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SL Benfica 3-0 GD Chaves: Novos Ares

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sl benfica cabeçalho 1Depois do empate a uma bola do Sporting CP em Setúbal e da vitória caseira do FC Porto frente ao Desportivo das Aves, era a vez do SL Benfica entrar em campo nesta jornada da Primeira Liga.

Com a ausência de André Almeida por acumulação de amarelos, ficou uma vaga no lado direito da defesa, vaga essa que foi ocupada por Douglas que ainda deixa dúvidas juntos dos adeptos benfiquistas.

Foi um bom arranque de jogo na Luz, com o Benfica naturalmente por cima do Chaves. A equipa parecia estar-se a entender bem nos primeiros momentos de jogo, como tem sido habitual nas primeiras partes dos encarnados esta temporada. O primeiro golo do jogo chegou antes do primeiro quarto de hora, de forma natural tendo em conta o início de jogo que se verificou. Jonas (quem mais?), com um pontapé espetacular de primeira, com a bola ao nível do joelho, fez as redes da baliza defendida pelo Chaves balançarem.

As águias não abrandaram após o golo e continuaram a pressionar um Chaves abalado pela desigualdade no marcador. Não foram necessários mais de seis minutos para a vantagem ser alargada para dois golos. Novamente Jonas a marcar pelo Benfica, confirmando o seu vigésimo terceiro golo na Primeira Liga. Um marco incrível para o brasileiro.

Jonas marcou em 17 dos 19 jogos da Primeira Liga Fonte: SL Benfica
Jonas marcou em 17 dos 19 jogos da Primeira Liga
Fonte: SL Benfica

Sem tirar o pé do acelerador, o Benfica mostrou-se sempre mais perigoso e mais assertivo do que o Chaves. O resultado mantinha-se 2-0 quando os jogadores regressaram aos balneários para o intervalo da partida.

Na segunda parte, as equipas que saíram foram as que entraram no relvado para retomar o jogo. Além das equipas, o jogo também se manteve o mesmo com um Benfica cada vez melhor nesta temporada, a subir de forma, e o Chaves a fazer um jogo digno, apesar do resultado desfavorável. Porém, aos 47 minutos, Pizzi marcou pelo Benfica e alargou a vantagem dos encarnados para 3-0.

No entanto, aos poucos o jogo foi esmorecendo e perdendo gás, mas o desequilíbrio manteve-se. O Benfica sempre por cima, enquanto que o Chaves se esforçava para ripostar e reduzir a desvantagem. O jogo parecia estar decidido com o resultado desnivelado dessa forma, tanto é que foi mesmo dessa forma que o jogo terminou.

O Benfica encontra-se agora a um ponto do Sporting e a dois do Porto, que tem menos um jogo devido à partida adiada frente ao Estoril em que perdia ao intervalo por 1-0. A Primeira Liga está ao rubro e cada vez mais emocionante, com os três lugares cimeiros a poderem mudar a qualquer momento.

Van Dijk, senhor 85 milhões

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Cabeçalho Liga Inglesa Numa altura em que estamos a meio do período referente ao mercado de inverno muitas são as transferências que se fazem sentir na Europa. Em terras de sua majestade, mais propriamente, em Liverpool, Jurgen Klopp consegui contratar um “amor antigo” para reforçar o setor defensivo dos reds. Falamos do holandês, que atua com defesa central, Virgil Van Dijk.

Proveniente do Southampton FC, outra equipa da Premier League, o central estava a ser observado pelo Liverpool FC desde o verão de 2017 e esteve muito próximo de ser contratado nesse mesmo período de transferências. Um defesa com características muito próprias e que encaixa “perfeitamente” no esquema do treinador alemão, reforçando assim o setor mais débil da sua equipa.

Podia ter tido melhor início? Fonte: Instagram Oficial de Van Dijk
Podia ter tido melhor início?
Fonte: Instagram Oficial de Van Dijk

Melhor que este, claramente que não. O holandês chegou e estreou-se da melhor forma, marcando o golo da vitória ao minuto 84 frente ao eterno rival de Merseyside, Everton FC, no jogo a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Inglaterra. O defesa de 26 anos chega com excelentes condições para se tornar o “patrão” da defesa do Liverpool, que necessitava, com alguma urgência, de um defesa com as características do Virgil: agressividade, marcação, capacidade de jogo aéreo etc.

