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Belenenses SAD 0-2 SL Benfica: Rafa abriu o caminho para a vitória

Foi sob o fundo verde da mata do Jamor que o azul e o encarnado se fundiram nas bancadas do Estádio Nacional, o mais antigo de Portugal.

Belenenses SAD e SL Benfica partiam para este encontro embalados pelos resultados positivos da primeira ronda da Liga NOS, na qual os azuis do Restelo viajaram até Portimão para resgatarem um ponto com sabor a Dom Rodrigo e os homens da Luz aplicaram uma manita aos recém-promovidos Paços de Ferreira.

O relvado, abundantemente regado antes do apito inicial, foi o mote para a mota de Rafa ligar-se logo nos primeiros minutos do encontro, com Koffi a tirar o pão da boca ao extremo do Benfica. Minutos depois, foi a vez de Raúl de Tomás ter visto negado os seus intentos pelo elástico guarda-redes do Burkina Faso emprestado pelo LOSC Lille; na sequência deste lance, Seferovic fez o mais difícil e falhou à boca da baliza aquele que seria o primeiro golo do encontro.

O Belenenses SAD iam sentindo-se confortáveis com bola, recuperando-a cada vez mais à frente do terreno, fruto da pressão alta imposta por Jorge Silas.

À passagem dos vinte minutos, o espanhol de ascendência dominicana ligou o ambientador e cheirou a golo no Estádio Nacional: diagonal de Rafa pela direita e Raúl, de primeira, atirou a centímetros do poste esquerdo de Koffi.

Com dificuldades em assentar o seu jogo mais apoiado, o SL Benfica ia apostando nas transições ofensivas, explorando da melhor maneira o espaço entre o setor avançado e intermédio da turma do Restelo.

As limitações ofensivas de David Tavares iam condicionando a asa direita da águia, o que obrigava os encarnados a dependerem quase exclusivamente da individualidade de Rafa, ainda que a espaços Ferro tentasse através de passes verticais que rompiam as linhas azuis lançar as transições.

Mas quem com ferros mata, com ferros morre e o Belenenses por pouco não saíram em vantagem para o intervalo: Kikas, o ponta da lança que os azuis seguravam para ferir a defensiva encarnada, recebeu no peito uma bola lançada nas costas da defensiva encarnada e só não contrariou a previsão do nulo ao intervalo porque Vlachodimos travou aquela que seria a odisseia do avançado azul. O jogo esteve equilibrado durante a primeira parte.

O jogo na primeira parte foi muito equilibrado e houve oportunidade de perigo para ambos os lados
Fonte: Carlos Silva/ Bola Na Rede

Dois minutos da segunda parte e os “encarnados” começaram logo a criar perigo junto da baliza adversária. Seferovic apareceu nas costas da defesa e rematou com estrondo ao poste esquerdo da baliza do Belenenses SAD. O avançado suíço estava em fora de jogo e passou o perigo para a equipa de Silas, que voltava para a partida algo distraída.

A pressão do SL Benfica era cada vez maior e a bola praticamente nem saía do meio campo do Belenenses. Desta vez foi Grimaldo e Raúl de Tómas a serem protagonistas. Grande cruzamento do espanhol e cabeçeamento de Raúl de Tómas, mas estava novamente assinaldo fora de jogo aos comandados de Bruno Lage.

Foi ao minuto 59 que, finalmente, o golo surgiu na partida. Grande atrapalhação na grande área do Belenenses e no meio de tantos jogadores surgiu um “pequeninho”. Como só ele sabe fazer, Rafa apareceu e de primeira meteu a bola no ângulo direito para alegria de muitos “benfiquistas” no estádio. Foi um remate sem hipóteses para Koffi que ficou pregado ao chão. Era a vantagem por apenas um golo para o SL Benfica, mas mais do que merecido.

Rafa num momento de magia para conseguir marcar o primeiro da partida
Fonte: Carlos Silva/Bola Na Rede

O jogo entrou num momento de atrapalhação das duas equipas, tal como já se tinha verificado durante grande tempo da primeira parte. Muitas perdas de bola e era ataque “encarnado” e resposta imediata do Belenenses SAD e vice-versa. Notava-se o cansaço tanto nos jogadores do Belenenses SAD como nos do SL Benfica.

Aos 78 minutos, Nuno Tavares quase que estragou tudo com um erro grosseiro após um alívio mal feito. Depois o remate do Belenenses SAD acabou por ser muito torto e sair ao lado da baliza de Vlachodimos. Passou o perigo, mas engane-se que este jogo estava resolvido, porque havia uma equipa ainda bem viva no jogo: a de Silas.

Grande jogada coletiva do SL Benfica, ao minuto 84, e a bola só parou dentro da baliza. Tudo começou do lado direito e no final da jogada bastou aparecer Chiquinho nas costas da defesa e passar para o lado para o avançado suíço encostar. Porém, houve uma longa paragem no jogo para que Carlos Xistra, o VAR da partida, verificasse a posição do avançado do Benfica. Fábio Veríssimo foi ao VAR ver as imagens do lance e marcou mesmo fora de jogo… Que pena, porque a jogada coletiva que terminou em golo valia o preço do bilhete.

E se um é bom, o segundo não tardou muito. Mais um grande trabalho de Rafa a galgar metros e metros ao longo do campo e a encontrar do lado direito Pizzi, que não vacilou. O médio português parou a bola, esperou e depois rematou cruzado e a bola só parou lá dentro. Este contou mesmo e estava feito o 0-2 para o Benfica.

