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Portugal faz o pleno e conquista etapa da Nazaré

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Novo jogo, nova vitória e nova conquista. No último jogo da segunda etapa da liga europeia, Portugal derrotou a Itália por 8-5 e conquistou a etapa realizada nos areais da Nazaré, superando a Suíça, Espanha e Ucrânia.

Ao contrário do que acontecera nos últimos dois jogos, foi Portugal a entrar melhor, tendo mais tempo de posse de bola e desde cedo procurou testar o guarda-redes italiano. Por isso, não é de estranhar que o primeiro golo chegasse cedo. Bastaram dois minutos. Num lance de contra-ataque iniciado e terminado por Coimbra, pelo meio com assistência de Zé Maria, o número dois português fez o 1-0. Logo a seguir, Coimbra voltou a ter uma grande oportunidade para marcar, mas Del Mestre impediu novo golo.

A melhor entrada na areia estava confirmada, mas a Portugal não estava satisfeito e depois do golo de Coimbra, os lances de perigo iam-se acumulando, assim como, as defesas de Mestre. Só aos cinco minutos de jogo, a Itália deu um ar da sua graça devido a um remate em zona perigosa de Marinai, que Andrade defendeu.

Os minutos passavam e a seleção portuguesa ia dominando o jogo a seu prazer, não permitindo saídas perigosas à Itália. Todavia, aos sete minutos de jogo, penalti a favor dos transalpinos por falta de Madjer sobre Gori. O próprio encarregou-se de marcar a grande penalidade e com um remate para o centro da baliza fez o empate.

Antes do início do jogo, o Município da Nazaré recebeu uma bola do Mundial de 2015 como sinal de agradecimento pelo acolhimento da Euro Beach Soccer e a sua excelente organização. Fonte: Nazare Beach Events
Antes do início do jogo, o Município da Nazaré recebeu uma bola do Mundial de 2015 como sinal de agradecimento pelo acolhimento da Euro Beach Soccer e a sua excelente organização.
Fonte: Nazare Beach Events

A seleção italiana chega ao empate quase como por acaso, pois pouco ou nada tinha feito para merecer marcar. Porém, a resposta não se fez esperar e a pouco mais de três minutos do final, lance bonito da seleção portuguesa finalizado com um remate acrobático de Madjer para defesa apertada de mestre. Estava dado o aviso, pois, não marcou à primeira, marcou à segunda. Numa jogada praticamente igual à anterior, Alan assistiu Madjer que, de primeira, atirou para o segundo de Portugal.

Mesmo na dianteira, ainda haveria mais para festejar antes do final da primeira parte, visto que, a vinte e três segundos da pausa, contra-ataque de Itália parado por Coimbra que passou para João Gonçalves, herói do dia anterior, que ao ver Alan solto, colocou-lhe a bola e o experiente jogador português disparou para o fundo das redes de italianas.

Finalizado o primeiro período, Portugal vencia sem qualquer tipo de contestação por 3-1, tendo, possivelmente, efetuado os seus melhores doze minutos desta etapa europeia de futebol de praia. A Itália pouco ou nada conseguiu fazer, chegando ao golo através de uma grande penalidade.

Foto de Capa: Beach Soccer Worldwide

GP Áustria: A história de um arranque perfeito

Cabeçalho modalidadesSebastian Vettel avisou e a Mercedes cumpriu: os “flechas de prata” eram favoritos na Áustria. Valtteri Bottas ganhou a pole-position e concretizou essa vantagem com uma vitória na corrida.

O finlandês da Mercedes beneficiou de uma bandeira amarela nas últimas voltas da sessão de qualificação, que impediu os adversários directos de melhorarem os seus tempos. Logo a seguir, Vettel ficou a menos de um segundo e Hamilton foi o terceiro mais rápido. Contudo, o inglês foi penalizado em cinco lugares por ter trocado de caixa de velocidades – saiu de oitavo -, Raikkonen subiu à terceira posição da grelha.

Valtteri Bottas arrancou incrivelmente bem e deixou suspeitas de que teria queimado o arranque. A FIA investigou e a conclusão foi fantástica: o piloto da Mercedes demorou 0.201s a reagir aos semáforos. Números entusiasmantes para qualquer fã da F1 e para o próprio Bottas, que foi peremptório – “foi o arranque da minha vida”.

