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FC Porto 1-0 SC Braga: Aliança cafetera a dar vitória apertada no Dérbi do Norte

A CRÓNICA: PRESSÃO NA PRIMEIRA PARTE A DAR DOMÍNIO E GOLO DA VITÓRIA 

Ambos falharam o seu principal objetivo a meio da semana nas competições europeias, e ambos protagonizaram a partida-cartaz da 14.ª jornada da Primeira Liga 2021/2022. FC Porto e SC Braga encontraram-se no Estádio do Dragão, numa fresca noite de domingo na cidade Invicta.

Os visitantes começaram a partida sem quase tocar na bola durante os primeiros quinze minutos, mas foi ao passar dessa marca que criaram a primeira grande oportunidade de golo. Bruno Rodrigues quebra a defesa da casa com um passe vertical para Moura, que tinha fletido ligeiramente para o centro, com o jovem português a depois acertar no poste da baliza defendida por Diogo Costa.

Mas onde apareceu fumo, rapidamente chegou o bombeiro Luis Díaz para impedir que qualquer chama se propagasse verdadeiramente. O endiabrado colombiano abriu o marcador depois de grande abertura de Uribe, sobrando-lhe apenas Matheus pela frente. Uma chapéu ao brasileiro, e o 1-0 no Dragão.

E sem grandes chegadas à área contrária, salvo remates de longe e lances de bola parada, ficou assim fechada a primeira metade do Dérbi do Norte. Um FC Porto bem superior, com o SC Braga a tentar reagir depois do golo, mas a ter muitas dificuldades em segurar a bola durante período contínuos de jogo.

Os guerreiros foram lentamente crescendo na partida, aproveitando também um descer das linhas adversárias, até que pareciam mais no domínio dos acontecimentos ao passar do minuto 70. Ricardo Horta teve nos seus pés uma oportunidade de ouro para empatar, mas rematou, dentro da área, ligeiramente ao lado.

Os 22307 adeptos no Estádio do Dragão pediam mais, com uns minutos de maior apoio a seguirem-se.

O FC Porto subiu na partida, antes de se voltar a deixar sofrer nos minutos finais. Mas as redes das balizas do Estádio do Dragão não voltaram a abanar. Os azuis e brancos fizeram o golo nuns primeiros 45′ absolutamente dominantes, com os guerreiros a não aproveitarem uma segunda metade mais dividida.

A FIGURA

FC Porto SC Braga Luis Díaz
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luis Díaz – já faz lembrar a frase na célebre camisola de Mario Balotelli “Why always me?” (excluindo a parte da vitimização). A resposta é simples: porque é o melhor. Já não há palavras para descrever a qualidade do cafetero que não tenham sido usadas em excesso, e por isso não vale muito a pena tentar. É só o melhor jogador em Portugal, e um dos melhores da última década do futebol português.

O FORA DE JOGO

FC Porto SC Braga Paulo Oliveira
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Paulo Oliveira – o central português chegou ao SC Braga como sendo um potencial reforço de qualidade para a defesa minhota, mas a verdade é que não tem tido garnde

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Num desenho tático poucas vezes visto no FC Porto de Sérgio Conceição, a equipa da casa apresentou-se no clássico 4-3-3.

Uribe era o trinco, com Vitinha e Grujic. Sem bola, este posicionamento, com como as claras indicações para o bloco defensivo estar compacto na largura, os dragões forçavam os guerreiros para as zonas laterais do campo, onde aí caíam com grande intensidade – provocando quase sempre a recuperação ou, pelo menos, perda de bola por parte do adversário.

Wendell e João Mário pressionavam alto nos defesas-alas contrários, forçando os centrais a terem que sair à marcação de dois médios-ofensivos/extremos, com Uribe muitas vezes a baixar para o meio dos defesas de modo a cobrir o avançado bracarense. Uma estratégia defensiva arriscada, mas que colheu frutos.

Já com bola, Uribe aproximava-se novamente mais dos centrais, com Vitinha a abrir na esquerda – permitindo a alternância entre movimentos interiores ou mais abertos de Wendell e Luis Díaz, que alternavam bastante o seu posicionamento base. Otávio na direita fletia também para o centro, com a largura a estar, naturalmente, entregue a João Mário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)

João Mário (6)

Pepe (-)

Mbemba (6)

Wendell (5)

Matheus Uribe (7)

Grujic (6)

Vitinha (7)

Otávio (5)

Luis Díaz (8)

Evanilson (5)

SUBS UTILIZADOS

Fábio Cardoso (5)

Zaidu (5)

Sérgio Oliveira (5)

Mehdi Taremi (6)

Corona (-)

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Já o SC Braga de Carlos Carvalhal manteve o seu habitual esquema tático que varia entre o 3-4-3 e o 4-2-3-1. A troca surge quando o central pela esquerda – Bruno Rodrigues na primeira metade e Tormena na segunda – aparece mais como um lateral-esquerdo, a abrir na largura e a ajudar mais o ataque, com o defesa-ala desse lado – Francisco Moura – a adiantar no terreno para funcionar como extremo aberto.

