O Sporting recebeu hoje a equipa ucraniana do HC Motor no primeiro jogo europeu no novo pavilhão João Rocha. A equipa adversária era claramente favorita a vencer a partida, por ser das melhores equipas inseridas no grupo D.
Os forasteiros marcaram o primeiro golo na partida logo no primeiro minuto. Nos dois minutos os “leões” deram a volta ao marcador e passaram a vencer 2-1, única altura da partida em que a equipa portuguesa esteve em vantagem em toda a partida. Os minutos iniciais da partida foram equilibrados, com sucessivos empates. A boa entrada em jogo dos dois guarda-redes a ser um fator decisivo para que nenhuma equipa ganhasse vantagem inicialmente.
Apesar de os pupilos de Hugo Canela tentarem explorar os ataques rápidos (como é habitual) estes não traziam resultados, muito devido à falta de eficácia dos verdes e brancos. A defesa da equipa ucraniana encontrava-se muito forte e a meio do primeiro tempo o HC Motor vencia 6-8. O guarda redes russo da equipa do HC Motor fez uma exibição de grande qualidade durante toda a partida, terminando o jogo com 18 defesas.
O Sporting apresentava muitas dificuldades e aos 22 minutos já perdia 8-12. Para tentar mudar o rumo do jogo, Hugo Canela pediu time-out. Apesar de algumas boas intervenções de Manuel Gaspar, a equipa portuguesa não se consegui aproximar dos ucranianos e foi para o intervalo a perder 11-15. Esta equipa do Sporting acusou durante a primeira parte a ausência de Carlos Ruesga e Matej Asanin.
Aidenas Malsinskas foi uma autêntica dor de cabeça durante toda a partida Fonte: EHF Champions League
No começo da segunda parte o central espanhol entrou em campo para tentar melhorar a performance ofensiva do Sporting CP. No entanto, o HC Motor, uma equipa experiente nestas andanças, conseguia gerir o jogo e o resultado. O Lituano Aidenas Malasinskas também fez um jogo de grande qualidade. O jogo já não se encontrava fácil para a equipa da casa e aos 38 minutos as coisas pioraram ainda mais… O lateral direito Frankis Carol foi expulso após atingir na cara o guarda redes do HC Motor na marcação de um livre de 7 metros. A meio do segundo tempo o Sporting CP perdia 17-23.
Esta desvantagem devia-se principalmente à falta de eficácia dos jogadores da equipa. Carlos Ruesga ainda tentou conduzir a equipa a recuperar da desvantagem, fazendo com que o técnico dos visitantes pedisse paragem de jogo aos 48 minutos, quando a sua equipa ganhava 18-23. Apesar da boa exibição de Edmilson e da tentativa de recuperação o Sporting acabou por perder 23-31, um resultado que acaba por ser excessivo para o que se passou durante os 60 minutos.
Edmilson Araujo (Sporting CP) e Igor Soroka (HC Motor) foram os melhores marcadores do jogo com cinco golos.
Antes de mais, devo dizer que gosto pouco de falar deste tipo de “jogadas de bastidores”, mas existem coisas no universo benfiquista às quais não consigo ficar indiferente.
Ora, como é que eu hei-de explicar isto? Vejamos: imaginem que vocês são patrões de uma empresa qualquer e que a uma certa altura um certo funcionário com um bom cargo e bem remunerado sai da empresa, sendo a saída por mútuo acordo. E que uns tempos depois, esse ex-funcionário vos enxovalha a torto e a direito em plena praça pública. Achariam isso bonito?
Pois, foi o que aconteceu esta semana quando o ex-vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica esta semana escreveu um texto num blog, onde enxovalhou colegas com quem conviveu de forma praticamente diária durante sete anos. Desde presidente, vice-presidentes, Rui Costa, Luís Bernardo, Jorge Mendes, SAD, jogadores… Apenas Rui Vitória escapou à sua ira.
