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Os Esquis não descansam só porque é verão

Cabeçalho modalidadesEsta é a altura do ano em que o leitor menos espera que se fale de Desportos de Inverno, mas, contrariando o senso comum, estes não param só porque o calendário diz que chegamos ao verão. É claro que não é a sua época forte e que a atividade é reduzida, mas as competições continuam a existir.

O primeiro ponto não é assim tão surpreendente e está, na verdade, ligado ao básico da geografia. No hemisfério Sul não é verão e, por isso, grande parte das provas que se disputam nesta altura do ano decorrem na Austrália, Nova Zelândia e Argentina.

Depois, há os métodos mais criativos, em que se adaptam os desportos à falta de neve. Um exemplo é o Roller Ski, em que os esquis são equipados com pequenas rodas, uma à frente e outra atrás, e disputam as provas no estilo Cross-country. Outra situação semelhante é a do Esqui de Relva em que os esquis passam a ter uma superfície rolante e competem no formato semelhante ao do esqui alpino. Estas duas disciplinas foram primeiro criadas como forma de permitir aos esquiadores manter a forma e treinar durante o verão, mas viriam a autonomizar-se e hoje têm direito a algumas competições menores, Taças do Mundo e Campeonatos do Mundo.

: O Roller Ski é uma das adaptações do esqui ao verão Fonte: Fédération Internationale de Ski
: O Roller Ski é uma das adaptações do esqui ao verão
Fonte: Fédération Internationale de Ski

No entanto, a prova rainha do verão é o Grand Prémio de Verão de Saltos de Esqui que é realizado desde 1994 e em que os saltadores aterram em superfícies de relva ou plástico. A importância desta prova é bem demonstrada pelo facto de, ao contrário do que muitas vezes acontece nas disciplinas mencionadas acima, atrair os mais fortes atletas da modalidade, com grandes nomes da história dos saltos de esqui, como Simon Ammann ou Adam Malysz, terem o seu nome inscrito na lista de vencedores. Desde 2012, há também uma competição feminina que tem sido dominada por Sara Takanashi, a mais bem-sucedida saltadora feminina da história.

A edição deste ano começou no fim-de-semana passado em Wisla, na Polónia, com os saltadores da casa a levar a melhor, tendo Dawid Kubacki vencido esta primeira prova à frente do compatriota Maciej Kot e do alemão Karl Geiger e, alcançando os 100 pontos correspondentes, é o primeiro líder do Grande Prémio de Verão 2017. A próxima prova está agendada para 29 de julho na Alemanha, em Hinterzarten.

Foto de Capa: Fonte: Österreichische Skiverband

11 jogadores do Brasileirão bons para os três grandes

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Cabeçalho Futebol NacionalO mercado brasileiro sempre foi muito apetecível para os clubes portugueses. Precisamente a partir da segunda metade da década de 80, deu-se início a um “surto de emigração” de jogadores brasileiro para o Velho Continente, com o intuito de singrarem no futebol europeu.

Nessa altura, também houve vários internacionais brasileiros que rumaram ao nosso país: Branco e Geraldão ao FC Porto, Paulo Silas e Douglas ao Sporting; Elzo, Mozer, Ricardo Gomes, Valdo e Aldaír ao Benfica.

Foi também o mercado brasileiro que permitiu em boa parte ao FC Porto manter uma equipa forte e competitiva, de modo a que este dominasse o futebol português durante cerca de 20 anos, perdendo jogadores influentes a cada ano.

E apesar do mercado brasileiro nos dias de hoje, estar mais concorrido e também mais caro, muitos jogadores brasileiros não deixam de ver Portugal como uma boa rampa de lançamento para o futebol europeu, tendo em conta as semelhanças na língua e na cultura.

Como tal, darei aqui o nome de 11 jogadores que actuam na Série A do Brasileirão (um de cada posição) que acho que dariam bons reforços para os três grandes.

Os jogadores fazem o esquema táctico

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Sempre se discutiu a importância de utilizar um ou outro esquema táctico e o facto de ter sempre uma táctica alternativa para os jogos que se tornem mais complicados e “encaixados”.

Considero que, para todas as “batalhas” em que entremos, as devemos planear sempre com mais que uma alternativa, uma vez que teremos pela frente um adversário que nos pode criar dificuldades que poderíamos não esperar. Assim, tendo algo que possa criar mudança e desestabilização no adversário, será sempre importante.

