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ATP 2017: A temporada dos tenistas nacionais

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Cabeçalho modalidades2017 não foi um ano muito feliz para o ténis português, pelo menos comparado com anos recentes. Tanto João Sousa como Gastão Elias tiveram uma queda abrupta a nível de resultados e de ranking, com Sousa a ser agora o jogador melhor classificado, a #57 do mundo.

A temporada de Sousa até começou bem, com uma final (perdida) em Auckland na segunda semana da época, mas acabou por ser bastante desapontante. Sousa acabou com um registo de 25 vitórias e 32 derrotas, apenas uma vitória em torneios do Grand Slam (contra Tipsarevic em Roland Garros) e duas derrotas na eliminatória de promoção da Taça Davis contra dois adversários mais que ao seu alcance. Foi a pior temporada de Sousa desde que se estabeleceu como um regular do circuito ATP em 2013. Para não variar, voltou também a perder o seu primeiro encontro no Estoril Open, contra um adversário muito menos cotado.

Gastão Elias teve um declínio ainda maior, encontrando-se agora fora do top 100 mundial. Depois da muita promessa apresentada em 2016, Elias não foi capaz de suster o nível e de jogar no circuito ATP a nível permanente. Derrota atrás de derrota levou-o de volta ao circuito challenger, em que também não foi muito feliz no cômputo geral, apesar de ter conseguido um título e uma final. O ponto alto do ano de Gastão Elias foi a vitória contra Juan Martin del Potro no torneio de Lyon.

Domingues deu espetáculo Fonte: Estoril Open
João Domingues foi dos tenistas portugueses que mais evoluiu em 2017
Fonte: Estoril Open

Pedro Sousa teve um ano bastante bom, tendo estado à beira de se tornar top 100 em Setembro (#102) e ganho 3 títulos Challenger. João Domingues teve uma temporada de grande progresso também, acabando no lugar #169 com um título Challeger e uma excelente campanha no Estoril Open, em que esteve mesmo à beira de derrotar o eventual finalista do US Open Kevin Anderson. É com 4 jogadores portugueses no top 200 que 2018 vai começar, com a esperança de que novos jogadores como Gonçalo Oliveira se possam juntar brevemente.

GD Estoril Praia 0-0 Portimonense SC: Estoril carregou, mas não bastou

Cabeçalho Futebol NacionalApós um surpreendente e positivo empate no estádio dos Barreiros, o Estoril Praia recebeu, no jogo de fecho da décima terceira jornada, o Portimonense que veio de uma vitória por duas bolas frente ao Tondela.

Com Mano lesionado, Ivo Vieira operou uma única substituição, introduzindo Fernando Fonseca no 11 titular da equipa estorilista. Por sua vez, Víctor Oliveira apostou nos mesmos protagonistas da última jornada.

Embora com as equipas em contextos completamente diferentes, perspetivava-se um excelente jogo de futebol fruto do tipo de sistema de jogo implementado pelos dois treinadores. Porém, não foi isso que se sucedeu. O jogo até começou relativamente bem para a equipa da linha com, logo aos dois minutos, um forte remate defendido pelo guardião da equipa visitante, Ricardo Ferreira. Logo de seguida, na ressaca do lance, o canto originou uma jogada estudada que, por sua vez, originou mais uma boa defesa de Ricardo Ferreira.

Todavia, após este lace inicial, nada mais deu. A noite arrefeceu e o jogo também. Foi preciso esperar até ao minuto vinte e dois para se cheirar de novo o golo: Kléber cabeceara ao lado numa boa jogada do flanco esquerdo estorilista. Respondendo a esta oportunidade, o Portimonense esteve também perto do golo: ao minuto vinte e cinco, numa excelente combinação do ataque algarvio, Nakajima remata para uma boa defesa de Moreira.