Defensivamente, o SC Braga passou a grande parte da partida em 5-4-1, num bloco médio que não tentava pressionar muito em cima. Conseguiu manter quase sempre o perigo longe, com uma linha defensiva bem povoada.

As dificuldades surgiram quando, principalmente na primeira metade, a equipa tinha que ter bola. A pressão sufocante do FC Porto, bem como a presença de três médios impedia a progressão bracarense pelo meio, enquanto que os visitantes tinham grandes dificuldades quando a bola entrava nos seus jogadores mais abertos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (5)

Tormena (4)

Paulo Oliveira (3)

Bruno Rodrigues (5)

Fabiano (4)

Al Musrati (6)

André Horta (5)

Francisco Moura (5)

Piazón (4)

Ricardo Horta (5)

Abel Ruiz (3)

SUBS UTILIZADOS

Guilherme Soares (6)

Yan Couto (6)

Vitinha (6)

Chiquinho (5)

Gorby (5)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Não foi possível fazer questões ao técnico do FC Porto Sérgio Conceição

SC Braga

Não foi possível fazer questões ao técnico do SC Braga Carlos Carvalhal

GP Abu Dhabi: Porque não pode haver dois… Max Verstappen é o novo campeão do Mundo!

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A CORRIDA: ÉPOCA LENDÁRIA DE FÓRMULA 1 DECIDE-SE NA ÚLTIMA VOLTA

Fonte: Formula 1

Depois de 21 rondas absolutamente memoráveis, a temporada de 2021 de Fórmula 1 resumia-se a 58 voltas ao traçado de Yas Marina, em Abu Dhabi. Na “pole”, Max Verstappen (Red Bull) – o “challenger”, destemido e talentoso holandês de 24 anos, nascido na Bélgica filho de pais “automobilistas”, e que procurava a sua estreia no panteão dos campeões.

Atrás dele, “Sir” Lewis Hamilton. Incontestavelmente uma das figuras maiores da modalidade, reconhecido dentro e fora de pista pela tenacidade com que, das origens modestas em Stevenage, chegou ao topo do mundo do desporto, no Reino Unido sua casa e além-fronteiras. Não só pelos sete títulos justamente conquistados (ter o melhor carro por si só não é suficiente, argumentará), mas também pelo trabalho desenvolvido em campanhas sociais de inclusão, igualdade e justiça.

Campeão de Abu Dhabi é o Max Verstappen

A última ronda do ano marcava também momentos de despedida e mudança. Kimi Räikkönen (Alfa Romeo) dizia adeus ao desporto 348 corridas depois da sua estreia na Sauber Petronas, enquanto o seu colega de equipa e amigo Antonio Giovinazzi fazia também a sua última partida antes de rumar à Formula E. George Russell (Williams) pilotava pela última vez o carro branco antes de rumar à Mercedes, tomando o lugar de Valtteri Bottas (Mercedes), que iria ocupar a vaga do seu compatriota Räikkönen. Ainda antes da corrida, más notícias para Nikita Mazepin (Haas), que se via arredado da última corrida após um teste positivo à Covid-19.

Rigorosamente iguais em pontos, mas com estratégias de corrida ligeiramente diferentes (Verstappen partia em pneus macios e Hamilton em médios), e com Lando Norris (McLaren) e Sergio Pérez (Red Bull) na segunda linha da grelha, o arranque e a curta distância até à travagem da primeira curva podiam ser decisivos para o desfecho da corrida e para a sorte dos dois candidatos. Apagadas as luzes vermelhas, vantagem imediata para Hamilton, que sai melhor e ataca a linha interior, colocando de imediato distância entre si e Verstappen, que ainda assim segurava o segundo lugar à frente, agora, do colega “Checo” Pérez.

Estratégias estabilizadas e Verstappen com dificuldades em aproximar-se de Hamilton, o britânico aparentemente aos comandos de um carro melhor afinado para os desafios de Abu Dhabi. Bottas sofria, também, atrás dos dois AlphaTauri, lutando pelos pontos finais do Top 10 e sem condições de ajudar Hamilton na luta contra os Red Bull.