A primeira curva do circuito austríaco é famosa por causar acidentes e o GP de 2017 não foi excepção. Um Kvyat muito pouco cauteloso colidiu com Alonso, que acabou por levar Verstappen consigo. O resultado foi o abandono do McLaren e do Red Bull, enquanto que o Toro Rosso foi penalizado com um drive through. Prova demasiado azarada para Fernando Alonso, que depois de pontuar pela primeira vez no Azerbaijão tinha dito ao longo da semana que os pontos eram, a partir de agora, um objectivo normal. Já Max Verstappen abandona pela quinta vez em sete corridas e desilude todos os seus entusiastas, que acreditavam numa época de consagração do promissor holandês.

Kimi Raikkonen voltou a fazer uma corrida insossa, repleta de erros, e não conseguiu salvaguardar o lugar no pódio nem tão pouco defender-se de Lewis Hamilton. Ricciardo aproveitou a inércia do piloto da Ferrari e subiu a terceiro para não mais sair; Hamilton aproveitou a paragem do finlandês e conquistou a quarta posição. Raikkonen não foi capaz de fugir deste impasse e apesar de ter estado próximo do Mercedes em algumas ocasiões, acabou por se resignar ao quinto lugar.

Vettel ficou em segundo e consolidou a liderança na classificação geral Fonte: Ferrari
Vettel ficou em segundo e consolidou a liderança na classificação geral
Fonte: Ferrari

Já Hamilton almejava um lugar no pódio – mal menor depois de ter saído de oitavo. O piloto da Mercedes chegou a estar lado a lado com Ricciardo, na penúltima volta, mas o australiano resistiu e ficou mesmo nos três primeiros. Mais uma grande corrida para Ricciardo e uma óptima posição para a Red Bull; depois da vitória em Baku, um terceiro lugar em Spielberg. O jovem piloto tem compensado os desaires de Verstappen e mostra-se um nome a ter em conta em todos os GPs.

E se na luta pelo último lugar do pódio a Mercedes não conseguiu levar a melhor, na luta pela vitória na corrida a história foi diferente. Valtteri Bottas liderou desde o primeiro segundo e só se preocupou verdadeiramente com Vettel nas últimas voltas. O actual líder da geral subiu o ritmo, colocou-se ao ataque, abriu o DRS e animou a recta final da etapa austríaca. Chegou a estar a 1,7s de Bottas mas o finlandês não deu hipótese: não só não admitiu nenhuma verdadeira tentativa de ultrapassagem, como se manteve constante e sem erros, conquistando meritoriamente o primeiro lugar.

Nota positiva para a Williams, que depois de uma péssima qualificação conseguiu ter os dois carros nos pontos. Depois do pódio de Stroll no Azerbaijão, a equipa volta a ter motivos para ficar contente com a sua prestação. Apesar do terceiro lugar de Ricciardo, a Red Bull voltou a ver Verstappen a desistir e a ficar fora dos pontos. O piloto holandês prometeu mais e esta época está a ser desastrosa. Sergio Perez e Sebastian Ocon voltaram a acabar a corrida seguidinhos, neste que foi um fim-de-semana mais calmo para a dupla da Force India. Nota ainda para a excelente prestação de Grosjean, que levou para casa o sexto lugar e a melhor posição do ano para a Haas.

Hamilton foi quarto, Vettel foi segundo: o alemão volta a distanciar-se e tem agora um fosso de 20 pontos que o separa do inglês. Desta vez a espera é mais curta – a F1 regressa já no próximo fim-de-semana, de 14 a 16 de Julho, com o Grande Prémio do Reino Unido.

Foto de Capa: Valtteri Bottas

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

2017/18: A Temporada de Óliver Torres?

fc porto cabeçalhoÓliver Torres, para além de ser o segundo futebolista mais caro de sempre em Portugal, é também um dos mais geniais jogadores da história recente do FC Porto. O pequeno espanhol parece ter sido parado na sua evolução pelo “kick and rush” imposto por Fonte: Página do Facebook de Oliver Torres mas, com um treinador capaz de potenciar as suas qualidades este pode, no futuro, figurar entre os jogadores mais caros a transferir-se do futebol português.