Os canarinhos não foram eficazes o suficiente para vencer a equipa de Portimão Fonte: GD Estoril Praia
Os canarinhos não foram eficazes o suficiente para vencer a equipa de Portimão
Fonte: GD Estoril Praia

Aos vinte e sete minutos, a melhor ocasião de golo da primeira parte. Após uma recuperação de Lucas Evangelista à saída do meio campo, André Claro aparece isolado e atira por cima da baliza de Ricardo Fernandes, Soberana oportunidade para os canarinhos. Aos trinta minutos, por sua vez, foi a vez da equipa de Portimão. Com a sua arma mais letal, o contra ataque, Nakajima (de novo) atira ao lado. Kléber não ficou atrás e logo no minuto seguinte cabeceia por cima.

A partida estava ao rubro e pedia-se mais do mesmo. Contudo, e para infelicidade dos adeptos que marcaram presença no António Coimbra da Mota, a partida voltou a arrefecer e nada mais houve até Bruno Paixão mandar as equipas para o balneário.

Foi, assim, uma primeira parte fraca marcada pelo constante equilíbrio entre as duas equipas. Respeitando-se mutuamente, Estoril e Portimonense apresentaram um futebol altamente marcado pela paciência, esperando, quase sempre, pelo erro do adversário.

Tal como a primeira, a segunda parte recomeçou a todo o gás. Mas, desta vez, foi o Portimonense a começar com o pé no acelerador. Logo aos cinquenta minutos, após um canto perigoso, o Portimonense envia uma bola às malhas laterais. De seguida, Víctor Andrade e Kléber tentaram também “molhar o bico” mas sem sucesso.

O Passado Também Chuta: Pepe – A primeira estrela do Futebol Português

o passado tambem chuta

Foi há cerca de 86 anos atrás que se perdeu um dos nomes míticos do nosso futebol. José Manuel Soares, que ficou conhecido para a eternidade como Pepe, destacou-se pela sua técnica e capacidade goleadora numa época em que o futebol seria ainda bastante rudimentar comparativamente com o jogo que hoje em dia conhecemos. Foi na época de 1925/1926 que Pepe se estreou no único clube que representou, o Clube de Futebol “Os Belenenses”, clube fundado há apenas 6 anos pelo seu vizinho e ex-jogador do Sport Lisboa e do Sporting CP, Artur José Pereira.

Nascido numa humilde família de Belém, José Manuel Soares estreou-se com 18 anos pela equipa da Cruz de Cristo, num jogo frente ao Benfica onde após estar a perder por 4-1, o Belém acabou por fazer a remontada e vencer por 4×5, com um golo de grande penalidade apontado por… Pepe. De imediato se tornou popular para os adeptos do futebol, popularidade essa que viria a aumentar bastante como consequência dos seus desempenhos posteriores. Nas duas primeiras épocas de Pepe, o Belenenses venceu um Campeonato de Lisboa e um Campeonato de Portugal.

Pepe Fonte: http://www.lojaazul.osbelenenses.com
Pepe
Fonte: CF “Os Belenenses”

E não foi apenas no clube que mostrou o seu talento para o futebol. Em 1928 representou a seleção portuguesa na sua primeira competição internacional, os Jogos Olímpicos de Amesterdão, onde em três jogos apontou dois golos. Portugal havia de cair nos quartos-de-final, mas deixando uma boa imagem na competição. Haveria de jogar um total de 14 jogos pela nossa seleção, marcando por sete vezes. No seu clube, aquele que segundo os relatos era um jogador com uma excelente capacidade de drible, enorme velocidade e um remate fortíssimo, em apenas seis épocas (a última incompleta), venceu por três vezes o Campeonato de Lisboa e sagrou-se por duas vezes campeão nacional. Em todas as edições que disputou do Campeonato de Lisboa tornou-te no melhor marcador, com destaque para 36 golos apontados em 14 jogos na época de 1929/1930. Chegou a marcar dez (10!) golos em apenas um jogo, numa vitória por 12-1 do Belenenses sobre o Bom Sucesso, recorde que ainda perdura.