Primeiro que tudo, quero esclarecer também que aquilo que eu critico não é o facto de ele ter ou não ter razão, mas sim a postura, o timing e a forma como este se dirigiu aos seus antigos colegas, com quem certamente, terá partilhado muitas ideias e projectos no clube, mostrando assim um péssimo profissionalismo.
Rui Gomes da Silva foi vice-presidente do Benfica entre 2009 e 2016 Fonte: Facebook Oficial Rui Gomes da Silva
Enquanto sócio e adepto do Sport Lisboa e Benfica, é mais que óbvio que ele tem direito a tecer a sua opinião. No entanto, Rui Gomes da Silva, fez muito mais que isso. Numa altura em que Nuno Saraiva e Francisco Marques andavam muito sossegados, o ex-vice-presidente encarnado fez questão de mostrar que havia gente entre os “nossos” que se encarregava de fazer o trabalho sujo por eles.
Nunca fui grande fã do estilo populista de Rui Gomes da Silva, que a meu entender, é pouco compatível com a postura discreta do clube, uma postura de muito trabalho e pouca conversa. E na segunda-feira utilizou esse estilo contra aquele que lhe deu de comer durante sete anos.
Para mim, uma coisa é dar uma opinião. Outra coisa é atacar o seu clube e/ou quem quer que o represente como forma de auto-promoção. Nenhum benfiquista está satisfeito com a fase que a equipa atravessa, mas também há-que separar o trigo do joio. E como tal, não me meto a enxovalhar profissionais que tantas alegrias nos deram num passado recente. Uma coisa é ser exigente, outra é ser incendiário.
Quanto à equipa, resta ela fazer aquilo que tem feito tantas vezes nos últimos dois anos: unir-se com este tipo de ataques e tornar-se mais forte e com mais atitude para dar a volta por cima a esta fase, em vez de tentar dividir a nação benfiquista com estas atitudes.
Nova jornada da Liga NOS no Marcolino de Castro em Santa Maria da Feira, entre duas equipas separadas por apenas um ponto na tabela classificativa. O Feirense era, à entrada para esta partida, sétimo com oito pontos, já o Belenenses era nono com sete pontos.
As duas equipas entraram em campo, a da casa com uma mensagem numa camisola, de força para as vítimas do sismo que se deu no México, onde se via a bandeira mexicana junta com a frase “Fuerza México”. A equipa da casa, sem Barge, um dos maiores pilares da sua formação, foi a que teve mais iniciativa nos primeiros minutos, andando sempre mais perto da área adversária que o Belenenses.
Apesar disso, foi a equipa forasteira a estrear as redes no encontro. Aos 18 minutos, após passe longo para a entrada da área fogaceira, Maurides, com muito espaço concedido pelos defesas contrários, recebeu, tirou dois adversários do caminho e atirou a contar para o 1-0 a favor dos azuis do Restelo.
O jogo prosseguiu com muito equilíbrio entre as duas formações, mas enquanto o Feirense se aproximava da baliza contrária sem grande perigo, o Belenenses, quando chegava perto da baliza de Caio, não perdoava, como se verificou ao minuto 30, quando, na cobrança de um livre direto à entrada da área, André Sousa rematou ao primeiro poste, fazendo o segundo para a equipa de Belém com um belíssimo golo. 2-0 e tudo muito complicado para a equipa de Nuno Manta Santos, que precisava de refrescar as ideias da equipa e fazê-la reencontrar-se em campo. O Belenenses ia crescendo na partida e isso ia dando frutos.
E não parou de dar por aí, isto porque, apenas cinco minutos depois, novamente André Sousa, à meia-volta, com o pé esquerdo, fez balançar as redes da equipa da casa. Abriam-se os portões de uma goleada que podia ainda vir a ser aumentada, numa altura em que alguns adeptos do Feirense iam abandonando o estádio, abandono que era promovido também pelo início de alguma chuva em Santa Maria da Feira.
