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Western & Southern Open: Muguruza Vence, Halep Volta a Tremer

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Cabeçalho modalidadesEm “vésperas” de se iniciar o US Open, disputou-se em Cincinnati um dos mais importantes torneios “não Grand Slam” da temporada tenística: o Western & Southern Open. Visto como um dos mais importantes indicadores para o Major nova-iorquino, este torneio WTA Premier 5 foi também marcado por um motivo de interesse adicional: a luta entre Karolina Pliskova e Simona Halep, pelo lugar cimeiro do ranking WTA.

E é precisamente esse ponto que merece a primeira nota de destaque: dada a fragilidade de ambas as tenistas em momentos de maior pressão, fica a ideia de que, caso Serena Williams regresse em boa forma ao circuito, o seu retorno ao número um do ranking mundial será apenas um passeio. Com Angelique Kerber “desaparecida” desde a temporada transata, uma Karolina Pliskova tendencialmente consistente mas raramente vencedora, e uma Simona Halep que parece incapaz de controlar as emoções quando se trata da possibilidade de ascender ao lugar cimeiro do ranking WTA, a campeoníssima norte-americana não desaparece da memória dos aficionados da modalidade e parece, cada vez mais, ter o lugar número um do universo tenístico reservado para a temporada de 2018.

No que diz respeito ao torneio propriamente dito, a vitória sorriu à espanhola Garbiñe Muguruza que, com a sua típica agressividade em court, o seu ténis ofensivo e a sua capacidade de bater muito forte na bola (sobretudo na pancada de direita), não deu quaisquer hipóteses à concorrência. Num caminho para a final no qual a espanhola apenas tremeu frente a Svetlana Kuznetsova e, principalmente, frente a Madison Keys (encontro decidido apenas no tie break do terceiro set, no qual a espanhola salvou três match points), Muguruza verdadeiramente humilhou a número um do ranking mundial (Karolina Pliskova) ao batê-la na meia-final por 6-3 e 6-2.

Garbiñe Muguruza segurando o troféu de vencedora do Western & Southern Open  Fonte: Western & Southern Open
Garbiñe Muguruza segurando o troféu de vencedora do Western & Southern Open
Fonte: Western & Southern Open

Numa final que se adivinhava equilibrada, e frente a uma Simona Halep que, pela quarta vez nos últimos dois meses e meio, estava a apenas uma vitória de ascender ao número um do ranking WTA, Muguruza limitou-se a realizar um “passeio” no court: em apenas 56 minutos despachou a romena, vencendo o encontro por 6-1 e 6-2. Num dia inspirado, a espanhola não permitiu que Halep entrasse no jogo que lhe é mais confortável (baseado em longas trocas de bola no fundo do court) e, de winner em winner, foi dominando o encontro a seu bel-prazer.

Está agora tudo a postos para o US Open, torneio do qual parece pouco provável que Karolina Pliskova consiga sair como número um do mundo. Muguruza e Halep têm menos pontos a defender e, como tal, parecem em vantagem nesta corrida, sendo que a espanhola parece mesmo, neste momento, a tenista mais capaz de vir a sair de Nova Iorque com o título de campeã do US Open. Porém, tudo pode acontecer e, no dia 9 de setembro, a liderança do ranking WTA poderá até vir a pertencer a Elina Svitolina (atenção a este nome!), Caroline Wozniacki, Johanna Konta ou Svetlana Kuznetsova. Os dados estão lançados e todos os olhos colocados em Flushing Meadows-Corona Park. Let the party begin!

Foto de Capa: Western & Southern Open
Artigo revisto por: Francisca Carvalho

FC Porto 3-0 Moreirense FC: Foram três podiam ter sido mais

fc porto cabeçalhoFoi uma equipa de pelo na venta, à imagem do que havia referido Manuel Machado, que se impôs frente a um Moreirense frágil, incapaz de contrariar o poderio azul e branco. Aboubakar, com três golos, mostrou que está, efetivamente, com a cabeça no Porto, e no Dragão já só se espera que o dia 31 chegue rapidamente.

Ao entrar em campo já conhecedor das robustas vitórias dos rivais na véspera, competia ao FC Porto encarar a partida não só com o pensamento na vitória, mas também com a preocupação de fazer golos, muitos golos. Foram três, poderiam ter sido muitos mais, mas na retina fica mais uma excelente demonstração de brio, capacidade e segurança desta equipa às ordens de Sérgio Conceição.

