Nesta jornada realizaram-se dois jogos que irão certamente ser decisivos nas contas para o título de Campeão Nacional de Andebol. O FC Porto, motivado pelas doze vitórias consecutivas alcançadas, recebeu o SL Benfica, que havia vencido os azuis e brancos na primeira volta. Já o ABC/UMinho recebeu os Campeões Nacionais, Sporting CP, no pavilhão Flávio Sá Leite.
No primeiro jogo, o FC Porto entrou em campo determinado a mostrar que já tinha ultrapassado a má fase do inicio da época e que era realmente um candidato ao título. Nos minutos inicias começou a ganhar 7-1, ganhando uma vantagem que lhe iria permitir controlar o resto do jogo. O melhor que a equipa de Carlos Resende conseguiu foi estar a quatro golos da equipa da casa. Foi um jogo muito complicado para o Benfica, principalmente a nível ofensivo, onde teve muitas falhas. Hugo Laurentino também foi muito importante para a vitória. Com este resultado, ambas as equipas têm os mesmos pontos, mas o FC Porto tem vantagem no confronto direto. Miguel Martins foi o melhor marcador da partida com nove golos.
Hugo Figueira tentou, mas não conseguiu impedir a derrota da sua equipa Fonte: Ricardo Rosado Fotografia
Também no Norte, mas em Braga, o jogo foi um pouco diferente. O inicio do jogo foi mais equilibrado, tendo o ABC começado melhor. Mas a partir do 4-4 o Sporting adiantou-se na partida e não deixou que a equipa de Jorge Rito se voltasse a aproximar, aproveitando a maior experiência dos seus jogadores. A turma de Hugo Canela encontra-se agora isolado no primeiro lugar do Campeonato Nacional de Andebol, com mais dois pontos de vantagem. Já o ABC já está no quinto lugar, com os mesmos pontos do Avanca. Tomás Albuquerque, do ABC, marcou seis golos e foi o melhor marcador da partida.
É um bocado chateado e roçando a irritação que te escrevo. Podes chamar-lhe azia se quiseres, mas eu chamava-lhe “sede de justiça”.
Será que toda a gente viu como jogámos no último jogo? E na nossa anterior saída à Madeira? Desculpa lá, mas quem vir esta equipa jogar pensará que estamos com certeza nos lugares cimeiros da tabela. Toda a gente, desde os adeptos até aos mais “conceituados” jornalistas a dizerem que não tínhamos qualidade e afinal “tomem lá que é para aprenderem”.
Confesso que assim que recebi o convite do meu Presidente, achei que ia ser um trabalho desafiador mas também difícil. Acontece que assim que terminámos os dois primeiros dias de treino, só me questionei em como era possível que tanta qualidade individual estivesse no último lugar da tabela classificativa. A qualidade que encontro poderia resumir-se a um ou dois jogadores. Mas não. São vários os elementos deste grupo com qualidade acima da média, os quais vão rapidamente dar o salto para um clube com outras ambições. Mais: acredito que dois ou três dos nossos pupilos rapidamente alcancem um grande do nosso futebol. A curto prazo as propostas vão surgir. Talvez até do teu clube Rui. Mas não me venhas já roubar o Lucas, mesmo que me pareça que caía aí que nem uma luva.
Ivo Vieira tomou as rédeas do GD Estoril Praia há três jornadas atrás Fonte: GD Estoril-Praia
Isto tudo para dizer o quê? Para dizer que o Estoril está bem e se recomenda. Que vamos sair rapidamente da situação em que nos encontramos. Para dizer a todos aqueles que se apelidam de analistas do futebol português que Sábado a vitória será nossa quase de certeza. Será a primeira de muitas. Para dizer que daqui a meia dúzia de jornadas estaremos num lugar tranquilo da tabela. E para te dizer que não fosse a arbitragem do último jogo e muito possivelmente teríamos pontuado pela terceira vez consecutiva. E é aqui que tu entras Rui.
