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CS Marítimo 0-0 GD Estoril-Praia: “Canarinhos” de cara lavada

Cabeçalho Futebol NacionalSem perder em casa há vinte jogos, desde o dia 11 de setembro do ano transato, o CS Marítimo recebeu, na décima segunda jornada, o GD Estoril-Praia com a nuance de que os canarinhos estrearam o seu novo treinador, Ivo Vieira, numa casa que já foi habitada pelo próprio.

Bancadas compostas, excelente ambiente nas mesmas, protagonistas em campo, estavam reunidas as condições para o início de uma boa partida no Estádio dos Barreiros.

Desde cedo que se percebeu a vontade em conquistar os três pontos por parte das duas equipas. Em oposição com um início de jogo marcado por alguns passes falhados e por algumas bolas perdidas, as oportunidades começaram a aparecer e foi a equipa do Estoril Praia, mais atrevida, que abriu esse capítulo do jogo com um forte remate de Vítor Andrade, aos nove minutos, respondido com uma excelente defesa de Charles, guardião marítimista. Já se percebia, entretanto, o critério largo da equipa de arbitragem e o bom ímpeto inicial estorilista.

Respondendo à primeira oportunidade do jogo por parte da equipa da linha, devido a uma falsa saída de Moreira, o Marítimo provocou o primeiro susto aos adeptos canarinhos que se deslocaram à ilha da Madeira. De seguida, logo por volta do décimo quarto minuto, muito por causa da estratégia da “armadilha do fora de jogo” (diga-se, bem implementada por Ivo Vieira), o Marítimo introduz a bola dentro da baliza num lance que foi bem anulado pelo juíz da partida por fora de jogo.

Daqui para frente, só deu Estoril. Primeiro, aos quinze minutos de jogo, Kléber atira forte ao lado da baliza marítimista. Cinco minutos depois, uma grande ocasião de golo: o inconformado médio Lucas Evangelista combina com Kléber, entra na área e num remate rasteiro atira a rasar o poste esquerdo. Já depois da meia hora de jogo, a melhor oportunidade da partida:  num forte remate, após um desvio, Lucas Evangelista atira uma bola à barra. Charles ficara pregado ao relvado. A cinco minutos do intervalo, de novo Lucas Evangelista, mais uma boa oportunidade para a equipa da linha travada por Charles.

Ivo Vieira voltou a uma casa que bem conhece Fonte: GD Estoril-Praia
Ivo Vieira voltou a uma casa que bem conhece
Fonte: GD Estoril-Praia

Assim, o jogo chega ao intervalo após uma excelente primeira parte com sinal mais da equipa cascalense que contava com mais remates (onze contra um) e com mais posse de bola (57% contra 43%).

Se, por sua vez, a primeira parte prometeu, a segunda comprometeu. Após uma primeira parte prometedora avizinhava-se um segundo tempo igual ou melhor. Porém, não foi  isso que aconteceu.

Embora com uma animadora entrada do Estoril Praia na segunda parte, o jogo arrefeceu…e muito. A intensidade reduziu, bem como os níveis de bom futebol.  Contudo, à semelhança do primeiro tempo, a equipa do Estoril Praia esteve melhor e teve também as melhores oportunidades do jogo: aos minuto sessenta e nove, após uma boa investida de Vítor Andrade  no corredor direito, Charles defende (de novo) o cruzamento perigoso do extremo brasileiro. Corrido um minuto, enorme defesa do guardião dos verdes rubro. Na ressaca de uma jogada, excelente triangulação dos jogadores canarinhos à entrada de área que deixa Eduardo numa posição privilegiada. Mais uma vez, o homem do jogo, Charles, impediu o golo à equipa do continente.

Uma segunda parte com poucas oportunidades que desiludiu e que fez com que, ao minuto setenta e sete, começassem os assobios dos adeptos marítimistas demonstrando assim a insatisfação perante a pálida exibição da equipa.

Em suma, um jogo em que a equipa do Estoril Praia foi completamente superior e em que o Marítimo deixou muito a desejar. Se justiça fosse feita, os três pontos viajaram para o continente e não se dividiriam.

