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O Recorde Europeu da Maratona: do nosso António Pinto ao norueguês Sondre Moen, passando…pelo Quénia!

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Cabeçalho modalidadesNuma altura em que o Atletismo de pista ainda descansa e em que os atletas finalmente retomam à sua rotina de treinos preparando a época 2018, continua a ser a distância mítica da Maratona a ser notícia e a surpreender um pouco por todo o mundo. Desta feita, a notícia desta semana foi a obtenção do novo recorde europeu da Maratona pelo norueguês (sim, os noruegueses outra vez!) Sondre Nordstad Moen em Fukuoka, no Japão. O primeiro europeu a baixar dos 2:06 (2:05:48) e o primeiro sem origem africana a fazê-lo também! Com certeza que se aqui chegaram, já viram o título da notícia e se perguntam: onde entra o António Pinto nesta história? Pois bem, pode parecer surpreendente para quem pouco segue a nossa modalidade, mas o recorde europeu da Maratona ainda era (partilhado desde 2003) de António Pinto, com as 2:06.36 alcançado na Maratona de Londres em 2000! Aproveitamos assim esse facto para falar um pouco do surpreendente novo recorde, perceber como o mesmo foi possível e o que o futuro pode reservar ao atleta europeu, mas também lembrar um pouco do percurso do António Pinto que acaba por ser um dos nomes mais – injustamente – esquecidos da massa adepta “casual” do nosso desporto.

António Pinto, na chegada à meta na Maratona de Londres em 2000, o recorde que durou mais de 17 anos Fonte: Getty Images
António Pinto, na chegada à meta na Maratona de Londres em 2000, o recorde que durou mais de 17 anos
Fonte: Getty Images

Foi a 16 de Abril de 2000 que António Pinto havia conseguido o recorde europeu da Maratona, mas a sua carreira não se resumiu a “um momento”, tendo sido regularmente marcada por grandes feitos, algumas desilusões, mas sobretudo por uma capacidade atlética bem acima da média e infinitamente acima do que o meio fundo e o fundo hoje são capazes de dar a Portugal. Tendo começado a sua carreira no ciclismo, foi apenas aos 19 anos que mudou para o Atletismo, iniciando a sua carreira no nosso desporto no Amarante. Dois anos depois, já estaria no FC Porto, clube que representou durante 4 anos antes de uma polémica e “milionária” (valores bastante altos para a época) transferência para o Benfica, onde viria a ficar dois anos, antes de se juntar ao mítico Maratona CP que representou durante 9 anos e onde alcançou os seus maiores sucessos desportivos.

Será para sempre um herói em Londres pelo que fez, batendo não só esse recorde europeu que durou quase 18 anos, mas também vencendo a Maratona da cidade por 3 ocasiões (!), ficando duas vezes no 2º lugar e outras duas no 3º, somando o total de 7 (!) pódios numa das mais prestigiadas Maratonas do mundo. Pelo mundo, venceu ainda a Maratona de Berlim por uma ocasião, alcançando segundos lugares em Paris e Tóquio.

Não se pense, no entanto, que a carreira de António Pinto se resumiu apenas à estrada (onde também alcançou o recorde da Meia, não homologado oficialmente). Foi campeão europeu dos 10.000 metros em Belgrado em 1998 e em 1999 foi ainda durante um mês o recordista europeu dessa mesma distância. Nos 5.000 metros ainda deu cartas, tendo sido campeão nacional e alcançando uma medalha de Prata na Taça da Europa. Nunca alcançou em Mundiais (ainda assim conseguiu um honroso 5º lugar nos 10.000 metros de Sevilha) e Jogos Olímpicos a glória que se chegou a antever – muito devido a problemas físicos sempre na pior altura possível – mas isso não belisca uma das carreiras mais felizes do Atletismo português.

Vitória SC 1-1 Konyaspor Kulubü: Vimaranenses empatam na despedida europeia

Cabeçalho Futebol InternacionalO Vitória SC empatou em casa com o Konyaspor no último jogo da fase de grupos da Liga Europa e está fora da competição. A equipa de Guimarães esteve a perder, dominou a segunda parte, mas não conseguiu mais do que empatar.

No último lugar do Gruupo I, o Vitória de Guimarães recebeu o Konyaspor com a difícil missão de seguir em frente da Liga Europa. Com menos um ponto do que os turcos e a três do Marselha, a equipa de Pedro Martins precisava de vencer e esperar por um desaire dos franceses frente ao Salzburgo para seguir em frente.