E foi assim que o encontro chegou ao intervalo. Goleada no marcador e muita coisa a ser conversada nos balneários, essencialmente no da casa. O Feirense esteve irreconhecível na primeira parte, e Nuno Manta Santos e companhia tinham que agir em relação a isto. Relativamente ao Belém, só precisava de manter a postura em campo para a segunda parte. Domingos Paciência era, por esta altura, um treinador satisfeito.
Ao intervalo já se fixava no marcador uma goleada por 3-0 Fonte: Bola Na Rede
O jogo foi retomado com uma substituição na equipa caseira, que fez entrar João Graça em campo. A chuva continuava, e o futebol de ataque do Belenenses também. Num livre cobrado por André Sousa, Tiago Caeiro cabeceou na cara de Caio, que, mostrando bons reflexos, defendeu com eficácia.
O Feirense foi aumentando de intensidade na procura do golo e esse aumento resultou em golo. Aos 72 minutos, Luís Rocha enviou de cabeça a bola para o fundo das redes, reduzindo a desvantagem. A equipa da casa estava agora, devido às alterações efetuadas por Nuno Manta, mais próxima da baliza do Belém, e prova disso era o número de jogadores inseridos pela equipa na área no lance do golo.
Mas o Feirense nem tempo teve de festejar o golo, uma vez que aos 73 minutos, após assistência de Maurides, Benny, recém-entrado, isolado, não perdoou à frente de Caio e marcou mais um para os azuis. 4-1 e a equipa da Feira continuava ao ataque para reduzir a desvantagem, o que levava a riscos, principalmente a nível defensivo, pelo que a equipa do Belenenses ainda ia causando alguns calafrios ao adversário, apesar do maior pendor ofensivo do Feirense.
No entanto, esse pendor ofensivo não deu em mais golos e o jogo terminou com a goleada do Belenenses por 4-1 ao Feirense. A equipa da Feira realizou neste jogo a sua pior primeira parte da época, onde esteve irreconhecível. Alterou a sua atitude no segundo tempo, mas não conseguiu perturbar a equipa do Restelo, que foi mais eficaz e fez hoje talvez o seu melhor jogo da época. Nuno Manta sai desiludido deste jogo e Domingos com um sorriso no rosto com quase toda a certeza.
Foi perante um court completamente esgotado que se iniciou o verdadeiro duelo de titãs que os amantes de Padel mais aguardavam. A final desejada aconteceu: Bela/Lima e Gutiérrez/Navarro defrontaram-se esta tarde e o jogo não desiludiu a plateia, que vibrou entusiasticamente com cada ponto e a cada jogada espectacular.
Se para os espectadores portugueses ver esta final ao vivo era uma novidade, para quem estava em campo nem por isso. Isto porque ambas as duplas já defrontaram várias vezes e conhecem bem as características de jogo da dupla adversária.
A dupla Bela/Lima, após uma meia final passada sem grandes dificuldades (6-2, 6-2), partiu para o jogo com uma estratégia bem delineada – jogar a bola baixa para tentar obrigar a dupla adversária a jogar a bola com menos força, dada a pancada forte que caracteriza a dupla Gutiérrez/Navarro.
À semelhança da partida da meia final, Paquito Navarro e Sanyo Gutiérrez entraram com menos garra e ainda em notório aquecimento para o que vinha depois. Assim, o primeiro set foi dominado por Fernando Belasteguin e Pablo Lima, que aproveitaram a pior forma dos adversários e fecharam o set com uma vitória. 6-2, mostrava o marcador do Jamor.
Mas tudo mudou no set seguinte, e é também isto que torna estas partidas mágicas. A imprevisibilidade é uma constante. Com Bela a demonstrar já algum cansaço, Gut/Nav prepararam-se para entrar em jogo e revolucionar o encontro, conseguindo anular as investidas dos adversários, demonstrando o porquê de serem temidos pelas suas pancadas fortíssimas, com cada smash a arrancar aplausos ao público que estava já extasiado com a qualidade do Padel exibido no court montado no Estádio Nacional. Neste set, nem a táctica valeu a Bela e Lima, que se viram obrigados a ir respondendo e a evitar erros (que acabaram por ser alguns!). Resultado: 6-1, para Gutiérrez e Navarro, que levavam, assim, a partida para terceiro set.