Óliver é, atualmente, o potencial melhor médio da Liga NOS. A sua capacidade para ler o jogo, decidir em função do mesmo e executar com precisão, não tem par no campeonato português. O espanhol vê mais e mais rapidamente do que qualquer outro futebolista a atuar em Portugal e, com a sua capacidade de passe, consegue quebrar linhas com uma tremenda facilidade. É ele o motor do momento ofensivo do FC Porto, a “casa de máquinas” do meio campo azul e branco, o homem pelos pés de quem passa todo o jogo ofensivo da equipa. O que lhe falta em capacidade física, entenda-se, atlética, sobra-lhe em capacidade para perceber tudo o que se passa em seu redor e posicionar-se de forma a antever as mais diversas situações de jogo.

Fonte: Página do Facebook de Oliver Torres
Fonte: Página do Facebook de Oliver Torres

Porém, Óliver precisa de um modelo de jogo que privilegie o seu jogar, entenda-se, com foco na organização em posse e na tomada de decisão. Com Nuno Espírito Santo e o seu futebol demasiado direto e privilegiando os duelos individuais em todas as zonas do terreno de jogo, o pequeno génio espanhol foi perdendo a sua influência na equipa e no futebol praticado pelo FC Porto. Deixou de ser ele quem pautava o ritmo do jogo, deixou de ser ele a ligar o jogo ofensivo da equipa, em suma, desapareceu a “casa de máquinas” do meio campo do FC Porto. Muitos afirmam que Óliver esteve aquém do potencial que lhe é reconhecido quando, na verdade, o que se verificou foi uma significativa incompatibilidade entre as caraterísticas do jogador e o modelo de jogo (se é que pode dizer-se que o FC Porto de Nuno Espírito Santo tinha um modelo de jogo definido) preconizado pelo seu treinador.

CS Marítimo: Contratações cirúrgicas para agarrar a Europa

Cabeçalho Futebol NacionalO CS Marítimo volta a alimentar grandes expectativas para a nova temporada, depois do bom trabalho desenvolvido, e por isso mesmo as movimentações do plantel são seguidas ao pormenor. O defeso é altura de otimismos excessivos e pessimismos desmesurados e enquanto alguns adeptos aplaudem as caras novas, outros olham com desconfiança para os nomes apresentados. Já é conhecida grande parte da equipa para 2017/18 e o clube madeirense tem o plantel praticamente selado, salvo eventuais saídas ou boas oportunidades de negócio que possam surgir até ao fecho do período de transferências.

Depois de uma época impressionante, fruto da milagrosa recuperação orquestrada por Daniel Ramos – os insulares somavam quatro derrotas nas cinco primeiras jornadas, sob o comando de Paulo César Gusmão – o plantel verde-rubro deu nas vistas e o treinador perdeu alguns dos jogadores nucleares na campanha transata, que culminou com o sexto lugar.

Dyego Sousa, que falhou grande parte da temporada devido a um castigo pesado, acabou, mesmo assim, como o melhor marcador dos madeirenses, com oito golos em 21 jogos. Em final de contrato, o possante avançado brasileiro foi o primeiro a conhecer o seu destino, ao chegar a acordo com o SC Braga. Para a cidade dos arcebispos seguiram também mais dois titulares praticamente indiscutíveis: o médio Fransérgio, capitão de equipa, e o central goleador, Raúl Silva, segundo melhor marcador com sete golos. Aos dois jogadores restava ainda mais um ano de contrato com o Marítimo, pelo que as transferências renderam algum lucro aos cofres maritimistas, além de contrapartidas em futuros negócios e a cedência definitiva de três jogadores bracarenses – João Gamboa, Piqueti e Rodrigo Pinho.

Também habituais titulares, Patrick Vieira e Alex Soares foram outras saídas importantes, ambos em final de contrato. O lateral brasileiro assinou pelo SL Benfica, para ser emprestado ao Vitória FC, enquanto o médio lisboeta terminou a ligação de seis anos aos insulares e rumou ao AC Omonia Nicósia. Para além destes, Deyvison, terceira opção no eixo defensivo, e Xavier, segunda escolha na ala esquerda do ataque, foram outras caras que se despediram dos Barreiros – prosseguirão a carreira no FC Arouca e FC Paços de Ferreira, respetivamente – tal como Djoussé e Brito, pouco utilizados por Daniel Ramos.