O Liverpool vê assim a chegada de um “grande reforço” que custou 85 milhões de euros e que será preponderante para a segunda metade da época dos reds. Podemos afirmar que é um jogador com alguma experiência, uma vez que jogou quatro anos no Southampton FC, ou seja, conhece bem a liga inglesa.

Contudo é um jogador que poderá sentir a pressão por parte do exterior devido á elevada quantia que a direção dos reds pagou pelo seu passe. Posto isto, os adeptos “fervorosos” de Anfield Road esperarão o retorno do holandês que, na minha opinião, irá conseguir fazer jus à sua nova alcunha: “senhor 85 milhões”

Foto de capa: Instagram oficial de Van Dijk

Os Vikings Americanos

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Cabeçalho modalidadesVão jogar-se no próximo domingo as finais de conferência na NFL com os jogos Jacksonville Jaguars – New England Patriots e Philadelphia Eagles – Minnesota Vikings.

Destas quatro equipas só os Patriots foram campeões da NFL mas todas as equipas têm argumentos para levantar o troféu Vince Lombardi em Fevereiro.

Os Minnesota Vikings apresentam uma história muito rica em termos de presenças em superbowls com quatro, todas nos anos 70. Era a época dos “Purple People Eaters” uma linha defensiva dominante que garantiu ainda dez presenças consecutivas nos playoffs (1968-1978). Para o domínio dos Vikings contribuiu ainda o seu estádio, o Metropolitan Stadium, que nesse período garantia aos Vikings uma vantagem psicológica (e fisiológica) de enfrentarem os seus adversários muitas vezes em temperaturas negativas.

Os Vikings fazem do frio a sua fortaleza  Fonte: Flickr - Amy Meredith
Os Vikings faziam do frio a sua fortaleza
Fonte: Flickr – Amy Meredith

Para reforçar esta ideia podemos ainda constatar que desde a saída do Metropolitan para estádios cobertos, os Vikings nunca mais chegaram a um superbowl, nem mesmo em 1999 quando contavam com futuros Hall of Famers, como eram os casos de Randy Moss, Cris Carter ou John Randle, e onde bateram todos os recordes atacantes à data, ou em 2009 com Favre e Adrian Peterson.

Em 2010 o teto do seu estádio coberto desabou e ao longo de dois anos os Vikings tiveram de se mudar para um estádio ao ar livre. Essa mudança demonstrou a tenacidade dos adeptos dos Vikings com muitos deles a aplaudirem esta mudança e a pedirem para a equipa abraçar o seu lado nórdico.

O conforto dos adeptos e patrocinadores ganhou e hoje os Vikings têm um novo estádio coberto.Veremos se a história se altera e os Vikings conseguem chegar a um superbowl.

Foto de Capa: Flickr – Joe Bielawa

Uma semana de Campeonato Europeu de Andebol na Croácia

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Tendo terminado a Fase de Grupos Preliminar e estando já as equipas concentradas na Main Roun esta é a melhor altura para fazermos uma análise de tudo o que se tem passado na Croácia ao longo destes últimos dias.

Grupo A

Fonte: Handbollslandslaget
Os Suecos estão em boa forma e conquistaram o primeiro lugar do grupo
Fonte: Handbollslandslaget

Num grupo onde o equilíbrio dominou e nenhuma equipa sobressaiu em termos de resultados, surgiu logo a primeira surpresa. A Islândia era, à partida, uma das equipas que conseguiria alcançar um dos três lugares disponíveis, mas acabou por perder este lugar para a Sérvia por quatro golos.

A vencedora do grupo foi a Suécia, onde se destacou o lateral direito Albin Lagergren, com 13 golos em 3 jogos. Destaque também para o guarda-redes Mikel Appelgren, que apresenta uma percentagem de defesas de 42%, sendo o segundo melhor da competição. Um jogo a rever será o da última jornada, que colocou frente a frente a Sérvia e a Islândia.
A equipa da Croácia passou em segundo lugar, com os mesmos pontos da Suécia, mas com uma menor diferença de golos.