FC Arouca 2-0 CD Santa Clara: Municipal de Arouca é mesmo fortaleza

Cabeçalho Futebol NacionalSeparados por seis pontos à partida para esta jornada, Arouca e Santa Clara, candidatos à subida de divisão, protagonizaram um belo jogo no Municipal de Arouca.

Fernando, solto dentro da área, ameaçou logo nos primeiros segundos de jogo, mas Bracali parou as intenções de golo do brasileiro.

Aos 11 minutos, Barnes antecipa-se a Vítor Alves e oferece o golo inaugural a Bukia, que não desperdiçou a oportunidade.

Nove minutos depois, Fernando volta a surgir na cara de Bracali, mas foi novamente incapaz de finalizar com sucesso, perdendo-se a bola pela linha final.

Marcado por muito equilíbrio, o jogo foi um típico encontro de segunda liga, com ambas as equipas a conhecerem-se muito bem e, por conseguinte, a anularem-se mutuamente. Assim foi até intervalo.

Perto de mil espetadores acorreram ao Municipal de Arouca e os visitados permanecem invictos em casa neste campeonato Fonte: BnR
Perto de mil espetadores acorreram ao Municipal de Arouca e os visitados permanecem invictos em casa neste campeonato
Fonte: BnR

O Santa Clara entrou a todo o vapor na segunda parte, mas foi o médio sérvio do Arouca Palocevic que rematou (55’), mas ao lado; ele que, aos 72 minutos, tentou novamente, mas falhou o alvo.

O Santa Clara ia arriscando no ataque, mas sem nunca criar perigo, nem rematando de forma que seja digna de registo. Já do lado caseiro, Vargas, aos 86 minutos, na primeira vez que tocou na bola, marcou, ao segundo poste, solicitado por Barnes, fazendo com que o ganês somasse duas assistências nesta tarde de domingo.

O Arouca soma a terceira vitória consecutiva na Segunda Liga e está na melhor forma da época, escalando na classificação e no objetivo da subida de divisão…E o Municipal de Arouca é mesmo uma fortaleza com Miguel Leal: quatro jogos caseiros no campeonato, quatro vitórias, zero golos sofridos.

SC Covilhã 0-0 Real SC: Tanta pobreza tinha que dar empate

Cabeçalho Futebol NacionalO Sporting da Covilhã e o Real Sport Clube empataram a zero num jogo da 14ª jornada da Segunda Liga, um jogo muito pobre e fraco de ambas as equipas, onde o jogo ofensivo foi quase nulo, a equipa do Sporting da Covilhã regista o terceiro empate a zero consecutivo o que deve deixar o treinador José Augusto, ainda sem derrotas desde que assumiu o comando, a refletir sobre a manobra ofensiva da equipa covilhanense.

Os espetadores que se deslocaram ao Estádio Municipal Santos Pinto não devem ter certamente apreciado a primeira parte deste encontro. Uma primeira parte muito fraca, com um claro domínio da equipa serrana, mas que não se desenvolvia para além do meio-campo da equipa de Queluz, ambas as equipas pareciam resignadas ao resultado do encontro e não demonstravam vontade em desfazer o nulo, o primeiro remate apenas surgiu aos 33 minutos por parte do Sporting da Covilhã, ainda assim um remate muito por cima, mas primeiro remate de registo.

A animação estava guardada para os últimos cinco minutos desta primeira parte com duas grandes oportunidades para cada equipa. Primeiro o Sporting da Covilhã aos 41 minutos com um cruzamento de Erivelto que encontrou Índio solto de marcação à boca da baliza, o jogador da Covilhã a falhar escandalosamente a bola que ainda terá sofrido um ligeiro desvio num defesa do Real.

O Real respondia com a sua primeira grande oportunidade também, Carlos Vinicius, o avançado letal desta equipa, a cabecear, isolado, muito bem na bola, dentro da grande área, grande defesa do guardião do Sporting da Covilhã, Igor Rodrigues, que evitou assim o primeiro desta tarde já típica de Inverno na cidade da Covilhã.