Até final, nota para as entradas de Taarabt e de Carlos Vinícius, que ainda tentaram deixar a sua marca no jogo envolvendo-se nas transições ofensivas encarnadas.

O Benfica segue assim líder, contabilizando os dois jogos realizados até ao momento por vitórias. Já o Belenenses, pese embora o bom jogo que protagonizou frente ao atual campeão nacional, mantém-se com o ponto trazido de Portimão.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Belenenses SAD – Koffi (GR), Kau (Farak, 79′), Varela (A. Chima, 56′), Licá, Kikas (Nico Velez, 63′), Matija, Calila, André Santos, Gonçalo Silva, Lucca, Nuno Coelho

SL Benfica – Odysseas Vlachodimos (GR), Grimaldo, Rúben Dias, Ferro, Nuno Tavares, Florentino, Samaris, Pizzi (Taarabt, 93′), Rafa, Raúl de Tómas (Chiquinho, 74′), Seferovic (Vinícius, 93′)

Moreirense FC 3-0 Gil Vicente FC: Entrar a matar e gerir para golear

Vitória justa mas exagerada do Moreirense FC, que soube explorar as deficiências gilistas no momento defensivo. Depois da vitória frente ao FC Porto, os galos não foram capazes de dar sequência às duas vitórias consecutivas neste regresso à competição profissional. Luther Singh fechou a goleada com um grande golo. Equipas seguem empatadas na classificação com três pontos.

Determinado a colocar um ponto final no ciclo de duas derrotas consecutivas (Vitória FC para a Taça da Liga e SC Braga para o campeonato), o Moreirense FC desde cedo soube ser inteligente e eficaz quanto baste para começar a fazer danos no setor mais recuado dos gilistas que, ao contrário do que fizera contra o FC Porto, apareceu em Moreira de Cónegos desconcentrado, desalinhado e sem a organização que evidenciara há uma semana.

O lado esquerdo dos galos, sempre mal preenchido. no momento defensivo. por Arthur, oferecia muitos espaços que Bilel e João Aurélio foram explorando, acabando por causar inúmeros calafrios a um desamparado Denis, que via também os seus centrais a falhar muitas vezes na leitura dos lances, permitindo que os passes a rasgar dos médios interiores cónegos deixassem os avançados cara a cara com o guardião gilista. Foi num desses momentos, aliás, que o Moreirense conseguiu chegar a uma vantagem de dois golos logo aos 20 minutos.

Ainda assim, a história do resultado começa a ser contada ao sétimo minuto, após um livre da direita batido de forma larga por Pedro Nuno e que encontrou correspondência ao segundo poste, onde Fábio Abreu se libertou da frágil marcação de Arthur Henrique para abrir o marcador. A desorientação era tal que as coisas não funcionavam e as constantes perdas de bola por parte de João Afonso e Soares, bem como o apagão de Kraev – o maestro gilista -, propiciavam a que os lances de perigo dos da casa se fossem acumulando, até que num dos muitos momentos em que o passe surgiu a explorar o muito espaço concedido entre o lateral esquerdo e o central do mesmo lado, deixou Bilel na cara de Denis com toda a facilidade para fazer o 2-0.

Vítor Oliveira, incrédulo com as facilidades concedidas, só conseguia abanar a cabeça e esperar que um lance fortuito pudesse oferecer um golo á equipa antes do intervalo, por forma a elevar os níveis anímicos e minimizar o desastre em que se tornou a primeira meia hora gilista. De facto, só nos últimos instantes Pasinato acabou por ser posto à prova, sempre com a qualidade de Lourency a vir ao de cima e a colocar em sentido as aventuras de João Aurélio pelo corredor direito.

No segundo tempo, as coisas não se alteraram significativamente, pelo menos no que à toada do jogo diz respeito, porque em relação à disposição das peças em campo, sobretudo do lado do Gil Vicente FC, houve bastantes diferenças. Vítor Oliveira optou por deixar no balneário os dois laterais que tão mal haviam estado e lançou um outro (Edwin), bem como mais um avançado (Naidji), para fazer parelha na frente com Sandro Lima. O 4-3-3 inicial dava lugar a um 3-4-3 (muitas vezes alternado com um 3-5-2), mas nem por isso se viram melhorias por parte do Gil Vicente FC, sempre muito incompetente na arte de dar o melhor seguimento às aproximações da área cónega.

Com um futebol mais expectante e à procura do momento exato para aplicar a machadada final, o Moreirense FC acabou por conseguir os seus intentos, já à entrada para o último quarto de hora, fruto de uma obra de arte do recém entrado Luther Singh. Um valente pontapé em zona frontal, a uns bons 25 metros da baliza, com a bola a embater na trave e a parar apenas no fundo da baliza de Denis. A diferença entre as duas equipas não fica espelhada no desnível do resultado, mas castiga sobremaneira a desorganização gilista na primeira parte e o acerto cónego no mesmo período. Lourency, a melhor unidade gilista, merecia ser feliz quando viu a bola esbarrar na trave, depois de um livre cobrado de forma exímia.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Moreirense FC – Pasinato, João Aurélio, Iago, Steven Vitória, Djavan, Fábio Pacheco, Filipe Soares (Luther Singh, 67’), Alex Soares, Bilel, Pedro Nuno (Luiz Henrique, 83’) e Fábio Abreu (Nené, 85’).

Gil Vicente FC – Denis, Kellyton (Naidji, 46’), Rodrigo, Rúben Fernandes, Rodrigo, Arthur (Edwin, 46’), Soares, João Afonso, Kraev (Samuel Lino, 76’), Erick, Lourency e Sandro Lima.

