Início Site Página 10800

Chapecoense, um ano após a tragédia

Cabeçalho Liga BrasileiraEsta semana a tragédia do vôo da Chapecoense completa um ano. Um ano que não foi capaz de diminuir a dor dos que ficaram, em especial das famílias dos atletas, dos demais funcionários do clube e dos jornalistas que se faziam presentes naquele fatídico vôo. A semana será de homenagens. Justas homenagens aos “Guerreiros de Condá”, aos campeões da Copa Sul-Americana 2016. O mundo se entristeceu e solidarizou-se com todos do Brasil e em especial com todos da cidade de Chapecó. Atualmente a cidade do oeste catarinense convive com as marcas deixadas pela tragédia. Entretanto, nem tudo é tristeza. A saudade dos que partiram sempre existirá, mas a cidade, o clube e os torcedores deram continuidade nos seus sonhos e a Chape continua mais forte do que nunca.

No futebol a atual temporada tinha tudo para ser a mais complicada de toda a história do clube. De fato foi. Mas a capacidade de superar obstáculos e grandes desafios – que sempre existiram na vida do clube – fizeram apenas expor a grandiosidade que é a Associação Chapecoense de Futebol. A Chape terminou a última temporada sem jogadores, sem comissão técnica e sem alguns membros da sua diretoria, ou seja, a equipe terminou a temporada de 2016 “sem nada” e tendo apenas dois meses para formar uma equipe para competir em 2017. Sem jogadores e sem grandes recursos para investir o destino da Chape parecia ser sombrio no futebol. A atual direção do clube recusou a possibilidade da Chapecoense ter três anos de anistia no Campeonato Brasileiro, com a anistia o clube não poderia ser rebaixado mesmo se terminasse o Brasileirão no Z-4. Uma atitude nobre, mas considerada inapropriada por alguns torcedores e jornalistas.

O atual elenco fez bonito na temporada e prosseguiu com as conquistas alcançadas pelos elenco da última temporada Fonte: foxsports.com.br
O atual elenco fez bonito na temporada e prosseguiu com as conquistas alcançadas pelos elenco da última temporada
Fonte: foxsports.com.br

Nesses dois meses entre a tragédia e a estreia no campeonato estadual a Chapecoense formou o seu elenco utilizando a mesma estratégia de contratação que sempre deu certo no clube. A maioria dos jogadores contratados estavam disponíveis no mercado e vieram a custo zero ou baixo. Apesar do momento difícil as contratações foram realizadas com paciência e o resultado foi incrível.

A Chapecoense sagrou-se campeã catarinense, classificou-se, em campo, às oitavas de final da Libertadores – mas foi eliminada da competição na Justiça Desportiva devido a escalação de um jogador irregular – e no Campeonato Brasileiro o clube tem real condição de conseguir uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores da América. Conquistar uma vaga na Libertadores parecia imaginável no início do ano. No Brasileirão a Chape consegue fazer uma campanha melhor que muitos clubes que possuem um poder de investimento muito maior e que já possuíam uma base de elenco para essa temporada.

Times tradicionais como o São Paulo, o Atlético Mineiro e o Fluminense estão atrás do clube catarinense na classificação geral. O ano de 2017 foi surpreendente e incrível para o futebol da Chape. O clube se reergueu com união e todas as conquistas alcançadas esse ano forma merecidas. No percurso tiveram alguns problemas no departamento de futebol, algumas demissões de treinadores, mas compreensível pois a atual temporada também foi de aprendizado. E demissão de treinador no Brasil é uma prática corriqueira que até time que está disputando uma final de competição nacional está suscetível a isso, como aconteceu na temporada passada com o Atlético Mineiro que demitiu o seu treinador entre os dois jogos da final da Copa do Brasil.

A Chapecoense continua forte como sempre. A palavra impossível não faz parte do seu dicionário. O clube é orgulho do Brasil e dos moradores da cidade de Chapecó. Em 2018 devemos ver uma Chape mais organizada e mais forte dentro e fora de campo.