Uma Equipa B de muito talento

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fc porto cabeçalhoO FC Porto B é um caso serio de sucesso. As últimas épocas tem sido brilhantes e, esta época não é diferente, com o FC Porto a comandar a Segunda Liga. O objetivo de uma equipa B passa por concluir o percurso de formação e integrar jovens valores contratados numa nova realidade competitiva.

A equipa B do FC Porto esta recheada de talento: Diogo Costa, Diogo Dalot, Jorge Fernandes, Diogo Leite, Fede Varela, Galeno e André Pereira são apenas alguns exemplos de jovens valores que a breve prazo estarão a brilhar na Primeira Liga.

António Folha tem realizado um trabalho magnífico ao comando dos azuis e brancos. Cinco jogadores já foram chamados para jogos oficiais da equipa A: Diogo Dalot, Jorge Fernandes, Luizão, Galeno e André Pereira. Este é um sinal muito positivo do trabalho realizado e da relação e interação que existe entre Sérgio Conceição e António Folha.

O caminho tem de ser este, o clube atravessa dificuldades financeiras e a formação tem de ser uma aposta forte do clube. Além da qualidade que é evidente as mais-valias que podem trazer em futuras vendas (André Silva e Rúben Neves são exemplos disso) é algo que não pode ser descorado. O FC Porto é um clube com uma cultura muito própria e os jogadores da formação percebem e encarnam isso com muito mais facilidade do que qualquer outro jogador vindo do estrangeiro.

Jorge Fernandes é um pilar dos azuis e brancos  Fonte: FC Porto
Jorge Fernandes é um pilar dos azuis e brancos
Fonte: FC Porto

Acredito que esta época o FC Porto B vai voltar a conquistar o titulo da Segunda Liga. Esse não é o principal objetivo mas é sempre melhor formar a ganhar do que o contrario. Criar hábitos de vitória faz com que o insucesso seja mal digerido e isso é a cultura FC Porto.

Ao nível tático este FC Porto de António Folha é um regalo para quem gosta de analisar a vertente mais tática do jogo. O FC Porto joga num 3-4-3 que se transforma rapidamente num 3-5-2 ou num 5-4-1.Esta riqueza tática que procura o “Futebol Total” é algo que não encontro em mais nenhuma equipa no Futebol Profissional em Portugal. Espero e acredito que quando Sérgio Conceição seguir outros caminhos na sua carreira o seu substituto seja António Folha.

Foto de Capa: FC Porto

Vitória FC 1-1 Sporting CP: Leão deixa dois pontos no Bonfim

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sporting cp cabeçalho 2

Foi numa noite agradável, aliada a um ambiente positivo nas bancadas carenciadas de revestimento, devido, obviamente, ao facto de ser um dia de semana e a uma hora problemática.

O jogo teve início às dezanove horas no estádio do Bonfim. O Vitória tentava dar a volta à onda de maus resultados, e o Sporting reforçar a liderança. O resultado final foi 1-1, resultado injusto, se é que se pode falar em justiça quando duas equipas se digladiam dentro das regras e do fair-play. Mas é seguro dizer que o Sporting praticou melhor futebol e dominou grande parte da partida.

O Sporting começou mais forte e intenso. O Vitória apenas pressionante no segundo terço do campo. Nota mais que positiva para Coates, fortíssimo no jogo aéreo, tanto defensivamente, como ofensivamente, ao minuto 25 esteve muito bem a subir nas alturas, mas em falta.

Arnold foi um dos jogadores sadinos em destaque antes de perder resistência física. Minuto 26: remate potente ao lado da baliza de Rui Patrício. Porém, é importante registar as falhas de marcação ao longo do jogo e ineficácia nas vezes em que partiu para o ataque – anulado por Fábio Coentrão.

O Vitória sempre que saía, fê-lo em contra ataque.  João Teixeira tentou sempre pegar no jogo a partir da esquerda, mas muito desinspirado. Já  Gonçalo Paciência foi, claramente, o elemento mais desequilibrador na formação setubalense. O número 6 do Vitória, Podstawski fez uma exibição de grande nível, um senhor do meio campo sadino.