A dupla Navarro/Gutiérrez acabou por ser vencida, apesar do segundo set maravilhoso que protagonizou Fonte: Paquito Navarro
Belasteguin e Pablo Lima reagiram e, contrariando o cansaço visível, entraram por cima no jogo, mantendo a qualidade ao longo do último set. E que qualidade! O marcador do Jamor apontava 3-1, favoráveis a Bela/Lima, quando o público, que vibrava, tremeu – Bela caiu no campo, dando sinais de lesão no pé. A vontade de jogar superou as dores e o titânico jogador reentrou na partida para dar continuidade ao maravilhoso resultado que se avizinhava. No final da partida, 6-1 para a dupla mais bem classificada no ranking WPT, a fazer um último set absolutamente fascinante.
O Portugal Padel Masters acabou com a final desejada a ser muito bem jogada, com pontos de cortar a respiração, com gestos técnicos de fazer levantar o público, bolas a serem jogadas de fora de campo, resultando em pontos maravilhosos, e com Fernando Belasteguin e Pablo Lima a levarem mais um troféu para casa, a serem aplaudidos de pé pelo público presente e a consolidarem a liderança do circuito mundial, aumentando a distância para Paquito Navarro e Sanyo Gutiérrez.
Nota positiva para a organização do torneio e para o público português, que respondeu à chamada, principalmente para a meia final e para a final, mostrando que o Padel é uma modalidade em franco crescimento e com bastante adesão.
Na semana em que os amantes de ténis pararam para assistir a um torneio de exibição (Laver Cup), na WTA a competição não parou e, em Tóquio, jogou-se um sempre apetecível torneio Premier: o Toray Pan Pacific Open. Esta era a primeira oportunidade para ver em court Garbiñe Muguruza como número um mundial, mas a concorrência da espanhola era de peso e contava com nomes como os de Karolina Pliskova (número dois do ranking WTA), Caroline Wozniacki, Johanna Konta, Dominika Cibulkova ou Angelique Kerber.
Entre as principais favoritas imperou a normalidade, com exceções feitas a Kristina Mladenovic (eliminada logo na ronda inicial por Qiang Wang) e a Johanna Konta (eliminada na segunda ronda pela sempre competitiva Barbora Strycova). Se para a britânica o resultado, pese embora negativo, é relativamente aceitável, para a francesa o Toray Pan Pacific Open serviu apenas para acentuar um declínio evidente na segunda metade da temporada: foi derrotado por um duplo 6-0 (em 49 minutos) e somou a sua sétima derrota consecutiva sem vencer qualquer set!
Apesar da derrota, Anastasia Pavlyuchenkova realizou um excelente torneio em Tóquio Fonte: Toray Pan Pacific Open
Pela positiva, o destaque vai para Dominika Cibulkova que, igualmente a atravessar uma má fase, conseguiu atingir os quartos de final do torneio (nos quais dispôs de dois match points diante de Caroline Wozniacki), mas viu-se obrigada a desistir do encontro, por lesão, já no decurso do terceiro set. Também Angelique Kerber se exibiu a um nível muito superior ao que tem sido habitual em 2017: eliminou Karolina Pliskova nos quartos de final em dois sets e acabaria por ceder apenas na meia final, frente a Anastasia Pavlyuchenkova, mas não sem obrigar a que o encontro fosse decidido num terceiro set.
Na edição de sábado do DN12, destaque para o resultado dos sorteios das competições europeias de hóquei em patins. A liga europeia tem tudo para ser uma grande competição, com três grupos extremamente equilibrados. O sorteio da Taça CERS não colocou os conjuntos nacionais perante grandes dificuldades. Por último, na Euroliga feminina, as duas equipas portuguesas em prova também têm capacidade para seguir em frente. Também nesta edição haverá as habituais notas rápidas sobre outras modalidades.