O Vitória alinhou com o habitual 4x2x3x1, com Francisco Ramos e Rafael Martins nos lugares de Tallo e do lesionado Wakaso em relação ao onze que atuou contra o Vitória de Setúbal. O jogo, contudo, não começou da melhor forma para a equipa portuguesa, com o Konyaspor muito forte a pressionar a saída de bola do conjunto vimaranense.

A controlar os minutos iniciais, perante um Vitória muito retraído, foi sem surpresa que o Konyaspor chegou à vantagem ao minuto 15, com um verdadeiro golaço de Mehdi Bourabia. Com muito espaço concedido pelos médios vimaranenses, o jogador marroquino apareceu para rematar de muito longe, com a bola a entrar no ângulo da baliza de Douglas.

Após uma primeira meia hora em que nunca foi capaz de pressionar a equipa turca, o Vitória começou finalmente a melhorar no encontro, sobretudo através da subida de Francisco Ramos no terreno. Com o médio português mais próximo de Hurtado, a equipa de Pedro Martins começou a pressionar mais alto e conseguiu aproximar-se da área contrária.

A primeira ameaça do Vitória surgiu aos 35 minutos, com Raphinha a tirar um bom cruzamento da direita e Rafael Martins, solto na área, a não atacar a bola, procurando deixar a oportunidade para Héldon. O extremo, contudo, não percebeu a intenção e a bola acabou por sair sem sofrer qualquer desvio.

O Vitória voltou a ameaçar dois minutos depois, com Raphinha a aparecer novamente solto na direita do ataque e a cruzar para Hurtado que, em excelente posição, cabeceia por cima da baliza do Konyaspor.

Nesta fase do jogo a equipa portuguesa surgia muito balanceada para o ataque e quase foi apanhada em falso. Na sequência de um grande passe em profunidade, Evouna surge isolado na cara de Douglas, mas acaba por se deixar atrapalhar pela pressão de Pedrão e remata ao lado da baliza da equipa portuguesa.

 Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Até ao final da primeira parte o Vitória manteve-se por cima no encontro, mas sem conseguir criar novamente perigo junto da baliza de Kirintili.

Em vantagem no encontro, a equipa do Konyaspor voltou para o segundo tempo com um bloco mais baixo e foi o Vitória a assumir a posse de bola. A equipa de Pedro Martins, contudo, sentia muitas dificuldades em definir as jogadas, acumulando perdas de bola e cruzamentos falhados.

Após uma primeira meia hora do segundo tempo deserta de oportunidades, Pedro Martins, insatisfeito com o rendimento ofensivo da sua equipa, lançou Estupiñán e Hélder Ferreira para os lugares de Rafael Miranda e Francisco Ramos.

O Vitória, que passou a atuar em 4-4-2, com Raphinha junto a Estupiñán, reagiu bem às alterações e chegou mesmo ao golo ao minuto 77. João Aurélio tabela bem com Hélder Ferreira e cruza para a pequena área onde Turan, pressionado por Estupiñán, acaba por introduzir a bola na própria baliza.

O empate não interessava a nenhuma das equipas e por isso o jogo entrou em novo período vivo, com os dois conjuntos à procura do golo da vitória. A equipa turca foi a primeira e estar perto de marcar o segundo, com Moké a cabecear à barra da baliza de Douglas, na sequência de um canto.

O Vitória procurava responder e, já depois de um bom remate de Raphinha, foi a vez de Hurtado atirar à trave, num remate à entrada da área.

Ainda antes do final do jogo, Héldon também tentou a sorte, mas o remate do cabo-verdiano foi intercetado por um defesa do Konyaspor e a partida terminou mesmo empatada.

 

Bola de Ouro 2017: Ronaldo canta o “peito ilustre lusitano” em terras gaulesas

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Cabeçalho Futebol InternacionalFoi conhecido hoje o vencedor da Bola de Ouro de 2017 que premiou o melhor futebolista da época 2016-17. Cristiano Ronaldo foi o vencedor do prémio totalizando cinco troféus (2008, 2013, 2014, 2016 e 2017) igualando o argentino Lionel Messi do FC Barcelona, que nesta edição ficou em segundo lugar. O terceiro posto do troféu ficou para o brasileiro Neymar do Paris Saint-Germain.