Para garantir um plantel competitivo e satisfazer os desejos do treinador – que Carlos Pereira quer manter a todo o custo – o Marítimo tem estado bastante ativo na presente janela de transferências. Depois das possibilidades de Danny, Víctor García, Saleh Gomaa ou Wilson Eduardo, estes são os que efetivamente chegaram e que contam, pelo menos por agora, para o treinador dos madeirenses.

Wimbledon ATP: Rescaldo da primeira semana

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Cabeçalho modalidadesFoi uma primeira semana sem grandes surpresas na vertente masculina do torneio, excepto a eliminação de Stanislas Wawrinka na primeira ronda frente a Medvedev. Mas mesmo a derrota do suíço não foi assim tão surpreendente tendo em conta as suas dificuldades históricas na superfície e os bons resultados do seu rival em relva nos torneios que antecederam Wimbledon.

Federer e Nadal avançaram para a quarta ronda sem quaisquer dificuldades, não cedendo um único set até à data. Djokovic também ainda não cedeu nenhum set e parece estar de volta a um grande nível depois de ter ganho em Eastbourne na semana que antecedeu o torneio. O campeão em título Andy Murray teve algumas dificuldades contra Fognini na terceira ronda, mas também continua em prova, assim como finalista vencido da edição anterior Milos Raonic, que esteve à beira de ficar 0-2 abaixo contra Youzhny. Além de Wawrinka, o único top 10 a ser eliminado até à data foi Kei Nishikori, que perdeu contra Bautista Agut na terceira ronda.

Na quarta ronda, Federer vai enfrentar Dimitrov, num duelo sempre muito aguardado mas no qual Federer é o claro favorito; Nadal enfrenta Muller, um jogador em excelente forma e sempre perigoso em superfícies rápidas e que já derrotou Nadal em Wimbledon (2005). Djokovic enfrenta o surpreendente Mannarino e Murray joga contra Benoit Paire. Em princípio, os quatro primeiros cabeças-de-série todos marcarão presença nos quartos de final, mas com a excepção do encontro de Djokovic não se esperam facilidades.

Fonte: Facebook Oficial de Wimbledon
Fonte: Facebook Oficial de Wimbledon

Os encontros que não envolvem os quatro primeiros cabeças-de-série prometem ser ainda mais interessantes; Thiem vs Berdych, Zverev vs Raonic e Querrey vs Anderson são três encontros 50-50 e em que os vencedores terão armas para ir mais longe. Estamos a falar de dois finalistas deste torneio (Raonic e Berdych), dois dos jovens mais promissores do circuito (Thiem e Zverev) e dois grandes servidores que já mostraram ser capazes de derrotar jogadores de topo em grandes torneios, Querrey fê-lo aqui mesmo contra Djokovic no ano passado. O encontro menos interessante da ronda parece ser Cilic vs Bautista Agut, esperando-se uma vitória relativamente fácil do croata. Mas Cilic não é conhecido pela sua consistência, pelo que nunca se sabe.

Espera-se uma grande segunda semana em Londres; Federer permanece o ligeiro favorito ao título, mas o que não falta é concorrência num dos Grand Slams mais abertos dos últimos anos.

Foto de Capa: Facebook Oficial de Wimbledon

 

Duelo de bicicletas termina com vitória portuguesa

Cabeçalho modalidades

Num jogo digno de qualquer Tour de France, tantas foram as bicicletas que resultaram em golo, Portugal conseguiu inverter uma desvantagem de 4-1 e a dois segundos do final da primeira parte do prolongamento, João Gonçalves deu a pedalada decisiva e fixou o resultado final em 7-6, garantindo mais uma vitória lusa nesta etapa da liga europeia de futebol de praia que decorre nos areais da Nazaré.

A Suíça entrou melhor e logo ao início, recuperação de bola a meio campo e após um pontapé de bicicleta de Stankovic, Steinemann, solto ao segundo poste, abriu o ativo. Aos três minutos primeiro de jogo, surgiu o sinal de perigo português. Ricardinho rematou e esteve muito perto de marcar. Pouco depois, Ott, com uma bicicleta, ficou perto do 2-0.