Pepe em jogo por Portugal contra a França, onde fez 2 golos Fonte: osbelenenses.com
Pepe em jogo por Portugal contra a França, onde fez dois golos
Fonte: CF “Os Belenenses”

O mais impressionante é pensar na juventude que tinha quando alcançou tudo isto, sendo que aos 23 anos de idade perdeu a sua vida. Naquela época, o futebol não era ainda profissionalizado, pelo que os jogadores tinham o seu emprego fora do futebol de modo a conseguirem o seu sustento. No dia 23 de outubro de 1931, saiu para o seu emprego levando uma lancheira com sandes de pão com chouriço preparadas pela sua mãe, para o seu almoço. Algum tempo após o almoço, Pepe começa a sentir-se mal acabando por ser transportando para o Hospital da Marinha onde acabaria por falecer, já no dia seguinte. Segundo o que se apurou naquela altura, este acidente ter-se-á devido ao facto de a sua mãe ao preparar a refeição ter confundido potassa com bicarbonato de sódio, o que levou ao envenenamento do capitão do Belenenses.

Funeral de Pepe Fonte: http://www.osbelenenses.com
Funeral de Pepe
Fonte: CF “Os Belenenses”

A cidade de Lisboa e os amantes do futebol ficaram em choque com esta perda tão precoce, e foram cerca de 30 mil pessoas que marcaram presença no último adeus ao jogador. Pepe foi a primeira grande estrela do futebol português, à data uma modalidade em crescente afirmação e a dar os primeiros passos que viriam a resultar no seu profissionalismo e mediatismo que hoje conhecemos. O Belenenses era um clube que crescia a passos largos, conquistando com Pepe os primeiros títulos de campeão regional e nacional. Apenas poderemos supor e entrar no mundo dos “ses”, mas se esta tragédia não tivesse acontecido, até onde poderia ter ido este jogador, e que crescimento e quantos títulos mais poderia ter atingido o Belenenses?

Foto de Capa: CF “Os Belenenses”

Lendas do “Universo” Portista: Carlos Resende

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fc porto cabeçalhoCarlos Alberto da Rocha Resende, atualmente com 46 anos de idade, foi, provavelmente, o melhor andebolista português de sempre. Ao longo da sua carreira sénior, na qual apenas representou dois clubes (o ABC de Braga e o FC Porto) conquistou, pelos azuis e brancos, três Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal, uma Supertaça de Portugal e três Taças da Liga.

Dono de uma compleição física invejável (1,92m de altura e 95Kg de peso), Carlos Resende foi considerado, no Campeonato Europeu que se disputou na Croácia, em 2000, o melhor lateral esquerdo da competição e foi eleito para o “sete ideal” da mesma, o que diz bem da sua projeção internacional. Chegado ao FC Porto na época 1988/89, para alinhar no campeonato de juniores, o “salto” para a equipa principal foi uma questão de (pouco) tempo. É certo que os títulos não surgiram de imediato, mas após vários anos enquanto vice-campeão (sempre atrás do ABC de Braga), na temporada 1993/94 o FC Porto retomaria o caminho das vitórias, ao conquistar a Taça de Portugal, depois de largos anos sem vencer qualquer prova oficial (desde 1980).

Chegados ao final da época 1993/94, questões ligadas à instabilidade administrativa colocaram dúvidas acerca da continuidade do andebol no clube. Por essa razão, Carlos Resende mudou-se para o ABC de Braga, mas, no ano 2000, acabaria por regressar aos azuis e brancos. Jogando lado a lado com nomes como os de Ricardo Rocha, Rui Rocha, Eduardo Filipe ou Petric, o FC Porto montou a melhor equipa de andebol da história do clube e, assim, foi sem surpresa que entre 2001 e 2004 os títulos de campeão nacional foram surgindo. Em 2006 Carlos Resende acabaria por colocar um ponto final na sua carreira, brilhante tanto ao nível de clubes como da seleção nacional.