Existiram muitas bolas paradas, mas muito pouco eficazes  Fonte: Bola na Rede
Existiram muitas bolas paradas, mas muito pouco eficazes
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte não trouxe muitas diferenças, apenas de ressalvar uma notória diferença de posicionamento por parte dos jogadores ofensivos do Real, que passaram a pressionar a defesa do Sporting da Covilhã em todo o campo, o que surtiu algum feito inicialmente com vários passes errados por partes dos defesas serranos, mas pouco mais…

De registar apenas um remate muito perigoso à entrada da área por parte de Reinildo, aos 53 minutos de jogo, que só parou nas mãos de Tom, defesa apertada do guarda-redes do Real, mas lance controlado.

O Real respondia e através de transições ofensivas rápidas nas laterais conseguia muitos cantos e foi num desses cantos, ao minuto 69, que quase inaugurava o marcador, um lance aparentemente controlado teve um corte defeituoso de Zarabi que miraculosamente foi parar ás mãos do guardião dos leões da Serra, Igor Rodrigues.

Seria o último lance de perigo da partida, o que espelha bem a pobreza deste jogo ofensivamente, que viu no Sporting da Covilhã uma equipa mais capaz tecnicamente, mas muito fraca no último terço do campo, resultado justo.

 

GP Abu Dhabi: De emoção só a despedida de Massa

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Cabeçalho modalidades

Sem contas por acertar, o mundial de F1 chegava ao fim no GP de Abu Dhabi. Com Lewis Hamilton campeão e Sebastian Vettel praticamente vice-campeão, os pontos altos eram certamente a luta de Construtores pela 6ª posição entre a Renault, Toro Rosso e a Haas e onde todos os pilotos querem dar o seu melhor na última prova de 2017 e a última prova de Felipe Massa na Fórmula 1.

Na qualificação, Bottas conquistou a Pole e Hamilton partiu de 2º, a Ferrari com Vettel alcançou a 3ª posição e Raikkonen a 5ª, e a Red Bull com Ricciardo em 4º e Verstappen em 6º lugar. A Mercedes finalizou o ritmo que se adivinhava nos treinos, na qualificação, e era de esperar um passeio para os germânicos na corrida, o que se viria a verificar.

No último tiro de partida de 2017, nada mudou no top 10, Bottas liderou de fio a pavio com Hamilton a rodar a menos de 2 segundos de distância, e os Mercedes paulatinamente abriram uma vantagem para Vettel bastante confortável. Raikkonen beneficiou do abandono de Ricciardo para alcançar o 4º posto e Verstappen nunca conseguiu incomodar o finlandês da Ferrari. Na luta pelo 6º lugar de Construtores a Renault levou a melhor, com Hulkenberg a terminar em 6º.

A corrida de Abu Dhabi teve pouco ou nada de emoção, não houve despiques nos lugares cimeiros, lutas só mesmo entre a meio e fim do pelotão e tivemos uma reedição da luta entre Massa e Alonso desta feita pela 9ª posição, com o brasileiro a conquistar o último lugar pontuável.

Final do campeonato em Abu Dhabi na vitória de Bottas Fonte: Fórmula 1
Final do campeonato em Abu Dhabi na vitória de Bottas
Fonte: Fórmula 1

O Mundial de F1 de 2017 chegou ao fim, Hamilton com a Mercedes conquistou o seu 4º título mundial mais cedo do que se pensava, foi no México mas provavelmente em circunstâncias normais seria em Abu Dhabi, no entanto, após uma maré de azar misturada com incompetência, a Ferrari deitou tudo a perder em Singapura, Malásia e Japão e entregou os títulos ao germânicos. Foi um ano particularmente emocionante entre Ferrari e Mercedes, com Vettel e Hamilton a serem os grandes protagonistas, como há uns bons anos não se via. Sinal mais para o ritmo de Verstappen, o holandês da Red Bull teve altos desempenhos este ano, só não obteve mais e melhor devido à falta de fiabilidade do motor Renault.

Para 2018, a F1 irá sofrer novamente novas mudanças nos regulamentos e na estética, com a introdução do ‘Halo’ e na redução de motores por ano para 3 por piloto. Resta saber se irá criar muitas controvérsias, aliás, o ‘Halo’ já criou, cria e certamente que irá criar mais vozes críticas. Em termos de equipas, para 2018, quer a Mercedes, Ferrari e Red Bull vão manter os seus pilotos, todos na mira de em 2019, devido ao final de contratos de Vettel, Bottas e Hamilton, contribuírem para novas mudanças no topo das melhores equipas da modalidade.

