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Jogadores que Admiro #87 – Roger Federer

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Terminada a temporada tenística de 2017 olhar para o ano em retrospetiva permite identificar um Rafael Nadal de regresso à sua melhor forma, entenda-se, menos fustigado por lesões mas, acima de tudo, permite perceber que há um suíço para o qual, aparentemente, não existem limites. No cartão de identidade de Roger Federer a data de nascimento parece ser um dado meramente ilustrativo, tal é a forma como ainda joga (ou será preferível dizer “como joga cada vez melhor”) o Maestro.

Descrever o que foi e continua a ser a carreira de Roger Federer é um exercício que não cabe num artigo. Este já ganhou (quase) tudo o que havia para ganhar e, diga-se, só lhe falta mesmo uma medalha de ouro olímpica em singulares (algo que, provavelmente, nunca virá a acontecer) para que se possa dizer, quando FedEx se retirar, que a sua carreira foi absolutamente perfeita.

A verdade é que depois de 19 títulos do Grand Slam, depois de ter sido número um do ranking ATP durante um total de 302 semanas (237 das quais consecutivas), e depois de ter vencido 1132 encontros e de ter perdido apenas 250 (81,91%), Roger Federer continua a ser o tenista mais acarinhado do circuito ATP. É-o, seguramente, pela qualidade que demonstra dentro de court mas também o é, indubitavelmente, pela classe e desportivismo que transpira fora de campo. Homem de causas nobres, apenas uma memória prodigiosa poderá conseguir encontrar um momento em que Federer tenha discutido com um árbitro, sido menos correto com um adepto ou tenha tido menos fair play para com um adversário.

Roger Federer é, para muitos, o melhor tenista de sempre Fonte: Facebook de Roger Federer
Roger Federer é, para muitos, o melhor tenista de sempre
Fonte: Facebook de Roger Federer

Desportivamente falando, o suíço é uma máquina de jogar ténis. Aliás, quando se compara, por exemplo, Federer e Nadal, existe sempre a tentação de fazer uma analogia com a rivalidade entre Messi e Cristiano Ronaldo. Federer é o Messi do ténis, é (supostamente) um predestinado enquanto Nadal é obra de muitas horas de trabalho. Puro erro! Ninguém nasce predisposto a jogar ténis como o suíço o faz. É certo que a sua elegância é notável e, certamente, não se aprende nos treinos, mas não foi um qualquer toque de Midas que o levou a executar próximo da perfeição uma tão grande variedade de serviços, a ter uma pancada de direita tão devastadora (em potência e em colocação) ou a ter aquele que é, seguramente, o melhor jogo de pés da história do ténis.

Assistir a um jogo de Roger Federer é admirar uma prática desportiva mas também é, em certa medida, um exercício cultural. Há ali poesia em movimento, qual Pablo Neruda do serviço-volley, qual William Shakespeare do amorti com side spin, qual Dante do passing shot de esquerda, qual Walt Whitman do SABR. Federer não é “apenas” um tenista; ele é o Deus do ténis.

O suíço terminará o ano 2017 como número dois do ranking mundial. O tempo luta agora contra ele, a capacidade física já não é a mesma de outrora mas, se há algo que Federer há já muito tempo ensinou aos adeptos de ténis é que, para ele, não existem impossíveis. Como tal, espera-se com muita expetativa pelo início da próxima temporada que, quem sabe, o poderá levar de regresso ao topo do ranking ATP. E se Federer assim o quiser (e fisicamente puder), restam poucas dúvidas de que o irá conseguir. Depois, poderá deixar a modalidade se assim o entender, mas a verdade é que (quase) ninguém quer que tal aconteça; para quem gosta de ténis, Federer é de sempre e para sempre.

Foto de Capa: Facebook do Australian Open

Roman Reigns: Um fenómeno justo ou sobrevalorizado?

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Roman Reigns venceu no passado mês de Novembro o Título Intercontinental da WWE, adquirindo assim o raro estatuto de Grand Slam Champion, distinção atribuída aos lutadores que colecionaram ao longo da sua carreira um título principal, um de equipas, e os dois títulos secundários da companhia. No formato atual, para uma Superstar da WWE se tornar um Grand Slam Champion precisa de se tornar WWE Champion ou Universal Champion, vencer um dos títulos de equipas, Raw ou Smackdown Tag Team Title, e ainda o Título Intercontinental e o Título dos Estados Unidos.