Carlos Resende foi, provavelmente, o melhor andebolista português de sempre Fonte: Facebook do FC Porto
Carlos Resende foi, provavelmente, o melhor andebolista português de sempre
Fonte: Facebook Oficial de Carlos Resende

Com 250 jogos disputados ao serviço da “equipa das quinas”, Resende apontou um impressionante total de 1444 golos. O atleta, que era também estudante de Engenharia Civil, era uma verdadeira máquina de fazer golos, frequentemente fletindo da esquerda para o meio e rematando com força e colocação por cima dos braços dos opositores. O homem que levou o andebol português a um nível nunca antes conseguido (sétimo lugar no Campeonato Europeu de 2000!), portista de coração, regressou a “casa” pouco tempo após o término da sua carreira de jogador, desta feita para ocupar o cargo de treinador. Aí o percurso foi ascendente e, nas três épocas em que esteve “ao leme”, acabaria por conquistar o título de campeão nacional na última, em 2008/09.

Tendo já sido distinguido com a medalha de mérito desportivo e, por duas vezes, com um Dragão de Ouro, Carlos Resende dispensa apresentações para os portistas. O atleta marcou uma época no clube e no andebol nacional e, como tal, é, sem margem para dúvidas, uma das lendas (mais recentes) do “Universo” portista.

Foto de Capa: Facebook Oficial de Carlos Resende

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Respirar Sporting

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Os adeptos podem (tentar) acusar o presidente do Sporting Clube de Portugal de muita coisa, mas a verdade é que Bruno de Carvalho colocou os adeptos a “Respirar Sporting”.

Hoje, mais que nunca, a marca Sporting está forte e em crescimento e, mesmo após quinze anos sem ser Campeão Nacional de Futebol (sim, noutras modalidades estamos mais fortes que nunca), as estruturas desportivas do clube verde-e-branco estão a dar cartas no panorama desportivo nacional.

Antes do jogo com o Belenenses, andar à volta de Alvalade foi viver um universo leonino em força. O pavilhão leonino, com uma grande assistência no futsal, a Loja Verde, recém-inaugurada a trinta de Novembro, completamente lotada, o estádio Alvalade XXI com uma assistência de mais de 46 mil adeptos… tudo isto fez com que no Campo Grande, no passado dia da Restauração da Independência, só se respirasse Sporting!

São 600m2, repletos de novos produtos Sporting, um centro de atendimento integrado e espaços para treinares os teus dotes na Playstation! Aproveita para fazeres umas compras de Natal: #ONatalÉverde Fonte: Sporting Clube de Portugal
São 600m2, repletos de novos produtos Sporting, um centro de atendimento integrado e espaços para treinares os teus dotes na Playstation! Aproveita para fazeres umas compras de Natal: #ONatalÉVerde
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Agora é construir um espaço verde ao lado da Loja Verde e do Pavilhão João Rocha, com um bom café e as famílias poderem passear e os adeptos leoninos conviverem (não só em dias de jogo, mas essencialmente nesses dias). E o resto fica nas mãos dos adeptos leoninos e na sua capacidade de dar resposta a este esforço da Direcção do Sporting Clube de Portugal para que se pudesse viver tanto Sporting como se vive agora. Foram catorze anos sem Pavilhão e vários com uma Loja Verde sem grande capacidade de dar resposta à grandeza Leonina.

Agora, todos os ingredientes estão reunidos para este viver do Sporting.

Agora sim, sou totalmente #FeitodeSporting

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

O fim-de-semana verde e branco

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Mais uma semana, mais um resumo. Fim-de-semana com vários pontos positivos, dos quais se destaca o Goalball por um registo 100% triunfante na primeira jornada do Campeonato…Francês! No pólo negativo está o Râguebi feminino pela derrota que praticamente impede as Leoas de vencerem o Campeonato de Tens.

Andebol | Vitórias em frentes distintas. No Campeonato Nacional, a turma Leonina permanece na liderança, fruto do triunfo na recepção à Associação Artística de Avanca por 39-28; já na Europa, o Sporting CP, já sem chances de apuramento, levou a melhor sobre os macedónios do HC Metalurg, terminando o Grupo D da EHF Champions League no quarto lugar, com oito pontos somados, fruto de quatro vitórias nos dez jogos disputados. A formação orientada por Hugo Canela concentra-se agora no Campeonato Nacional, com o início da segunda volta a ditar a deslocação a Fafe na quarta feira, seis de Dezembro, pelas 21h30 e a recepção ao CD Xico Andebol no sábado, nove de Dezembro, pelas dezoito horas, no Pavilhão João Rocha.