Foto de Capa: CERS RinkHockey/ Marzia Cattini fotografa
Se for um adepto atento à atualidade futebolística, decerto que deu conta da grande revelação da semana, a criação de mais uma competição internacional de seleções. Falamos da Liga das Nações da UEFA, que chega para dinamizar o processo de qualificação para os europeus e mundiais, com uma imagem semelhante à da Liga dos Campeões de clubes. A organização da competição não é a mais simples, mas não entre em pânico: jogue simples e perceba realmente o que será e como funcionará a UEFA Nations League, bem como as suas implicações no caminho para o Europeu de 2020.
Em casa, o Benfica defrontou o Paços de Ferreira, em circunstâncias menos comuns, tendo em conta os tempos atuais: sem vencer há três jogos, a massa adepta benfiquista exigia nada menos do que a vitória, e ainda uma exibição rica e empolgante. O adversário era o indicado, afinal este Paços não é sólido como em temporadas bem recentes, e muito menos capaz de ir à Luz disputar pontos. Isto, claro está, em teoria.
Então, Rui Vitória lança um 4-4-2, já com Fejsa de volta ao onze, com Zivkovic na ala direita, onde normalmente atua Salvio, e Franco Cervi regressa à extrema esquerda. Muita velocidade nas alas, e a estratégia passou por aí, o jogo interior praticamente não existiu. Bruno Varela não mereceu o benefício da dúvida, e Júlio César volta a calçar as luvas na 1ª Liga.
O Paços, por sua vez, começou muito pressionante logo na saída de bola encarnada. Essa pressão terminou quando se lembraram que Ljubomir Fejsa não treme. Também num esquema 4-4-2, os pacenses tentavam acompanhar e controlar as insistentes ofensivas do tetracampeão. Mas os extremos encarnados andam de mota… Uma equipa muito esforçada, mas é sempre difícil fazer frente ao Benfica no seu estádio. Contudo, é notório que Vasco Seabra tem que arregaçar as mangas e trabalhar muito mais esta equipa.
O Benfica mostrava-se, desde o apito inicial, dominador, agressivo e insistente na criação de jogadas ofensivas, o que fez com que a equipa da capital do móvel recuasse as linhas de imediato, fechando-se, como qualquer equipa de nível médio-baixo que se desloque à Luz. E foi com naturalidade que os da casa chegaram ao primeiro: após algumas situações flagrantes de golo, como o livre de Grimaldo ao poste direito (7’), e a tentativa de Jonas também a acertar no ferro dez minutos depois, Cervi finaliza à entrada da área, após assistência de Zivkovic, com uma excelente execução de primeira. Estava feito o primeiro aos 23 minutos da partida! A reação do Paços de Ferreira não aconteceu, e o Benfica revelava-se completamente avassalador. À passagem da meia hora apresentava um controlo absoluto do jogo (75% de posse), algo raro neste início de temporada. Pizzi, fica perto do segundo logo no minuto seguinte! Cervi está em grande forma, e soube deixar a bola passar até ao transmontano, que remata ligeiramente ao lado…
Jonas voltou a marcar Fonte: SL Benfica
Aos 40’, o Paços finalmente aproximou-se da área dos vermelho e brancos, explorando as costas de Grimaldo, mas em situação de fora de jogo. Não estava nada fácil para o Paços se soltar e procurar equilibrar a partida. O Benfica apresentava-se bem mais moderado na busca do golo, até ao 44º minuto, quando Pizzi poderia ter decidido melhor à boca da área, acabando por perder o esférico. O contra ataque dos castores foi interrompido por Rúben Dias, que viu o 1º amarelo do encontro.