Assim, na edição semanal do Monday Night Raw de 20 de Novembro, o “Big Dog” destronou o agora ex-campeão intercontinental The Miz, para juntar ao seu palmarés o último título da companhia que lhe faltava para atingir o marco que se especulava que estaria próximo.

O wrestler conseguiu assim em 5 anos após a sua estreia no elenco principal da WWE, um feito que várias lendas do Sports Entertainment nunca alcançaram durante toda a sua carreira.

bO “Big Dog”  momentos antes de defender com sucesso o seu título pela primeira vez  Fonte: WWE
bO “Big Dog” momentos antes de defender com sucesso o seu título pela primeira vez
Fonte: WWE

A verdade é que, apesar do sucesso de Roman Reigns, a opinião dos fãs sobre o lutador difere. Se uns lhe dão todo o mérito pelo seu percurso, outros consideram que a sua figura é um produto sobrevalorizado pela direção. E esse contraste de opiniões é audível sempre que Roman entra no ringue, em que os gritos de apoio lutam com o ruído das vaias e assobios.

Os críticos do “The Guy” apontam que a sua ascensão não corresponde às suas aptidões como atleta ou como entertainer, mas apenas à sua forma física, e responsabilizam o presidente da WWE, Vince McMahon. Mr. McMahon é conhecido pelo seu apreço por lutadores com físicos possantes e elevada massa muscular, os chamados “powerhouses”, e já foi acusado várias vezes pela disparidade de oportunidade dadas aos atletas com essas características em comparação com os outros. Jinder Mahal e Ryback são alguns exemplos recentes de lutadores que corresponderam ao perfil associado à preferência do CEO da WWE. Roman Reigns, com 1,91 metros e 120 quilos, não foge também a essa aparência física, e o seu desenvolvimento explosivo é muitas vezes comparado ao de Batista na Ruthless Aggression Era.

A verdade é que o powerhouse dos The Shield nunca virou as costas às adversidades e, mesmo quando o público desejava o seu declínio, o wrestler demonstrou, principalmente no último ano, significativas melhorias na sua performance dentro do ringue e também as suas capacidades com o microfone, o que valorizou as suas exibições e as suas promos.

Consequentemente, o lutador apresenta-se atualmente como uma das superstars mais completas do main roster da World Wrestiling Entertainment, e o seu reportório deixa visível que, quer se goste ou se odeie, Roman Reigns é uma das maiores referências da modernidade do wrestling mundial.

Foto de Capa: WWE

Toronto FC 2-0 Seattle Sounders FC: Até para o ano, MLS!

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Cabeçalho Futebol Internacional

Terminou mais uma época da liga norte-americana depois de uma final entre dois coletivos que, no ano passado, chegaram também a este derradeiro jogo. Depois de duas intensas confederações onde o próprio Toronto consagrou-se campeão da sua e o Seattle vice-campeão da também sua confederação, as duas equipas entraram diretamente nos quartos de final do play-off por isso mesmo, por terem ficado nas duas melhores posições de cada confederação. Assim sendo, nem uma nem outra equipa precisaram de jogar as duas mãos dos oitavos de final dos play-offs.

A partida da final realizou-se no terreno do Toronto FC pois foi a equipa que mais pontuou na época passada.

Vamos ao grande jogo. O jogo onde o Seattle tinha em mãos a possibilidade de tornar-se bi-campeão ou o Toronto vingava a final do ano passado perdida nas grandes penalidades.

O Toronto FC entrou em 4-1-2-1-2 onde, em muitos momentos de jogo, tornou-se num 4-3-3 com Giovinco a cair para a ala direita para aproveitar a sua velocidade. Do lado esquerdo o espanhol Vazquez tinha a responsabilidade de fazer um jogo mais interior e assistir para a dupla atacante. O Seattle entrou em 4-2-3-1 com Dempsey a Bruin a serem as duas figuras mais ofensivas e perigosas para qualquer guarda-redes,

Os primeiros minutos de jogo ficaram a cargo do ataque e meio campo do Toronto onde Vasquez e Giovinco foram figuras fundamentais a criar lances de ataque e a ligar os terrenos mais recuados com o avançado Altidore. Aos 10 minutos, Giovinco ameaça a baliza do adversário depois de um belíssimo passe de Vazquez a rasgar longos metros do terreno. Os segundos dez minutos da partida trouxeram a mesma posse de bola para o Toronto FC mas uma maior gestão na hora de arriscar em subir no terreno. Stefen Frei começou cedo a mostrar a sua qualidade entre os postes: neste inicio de jogo onde a defesa do Seattle esteve longe do que pretendia o seu treinador, o guarda-redes suíço figurou em quase todos os remates da equipa de Toronto.