Andebol despede-se da Europa com triunfo e lidera Campeonato Nacional Fonte: Sporting Clube de Portugal - Andebol
Andebol despede-se da Europa com triunfo e lidera Campeonato Nacional
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Andebol

Basquetebol em Cadeira de Rodas | Os Leões venceram o vicecampeão nacional APD Leiria por 49-42. Na próxima jornada, os Verde e Brancos defrontam Os Especiais.

Carambola | A turma Verde e Branca foi afastada nas Meias-Finais do Torneio de Abertura ao perder com o SL Benfica no desempate por entradas finais, após o empate a dois. Segue-se o Campeonato, com a equipa A a defrontar a equipa B.

Futebol masculino | Triunfo na recepção ao CF Belenenses por 1-0 numa partida mal jogada em que se salvam os três pontos e a colagem ao líder FC Porto, fruto do empate no clássico entre azuis e vermelhos. Segue-se uma semana com dois compromissos fora de portas: terça feira em Barcelona e sábado no Bessa.

Futsal masculino | Os pupilos de Nuno Dias venceram o Rio Ave FC por 6-2 no fecho da primeira volta da Fase Regular da Liga SportZone, conquistando assim a 22.ª vitória consecutiva em encontros oficiais na presente época. Segue-se a deslocação a Porto Salvo para defrontar os Leões locais, no domingo, dez de Dezembro, pelas dezoito horas.

Estrela Vermelha surpreende Real Madrid. CSKA e Olympiacos mantêm liderança partilhada

Cabeçalho modalidadesÀ passagem da 10ª jornada da Euroliga de basquetebol, a tabela começa a mostrar sinais de alguma coerência no que toca à diferença de qualidade das equipas. No topo da tabela os históricos CSKA e Olympiacos partilham a liderança, apenas separados pela diferença pontual das duas equipas, com oito vitórias em dez possíveis, seguidos do actual campeão em titulo, o Fenerbahce, que tem menos uma vitória que os rivais, à semelhança do colosso grego Panathinaikos. Os quatro principais candidatos ao título desta época cumpriram as suas obrigações nesta ronda.

Os russos do CSKA receberam e venceram o Barcelona por 92-78 e continuam a mostrar o seu alto rendimento ofensivo, com a principal figura da equipa Nando de Colo a realizar um duplo-duplo, com 18 pontos e 11 assistências. O Barcelona soma assim a sexta derrota e continua fora de uma posição de acesso aos playoffs, ocupando o 10º lugar na tabela.

A jornada não foi de facto positiva para os clubes de Espanha. O Real Madrid foi surpreendido em casa pelo modesto Estrela Vermelha, perdeu por 83-87, e desperdiçou assim a possibilidade de alcançar o cómodo 5º lugar na prova. O esforço coletivo do Estrela Vermelha conseguiu superiorizar as mais-valias individuais do Real Madrid, e a inspiração do norte-americano Taylor Rochestie fez a diferença no marcador com 18 pontos e ainda 7 assistências.

cska
O CSKA reforçou o 1º lugar
Fonte: CSKA

Os clubes gregos provaram o favoritismo nos seus jogos, respetivamente. O Olympiacos foi a Espanha dominar o Valência Basket, com o resultado final de 64-72. Já a equipa de Atenas, o Panathinaikos, impôs uma vitória na capital grega sobre a equipa que ocupa o fundo da tabela, o Unicaja Málaga.

O Maccabi Tel Aviv e o BC Khimki conseguiram vitórias caseiras importantes sobre os seus adversários diretos pelo acesso aos playoffs. Os israelitas derrotaram os lituanos do Žalgiris por 81-74, com grande destaque para a antiga estrela da NBA Norris Cole, que colecionou 26 pontos, com uma elevada taxa de sucesso da linha de triplo, com 4 lançamentos concretizados em 6 tentativas. Os estreantes na prova do BC Khimi conquistaram uma vitória sobre os alemães do Brose Bamberg por 82-73, com o base da equipa Alexey Shved a contribuir com uns impressionantes 26 pontos.