Nuno Pinto sempre implacável no capítulo do desarme – por consequência disso, o Sporting não conseguiu impor-se pelo corredor direito de Gelson e Piccini. Os adeptos deleitaram-se com as movimentações de Bruno Fernandes. O português embelezou a sua exibição com um golo. Bruno recebeu um passe em profundidade de Gelson Martins ao minuto trinta – após recuperação de William Carvalho. Posso dizer com convicção que o Sporting não se limitou a jogar de forma coerente e segura, fê-lo com muita confiança e com a famosa nota artística. Ruben Ribeiro encaixou como uma luva nas costas de Dost – com muita criatividade nos pés. Nota positiva para a polivalência de Acuña – muito móvel, chegou a aparecer muitas vezes na zona central, combinando com Ribeiro e com Bas Dost.

Bruno Fernandes marcou o único golo do Sporting na partida Fonte: Instagram oficial de Bruno Fernandes
Bruno Fernandes marcou o único golo do Sporting na partida
Fonte: Instagram oficial de Bruno Fernandes

O camisola 24 do Vitória, João Amaral, foi o elemento mais sacrificado na turma de José Couceiro. Foi Amaral e o restante meio campo leonino: Gelson fez “gato sapato” de Pedrosa. Também puderam contribuir para agravar a situação, William e Bruno Fernandes – com saídas com a bola controlada para o último terço do meio campo dos sadinos. Pedrosa demonstrou-se frágil no que concerne ao capítulo do passe – com vários erros de critério no momento da decisão.

Pelos sessenta minutos os adeptos da casa já se subjugavam aos cânticos das claques do Sporting CP. A formação de Jorge Jesus só era parada por intermédio de ações faltosas – cujos infratores eram, muitas das vezes, o capitão Nuno Pinto, André Pedrosa, Semedo e Podstawski. João Amaral quase fez golo no único lance perigoso da parte da equipa do Vitória – lance travado pela “defesa” de Coates, que até de “São Patrício” fez. De resto, pouco houve a registar até perto do final do encontro.

Gelson Martins furava pela direita, aparecia na esquerda quando trocava com Acuña, protagonizando um verdadeiro espetáculo aos adeptos que marcaram presença no Bonfim. Passou várias vezes por Nuno Pinto que só o conseguiu travar à custa dos braços.

A primeira substituição só se realizou aos 82 minutos – saída de Tomás Podstawski, entrada de Edinho. Entrou também Patrick, que como se diz na gíria do futebol, “mais valia ter ficado em casa”. O jogador brasileiro protagonizou um lance inadmissível – fazendo um passe ao adversário, a Gelson Martins. Não conseguiu fazer melhor do que Arnold. Totalmente contra a corrente do jogo, o Vitória empatou, num lance em que Edinho consegue ganhar a frente aos centrais do Sporting, ganha grande penalidade – indiscutível.

No que concerne à arbitragem, Fábio Veríssimo adotou um critério mais rígido, critério esse que fez exaltar as bancadas do Bonfim, em protesto. Fábio Veríssimo também decidiu mal no lance que decorre da subida de João Teixeira pelo corretor direito, que sofre falta clara, através de um empurrão notório de Gelson Martins.

FC Porto 1-0 CD Tondela: Liderança isolada com prenda enlaçada

fc porto cabeçalho

O jogo no Dragão começou praticamente com os festejos do golo do Vitória de Setúbal frente ao Sporting, que permitiria aos dragões, em caso de vitória, saltar novamente para a liderança isolada, independentemente do resultado que se verificar na segunda parte com o Estoril. Sem fazer uma excelente exibição, o FC Porto poderia, ainda assim, ter conseguido um resultado bem mais volumoso, evitando alguns calafrios que o Tondela haveria de causar na parte final do jogo.

Sem pensar em poupanças para as meias-finais da Taça da Liga diante do Sporting, Sérgio Conceição fez alinhar os melhores diante da formação beirã, aproveitando a embalagem da escorregadela do rival para deixar a mensagem aos seus jogadores de que não se podia facilitar. Entrar forte, resolver o jogo cedo e gerir o esforço para o clássico da próxima quarta. Tudo parecia encaminhado quando Sulley, médio ganês do CD Todela, estendeu a passadeira a Marega para abrir o ativo, e com a maior das facilidades o FC Porto chegava à vantagem. Mas nem tudo foi um mar de rosas, pois o dragão acomodou-se e os forasteiros foram, a espaços, subindo no terreno, chegando a colocar José Sá em sentido com um remate de Tomané à meia volta. Antes do descanso, a jogada mais bonita do encontro merecia um final diferente. Danilo toca para Corona, vai buscar mais à frente e serve novamente o mexicano de calcanhar que acaba por ver Cláudio Ramos defender.