Os minutos iam passando e o jogo não estava fácil para Portugal. O equilíbrio era uma nota presente, embora a seleção vice-campeã europeia fosse começando a ficar ligeiramente por cima.

A meio do primeiro tempo, Portugal esteve muito perto do empate, mas depois de um pontapé de bicicleta de Madjer, Spacca tirou o pão da boca aos jogadores lusos. Com pouco mais de um minuto para jogar e a partir de um lance algo inocente, Stankovic esteve perto de aumentar a vantagem suíça ao enviar um pontapé de bicicleta ao poste esquerdo da baliza portuguesa.

Terminado o primeiro período do jogo, teoricamente, mais difícil para Portugal nesta etapa da liga europeia, a Suíça ia vencendo por 1-0. No entanto, o empate talvez fosse o resultado mais justo, visto que, os comandados de Mário Narciso foram que tiveram mais oportunidades para marcar.

Na segunda metade, voltou a ser a Suíça voltou a entrar melhor, com mais tempo de posse de bola atacante e com mais oportunidades para ampliar o score. Exemplo disso foi o livre-direto que Stankovic não conseguiu converter, resultante de um corte com a mão de Zé Maria. Pouco depois, Mo, com um grande remate, obrigou Andrade a uma defesa para a fotografia. Todavia, depois de várias tentativas e em virtude de um penalti cometido por Madjer, os suíços conseguiram aumentar a vantagem com um golo de Steinemann.

Portugal via-se numa situação complicada, visto que, não estava a conseguir fazer uma grande exibição nem responder aos dois golos forasteiros. Contudo, Madjer teve uma oportunidade de livre direto para inverter o rumo dos acontecimentos, mas Valentin conseguiu defender o remate do capitão português. O jogo poderia ter ficado ainda mais incómoda quando, aos dezassete minutos, após uma bela jogada coletiva, Ott, com um remate de primeira, ficou a centímetros dos 3-0.

Madjer esteve em grande ao marcar por três vezes Fonte: Nazare Beach Events
Madjer esteve em grande ao marcar por três vezes
Fonte: Nazare Beach Events

O tempo e os calafrios iam passando e seleção não conseguia marcar, mas num instante de jogo, Torres antecipou-se a Stankovic e tirou-lhe a bola. Apenas com o guarda-redes contrário pela frente, o próprio Torres quase ia perdendo o lance, mas com alguma sorte à mistura, reduziu a desvantagem. Superioridade que poderia ter sido anulada logo a seguir, mas Zé Maria não conseguiu converter um livre numa posição bastante privilegiada.

À entrada para os dois últimos minutos deste período, novo livre-direto para Portugal que Valentin defendeu e na recarga, Ricardinho, atirou a bola em direção da baliza, mas um ressalto na areia dirigiu o esférico para fora das quatro linhas. No seguimento da jogada, Valentin, com um remate da sua área, aumentou para 3-1. Enorme balde de água fria para todos os presentes no estádio do Viveiro que, após quase terem festejado o golo do empate, viram a Suíça a ampliar a diferença.

Finalizado mais um período, a Suíça continuava na frente, desta feita, por 3-1. Resultado que correspondia com o que ia acontecendo na areia. Contudo, não fossem as próprias caraterísticas da modalidade e, talvez, o resultado fosse outro.

O derradeiro período teve um inicio igual aos precedentes e aos trinta segundos, após uma bela jogada coletiva da Suíça, o matador Stankovic, novamente de bicicleta, aumentou para 4-1. Portugal respondeu e pouco depois, Andrade, com um remate de longe, ficou muito perto de reduzir o marcador. Passados alguns segundos, novo livre em zona frontal para seleção nacional, devido a uma falta de Stankovic sobre Madjer. O número sete não desperdiçou a oportunidade e com um remete fortíssimo reduziu para 4-2.

O Exemplo Nuno Dias

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O Futsal leonino é neste momento o melhor refúgio de alegria para qualquer Sportinguista. A preponderância da equipa é indiscutível, o seu historial esmagador. Há quem considere tratar-se do melhor plantel da história do clube e, subjectividades à parte, não podemos andar muito longe disso. Depois a estrutura: elemento mítico. Sente-se bem a solidez da estrutura da modalidade, tão essencial para a manutenção deste ciclo hegemónico. A caracterização da pirâmide fecha-se com a figura chave deste projecto.