Diz-me lá só aqui entre nós: achas-te mesmo que a tua equipa mereceu vencer o jogo realizado no passado Sábado? A sério? E não me venhas com a tanga do “quem marca mais e sofre menos merece vencer”. Houve alguma equipa nacional que tenha feito na Luz o que nós fizemos? Um clube que está no último lugar contra um clube que tem no banco um jogador que custou quatro ou cinco vezes o nosso orçamento anual para o futebol?
Soube-se há dias que o SL Benfica estava interessado num jogador brasileiro, Fernandinho, que militava no campeonato nacional do seu país, ao serviço do Joinville. Pouco depois, o próprio internacional canarinho confirmou que seria reforço das águias, permitindo ao clube português ganhar uma corrida contra outros emblemas, sobretudo equipas espanholas. A entrada destes jogadores, de qualidade inegável e inquestionável, apesar da idade já avançada (34 anos), é certamente uma mais-valia para o desenvolvimento deste desporto no nosso país.
O único senão é mesmo a idade, mas ainda vem a tempo de fazer pelo menos mais duas temporadas a grande nível, conforme ele já demonstrou nos palcos por onde passou, sendo de destacar a passagem pelo Dínamo de Moscovo durante sete temporadas, desde 2010 até ao início deste ano, quando regressou ao seu país natal para o já citado Joinville.
Pensava-se que este jogador já estaria perto do término da carreira, mas os dirigentes do clube encarnado entenderam que o Fernandinho ainda teria mais para dar, algo que faz sentido, pois apesar de não ser propriamente um jogador em início de carreira, ainda tem muito para oferecer ao futsal europeu em geral e português em particular.
Fernandinho trocou o Joinville por mais uma experiência no estrangeiro, desta feita em Portugal Fonte: abola pesada
Esta contratação é mais uma prova do investimento muito forte nesta secção, no sentido de tentar fazer frente ao poderio do grande dominador nas temporadas mais recentes, o Sporting CP, por isso o fim de temporada da primeira divisão promete ser muito animado, com os principais candidatos a prometer grandes duelos na fase dos play-offs, isto caso não surjam surpresas nessa fase decisiva, conforme aconteceu nesta última temporada, com o SC Braga a ocupar o lugar do Benfica na final do campeonato, contra o Sporting, ou como tem acontecido esporadicamente nos últimos anos, lembrando-me por exemplo da Desportiva do Fundão, que também afastou os encarnados da final para a ir discutir com a equipa leonina na época 2013/14. Na teoria a final será entre os rivais da segunda circular, mas a prática nem sempre corresponde à parte teórica, conforme eu demonstrei com os exemplos acima citados.
Só mesmo no fim desta temporada é que podemos ver se o investimento valeu a pena ou se nos próximos tempos vamos manter a tendência verificada no futsal nestes últimos anos: ver o grande rival a festejar títulos…
O Benfica deslocou-se esta noite a Vila do Conde para mais uma eliminatória da Taça de Portugal. Os encarnados entraram muito pressionantes na partida, tendo controlado a grande maioria da primeira parte do jogo. O primeiro golo da partida acabou por surgir aos 36 minutos, por intermédio de Jonas. No entanto, na segunda metade, o Benfica voltou demasiado descontraído dos balneários e, dois minutos após o início da mesma, Lionn marcou e empatou o jogo.
O clube da Luz ainda tentou reagir, mas acabou por sofrer um novo golo já aos 62′, desta vez por Ruben Ribeiro. Sem nunca ser inferior ao Rio Ave e, estando sempre mais perto do golo que os vilacondenses, as águias tentaram inverter o resultado. Aos 84 minutos Jonas sofreu falta dentro da grande área, beneficiando assim de uma grande penalidade. Cássio, que teve uma prestação exemplar, negou ao avançado brasileiro o golo que daria o empate ao Benfica. O empate acabaria mesmo por chegar dois minutos mais tarde. Luisão, com um golo caricato, como já é habitual, marcou o segundo golo dos encarnados, empurrando o jogo para o prolongamento.
O Benfica ainda correu atrás do prejuízo, mas não foi capaz de inverter o resultado Fonte: SL Benfica
Já com Zivkovic, Raul e Seferovic em campo, o capitão do Benfica lesionou-se, mesmo em cima do minuto noventa, deixando assim a sua equipa reduzida a dez unidades. Ainda mal havia começado o prolongamento quando o Rio Ave fez seu terceiro golo da partida, desta vez com Guedes a aproveitar a distração defensiva encarnada. O clube da Luz ainda tentou, mas Seferovic, muito apagado, falhou excelentes ocasiões de golo.