Para que isso seja possível, o treinador, ao construir um plantel, deverá ter em consideração o facto de poder contar com jogadores de características diferentes que, ao entrarem em jogo, possam alterar a forma de jogar da equipa e surpreender o adversário.

Bruno Fernandes é um dos jogadores que tem características que não havia antes no plantel Fonte: Super Sporting
Bruno Fernandes é um dos jogadores que tem características que não havia antes no plantel
Fonte: Super Sporting

Este foi um defeito que sempre apontei ao nosso treinador Jorge Jesus, ou seja, o facto de não ter uma alternativa ao seu esquema de jogo preferencial, o “quatro-quatro-dois”. Defeito esse que o mesmo parece estar a querer corrigir este ano. Aplaudo a intenção, mas receio pelas opções que tem no plantel.

Como vimos nos primeiros jogos de pré-época, Jorge Jesus optou por colocar a equipa a jogar em “três-quatro-três”, sendo este um esquema que, apesar de sugerir que jogamos com menos defesas e mais médios, conta com um quarteto de meio campo em que dois são os laterais, que jogarão sempre mais projectados para o ataque (com este perfil temos apenas Coentrão). Isto pede muito mais trabalho de compensações aos dois médios que joguem no miolo. Este esquema obriga a ter centrais rápidos e bons tecnicamente, com capacidade de sair a jogar e rápidos a recuperar a posição, o que não acontece com os que jogam actualmente com mais frequência no Sporting e isso viu-se neste último jogo em que Mathieu tentou sair a jogar, perdeu a bola e sofremos golo (também já aconteceu com Coates). O central que melhor se adequaria ao esquema de três centrais seria o Paulo Oliveira pela sua rapidez.

Com este esquema precisaremos de médios e avançados pressionantes que não deixem o adversário pensar o jogo, e não permitam o lançamento de bolas para as costas da defesa. Esse será o nosso maior problema no campeonato português, uma vez que iremos jogar a maior parte das vezes contra equipas que defendem e tentam sair para o ataque com dois ou três avançados bem rápidos (dois avançados rápidos contra três defesas lentos não parece promissor). Assim, se conseguirmos manter Adrien Silva e William Carvalho até podemos conseguir ter sucesso no esquema de “três-quatro-três”, mas não me inspira grande confiança.

Salvador Agra: Um sonho de (qualquer) menino

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«Cumpri um sonho de menino… Agora focado para atingir o meu objetivo… Jogar com o manto sagrado!»

Foi assim que Salvador Agra se apresentou como jogador do Sport Lisboa e Benfica. Claro está, que esse sonho de menino, partilhado por tantos outros jovens jogadores, acabaria por ser breve. O ex-Nacional vai poder continuar a jogar na primeira liga, mas não no Benfica. Agra foi (e bem) emprestado ao Desportivo das Aves, recém-chegado da divisão inferior. O extremo português teria de competir por um lugar na equipa, tendo, sempre, Salvio, Zivkovic, Cervi e Carrillo à frente.

No entanto, estas contratações intrigam-me. Intriga-me a infinita compra de extremos, com a finalidade de serem emprestados e, muito provavelmente, serem vendidos posteriormente sem nunca vestirem a camisola principal. E, todos sabemos, Salvador Agra não é caso único. Resta saber quando nos voltaremos a lembrar que ele é nosso jogador. Provavelmente os anos passarão e Agra tornar-se-á em mais uma jovem promessa (como os carregamentos de jogadores brasileiros tão típicos de há uns anos), que andará emprestada de clube em clube até sair do Benfica. Posso também estar redondamente enganada e nada disto acontecer. Podemos até vir a ver Agra de águia ao peito e, quem sabe, a levantar taças.

Uma das duas acontecerá (espero). Será que veremos Salvador Agra a defender o vermelho? E será o “sonho de menino” suficiente? Afinal, sonhos todos temos, mas nem sempre é possível concretizá-los.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Beatriz Silva

SL Benfica 2-1 Real Betis Balompié: Seferovic bisa e dá vitória ao Benfica

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sl benfica cabeçalho 1Depois da goleada por 5-1 sofrida na Suíça contra o Young Boys, o Benfica regressou às vitórias e conquistou a Algarve Cup. As ‘águias’ defrontaram o Real Bétis no Estádio do Algarve, com Pedro Pereira e Luisão, recuperado de lesão, no onze inicial, substituindo André Almeida, lesionado, e Lisandro. Da titularidade saltou ainda Diogo Gonçalves, que deu lugar a Cervi.