Despertou para a alta competição aos comandos do Instituto D. João V e o seu trabalho valeu-lhe uma passagem pela Rússia, integrando a equipa técnica do CSKA. Mais tarde, em 2012, iniciava a primeira de todas as épocas que já soma enquanto Treinador da equipa de Futsal do Sporting. E a síntese não podia ser mais esclarecedora: em cinco épocas, Nuno Dias ajudou a equipa Leonina a conquistar por quatro vezes o campeonato Nacional, acrescentando mais algumas Taças ao Palmarés. Mas distribua-se a justiça. A dimensão deste sucesso também dependeu da qualidade dos jogadores que têm estado ao serviço do Sporting. Mas há algo realmente genial na representação de Nuno Dias, que vai fazendo de si um Treinador completo e que ultrapassa o patamar da análise técnica.

Nuno Dias tem sido sinónimo de títulos no Sporting Fonte: Sporting Clube de Portugal - Futsal
Nuno Dias tem sido sinónimo de títulos no Sporting
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futsal

Acima de tudo falo da postura. É neste ponto ético que identifico a grande vantagem de ter um Treinador como este. Nos momentos de derrota, que, embora não sendo muitos, sempre vão aparecendo, não lhe encontramos no discurso grandes culpabilizações alheias. E depois há a forma. O jeito de explicar as coisas e que as vão tornando mais verdadeiras. Um exemplo recente: no último play-off que ditou a vitória no campeonato, a equipa do Sporting perdia 2-0 em Braga. Na sua primeira pausa técnica, e perante a perigosidade do resultado, Nuno Dias perguntou apenas uma coisa aos seus jogadores: “vamos jogar?”. Isto mesmo. Como se durante aqueles minutos de jogo o Sporting não tivesse ido a jogo. E não é fácil fugir dos ânimos e arrefecer a eloquência num momento como aqueles. Eu, como adepto, fiquei orgulhoso e pensei que aquele discurso minimalista foi um hino à psicologia desportiva.

Quase no final deste texto retenho outra ideia. A de que talvez seja fácil demais falar bem quando as coisas desportivamente também correm bem. Mas o importante é ter um Treinador destes junto à linha de jogo e um exemplo único dentro da nossa própria casa.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Portugal 2-2 Suécia: Alma lusitana impede vitória sueca

Cabeçalho Seleção NacionalEste jogo pouco ou nada decidia em relação ao posicionamento no que diz respeito à continuidade em prova tanto de uma equipa como de outra (Portugal já tinha a liderança do grupo assegurada enquanto a formação da Suécia tinha a última posição e a eliminação na fase de grupos já confirmada) logo Hélio Sousa optou por dar oportunidade a jogadores pouco utilizados nos jogos anteriores de poderem mostrar o seu valor e provarem se são alternativas válidas ao núcleo duro que habitualmente jogam no XI inicial.

Tirando alguns jogadores escalados pelo técnico português, a maioria dos escolhidos cumpriram a sua estreia neste campeonato europeu deste escalão. Mesmo assim, o começo não revelou grande falta de entrosamento nos atletas nacionais, conseguindo Portugal um bom começo no jogo, criando algumas boas situações para marcar mas não introduzindo a bola na baliza contrária. Ao invés, foi a formação nórdica que marcou e abriu o marcador aos 43 minutos, através de um golo de Gyokeres. Foi, portanto, uma primeira parte onde o volume de jogo agradou mas o resultado era negativo.

Portugal já tinha garantido a passagem às meias-finais no jogo frente à República Checa Fonte: UEFA
Portugal já tinha garantido a passagem às meias-finais no jogo frente à República Checa
Fonte: UEFA

No segundo tempo, Portugal continuou a atacar a baliza de Johansson, mas mais uma vez foi a Suécia a marcar, aos 61 minutos de jogo, por intermédio de Karlsson, que tinha acabado de entrar em campo. Uma entrada brilhante do jogador sueco em campo, que fez o segundo golo para a sua equipa mal entrou no relvado e deixou os nórdicos mais próximos de garantir os seus primeiros três pontos na competição. Este golo parecia ser um rude golpe nas nossas aspirações, mas Rafael Leão aos 70 minutos e João Filipe aos 87 minutos conseguiram ainda empatar o encontro a duas bolas.