Em março de 2018 na Austrália, Hamilton e Vettel são ambos tetra campeões, ambos quererão ter a mão cheia, com Verstappen a ser o principal opositor. Em termos de estética, a introdução do ‘Halo’ marcará uma nova geração na modalidade, que por muitos tem sido criticada.

Foto de Capa: Fórmula 1

IAAF Athletics Awards 2017: Os melhores do ano e…o melhor de sempre!

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Cabeçalho modalidadesRealizou-se na noite de sexta-feira, no Mónaco, a Gala dos IAAF Athletics Awards 2017, que é o mesmo que dizer os prémios que consagram os melhores do Atletismo em cada temporada. Verdade é que a gala, recheada de glamour, tem vindo a incorporar novidades todos os anos e não se limita hoje a distinguir apenas os melhores atletas de cada ano, consagrando vários profissionais ligados à modalidade. E num ano em que Usain Bolt se despediu das pistas, nem a lenda jamaicana ficou de mãos a abanar!

Começando pelos destaques desportivos do ano, o Prémio de Atleta Feminino do ano foi para Nafissatou Thiam (BEL).

Fonte: IAAF
A Rising Star, aos 21 anos alcançou o Ouro Mundial em Londres, Yulimar Rojas promete vir a ser muito falada
Fonte: IAAF

A atleta do Heptatlo superou a barreira dos 7000 pontos em Maio, num dos melhores meetings de sempre, que se realizou na Áustria. Mas a cereja no topo do bolo seria mesmo a medalha de Ouro nos Mundiais de Londres, somando ao Ouro nos Jogos Olímpicos do Rio que já havia conquistado na temporada passada. No ano passado, a belga já tinha vencido o prémio de “Rising Star”, mas este ano a promessa tornou-se mais do que uma certeza e levou para casa o galardão de Atleta do ano.

O Atleta Masculino do ano foi Mutaz Essa Barshim (QAT). O atleta do Qatar teve uma época verdadeira assombrosa, sem qualquer derrota, tendo vencido todos os concursos de Salto em Altura em que participou. Foi medalha de Ouro nos Mundiais de Londres, fez a melhor do ano uma semana depois em Birmingham e venceu ainda o troféu da Liga Diamante em Zurique. Seguramente que nunca se irá esquecer de 2017.

Fonte: IAAF
O Atleta do Ano, o invencível no ano Mutaz Essa Barshim
Fonte: IAAF

Sem Marega, sobressai Conceição

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fc porto cabeçalhoSe há três meses lhe perguntassem, caro leitor, se acreditaria num onze titular com Moussa Marega, era capaz de dizer que sim? E se, passados outros tantos meses, lhe questionassem se a ausência do maliano não tem qualquer impacto na forma de jogar do FC Porto, conseguiria responder um ‘não’? Pois.

De vilão a herói, de besta a bestial, eis a principal revelação deste campeonato. Ninguém, à exceção de Sérgio Conceição (que começa a colecionar méritos), acreditaria tanto nas capacidades e na utilidade de um jogador como Marega para a ideia de jogo deste Porto, ao ponto de uma lesão deixar os adeptos a suspirar pelo regresso o mais rapidamente possível.

Na verdade, o mais desatento dos portistas poderá constatar que há/houve um Porto com e sem o avançado do Mali. Marega é sinónimo de força, explosão, velocidade, muito trabalho e golos. A técnica não lhe assiste, mas isso não tem sido problema atendendo a todas as virtudes com que Marega compensa essa lacuna. O próprio Aboubakar, com quem Marega vinha formando uma dupla temível, já confessou algumas dificuldades com a obrigatoriedade de jogar só na frente de ataque. Na verdade, os dois complementam-se, e os números de um e outro são bem mais elevados quando partilham as zonas de finalização em simultâneo.