Ronaldo subiu ao palco, levantou aquele troféu e, por momentos, não Ronaldo que ali estava. Eramos todos nós, portugueses, que ali estávamos a erguer aquilo. O sítio era pequeno, mas estávamos todos lá, coubemos lá todos sem qualquer problema. Toda a gente do Porto, de Lisboa, de Coimbra, de Carrazeda de Ansiães, de Melgaço, de Penacova, de S. Martinho do Porto, de Faro, de Loulé, de Viana do Castelo, de Braga, de Guimarães, de Castelo Branco, enfim, de todos os locais de Portugal estava naquele palco com Cristiano Ronaldo. Ele mostra o troféu ao Mundo e mostra também Portugal todo, completo, sem deixar nenhum português de fora. Parafraseando Camões nos Lusíadas é como se com o levantar da Bola de Ouro, Ronaldo cantasse “o peio ilustre lusitano” obrigando a cessar “tudo o que a Musa antiga canta/Que outro valor mais alto se levanta”. Brilhante!

De facto, olhando para os vencedores da Bola de Ouro da última década salta-nos logo à vista uma evidência: Ronaldo e Messi foram os principais jogadores a arrecadar este prémio organizado pela Revista France Football. O Mundo do Futebol tem assistido a uma acesa discussão (pífia, na minha opinião), sobre quem será o melhor jogador do Mundo, se Messi se Ronaldo. Esta “rivalidade entre astros”, muito acalentada pelos mídia de todo o Mundo, tem sido disfarçada por uma rivalidade mais profunda entre os dois emblemas que cada um representa: Real Madrid e Barcelona. É a rivalidade de ambos os clubes que está em causa neste duelo entre Ronaldo e Messi pois a arte que deles emana furta-se facilmente a qualquer exercício comparativo de “quem será o melhor”.

Fonte: Real Madrid CF
Fonte: Real Madrid CF

Os “astros”, como são Messi e Ronaldo, cada um a seu jeito, atingiram um patamar de tal forma dantesco que a comparabilidade entre ambos é um recurso parco e obsoleto. Eles respondem apenas pela sua genialidade e pelo dom de jogar a bola. O requinte e a magia que incutem num lance, num passe, numa jogada, num remate, está mais próximo da obra-prima do que do futebol, algo tangível ao sublime e ao supremo. Dizer que Messi é melhor do que Ronaldo é o mesmo que dizer que, no plano da arte, Rambrant é melhor do que Renoir ou que, no plano da Ciência, Einstein é melhor do que Freud. Não há melhores aqui. Aqui há só génios. Mais nada.

Em todo o caso, e voltando ao vencedor desta edição da Bola de Ouro 2017, Ronaldo levou a melhor sobre argentino Messi e o brasileiro Neymar. Não é de estranhar para um jogador que tem sido muito mais do que um excelente jogador de futebol. Os seus companheiros reconhecem o seu efeito na coesão do balneário, as suas exibições na Seleção Portuguesa são, contrariamente àquilo que muitos papagueiam por jornais, televisões e conversas de café, de elevada dedicação lusitana. Contrariamente a Messi que se sentia mais argentino apenas e só quando a sua Argentina ganhava…

A humildade, sendo difícil falar nisso num jogador de futebol que ganha tantos milhões de euros por mês, por dia, por hora e por minuto, é uma característica de Cristiano Ronaldo. O profissionalismo é outra das suas características principais, dedicando-se e esforçando-se diariamente por ser cada vez melhor. Foi campeão europeu pelo Real Madrid na época 2016-17, campeão europeu de Seleções por Portugal este ano, e foi campeão espanhol ao serviço do Real Madrid na época transata. Os factos falam por si. Palavras para quê? Ronaldo só poderia ser o vencedor desta edição da Bola de Ouro 2017. Parabéns Ronaldo. E parabéns, mais uma vez, a Portugal.

 

Foto de Capa: France Football

İstanbul Başakşehir FK 2-1 SC Braga: Derrota não compromete primeiro lugar

Cabeçalho Futebol InternacionalO SC Braga saiu de Istambul com razões para sorrir, ainda que traga na bagagem uma derrota diante dos turcos. O empate do Ludogorets na Alemanha permite à equipa de Abel Ferreira chegar ao sorteio da próxima segunda feira como cabeça de série, fruto do primeiro lugar alcançado no Grupo C da Liga Europa.