Aos 30 minutos de jogo tivemos muito mais do mesmo, muito jogo de meio campo e sempre que se concretizassem jogadas de ataque cabia aos jogadores do Toronto serem os protagonistas e ao Seattle a limitar-se a defender. Muitas lutas diretas nas alas ficaram à responsabilidade de Morrow: o defesa esquerdo aproveitou muito do terreno livre na sua frente para em diversas ocasiões subir e tornar-se num autêntico extremo. Do lado direito aconteceu o mesmo muito devido ao esquema tático do Toronto FC onde, se considerarmos existir extremos, são bastante interiores. 34 minutos da primeira parte e mais  uma vez, o suspeito do costume Giovinco voltou a dar trabalho a Frei com um remate fortíssimo de fora de área.

Impressionante o meio-campo do Seattle a deixar Giovinco completamente sozinho para fazer o que quiser com a bola. Se quisermos destacar um defesa do Seattle que foi também muitas vezes o bombeiro da equipa é Roman Torres, este alto defesa central colou-se vezes sem conta entre a bola e Altidore e não deixou o avançado finalizar.

Intervalo em Toronto e as duas equipas regressavam aos balneários sem golos marcados. O Toronto esteve por cima dos adversários muito por causa da desorganização do meio-campo do próprio Seattle. Nota para a excelente primeira parte de Giovinco, Vazquez e Frei que foram protagonistas nas suas funções. Para esta segunda parte, ficava a dúvida sobre como o meio-campo do Seattle iria reagir e se o Toronto acabava por marcar, finalmente, o primeiro golo da partida.

A segunda parte começou logo com o Seattle a tentar reter a bola mas a não conseguir levá-la ao terreno adversário. Numa dessas tentativas, o Toronto contruiu uma jogada de contra-ataque e o lateral direito Beitashour conseguiu fazer um bonito remate em arco que rasou o poste da baliza do Seattle. Bom momento ofensivo por parte do lateral internacional do Irão. Delgado, médio do Toronto, começou cada vez mais a surgir na partida.

Juventus FC 0-0 FC Inter Milão: As redes não abanaram

Cabeçalho Liga Italiana

Jogo grande da 16ª jornada naquele que é um dos derbys da Serie A, colocou frente a frente o 1ª classificado contra o 3º, num duelo entre o melhor ataque da prova e a única equipa invicta no campeonato. As expectativas eram elevadas, contudo, não se perspetivavam muitos golos dado a grande eficácia defensiva dos nerazzurri muito por força do que tem sido o 4–2-3-1 imposto por Luciano Spalletti e por outro lado como resultado da inconstância ofensiva da Juventus esta época, aliando ainda o menor tempo de descanso face ao último jogo.Não haver golos nem sempre é sinónimo de um mau jogo de futebol e é esta a melhor frase para espelhar aquilo que foi este jogo.

Ao longo de toda a partida só uma equipa procurou realmente alcançar os 3 pontos, a Juventus, que desde início balanceou-se para o ataque remetendo a equipa do Inter para a linha dos últimos 20 metros, tendo apenas alguns contra-ataques sem qualquer perigo. Na primeira parte houve um claro domínio por parte da equipa da casa que podia ter chegado à vantagem por intermédio de Mandzukic que aos 10 minutos teve uma dupla oportunidade para concretizar e a acabar o primeiro tempo outra, contudo, na baliza adversária estava um gigante Handanovic que invariavelmente levava a melhor sobre o Croata.

Já na segunda parte, o jogo equilibrou-se com a Juventus a não conseguir criar tanto perigo quanto no primeiro tempo e com os nerazurri a conseguirem encontrar a coesão e consistência defensiva sobretudo após a “jogada estratégica” de Spalletti ao colocar em campo Gagliardini, o que se viria a demonstrar fulcral para controlar então as fortes investidas da Vecchia Signora. Provavelmente como resultado do jogo na Grécia, na passada Quarta-Feira, o “gás acabou” e com ele acabou também o discernimento da Juventus em construir oportunidades de perigo, conseguido apenas por mais duas vezes chegar junto da baliza adversária, sempre por Mandzukic mas o croata desperdiçou algumas ocasiões de golo e é em parte o principal pelo responsável pelo nulo no marcador.