O jogo começou de forma bastante equilibrada, e Seferovic inaugurou facilmente o marcador aos 14 minutos, com um chapéu que bateu o guarda-redes dos espanhóis, depois de uma assistência de Jonas.

O Bétis recuperou o fôlego e chegou ao merecido empate, com um golo de Sergio Léon aos 30 minutos, numa altura em que o Benfica dominava a partida, mas Júlio César ficou mal na fotografia. O guarda-redes dos ‘encarnados’ foi lento no posicionamento e permitiu o golo da equipa espanhola. A partir daí, o Bétis ganhou confiança e a defesa tornou-se mais coesa, impedindo que o Benfica fizesse o 2-1.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Já na segunda parte, Seferovic não desperdiçou um passe de Rafa e bisou, fazendo o seu terceiro golo nesta pré-época, aos 49 minutos. As ‘águias’ estavam de novo em vantagem.

A trave das balizas assumiu também grande destaque no segundo tempo da partida. Fabian rematou ao poste, quase fazendo o empate para o Bétis, e Filipe Augusto, num remate em altura, a partir de um livre, acertou em cheio na barra, desperdiçando o 3-1.

O Benfica venceu a Algarve Cup e soma a segunda vitória em três jogos na pré-temporada. O próximo jogo dos tetracampeões nacionais será frente ao Hull City, também no Estádio do Algarve.

Bonucci no Milan! Que choque!….Ok, mas já passou

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Cabeçalho Liga Italiana

Escrevo estas linhas com a perspetiva cronológica de seis dias após a notícia-bomba que se abateu sobre o mundo do futebol no final da semana passada. Leonardo Bonucci transferiu-se da Juventus para o AC Milan.

O central de 30 anos, natural da província de Viterbo, que havia terminado a sua formação futebolística no Internazionale, defendia, há sete anos, as cores da ‘Vecchia Signora’. Chega, assim, a Milão para ingressar no clube, até ver, mais investidor/gastador desta janela do mercado de transferências.

Se a relação com Allegri não era das melhores, é um pouco irrelevante para o que queremos aflorar. O que é certo é que Bonucci e Daniel Alves já estão fora do balneário da Juventus.

O que também é certo é a surpresa que se abateu sobre o futebol italiano, bem como no resto do mundo, na última semana. Os adeptos ‘rossoneri’ exultaram com a chegada de Bonucci e os tiffosi dos ‘bianconeri’ sentiram-se como um cônjuge traído.

Os adeptos ‘rossoneri’ exultaram com a chegada de Bonucci Fonte: AC Milan
Os adeptos ‘rossoneri’ exultaram com a chegada de Bonucci
Fonte: AC Milan

Contudo, tais fatalidades reativas foram rapidamente bloqueadas pela classe. Apenas e só. Ainda no mesmo dia da notícia-bomba, quinta-feira, o capitão da Juventus, Buffon, fez uma publicação onde enaltecia o passado que comungou com Bonucci. “Desejo-te o melhor para o teu caminho. Mas vou sentir a tua falta”, dizia um excerto da publicação.

No dia seguinte, sexta-feira, é Bonucci que compra uma página da ‘Gazzeta dello Sport’ para uma publicação a despedir-se da ‘Juve’. “Uma história esplêndida”, foi o título escolhido, num texto onde só lamentava o facto de, em sete anos, e após duas oportunidades, não ter erguido a Liga dos Campeões.

A ocidente da Europa, aqui no país encostado ao oceano, trocar de rival é um atestado de hipocrisia, entre outros qualificativos da mais baixa consideração. Carrillo sabe que não pode andar descansado pelas ruas de Lisboa. Maxi Pereira nunca voltará tranquilo à capital…entre outros casos…como o do momento: Fábio Coentrão.

É verdade que o lateral português foi incoerente com o discurso que teve em junho de 2015 e o que disse à chegada a Alvalade não ajudou em nada a constituir-se alguma atenuante que poderia efetivar sobre a ‘jura’ que fez há dois anos.

Sem embargo, o futebol, como a vida, é o momento. De Itália, chega esta lição bem indelével. De como estar no futebol. De postura para além do fenómeno futebolístico.

Nós, infelizmente, ainda somos muito pequeninos. Não suportamos ver o vizinho bem ou, pior, não conseguimos ver alguém que, e permita-me as aspas, “já foi nosso, deixar de o ser”.