O SC Braga entrava em campo com o passaporte para a próxima fase na mão, mas nem por isso deixou de tentar assegurar a manutenção do primeiro lugar do grupo, que lhe permitiria adquirir o estatuto de cabeça de série no sorteio da próxima eliminatória. Prova disso foi a entrada de rompante dos arsenalistas, com Fábio Martins, logo aos 2 minutos, a desperdiçar uma enorme oportunidade para abrir o ativo após cruzamento de Esgaio na direita.

Por seu lado, os turcos, que precisavam de vencer e esperar por uma ajuda do Hoffenheim, acabaram por começar a tomar conta do jogo, aproximando-se cada vez mais da baliza à guarda de Matheus, que nada podia fazer aos 10’ quando viu o cruzamento de Kahveci chegar até ao segundo poste e beneficiar de uma desatenção defensiva de Jefferson que deixara Visca em posição privilegiada. O avançado bósnio não se fez rogado e carimbou o primeiro da partida. A resposta arsenalista merece os mais rasgados elogios, pois em pleno terreno do atual primeiro classificado do campeonato turco, os homens de Abel Ferreira partiram para cima do adversário e estiveram por duas vezes muito perto do empate. Primeiro, o inevitável Fábio Martins a rematar, de longe, à trave da baliza de Gunok. Depois foi a vez de Dyego Sousa assustar o guardião turco, que viu o remate do avançado brasileiro ser desviado por um defesa e passar a centímetros do travessão.

Raúl Silva apontou o golo dos minhotos Fonte: SC Braga
Raúl Silva apontou o golo dos minhotos
Fonte: SC Braga

O SC Braga regressava aos balneários com a firme certeza de que era possível bem mais do que uma derrota pela margem mínima, mas com o início da segunda parte veio também a indubitável constatação de que o árbitro escocês nomeado para esta partida não estava habilitado para tal. Aos 55’, após um lance de bola parada muito bem estudado pelos portugueses, o juiz John Beaton (ou melhor, o assistente) cometeu um erro crasso ao não assinalar posição irregular a Raúl Silva que aproveitou para fazer o empate. Justo, diga-se.

O jogo entrava numa toada de maior equilíbrio, com os bracarenses, de quando em vez, a espreitarem a possibilidade de se colocarem em vantagem. A verdade é que isso não aconteceu mas para a história ficava a concretização de uma pequena traição por parte de Mossoró que, aos 75’, simulou uma grande penalidade, iludindo o árbitro escocês. Mais um erro grave do britânico que não provocou males maiores porque da Alemanha chegaram boas notícias com o empate dos búlgaros.

Benevento Calcio: Um ponto na memória do futebol

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Cabeçalho Liga Italiana

Creio que o futebol, na sua génese caótica, surpreende-nos tantas vezes com histórias intra-jogo que se perpetuam e que mais parece fazer deste jogo que tanto amamos uma modalidade com guião.

Mas não tem. Ele é mesmo assim: uma paixão tão forte nesta realidade mortal que nos faz transportar para terrenos da transcendência, do sonho.

A história sobre a qual organizo estes parágrafos é protagonizada pelo Benevento. Não é gloriosa, longe disso. Todavia, estou certo que nunca mais sairá das nossas memórias de amantes do ‘Calcio’.

Sim, ‘calcio’, porque esta história se passou em Itália e quem está a ler este artigo de certeza sabe do que vou falar.

Eis o momento, a imagem, o minuto e o segundo eternizado na memória futebolística Fonte: Benevento Calcio
Eis o momento, a imagem, o minuto e o segundo eternizado na memória futebolística
Fonte: Benevento Calcio

Benevento é uma província italiana da região sul. É lá que reside o Benevento Calcio que, de 2015/2016 a 2017/2018, trepou da 3ª divisão para a Serie A italiana, estreando-se no principal escalão transalpino pela primeira vez na sua história.

Os “Stregoni” (feiticeiros), como se pode verificar pela referência no seu emblema, entraram para a história também pelos piores motivos, pois nas primeiras 14 jornadas do presente campeonato, não conseguiu somar qualquer ponto.

Pelo meio, o treinador Marco Baroni e o diretor desportivo Salvatore di Somma foram despedidos, em finais de outubro. Chegou Roberto de Zerbi, 38 anos, para orientar a equipa.

9 das 14 derrotas haviam sido pela margem mínima, portanto o primeiro ponto já tinha estado perto.