De novidade no onze inicial apenas a inclusão de Maxi, que relegou Ricardo para a bancada. De resto, tudo igual. Até a dinâmica imposta pelos azuis e brancos no início da partida. Intensos, com rápida circulação de bola, pressão alta e criação de oportunidades, o que é de assinalar quando os termómetros registavam temperaturas altíssimas. O primeiro aviso saiu da cabeça de Felipe, aos 2’, que após um lançamento longo de Maxi obrigou Jhonatan a esticar-se para evitar o golo.

No que aos golos diz respeito, eles chegaram em dose dupla, quase de rajada, aos 18’ e aos 21’, com Aboubakar a chamar a si todas as atenções. Primeiro, uma jogada bem delineada, com a bola a passar do corredor direito até ao esquerdo, onde Brahimi deixa para o cruzamento milimétrico de Alex Telles para a cabeça do camaronês fuzilar Jhonatan. Depois, recuperação em zona alta de Marega, condução de Oliver, devolução a Marega que, à imagem do seu parceiro não consegue converter em golo, cabendo ao Vicent elevar a contagem. A primeira parte não terminaria sem que Danilo ajudasse o guardião cónego a brilhar novamente.

Para o segundo tempo estava reservada a confirmação da tarde brilhante de Aboubakar, que aproveitou um mau cálculo de André Micael para fazer o hattrick e colar-se a Jonas no topo da tabela dos melhores marcadores. Antes disso, a monotonia própria de uma equipa que privilegiou a gestão do resultado e do esforço físico. Sem grandes velocidades, o dragão lá foi tomando conta de todas as operações, sem que do lado visitante fosse possível qualquer aproximação à baliza do espetador Casillas. As entradas de Neto, Fred Maciel e Cadiz pouco acrescentaram. Do lado portista, Otávio, Hernâni e Layún serviram não mais do que poupar peças importantes para a difícil deslocação que se perspetiva no próximo domingo, a Braga.

Vitória FC 1-1 GD Chaves: Empate Infernal

Cabeçalho Futebol Nacional

O Chaves deslocou-se este domingo ao Bonfim para defrontar o Vitória. Ambas as equipas, de orgulho ferido e num horário muito criticado por todos, entraram em campo na tentativa de conquistar os pontos que têm vindo a fugir desde a primeira jornada.

No entanto, na primeira metade do jogo o ritmo foi baixo e as oportunidades foram poucas para ambos os lados. O calor excessivo obrigou o juíz da partida a fazer paragens técnicas para que os jogadores pudessem descansar e hidratar-se, situação que não ajudou a que se proporcionasse um bom jogo de futebol.

Perto dos 40 minutos, o homem do Chaves agarrou a bola na área, mas, devido à falta de ângulo, o árbitro Manuel Mota recorreu ao vídeo-árbitro e acabou por assinalar uma falta cometida por Gonçalo Paciência antes da suposta grande penalidade. Sem ninguém perceber bem aquilo que aconteceu, a partida seguiu, fervorosa.

Com o sentimento de injustiça presente, o Vitória entrou na segunda parte a fazer maior pressão e a ser mais assertivo, tendo chegado ao golo aos 59’ por parte de João Amaral que, junto de Gonçalo Paciência, tem vindo a ser um dos jogadores mais importantes da equipa.

A segunda parte, claramente superior à primeira, acabou por perder ritmo, em parte por culpa da temperatura extremamente elevada e às consequentes paragens. Ainda assim, tão à imagem daquilo que a equipa representa, o Chaves não desistiu e conseguiu empatar o jogo à passagem do minuto 80.

Apesar de o Vitória ter estado por cima da partida em quase todos os momentos, as falhas na finalização foram, mais uma vez, o grande problema que levou a que fosse apanhado num dos poucos ataques do Chaves.

Num jogo difícil, as equipas saíram de campo com um ponto cada e, apesar de o empate não ter sido o resultado mais justo, os homens de José Couceiro só se podem queixar deles próprios.

WWE SummerSlam: A Maior Festa do Verão Chegou!

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Cabeçalho modalidadesO 30º aniversário do SummerSlam será assinalado com mais um grande evento. À semelhança dos anteriores, a Wrestlemania do Verão promete surpreender e conta com grandes combates, títulos em jogo e muito mais. Tudo pode acontecer, como a WWE já nos habituou, em mais uma edição de um dos maiores PPV´s da empresa.