Já com as primeiras paragens feitas, maioritariamente para pneus duros que levariam os pilotos até ao fim da corrida, a primeira grande decisão estratégica ocorre na garagem da Red Bull. Verstappen havia parado uma volta antes de Hamilton, mas Pérez ficara em pista, liderando agora a corrida e aguardando a chegada de Hamilton. A ideia era tentar atrasar o britânico o suficiente para permitir a Verstappen encurtar a desvantagem antes que o mexicano fosse forçado a sair de cena.

Se assim a Red Bull pensou, melhor o fez. Muito por culpa de duas voltas de condução absolutamente perfeitas por parte de Pérez, que inicialmente defendeu a posição dos ataques de Hamilton, e depois ainda teve capacidade para “puxar” Verstappen ao longo da segunda recta, antes de harmoniosamente ceder a posição ao holandês e seguir para a sua própria paragem nas boxes. Resultado: a diferença entre os candidatos reduzida para dois segundos e Verstappen, de novo, de mira apontada à asa traseira do “44”.

No entanto, o Mercedes parecia o carro mais rápido em ritmo de corrida e Hamilton conseguiu, a pouco e pouco, criar um fosso entre ele e Verstappen, os dois pilotos a rodar mais rápido que todo o restante pelotão, mantendo a tendência vista durante a época. Já após abandono forçado de Räikkönen com problemas de travões, um “Virtual Safety Car” por paragem em pista do outro Alfa Romeo conduzido por Giovinazzi permitiu a Verstappen descer às boxes e minimizar os danos; sem nada a perder, pneus novos eram a sua melhor aposta neste momento.

A pouco mais de cinco voltas do fim, e enquanto Verstappen ia tentando desesperadamente chegar perto de Hamilton, Nicholas Latifi (Williams) é o intermediário de um volte-face “Hollywoodesco”. Após luta breve com Mick Schumacher (Haas), o canadiano perde o controlo no já infame complexo das curvas 13 e 14, embatendo nas barreiras de protecção e… traz para pista o “Safety Car”! Verstappen de imediato desce às boxes para colocar um jogo de pneus macios, enquanto Hamilton fica em pista, protegendo a posição no caso de a corrida terminar sem mais disputa.

A duas voltas do final, e depois de uma decisão inicial de não deixar qualquer carro recuperar as voltas perdidas, a FIA, por via do seu director de prova Michael Masi, decide deixar os cinco carros entre Hamilton (em 1.º) e Verstappen (“de facto” 2.º) ultrapassar o “Safety Car”, deixando os dois candidatos em proximidade imediata. Uma decisão controversa, talvez forçada a bem do espectáculo, e que a Mercedes mais tarde protestou oficialmente por ser obscura no contexto de decisões anteriores. No calor do momento, Masi defendeu-se das acusações de Toto Wolff (chefe de equipa da Mercedes) dizendo: “Estamos aqui para correr”. Horas mais tarde, a FIA rejeitava os dois apelos da equipa alemã, o que iria efectivamente confirmar o resultado final.

Com a mensagem de que o “Safety Car” iria regressar às boxes, o coração começa a bater mais rápido. Uma volta apenas. Uma volta final para decidir o resultado de meses e meses de preparação e competição, entre as duas equipas e os dois pilotos mais fortes da presente época. Com cinco quilómetros e 281 metros pela frente, os olhos de milhões focavam-se em duas pessoas apenas: o veterano Lewis Hamilton, na frente, com pneus duros bastante desgastados e em busca do seu oitavo título de campeão do Mundo; e Max Verstappen, logo atrás, nos pneus macios mais rápidos e determinado a negar o recorde inédito a Hamilton e agarrar para si o mais cobiçado troféu.

Luvas de fora, e o desfecho… é melhor (re)ver para crer. Tal como aconteceu por múltiplas vezes na época, a batalha em pista recomeça: Hamilton tenta imediatamente defender-se de Verstappen enquanto o holandês ganha terreno no primeiro sector. Na travagem para o “gancho” da curva cinco, Verstappen mete por dentro e, “abrindo os cotovelos”, consegue ultrapassar Hamilton.

O britânico ainda tenta responder, mas sem DRS disponível e com o Red Bull a evitar vigorosamente o cone de ar, Verstappen assume definitivamente a liderança na chicane das curvas seis e sete. Nova recta e novo ataque de Hamilton, a meter “por fora” e roda com roda, noutra das imagens marcantes do campeonato, mas sem sucesso. Verstappen defende bem, o último sector não proporciona mais oportunidades claras de ultrapassagem, e Hamilton não consegue fazer mais do que ver o holandês a cruzar a meta primeiro, para se sagrar campeão pela primeira vez na carreira. O primeiro não-britânico e não-alemão a conseguir o feito desde, precisamente… Kimi Räikkönen, em 2007.