No último domingo, o Benevento recebia o milionário AC Milan, na estreia do ‘allenatore’ Gattuso no banco ‘rossoneri’. O jogo era no Municipal Ciro Vigorito. Corria o minuto 95, o Benevento perdia por 2-1, Catani, médio da equipa da casa, bateu um livre para a área, lá dentro estava quase todos os jogadores e uma última esperança. Ela chegou num voo de guarda-redes, mas para cabecear. E ela entrou!

Ela entrou e foi o ‘portiere’ Alberto Brignoli que deu o primeiro ponto à sua equipa. Para sempre ficará a imagem de toda a equipa a correr atrás do eufórico homem de luvas com os braços abertos.

Esta história não é protagonizada pelas grandes estrelas nem pelos melhores do mundo, mas ajudam a bendizer a sedução do nosso futebol universal. O Benevento até pode nunca mais pontuar, mas este ponto nunca será esquecido.

 Foto de capa: Benevento Calcio

artigo revisto por: Ana Ferreira

Dragões voam a caminho dos “oitavos”

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fc porto cabeçalho

O FC Porto assegurou ontem a passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões com uma vitória frente ao AS Mónaco, sendo a única equipa portuguesa a conseguir permanecer em prova. Ainda assim, e apesar do objectivo principal ter sido alcançado, nem tudo correu de feição aos azuis e brancos, que rubricaram uma fase de grupos instável e composta de altos e baixos.

O dia 13 de Setembro marcou o arranque do FC Porto na principal prova de clubes europeia. Era dado o pontapé de saída na competição e logo num jogo carregado de emoções, com o regresso de Ricardo Quaresma e Pepe ao relvado do Dragão. O campeonato tinha começado bem, com a equipa a deixar boas indicações e a expectativa para a recepção ao Besiktas era nem mais nem menos do que a vitória. Mas não foi o que aconteceu. O meio campo a dois dos dragões não foi suficiente para conter as investidas turcas, que tinham a parte central do terreno mais povoada e Talisca, que aparecia para as sobras.

No onze inicial da equipa destacava-se ainda uma ausência de peso na frente: Aboubakar. O avançado camaronês cumpria um jogo de castigo, que transitou da época passada (curiosamente ao serviço dos turcos!). Estavam reunidos os ingredientes principais de um primeiro jogo pouco conseguido, em que faltou imaginação e finalização. O Besiktas colocou-se antes do quarto de hora na frente, o FC Porto ainda chegou ao empate, mas o resultado fechou mesmo com uma derrota por 1×3.

Conscientes de que o primeiro jogo não poderia servir de exemplo, os dragões mudaram a roupagem para a deslocação ao AS Mónaco e Sérgio Conceição não se inibiu de fazer uma estreia no onze inicial: Sérgio Oliveira. O meio campo compôs-se com quatro elementos e Aboubakar surgiu na frente com Marega. E a noite foi mesmo do camaronês, que bisou na partida e fez o FC Porto brilhar no principado, não fazendo esquecer a noite de estreia, mas deixando indicações claras que a mesma tinha sido apenas um erro de percurso. E, com a europa rendida a uma exibição de luxo no Mónaco, o FC Porto rumava para a Alemanha, para defrontar um surpreendente RB Leipzig. Isso mesmo, surpreendente. Não só a equipa, mas também o resultado com que o jogo terminou: 3-2.

A equipa carimbou ontem a passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões Fonte: FC Porto
A equipa carimbou ontem a passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões
Fonte: FC Porto

O confronto com os, na altura, detentores do segundo lugar no campeonato alemão, ditou uma nova aposta do técnico azul e branco, desta vez numa posição onde é pouco comum serem feitas alterações em jogos a este nível. Na baliza, para o lugar de Casillas, surgiu José Sá. A noite de estreia do guarda redes português não lhe correu pelo melhor, uma vez que um erro no início da partida comprometeu equipa e resultado. E, se Aboubakar foi o nome mais sonante da equipa depois da vitória sobre os monegascos, José Sá também o foi na Alemanha, mas pelos motivos contrários.

Três jogos, uma vitória e duas derrotas. Saltitando de jogo menos conseguido para jogo mais conseguido, ficou claro que a passagem aos oitavos começava agora a estar totalmente dependente de pontos. E o FC Porto não fez por menos e foi capaz de vingar as derrotas com os alemães e os turcos. No Dragão, na recepção ao RB Leipzig, a equipa assinou uma das melhores exibições da temporada, demonstrando que merecia o seu lugar na Europa e depois, na Turquia, conseguiu um empate que lhe permitiu deixar a decisão para a última jornada, uma decisão em que apenas dependiam de si próprios.