A 2ª parte iniciou-se logo com uma tentativa do Paços, remate que sai rente à trave da baliza de Júlio César. O Benfica, calmamente, circulava a bola, ora pela esquerda, ora pela direita. Era pelas alas que tentava penetrar a defesa adversária. Aos 54’, poderia muito bem ter surgido o golo que estabilizaria os níveis de nervosismo do público, mas Jonas, mesmo com Pizzi em excelente posição, arrisca e permite a defesa de Mário Felgueiras. Laterais encarnados muito subidos, combinavam com os avançados, mas faltava qualquer coisa ao ataque encarnado: uma melhor definição dos lances. Havia muita ansiedade no jogo do campeão nacional, os jogadores sentiam que as trocas de bola não fluíam da melhor forma.
Esse golo que tardava em surgir, aconteceu aos 61’, num canto marcado na esquerda. Jonas, a dois tempos, trata de colocar a bola no fundo das redes. Um outro Benfica humilharia este Paços… Impotentes, os castores nem tocavam na “chicha”: após o golo, o Benfica detém de novo o esférico e continua a bombear as bolas diretamente para os extremos.
Seferovic, muito apagado, dá a vez, aos 69’, a Raul Jimenéz. O suiço, após uma entrada relâmpago no onze tipo encarnado, vai perdendo fulgor… Nos últimos vinte minutos da partida, o Paços tentava mais do que nunca atenuar uma exibição paupérrima em termos ofensivos: corria atrás da bola (como fez durante todo o jogo), tentava circular a bola (sem sucesso), e tentava jogar no erro do Benfica (sem frutos). Algo também com explicação, visto o nível de qualidade individual dos jogadores ser incomparável. Contudo, uma equipa que visite a Luz sabe sempre o que a espera, portanto ao escassearem meios, a estratégia terá de ser muito bem montada e seguida à regra. Neste contexto, quase impossível, visto o Paços não apresentar um nível minimamente requerível para se bater contra este Benfica.
Mabil tinha entrado para o lugar de António Xavier, à passagem dos 63 minutos, de forma a acrescentar velocidade na transição ofensiva pacense. Não surtira efeito, pois o Paços não conseguia ter bola, muito menos fazê-la chegar ao último terço do ataque… E quando chegava, rematava sem qualquer intencionalidade.
O Benfica também sentia a falta da boa forma de Pizzi. O organizador de jogo da equipa não está ao seu nível, e talvez por isso o Benfica também não. Afinal, foi o melhor jogador da Liga na época transata, e a equipa ressente-se com a sua quebra de rendimento. Krovinovic entrou (tendo saído Jonas) com ganas de mostrar o que pode acrescentar, numa equipa em crise de médios competentes. Aos 85’ poderia ter finalizado com sucesso, mas a tentativa ficou-se por um remate fraco e sem direção… Grande jogada de insistência logo depois, com Raul, Diogo Gonçalves (que rendeu o autor do primeiro golo), e Zivkovic a virem as suas intenções serem negadas pela defensiva pacense.
Amarelo para André Leão, já aos 91 minutos. Muita velocidade de Zivkovic para o médio português do Paços conseguir acompanhar. Encarregue da marcação do livre, Pizzi cruza, mas o esférico não encontra destino.
O Benfica venceu facilmente um Paços muito débil, assinalou uma exibição razoável, o que bastou para amealhar 3 pontos. Uma vitória muito importante para moralizar uma equipa que está em busca do inédito penta. Mas há muito, muito por aprimorar…
A permanência na Liga NOS foi conquistada tarde, na época passada, para a equipa do Moreirense. Este ano, em seis jogos disputados venceram apenas um, em casa do Estoril, e contavam dois empates. E se à terceira jornada visitaram o Dragão (3×0 para os azuis e brancos), à sétima receberam o Sporting, num arranque de temporada pouco promissor para o plantel às ordens de Manuel Machado.