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Marcano esteve, uma vez mais, imperial no centro da defesa
Fonte: FC Porto

O FC Porto sentia algumas dificuldades para penetrar na defensiva tondelense e voltou a apostar na profundidade, com bolas longas a explorar a velocidade de Marega. Já o Tondela, que vinha de uma série positiva de três jogos sem perder, chegava ao intervalo com legítimas aspirações de enervar os portistas na segunda parte. E isso foi conseguido, essencialmente devido a mais uma noite de grande inspiração do guarda redes Cláudio Ramos, que evitou golos de Brahimi, Felipe, Corona, Danilo e Marega.

Com o tempo a passar e o jogo a encaminhar-se para o final, restava à equipa beirã apostar nas bolas paradas para tentar operar uma gracinha. O empate nunca esteve perto, mas as aproximações à baliza de Sá iam-se sucedendo e os suspiros das bancadas eram audíveis. Com espaço, Hernani e Marega iam tentando colocar um ponto final nas dúvidas, mas a clarividência nunca foi a melhor. À parte disso, ficam os três pontos que permitem aos portistas reassumirem a liderança isolada, com a certeza de que entram na Amoreira mais descansados, no dia 21 de fevereiro, para os 45 minutos que faltam.

E agora, Luisão?

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sl benfica cabeçalho 1Em meados de novembro, e quando ainda não havia uma dupla de centrais certa na equipa do Benfica, escrevi que o tempo de Luisão como titular havia chegado ao fim. Hoje, passados dois meses, a certeza com que o digo é ainda maior.

Apesar de ser um jogador de que toda a massa adepta do clube encarnado gosta, é também já um jogador que pouco acrescenta à equipa a nível exibicional. O capitão encarnado é já um jogador lento, face à capacidade física de alguns extremos e avançados do principal escalão português, muitas vezes levando a que tenha de abordar os lances de forma mais agressiva. Ou passa a bola ou passa o jogador, ambos não. Certo é, e dirá quem acompanha futebol com a isenção de que o próprio necessita, que o capitão encarnado nunca foi um jogador de velocidade elevada, mas no entretanto fazia valer-se de outras características necessárias ao jogo, nomeadamente a resistência e a disponibilidade com que se entregava.

Naturalmente, no presente a entrega é tanto ou mais do que a de antigamente, contudo, esta já não é suficiente. Ou pelo menos única. A liderar agora a linha mais recuada dos encarnados está um jogador que teve em Luisão uma referência e que, ou muito me engano, ou também será no futuro uma referência para outros. O novo líder é Jardel, e teve em Luisão o exemplo de excelência.

Jardel, a par de Rúben Dias, está a formar uma dupla capaz de dar consistência suficiente à equipa para que avance no terreno com a autoridade que é exigida de um clube grande em Portugal, não desleixando aquilo que são as bases de um ataque bem organizado. Seja na posição e movimentos dos atacantes, seja nas coberturas que as linhas mais recuadas têm responsabilidade de fazer. A irreverência e a juventude – em todos os seus defeitos e virtudes – de Rúben Dias, é colmatada pela experiência de Jardel.

Luisão está no Benfica desde a época 2003/2004 Fonte: Flickr
Luisão está no Benfica desde a época 2003/2004
Fonte: Flickr

Ainda nesse artigo, abordei Luisão num outro aspecto: o balneário. O capitão, e para os adeptos encarnados sê-lo-á sempre, terá agora uma missão também ela de grau elevado. Não dentro de campo, mas sim à beira do mesmo. E que difícil missão é.

No balneário, o “Girafa” deve ser o rosto do inconformismo com a má temporada que a equipa está a realizar, mas também o líder de uma revolta que se espera que resulte na conquista do penta. O tal papel fundamental de backstage de que falei nesse artigo de novembro.