Ainda assim, o Benfica esteve sempre mais perto do empate que os vilacondenses do quarto golo. A verdade é que o empate não chegou e o Rio Ave acabou por passar à próxima eliminatória da Taça de Portugal, eliminando o primeiro grande da competição.
O Rio Ave derrotou o Benfica por 3-2 após prolongamento e está nos quartos de final da Taça de Portugal.
A equipa de Miguel Cardoso esteve em desvantagem, deu a volta na segunda parte, sofreu o empate perto do fim, mas carimbou a vitória no prolongamento. Já o Benfica até entrou bem, mas desapareceu na segunda parte e só conseguiu criar perigo em fases de desespero.
Numa noite muito fria e chuvosa, o Benfica visitou o Rio Ave com o propósito de seguir em frente na Taça de Portugal. Rui Vitória aplicou a velha máxima de não mexer em equipa que ganha e a equipa encarnada entrou em campo com o mesmo onze que defrontou o Estoril.
Já o técnico dos vilacondenses, Miguel Cardoso, operou duas alterações relativamente ao jogo anterior: Tarantini regressou de castigo para o lugar de Leandrinho e João Novais, figura principal da remontada frente Moreirense, entrou para o lugar de Barreto, deslocando Francisco Geraldes para a faixa.
O jogo começou vivo e o Rio Ave criou perigo logo aos três minutos, na sequência de um livre direto. Rúben Ribeiro ganhou a falta já perto da área e João Novais rematou direto para uma boa intervenção de Bruno Varela.
Aos 12 minutos os encarnados criaram a primeira ocasião de golo, por Krovinovic. O jogador croata aparece bem já na área e remata com perigo, com a bola a sair prensada e a ser defendida por Cássio.
O Benfica começava a impor o seu futebol e pouco depois esteve novamente perto do golo. Pizzi apareceu bem pela direita, ganhou a linha de fundo e cruzou para o interior da área onde Marcelo, num corte falhado, envia a bola ao poste da própria baliza.
A equipa de Rui Vitória esteve novamente perto do golo aos 17 minutos, desta vez por Eduardo Salvio. O extremo argentino apareceu bem à entrada da área depois de uma boa transição rápida do clube da Luz e rematou já muito perto da baliza de Cássio, com a bola a rasar o poste.
A equipa de Miguel Cardoso finalmente respondeu ao minuto 25. Guedes encontrou espaço nas costas da defensiva encarnada, Bruno Varela hesitou na saída e o avançado do Rio Ave por pouco não chega primeiro, ficando ainda o banco da equipa da casa a pedir grande penalidade, por alegada falta de Bruno Varela.
Após um período em que o jogo até estava a ter menos destaques, Jonas abriu finalmente o marcador para os visitantes aos 35 minutos. Jogada do Benfica pelo corredor direito, cruzamento de André Almeida para a entrada da área e o brasileiro a rematar de primeira para o fundo da baliza de Cássio.
Até ao intervalo não houve lugar para mais jogadas de perigo, com o Benfica a partir para o descanso em vantagem depois de uma primeira parte em que se conseguiu superiorizar ao Rio Ave.
A segunda parte não podia ter começado melhor para o Rio Ave, com a equipa de Vila do Conde a chegar à igualdade logo aos dois minutos do segundo tempo. Após uma boa recuperação de bola, já perto da área do Benfica, Francisco Geraldes descobre Lionn solto de marcação e o lateral brasilerio não perdoa na cara de Bruno Varela.
O jogo entrou então numa toada de equilíbrio, sem que as equipas conseguissem causar perigo junto da baliza adversária. Só ao minuto 57 André Almeida, depois de uma boa jogada individual, conseguiu rematar com perigo, mas Cássio respondeu com uma boa intervenção.