 

Foto de Capa: Associação Chapecoense de Futebol

 

Pólvora Seca

0

fc porto cabeçalhoO FC Porto vive um jejum de títulos que perdura há já mais de quatro anos e enfrenta uma época fundamental a todos os níveis. A sustentabilidade financeira e do projeto desportivo do clube estão intimamente ligadas ao sucesso ou insucesso da equipa orientada por Sérgio Conceição. Raras vezes, nos últimos anos, vimos o líder da SAD azul e branca falar, e nem mesmo para explicar ou comentar o fracasso do FC Porto na temporada transata Jorge Nuno Pinto da Costa usou da palavra.

O paradigma parece ter mudado. À boleia dos recentes bons resultados, o presidente e máximo responsável pela estrutura do clube tem aparecido para deixar alguns recados e bicadas ao SL Benfica. Embandeirar em arco nunca foi metodologia preferencial no clube mas, o que é facto, é que contas no vermelho e insucesso desportivo também não.

Embora jovem, ainda vivi o tempo em que o meu presidente apenas respondia a outros presidentes e jamais ousaria falar aos microfones para responder a “moços de recados” da BTV. Pois bem, os tempos mudaram. Para pior, na minha opinião. Pinto da Costa foi acusado, num programa da televisão do canal do clube rival e num exercício ou ato de desespero para repelir o tão proclamado caso dos emails, de ser o cérebro de uma operação que visa manipular os resultados dos jogos em Portugal. Em vez de se remeter ao silêncio o presidente do FC Porto preferiu sair da toca e atacar a fonte e o mensageiro de tais afirmações. Sobre o conteúdo, nem uma palavra. Na minha opinião, a menos que as acusações viessem de Luís Filipe Vieira, teria sido sempre preferível deixar o tal comentador a falar sozinho. Para além disso, importa realçar outras duas declarações infelizes (mais uma vez numa opinião meramente pessoal): uma pelo timing e outra pelo conteúdo.

Pinto da Costa protagonizou declarações infelizes Fonte: FC Porto
Pinto da Costa protagonizou declarações infelizes
Fonte: FC Porto

Primeiro, pareceu-me cedo para dar o Benfica como moribundo. Atacar e gozar os resultados do SL Benfica nas provas europeias a poucos dias do clássico foi manifestamente exagerado e demasiado cedo no tempo. Nas frentes nacionais (aquelas em que os clubes competem entre si) o SL Benfica continua bem vivo e, após o empate do FC Porto na Vila das Aves, chega ao Dragão com a possibilidade de igualar os azuis e brancos na classificação. Não é tempo de cantar de galo, é tempo de reunir esforços e atenções nos grandes desafios que se avizinham e no final, com as contas todas feitas, haverá tempo para falar. Espera-se que a ânsia para aparecer em frente às câmaras seja a mesma no caso de os resultados não igualarem as expectativas dos adeptos.

Depois, confesso que me causou alguma estranheza ver Pinto da Costa utilizar o ataque a Julen Lopetegui para realçar a competência de Sérgio Conceição. Sobre o técnico natural dos arredores de Coimbra pouco há dizer. Já serão escassos aqueles que duvidam da qualidade do timoneiro da equipa principal de futebol do FC Porto. No entanto, o presidente da SAD parece esquecido que o atual selecionador espanhol foi uma opção pessoal sua e que mesmo depois de uma época fracassada (pese embora o bom percurso na Liga dos Campeões), voltou a dar-lhe um voto de confiança e vários milhões em contratações para iniciar uma época desportiva que acabou por não ser mais do que calamitosa. Portanto, um tiro no próprio pé no meu entender. Como as coisas mudaram no Reino do Dragão!

Importa ressalvar ainda que sou a favor de que os presidentes falem. Num futebol como o português é importante desmistificar os truques da imprensa portuguesa e a predominância do SL Benfica no que concerne à opinião pública e publicada do nosso país. No entanto, já vi o presidente do FC Porto utilizar as palavras com um grau superior de mestria.

Para finalizar, deixar o já habitual apelo para que todas as pessoas envolvidas no dia a dia do clube coloquem o máximo rigor, paixão e competência no desenvolvimento da sua atividade e que possamos, a começar pelo fundamental jogo da próxima sexta-feira, colocar o FC Porto no lugar onde merece estar e no trilho do sucesso.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

O adeus do Imperador

0

sl benfica cabeçalho 1Júlio César confirmou esta terça feira a rescisão do seu contrato com o Benfica.  Quase três anos e meio e sete títulos depois, o guarda redes encarnado decidiu que tinha chegado o seu tempo. Tudo indica que este se vai retirar dos relvados, mas tal ainda não foi confirmado. De qualquer maneira, é bom relembrar os momentos por cá vividos com Júlio César.