Cabe agora a Luisão um papel tão ou mais importante do que aquele que tem dentro de campo. Cabe a Luisão ser a cara de um Benfica rejuvenescido e disposto a lutar pelo campeonato. Não dentro de campo, mas sim numa tarefa que não será visível aos olhos dos adeptos. Massacrando os colegas se não derem tudo em campo, ou incentivando se for apenas um dia menos bom. Se desempenhar o seu papel com sucesso, como acredito que irá fazer, em campo esse vai, certamente, ser reconhecido por todos.

Uma vez que renovou o contrato com o clube por mais um ano, que este seja no sentido de passar o testemunho para as gerações futuras e de deixar um legado que para sempre permanecerá na memória do clube e dos adeptos do Benfica. O legado de um capitão que até ao último segundo foi um exemplo de dedicação.

Foto de Capa: SL Benfica

Os 5 flops da primeira ronda

Cabeçalho Futebol NacionalFinda a primeira metade da época, é hora de analisar e se fazer todo o tipo de balanços. Desta feita, analisamos alguns jogadores que geraram expectativas altas para esta época futebolística, e que no entanto não as concretizaram. Falamos dos denominados flops, jogadores que por muita qualidade que possam ter, não o conseguiram mostrar nesta primeira volta do nosso campeonato.

UFC 220: Ganham os favoritos?

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Cabeçalho modalidadesBoston, 20 de Janeiro. UFC 220 é sem dúvida alguma o primeiro grande evento de 2018. Em jogo estarão mais do que dois títulos, arrisco-me a dizer que estará também em jogo o futuro das divisões Heavyweight e Light Heavyweight, ainda que por razões diferentes.

Vejamos:

Daniel Cormier (DC): Sim, aquele que Jon Jones tem o dom de fazer chorar – está com 38 anos de idade. O campeão em título da divisão de Light Heavyweight já deixou em aberto a possibilidade de se retirar este ano, podendo Volkan ser o seu último adversário da carreira. Volkan Oezdemir, tem sangue novo e deverá abraçar a nobre e inprovável missão de agitar as águas nesta divisão. O suíço tem apenas três combates na UFC, estando o seu currículo marcado por uma vitória sobre Ovince St. Preux.

Com a suspensão de Jones, a lesão de Gustafsson e com um Antony Johnson longe de cativar (Cormier derrotou-o por duas vezes), Cormier não vê muita concorrência nos seus últimos momentos enquanto atleta profissional de MMA. O wrestler trintão de São José tem a sua carreira pós UFC já bem delineada. Além de ser comentador da empresa promotora de combates, DC está também envolvido num podcast Talk & Talker e tem também investimentos na área da restauração. É o próprio Cormier quem reconhece que estes projetos acabam por lhe retirar algum tempo e foco para o trabalho árduo no octógono. Oezdemir deverá querer fechar o capítulo DC com uma vitória, abalando a divisão e abrindo caminho ao surgimento de novas figuras. O favoritismo está todo do lado de Cormier, e ambos deverão sabê-lo.

Ngannou, superpoder, super-confiante

Fonte: UFC.com
Fonte: UFC.com

Apesar da notoriedade de DC, as atenções estarão sobretudo depositadas no combate entre Stipe Miocic e Francis Ngannou. Apesar de ser o campeão em título, Miocic parte como underdog. Este cenário é consequência das vitórias contundentes de Ngannou, particularmente a vitória sobre Overeem. Há quem não tenha dúvidas de que Stipe não terá forma de contrariar o tremendo poder do camaronês. Em termos estratégicos, Miocic deverá socorrer-se do seu sólido percurso enquanto wrestler para trazer o combate para o chão. Os combates de Ngannou não permitiram aferir as suas competências neste capítulo, pelo que o atual campeão da divisão de Heavyweight deverá querer explorar as eventuais falhas do candidato ao título, evitando assim uma troca de golpes que se antevê pouco promissora para Stipe, em virtude da enorme potência de golpes do camaronês (basta recordar o que aconteceu a Alistar Overeem)

Boston, 20 de Janeiro poderá marcar um ponto de viragem nas divisões de maior peso (literalmente) da UFC. Ngannou será mesmo aquela força da natureza indomável? E Cormier só vacila perante Jones?

Cá estarei para analisar estes dois combates, bem como as possíveis consequências dos seus desfechos.

 

Foto de Capa: Monster Energy