O empate não é de todo um resultado negativo para a equipa do Inter, não obstante o facto de poder ver a equipa do Nápoles passar-lhe à frente já amanhã, caindo assim para o segundo posto. É um resultado que serve de aperitivo para o que vai ser um dos mais renhidos campeonatos italianos de sempre.

Foto de capa: FC Inter Milão

Boavista FC 1-3 Sporting CP: Bis Dost em tabuleiro axadrezado!

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O Sporting entrou nesta 14ª. jornada já a saber o resultado do seu rival da Segunda Circular, tendo assim que ganhar para desta forma manter a vantagem pontual sobre o mesmo. Era certo que o ambiente não era fácil, visto que o Boavista é uma equipa com historial na Primeira Liga e muito forte quando joga em casa, prova disso são os números: em cinco vitórias, quatro delas foram no Bessa, uma contra o Benfica. Nos leões, a mudança para o último jogo do campeonato foi a saída de Acuña para a entrada de Bruno César.

O jogo começou com uma lamentável atitude dos adeptos leoninos, que lançaram fumos antes do início da partida, deixando o relvado com pouca visibilidade para dar o pontapé de saída.

Até aos primeiros quinze minutos, o jogo acompanhava a temperatura que se fazia sentir: estava frio, e com poucas ou nenhumas jogadas de ataque. Os leões estavam a falhar mais passes que o normal, talvez também por mérito da equipa de Jorge Simão que, a jogar em 4-4-2, deixava a equipa adversária fazer o seu jogo até ao meio-campo, fechando bem depois de passar esta marca. Do outro lado, o outro Jorge mostrava-se inconformado com o estado da partida, estando sempre muito activo na hora de dar indicações aos seus jogadores.

O Sporting, após bastantes dificuldades apresentadas pela equipa da casa, acaba por conseguir chegar à vantagem por mérito de Fábio Coentrão. Numa altura em que já se contavam alguns minutos após os 45, Podence faz um bom trabalho a ludibriar a defensiva do Boavista, cruza para a área, onde aparece o defesa esquerdo ao segundo poste a cabecear, não dando hipótese ao guarda-redes adversário.

O jogo foi para intervalo com o resultado a pender para os leões, mas a equipa de Simão teimava em apresentar dificuldades ao adversário, estando em bastante destaque Rochinha, Kuca (que em diversas vezes trocou as voltas ao marcador do golo) e Fábio Espinho.

Fábio Coentrão marcou o primeiro golo do campeonato ao serviço do Sporting Fonte: Sporting CP
Fábio Coentrão marcou o primeiro golo do campeonato ao serviço do Sporting
Fonte: Sporting CP

O Boavista entrou com vontade de dar um rumo diferente ao jogo. Vitor Bruno cruzou e Kuca por pouco que não chegou à bola, ficando bastante próximo de Rui Patrício. Do outro lado, os leões perderam uma oportunidade incrível para golo. Podence, que até agora estava a fazer um jogo exímio, levou a bola até à entrada da área, passou para Dost que estava à sua frente e o holandês, em vez de chutar, passa mais para o lado, para Bruno Fernandes. É necessário frisar que Dost estava de frente para a baliza e, ao passar para Bruno Fernandes, mas acabou por perder o ângulo para a baliza, não tendo assim o resultado esperado.

Pouco antes da hora de jogo, Jorge Jesus troca Bruno César por Acuña, que não tinha aparecido muito na partida, tentando dar assim mais rapidez à ala.

É mesmo o argentino que acaba por ganhar o canto que deu o segundo golo ao Sporting. Depois de canto batido pelo lado direito, Mathieu salta mais alto que todos, cabeceia ao poste e Dost, na recarga, marca o seu primeiro tento na partida.

Contudo, o Boavista não baixou os braços e reduziu, dando assim esperança para um resultado diferente. As substituições feitas pelos Jorge(s) surtiram efeito: se, de um lado, foi um jogador que saltou do banco a ganhar o lance para o golo, do outro foi Mateus, recém entrado, que acabou mesmo por marcar, depois de um erro colossal de Coates. Vítor Bruno conseguiu arrastar a marcação toda, aparecendo do outro lado o jogador angolano, que apenas teve que encostar para dentro da baliza.

O jogo estava frenético! Foram três os golos marcados no espaço de quatro minutos. Depois de um livre batido por Bruno Fernandes, Mathieu, novamente, salta por cima de todos os outros, passa para Dost que aparece para fuzilar Vagner.