O regresso do treinador português ao comando técnico da formação de Moreira de Cónegos traz consigo um simbolismo particular: foi Manuel Machado que conduziu o Moreirense, pela primeira vez na sua história, ao principal escalão do futebol português. Esta época procura garantir a manutenção da equipa, objectivo assumido no início do campeonato e que foi difícil de alcançar o ano passado. A mudança de treinador não foi, contudo, a única alteração na equipa minhota. Também o plantel sofreu uma revolução, com muitos jogadores a deixarem o clube e outros a chegarem para os seus lugares. E, quando ainda não tinham vencido qualquer jogo em casa, nem marcado qualquer golo na condição de visitado, recebem, ao sétimo embate, um dos candidatos ao título: o Sporting.
A equipa de Manuel Machado esteve em bom plano Fonte: Moreirense FC
Com as duas equipas a terem o verde e branco como cores características, essas eram também as cores que pintavam as bancadas. Com o setor que lhes pertencia repleto, o Sporting via ainda muitos adeptos espalhados por outros pontos do estádio. E, mesmo jogando fora, fazia-se ouvir melhor do que a claque do Moreirense. Ainda assim, os minhotos subiam de tom a cada arrancada da equipa e não precisaram esperar muito para o demonstrarem. Logo aos seis minutos, Tozé remata forte, com a bola a rasar o poste da baliza de Rui Patrício.
Com a intenção de pontuar para subir na tabela classificativa, a formação de Moreira de Cónegos entrou com vontade. As oportunidades mais sonantes iam pertencendo aos jogadores às ordens de Manuel Machado, embora os leões fizessem muita pressão junto à baliza de Jhonatan. Organizado defensivamente, o Moreirense ia resistindo e criando perigo com saídas em contra ataque. E se a sorte premeia os audazes, o golo veio premiar a persistência minhota. Perto do intervalo, Rafael Costa abre o marcador, com um remate à entrada da área, fora do alcance do guarda redes leonino.
Com quase 4000 espectadores presentes no Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, o apoio acabava por se fazer sentir em maior número para a equipa visitante. Ainda assim, o Moreirense foi resistindo à entrada forte do Sporting no segundo tempo. E se o empate, alcançado com um auto golo de Aberhoune, poderia ter desmotivado a equipa de Moreira de Cónegos, isso não se verificou. Com o objectivo claro de deixar ficar pontos em casa, continuaram a incomodar em contra ataque e a obrigar Rui Patrício a aplicar-se.
Tendo em conta que para conseguir assegurar a manutenção mais cedo do que na época passada é importante ir pontuando em casa, o Moreirense trouxe a lição bem estudada para o jogo desta tarde. Ainda presente na Taça da Liga, da qual detém o título, e na Taça de Portugal, a equipa de Manuel Machado quer evitar o sufoco dos lugares de despromoção. Conquistando um ponto importante para prosseguir nesse encalce, segue agora rumo a Paços de Ferreira, onde, no próximo Sábado, defronta outras das formações do fundo da tabela. E se nenhuma equipa vence eternamente, como afirmou o técnico do Moreirense, a equipa minhota não desperdiçou hoje a oportunidade de o provar.
Depois da jornada da Taça da Liga, o Sporting voltou aos confrontos para o campeonato com a deslocação a Moreira de Cónegos para defrontar uma equipa que precisava urgentemente de pontos para conseguir sair da zona de despromoção. Com Acuña de fora dos convocados, Jorge Jesus apostou nos onze titulares habituais, provavelmente também aqueles que mais garantias lhe davam para este jogo. Na baliza, o inevitável Rui Patrício seguido de uma defesa composta por Fábio Coentrão, Coates, Mathieu e Piccini que voltou à titularidade depois de Ristovski ter feito uma exibição bastante positiva frente ao Marítimo. A William Carvalho estava entregue o papel de patrão do meio-campo seguido de Bruno Fernandes. As alas ficaram entregues a Bruno César e Gelson Martins enquanto que Alan Ruiz surgia no apoio a Bas Dost, o homem mais avançado no terreno.