RC Celta de Vigo 1-3 Real Madrid CF: Exibição de qualidade para afastar fantasmas de pré-época

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A jornada de abertura do campeonato espanhol tinha no Estádio Balaídos, em Vigo, um dos encontros cabeça-de-cartaz, opondo o Celta local ao Real Madrid. Na equipa da casa, destaque para o regresso ao clube de Denis Suárez, por empréstimo do Barcelona, tendo sido aposta para o onze titular de Fran Escribá. Já na turma da capital espanhola, a grande surpresa da tarde foi para a inclusão de Gareth Bale na equipa titular, após toda a “novela” que se tem passado à sua volta. Também James Rodríguez foi incluído na ficha de jogo, sendo ele outro jogador com futuro ainda incerto no clube.

O jogo começou mexido, com ambas as formações a procurarem impor o seu futebol, mas o certo é que, nos primeiros dez minutos de jogo, nada de relevante houve a registar. No entanto, daí para a frente, a história do jogo mudou: logo ao minuto 12, Karim Benzema abriu o ativo ao corresponder a um cruzamento de Gareth Bale, que trabalhou o lance pela ala direita antes de servir o goleador francês.

O Real Madrid não queria abrandar e Bale continuava a mostrar serviço a Zinedine Zidane, sendo sempre através do jogador galês que surgiam as melhores oportunidades dos “madridistas”. Foi através dele que surgiu a outra grande chance da primeira parte, já após o minuto 40: invertendo os papéis do lance do golo, foi Benzema a servir Bale, mas desta vez Rubén Blanco conseguiu intervir e impediu que a vantagem dos “Blancos” fosse dilatada.

O golo do empate do Celta podia ter surgido em cima do intervalo: Odriozola facilitou e, perante a pressão de Denis Suárez, permitiu que este entregasse a bola “de bandeja” a Iago Aspas, que já dentro da área serviu Brais Méndez, que finalizou com sucesso. No entanto, o golo foi anulado por fora-de-jogo, tirado milimetricamente a Iago Aspas, no momento do toque de Denis Suárez.

Chegava o intervalo e o Celta até tinha vantagem na posse de bola, mas as oportunidades de perigo, ainda que escassas, pertenciam em grande maioria ao Real Madrid, inspirados por um surpreendentemente irrequieto Gareth Bale.

Fonte: Real Madrid C.F.

A segunda parte começou com uma boa jogada do Real Madrid, com Marcelo a protagonizar uma das suas famosas incursões ofensivas no flanco esquerdo e a servir Benzema, que rematou para fora. O Celta reagiu de imediato através de Iago Aspas que, isolado com Courtois, não conseguiu fazer o golo, tendo o guardião belga saído na perfeição aos pés do avançado espanhol.

Os galegos voltaram do intervalo com bastante mais energia e tiveram novo lance de perigo: foi de novo Iago Aspas quem recebeu a bola dentro da área, mas nesta ocasião tentou a assistência para Gabriel Fernández, tendo este rematado contra o corpo de Casemiro, que substitui o guarda-redes de forma legal e evitou o empate.

Se o bom momento do Celta no início da segunda parte não fosse razão suficiente para alarmar o Real Madrid, a expulsão de Luka Modric fez com certeza “soar campainhas” junto dos responsáveis “madridistas”. Faltava ainda pouco mais de meia hora de jogo e os “blancos” teriam que jogá-la em inferioridade numérica e perante um Celta super motivado.

A resposta dos “merengues” não podia ter sido melhor: a equipa instalou-se no seu meio-campo ofensivo e, apenas cinco minutos após a expulsão, Toni Kroos enviou uma “bomba” na direção da baliza de Rubén Blanco que nada conseguiu travar. A bola bateu na parte inferior da trave e ressaltou para dentro das redes galegas, tendo o médio alemão assinado um golo que será um dos melhores da época que agora começa.

O Celta tentava reagir e, como habitual, era o capitão Iago Aspas a tentar “carregar” a equipa, desta feita com um remate que passou junto ao poste esquerdo da baliza de Courtois. Quem parecia não falhar era o Real Madrid, que ampliou a vantagem para três golos através de Lucas Vázquez, fazendo golo no seguimento de uma extraordinária jogada dos “blancos” e que envolveu “toques mágicos” de Marcelo, Isco e Benzema, antes deste último assistir o extremo espanhol.

O jogo foi, a partir do terceiro golo “madridista”, perdendo ritmo e intensidade, passando o Real Madrid a controlar a bola. Ainda assim, o Celta conseguiu o seu “golo de honra”, já no período de compensação, através do jovem Losada, produto da formação galega, que fixou o resultado final em 1-3.

O Real Madrid entra a ganhar nos jogos oficiais e deixa uma imagem bastante mais positiva do que a que se viu na pré-temporada. Já o Celta, apresentou um bom nível na primeira parte, mas após a expulsão, quando deviam subir de rendimento na partida, deixaram que o oposto acontecesse, sendo dominados até fim do jogo. Seja como for, é início de época e ambos os conjuntos têm pontos a melhorar. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Celta de Vigo – Rubén Blanco; Kevin Vázquez; David Costas; Araújo; Lucas Olaza; Lobotka (Pione Sisto, 75’); Beltrán (Pape Cheikh, 83’); Denis Suárez; Brais Méndez; Gabriel Fernández (Losada, 88’); Iago Aspas.

Real Madrid C. F. – Courtois; Odriozola; Sergio Ramos; Varane; Marcelo; Casemiro; Luka Modric; Kroos; Gareth Bale (Isco, 75’); Vinicius (Lucas Vázquez, 69’); Benzema (Luka Jovic, 81’).