Feitas as contas, e depois de 261 dias de fortes emoções para os amantes da modalidade, a Mercedes revalidava o título de construtores por 28 pontos apenas, enquanto Max Verstappen se sagrava campeão por uma margem inferior a 2.3 segundos. Um hino à competitividade, num desporto que por várias vezes na sua história viveu ciclos de domínio individual por parte de uma equipa ou piloto.

A Fórmula 1 está mais viva que nunca e recomenda-se. Parabéns a Max Verstappen, a Lewis Hamilton e aos restantes protagonistas, desde os mecânicos aos voluntários comissários de pista, desde os chefes de equipa aos comentadores nas emissoras nacionais, a todos aqueles que nos permitiram disfrutar de uma das épocas mais memoráveis daquele que é o pináculo do desporto motorizado. Que venha a próxima época!

Foto de Capa: Formula 1

Real Madrid CF 2-0 Club Atlético de Madrid: “Merengues” vencem, convencem e fogem ao rival da cidade

A CRÓNICA: VITÓRIA “PREVISÍVEL” FACE AOS MOMENTOS DAS EQUIPAS

Para a 17ª jornada estava reservado um dos maiores, senão o maior jogo de Espanha nos dias que correm: o Dérbi de Madrid, que coloca frente a frente os dois emblemas vencedores dos dois últimos campeonatos espanhóis.

O novo Santiago Bernabéu recebia assim o primeiro “El Derbi”, com a equipa da casa a ser claramente favorita à partida, com dez pontos à melhor sobre o rival, que devido a vários desaires não estava além do quarto lugar, atrás do Real Bétis e também do Sevilha FC. Ainda assim, as circunstâncias alteram-se de ano para ano, de jogo para jogo, mas mantém-se a elevada expetativa e mediatismo de um desafio que coloca frente a frente duas grandes equipas, cada uma ao seu jeito.

E se esperávamos um jogo equilibrado com oportunidades de parte a parte, a equipa da casa rapidamente veio mostrar que, apesar da vantagem na liderança do campeonato não ia permitir facilitismos e o objetivo era apenas um: ganhar. Entraram mais fortes, a comandar no jogo, e com o Atlético de Madrid sempre no seu estilo mais expectante o inevitável acabou por acontecer: golo de Karim Benzema. Uma grande jogada de contra ataque dos comandados de Carlo Ancelotti, processos simples, cruzamento perfeito e remate mais perfeito ainda, a só parar no fundo das redes defendidas por Oblak, que nada pôde fazer.

Até ao fim da primeira parte pouco ou nada de relevante veio a acontecer, sem ser um par de oportunidades não tão claras do Real Madrid, que conservou a vantagem para o ataque aos segundos quarenta e cinco minutos da partida.

Simeone tinha de mudar algo e foi isso que fez logo ao intervalo, promovendo as entradas de João Félix e Lemar, para as saídas de Griezmann e Carrasco, que pouco ou nada fizeram no tempo em que estiveram em campo. Do outro lado o marcador do golo deu lugar a Jovic, talvez por problemas físicos que trazia de jornadas anteriores.

Apesar de não ter conseguido marcar, as alterações promovidas pelo treinador do Atlético de Madrid deram frutos, essencialmente através do menino Félix que conseguiu dar um outro perfume ao ataque forasteiro, não só com remates como com possíveis assistências para colegas. Ainda assim a bola não entrou, muito por culpa de Courtois, e do lado contrário Vinícius e companhia não se mostravam tão pouco eficazes e com apenas uma chegada à baliza de Oblak acabaram por fazer o segundo: mais uma jogada de contra ataque, mais uma vez com processos simples, nova assistência de Vinícius Júnior e novo golo de primeira, desta vez de Asensio, que estava algo desaparecido do encontro e, num piscar de olhos e com um simples toque, “resolveu” a partida que se esperava muito complicada para a sua equipa.

Até ao fim, mais uma vez pouco ou nada de importante aconteceu no dérbi de Madrid, algumas oportunidades para o Atlético de Madrid mas o resultado final estava feito e não viria a sofrer alterações. São agora 13 os pontos que separam as duas equipas, com os merengues a quase poderem começar a encomendar as faixas de campeão.

 

A FIGURA

Luka Modric – Com 36 anos, o médio croata conseguiu ser o melhor jogador numa partida tão exigente como a que se jogou no Santiago Bernabéu. Vinícius fez duas assistências e também podia levar este prémio, mas a verdade é que o médio encheu o campo não só com a qualidade que lhe reconhecemos mas também com uma agressividade que lhe permitiu, por exemplo, recuperar a bola para o primeiro golo da equipa. O meio campo dos merengues parece estar a carburar novamente e Modric é muito responsável por isso.