Pela abordagem da equipa técnica, isto é, sem poupanças a pensar no futuro próximo, o objetivo passava por somar mais três pontos para continuar na frente do campeonato português. No entanto, apesar dos corpos estarem em Moreira de Cónegos, muitas cabeças já estavam no jogo com o Barcelona. O Sporting entrou em campo com um ritmo baixo e à procura que a sorte do jogo lhe sorrisse mais cedo ou mais tarde mas do outro lado estava uma equipa à procura de dar a volta ao seu mau momento e, por isso, com pouco a perder. O Moreirense foi sempre irreverente e esteve sempre à procura de mais.
Na primeira parte, o Moreirense conseguiu criar várias ocasiões de perigo sobretudo através de contra-ataques rápidos. Nos primeiros dez minutos de jogo há pouca história para contar: o Moreirense ia chegando à baliza verde e branca enquanto que o Sporting dava o ar da sua graça sobretudo com recurso a livres, com excepção de uma boa jogada de Gelson que deixou a bola em Alan Ruiz. O argentino rematou em arco mas a bola saiu ao lado. A partir daí, Tozé, Rafael Costa e Peña tornaram-se uma grande dor de cabeça para a defesa do Sporting.
A partir dos vinte minutos de jogo, as ocasiões de perigo passaram sobretudo pelos três jogadores da linha da frente do Moreirense que encontraram em Rui Patrício uma muralha (quase) intransponível. Com o árbitro quase a apitar para o intervalo, o Sporting ainda viu Luís Godinho anular um golo de cabeça de Alan Ruiz por falta de Bas Dost sobre Jhonatan, o guarda-redes do Moreirense. Na sequência dessa jogada, Rafael Costa aproveitou uma desatenção de Piccini e Bruno César, rematou forte e inaugurou o marcador. Sem grande surpresa, o Moreirense foi para o intervalo em vantagem.
O Sporting foi para o intervalo em desvantagem no marcador Fonte: Sporting CP
A segunda parte não foi muito diferente da primeira, excepto que o Sporting entrava em campo em desvantagem e, por isso, teve que correr atrás do resultado. Apesar do ritmo de jogo não aumentar, o Sporting foi combativo e tentou ser eficaz mas não conseguiu. Antes do apito de retoma do encontro, Jorge Jesus deixou Alan Ruiz no balneário e fez entrar Doumbia na esperança de ganhar rapidez na frente de ataque. O Sporting ia jogando sem grande perigo e nem mesmo os livres de Bruno Fernandes levavam perigo de maior à área adversária. À hora de jogo, surgiu o golo leonino. Na sequência de um canto, William Carvalho rematou na resposta a um ressalto e a bola bateu Jhonatan antes de esbarrar no central Aberhoune.
Na resposta, o Moreirense levou perigo à baliza de Rui Patrício novamente por Rafael Costa mas o português estava atento e segurou o remate de fora da área. Pouco depois, Battaglia rendeu Bruno Fernandes – obviamente já a pensar no jogo de Quarta-Feira – mas foi Gelson quem fez estremecer os ferros da baliza do Moreirense. Do lado do Sporting, Bruno César saiu esgotado para dar lugar a Iuri Medeiros enquanto que Manuel Machado tirou o irrequieto Peña e colocou Aouacheria no seu lugar. Aos noventa minutos de jogo, William ainda teve na cabeça o golo da vitória mas após cabeceamento a bola saiu por cima da baliza contrária. O Sporting ainda bombeou bolas para a área mas Rui Patrício ainda teve que voltar a aplicar-se.
O Sporting perde os primeiros pontos na liga portuguesa em vésperas de jornada europeia. O FC Porto (e a liderança) ficam assim a dois pontos de distância, num jogo onde o Sporting não fez tudo o que estava ao seu alcance para vencer o jogo. O jogo acaba com um empate inteiramente justo para ambas as partes e como prémio para o Moreirense que foi uma equipa competente perante um candidato ao título.