Sérgio Conceição vai sabendo lidar com todas as adversidades Fonte: FC Porto
Sérgio Conceição vai sabendo lidar com todas as adversidades
Fonte: FC Porto

Sérgio Conceição vem sabendo lidar com todas as contrariedades, resolvendo problemas mesmo antes de eles poderem sequer aparecer. Ao cabo de doze partidas no campeonato, cinco na Liga dos Campeões, duas na Taça de Portugal e uma na Taça da Liga, a verdade é que o FC Porto segue com as aspirações intactas em todas as provas em que está inserido e isso, em função de todas as limitações conhecidas, só poderá ser o resultado de um trabalho com o selo de qualidade do técnico portista. A ausência de Marega e a consequente reorganização da equipa em função da falta de um elemento nuclear, sem perder a qualidade, força e brio que vinha mostrando só pode ser um sinal de que coisas boas estão para vir.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

CD Aves 1-1 FC Porto: Aves trava líder do campeonato

Cabeçalho Futebol NacionalO CD Aves e o FC Porto empataram a uma bola, numa partida a contar para a 12ª jornada da Primeira Liga. Os “azuis e brancos” marcaram primeiro, mas a equipa da casa conseguiu igualar o marcador no decorrer do segundo tempo.

Casa completamente cheia na Vila das Aves para receber os avenses e os “dragões”. A equipa da casa procurava surpreender o líder do campeonato, de modo a conseguir fugir da zona de descida. O FC Porto surpreendeu com o regresso de Tiquinho Soares ao onze inicial, algo que não acontecia há mais de dois meses.

Os pupilos de Sérgio Conceição tentaram controlar a partida desde o primeiro minuto ao construir os seus processos ofensivos desde a sua linha defensiva. O Aves, quando recuperava a posse de bola, tentava surpreender os “azuis e brancos” com transições rápidas. Salvador Agra foi o primeiro a criar perigo, com um remate ao lado à passagem do minuto 4.

O Porto pressionava alto e acabou por chegar ao golo com apenas seis minutos de jogo. Tiquinho Soares desmarcou Ricardo Pereira na perfeição e o internacional português não vacilou na cara de Quim. Colocando-se cedo na liderança, a equipa portuense controlou o jogo à sua maneira na etapa inicial. A turma da casa não baixou a cabeça e assustou José Sá aos dez minutos da partida com um remate à trave, da autoria de Amilton.

Após um início de jogo frenético, o ritmo de jogo quebrou. Por outro lado, Sérgio Conceição pedia mais concentração à sua equipa, que perdia algumas bolas no meio-campo atacante após iniciativas individuais.

O Porto procurava libertar espaço nas linhas, focando mais a sua atenção do lado direito do ataque, para dar uso das investidas de Ricardo Pereira e Corona. Apesar do ímpeto inicial, a vantagem tangencial dos forasteiros manteve-se até ao intervalo.

A segunda parte iniciou tal como a primeira: os “azuis” controlavam as operações, enquanto que o conjunto local apostava nos contra-ataques. Numa altura em que o Porto parecia “dono e senhor” do jogo, Corona foi expulso por acumulação de amarelos aos 52 minutos. O treinador do Porto reagiu de imediato com a entrada de Maxi Pereira, de modo a obter algum equilíbrio defensivo.

A verdade é que, com mais um jogador em campo, os avenses conseguiram dominar as iniciativas. Lito Vidigal queria mais lançou Ryan Gauld na partida no lugar de Rodrigo Defendi. O Aves insistiu e conseguiu chegar à igualdade, por intermédio de Vítor Gomes. O médio avense ganhou espaço na área contrária e desfez a vantagem mínima dos portistas, respondendo ao cruzamento certeiro de Amilton.

Ciente da possibilidade de perder pontos nesta deslocação ao concelho de Santo Tirso, Conceição ordenou a entrada de Marega. O maliano, que entrou para o lugar de Aboubakar, tentou pressionar os centrais do Aves na construção de jogo adversária. Contudo, os recém-promovidos à Liga NOS continuavam mais perigosos, com Salvador a tentar a sua sorte de fora da área por duas ocasiões num espaço de dez minutos. O Porto tinha pela frente uma missão muito complicada, frente a um Desportivo das Aves aguerrido e organizado.

O jovem André Pereira foi a última aposta do Porto para tentar conquistar os três pontos. O avançado, no entanto, não conseguiu intervir com eficácia. O líder do campeonato pressionou nos minutos finais, mas o empate manteve-se.

