais precioso no esquema tático do Benfica. Seja a defender ou a atacar, os três jogadores devem estar no máximo das suas capacidades e com uma melhor entrega jogo após jogo.
Admito que inicialmente estranhei este novo esquema tático, mas mais por Jonas surgir sozinho na frente de ataque pois ao nível do meio-campo era uma mudança que vinha aumentar a qualidade de jogo e a melhorar a ocupação de espaços.
Para Fejsa, por exemplo, ter dois elementos uns metros à sua frente ajudou-o nos processos ofensivos pois tem mais uma opção para passar a bola e até mesmo não precisa de ser ele a transportar o esférico no relvado. Defensivamente, seja com um ou dez elementos no meio-campo, estou bem descansado com Fejsa a trinco, não há muito a dizer!
Pizzi foi até há pouco tempo uma peça fundamental no meio-campo mas, em pleno Janeiro e com meia época feita, está longíssimo de ser um jogador crucial no Benfica. Habituou-nos aos movimentos, visão de jogo, até mesmo classe e neste momento é um simples médio que vive na sombra dos colegas.
Pizzi é o motor do meio-campo. Este ano está longe do que nos habituou mas é, sem dúvida, um jogador à Benfica! Fonte: SL Benfica
Se frente ao Sporting saiu para deixar Krovinovic sozinho a trabalhar com espaço, em Braga saiu também pois Krovinovic tem uma maior presença no meio-campo. Posto isto, nota-se que Pizzi vive na sombra do camisola vinte e que precisa de render mais se quer voltar a render o que rendeu na temporada passada.
Por fim, talvez estejamos a falar do nome que, jornada após jornada, tem vindo a ganhar mais respeito dos adeptos do futebol português: Krovinovic. Chegou como um distribuidor de jogo mas devido ao estilo de jogo do Benfica teve que recuar uns metros e passar a ter uma função diferente daquela que tinha no Rio Ave. Chegou e mostrou jogo de grande qualidade, jogo esse que o fez tornar numa peça importantíssima no Benfica. Neste momento, Krovinovic está gravemente lesionado e é necessário equacionar a melhor alternativa para esta baixa de peso.
Samaris. Seja a trinco ou a cumprir outras posições, tem sido importante para defender resultados ou para dar um auxilio a Fejsa. Seja a jogar ao lado do camisola cinco ou até uns metros adiantados tem vindo a entrar e cumprir com o desejado. O grego vive no banco mas sempre que entra deixa em campo aquilo que habitou os adeptos: entrega.
João Carvalho. Made In Seixal e já com alguma experiência na primeira divisão, as mais recentes bonitas palavras de Rui Vitória para o jovem português são, para mim, justas! Neste momento parece-me que João Carvalho é a melhor alternativa a Krovinovic.
O Benfica conta com um trio do meio campo fortíssimo, mas que pode render muito mais daquilo que está a render. O facto de Fejsa e Pizzi estarem mais do que habituados a jogar sozinhos, retirou protagonismo e zona de conforto principalmente ao Pizzi. Para Krovinovic, fez aquilo que era pedido, aproveitar e agarrar a oportunidade dada em Guimarães. Samaris e João Carvalho são as mais próximas alternativas do triângulo do meio-campo.
Arrancou na Austrália a época de ciclismo 2018 para as equipas World Tour. O Santos Tour Down Under vai na vigésima edição e é o ponto de partida para as equipas do escalão máximo no ciclismo.
Esta prova que ao longo dos anos foi sofrendo alterações no percurso tem sido dominada em grande escala pelos homens da casa, nomes como Richie Porte, Alan Davis, Simon Gerrans, Stuart O´Grady, Rohan Dennis e Cameron Meyer são nomes que constam na lista de vencedores da prova e todos eles australianos. Esta prova precede os campeonatos nacionais australianos e o Critério People’s Choice Classic, motivo pelo qual os australianos aparecem em grande forma neste início de época.
Quanto aos corredores lusos o contingente é grande com Tiago Machado, José Gonçalves, Nuno Bico, Nelson Oliveira e Ruben Guerreiro a constarem na startlist mas aquele que pode almejar um lugar entre primeiros é, pois claro, Rui Costa.
Falando de primeiros lugares Richie Porte seria o principal favorito a vencer esta prova, os restantes dividem o favoritismo mas coloco Sagan como principal rival de Porte.
Com um percurso que nos últimos anos tem vindo a ter mais dificuldades nas etapas, são cada vez menos os sprinters que tem levado de vencida a prova. André Greipel (Lotto-Soudal) foi em 2010 o último sprinter que conseguiu essa proeza.
E foi o mesmo Greipel que abriu as hostilidades na primeira etapa da prova deste ano.
Na tirada de 145km entre Port Adelaide – Lyndoch o germânico da Lotto Soudal bateu o homem da casa e favorito à vitória Caleb Ewan e o campeão do mundo Peter Sagan num sprint pleno de força e potência, algo que já não víamos algum tempo por parte do germânico, e que fez começar em grande a sua época. Destaque para a queda aparatosa de Daniel Hoelgaard que o forçou abandonar a prova.
O “Gorila” começa 2018 em grande com duas vitórias na prova Santos Tour Down Under Fonte: Velonews.com
Na segunda etapa com a ligação Unley- Stirling formou-se a habitual fuga, que reforçou como líder da montanha o sul africano Nickolas Dlamini (Dimension Data), que já tinha pontuado na primeira etapa, fuga essa absorvida nos quilómetros finais da etapa e que serviram para preparação do sprint, preparação que não contou com habituais comboios das equipas dos sprinters, havendo sim vários ciclistas a disputar a posição mais alta do pódio e onde o mais forte e explosivo acabou por ser Caleb Ewan (Mitchelton-Scott), secundado pelo seu companheiro de equipa o sul africano Daryl Impey.