 

O FORA DE JOGO

Diego Simeone – Passa a ideia de que, se não tiver muita sorte à mistura, poucos serão os grandes jogos que a equipa do Atlético de Madrid vai ganhar. E isto não se deve ao facto de ter um plantel com pouca qualidade, mas sim à forma como Simeone o prepara para todas as partidas que raramente são partidas tranquilas.

Conseguiu eliminar o FC Porto com a sorte que sabemos, e esta tática do futebol muito amarrado não parece compactuar com o perfil de jogadores que tem à sua disposição. A classificação no campeonato dita isso mesmo, e enquanto assim foro técnico argentino será sempre o principal responsável pela derrota da sua equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

Ancelotti apresentou o seu 4-3-3 mais forte neste momento, com a linha defensiva composta por Mendy à esquerda, Carvajal à direita e Alaba e Éder Militão no eixo. Logo à frente apareceu Casemiro, que contou com o apoio dos seus bem conhecidos Modric e Kroos, que parecem finalmente estar a assentar novamente como fizeram nos anos mais gloriosos do clube. Na frente Vinícius Júnior pela esquerda, Asensio pela direita e Benzema no centro, o goleador máximo deste conjunto que tem vindo a fazer coisas incríveis que o têm levado até a discussões sobre a possibilidade de vencer uma Bola de Ouro.

Este conjunto parece sempre muito bem organizado em todos os cinco momentos-chave de uma partida, com todos os jogadores a saberem bem a posição que têm de ocupar mas também dotados de uma liberdade de que necessitam para poderem extrair o melhor de si, e isso aconteceu essencialmente no primeiro golo onde vimos Vinícius a assistir Benzema pela direita, lado oposto onde jogou na maioria do tempo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (7)

Carvajal (6)

Éder Militão (7)

Alaba (7)

Mendy (6)

Casemiro (6)

Kroos (7)

Modric (8)

Vinícius Júnior (8)

Benzema (7)

Asensio (7)

SUBS UTILIZADOS

Jovic (6)

Nacho Fernandéz (6)

Valverde (-)

Rodrygo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID

Diego Simeone apresentou a equipa num 4-4-2 com duas linhas de quatro bem definidas. A mais recuada constituída por Llorente pela direita, Felipe e o central adaptado Kondogbia no centro e Hermoso pela esquerda. Mais à frente De Paul e Koke foram os dois responsáveis pelo meio campo, com Carrasco pela esquerda e Correa pela direita. Na frente Griezmann e Matheus Cunha, com ambos a terem a responsabilidade de ajudar os homens do meio campo no momento defensivo, para que não fosse essa uma batalha perdida frente aos três homens do outro lado.

O plano para este jogo foi o que já conhecemos de Simeone: esperar pelo adversário, defender bem, para depois sair em contra ataque e ferir o adversário nesse momento.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (5)

Llorente (5)

Felipe (5)

Kondogbia (6)

Mario Hermoso (5)

De Paul (4)

Koke (4)

Correa (5)

Ferreira Carrasco (4)

Matheus Cunha (5)

Griezmann (4)

SUBS UTILIZADOS

João Félix (7)

Lemar (6)

Renan Lodi (5)

Luis Suárez (5)

Herrera (5)

FC Famalicão 1-4 SL Benfica: A teoria de Darwin ajudou no (ca)Minho

A CRÓNICA: EFICÁCIA “DARWINISTA” FOI PONTO FINAL EM FAMALICÃO

As duas equipas entravam em campo com o objetivo de reverter os últimos resultados conseguidos para o campeonato, onde as duas formações não conseguiram vencer os respetivos adversários na última jornada. Muitas foram as alterações efetuadas por Ivo Vieira na formação do FC Famalicão e, igualmente, por Jorge Jesus no onze titular do SL Benfica.

Quem entrou mias agressiva ofensivamente no encontro foi a equipa benfiquista, nunca descorando a pressão defensiva da formação famalicense. Sem qualquer ocasião de golo dos comandados de Ivo Vieira, ou mesmo qualquer aproximação à área de Vlachodimos, foi mesmo o SL Benfica a inaugurar as hostes. Darwin passa pelos defesas da formação da casa, com assistência de Rafa, e rematou para o poste da baliza oposto à sua direção para o golo inaugural da partida após seis minutos do apito inicial, sem qualquer defesa possível de Luiz Júnior.