O guarda redes então responsável pela baliza da seleção brasileira chegou ao clube da Luz no verão do 7-1 frente à seleção alemã. Depois de uma saída atribulada de Oblak, Júlio César foi o escolhido para ser dono e senhor da baliza encarnada. E que prazer poder contar com um guarda redes destes em Portugal.

A sua primeira temporada foi exemplar e ninguém pareceu sentir falta do guarda-redes esloveno. Em 30 jogos, Júlio sofreu apenas 17 e conquistou a Taça da Liga e foi campeão. Que mais podíamos pedir? Outra época igual. E então a segunda temporada de águia ao peito manteve o mesmo registo, voltando a ser campeão e a conquistar a Taça da Liga. No entanto, dia cinco de Março de 2016 Júlio César lesionou-se já no aquecimento do jogo frente ao Sporting em Alvalade, onde Ederson assumiu a baliza. A partir desse momento, o guarda-redes veterano, que procurava um clube onde a titularidade fosse quase certa, regressou para o banco. Ainda assim, prolongou o seu contrato com o Benfica.

Júlio César anunciou hoje que vai deixar de ser jogador do SL Benfica Fonte: SL Benfica
Júlio César anunciou hoje que vai deixar de ser jogador do SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Ederson, o miúdo brilhante, conquistou o treinador dos encarnados e assumiu as rédeas, tendo Júlio César passado a ser apenas o segundo guarda redes. Muito prejudicado pelas lesões, o veterano não voltou a assumir a titularidade.

No início da presente época, com a saída de Ederson e a contratação de Bruno Varela para tapar a falta de um outro guarda redes, tudo parecia favorável para Júlio César retomar ao posto de guarda-redes titular, mas, mais uma vez, as lesões traíram o Imperador e levaram-no de volta ao banco, para dar lugar a Bruno Varela.

Não surpreendentemente, o ex-sadino não foi convincente o suficiente e o “menino” Svilar foi o novo escolhido para as balizas da Luz. Trocas e mais trocas, lesões e gripes, levaram Rui Vitória a alternar entre os dois jovens recém chegados. O Imperador foi atirado para o posto “Paulo Lopes”.

Lesões e “não presenças” nas convocatórias terão, provavelmente, levado Júlio César a tomar esta decisão.

Assim, hoje, o Imperador disse adeus ao Benfica, tendo rescindido amigavelmente com o clube, e deixou presente a forte possibilidade de terminar aqui a sua carreira.

Resta agradecer a Júlio César tudo o que fez durante os seus 20 anos de carreira.

 

Chapecoense: Um ano depois, sorrimos por ver-te erguida

Cabeçalho Liga Brasileira

A “Culpa do sobrevivente” é um síndrome traumático associado aos que sobreviveram a grandes tragédias.

Hélio Neto, Alan Ruschel e Jackson Follmann poderiam-no ter sentido, por terem sido os únicos sobreviventes do plantel da Chapecoense que sobreviveu à queda do voo 2399 da companhia La Mia. Mas não sentiram. Ou se o sentiram, ganharam forças para se reerguer.

Follmann, apesar de já não ter parte de uma perna, quer ir aos Jogos Paralímpicos. Neto e Ruschel, depois de ultrapassarem, respetivamente um coma de 14 dias e uma semana sem andar, ganharam forças e re-integraram o plantel da Chapecoense.

Ganharam uma coragem hérculea (vinda de um sítio que vai além da vida, dirão alguns) e voltaram a vestir a camisola com que muitos dos seus companheiros de equipa (e amigos) perderam a vida. E em vez de se focarem na lamúria, centraram-se na missão de orgulhar aqueles que partiram.

E não, não iriam deixar que a ida deles tivesse sido em vão. Iam fazer de tudo para que aquele emblema deixasse de ser recordado pelo desastre e passasse a ser visto como um exemplo de superação perante a tragédia.