Eu sei, caro adepto, e percebo-o. É tudo muita paixão e amor ao clube. Mas é por essa mesma razão que deve perdoar os ‘pseudotraidores’. O amor pelo clube nunca mudará, permanece igual. Os plantéis e os jogadores que o defendem serão sempre diferentes. O amor deve ser lúcido, não se esqueça. Não condenatório.

Os 42 milhões de euros envolvidos na transferência e o facto de Bonucci se tornar o jogador mais bem pago da Serie A são apenas um contorno da indústria que envolve o futebol. Sim, envolve. Porque o essencial, o centro deste jogo que tanto amamos são, como na vida, as pessoas e os seus sentimentos. É neles e a pensar neles, nos adeptos, que quero terminar este artigo, sobretudo, pensando, neste caso, nos adeptos ‘bianconeri’ que sentirão como que um abrir de cicatriz quando virem Bonucci ser adversário com outras cores vestidas.

Bonucci no Milan! Que choque! Ok, mas já passou…. Pelo futebol. Pelas pessoas.

Foto de Capa: AC Milan

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Marcos Acuña, a chegada de um talento argentino

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Neste mercado de transferências, o Sporting tem reforçado o seu plantel com atletas de renome. Destaque especial para os nomes de Jérémy Mathieu (ex-Barcelona), Fábio Coentrão (ex-Real Madrid), Bruno Fernandes (ex-Sampdoria), Seydou Doumbia (por empréstimo da Roma) e mais recentemente, Marcos Acuña proveniente do Racing Club de Avellaneda.

O esquerdino chega ao Sporting a título definitivo por um montante a rondar os 7,5 milhões de euros. El Huevo – como é chamado na Argentina – foi considerado um dos melhores jogadores do campeonato argentino 2016/2017. Visto como aquele que levava a equipa do Racing aos ombros, na temporada passada realizou 28 jogos, tendo marcado 10 golos e somando 13 assistências para golo. Acuña foi determinante na campanha do Racing e no seu 4º lugar no campeonato argentino, e foi o atleta com mais assistências na temporada 2016/2017.

Marcos Acuña, aos 25 anos, é internacional argentino, tendo participado em duas partidas para o apuramento para o Mundial 2018, diante da Colômbia e da Bolívia e ainda em dois amigáveis frente ao Brasil e Singapura. O leão Acuña soma assim 4 internacionalizações pela seleção alviceleste.

Marcos Acuña, aqui com Messi, é internacional pela seleção argentina Fonte: Facebook de Marcos Acuña
Marcos Acuña, aqui com Messi, é internacional pela seleção argentina
Fonte: Facebook de Marcos Acuña

Curiosamente, aos 17 anos, El Huevo, depois de terem fechado as portas de clubes como o River Plate, Boca Juniores, San Lorenzo, Quilme, Tigre e Argentinos Juniores, onde realizou vários testes, esteve próximo de desistir do sonho de ser profissional de futebol. Foi nessa altura que Marcos Acuña convenceu os responsáveis do Ferro Carril Oeste a contratá-lo.

Tendo feito a sua formação no Ferro Carril Oeste, clube secundário argentino, estreou-se no futebol sénior em 2009/2010, onde realizou 117 jogos e marcou por 5 ocasiões. As boas exibições no segundo escalão argentino, levaram em 2015 a transferir-se para o Racing. No clube de Avellaneda disputou 109 partidas, marcou 19 golos e fez 24 assistências. No seu palmarés conta com uma vitória na Liga Argentina Apertura, com a camisola do Racing, título que fugiu ao clube há 13 anos.

Marcos Acuña chega ao Sporting para ser mais uma alternativa para as faixas. Jogando habitualmente à esquerda, pode ainda jogar pela direita ou mesmo no centro do terreno. El Huevo caracteriza-se por ser um atleta tecnicamente muito evoluído, forte no um para um, com um excelente pé esquerdo, destacam-se ainda os seus cruzamentos e o seu desempenho nas bolas paradas. Além destas características, o argentino é um jogador com muita raça e uma enorme entrega ao jogo.

A mais recente contratação do Sporting promete, assim, ser mais uma opção para Jorge Jesus. Numa posição em que abunda qualidade no plantel leonino, com a oposição de Gelson Martins, Bruno César, Iuri Medeiros, Daniel Podence, e ainda, Francisco Geraldes, que tem sido utilizado por Jorge Jesus do lado direito. Ficam os votos para que Marcos Acuña se possa adaptar rapidamente ao futebol leonino e dar muitas alegrias aos sportinguistas.