O Porto perde, assim, dois pontos na Vila da Aves e pode ver os rivais Sporting e Benfica aproximarem-se na luta pela liderança. O Aves, por sua vez, conquista um ponto importante na luta pela manutenção na Liga.

Portimonense SC 2-0 CD Tondela: Vitória em homenagem a João Alfarroba

Cabeçalho Futebol Nacional

Após a interrupção do campeonato devido aos compromissos da Taça de Portugal e de uma semana marcada por uma possível greve dos árbitros portugueses, o Portimonense motivado pela prestação frente ao Porto no Dragão recebeu a equipa do Tondela, numa excelente tarde de outono em Portimão.

A partida iniciou com uma homenagem da equipa da casa a um símbolo que dedicou toda a sua vida ao clube algarvio, com os jogadores a entrarem vestidos com a camisola onde a imagem de João Alfarroba foi destaque. De seguida, ocorreu um minuto de silêncio em memória de todas as mulheres que sofrem de violência doméstica, todo o estádio cumpriu de forma impecável.

Nos instantes iniciais da partida, o Portimonense entrou forte, criando várias oportunidades de golo, por ambos os flancos, não deixando o Tondela respirar. À medida dos acontecimentos, o jogo equilibrou-se, com o Tondela a apostar mais no contra-ataque e nas bolas paradas. Contudo, sinal mais sem margem para dúvida para os algarvios, que até ao intervalo tiveram inúmeras oportunidades claras de golo.

O inevitável estava para surgir e Shoya Nakajima abriu o marcador ao minuto 31’ num remate bem colocado e com força, que ainda embateu no poste direito da baliza de Cláudio Ramos. O resultado fazia justiça aos acontecimentos ocorridos até então. No entanto, ao intervalo, os homens de Tondela tiveram várias oportunidades para empatar.

Ao intervalo o marcador indicava 1-0 a favor do Portimonense, num jogo muito aguerrido e com muitas oportunidades de golo para ambas as equipas, mas com sinal mais para os algarvios que dominaram a primeira parte com uma linha defensiva muita confiante e competente.

A segunda parte trouxe um jogo mais morno, mais táctico, mais competitivo no meio campo, com menos oportunidades de golo mas mais perigosas, um Portimonense seguro mas na expectativa e um Tondela mais desinibido. Qualquer uma das equipas podia marcar a qualquer altura.

O jogo encontrava-se partido, qualquer uma das equipas podia marcar, e o seguimento deu certeza disso mesmo, Fabrício assistiu Nakajima para o japonês aumentar para 2-0 a favor do Portimonense, ao minuto 77’, e praticamente sentenciou a partida. Até final do jogo, destaque para a equipa algarvia que esteve mais perto do 3-0 do que o Tondela de reduzir para 2-1.

Os algarvios têm vindo a crescer neste campeonato e acabaram por vencer o Tondela com toda a justiça, vitória esta que é em memória de João Alfarroba, um elemento que faleceu na última semana e que dedicou toda a sua vida ao Portimonense.

UEFA Futsal Cup, Dia 3: Com tudo resolvido, brilhou Merlim

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Cabeçalho modalidades A última tarde da Ronda de Elite da UEFA Futsal Cup abriu com o jogo de maior interesse para as contas do grupo. Nacional Zagreb FC e FP Halle-Gooik discutiam entre si o segundo lugar da classificação, uma vez que o Sporting CP já tinha garantido o apuramento para a segunda final-four consecutiva e terceira nos últimos quatro anos.

O Halle-Gooik começou o jogo com maior domínio, e com dois jogadores em particular destaque: Zamarello e Rafael Teixeira. O guardião italiano conseguia estar sempre em todo o lado e foi a figura maior da primeira parte; já o número 17 dos belgas foi o marcador dos dois primeiros golos da partida – um deles após uma boa assistência de Leitão – e fez o resultado com que se chegou ao intervalo.

Um resultado injusto para o Nacional Zagreb, que foi mais perigoso mas esbarrou na qualidade de Zamarello. A segunda parte da partida começou com igual toada, remate perigoso da equipa croata para mais uma excelente intervenção do guardião italiano da equipa do Halle-Gooik.