Conseguiram-no. Terão passado a mensagem a todos os novos jogadores. Do ‘goleiro’ suplente Artur Moraes ao goleador Wellington Paulista. E eles interiorizaram-na. Fizeram da missão dos sobreviventes a sua, e orgulharam uma camisola que deixou de ficar marcada de negro pelo luto e voltou a ser verde, da esperança.

Contra todas as previsões, a Chapecoense garantiu a manutenção do Brasileirão de forma confortável e deve garantir o acesso à Copa Sul-Americana na próxima jornada. A tal que os seus colegas queriam disputar mas não conseguiram. A tal que os seus colegas conquistaram sem jogar. A tal que eles querem conquistar no campo… pelos seus colegas.

Hoje o mundo do futebol já não associa a Chape a fumos negros na “camisola”. Pelo contrário. Faz-nos sorrir, por sabê-la reerguida.

Foto de capa: Chapecoense

Jogo Limpo: Análise à 12.ª Jornada da Primeira Liga

0

Cabeçalho Futebol NacionalCom o regresso da Liga, volta a nossa rubrica de arbitragem. Um regresso que esteve em risco de não acontecer, pelo menos nas condições a que estamos habituados, pela ameaça de greve que os árbitros impuseram após o clima de hostilização contra os mesmos no futebol português. Mais uma vez, como tem sido hábito, os árbitros recuaram, e isto, para mim, também mancha a classe. Como li esta semana num artigo de opinião de Duarte Gomes, os árbitros acabam por sair mal com estas constantes ameaças de greve que depois nunca passam disso, ameaças.

Falando da jornada em si, o Porto perdeu pontos e como já é costume, quando um dos grandes perde pontos há um grande foco virado sobre a arbitragem e fala-se muito pouco da exibição pouco conseguida por parte dos jogadores do FC Porto. Mas é falando nesse jogo que eu também quero deixar a minha crítica, apesar de achar que me estou a repetir, ao Conselho de Arbitragem (CA) da Federação. Não satisfeitos por colocarem Rui Costa no VAR do Sporting CP – SC Braga, depois do erro crasso que cometeu no jogo Sporting CP – GD Chaves, ainda foram nomear o mesmo arbitro para um jogo dos grandes? Que raio de politica de nomeações por parte do CA é esta?

É aquilo que eu tenho dito desde o inicio. Para este clima de hostilização e de ódio que paira sobre o futebol português, não há só um culpado, mas vários… O CA tem sido um deles.

Sporting CP e Fonte Bastardo aproveitam deslizes de Castêlo da Maia e Sporting Espinho

0

Cabeçalho modalidadesNum fim-de-semana em que o líder Benfica não jogou (vitória a meio da semana por 3-1 frente aos romenos do Municipal Zalau, em jogo a contar para a Challenge Cup), o Sporting CP e o Fonte Bastardo não tremeram e aproveitaram os deslizes do Castêlo da Maia e do Sporting Espinho.

Na deslocação ao terreno do Sporting Clube das Caldas, o Sporting de Espinho acabou por sair derrotado por 3-1, somando, assim, a sua terceira derrota nesta edição do campeonato. A mesma sorte teve o Castêlo da Maia que, na deslocação a Esmoriz, acabou por ser derrotado por 3-2.

O Fonte Bastardo, a jogar na condição de visitante, conseguiu conquistar a sua nona vitória em 11 jogos, ao derrotar o Académico de Espinho por esclarecedores 3-0. Os açorianos subiram, assim, ao terceiro lugar da tabela classificativa. Também o Leixões, a jogar fora do seu terreno, levou de vencido o Voleibol Clube de Viana por 3-2.

No fecho da jornada, o Sporting CP recebeu o Vitória de Guimarães no Pavilhão João Rocha e levou de vencida a equipa vimaranense por 3-0. Esta vitória, a nona vitória em dez jogos, coloca os leões em segundo lugar, a 4 pontos do líder Benfica, que ainda tem um jogo a mais.