Foto de Capa: WWE

NXT Takeover III: Tenta fazer melhor, SummerSlam

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Cabeçalho modalidades

Johnny Gargano vs Andrade “Cien” Almas

Fonte: WWE
Fonte: WWE

Para abrir este evento tivemos um grande combate entre Gargano e “Cien” Almas. No ringue estavam dois lutadores que são claramente “main-event material” da NXT. Gargano começa a sua carreira a solo no NXT e Andrade anda perdido no roster mas parece ter ganho nova vida com a nova “manager”. O combate não desiludiu e foi a melhor maneira de começar a noite. A quimica entre os dois foi boa, assim como os spots. No final tivemos “Cien” Almas a sorrir com a vitória, com ajuda da sua “manager”.

Andrade precisava desta vitória.  É, provavelmente, o lutador mais “underrated” do NXT, e é pena que ande perdido no roster pois há muito que merecia estar no “main-event”. Que esta vitória seja o inicio disso. Quanto a Gargano, esta derrota não o afecta, pois a qualidade está lá assim como o apoio do público. Além disso a sua grande “feud” ainda está para vir, quando Ciampa regressar da lesão.

SL Benfica 5-0 CF “Os Belenenses”: Banho de bola

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O Sport Lisboa e Benfica goleou o Belenenses por cinco bolas a zero, esta noite, em jogo a contar para a terceira jornada da Liga NOS.

Rui Costa apitou para o início do jogo no Estádio da Luz e os encarnados não quiseram esperar para se impor. Lance de ataque das águias, num estádio esgotado, e falta dos azuis do Restelo a meio do meio campo do Belenenses. Para bater, chegou-se Pizzi, que cruzou para a cabeça de Jonas, que iniciou a goleada aos 2 minutos.

A equipa da casa continuou superior e a insistir em ampliar a vantagem. O Belenenses tentava ficar com a bola e criar perigo, mas o esférico acabava sempre nos pés encarnados e perto da baliza azul. Foram precisos apenas 25 minutos para o estádio voltar ao rubro quando, numa série de remates, ressaltos e cabeceamentos, a bola foi parar a Salvio que, junto à área, rematou colocado para o ângulo direito superior de Muriel. Estava feito o segundo golo da tranquilidade, em menos de meia hora.

Já o Belenenses esperava que o Benfica abrandasse, mas tal não aconteceu. Em apenas cinco minutos, Seferovic marcou o quarto golo em quatro jogos oficiais. Luisão despachou a bola, Jonas desviou de cabeça e o goleador suíço recolheu a bola perto do meio campo para se isolar na frente de Muriel e fazer as redes balançarem novamente. O Benfica chegaria ao intervalo a vencer por 3-0, vantagem mais do que confortável para ficar com os três pontos em casa.

A segunda parte foi mais calma, com os encarnados a baixar as linhas e a deixar a equipa de Belém ter mais bola, embora os pupilos de Domingos Paciência não conseguissem criar verdadeiro perigo na baliza do jovem Bruno Varela. Houve um Benfica organizado que sempre quis a bola, pressionante e que não deu espaço para que o Belenenses jogasse com eficácia e qualidade. No entanto, e após três bolas nos ferros, uma por Cervi, outra por Jonas (pontapé de meio campo a apanhar Muriel desprevenido) e a última por Raúl, só depois dos 90 foram consolidados os dois últimos golos a preencher o hat trick de Jonas. No quarto golo, Raúl a conduzir a bola picou a bola a assistir Jonas na entrada da área, que finalizou com grande qualidade; no quinto golo, jogada pela direita com assistência de Pizzi para o brasileiro encostar e acabar o banho de bola dos encarnados.

Houve um grande jogo na Luz. Uma segunda parte mais calma, menos frenética e mais desafogada do que a primeira parte, entusiasmante com o futebol encarnado a culminar em três golos em meia hora.

No entanto, a organização benfiquista não permitiu que a equipa de Belém conseguisse dar seguimento ao seu jogo, terminando sempre por defender e ver a bola cair nos pés dos jogadores de vermelho. Pontos positivos para Filipe Augusto que fez de Fejsa, Salvio, que regressou dos mortos com uma excelente exibição, Seferovic, que continua com veia goleadora, Jonas, que mantém a qualidade a que nos habituou e para Raúl Jimenez, que cada vez mais se faz notar em campo.