Os azuis e brancos não fizeram por menos, disseram presente(!) e fecharam ontem a fase de grupos com mais uma vitória clara sobre o AS Mónaco. É certo que um AS Mónaco já afastado da luta pelos lugares europeus, um AS Mónaco com muitas poupanças e poucas ambições. Mas ainda assim, uma vitória moralizadora e com números expressivos, que se seguiu a um empate caseiro com os rivais da Luz e terá vindo com certeza acrescentar motivação para a recta final da primeira volta do campeonato. E, de uma fase de grupos intermitente, em que tudo só se decidiu no final, saíram duas peças agora recorrentes na equipa. José Sá mereceu a confiança do técnico (e, diga-se, dos adeptos!), e assentou de pedra e cal na baliza portista e Sérgio Oliveira, que veio cimentar uma nova abordagem no Mónaco, deu provas que tem o que é necessário para jogar e ajudar.

Agora, segue-se o sorteio dos oitavos, a primeira fase a eliminar da competição. Aqui, a margem de erro será menor, as hipóteses de recuperar de resultados menos bons não são hipóteses, mas sim só uma hipótese! Com um plantel curto e que ainda luta por todas as provas, qualquer equipa será um obstáculo merecedor de toda a atenção e cuidado. Mas, depois de vencerem o Mónaco por duas vezes com diferença de três golos e terem recordado tudo o que isso já simbolizou, é certo que teremos FC Porto!

 Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Novo rumo: o topo, lá bem no alto!

sl benfica cabeçalho 1Acabou. Finalmente, terminou o pesadelo europeu para o Benfica esta temporada. Acabou de forma vergonhosa, com uma derrota caseira frente ao FC Basileia por 0-2, uma afronta aos adeptos encarnados. Nem para bater o pé à má imagem que deixaram nos cinco jogos (derrotas), as águias conseguiram superiorizar-se aos suíços que, embora ao longo da fase de grupos tivessem mostrado que foram, de facto, a segunda melhor equipa e a equipa que mereceu passar à segunda fase da prova milionária, são claramente uma equipa mediana. Venceram por duas bolas a zero, sem deslumbrar. Foram apenas confrontados com uma equipa que se mostrou tão ou mais mediana que eles e foi o suficiente para fazerem o que fizeram no Estádio da Luz.

Mas pronto, tal como iniciei o texto. Acabou. A vergonha europeia já não poderá aumentar e já não poderá atormentar mais o ego dos adeptos que ainda se sentem tetracampeões, pois os encarnados não voltarão a competir fora de fronteiras esta época. Com zero pontos, são mesmo a pior equipa portuguesa de sempre a competir na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Enfim, acabou. Os benfiquistas terão de fazer como estou a fazer agora e marcar um ponto final, não deixando que esta desastrosa participação na Liga dos Campeões retorne ao pensamento e prossigam com o que tem sido encarnado nos últimos tempos: as provas internas.

O Benfica ganhou os últimos quatro campeonatos da Primeira Liga, venceu duas Taças de Portugal nos últimos quatro anos, assim como duas Supertaças Cândido de Oliveira e três Taças da Liga no mesmo período. Dá um total de 11 títulos em 16 possíveis, uma percentagem de 68,75% dos títulos internos foi para os encarnados nos últimos quatro anos.

Assim, e com o término das competições externas para o Benfica, há que aproveitar a suposta vantagem do descanso e do tempo. Sem jogos durante a semana enquanto os rivais FC Porto e Sporting CP jogam e estafam os seus jogadores nas provas europeias em busca de algo mais, o Benfica tem esse “tempo-livre” para consolidar estratégias, táticas, rotinas e pensamentos de jogo, assim como para curar lesões, descansar física e psicologicamente, não se vendo constantemente focados e pressionados com os jogos europeus que tanto desgastam os jogadores.

 

Deste modo, reforço a minha ideia (já previamente sublinhada num texto anterior) de que o Benfica está agora “mais obrigado” a vencer o pentacampeonato. Depois desta desilusão que foi a Liga dos Campeões e que tirou toda a emoção inerente aos jogos contra outras equipas da Europa, na busca por um título e por prestígio europeu, os pupilos de Rui Vitória terão de garantir que nas restantes provas compensam essa emoção perdida. No entanto, não falo daquela emoção de estar a perder/empatar até bem tarde no jogo e marcar no último minuto frente ao Tondela, pois esses jogos são de vitória obrigatória, sendo agora ainda de maior obrigatoriedade. Falo sim na emoção do jogo bem jogado, do futebol bonito, da “nota artística”, de dar 6-0 como contra o Vitória FC, fazendo lembrar outros tempos que parecem longínquos, mas que há tão pouco tempo estavam mesmo aqui.