Carta aberta a Bruno Lage e ao plantel: o que pode significar o início de época?

Mister Bruno Lage,

Se tivesse a oportunidade de falar consigo iria pedir-lhe para que fizesse com que os jogadores mantivessem os pés bem assentes no chão.

Quanto aos adeptos nada é possível fazer, pois em dois jogos marcar 10 golos e não sofrer nenhum não está ao alcance de todos.

Um dos jogos ficará durante muitos anos na memória dos adeptos, pois ganhar por cinco aos nossos rivais da Segunda Circular não é todos os dias e nem seguramente todas as épocas.

Começar a ganhar dois jogos consecutivos a praticar um bom futebol pode significar tudo mas também pode não significar nada. Uma vez, o mister disse que o jogo mais importante é sempre o próximo. Não podia estar mais de acordo consigo!

Pois de que adianta pensar em derrotar o FC Porto à terceira jornada se não passarmos no teste do Jamor? Afinal, apesar da rivalidade com os nortenhos, cada jogo vale sempre o mesmo: três pontos.

Como diz o bom ditado popular, quanto maior é a subida, maior é a queda.

Peço então a cada um dos jogadores que entrem em todos os jogos a dar tudo, como muito bem tem sido feito até aqui, desde que o treinador natural de Setúbal está ao comando.

Talvez este receio seja fruto de um passado sofrido. Lembro-me tão bem daquela vitória nos Barreiros e dos festejos no centro do relvado quando ainda faltavam nove pontos para conquistar. E a verdade é que nada foi conquistado.

Bruno Lage tem feito um excelente trabalho à frente dos encarnados. Em muito pouco tempo conquistou tudo e todos.

Luís Filipe Vieira disse que muitos benfiquistas iriam sentir falta do mister Rui Vitória. Pois bem, caro Presidente, apesar de lhe estar muito grato por tudo que fez pelo SL Benfica e de desejar que continue por muito tempo a desempenhar as funções que lhe competem quero dizer que desta vez não teve razão. Não por demérito de Rui Vitória pois não me considero um adepto de memória curta, mas porque Bruno Lage é um treinador de excelência. É sem dúvida o homem certo para colocar em prática todos os desejos do presidente.

Dá-me um imenso gozo ver o SL Benfica ganhar um derby com três elementos de uma defesa de quatro homens formados no Seixal. E isso só é possível com o mister Bruno Lage.

Chiquinho foi um jogador determinante nos dois jogos com um golo e uma assistência
Fonte: SL Benfica

Mas também sei que nem tudo irá ser um mar de rosas como tem sido até aqui. Um dia, como todas as equipas, o SL Benfica irá ter um jogo mau e um dia menos conseguido. É aí que o meu receio entra. Não por uma derrota, mas sim na reação à mesma. Uma derrota, duas derrotas, todas as equipas tem durante uma época, mesmo as mais fortes.

O problema é que se isso acontecer espero que a equipa não entre numa espiral negativa. Saiba reagir e volte a ter aquelas exibições que fazem os adeptos levantarem-se das cadeiras vezes sem conta.

Até aqui o entusiasmo tem sido enorme, mas como você disse mister, o entusiasmo é de fora e não de dentro.

O caminho até ao sucesso é longo. Conto com este plantel e equipa técnica para me voltarem a fazer chorar de emoção e no fim voltar a gritar no Marquês: “Campeões allez”.

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

FC Famalicão 1-0 Rio Ave FC: Estreia famalicense em casa com vitória

Os adeptos do Famalicão reuniram-se todos na noite desta sexta feira para assistirem ao jogo que opunha a equipa famalicense à do Rio Ave a contar para a segunda jornada do campeonato.

A expectativa no estádio era grande e culimina com um triunfo da equipa recém-promovida que soma a segunda vitória em igual número de jogos, reafirmando a melhor entrada possível no campeonato após 25 anos sem jogar no escalão máximo do futebol português.

Foram precisos apenas três minutos para haver a primeira chance de perigo de jogo. Tymon a subir no flanco esquerdo a cruzar rasteiro para o segundo poste onde apareceu Tony Martinez perto de conlcuir o lance da melhor forma.

A resposta vilacondense chegou no minuto nove através de um cruzamento. Nuno Santos cruzou para a entrada da grande área e Filipe Augusto tentou rematar de primeira, mas o remate saiu fraco e sobrou para Bruno Moreira que disparou à meia volta para a malha lateral da baliza.

À entrada para o primeiro quarto de hora de jogo foi a vez de os famalicenses ameaçaram, mais uma vez, a baliza defendida por Kieszek. Tony Martinez surgiu mais alto do que qualquer outro adversário e cabeceou, ao primeiro poste, demasiado alto.

O ambiente no estádio estava bastante cordeal até que Pérez tem uma entrada mais dura no meio campo sobre Bruno Moreira e o caos se instalou. Toda a situação obrigou o árbitro, Rui Costa, a recorrer ao VAR para visualizar uma aparente agressão de Tarantini, acabando por mostrar o cartão amarelo ao capitão do Rio Ave FC.

Por esta altura assistia-se a uma fase mais faltosa da partida. Ambas as equipas abordavam os lances com agressividade e não davam bolas por perdidas e pbrigavam, por isso, o árbitro a recorrer aos amarelos para estabelecer a calma dentro de campo.