Se na primeira parte, poucos motivos haviam para sorrir por parte dos adeptos que se deslocaram ao Estádio do Bessa, rapidamente valeu a pena por estes minutos da segunda parte. Para além do ritmo electrizante, o espectáculo táctico que os treinadores apresentaram também merecia nota positiva.

Até ao fim do jogo, o Sporting conseguiu controlar o jogo nos minutos restantes, com Jesus a fazer uma gestão da equipa, tirando Bruno Fernandes para entrar o recém aparecido Bryan Ruiz, acabando por vencer tranquilamente.

Nota muito positiva para este jogo: um bonito jogo por parte de ambas as equipas, mostrando um bom futebol e uma capacidade táctica fora do normal  sendo um espectáculo bonito para fim de dia. Os leões partem agora para a próxima jornada com vantagem de três pontos sobre o terceiro classificado, Benfica, e à espera do resultado do jogo do FC Porto.

SL Benfica 3-1 GD Estoril-Praia: Encarnados somam e seguem!

sl benfica cabeçalho 1À 14ª jornada do campeonato, encontraram-se o Benfica, que apesar do terrífico resultado nas competições europeias, quis provar que está na luta pelo título e conseguiu vencer um o Estoril que se encontra na derradeira posição da tabela mas bateu-se bem na Luz.

Rui Vitória apresentou a tática e onze habituais dos últimos jogos para o campeonato e aos 13 minutos deu logo frutos, com Salvio, ao segundo poste, a fazer o primeiro golo da partida, assistido por Franco Cervi. Pouco depois, seis minutos para ser precisa, o mesmo Sálvio, recebe de André Almeida e assiste Jonas, que ganha a frente dos centrais canarinhos, e bateu Moreira, sem qualquer hipótese de defesa para o antigo guarda-redes do Benfica. Ainda foi preciso o VAR validar mas não restaram dúvidas e estava feito o 2-0!

O Estoril de quando em vez lá chegava mais perto de Varela mas sem eficácia e com o espaço que ia dando e que o Benfica foi sabendo aproveitar, as constantes investidas ao meio campo adversário ia surgindo, principalmente pelos pés de Sálvio que estava imparável no flanco direito.

Aos 34 minutos, a primeira grande defesa da noite de Bruno Varela e primeira grande oportunidade de pontuar para o Estoril, mas que só acabou por acontecer pouco antes do apito do final da primeira parte. Kléber a mostrar que o Estoril não estava a dormir e de cabeça, leva a bola à trave e esta acaba por entrar, não dando qualquer hipótese ao guarda redes Varela.

O regresso do intervalo foi feito sem alterações em ambos os onzes mas o Estoril entrou bem e foi o guarda-redes benfiquista que evitou o empate. Claramente motivados pelo golo, estavam a discutir o jogo na Luz mas o Benfica, por sua vez, também não foi dando tréguas.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Ao minuto 50, Lucas Evangelista, que fez um bom jogo, consegue um livre muito próximo da área encarnada mas a bola foi muito por cima da baliza. A resposta veio logo depois mas Cervi perde a bola pela linha de fundo.

O Benfica não parava de atacar e o 3-1 chegou aos 59 minutos, numa jogada brilhante de um senhor que já merecia um golo há muito, Krovinovic, que combinou com Cervi e se estrou a marcar para o campeonato de águia ao peito.

Os canarinhos não baixaram os braços e de tal forma que Kléber, coloca o seu braço esquerdo na bola para bisar na partida mas o VAR interveio e invalidou anulou o golo do lado do Estoril.

Fejsa saiu para entrada de Andreas Samaris, que ajudou a reforçar o meio campo encarnado, numa noite em que o Benfica conseguiu ser superior os 90 minutos, sobre um Estoril que se fez sempre aos golos e nunca se deu por vencido. Logo depois, ao minuto 79, saiu Salvio que foi rendido por Rafa. Do lado do Estoril, Ivo Vieira, fez sair Boa-Morte, muito presente no jogo, e fez entrar para o seu lugar, Aguilar Jorman.

A última substituição fez-se aos 84 minutos, tendo o treinador trocado Jonas por Raul Jimenez.

Ainda houve tempo para os canarinhos ganharem um livre e um canto subsequente, mas não conseguiram alterar o marcador e o Benfica conquistou a sétima vitória consecutiva.

Sabemos que ainda há muito por jogar mas o caminho faz-se ganhando e hoje foi mais uma vitória que permite ao Benfica manter-se nas posições cimeiras. Como se costuma dizer, não interessa como começa mas sim como acaba!