A partida continuou em ritmo morno, com o Nacional Zagreb a mostrar-se uma equipa intranquila, falhando vários passes e até alguns remates fáceis. André Gomes foi o perfeito exemplo dessa falta de acerto, perdendo uma boa oportunidade para reduzir a diferença e trazer mais interesse à partida.

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

Com doze minutos para jogar no João Rocha, uma perda de bola infantil na defesa croata acabou com uma grande penalidade para os adversários. Na conversão, Gréllo não facilitou perante Pavlic e aumentou para 3-0.

Logo a seguir, o momento polémico da partida; Xuxa Zamarello defende, aparentemente, a bola para lá da linha de golo mas nenhum dos dois juízes da partida assinala golo. A equipa do Nacional Zagreb fica a protestar e no contra-golpe os belgas marcam. Contudo, o golo dos belgas acabou por não ser validado também, uma vez que o jogo se encontrava interrompido para assistência ao guarda-redes do Halle-Gooik.

Até ao final da partida, e já com André Gomes em campo, o Nacional Zagreb arriscou mais e acabou por conseguir reduzir a desvantagem, através de Juan Puertas.

Uma vitória justa da equipa belga, que se mostrou mais madura e que soube aproveitar as falhas da equipa adversária que tem tudo para evoluir no panorama do futsal europeu. 

Liverpool FC 1-1 Chelsea FC: Justiça no marcador

Cabeçalho Liga Inglesa

Jogo grande desta jornada na Premier League, um clássico do futebol inglês que nos deixa sempre com as expectativas em alta e que mais uma vez, não desiludiu.

Um encontro entre Liverpool e Chelsea, dois conjuntos que vivem o seu melhor momento da temporada e que na ressaca das competições europeias fizeram algumas alterações no XI inicial. Antonio Conte mexeu mais na equipa do que Jürgen Klopp fruto do dia a menos de descanso e da difícil deslocação ao, reduto dos azeris, do Qarabağ.

Numa partida, que indo de encontro às previsões, foi de parada e resposta, os Reds entram com intenção de assumir o jogo acabando por ter a maioria da posse de bola no quarto de hora inicial, nunca conseguindo atormentar a equipa londrina.

Aos 20 minutos, o Chelsea chega finalmente à baliza adversária criando duas boas oportunidades de golo, primeiramente, após variação de flanco de Eden Hazard recebe a bola e bem ao seu estilo flete para dentro e remata para defesa apertada do seu compatriota, Mignolet. Instantes depois Drinkwater surge isolado dentro da área do Liverpool mas não conseguiu concretizar.

A resposta da equipa da casa surge pelo, egípcio, Mohamed Salah que após movimento de rotação sobre dois defesas do Chelsea remata com perigo.

Um primeiro tempo de bom futebol, agradável de se assistir em que apesar das poucas oportunidades de golo, foi rápido e emotivo com ambas as equipas com setores defensivos bem montados e coesos, sobressaindo as individualidades de cada um dos conjuntos, Salah e Hazard.

As equipas na segunda parte assumiram uma postura mais cautelosa apostando nos primeiros minutos num futebol mais direto, não colocando muitos jogadores no movimento ofensivo. À semelhança do que tinha acontecido no inicio do jogo, o primeiro quarto de hora foi monótono e pacifico, chegando apenas um momento de destaque à hora de jogo quando Morata, à boca da baliza, falha o esférico. A resposta do Liverpool, não podia ter sido mais eficaz pois numa boa jogada de envolvimento ofensivo, Mohamed Salah chega ao golo após combinação com o brasileiro, Philippe Coutinho.

Antonio Conte mexe na equipa já próximo do apito final, lançando em jogo Cesc Fabregas, Pedro e Willian, o que garantiu aos blues mais caudal ofensivo, o que permitiu que chegassem ao golo aos 85 minutos precisamente pelo recém-entrado Willian, num lance em que o guarda-redes, Mignolet, não fica isento de culpas. Até final do jogo destaque apenas para um remate à entrada da área, mais uma vez por Salah, ao qual Courtois respondeu com uma boa defesa.

Um jogo que teve um desfecho justo, contudo, poderá ser prejudicial para reds e blues porque aumentam o fosso para os lugares cimeiros da Premier League.

Foto de capa: This is Anfield