Um jogo disputado em Famalicão
Fonte: Famalicão FC

A segunda parte reatou algo adormecida e a onda faltosa da primeira parte prolongou-se no início da segunda, quando Messias Junior faz falta sobre Tony Martinez e vê o consequente cartão vermelho direto, por falta sobre um jogador isolado. Na cobrança do livre mesmo à entrada da área, em posição frontal à baliza, Guga a não conseguir conlcuir da melhor forma, com a bola a passar ligeiramente por cima da barra.

Após a expulsão, Carlos Carvalhal viu-se obrigado a efetuar as primeiras substiuições, lançando Borevkovic e Carlos Mané para os lugares de Gabrielzinho e de Diego Lopes.

O Famalicão FC favoreceu de outro livre em posição frontal à grande área, mudando desta vez o marcador do livre. O central Patrick William surpreendeu o estádio e desferiu um golpe podereso no esférico que ainda é inteceptado por Kieszek, mas vai com demasiada força para o polaco conseguir mantar a bola fora da baliza.

As bolas paradas foram até este momento o fatpor decisivo da partida. Todos os lances de perigo foram criados através da conversão ou de cantos ou de livres. O único golo do jogo não foge a esta tendência e em seguida foram, mais uma vez, os famalicenses que quase marcaram na conversão de um canto com a bola a ser cabeceada e a passar perto do poste esquerdo de Kieszek.

O conjunto da casa ia-se limitando a não cometer erros e esperar por erros dos vilacondenses e saía com perigo em transição para o ataque. Prova disso foi o lance, ao minuto 76’ por intermédio de Lameiras que consegue rematar cruzando e rasteiro para uma defesa apertada do guardião rioavista.

Mesmo em desvantagem e a jogar com dez, o Rio Ave FC foi à procura do golo da igualdade e conseguiu um penálti ao minuto 89’. Na conversão go castigo máximo, Filipe Augusto remata ao poste e vê desfeita aquela possibilidade de empatar a partida.

Bruno Moreira teve, já nos descontos, outra oportunidade de ouro para empatar a partida, mas, à boca da baliza, não conseguiu desviar a bola para o fundo das redes para desespero de todos os rioavistas no estádio.

O jogo termina com uma vitória sofrida para o Famalicão, que viu o Rio Ave chegar muito perto do empate, por duas ocasiões. Com este resultado, o Rio Ave entra no campeonato a perder e o Famalicão conquista a segunda vitória em dois jogos, ficando com seis pontos acumulados.

ONZES INICIAS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Famalicão: Defendi, Lionn, Guga (Racic 87’), Lameiras, Fábio Martins (Diogo Gonçalves 80’), Gustavo Assunção, Nehuen Perez, Tony Martinez (Anderson 84’), Tymon, Pedro Gonçalves, William

Rio Ave FC: Kieszek, M. Reis, N. Monte, F. Augusto, Tarantini, B. Moreira, D. Lopes (Borevkovic 59’), Nuno Santos, Junio (Mehdi 78’), Messias Junior, Gabrielzinho (Carlos Mané 59’)

Frente a Frente: Seferovic vs Raul de Tomas

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Uma das grandes questões deste início da temporada benfiquista foi a frente de ataque. Com as saídas de Jonas e João Félix, abriram-se vagas que só muito dificilmente serão colmatadas a curto prazo. Numa tentativa de manter os níveis de genialidade nos mínimos aceitáveis, houve o regresso de Chiquinho, a manuntenção da aposta em Jota e 20 milhões em cima da mesa por Raul de Tomas. O espanhol tem sido, até agora, a escolha primordial de Bruno Lage para emparelhar com Seferovic, mas a dúvida subsiste: será a dupla funcional? Terá De Tomas características suficientes para jogar no apoio ao ponta-de-lança ou o seu habitat natural é a grande área?

PERCURSO DOS AVANÇADOS NAS ÚLTIMAS CINCO ÉPOCAS

As realidades e contextos de crescimento dos intervenientes em nada se comparam, assim como as suas etapas evolutivas no último lustro. Seferovic explodiu definitivamente no SL Benfica e apenas na última época, a caminho dos 28 anos. Depois de experiências um pouco por toda a Europa, assimilando contextos tão diferentes como a Serie B italiana ou a obsessão técnica da Liga espanhola, onde partilhou balneário com Griezmann e Carlos Vela no país basco, Seferovic chegou a Frankfurt para se consolidar num futebol completamente confortável para as suas características físicas. De 2014 a 2017, o suíço contabilizou 86 jogos na Bundesliga, mais oito na Taça alemã, colocando a bola na rede 20 vezes, números ainda longe do que realmente poderia fazer e que o seu potencial indicava. Fruto das suas competências técnicas apreendidas nos anos anteriores, tanto Thomas Schaaf como Armin Veh, ou ainda Niko Kovac na última temporada de Alemanha, olharam para o atleta não apenas como avançado de área, jogando inúmeras vezes com o suíço em zonas de apoio ofensivo: extremo esquerdo (como Rui Vitória chegou também a fazer em situações de desespero), extremo direito, segundo avançado. Se estas variações deixaram Seferovic mais longe da baliza adversária, limitando a sua capacidade finalizadora, também potenciaram o jogador que é hoje, tornando-o no avançado possante e móvel que Lage tanto aproveitou, em constantes e mortíferos ataques á profundidade adversária.