Foto de Capa: Facebook de Marcos Acuña

Chivas 2-2 FC Porto: Empate com boas sensações

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fc porto cabeçalhoDepois de um primeiro teste onde já se viu um FC Porto com ideias de jogo e com boas impressões, apesar de o resultado não ter sido o mais favorável, neste jogo os azuis e brancos teriam de conseguir transformar os bons momentos em resultados porque, e apesar de estarmos na pré-época, cimentar rotinas em cima de vitórias é mais vantajoso do que em cima de resultados menos positivos.

O FC Porto entrou em campo com um sistema de 4-4-2 apresentando, como titulares Casillas; Ricardo, Felipe, Marcano, Alex Telles, Oliver, André André, Otávio, Hernâni; Aboubakar e Soares. Três reforços no XI titular e uma variância tática, jogando com dois avançados.

Acabou com Vaná, Layun, Jorge Fernandes, Martins Indi, Rafa Soares; Mikel, Sérgio Oliveira, João Carlos Teixeira; Brahimi, Corona e Galeno.
O FC Porto a entrar bem com o camaronês Aboubakar a aproveitar um bom momento de pressão coletiva para finalizar da melhor forma, aos 2 minutos de jogo.

O FC Porto quer implementar um bloco compacto, mas muito subido que vai envolver uma boa forma física e muita disponibilidade coletiva e que, neste encontro, causou muitas dificuldades à equipa de Guadalajara.
Os dragões com várias trocas posicionais, sempre à procura dos equilíbrios, mas com todos os jogadores a demonstrar que estão a assimilar os processos e que sabem o que fazer em cada momento do jogo.
Sérgio Conceição também a colocar Ricardo Pereira a médio direito após entrada de Maxi Pereira, mostrando a polivalência e qualidade deste jovem português.

Aos 38’, uma bela jogada coletiva com um lance ao primeiro toque e à base de “tabelinhas”, a ser cabeceado por Otávio após cruzamento de Herrera. Excelente primeira parte dos dragões.
Algo a evitar será o lance do golo dos mexicanos, onde a equipa virou as costas ao lance numa bola parada e onde o Chivas aproveitou a sua única jogada de perigo.

Fonte : FC Porto
Fonte : FC Porto

O segundo golo a nascer de um cruzamento rasteiro e um desvio de calcanhar para o segundo poste onde Fierro finaliza por baixo das pernas de Vaná. Um jogo totalmente diferente na segunda parte, com menor qualidade e onde as alterações se fizeram sentir tendo os dragões piorado. De qualquer das formas, fica uma excelente primeira parte dos dragões, onde dominaram a partida por completo e onde os princípios de pressão coletiva, ocupação de espaços, versatilidade e mobilidade estiveram bem presentes.

Como jogaram os reforços:
Ricardo Pereira: Não sabe jogar mal. Sempre muito disponível no ataque, fruto da sua velocidade e capacidade de entendimento com os colegas, e também a defender, sempre com boa capacidade de desarme e de leitura de jogo.

Hernâni: Jogo esforçado, mas sem conseguir dar ao jogo a sua velocidade e capacidade de 1×1. Está em fase de entrosamento com os novos colegas e, vindo de uma lesão, à procura de melhores índices físicos.

Aboubakar: Entrou a marcar, fruto da pressão alta do FC Porto, numa boa finalização. Sempre disponível para os seus colegas, a jogar bem de costas para a baliza, tendo de melhorar a capacidade de passe que ainda peca bastante.

Sérgio Oliveira: À semelhança do jogo contra o Cruz Azul, a entrar muito bem, com critério no passe e boa capacidade de desarme. Tem uma palavra a dizer no meio-campo portista a continuar com estas exibições.

Martins Indi: Exibição segura, sem comprometer por parte do defesa holandês, jogando simples e objetivo.

Galeno: Mais uma exibição em que não conseguiu entrar bem no jogo, estando sempre muito afastado da bola e a ser mal servido, fruto das várias alterações operadas pelo treinador.

Mikel: A fazer o que lhe competia numa fase onde o jogo se encontrava mais partido, dando consistência no meio-campo, fechando os espaços e a ser o primeiro elemento de condução.

Rafa: A ser ultrapassado no lance do segundo golo, não teve uma entrada feliz em campo, sentindo dificuldades em entrar no ritmo do jogo.