O Sporting Clube das Caldas, a jogar em casa, surpreendeu o Sporting de Espinho Fonte: Sporting Clube das Caldas
O Sporting Clube das Caldas, a jogar em casa, surpreendeu o Sporting de Espinho
Fonte: Sporting Clube das Caldas

No próximo fim-de-semana, realiza-se uma jornada dupla, com muitos jogos a ocorrerem entre o dia 1 de Dezembro (feriado) e o dia 3 (Domingo). Na Sexta-Feira, dia 1, destaque para a recepção do Sporting Espinho ao Vitória de Guimarães e para a deslocação do Sporting CP ao terreno do Esmoriz GC. No Domingo, o líder Benfica desloca-se ao terreno do Castêlo da Maia, naquele que se espera que seja o jogo grande da jornada, enquanto o Sporting CP irá jogar ao terreno do AAS Mamede.

Pelo meio, no Sábado, dia 2, será realizado, nos Açores, o jogo entre as duas equipas do Arquipélago, Fonte Bastardo e Clube K. Destaque ainda para o sorteio dos Oitavos-de-Final da Taça de Portugal, realizado esta semana, onde foi sorteado um escaldante SL Benfica x Sporting CP. Os jogos têm data marcada para 8 de Dezembro.

Eis o quadro completo de jogos definido pelo sorteio:

SL Benfica vs Sporting CP
Esmoriz GC vs AA São Mamede
Ala Nun’Álvares Gondomar vs Leixões SC
VC Viana/ vs Castêlo da Maia GC
AJ Fonte do Bastardo vs SC Caldas
GC Vilacondense vs AA Espinho
CS Marítimo vs CN Ginástica
SC Espinho vs Vitória SC

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Carta Aberta ao Plantel do FC Porto

fc porto cabeçalho

Ontem estive em Vila das Aves. Saí de casa vestida de azul e branco para mergulhar num mar vermelho, um mar vermelho que conheço bem. E, talvez por conhecer bem, sabia que não íamos ter pela frente uma partida fácil. No entanto, contava trazer os três pontos. Mais do que isso, contava ver um FC Porto como nos tem habituado esta época. Não aconteceu! Mas agora, já só pensamos no próximo.

Para além do jogo com o Sporting, em Alvalade, perdemos ontem os primeiros pontos da época. O percurso no campeonato tem sido positivo, pautado pelos bons resultados conseguidos, mesmo que nem sempre acompanhados por um futebol brilhante. Ontem não foi brilhante, de longe, e custou-nos dois pontos na luta pelo principal objectivo do ano: queremos ser campeões. Mas sim, é certo, o mundo não acaba porque empatamos. Não podemos ficar contentes, não estamos com certeza contentes, mas acreditamos que todos vocês, treinador e plantel, têm o que é preciso para aprender com os erros e dar uma resposta já no próximo jogo, sexta feira. Vem aí clássico! Mas antes disso, voltemos à partida da noite passada.

Mais uma vez, o “mar azul” acompanhou-vos e soube fazer o que compete aos adeptos: apoiar. Como se ouviu nas bancadas, apoiar não é apenas bater palmas e festejar quando as vitórias acontecem, é estar “sempre a teu lado, a ganhar ou a perder”. A vossa exibição (dos que jogaram, claro está), deixou a desejar, todos os que assistiram ao jogo, e acredito que vocês também, o saberão admitir. Queremos vencer, sempre, e, para isso, sabíamos que era preciso melhorar. Mas não aconteceu e mesmo assim não se arredou pé até que vocês deixassem o relvado. Mesmo assim, unimo-nos a vocês no momento de reunião já característico dos finais de jogo e ali, naquele estádio onde deixamos dois pontos, estivemos de pé a aplaudir-vos até à vossa ida para os balneários. Nós, adeptos, acreditamos que têm o que é preciso e estamos prontos para regressar ao Dragão sexta feira e, convosco, lutar pelos três pontos.

O “mar azul” tem sido uma constante esta época Fonte: FC Porto
O “mar azul” tem sido uma constante esta época
Fonte: FC Porto

Entretanto, aproxima-se a noite do clássico. Falta menos de uma semana. Pela frente vamos ter um SL Benfica menos vistoso do que em épocas passadas, um SL Benfica ferido com a campanha europeia, mas ainda assim, num jogo desta dimensão, tudo isso é pouco relevante e os pratos da balança estão nivelados na altura do apito inicial. Mas sinceramente, pouco nos interessam as probabilidades.