Raul de Tomas, por outro lado, fruto também da sua idade, ainda agora procura espaço a nível de topo para explanar toda a sua qualidade que até agora ainda só teve uma temporada de liga primodivisionária, o que aos 24 anos dá urgência por outro estímulo competitivo que nas Vallecas era impossível alcançar. Em 2014/2015 ainda estava na etapa B da formação madridista, estreando-se num jogo da Copa d’el Rey, 14 minutos oferecidos por Ancellotti. Com Benzema, Ronaldo, Bale, James e Lucas Vazquéz a assumir preponderância nas primeiras escolhas, 2015/2016 foi altura de rumar a Córdoba, na segunda divisão, ainda que sem grande impacto. É no Valladolid que Raul dá o salto em termos quantitativos na estatística do golo. Somou 14 na conta pessoal e 1946 minutos na segunda divisão que o colocavam como uma das figuras e um dos candidatos a dar o salto para a primeira. Mas o Rayo Vallecano queria regressar ao convívio dos grandes e nada melhor que juntar De Tomas a Óscar Trejo, formando do Boca Juniors, dupla que deu origem a 36 golos dos 67 marcados pela equipa em toda a competição. Ficaria dificil falhar a subida, facto que aconteceu com relativa facilidade com o plantel ao comando de Michel, homem da casa que iniciava a sua carreira como técnico principal. Na Primeira Divisão, o avançado espanhol continuou a mostrar a veia goleadora, não se inibindo de demonstrar credenciais junto dos mais fortes, com 14 golos em 33 jogos.

A evolução acentuada na explosão de Seferovic
Fonte: Transfermarkt

Torna-se, portanto, um processo ambíguo a comparação entre dois avançados modernos, com capacidade de jogar entre linhas, ainda que essa não seja a sua competência primária. Ambos se sentem melhor como último homem, uns metros mais à frente, e é aí que se sentem mais confortáveis. A dupla vai tendo rendimento no futebol benfiquista, levam 10 golos em dois jogos, com participação activa dos membros da frente (um golo e uma assistência para Seferovic, 153 minutos impactantes de um Raul a quem só falta marcar), mas fica a impressão de que não se estão a aproveitar completamente as capacidades dos dois. A presença de Jota ou Chiquinho como trequartista, para ligar em zonas interiores com os avanços dos desequilibradores Pizzi e Rafa, é algo que em teoria resultaria da melhor forma, aproveitando as melhores características de De Tomas, que tem o killer instinct que o suiço nunca conseguiu demonstrar de forma recorrente, apesar da Bota de Prata do ano transacto. A eficácia não é o seu forte, apesar dos 23 golos da temporada transacta; as oportunidades desperdiçadas em catadupa não costumam fazer mossa numa equipa com o caudal ofensivo como tem o Benfica de Lage, mas as exigências da Champions obrigam a um maior cuidado aquando da escolha do matador de serviço.

Os dados das últimas cinco épocas. Não faltaram minutos nas pernas
Fonte: Transfermarkt

Veredicto: Seferovic como suplente dá enormes garantias, enquanto que, De Tomas, se confirmar a evolução que tem vindo a demonstrar, pode se tornar um caso muito sério de proximidade com as balizas contrárias. Qualidade técnica, bom remate com os dois pés, visão de jogo, tem características ideias para se juntar á orquestra que se espera ser o ataque do Benfica. Com três criativos nas costas, não faltam hipóteses para Raul suceder a Seferovic como melhor marcador da Liga Portuguesa, assim seja a vontade de Bruno Lage.

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Em Roma há coragem, reforços e um toque de portugalidade. O que esperar para esta época?

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“A única coisa que posso prometer é construir uma equipa competitiva e corajosa (…) tenho a certeza que vamos construir uma equipa com a qual os adeptos podem ficar orgulhosos. Vai acontecer, tenho a certeza. Uma equipa corajosa e ambiciosa. E se tens esses ingredientes, tens mais possibilidades de ganhar”.

Foi este o discurso de Paulo Fonseca na sua apresentação como novo técnico da AS Roma, histórico clube da capital italiana. Determinado, com vontade de jogar um futebol atrativo e dinâmico, que catapulte os giallorossi de novo para a alta roda do futebol italiano, Paulo Fonseca tem entusiasmado os adeptos romanos nesta pré-época com vitórias, futebol empolgante e eficaz integração dos reforços que recebeu neste defeso, sinónimo de que a direção da AS Roma espera muito desta época.

No que toca à Serie A, Paulo Fonseca terá como missão fazer melhor que o sexto lugar alcançado por Eusebio Di Francesco na temporada transata, ao passo que na Taça de Itália o treinador português tentará melhor que a saída nos quartos-de-final, após derrota humilhante por 7-1 com a AC Fiorentina. A nível europeu, o objetivo passará por alcançar as rondas mais avançadas da Liga Europa, não só pela experiência do clube nas competições da UEFA mas também pela profundidade do plantel à disposição de Paulo Fonseca.

Não será indiferente para o clube a saída do histórico capitão dos romanos, De Rossi, para o Boca Juniors, assim como de Gerso, que se juntou ao Flamengo de Jorge Jesus. Para além destes, Paulo Fonseca viu outras referências deixarem o clube, como Manolas que rumou ao SSC Napoli, Lucas Pellegrini para a Juventus FC, El Shaarawy juntou-se ao Shanghai Shenhua, Marcano regressou ao FC Porto e Ezequiel Ponce deixou os italianos para se juntar aos russos do Spartak Moskovo.

A AS Roma derrotou o Real Madrid esta pré-época
Fonte: AS Roma

No sentido inverso, a AS Roma viu chegar Leonardo Spinazzola por 30 milhões de euros, Pau López por 23,5 milhões e Amadou Diawara por 21. Para a equipa orientada por Paulo Fonseca chegou também o francês Jordan Veretout, por empréstimo da Fiorentina, com opção de compra obrigatória no final da época. Para além disso, o clube da capital italiana conseguiu segurar elementos chave da equipa, como Zaniolo e Cengiz Ünder, que estavam na mira de vários tubarões europeus. Atualmente há ainda a possibilidade de saírem N’zonzi (Galatasaray) e Olsen (SL Benfica, entre outros, na corrida), ao passo que Icardi é alvo para o ataque, apesar das notícias mais recentes apontarem a preferência do jogador pela Juventus.