Concluído assim o primeiro terço da fase regular da Euroliga, a pressão aumenta na luta pelo acesso aos playoffs, numa época que promete indecisão até final.

euroliga 10 jogosFoto de Capa: Estrela Vermelha

SC Braga 3-0 FC Paços de Ferreira: Resultado Melhor do que a Exibição

Cabeçalho Futebol NacionalEm jogo a contar para a 13ª jornada da Liga Portuguesa, que poderia até ter sido disputado à porta fechada, o Estádio Municipal de Braga apresentou uma excelente moldura humana (18483 espetadores), num gélido início de noite de outono, em encontro de entrada gratuita para o público. Do lado da equipa da casa, o SC Braga, o principal objetivo passava por cimentar o quarto lugar da tabela classificativa e encurtar distâncias para o terceiro; ausentes do encontro, por lesão, estiveram Fransérgio, Paulinho, Rosic e Raúl Silva. Do lado dos visitantes, o FC Paços de Ferreira, a meta passava por inverter a tendência negativa de resultados (quatro derrotas nos últimos cinco jogos disputados) e consolidar um lugar no meio da tabela classificativa; ausentes do jogo, por lesão, estiveram Marco Ribeiro, Quiñones e André Leão.

O SC Braga entrou em campo no seu habitual 4-4-2, com uma frente de ataque móvel na qual Abel Ferreira optou por juntar Xadas a Hassan. Os pacenses, treinados por Petit, entraram em campo com igual estrutura tática e apostaram também numa dupla rápida no ataque (Mabil / Welthon). Ainda que com 22 jogadores em campo, o grande destaque da primeira parte acabaria por recair no árbitro, Rui Oliveira. Assim, aos 17 minutos, Bruno Xadas contemporizou para a entrada de Esgaio; este serviu Hassan que, de calcanhar, atirou a contar. Golo do SC Braga, porém, anulado com recurso ao vídeo-árbitro! A partir daí, na noite fria de Braga, o ambiente aqueceu e muito, com uma marcada contestação dos adeptos locais ao árbitro da partida.

Numa primeira parte com poucas ocasiões de golo, acabaria mesmo por ser o FC Paços de Ferreira, que pouco mais fez do que limitar-se a defender e a procurar o contra-ataque, a ter a melhor oportunidade para marcar. Aos 40 minutos, na sequência de um canto apontado a partir da direita, Miguel Vieira apareceu ao primeiro poste para cabecear à barra da baliza à guarda de Matheus. Chegado o tempo de intervalo num encontro bem mais quente nas bancadas do que dentro das quatro linhas, merece nota de destaque, nesse período, a luminosa homenagem ao “homem do leme”, Zé Pedro, guitarrista do Xutos & Pontapés, em decurso do seu falecimento.

Em noite de enchente, o resultado foi melhor do que a exibição Fonte: Facebook do Sporting Clube de Braga
Em noite de enchente, o resultado foi melhor do que a exibição
Fonte: Facebook do Sporting Clube de Braga

As equipas regressaram para a segunda parte sem qualquer alteração de parte a parte e, igualmente, sem alterações na toada do encontro. Aos 49 minutos Welthon cabeceou pouco ao lado da baliza do SC Braga e, aos 61, Xadas rematou pouco por cima da baliza do FC Paços de Ferreira. Fora isso, o jogo foi uma verdadeira apatia até aos 65 minutos. Aí, Rui Oliveira voltou a ser protagonista; em 10 minutos mostrou dois cartões amarelos a Mateus Silva e deixou os “castores” com apenas 10 jogadores em campo. Daí em diante, o SC Braga cresceu no jogo e foi encostando o FC Paços de Ferreira às cordas.