CD Aves 0-1 CD Tondela: Visitantes conseguem nova ultrapassagem na tabela

Cabeçalho Futebol NacionalO CD Tondela venceu esta tarde o CD Aves, em partida a contar para a 14ª jornada da Primeira Liga. Num confronto entre duas equipas a procurar pontos para fugir dos últimos lugares da tabela, a vitória acabou por sorrir à formação visitante, que conseguiu assim ultrapassar aos avenses.

Separados na tabela classificativa por apenas um ponto, CD Aves e CD Tondela entraram em campo dispostos a procurar a vantagem no marcador, numa altura em que todos os pontos são importantes para o afastamento dos lugares de despromoção. A primeira metade teve várias oportunidades de golo, de parte a parte, com os avenses a serem os primeiros a criar perigo, ainda antes do primeiro minuto de jogo. Numa jogada de Arango, Salvador Agra apareceu para o desvio e atirou a bola ao poste. O CD Tondela respondeu aos quatro minutos, num livre perigoso de Miguel Cardoso que Quim defendeu e, três minutos depois, foi a vez de Ansell tentar a sua sorte, num cabeceamento que saiu a rasar o poste.

Do lado do CD Aves, Salvador Agra fez a diferença na frente, pelo lado esquerdo do ataque, beneficiando de um livre perigoso à entrada da área, numa jogada que terminou com uma defesa fácil de Cláudio Ramos. Vítor Gomes ainda testou novamente a atenção do guarda redes da formação visitante, sem sucesso, num remate forte de fora da área, aos 17 minutos. E se de um lado a bola não entrava, do outro não estava melhor. Miguel Cardoso teve duas perdidas incríveis em frente à baliza e, aos 25 minutos, Pedro Nuno rematou para a defesa de Quim. Ainda antes da meia hora o ferro da baliza de Cláudio Ramos voltou a abanar, com um remate de fora da área de Rodrigo. O apito para intervalo não soou sem que o CD Tondela voltasse a criar perigo no ataque, com Miguel Cardoso a atirar muito perto do poste, a passe de Murilo.

O CD Aves não consegiu impor a #almadeprimeira e deixou escapar três pontos, em casa, frente a um adversário directo Fonte: Bola na Rede
O CD Aves não consegiu impor a #almadeprimeira e deixou escapar três pontos, em casa, frente a um adversário directo
Fonte: Bola na Rede

E, se a primeira parte ficou marcada por várias perdidas de ambas as equipas, a segunda abriu praticamente com o golo do CD Tondela. A formação às ordens de Pepa beneficiou de um canto no lado esquerdo do ataque, Pedro Nuno converteu e Heliardo surgiu na área para desbloquear o marcador. Estava feito o 0x1, aos 50 minutos. Pedro Nuno teve nos pés a possibilidade de aumentar a vantagem pouco tempo depois, tendo surgido sozinho na cara de Quim, mas permitiu a defesa do guarda redes português. Do lado avense a resposta não se fez esperar e Paulo Machado, depois de um bom trabalho na área adversária, rematou forte mas ao lado. Ainda antes do 70 minutos os avenses voltaram a chegar com perigo à área do CD Tondela, com Derley, que entrou no início do segundo tempo, a cabecear para defesa de Cláudio Ramos. Os minutos finais ficaram marcados por um CD Aves em busca do golo do empate, carregando na frente e criando oportunidades que acabaram ao lado ou nas mãos de Cláudio Ramos.

Depois de três resultados positivos, a equipa de Lito Vidigal voltou a escorregar esta tarde em casa, ao perder pontos e terreno para o CD Tondela, adversário directo na luta pela manutenção. Os avenses tiveram várias oportunidades de golo e ainda enviaram duas bolas aos ferros, mas foram os visitantes os mais eficazes, ao converter em golo um dos muitos lances de perigo que criaram ao longo da partida.

Treinadores que mais vezes orientaram o FC Porto: Miguel Siska

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fc porto cabeçalhoA história do FC Porto é construída por figuras emblemáticas que mesmo depois de nos terem deixado, permanecem para sempre imortais e cujas suas conquistas e feitos estão até aos dias de hoje escritas com letras de ouro nos alicerces da história do clube e do futebol português. Hoje recordamos Miguel Siska. Indiscutivelmente, uma das figuras do FC Porto que mais deu de si ao clube que tanto amou.