Relativamente ao trabalho de Paulo Fonseca propriamente dito, a AS Roma obteve bons resultados nos jogos de pré-época, com particular destaque para a vitória frente ao Real Madrid, que permite ao treinador português manter-se invicto desde que chegou ao comando da equipa. Pelo que apresentou na pré-época, o sistema base da AS Roma de Paulo Fonseca deverá ser o 4-3-3, com Pau López na baliza e quarteto defensivo composto por Florenzi, Fazio, Juan e Kolarov. No meio-campo a três, Diawara, Pellegrini, Cristante e Zaniolo irão lutar pela titularidade, enquanto que na frente a referência é Edin Dzeko, apoiada por dois extremos muito verticais, que poderão ser, Ünder, Perotti ou Kluivert. O futebol apresentado pela equipa assentou em transições ofensivas rápidas e um futebol direto, com poucos passes, apostando fortemente na mobilidade dos extremos da equipa, algo que tem encantado os exigentes adeptos giallorossi.

A caminhada para a AS Roma começa no dia 25 de agosto, quando receber o Genoa no Stadio Olimpico para a primeira jornada da Serie A. Paulo Fonseca chegou à capital italiana com muitos créditos após a passagem pelos ucranianos do Shakhtar Donetsk e as primeiras impressões que deixou foram muito positivas, pelo que a expetativa é grande para ver o que irá fazer ao comando deste histórico do futebol italiano.

Foto de Capa: AS Roma

artigo revisto por: Ana Ferreira

Os emails não revelados: Presidente do Gil Vicente ‘louco’ com Vítor Oliveira

Meu caro, Vítor Oliveira,

Neste momento em que te escrevo, passam poucas horas após a brilhante vitória do nosso clube ante o FC Porto. Que alegria! Que orgulho! Que equipa e que grande jogo nós fizemos.

Não foi fácil roubar ‘o rei das subidas’ aos muitos que te desejavam. Mas com esforço e com diálogo tive o prazer de te apertar a mão e te dar as boas-vindas. Eu e todos os gilistas ávidos de voltar às grandes tardes e noites de futebol num estádio que injustamente se viu privado, durante treze anos, dessas mesmas maravilhosas tardes/noites que ficam na nossa memória durante muitos e bons anos.

Assim sendo, começámos há algumas semanas este projecto que se pode dizer que foi quase que o nascimento de uma nova equipa. E o que é certo é que nasceu um bebé forte, um bebé sem receio do novo mundo, capaz de olhar esse mesmo mundo com confiança e coragem e com uma qualidade inata. E esse bebé foi concebido por ti, Vítor.

É fantástico ter-te connosco. Um dos melhores treinadores nacionais, e sem dúvida, o mais injustiçado, demonstrou, se ainda alguém tivesse dúvidas, que não ganhas só ao segundo classificado da Segunda Liga (porque o primeiro és quase sempre tu), mas ganhas também ao segundo da Primeira Liga.

Vítor Oliveira continua a espalhar ‘magia’ pelo Futebol Português
Fonte: Portimonense SC

Como colocar uma equipa totalmente nova a jogar à bola num mês e pouco, devia ser o título do capítulo desta tua obra que teve o seu epílogo no passado Sábado. Realmente, jogadores jovens e mais experientes, portugueses, brasileiros e de outras nacionalidades, ainda com pouco conhecimento um dos outros mostraram uma enorme capacidade, união, solidariedade e capacidade futebolística que só é possível graças ao seu timoneiro. Bravo, Vítor!

Por tudo isto te digo que, se quiseres renovar por mais dois ou três anos, é só dizeres que podemos já tratar de tudo. Serás, sem dúvida, a voz do nosso galo que só agora se voltou a fazer ouvir. E o quanto ele cantou maravilhosamente…

Um grande abraço com todo o orgulho,

Francisco Dias da Silva.

Foto de Capa: Regiao-sul.pt

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

artigo revisto por: Ana Ferreira

Tentar a reconquista nacional!

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Comecei por destacar, há duas semanas, o “alvo a abater” no campeonato 2019/2020, o atual campeão em título (SL Benfica). Desta feita, vou apresentar a maior ameaça no caminho dos encarnados rumo ao bicampeonato: nada mais, nada menos, que o atual campeão europeu em título, o Sporting CP.

A hegemonia que vinha tendo ao longo dos anos mais recentes em Portugal foi interrompida com a perda do troféu nacional, mas amplamente compensada com a conquista da Liga dos Campeões de Futsal no longínquo Cazaquistão, a primeira vez que uma equipa portuguesa conquista a competição fora de portas (em 2010, o SL Benfica foi campeão em Lisboa).

Para a próxima época, o principal objetivo passa por ganhar todas as competições em que o clube leonino estiver presente, com especial destaque para a reconquista do campeonato nacional. A equipa técnica mantém-se, chefiada por Nuno Dias, que assume a equipa desde a temporada 2012/13, período no qual somou uns impressionantes 16(!) títulos. A pré-época ainda está a decorrer até ao fim deste mês, mas já deu para ver que a equipa leonina não está para brincadeiras e parece decidida a não dar descanso ao seu eterno rival, pois entrou muito forte e autoritário na preparação da nova época desportiva, com a conquista do Torneio Vila de Cascais, com uns impressionantes 20 golos marcados em dois jogos, contra o CRC Quinta dos Lombos (12-1) e o CF ”Os Belenenses” (8-2).