O Rio Ave sentiu a ameaça e reagiu da melhor forma possível, com Rúben Ribeiro a marcar o golo da reviravolta ao minuto 62. Recuperação de Lionn no miolo, a bola circula até ao corredor direito e o camisola 10, depois de tirar André Almeida do caminho, remata cruzado ao ângulo da baliza de Bruno Varela.
Em desvantagem, o Benfica procurou reagir ao golo sofrido e quase conseguiu o empate logo a seguir. Na sequencia de um canto de Pizzi, Luisão ganha nas alturas e cabeceia forte, com o guarda-redes rioavista a responder com uma grande defesa por instinto.
Guedes marcou o golo decisivo Fonte: Rio Ave FC
O Rio Ave ia conseguindo manter o Benfica longe da sua área e Rui Vitória, insatisfeito, lançou Raúl Jiménez e Zivkovic para os lugares dos apagados Pizzi e Cervi. Do lado do Rio Ave, Miguel Cardoso respondeu com a troca de João Novais por Oscar Barreto.
O Benfica começava a empurrar a equipa da casa para junto da sua baliza e Jonas, aos 84 minutos, perdeu uma grande oportunidade para empatar ao desperdiçar uma grande penalidade. O avançado brasileiro, que foi impedido de chegar a um cruzamento ao ser agarrado por Nélson Monte, cobrou o castigo máximo, mas o guarda-redes da formação vilacondense respondeu com uma defesa enorme.
A equipa da Luz continuou a insistir e dois minutos depois, já com Seferovic em campo, igualou mesmo a partida. Zivkovic bateu o canto e Luisão, ao segundo poste, conseguiu fugir à marcação e desviar para o golo da igualdade.
Até ao final do tempo regulamentar não existiram mais ocasiões de perigo, pelo que o jogo seguiu para prolongamento. Destaque apenas para a lesão de Luisão, já na compensação, que deixou a equipa de Rui Vitória com apenas dez elementos, uma vez que o técnico benfiquista tinha já esgotado as substituições.
O prolongamento começou da mesma forma que a segunda parte: com o golo do Rio Ave. Grande jogada de Nadjack pelo corredor direito, o lateral a assistir Oscar Barreto e o remate do colombiano, depois de ressaltar em Jardel, a sobrar para Guedes encostar.
A poucos minutos do intervalo do prolongamento Cássio voltou a brilhar, desta vez ao parar um remate forte de Seferovic. O avançado Suíço apareceu solto no lado esquerdo da área contrária e rematou tenso, mas o guarda-redes brasileiro respondeu com mais uma defesa de grande nível.
No segundo tempo do prolongamento a equipa encarnada procurou subir no terreno, o Rio Ave foi encostado à sua baliza, mas conseguiu afastar o perigo e segurar a vitória até ao apito final.
Jorge Jesus apresentou uma equipa totalmente diferente em comparação com o último jogo frente ao Boavista, onde se destacam os regressos de Bryan Ruiz e Doumbia ao onze titular, sendo o número 88 determinante para o resultado, enquanto António Barbosa, treinador visitante, procedeu a uma única alteração, ao lançar a jogo Rafa Miranda.
Num jogo em que se perspetivava uma exibição bastante tranquila pela equipa leonina, esta acabou por vencer sem grandes problemas e conseguiu assim a passagem aos quartos de final da prova rainha do futebol português.
O Sporting demorou a entrar no jogo, muito provavelmente pela grande rotatividade da equipa, mas sempre com o controlo total da partida, embora sem grandes ocasiões de perigo na primeira meia hora da partida. No outro lado, a equipa do distrito de Braga, apesar das reconhecidas limitações face ao adversário, cumpriu o seu papel com uma sólida exibição defensiva e alguns contra-ataques, o mais perigoso, ao minuto dezoito, com André Soares a rematar fraco na cara de Salin. O rumo do jogo inverteu-se assim que os verdes e brancos aumentaram a velocidade na transição ofensiva e com isso surgiram duas grandes oportunidades, aos 30 e 39 minutos, com Petrovic e Tobias Figueiredo, respetivamente, a enviarem a bola à barra. No último lance do primeiro tempo, Doumbia, na recarga a um remate de Bryan Ruiz, inaugura o marcador. Nota ainda para um lance duvidoso na área do Sporting, aos 44 minutos, com toda a equipa e banco do Vilaverdense a pedirem grande penalidade ao árbitro, Luís Ferreira.