Vaná: Estreia com a camisola do FC Porto onde teve a infelicidade de sofrer um golo no primeiro remate concedido.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Que comecem os Jogos Mundiais

Cabeçalho modalidadesJá ouviste falar nos Jogos Mundiais? Provavelmente não, vou então explicar-te de forma simples o que são. Os Jogos Mundiais são os Jogos Olímpicos das modalidades não olímpicas. É uma competição em tudo igual aos Jogos Olímpicos e que, entre outras coisas, serve para avaliar algumas modalidades, para saber se devem dar o salto para a competição principal ou não. Apesar de não ser organizada pelo COI, este dá um grande contributo financeiro para a organização.

A edição deste ano é na Polónia, com base em Varsóvia, e começa já hoje, acabando a 30. Estarão 27 modalidades, mais quatro modalidades convidadas. Nesta competição, algumas vão ter a sua despedida, como a Escalada ou o Karate, que em 2020 estarão já em Tóquio. Outras modalidades como o Triatlo ou Rugby de 7 também já estão nos Jogos Olímpicos.

Portugal terá 20 atletas nesta competição, divididos por: Dança Desportiva (Telmo Madeira e Vanessa Ferrão), Ginástica Acrobática (Carolina Dias e João Martins), Ginástica de Trampolins (Inês Martins, Diogo Abreu, Diogo Ganchinho, Diogo Costa, João Saraiva, Mariana Carvalho e Nicole Pacheco), Ju-Jitsu (Ana Dias), Muaythai (Diogo Calado e Maria Lobo), Patinagem Artística (Daniela Sardinha, José Souto, Mariana Souto e Sebastião Oliveira) e Patinagem de Velocidade (Diogo Marreiros e Martyn Dias).

A comitiva portuguesa que vai para a Polónia Fonte: COP
A comitiva portuguesa que vai para a Polónia
Fonte: COP

Sou sincero, com pena minha, não conheço a grande maioria destes atletas, mas confio nas palavras de José Manuel Constantino, presidente do COP, o qual falou na possibilidade de os atletas portugueses alcançaram algumas medalhas. O meu desejo é que seja verdade.

Portugal participa na competição desde a sua primeira edição, em 1981, sendo a edição de 2017 a décima. Nas nove participações anteriores, só em 1997 não conseguimos trazer medalhas e temos, no total, 18 medalhas em desportos oficiais e duas em desportos de exibição. Estas medalhas estão divididas em cinco ouros, cinco pratas e oito bronzes, a que se junta uma prata e um bronze, nas modalidades de exibição.

Termino a lamentar que não seja possível acompanhar os Jogos Mundiais na televisão em Portugal, ao contrário da maioria dos países, principalmente os em que existe desporto e não apenas futebol. Desejo, ainda, boa sorte a toda a comitiva portuguesa que vai à Polónia, e que nos consigam deixar ainda mais orgulhosos do que já deixam.

Foto de Capa: Jogos Mundiais

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

FC Famalicão 0-0 SC Braga B: Sinal mais na apresentação

Cabeçalho Futebol NacionalO Futebol Clube Famalicão recebeu hoje o Sporting Braga B no jogo de apresentação aos sócios. A primeira parte foi de domínio famalicense, enviando duas bolas à barra da baliza de Filipe, por Mickael Thuíque e Jaime Poulson e tendo outro remate forte de Wilian da esquerda, para defesa apertada, para canto do guardião bracarense, sendo que a equipa de João Aroso não teve oportunidades de golo na primeira metade.

Na segunda parte, e fruto das muitas alterações efetuadas pelos dois técnicos, o jogo mudou e o Braga B teve maior ascendente, tendo inclusive uma bola ao poste após remate de Idelino Ié, um remate forte dentro de área de Namora para intervenção de grande qualidade de Gabriel e uma cabeçada de Leandro para nova defesa do guardião canarinho do Famalicão, tendo a equipa da casa respondido com um remate à meia-volta de Thuíque para defesa de Ricardo Velho e outro remate de Andersson, reforço anunciado hoje pelo Famalicão depois de período à experiência, para defesa segura de Velho.

Fonte: FC Famalicão
Fonte: FC Famalicão

Empate a zeros no final da partida, o Famalicão prossegue a preparação do 1º jogo oficial, domingo frente ao Santa Clara, para a Taça da Liga e os reforços que mais se destacaram no jogo de apresentação foram os brasileiros Wilian e Thuíque, os dois titulares e os principais agitadores do ataque famalicense e Zé Pedro, central vindo do Covilhã, deixando água na boca dos adeptos que hoje fizeram uma boa moldura humana no Estádio Municipal de Famalicão.