Se o resultado já se mostrava mau para a equipa do FC Famalicão, o decorrer do jogo não aparentava estar melhor com Heriberto Tavares a ver-se obrigado a sair de maca do relvado, aos 12 minutos, e obrigando, assim, Ivo Vieira a forçar a substituição. O Bola na Rede deseja as melhoras e uma rápida recuperação a Heriberto Tavares!

O SL Benfica continuava a fazer mossa a nível ofensivo. As aproximações à grande área famalicense eram constantes, principalmente pelas linhas interiores, mas alternando pelas alas, com João Mário a fazer a ligação entre os setores, desconstruindo a defensiva da equipa da casa. Esse alternar com alas culminou em André Almeida a fazer um “passe em balão” que isolou Rafa, a quem bastou passar a Darwin para este encostar e bisar na partida. Tudo corria de feição às águias e o pesadelo famalicense permanecia.

A primeira grande ocasião famalicense apenas apareceu aos 22 minutos, com Ivo Rodrigues a rasgar pelo meio-campo fora, tentar assistir Simon Banza e o avançado do FC Famalicão, com um remate portentoso, a enviar a bola ao lado do poste da baliza de Vlachodimos. Parecia presságio do minuto seguinte, com Ivo Rodrigues a cruzar na ala e Bruno Rodrigues a cabecear para o fundo da baliza do guardião do SL Benfica.

Darwin Nuñez SL Benfica
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Ambas as formações precisavam do intervalo para refrescar ideias e renovar esperanças, dado que a equipa da casa corria atrás do resultado e a equipa benfiquista em pouco ou nada mais criou desde o segundo golo. Jorge Jesus mexeu mesmo na frente de ataque do SL Benfica, colocando Taarabt em jogo e, na primeira ação do marroquino, assistiu para golo. Rafa cilindrou pela área fora e, com nem um minuto jogado na segunda parte, os encarnados aumentaram a vantagem para dois golos.

Com um jogo algo partido a meio-campo, Adel Taarabt voltou a fazer a diferença. Mais uma vez, o marroquino foi pelo meio-campo fora, passou a Darwin que ainda tentou assistir Rafa, mas o português devolveu o esférico para o uruguaio fazer o hat-trick na partida. Estava a ser uma avalanche ofensiva bastante eficaz do SL Benfica.

Enquanto Ivo Vieira tentava refrescar o ataque do FC Famalicão com as entradas de Iván Jaime e Marcos Paulo, Jorge Jesus refrescou por completo meio-campo, deixando apenas Julian Weigl em campo como um dos membros iniciais. O equilíbrio mantinha-se no miolo, sem ocasiões flagrantes de golo, resultado de um marcador já dilatado e do esmorecimento das esperanças famalicenses.

Numa equipa com grande qualidade a nível individual, o FC Famalicão de Ivo Vieira volta a pecar como coletivo. O objetivo com que entrou neste encontro frente ao SL Benfica seria, certamente, tentar um melhor resultado do que os últimos obtidos, mas voltou a ser “mais do mesmo”, com nova goleada sofrida. Os encarnados saem de Vila Nova de Famalicão com 1-4 no resultado e três pontos na bagagem do autocarro em direção ao Estádio da Luz, com uma exibição plena de eficácia.

 

A FIGURA

Darwin Nuñez
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Darwin Nuñez (SL Benfica) – Poderia ser, também, Rafa Silva o escolhido, mas a Darwin Nuñez também não fica mal entregue. O avançado uruguaio do SL Benfica marcou três dos golos da vitória encarnada, mas também movimentou bastante a construção de jogo da equipa. Foi fundamental neste encontro.

 

O FORA DE JOGO

Alexandre Penetra
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Alex Penetra (FC Famalicão) – Tem sido uma má fase do jovem central do FC Famalicão. Alex Penetra é um jovem com bastante potencial que tem pecado por escasso em muitos dos lances decisivos, tal como se viu frente ao SL Benfica e nos últimos encontros frente ao Gil Vicente FC e Portimonense SC.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Ivo Vieira montou um 4-2-3-1, com Pêpê e Charles Pickel recuados na linha do meio-campo, tal como já tem habituado, mas com algumas alterações no onze titular. A linha defensiva foi composta por Alex Penetra e Riccieli na zona central, com De La Fuente e Adrian Marín a dar largura nas laterais.

No meio-campo, para além de Pêpê e Pickel, Heriberto Tavares e Bruno Rodrigues davam profundidade nas alas. No centro do terreno, Pedro Brazão fazia a ligação de jogo com Simon Banza (que descia bastantes vezes para ajudar defensivamente e na construção ofensiva).