A pré-temporada começou da melhor maneira, com a conquista do Troféu Vila de Cascais
Fonte: Sporting CP Modalidades

Os reforços são apenas dois, mas vêm, ao que tudo indica, acrescentar ainda mais qualidade a um plantel fantástico. Vindo do vice-campeão europeu, Taynan da Silva é um jogador recheado de qualidade, uma contratação sonante há muito anunciada de um jogador brasileiro, mas naturalizado cazaque, e que aos 26 anos dá o salto para Portugal após duas temporadas ao serviço do Kairat Almaty.

Com 25 anos, Pauleta é o outro reforço para esta época. Oriundo da AD Fundão, é um jogador português cheio de qualidades e que era dos jogadores extra “grandes” que mais se destacavam no nosso campeonato, ao ponto de ser convocado para alguns encontros da nossa seleção nacional enquanto esteve no clube da Beira Baixa.

Nesta próxima temporada, os leões já não vão contar com um dos históricos dos últimos anos do futsal português, o algarvio Pedro Cary, que embarcou numa aventura pelo futsal espanhol, mais concretamente no Fútbol Emotion Zaragoza, mas creio que essa ausência de peso será compensada com as contratações cirúrgicas dos dois jogadores acima referenciados.

Foto de capa: Sporting CP Modalidades

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

Saída de Pierre Gasly dá oportunidade de ouro a Alex Albon

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Estamos com uma semana de pausa verão na Fórmula 1. Apesar disso, oficializou-se, na última segunda-feira, uma mudança na equipa da Red Bull Racing.

Esta mudança era previsível para alguns, mas inesperada para outros: O piloto tailandês da Scuderia Toro Rosso, Alexander Albon, irá substituir Pierre Gasly no line-up da Red Bull, e, consequentemente, o piloto francês retornará à equipa italiana, na qual esteve durante duas temporadas.

Lembro que algo parecido já aconteceu nos últimos anos na equipa sediada em Milton Keynes, quando, em 2016, Daniil Kvyat foi despromovido, devido aos maus resultados, dando a oportunidade de subida a Max Verstappen.

A ascensão de Albon à Red Bull torna-se, simultaneamente, na desilusão de Gasly. Quem diria que o francês não aguentaria um ano na equipa, e que o tailandês já subiria à equipa principal depois de meia época no seu ano de estreia na Fórmula 1?

A verdade é que, das maravilhas que vimos na performance de Pierre Gasly na Toro Rosso nas últimas duas temporadas, nunca pensaria que a sua época de estreia na Red Bull seria tão decadente como tem sido.

O facto de Pierre Gasly não ter conseguido um único pódio pela Red Bull acaba por pesar na decisão da equipa.
Fonte: Red Bull Racing

O que não ajudou o piloto também foram os constantes bons resultados do colega de equipa, Max Verstappen, que contrastam com os seus maus resultados – 181 pontos de Verstappen (terceiro lugar) contra 63 de Gasly (sexto lugar) conseguidos esta época – que acabaram por dar oportunidade à equipa de formar um termo de comparação.

Já pelo contrário, Alexander Albon demonstrou, durante o seu ano de estreia na Fómrula 1, um potencial arrebatador, destacando-se entre os rookies deste ano. Tem-se caraterizado como um piloto que, desde cedo, tenta tirar o máximo do partido do carro e do seu desempenho, e a prova está nos já 16 pontos adquiridos no campeonato – de salientar que está melhor posicionado do que alguns pilotos experientes como Romain Grosjean ou Robert Kubica.

Tendo acompanhado as últimas 12 corridas, apercebemo-nos de que Gasly, não estava, de todo, preparado para a exigência e pressão do que é ser um piloto da Red Bull. Para além de não ter cumprido os objetivos propostos pela equipa até meio da época, a pressão interna que trazem os resultados incríveis de Max Verstappen também acabam por influenciar na decisão e no regresso do piloto francês para a sua antiga equipa.

Mas, por outro lado, será que Albon está preparado? Afinal de contas, o piloto tailandês, apesar de se notar no seu desempenho uma força de vontade gigante e, mesmo estando a postos para abraçar o novo desafio, é ainda rookie no mundo da Fórmula 1. Será que vai conseguir lidar com esta mesma pressão? Novo colega de equipa, novas e mais significantes exigências (principalmente por uma equipa que outrora já foi campeã), que, certamente, vão obrigar o piloto a desencadear mais rápido a sua experiência e habilidades.

Alexander Albon (à direita) com o seu novo colega de equipa, Max Verstappen (à esquerda).
Fonte: Red Bull Racing

Acabamos por perceber que, com estas mudanças, a Red Bull tem esperanças, não só de voltar a ter um piloto campeão – a última vez que aconteceu foi com Sebastian Vettel, em 2013 -, mas também de voltar a ganhar o campeonato de construtores. E a decisão de ter no seu line-up Verstappen/Albon comprova-nos isto mesmo.

No entanto, não terá a Red Bull se antecipado, ao recorrer desta decisão, a meio da temporada? Não poderia ter sido algo decidido para a próxima época?

Do que percebemos, aqui estamos para ver o que se sucederá a seguir. O que é certo é que, será um desafio tanto para os pilotos como para a Red Bull, em que esta decisão, acaba por ser “um tiro no escuro” – um risco que, para a equipa, vale a pena correr. E já.

Foto De Capa: Toro Rosso

artigo revisto por: Ana Ferreira