Doumbia e Gelson foram os autores dos golos Fonte: Facebook oficial de Gelson Martins
Numa segunda parte em que o Sporting entrou mais pressionante, principalmente depois da entrada de Gelson Martins e de Podence à hora de jogo, conseguiu ter mais lances de perigo e com isso dilatar a vantagem que trazia dos primeiros 45 minutos. O Costa-Marfinense Seydou Doumbia concretizou por mais duas vezes, deixando o resultado em 3-0 aos 74 minutos, acabando assim com a reduzida esperança que a formação de Vila Verde tinha na deslocação a Lisboa. Nos últimos quinze minutos, o Sporting, mesmo não continuando com o ritmo elevado com que tinha iniciado a segunda parte, criou algumas oportunidades, destacando-se o remate de Battaglia ao qual Pedro Freitas, o guardião do Vilaverdense, correspondeu com uma boa defesa e, já mesmo no final do encontro, Gelson, numa brilhante jogada individual, fez o 4-0 e fixou o resultado final.
Um resultado que não surpreendeu ninguém e que confirmou a clara superioridade do Sporting, contudo, não podemos de deixar de reconhecer o Vilaverdense que se apresentou em Alvalade sem receio de jogar o seu futebol, tendo mesmo proporcionado alguns bons momentos, assim como o espetacular apoio dado por parte dos seus adeptos, que se fizeram ouvir durante todo o jogo.
O que nós gostamos é de falar de futebol, futebolistas, tácticas de treinadores, golos bonitos ou fintas excepcionais. O que queremos é valorizar o desporto, os ambientes das bancadas, e as famílias que queiram ir passar um bom momento a ver o seu clube de coração a jogar dentro das quatro linhas.
E o que nos falta para que isso aconteça? Simplesmente que se pacifique o futebol português. Porque hoje, quando se fala de futebol em Portugal, é apenas para referir os jogos de bastidores, jogos de poder e tentativas de ganhar vantagem competitiva através de influências externas.
Pessoalmente gostaria de chegar à segunda-feira e poder falar apenas dos golos do Bas Dost, das fintas de Bruno Fernandes ou Podence, dos passes em profundidade do William, dos cortes do Battaglia, Coates ou Mathieu ou das grandes defesas do Rui Patrício. E nem me custaria muito poder valorizar a qualidade de Jonas, apesar das suas constantes quebras de tensão e perda de consciência, ou reconhecer que jogadores como Brahimi, Aboubakar ou Corona só trazem qualidade ao nosso campeonato, valorizando ainda mais as vitórias que o Sporting possa vir a alcançar.
Estes deveriam ser os verdadeiros protagonistas no futebol Fonte: Sporting Clube de Portugal
Mas do jogo de futebol não podemos dissociar o negócio futebol, porque é este último que, apesar de nem sempre ser garantia absoluta de vantagem para ganhar títulos, garante aos clubes poderem estar mais perto de os conquistar. E por ser um negócio de milhões, os agentes tentam ao máximo diminuir o risco de verem os seus investimentos não darem os resultados que se perspectivavam. Para que isso aconteça, terão que tentar controlar-se todas as variáveis associadas a um jogo de futebol, como um fora de jogo ou uma falta que, na dúvida, possa ou não ser assinalado, e possa ser decisivo para a vitória em jogos de difícil resolução, castigos que eventualmente possam surgir por práticas menos próprias e que possam ser arquivados, esquecidos ou não vislumbrados, ou mesmo tentando condicionar agentes de decisão, dando-lhes a conhecer que têm os seus contactos, moradas (suas e das famílias), ou mensagens mais íntimas.
Tendo todas estas variáveis controladas, onde fica a imprevisibilidade do futebol, que tantos apregoam ser o mais belo do jogo? É que, se é bonito ver essa imprevisibilidade para os outros desde que ganhe sempre o mesmo, então para mim não serve.
Bola na Rede: Gerso, lembras-te do túnel que te fiz na Escola Martim de Freitas?