Vitória SC 0-5 Sporting CP: O Leão conquistou a cidade-berço

sporting cp cabeçalho 2No meio de dois jogos que ditam o futuro na Liga dos Campeões, o Sporting deslocou-se à cidade berço para enfrentar um Guimarães de orgulho ferido depois da derrota por três bolas a zero no terreno do Estoril-Praia. Jorge Jesus apostou no quarteto defensivo do costume e o onze inicial apenas apresentou uma alteração face ao jogo anterior com Bruno Fernandes a aparecer nas costas de Bas Dost, relegando Podence para a bancada. Battaglia foi o homem mais recuado no meio-campo face à ausência de William Carvalho. Do lado dos conquistadores, Pedro Martins apresentou uma equipa composta por Miguel Silva na baliza, Sacko, Marcos Valente, Pedro Henrique e João Aurélio na defesa, Celis, Zungu e Hurtado a meio-campo, enquanto Hélder Ferreira e Raphinha jogaram nas alas encarregues de apoiar David Texeira, o homem mais avançado no terreno.

Sabendo da importância do jogo da próxima Quarta-Feira e da necessidade de resolver o jogo de Guimarães o mais cedo possível, a equipa entrou em campo com a lição bem estudada e com as ideias bem enraizadas. Logo aos 3 minutos, ainda com pouca história para contar, Bruno Fernandes descobriu o espaço necessário para dar uso ao seu potente remate e inaugurou o marcador enquanto Miguel Silva, guarda-redes adversário, se limitou a contemplar a obra de arte que acabara de sair dos pés do internacional português.

Apesar do Guimarães ter posse de bola, nunca foi demasiado perigoso ao ponto de causar calafrios à defesa leonina, sendo que a primeira jogada de relativo perigo surgiu quase aos vinte minutos de jogo, quando Rui Patrício não conseguiu segurar à primeira um cruzamento rasteiro. Depois disso, o Sporting voltou a ser extremamente eficaz ao aproveitar as duas jogadas de perigo que se seguiram. Primeiro, Acuña bateu um livre para a grande área que encontrou na cabeça de Bas Dost a colocação necessária para entrar na baliza vimaranense. Nem três minutos depois, o inevitável Bas Dost isolou-se e voltou a marcar depois de uma assistência de Fábio Coentrão a servir o holandês. O relógio ainda nem tinha chegado à meia-hora e o Sporting já levava três golos de vantagem. Mais perto do intervalo, o Vitória voltou a colocar Rui Patrício à prova, primeiro por Hurtado com um remate de fora de área que saiu à figura do guarda-redes leonino e depois por Raphinha na sequência de um livre. Bruno Fernandes não foi para intervalo sem tentar o bis com um remate forte que saiu na direção de Miguel Silva.

O Holandês Bas Dost bisou na partida Fonte: Sporting CP
O Holandês Bas Dost bisou na partida
Fonte: Sporting CP

No início da segunda parte, o Guimarães entrou em campo com a aparente vontade de reduzir a desvantagem e procurar um outro resultado. No entanto, depois do remate de Raphinha aos cinco minutos do segundo tempo, os vimaranenses voltaram a eclipsar-se muito por culpa do domínio avassalador que o Sporting imprimiu ao jogo. Se era de esperar que os leões reduzissem a intensidade de jogo na segunda parte, Jorge Jesus contrariou isso e o compromisso e a dedicação dos jogadores foram os mesmos da primeira parte. Piccini e Acuña voltaram a tentar o golo mas sem sucesso.

Pedro Martins tentou reentrar no jogo com a dupla substituição de Hurtado e Zungu por Sturgeon e Rafael Miranda. Curiosamente, poucos minutos depois, o Sporting volta a marcar por Bruno Fernandes que voltou a encantar as bancadas do Afonso Henriques com novo remate potente de fora da área ao ângulo inferior direito da baliza de Miguel Silva. Depois disso, o Guimarães ia tentando criar perigo mas o trio Battaglia, Coates e Mathieu foi sempre eficaz na recuperação de bola e no alívio defensivo. Perto do final, Gelson Martins ainda ofereceu o golo a Iuri Medeiros mas o português enviou a bola por cima. Instantes depois, o Sporting fez uma excelente jogada coletiva e Iuri Medeiros ofereceu o golo a Adrien Silva. O capitão não desperdiçou e a vitória ganha números ainda mais expressivos.