A presença dos três grandes nas restantes competições internas, como a Taça da Liga e a Taça de Portugal, implica que o Benfica terá de se superiorizar a estes, quer direta ou indiretamente. Além, claro, de na Primeira Liga se ver obrigado a fazer um restante percurso a roçar a perfeição para que possibilite a sua conquista de modo merecedora. O que se tem feito é apenas o q.b. e o que se pede é abundância. Há um espaço demasiado grande entre o que se faz e o que se pede, por isso é com este tempo livre a mais do que os rivais diretos e este descanso a mais do que estes, que o Benfica parte em vantagem para, pelo menos, encurtar esta distância. Folgará no calendário e poderá preparar melhor os jogos. No entanto, é preciso usar essa folga eficientemente para que no fim os títulos se conquistem.

E porque sair das competições europeias, quanto a vantagens tem poucas, aqui fica mais uma desvantagem para vocês, jogadores: agora é ainda mais obrigatório levantar pelo menos dois troféus, e o penta terá de ser um deles.

Saudações Benfiquistas!

 

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

ABC 23-26 FC Porto: No festival de faltas os dragões falharam menos

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Cabeçalho modalidadesCom um campeonato equilibradíssimo com os quatro primeiros separados por apenas dois pontos, a deslocação do FC Porto a Braga tinha grande importância para as duas equipas que queriam começar a segunda volta da melhor forma.

O ABC entrou melhor e com boas defesas do seu guardião, chegou ao 2-0, mesmo com Hugo Rocha a falhar um livre de 7 metros. Pouco depois, numa confusão com um defesa ao tentar aliviar uma bola, Hugo Laurentino foi ao chão e precisou de ser assistido, o que permitiu a Sérgio Morgado regressar aos grandes palcos. Depois de ter terminado carreira e ter voltado para ajudar o Boavista na Segunda Divisão, teve agora o seu regresso aos Dragões para colmatar a lesão de Quintana.

Entretanto, começaram as muitas faltas e os muitos castigos de 2 minutos fora do retângulo de jogo e o FCP começou a amealhar uma vantagem, chegando ao 6-11, altura em que o ABC pediu o desconto de tempo. As indicações de Jorge Rito surtiram algum efeito e o ABC conseguiu manter a partida mais equilibrada até aos 30 minutos, fechando a primeira parte com 11-15.

Com o fim do primeiro tempo, além do grande número de faltas, uma outra tendência que se notava no jogo era o ABC a perder mais tempo nos seus ataques a tentar contornar uma verdadeira muralha portista, enquanto os dragões estavam mais rápidos e incisivos e, acima de tudo, mais eficazes.

O período de intervalo deu também para, além do aquecimento de alguns suplentes, Sérgio Morgado defender um par de remates de uns muito jovens futuros andebolistas do ABC que também aproveitaram a pausa para dar uns toques na bola.

10 anos depois, Sérgio Morgado voltou ao patamar mais alto do andebol português Fonte: FC Porto
10 anos depois, Sérgio Morgado voltou ao patamar mais alto do andebol português
Fonte: FC Porto

O segundo tempo viu o ABC entrar a decidir melhor e equilibrou o desafio, mas Miguel Martins concretizou dois livres de sete metros para manter o Porto com uma vantagem confortável, enquanto Hugo Rocha fazia o mesmo do outro lado do campo. Ao terceiro, finalmente o guardião academista conseguiu parar Martins e os adeptos da casa responderam com uma grande explosão de volume no apoio à sua equipa e foi Hugo Rocha quem aproveitou para concretizar o seu terceiro livre na sequência e o quarto veio pouco depois para reduzir para 18-20 e as bancadas faziam-se ouvir.

Foi a vez de Porto necessitar de recorrer à paragem de tempo para reorganizar as ideias, mas recomeçou mal, já que estava com um jogador suspenso por 2 minutos, mas reentrou com o 7 completo. O ABC fechava melhor e ficava por cima e acabou mesmo por ser Humberto Gomes a atirar de longe para a baliza portista deserta – Laurentino havia saído para compensar a inferioridade numérica temporária – e empatar o jogo nos 20 tentos para cada lado. Em seguida, Areia permitiu a defesa de Cláudio Silva num livre de 7 metros e, tanto tempo depois, o Académico lá voltou à frente do marcador.