Sexta-feira é preciso deixar tudo em campo, sem desculpas! Sexta-feira são precisas a garra e atitude que mostram o que é ser Porto, temos que suar a camisola e honrar o símbolo que carregamos, todos, ao peito. Sexta feira temos que mostrar que em nossa casa, mandamos nós! Não se esperam facilidades, mas também não é de facilidades que se fazem as conquistas. Nós, adeptos, iremos fazer a nossa parte, disso podem todos ter a certeza.

Vamos encher o Dragão e estar do vosso lado os 90 minutos. Os campeonatos não se ganham apenas com vitórias nos clássicos, já o sabemos, mas temos que ser francos e admitir que vencê-los tem um sabor especial e nós queremos isso. Queremos sentir novamente o coração a bater a cada remate e colocar à prova o “grito audaz” da nossa ardente voz a cada golo! Queremos ganhar e acreditem, vocês têm o que é preciso! Nós acreditamos e precisamos que vocês também o façam. Lutem até ao fim pelo objectivo de todos nós e, por muitas que as dificuldades sejam, não desistam nunca e saibam que vamos estar convosco até ao apito final, não só deste jogo, mas de todos, até Maio.

Contamos convosco e queremos que saibam, podem sempre contar connosco também!

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Beatriz Silva

 

Influência dos empréstimos entre clubes da liga

Cabeçalho Futebol Nacional

Numa altura em que se voltou a falar sobre os jogadores emprestados, e em que António Salvador na reunião dos denominados G15 (clubes da liga com exceção dos três grandes) afirmou que deveriam terminar os empréstimos de jogadores a clubes da mesma liga, importa fazer uma análise e tentar perceber o impacto que estes jogadores provenientes dos grandes têm nos clubes que representam.

Começando pelo Sporting de Braga, cujo presidente foi o autor da afirmação em cima mencionada, salta à vista o nome de João Carlos Teixeira, jogador emprestado pelo FC Porto e que tem sido uma das principais figuras do início de época braguista. Foi a partir do momento que que o ex Liverpool começou a ter tempo de jogo que o Braga teve um salto qualitativo e arrancou para a boa série de resultados que perdura até hoje. Com menos impacto até ao momento, existe outro médio emprestado por um dos grandes, André Horta. O jogador cedido pelo Benfica não tem até ao momento tido muito tempo de jogo, mas face à sua evidente qualidade poderá ainda ter impacto durante a presente temporada.

Gonçalo Paciência Fonte: Vitória Futebol Clube
Gonçalo Paciência
Fonte: Vitória Futebol Clube

Continuando a norte, o Rio Ave é outra equipa que tem tido presença regular de dois jogadores pertencentes aos quadros dos grandes. Na defesa Yuri Ribeiro, emprestado pelo Benfica, tem sido o lateral esquerdo mais utilizado, enquanto que no meio campo o sportinguista Francisco Geraldes tem tido também um papel importante no jogo da equipa.

No Vitória de Setubal, verificamos dois nomes que têm tido preponderância no jogo da equipa, sendo que um deles aproveitou já o tempo de jogo que lhe tem sido concedido para garantir a sua estreia na seleção nacional. Falo de Gonçalo Paciência, emprestado pelo Futebol clube do Porto. Outro jogador emprestado que tem sido titular na equipa sadina é o benfiquista João Teixeira.

Salvador Agra encontra-se emprestado pelo SL Benfica Fonte: CD Aves
Salvador Agra encontra-se emprestado pelo SL Benfica
Fonte: CD Aves

O Desportivo das Aves é outro clube que tem beneficiado da qualidade de dois jogadores provenientes dos grandes. O sportinguista Ryan Gauld e o benfiquista Salvador Agra tem sido importantes na manobra avense, com destaque para o dianteiro já com três golos apontados na Liga.

Northern Ireland Open: Experiência de Mark Williams impede Yan Bingtao de fazer história

0

Cabeçalho modalidadesDisputou-se esta semana na Waterfront Hall, em Belfast, o Dafabet Northern Ireland Open, prova pontuável para o ranking. O menino prodígio do Snooker mundial, Yan Bingtao, que nasceu há apenas 17 anos na China, esteve muito próximo de se tornar o jogador mais jovem de sempre a conquistar uma prova pontuável para o ranking, contando apenas com 17 anos e 284 dias, à data da final, onde acabou por ser derrotado.