Mihaly Siska, húngaro de nascença, mas português de alma e coração, chega a Portugal com apenas 18 anos para servir as redes do FC Porto. Apesar da tenra idade, Siska foi aos poucos conquistando grande reputação e destaque na baliza dos azuis e brancos e é até hoje recordado como o primeiro grande guarda-redes a atuar pelo FC Porto, assim como o primeiro grande guarda-redes estrangeiro a alinhar em Portugal.

Enquanto jogador foi determinante na conquista dos primeiros títulos do clube a nível nacional, sendo peça fundamental nos dois Campeonatos de Portugal ganhos em 1924/25 e 1931/32.

Siska foi um dos melhores guarda-redes estrangeiros da história do FC Porto Fonte: Memória Azul
Siska foi um dos melhores guarda-redes estrangeiros da história do FC Porto
Fonte: Memória Azul

Figura grande e única do clube, Siska apresenta-se como um caso de sucesso de uma adaptação invejável daquele que foi um dos primeiros estrangeiros a alinhar em Portugal. Mihaly Siska admirava tanto o FC Porto, a cidade e o nosso país que viria mesmo a naturalizar-se português, passando a adotar o nome de Miguel Siska.

Devido a problemas de saúde retirou-se dos campos em 1934, assumindo a função de treinador em 1938 e logo na época de 1938/39 viria a assumir o comando técnico do seu clube do coração. Com apenas 32 anos, Miguel Siska foi um dos mais jovens treinadores da história ao comando do FC Porto demonstrando a mesma dedicação e empenho ao clube aquando dos seus tempos de guarda-redes. Mostrou-se igualmente fundamental e decisivo conquistando logo na sua época de estreia o campeonato nacional da I Divisão e no ano seguinte voltaria a repetir a façanha. As épocas de Siska enquanto treinador do FC Porto foram tão positivas que ainda hoje as suas conquistas e recordes são falados, mantendo o seu nome e a sua memória imortal. Recordo-me do nome de Miguel Siska ser falado na época em que André Villas-Boas venceu o campeonato nacional sem derrotas, obtendo 84 dos 90 pontos disponíveis. Este registo memorável do jovem treinador só ficava mesmo atrás do registo de, nem mais nem menos, Miguel Siska. O treinador naturalizado português conquistou na sua segunda época no comando técnico dos dragões 94,4 por cento dos pontos possíveis realizando um campeonato quase perfeito.

Na época passada, o nome lendário de Siska voltaria novamente a ser mencionado isto porque, Nuno Espírito Santo tornava-se no segundo ex-guardião a assumir o comando técnico dos Dragões, seguindo o caso de Miguel Siska. Ainda esta época, uma vez mais o nome de Siska volta a ser falado e uma vez mais pelos melhores motivos. Desta vez em comparação com o registo demolidor de início de temporada protagonizado por Sérgio Conceição que só fica atrás, uma vez mais, da fantástica época de 1939/40 em que Miguel Siska conseguiu dez vitórias em dez jornadas.

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

Verificámos que Siska elevou a fasquia e que ainda hoje os seus recordes mantêm-se intactos e que assim deverão permanecer durante muitos anos. Siska está à frente de todos, é um pioneiro, um exemplo e uma referência.

Nota pessoal: É bom conhecer os homens que cavaram os alicerces do acervo que honra e enobrece a nossa alma de portistas. Siska foi guarda-redes, treinador e secretário do clube durante 23 anos dos 18 aos 41 anos. Uma vida dedicada ao clube, literalmente! Estou rendido a esta figura lendária e emblemática que foi um homem que marcou não só uma época no clube como em todo o futebol nacional.

 

Foto de Capa: https://bibo-porto-carago.blogspot.pt

Futebol não tem de ser à noite! – O “pack” família

Cabeçalho Futebol NacionalDesde há uns anos a esta parte, o futebol em Portugal tem sido transferido para o horário noturno pelas estações televisivas. Desta forma, controlam a audiência, os shares e as subscrições para este “conteúdo televisivo”, conduzindo tudo isto a seu bel-prazer. Mas falar em estações televisivas, no seu plural, é um erro. Quase não se pode dizer que haja mais do que um canal que transmita o nosso campeonato – à exceção de um canal de um clube e que, bem ou mal, se sabe a polémica que o envolve.

Não se pode, ainda assim, discutir a forte ação e mobilidade dessa empresa, a SportTV, nesta secção da indústria do futebol, a dos direitos televisivos. No entanto, discutível é a forma como permitem o acesso dos espectadores aos seus conteúdos; a forte limitação quanto ao acesso, os preços e até os horários a que obrigam a realização dos jogos. Pena é que não hajam mais canais para ombrear neste mercado (cada vez mais) monopolizado.