A vitória em Guimarães resume-se sobretudo à coerência e eficácia do Sporting algo que estava a faltar nos últimos encontros. O Sporting foi mais equipa, foi melhor em todo o encontro e encontrou uma defesa vimaranense demasiado permeável. A boa notícia é que Jorge Jesus “ganhou” um reforço para as costas de Bas Dost, ou seja, em caso de Adrien continuar no Sporting e, portanto, no onze inicial, Bruno Fernandes também pode atuar ao mesmo tempo e o seu talento não fica desperdiçado no banco. O Sporting segue líder do campeonato com nove pontos e o Guimarães “afunda-se” na tabela classificativa com apenas três pontos conquistados em três jogos.

CF União 3-0 Académica OAF: Estudantes não passaram no teste unionista

Cabeçalho Futebol Nacional

O CF União usou o trunfo da eficácia e voltou a ser feliz ante os seus adeptos, ao vencer a Associação Académica de Coimbra OAF, numa partida a contar para a terceira jornada da Liga Ledman Pro e que opôs as duas equipas despromovidas da Primeira Liga em 2015/16. Os madeirenses disputavam o seu segundo encontro consecutivo em casa e procuravam dar seguimento ao bom resultado conseguido na ronda anterior, frente ao Real SC, enquanto, do outro lado, também os estudantes se apresentavam motivados, depois da vitória alcançada na receção à equipa B do SC Braga.

O União começava com dois dos mais recentes reforços no banco, Danilo Dias e Betinho, enquanto Mica Pinto, oficializado apenas no dia anterior, não estava ainda disponível. Assim, as duas formações apresentavam-se apenas com uma alteração para cada lado, em relação à jornada anterior. No União registava-se a entrada de Sidy Sagna, em detrimento de Rodrigo Henrique, enquanto na Académica Pedro Empis rendia Nélson Pedroso.

Os minutos iniciais da partida revelavam uma Briosa dominadora, que procurava assumir o jogo e pressionava bem alto a formação caseira. Apesar de tudo, os conimbricenses não conseguiam traduzir em oportunidades de golo a supremacia de que dispunham, o que permitia ao União começar a evidenciar-se.

Depois de algumas subidas que animavam os adeptos, o conjunto madeirense era mesmo o primeiro a adiantar-se aos 13 minutos, quando Luan aproveitou a bola que a trave devolveu, após um remate de fora da área de Sagna. Sozinho em frente a Ricardo Ribeiro, o ponta de lança brasileiro colocou em vantagem a equipa da casa.

A Académica seguia por cima, mas continuava sem criar grandes calafrios à baliza de Tony Batista e o União dispôs mesmo da melhor oportunidade para dilatar o marcador. E foi numa das incursões ofensivas dos azuis e amarelos que os capas negras se viram reduzidos a dez elementos, após a expulsão do central brasileiro Brendon, aos 41 minutos.

Ao fim da primeira parte notava-se uma Académica que privilegiava um futebol positivo e ofensivo, embora pecando na hora de ultrapassar o setor mais recuado dos unionistas. Já os insulares, por seu turno, defendiam bem e quando atacavam faziam-no de forma rápida e pragmática.

A Académica tem privilegiado um estilo de jogo mais apoiado e ofensivo, mas não foi feliz perante o pragmatismo insular
A Académica tem privilegiado um estilo de jogo mais apoiado e ofensivo, mas não foi feliz perante o pragmatismo insular
Fonte: Bola na Rede

Regressados dos balneários, os estudantes procuravam agitar o jogo, desde logo com duas substituições, entrando Luisinho e Djoussé para os lugares de Marinho e Tozé. Foi no entanto, o União a encontrar o fundo das redes uma vez mais, quando Júnior, aos 51’, numa jogada quase idêntica à que tinha protagonizado no encontro anterior, aumentou a vantagem.

A partir daí a Académica foi tendo mais dificuldades para atacar e o jogo passou a ser dominado quase por inteiro pelos madeirenses. Fruto disso mesmo, o União era cada vez mais perigoso e aos 66’, houve nova jogada ofensiva da turma insular e Luan só precisou de encostar para bisar na partida, depois de Rodrigo Henrique ter ultrapassado o guarda-redes visitante.

Até ao final do encontro, o União procurou gerir o resultado, perante uma Académica apática e cada vez mais inofensiva, mantendo-se o 3-0. Apesar dos números algo exagerados, a vitória acaba por ser justa, face à eficácia e pragmatismo evidenciados pelos madeirenses, embora ajudados, é certo, pela expulsão precoce de Brendon, que prejudicou a estratégia dos estudantes, numa altura em que já corriam atrás do prejuízo.