Apenas o veterano Mark Williams, com 42 anos, conseguiu evitar este feito, vencendo o chinês numa final que foi decidida apenas na negra, ajudando, assim, Ronnie O’Sullivan, um jogador da sua geração (ambos vão na 26ª temporada como profissionais), a manter o registo de jogador mais jovem de sempre a vencer um torneio.

O Dafabet Northern Ireland Open foi perdendo as suas estrelas logo nas primeiras rondas. Barry Hawkins, Shaun Murphy e Judd Trump foram eliminados logo na primeira ronda e Mark Allen seguiu-lhes os passos na segunda ronda. Já na terceira ronda, sucumbiram Ronnie O’Sullivan e John Higgins. Todos estes, jogadores do Top-10 mundial, foram eliminados por jogadores que estão actualmente classificados numa posição abaixo do 50º lugar do ranking. Desta forma, quando o torneio chegou à Quarta Ronda, já não contava com nenhum jogador do Top-10 mundial.

Ao contrário do que fizeram os pesos-pesados do Snooker, o jovem Yan Bingtao voltou a mostrar que chegou para ficar e voltou a apresentar-se em excelente forma neste torneio. Arrancou com duas vitórias por 4-0 (Robbie Williams e Jamie Curtis-Barrett), seguindo com um 4-1 a Mark King, na terceira ronda. Seguiram-se vitórias frente a Ryan Day (Quarta Ronda), Robert Milkins (Quartos-de-Final) e Lyu Haotian (Meias-Finais).

Se, de um lado do quadro, brilhava a juventude de Yan Bingtao, do outro ia imperando a experiência de Mark Williams. Também ele começou com duas vitórias por 4-0 (James Wattana e Tom Ford) e uma vitória por 4-1 (Akani Songsermsawad). Na Quarta Ronda, Williams bateu David Gilbert por 4-2 e seguiram-se vitórias frente a Mike Dunn (Quartos-de-Final) e Elliot Slessor (Meias-Finais).

Desta forma, chegávamos à final deste fim-de-semana com um duelo entre o irreverente Yan Bingtao (27º do ranking mundial, à entrada para este torneio), que, após ser o mais jovem de sempre a atingir uma final de um torneio pontuável para o ranking, ambicionava tornar-se também no mais jovem de sempre a vencer uma destas provas, e o experiente Mark Williams (16º) que, segundo informações reveladas pela comunicação social, tinha a sua mulher (e mãe dos três filhos de ambos) internada no hospital com suspeitas de meningite viral.

A final do torneio trouxe-nos um choque de gerações, sendo disputada por Yan Bingtao (17 anos) e Mark Williams (42 anos) Fonte: World Snooker
A final do torneio trouxe-nos um choque de gerações, sendo disputada por Yan Bingtao (17 anos) e Mark Williams (42 anos)
Fonte: World Snooker

Yan Bingtao entrou no encontro com vontade de fazer história e liderou sempre a final: 2-0, 3-1, 4-2, até aos 5-3, resultado com o qual se concluiu a primeira sessão. No início da segunda sessão, voltou a entrar a ganhar e reforçou a sua vantagem para 6-3.

Apesar das dificuldades impostas pelo jovem chinês, Mark Williams conseguiu reagir e venceu três frames de seguida, igualando o encontro a seis. Bingtao voltou à frente do marcador por, Williams igualou novamente (7-7) e Bingtao voltou a colocar-se na frente por 8-7, ficando apenas a um frame de entrar para a história. No entanto, neste final de partida, a experiência de Mark Williams revelou-se fundamental, conseguindo levar o jogo para a negra e aí ser mais forte que Yan Bingtao.

Já no decorrer desta semana, inicia-se no Barbican Centre, em York (Inglaterra), o UK Championship, um dos principais torneios da época. Mark Selby, actual campeão mundial e número um do ranking, defende o título, que será decidido a 10 de Dezembro, e que irá atribuir 850 mil libras (955.519 euros) em prémios, das quais 170 mil libras (191.104 euros) serão entregues ao campeão.