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Júnior (5)

De La Fuente (6)

Bruno Rodrigues (6)

Alex Penetra (4)

Pêpê Rodrigues (5)

Riccieli (5)

Adrián Marín (6)

Charles Pickel (5)

Pedro Brazão (5)

Heriberto Tavares (-)

Simon Banza (6)

SUBS UTILIZADOS

Ivo Rodrigues (6)

Iván Jaime (6)

Marcos Paulo (6)

Pedro Marques (5)

Ofori (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A equipa de Jorge Jesus apresentou-se num 3-4-3 moldável num 3-5-2, com Pizzi a encostar ao lado de Roman Yaremchuk. As águias permaneceram com a linha de três centrais com André Almeida a ser, novamente, adaptado à posição, junto de Jan Vertonghen e Nico Otamendi.

Julian Weigl e João Mário permaneceram encarregues de construir jogo pelo miolo do terreno, com Rafa Silva na ajuda a Darwin e Haris Seferovic.

Ao intervalo, Jorge Jesus mexeu com a equipa, retirando Seferovic do terreno de jogo, chamndo Adel Taarabt, com o marroquino a jogar nas costas de Darwin, ocupando o lado esquerdo do meio-campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (6)

Alex Grimaldo (6)

Otamendi (6)

Jan Vertonghen (6)

André Almeida (6)

Diogo Gonçalves (6)

Julian Weigl (6)

João Mário (7)

Rafa Silva (8)

Darwin Nuñez (8)

Haris Seferovic (6)

SUBS UTILIZADOS

Gilberto (6)

Adel Taarabt (7)

Pizzi (6)

Paulo Bernardo (6)

Gil Dias (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

Não foi possível colocar uma questão ao treinador do FC Famalicão, Ivo Vieira.

 

SL Benfica

Não foi possível colocar uma questão ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.

Moreirense FC 0-1 Portimonense SC: Boa Morte dá vida aos algarvios

A CRÓNICA: VITÓRIA ALGARVIA NUM JOGO MUITO POBRE

Em duelo entre duas equipas em momentos de forma muito diferentes, o Moreirense FC recebeu os algarvios do Portimonense SC, oitavo classificado do campeonato português. Os cónegos, 19º da tabela classificativa, apresentaram-se neste jogo com uma cara nova no comando técnico da equipa, sendo que Lito Vidigal sucedeu a João Henriques no leme da equipa minhota.

O jogo mostrou-se pouco animado desde início, com as duas equipas muito apáticas. Muitas paragens, muitas faltas e pouco futebol, foi o retrato de uma primeira meia hora de jogo onde o único sinal de perigo a uma baliza foi um remate de Carlinhos, a meia distância, a que Kewin respondeu com uma defesa fácil. Yan foi substituído por Walterson à passagem do minuto 12, por causa de uma lesão muscular.

Quando parecia que o jogo só podia melhorar, os restantes 15 minutos do tempo regulamentar foram mais do mesmo, com o jogo a não ter sequência e em paragens constantes. As melhores oportunidades do primeiro tempo surgem já em período de descontos. Primeiro, depois de um canto ofensivo do Portimonense, contra-ataque dos cónegos, com superioridade numérica, que culmina com um remate de Paulinho a passar muito perto da baliza defendida por Samuel. Depois, canto para o Moreirense, Samuel larga a bola, deixando Filipe Soares com a baliza aberta para desviar de cabeça. Felizmente para os algarvios, apareceu Pedrão, que com um corte acrobático tirou em cima da linha de golo.

A segunda parte começou com mais ritmo e mais bem jogada do que a primeira, mas não tardou a entrar no mesmo registo. João Pinheiro apitou muitas vezes e a partida parecia não conseguir ter fio de jogo absolutamente nenhum.

Novamente como no primeiro tempo, tivemos de esperar pelo final para vermos as melhores oportunidades. À passagem do minuto 80, jogada pela esquerda do ataque algarvio, a bola vai ter Fali, que coloca em Aponza e este esbarra a bola contra o guarda redes Kewin. Na resposta, o Moreirense podia ter chegado ao golo por Fábio Pacheco, que com um remate muito forte de fora da área, causou perigo à baliza à guarda de Samuel Portugal.

Já muito perto do final, aos 87 minutos, chega ao golo o Portimonense. Passe em profundidade que sai desviado em Paulinho, deixa Aylton Boa Morte solto do lado direito e este acelerou e rematou para o primeiro, ainda a meias com um defesa do Moreirense, em quem desvia a bola antes de beijar a baliza dos cónegos.