Portugal 26-33 Rússia (Sub 19): É altura de levantar a cabeça

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Após ter sido eliminado pela campeã europeia, França, Portugal defrontou hoje a Rússia, por um lugar no top 5 da competição.

Ambas as equipas acusaram a desmotivação de terem sido eliminadas nos quartos de final e entraram em campo num ritmo baixo, criando poucas situações de golo. Apesar da baixa velocidade da partida, Portugal entrou melhor e, aos nove minutos, vencia 6-2, o que fez com que o treinador dos russos pedisse o primeiro time-out da partida. A partir desse momento a seleção russa dominou toda a partida. Volvidos dez minutos, o jogo encontrava-se empatado em noves golos e, no final da primeira parte, o resultado era 12-9 a favor dos russos.

O esforço e a dedicação de Manuel Gaspar foram inglórios Fonte:HANDBALLGEO2017
O esforço e a dedicação de Manuel Gaspar foram inglórios
Fonte:HANDBALLGEO2017

Na segunda parte, tivemos um jogo de sentido único em que a Rússia dominou totalmente, vencendo a partida por uns claros 33-26. Apesar de inicialmente Portugal não ter acusado a ausência de André Gomes, nos últimos jogos a equipa tem tido sérias dificuldades em pôr em campo o plano ofensivo e em encontrar soluções para superar a oposição adversária, o que tem causado vários problemas.

Portugal joga amanhã às 7h30 frente ao Japão, num jogo em que se encontra em disputa o 7º e o 8º lugar.

Foto de Capa: HANDBALLGEO2017

Artigo revisto por: Beatriz Silva

 

SC Braga B 0-2 CD Santa Clara: Rashidependência

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Um dos grandes benefícios de assistir a jogos de futebol sem milhares nas bancadas é que se consegue ouvir o que se passa em campo. Desde as reprimendas do árbitro às queixas exageradas de quem sofre falta e, acima de tudo, as indicações que treinadores e jogadores vão gritando durante o jogo. E houve nesta quente manhã de sábado um nome que ficou bem gasto: Rashid.

Se alguém estivesse com intenções de contar quantas vezes os colegas gritaram pelo iraniano o melhor era deixar-se disso, pois não tardaria a perder a conta. Este é o sintoma claro da dependência da equipa açoriano no seu médio centro. Rashid é o cérebro da equipa, sempre no centro do jogo do Santa Clara e com uma qualidade de passe a justificar o rótulo de estrela da companhia.

O Braga B até entrou melhor, mas com um Thiago Santana irrequieto lá na frente o Santa Clara criava tanto perigo como os da casa. E, calmamente, Rashid foi crescendo no jogo, de início discreto, talvez acordado pelos incessantes chamamentos dos colegas, ia aparecendo a espaços e, com ele, crescia proporcionalmente todo o conjunto açoriano.

 

O forte calor que se fazia sentir obrigou a paragens para os jogadores se hidratarem
O forte calor que se fazia sentir obrigou a paragens para os jogadores se hidratarem

Foi no início da segunda parte que tudo se decidiu, quando logo a abrir, aquele que foi talvez o melhor em campo no jogo de hoje, Thiago Santana, abriu o marcador. O Santa Clara, melhor estando por cima exerceu o seu domínio até o inevitável Rashid também inscrever o seu nome na ficha de jogo. A ganhar por dois, desceram as linhas e limitaram-se a controlar o resultado. Os de vermelho ainda criaram oportunidades mas nunca foram capazes de as transformar em golos e o Santa Clara com alguma tranquilidade chegou ao fim dos 90 minutos com os três pontos no bolso.

Para as contas do campeonato, resta saber até que ponto não se fará sentir o desgaste de jogar a meio do dia num dia tão quente e que obrigou mesmo a duas paragens técnicas, uma em cada parte, para que os jogadores dos dois lados se pudessem hidratar.

Nesta crónica, de muito mais se poderia falar, de como o lateral-direito do Braga B, Rui Silva, é um senhor jogador ou de como Serginho, o homem entre os postes do Santa Clara, é um verdadeiro líder dentro de campo, mas isso seria fugir à mais óbvia conclusão que este jogo nos dá, de que há uma equipa na Ledman LigaPro que joga bem à bola e tem futuro na luta pela subida e que o seu maior ponto forte é a sua dependência no homem que faz carburar tudo o resto, Rashid.