Foto de Capa: World Snooker

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Rio Ave FC 0-1 Vitória SC: Héldon tira três pontos da cartola

Cabeçalho Futebol NacionalO Vitória SC foi a Vila do Conde derrotar o Rio Ave por 1-0. Héldon foi o autor do golo que ditou a vitória do conjunto de Pedro Martins, numa grande jogada individual.

A equipa do Rio Ave recebeu o Vitória no último jogo da 12ª jornada da Primeira Liga. A equipa da casa procurava aproveitar o empate do Marítimo diante do Estoril para se aproximar do quinto lugar, ao passo que os vimaranenses procuravam igualar o visitado na sexta posição.

A formação de Vila do Conde não apresentou surpresas no onze inicial, sendo Karamanos a única novidade em relação ao onze que defrontou o Braga, entrando para o lugar do castigado Guedes. Do lado da equipa de Guimarães, Pedro Martins promoveu várias alterações, destacando-se a saída de última hora de Pedro Henrique, trocado por Francisco Ramos poucos minutos antes do início da partida.

O jogo começou equilibrado, com um duelo bem disputado a meio campo. Com os extremos a fechar o espaço interior, funcionando como médios no momento defensivo, e Hurtado junto a Tallo na pressão, o Vitória conseguia dificultar a posse de bola do Rio Ave. A equipa de Miguel Cardoso, por sua vez, procurava aproveitar o muito espaço entrelinhas deixado entre os extremos vitorianos e o trinco, Celis, sobretudo através das incursões de João Novais e Óscar Barreto.

Após 25 minutos demasiado disputados a meio campo, a primeira grande oportunidade de golo apareceu apenas aos 27 minutos, com Hurtado a conseguir aparecer solto na área adversária e a rematar ao lado quando estava em boa posição.

O Rio Ave respondeu pouco depois, numa transição rápida. Bruno Teles entregou a bola a Rúben Ribeiro, depois de um bom desarme, o camisola 10 arrancou pela esquerda e rematou já dentro de área para boa defesa de Douglas, com Barreto a atirar à trave na recarga.

A equipa da casa voltou a ameaçar logo a seguir, em mais uma boa jogada de Barreto. O colombiano ganhou a linha de fundo e assistiu Karamanos, com o ponta de lança a não conseguir faturar quando se encontrava em boa posição.

Ao minuto 38 o Vitória chegou à vantagem numa grande jogada de Héldon. Após uma boa transição rápida, o cabo-verdiano apareceu no interior da área e passou entre Lionn e Marcelo, num grande gesto técnico, batendo depois Cássio com um bom remate rasteiro.

Fonte: Vitória SC
Fonte: Vitória SC

O intervalo chegou assim num jogo taticamente muito interessante, com o Vitória em vantagem graças a um golo onde ficou patente a qualidade individual do seu extremo.

O Rio Ave entrou para a segunda parte decidido a inverter o resultado, instalando-se no meio campo vitoriano. Em vantagem, os vitorianos baixaram no terreno e alteraram a sua organização defensiva, passando a defender com duas linhas de quatro muito próximas, com os extremos a fecharem os corredores.

Após dez minutos sem destaques, a primeira grande oportunidade pertenceu ao Rio Ave, com Rúben Ribeiro a soltar-se da marcação de Vigário e a assistir Tarantini na pequena área, com o cabeceamento do capitão dos vilacondenses a sair à figura de Douglas.

Insatisfeito com o resultado, Miguel Cardoso promoveu dupla alteração ao minuto 63, trocando Karamanos por Yazalde e Francisco Geraldes por Pelé, com o médio emprestado pelo Sporting a tentar pegar no jogo.

O jogo entrou em novo período sem grandes destaques, com o Rio Ave instalado no meio campo do Vitória, mas sem conseguir criar perigo. Aos 72 minutos a equipa de Guimarães, à procura de explorar as transições, ficou perto do golo, com Raphinha a aparecer nas costas da defesa e a rematar para uma boa intervenção de Cássio.

Até ao final o jogo manteve a mesma toada, com o Rio Ave a controlar, mas com dificuldades em criar perigo, chegando o apito final sem destaque para mais lances de perigo.