O FC Barcelona-RC Celta de Vigo da passada jornada teve início às 12h Fonte: FC Barcelona
O FC Barcelona-RC Celta de Vigo da passada jornada teve início às 12h
Fonte: FC Barcelona

Em tempos, e segundo os saudosistas, “é que era”. “O futebol antes é que era puro”, “não havia isso da violência”, “as claques só queriam saber de apoiar a sua equipa”, “havia amor à camisola”, dizem eles, os saudosistas, os mesmos que parecem esquecer a passagem de Futre e Derlei pelos três grandes ou a troca de João Pinto. Não está em causa o compromisso destes três excelentes profissionais e hábeis jogadores, mas, como hoje, jogavam e davam tudo em campo pela equipa que lhes pagava o ordenado. Simples. Os saudosistas são os mesmo que parecem esquecer que se não fossem as claques, os seus clubes, nos jogos internacionais, jogavam em ambientes verdadeiramente hostis, sem qualquer apoio, enquanto assistem em casa, no sofá. Nem tudo era assim tão puro mas é verdade que de então se podem tirar excelentes exemplos.

Este que vos escreve e pretende que reflitam sobre este assunto, aos cinco ou seis anos de idade, há mais de 15 anos atrás, deslocou-se em família ao então reduto do SC Braga, o mítico Estádio 1º de Maio, e assistiu a um jogo entre a equipa local e o FC Porto. Sim, é verdade, foi possível que uma família acompanhada de um menor, bem “menor”, assistisse a um jogo de futebol, que hoje seria considerado de risco elevado, sem problemas. Bem ao estilo de qualquer jogo na altura. E a bancada era mista, não havia qualquer aconselhamento para se dividir os adeptos conforme a sua preferência clubística.

Sporting e o Papão Natal

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sporting cp cabeçalho 2Desde bem pequenos que nos habituámos a ser ameaçados pelo “papão” sempre que não seguíamos as regras que os adultos nos impunham. Portanto podemos considerar que este “ser” serviu, não só para nos aterrorizar, mas ajudar a educar-nos, ainda que através do medo.

Ora, muitos dos nossos rivais, se não todos, estejamos nós bem ou mal classificados, sempre nos relembram o mês de Dezembro, ou mais resumidamente a época do natal, quando nos querem tentar recordar que já estamos longe da luta pelo título, ou que se está a chegar o momento de começar a perder o “comboio”, conforme cada situação.

Isto surgiu, não porque vivamos uma malapata à “Bella Gutman”, como nos querem fazer crer, mas apenas porque durante muitos anos fomos de tal forma incapazes em termos de competitividade (e, como sabemos, muitas vezes não exclusivamente por culpa própria) que, efectivamente, depois de três meses de competição já estávamos longe dos primeiros lugares.

Estamos habituados a ouvir piadas do Sporting associado ao Natal Fonte: rubenval.blogspot.pt
Estamos habituados a ouvir piadas do Sporting associado ao Natal
Fonte: Ricardo Galvão Cartoon

Esse papão que nos tentam criar no subconsciente cada vez é menos realista muito porque nos últimos anos nem na páscoa nos mete medo. Costuma-se dizer que há males que só se tornam fortes se acreditarmos que efectivamente existem, e não acreditando, os mesmos perdem força até que desapareçam. Assim sucede aos jogadores do Sporting, ao acreditarem em si mesmos, nas suas qualidades, e que, se lutarem e correrem muito mais que os outros conseguem lutar -pelo menos lutar – por títulos até maio.

Nestes últimos anos, o papão natal está a desvanecer-se, e este ano, mais uma vez, estamos a receber indicadores de que esse “monstro” vai receber mais um tratamento de desprezo por parte da nossa equipa de futebol. O papão vê-nos a encostar novamente ao primeiro lugar, logo nas primeiras horas do malfadado mês de Dezembro, e quase apanhava mais um susto não fosse aquele autogolo do Coates em Alvalade contra o “Barça”, ou mais um golo tardio da “Juve”. Por este andar, o “bicho” não tarda a fazer as malas e a abalar para outras paragens. Algo que me faz acreditar ainda mais nisso é o facto de as equipas treinadas por Jorge Jesus, por regra, fazerem segundas voltas mais fortes que as primeiras.