Foi um jogo onde os golos não faltaram e onde houve bastante emoção, com natural destaque para a grande recuperação nos últimos 20 minutos, com a entrada de algumas das principais figuras em campo e onde conseguimos pelo menos evitar a derrota.

Nas meias-finais, iremos jogar com o segundo classificado do grupo B, que apenas termina amanhã.

Foto de Capa: UEFA

André Gomes: o que se passou?

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Cabeçalho Liga Espanhola

André Gomes é, por estes dias, um dos nomes menos consensuais no futebol europeu. Ainda que os seus treinadores da época passada – Luis Enrique e Fernando Santos – tenham confiado no médio português mesmo com as pressões exteriores para não utilizarem Gomes, os adeptos não hesitam em fazer do português a ovelha negra do Barça e da seleção das quinas. Mas o que terá acontecido para esta descredibilização?

Em primeiro lugar, importa perceber o que mudou. O médio mudou-se há um ano de Valencia para a Catalunha e, logo aí, a exigência aumentou. No Barça, o internacional português nunca se conseguiu impor verdadeiramente, apesar de ter acumulado 43 jogos e de ter marcado três golos.

Luis Enrique nunca abdicou dos seus serviços, chegando a relegar Ivan Rakitic para o banco de suplentes. Na Catalunha foram várias as vozes de protesto contra André Gomes, o que pode ter abalado a sua confiança.

André Gomes continua longe de ser um nome consensual Fonte: FC Barcelona
André Gomes continua longe de ser um nome consensual
Fonte: FC Barcelona

Na seleção nacional, a história é outra. Fernando Santos tem insistido na sua utilização nos corredores, principalmente o esquerdo, afastando-o da zona onde pode, realmente, mostrar todo o seu futebol. É notório que Gomes não se sente confortável na posição de interior esquerdo, condicionando muito o seu jogo. Aliado à falta de confiança que o internacional português pode estar a atravessar, é natural que o seu futebol não esteja a ser potencializado ao máximo.

André Gomes ainda é jovem, tem apenas 23 anos. Para já, a sua primeira temporada ao serviço dos culés não correu de feição e na seleção nacional também não tem tido um rendimento condizente com a sua qualidade.

Seja no Barcelona ou em outro clube – interessados, aparentemente, não faltam – o médio vai bem a tempo de voltar a exibir o nível que o fez ganhar notoriedade em Valencia e transferir-se para um dos melhores clubes do mundo.

Foto de Capa: FC Barcelona

Wimbledon: Sem Pliskova e Kvitova, quem poderá vencer?

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Cabeçalho modalidades

Chegada ao final a primeira semana da vertente feminina de Wimbledon, pode dizer-se que as surpresas não têm sido a nota dominante da competição. A grande maioria das cabeças de série mantêm-se em prova e, até ao momento, não há uma tenista que se destaque de sobremaneira de modo a poder ser apontada como a principal candidata à conquista do torneio.

A principal surpresa até ao momento foi a eliminação de Karolina Pliskova, dada por muitos como a principal candidata à conquista de Wimbledon. Logo na segunda ronda a checa não resistiu a Magdalena Rybarikova, número 87 do ranking WTA, que este ano já venceu 16 dos 17 encontros disputados em relva. Pliskova voltou a mostrar que, pese embora a agressividade do seu primeiro serviço e da sua pancada de direita, a relva de Wimbledon (torneio no qual nunca avançou para além da segunda ronda) tende a não trazer à tona o seu melhor ténis.

Pliskova nunca conseguiu passar da segunda ronda Fonte: Karolina Pliskova
Pliskova nunca conseguiu passar da segunda ronda
Fonte: Karolina Pliskova

Do lado das surpresas destaque ainda para Petra Kvitova, bicampeã de Wimbledon e dada por muitos como a provável darkhorse da competição que, também na segunda ronda do torneio, caiu às mãos da norte-americana Madison Brengle por 6-3, 1-6 e 6-2.

Foto de Capa: Wimbledon