A mudança na toada do encontro começou a traduzir-se em golos logo aos 70 minutos, com os braguistas a adiantarem-se no marcador na sequência de um canto. Após cruzar vários jogadores a bola caiu nos pés de Bruno Viana que, quase involuntariamente, a colocou no fundo das redes à guarda de Mário Felgueiras (a bola ainda desviou em Bruno Santos antes de entrar). Pouco depois, e já após Fábio Martins (entrado para o lugar de João Carlos Teixeira) ter ameaçado com um remate pouco ao lado da baliza, o mesmo futebolista deixou a bola em Ricardo Horta (entrado em campo sete minutos antes para o lugar de Bruno Xadas) para o avançado português, aos 80 minutos, rematar colocado, ainda fora da área, para o segundo golo da equipa da casa. 2-0 no marcador. Aos 87 minutos, após novo canto apontado a partir da esquerda, Dyego Sousa (entrado pouco tempo antes na partida) surgiu isolado na pequena área e desviou para o fundo das redes do FC Paços de Ferreira. Estava feito o resultado final!

Num jogo com um resultado algo enganador, o SC Braga só começou verdadeiramente a dominar após o FC Paços de Ferreira se ter visto reduzido a 10 jogadores. Até lá, os pacenses foram conseguindo organizar-se bem na defesa, pese embora correndo sempre poucos riscos no momento ofensivo. Os “gverreiros do Minho” estiveram tendencialmente pouco inspirados, sobretudo após o golo anulado ainda na primeira parte, mas acabaram por conseguir sair do Estádio Municipal de Braga com três pontos importantes que colocam a equipa a apenas dois pontos do terceiro lugar da tabela classificativa. O FC Paços de Ferreira, com este resultado, soma um total de cinco derrotas nos últimos seis encontros disputados.

Vitória FC 1-2 Vitória SC: Ou ganha o Vitória, ou não ganha ninguém

Cabeçalho Futebol Nacional

O duelo de Vitórias a contar para a 13ª jornada aconteceu esta noite no Estádio do Bonfim. Com duas equipas desesperadas pela vitória e com os Sadinos a viver um dos piores momentos da sua história a expectativa era de um jogo com golos.

Numa partida que começou equilibrada, com ataques de parte a parte, os homens da casa deixaram-se cair na armadilha dos vimaranenses e logo aos dez minutos, Semedo faz falta na grande área e concede um penalti à equipa visitante. Assim, por parte de Raphinha, que voltou esta noite ao 11 inicial, o Vitória de Guimarães inaugurou o marcador. Logo a seguir, a equipa da casa poderia ter feito (e fez) o empate, por parte de Nuno Pinto, mas o juiz da partida, Vasco Santos, considerou que a bola não ultrapassou a linha de golo.

O Vitória de Setúbal tentou construir o jogo e chegou a levar perigo por diversas vezes à baliza de Douglas, mas as derradeiras oportunidades foram do V. Guimarães que, primeiro por parte de Heldon e depois por Raphinha, as desperdiçou na cara de Cristiano. Dois golos certos, desperdiçados pelos vimaranenses em menos de dez minutos. Os sadinos poderiam, ainda, ter empatado a partida em cima do fecho da primeira metade, mas, ao estilo dos homens de Pedro Martins, não conseguiram finalizar.

Os vimaranenses inauguraram o marcador após grande penalidade convertida por Raphinha Fonte: Bola na Rede
Os vimaranenses inauguraram o marcador após grande penalidade convertida por Raphinha
Fonte: Bola na Rede

O Vitória FC entrou na segunda parte com vontade de fazer mais e melhor e poderia, mais uma vez, ter feito o golo do empate aos 61 minutos. Gonçalo Paciência não rematou da melhor maneira, tendo permitido uma fácil defesa a Douglas. Ainda no mesmo minuto, os conquistadores voltaram a realizar um contra ataque em velocidade e desta vez Raphinha não perdoou e bisou, alargando a vantagem do V. Guimarães.

Os sadinos pareceram perder a força, baixando assim a intensidade, mas sem recuar demasiado no campo. Já perto dos 90′ o Vitória da casa chegou ao seu primeiro golo depois de Jubal fazer falta sobre Edinho, resultando em grande penalidade que foi convertida por Gonçalo Paciência. Os homens de José Couceiro ainda tentaram correr atrás do prejuízo, mas sem sucesso. O jogo terminou mesmo 1-2, e o Vitória de Setúbal soma a sua quarta derrota consecutiva no campeonato.