Só que Hugo Rocha, tão importante na recuperação dos amarelos, foi expulso por acumulação e o jogo entrou numa fase de parada e resposta com a liderança por um tento solitário a ir mudando de mãos. Após um período de muitos falhanços ofensivos de parte a parte, o FCP entrou nos últimos dois minutos a vencer 23-24.

E a partida decidiu-se assim, golo corrido do Porto, grande defesa de Laurentino e livre de 7 metros por Martins para fazer o 23-26. O ABC ainda pediu tempo a 0:41 do final, mas não serviu de nada, falhou o seu ataque seguinte e os dragões limitaram-se a levar a bola para a frente para contar os segundos até ao fim da partida.

Num jogo muito faltoso e com muitas falhas ofensivas de parte a parte, os visitantes foram melhores nos momentos críticos e levam uma importante vitória para a classificação do campeonato, enquanto o ABC perde algum terreno para o comboio da frente.

Os 10 melhores momentos da WWE em 2017

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Cabeçalho modalidadesO ano de 2017 está quase a terminar e, nestes últimos meses, é altura de fazer a habitual reflexão sobre os principais momentos, bons e maus, que marcaram mais um ano. No que toca à WWE, não passará despercebida e, por isso, cá estou para elencar os melhores momentos que, para mim, se destacaram e merecem ser recordados mais uma vez.

No geral, 2017 foi bastante positivo para a WWE! Ainda que suscite diversas opiniões, foi mais uma vez recheado de grandes momentos, estreias, regressos e muitas surpresas. A promotora voltou a não desiludir e colocou as expetativas bem altas para 2018, ao mostrar o porquê de ser a maior empresa de entretenimento a nível mundial.

Líderes continuam a não facilitar. Sp. Caldas continua em grande

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Cabeçalho modalidadesNum fim-de-semana onde vários clubes efectuaram uma jornada dupla, os dois primeiros classificados do campeonato venceram os jogos disputados, continuando a afirmar a sua superioridade.

O Sporting CP deslocou-se aos terrenos do Esmoriz GC e do São Mamede, onde venceu ambos os jogos por 0-3, somando assim sete vitórias consecutivas. Já o Benfica, uma das equipas que apenas realizou um encontro durante o fim-de-semana, tinha um jogo teoricamente mais complicado neste Domingo, na deslocação ao pavilhão do Castêlo da Maia. Ainda assim, os encarnados somaram a sua 11ª vitória consecutiva ao vencer o encontro por 1-3, com parciais de 20×25, 15×25, 25×21 e 18×25. Com estes resultados, o Sporting CP encontra-se a um ponto do Benfica, que lidera o campeonato com 33 pontos.

Sporting CP e Benfica venceram os seus jogos antes de se defrontarem para a Taça de Portugal Fonte: SL Benfica
Sporting CP e Benfica venceram os seus jogos antes de se defrontarem para a Taça de Portugal
Fonte: SL Benfica

Nos restantes encontros do fim-de-semana, destaque para a dupla vitória do Sp. Caldas (vitória caseira por 3-0 frente ao Leixões e vitória por 3-2 na deslocação a São Mamede). Esta foi a quarta vitória consecutiva da equipa das Caldas da Rainha, que se encontra a fazer um campeonato acima do expectável, encontrando-se em quinto lugar, atrás de Fonte Bastardo e Sp. Espinho.

Ainda nesta Sexta-Feira, o Sp. Espinho e o Castêlo da Maia conseguiram vitórias por 3-1 nas recepções a Vitória de Guimarães e AA Espinho. No Sábado, nos Açores, o Fonte Bastardo venceu o Clube K por 3-0. No Domingo, o Vitória de Guimarães e AA Espinho conseguiram vitórias fora frente a VC Viana e Esmoriz GC, respectivamente.

Durante esta semana, na Sexta-Feira são disputados os jogos dos Oitavos-de-Final da Taça de Portugal, com claro destaque para o derby entre Benfica e Sporting CP a ser disputado no Pavilhão da Luz. Dois dias depois, no Domingo, voltam a ser disputados jogos a contar para o campeonato nacional.

Foto de Capa: Sporting CP