Gerso Fernandes: Não, não me lembro. Só tu é que te lembras disso mesmo. Será que isso aconteceu mesmo? (risos)
BnR: Acho que isso é só negação… Começaste a tua formação no União de Coimbra, depois acabaste na Académica. O que é que aconteceu para não ficares em Coimbra?
GF: Na altura, assim que acabei a minha formação na Académica, fui emprestado pela Académica ao Tourizense. No final dessa temporada, a Académica queria um jogador do Tourizense (Nivaldo, defesa-esquerdo). E eles acabaram por trocá-lo pelos meus direitos de formação. E depois disso, como o meu empresário, Nuno Rolo, tinha conhecimentos no Estoril, acabei por lá ficar.
Fonte: Tomás Resendes
BnR: Depois de meia época com o Vinícius Eutrópio apanhaste Marco Silva no início da carreira. Foi com ele que estiveste três anos da tua carreira. Foi o treinador que mais te marcou na carreira?
GF: Sim, sem dúvida. Foi o que mais me marcou e foi o que mais marcou o Estoril. Os três anos dele no Estoril foram fantásticos. Conseguimos a qualificação para a Liga Europa, depois de ficarmos no 4.º lugar, acho eu. Na altura, foi fantástico.
BnR: Mesmo o grupo, com João Coimbra, Diogo Amado… Era um grupo coeso, não é verdade?
GF: Tinha bons jogadores e bons amigos. E o Marco Silva tinha a capacidade de nos unir, não só como equipa, mas também como família. Isso ajudou-me muito nesses anos com ele.
BnR: Notaste logo que ele tinha aquele “bichinho” de treinador e que iria chegar onde chegou?
GF: Logo de início não notei, mas gostei da forma como ele nos dava os treinos e como conversava connosco. Acho que para ele também foi fácil e ele compreendia-nos muito. E ajudava-nos muito.
BnR: A tua saída do Estoril coincidiu com a do Marco Silva. As coisas estiveram relacionadas?
GF: Não, não acredito que as coisas tenham estado relacionadas a esse ponto. Quando o Marco Silva saiu, eu achei que iria ser o meu ano. Mas depois fui emprestado e as coisas não correram como aquilo de que eu estava à espera e fui emprestado ao Moreirense.
1, 65m. Centro de gravidade a atingir os mínimos possíveis, aliada a uma estatura digna de “Portugal dos Pequeninos”, onde todas as camisolas lhe parecem grandes. Eis Daniel Podence, um dos jogadores que, mesmo não sendo um dos melhores, é dos que mais prazer me dá ver jogar no atual plantel do Sporting.
Simplesmente porque o seu futebol intriga-me tanto como a satisfação que tenho em vê-lo conduzir a bola. É quase uma constante presença “contra-natura” em campo, porque “não faz sentido” ver um jogador daquela dimensão (física, não futebolística) dentro das quatro linhas. Sempre que o vejo em campo, automaticamente me remeto para os tempos em que via o futebol em desenhos animados, onde os relvados pareciam ser de dimensões infinitas, e onde os jogadores possuíam características inimagináveis.
Na última partida, frente ao Boavista, tal como ao longo da temporada, Podence parece ainda um elemento “estranho” ao jogo, mas é raro sair de campo sem uma ou duas jogadas que perduram na memória. Desde a assistência frente ao Chaves, passando pela magia deixada em Oleiros, até ao “partir de rins” no Bessa, que resultou numa assistência para o golo de Coentrão. Em suma, jogadas que parecem ter saído diretamente das ruas ou dos baldios de terra para os maiores estádios de futebol em Portugal.
Daniel Podence continua a mostrar a sua magia desconcertante nos relvados Fonte: Sporting Clube de Portugal
Obviamente que ainda há muitas etapas que precisa de ultrapassar para se tornar um jogador completo, tal como melhorar a finalização, definir melhor os momentos do jogo – saber o segundo exato para soltar a bola, e quais as alturas em que a deve prender -, mas acredito que é atrás do ponta de lança que essa aprendizagem deve ser feita. Pois é quando cai do centro para a ala, e arrasta o central consigo, que vemos a maioria dos seus rasgos.