CD Feirense 0-1 CD Aves: Falcone foi ave de rapina

Cabeçalho Futebol NacionalVindos de momentos distintos, Feirense e Aves encontraram-se no estádio Marcolino de Castro em jogo da 13.ª jornada. A equipa da casa vinha de três derrotas seguidas para o campeonato, enquanto que os visitantes, nas duas anteriores jornadas, consumaram uma importante vitória em Setúbal e um moralizador empate face ao líder FC Porto.

O jogo começou agitado e com oportunidades de parte a parte. Logo aos dois minutos, Salvador Agra apareceu na cara de Caio Secco e por pouco não conseguiu desviar para a baliza. A resposta fogaceira não tardou e Luís Machado aos cinco, depois de uma boa combinação entre Tiago Silva e Etebo, desviou de raspão ao primeiro poste e a bola passou a rasar a linha de baliza, sem a transpor.

Depois deste início prometedor, o jogo ficou muito disputado a meio-campo e só acordou à passagem da meia hora de jogo, com um cruzamento tenso de Salvador Agra ao qual nem Derley nem Amilton conseguiram chegar. Momentos mais tarde, foi a vez de Diego Galo desperdiçar na cara de Caio, no seguimento de um livre muito bem batido por Nildo. O jogo começou a aquecer, com muitas quezílias entre jogadores e até mesmo entre bancos, demonstrando bem a importância deste jogo para ambas as equipas. Até ao final do 1º tempo, registo apenas para um remate desastrado de Etebo que, em boa posição, podia ter feito muito melhor.

O golo avense surgiu já nos descontos, numa altura em que a equipa da casa já se encontrava em inferioridade numérica Fonte: Bola na Rede
O golo avense surgiu já nos descontos, numa altura em que a equipa da casa já se encontrava em inferioridade numérica
Fonte: Bola na Rede

Para a segunda parte entraram os mesmos protagonistas, mas a equipa avense veio mais espicaçada do balneário e ia aproveitando o maior requinte técnico do seu meio campo e a velocidade dos seus extremos para se aproximar da baliza adversária. No entanto, quem brilhou foi Quim, que no espaço de um minuto fez duas defesas de grande nível. A primeira, a desviar com uma palmada o remate de Luís Machado para canto e, na sequência do mesmo, um remate de ressaca de Etebo desvia em Luís Rocha e apanha Quim em contrapé, que ainda assim conseguiu mostrar todos os seus reflexos ao desvia-la da sua baliza. Forte candidata a defesa da jornada!

O jogo continuava interessante e muito quentinho, ao ponto que Luís Machado perdeu a cabeça e teve uma entrada muito dura sobre Nildo, à qual o árbitro não teve outra hipótese que não mandá-lo mais cedo para o balneário.

Em superioridade numérica, o conjunto de Lito Vidigal ia tendo mais bola, mas o Feirense não se remetia só à defesa e Etebo, na cara do golo, desviou ao lado. Os minutos finais foram abertos e Amilton teve duas boas oportunidades para inaugurar o marcador, porém sem sucesso. Ponck também tentou, mas sem a pontaria desejada. O Feirense continuava atrevido e João Silva acertou mal na bola quando só tinha Quim pela frente. Como quem não marca, sofre, a equipa da casa veio a pagar caro o seu atrevimento e, já nos descontos, numa boa jogada pela direita, Rodrigo apareceu solto e cruzou rasteiro para Falcone desviar à boca da baliza. Um grande balde de água fria para os adeptos caseiros, que já viam a equipa a regressar aos pontos.

Num jogo de equilíbrios e com muitas oportunidades, faltou mais eficácia aos protagonistas. Lito Vidigal foi feliz ao lançar Falcone, que foi o mais esclarecido na hora de atirar à baliza. O Feirense mantém a série negativa e viu-se ultrapassado pelo adversário de hoje, que parece embalado para um campeonato mais tranquilo. Apesar de tudo, foi um bom jogo, com uma boa moldura humana, o que só valoriza o nosso campeonato.