Mas para já, Podence continuará um desenho animado em forma de jogador, no melhor sentido possível da palavra. Até lá, servirá de prova viva de que o futebol foge à lógica mais elementar de todos os desportos onde ganha o mais alto, o mais rápido ou o mais forte. No futebol, ganha o mais inteligente, ganha o mais audaz. Porque futebol não é um desporto, é um jogo. E Podence, o novo cartoon do futebol europeu, é a pequena grande prova disso mesmo.
Terminou este fim-de-semana o UK Championship, uma das provas mais importantes do circuito mundial, que já se encontrava a ser disputada há duas semanas em York (Inglaterra).
Numa reedição da final do Champion of Champions disputado cerca de um mês antes na Ricoh Arena, em Coventry (Inglaterra), Shaun Murphy e Ronnie O’Sullivan voltaram a superiorizar-se à concorrência ao longo de todo o torneio e a marcar encontro para a final disputada este Domingo.
A prova começou com algo que tem sido habitual nas mais recentes competições, uma eliminação precoce de Ding Junhui. O chinês continua a não conseguir dar a volta ao seu momento menos bom e voltou a ser eliminado logo na 1ª Ronda. Desta feita, Ding Junhui caiu aos pés de Leo Fernandez, 130º do Ranking, que bateu o número três do ranking mundial por 6-5.
Na segunda ronda, o destaque foi para a derrotda do bi-campeão mundial Mark Selby frente a Scott Donaldson (66º), por 6-3. A terceira ronda revelou-se um momento amargo para alguns dos principais candidatos. Judd Trump, segundo da hierarquia mundial, caiu aos pés de Graeme Dott, sendo derrotado por 6-2. Marco Fu, sétimo do ranking, e Neil Robertson, décimo, foram eliminados por Lyu Haotian e Mark Joyce, respectivamente.
No entanto, o grande foco estaria na estrondosa eliminação de Barry Hawkins, oitavo do ranking mundial, que acabou esmagado por Akani Songsermsawad, um jovem tailandês de apenas 22 anos, 84º do ranking à entrada para este torneio, que levaria a melhor com uma vitória inequívoca por 6-0.
Não ficando satisfeito com esta grande vitória, Akani entrou na quarta ronda com um objectivo muito claro: fazer tremer Ronnie O’Sullivan. E a realidade é que o Rocket teve muitas dificuldades para ultrapassar o tailandês, vencendo o jogo apenas na negra (6-5).
Nos Quartos-Final não se registaram surpresas. Ryan Day bateu Mark Joyce por 6-5. Shaun Murphy venceu Mark King por 6-1, Stephen Maguire conquistou uma vitória por 3-1 frente a Joe Perry e Ronnie O’Sullivan derrotou Martin Gould por 6-3 Nas Meias-Finais voltaram a evidenciar-se os favoritos à vitória: 6-3 favorável a Shaun Murphy no embate com Ryan Day e vitória de Ronnie por 6-4 frente a Stephen Maguire.
Desta forma, um mês depois da final do Champion of Champions, Ronnie O’Sullivan tinha a possibilidade de se vingar de Shaun Murphy, que nesse encontro o bateu por 10-8.
Shaun Murphy voltou a estar presente em mais uma final Fonte: World Snooker
A final disputada em York tinha reservado um final diferente daquele que havia acontecido um mês antes, sendo em encontro que desde cedo se revelou tenso e equilibrado, tendo estado inclusivamente empatado 5-5. No entanto quando a partida parecia estar dividida, o Rocket acelerou e lançou-se para o 3.º troféu da época, depois do Open de Inglaterra e do Shangai Masters, vencendo o encontro por 10-5.
Com esta vitória, o Rocket somou o 31.º título da sua carreira em provas pontuáveis para o ranking, aproximando-se do record de 36 títulos conquistados por Stephen Hendry (já retirado) e igualou ainda o seu compatriota Steve Davis como recordistas em vitórias no UK Championship, com seis troféus conquistados.
Já durante esta semana, decorre em Glasgow, na Emirates Arena, o Open da Escócia, a próxima prova do ranking e do calendário da época 2017/18 da World Snooker, que tem final marcada para Domingo, dia 17.