O Portimonense chega assim aos 23 pontos, ficando a um da Europa, enquanto o Moreirense continua penúltimo, com mais um ponto que o último Belenenses SAD.

 

A FIGURA

Pedrão  – Podia ser Aylton, pelo golo marcado, mas Pedrão tem imperial ao longo de todo o encontro. Mostrou qualidade com e sem bola, sendo uma das peças mais importantes da primeira fase de construção do Portimonense. Evitou em cima do intervalo um golo cantado da equipa da casa.

 

O FORA DE JOGO

Filipe Soares – Muito abaixo do filipe Soares que vimos na época passada. Pouco interventivo e a assumir pouco o jogo. Com a qualidade que tem, jogar só o que o jogo lhe der não chega.

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

Na estreia de Lito Vidigal, o Moreirense alinhou num 4-3-3, com Fábio Pacheco como médio mais recuado e Camará e Filipe Soares à sua frente. Yan começou aberto no corredor direito e Pires no esquerdo, mas acabou por trocar com a entrada de Walterson.

Em processo defensivo, Filipe Soares juntou-se a André Luís e defenderam em 4-4-2, com uma linha de pressão baixa que apenas começava a pressionar realmente a equipa adversária à chegada do seu meio-campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kewin (5)

Paulinho (5)

Pablo (5)

Steven (4)

Conté (5)

Fábio Pacheco (5)

Camará (6)

Filipe Soares (5)

Yan (-)

Pires (5)

André Luis (4)

SUBS UTILIZADOS

Walterson (5)

Rafael Martins (5)

Franco (5)

Derick (-)

Mané (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

O Portimonense organizou-se em 3-4-3, com algumas variantes à mistura, fruto das caraterísticas dos seus jogadores. Angulo foi opção à esquerda em detrimento de Fali, o que muda logo a forma como a equipa ataca, pois, o ala esquerdo passa a ser um jogador de pé direito. Nakajima sempre muito por dentro, transformando o esquema num 3-5-2.

Optaram por uma pressão alta, não deixando o Moreirense sair pelos seus centrais, com Fabricio e Aylton altos a condicionar o adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samuel (6)

Possignolo (5)

Willyan (5)

Pedrão (7)

Moufi (6)

Angulo (5)

Pedro Sá (5)

Carlinhos (6)

Nakajima (4)

Fabricio (5)

Boa Morte (7)

SUBS UTILIZADOS

Lucas (5)

Fali Candé (6)

Aponza (5)

Imbula (5)

Anderson (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Moreirense FC

Bola na Rede: A equipa do Moreirense defendeu bem e mostrou-se muito sólida nesse capítulo, negando quase durante todo o jogo situações de perigo ao adversário. O que tira de positivo, apesar da derrota?

Lito Vidigal: Destacar aquilo que disseste, jogamos contra uma equipa boa e eles respeitaram-nos. Tivemos bem defensivamente mas também ofensivamente. Chegamos ao ataque mas não tivemos bem na decisão final, mas destacar a entrega e a vontade de ganhar.

 

Portimonense SC

Bola na Rede: No final do jogo, aquando da entrega do prémio de melhor em campo ao Pedrão, os jogadores que ainda estavam em campo foram felicitá-lo e até tiraram a foto com ele. Acha que este momento é mesmo a personificação do que é o plantel do Moreirense.

Paulo Sérgio: As vitórias ajudam muito mas é certo que temos um bom grupo e eles dão-se muito bem. O grupo é forte e as vitórias vão ajudando a ficar ainda mais forte. Não reparei nessa situação, mas fico muito agradado que o tenham feito, não há prémios individuais sem o coletivo. Hoje foi o Pedrão, a semana passada foi o Nakajima e se continuarmos a trabalhar serão muitos mais.

Sporting CP | Os 3 “pequenos” que podem (e devem) tornar-se grandes

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Sporting ao ataque no mercado de inverno? 

O mês de dezembro, para adeptos mais sôfregos daquele que é considerado o desporto rei, angustia e inquieta verdadeiramente porque corresponde a uma espécie de prenúncio de desditas – em alguns casos, desgraças.

Se demandarmos por um termo de comparação, delimite-se, pois, o ato de confissão aquando da realização da primeira e segunda comunhão, lembrando o hálito de todos os sacerdotes e as constantes guinadas nas rótulas. Está resolvido o eterno problema da ausência de penugem referente à zona corporal…

Para quem não lançou o isco ao texto e não pescou patavina do que se esgravatou até agora, refiro-me ao mercado de transferências. O simples auscultar do termo provoca inúmeros calafrios.

Confesso que não sou fã de imposições ou restrições, a menos que beneficiem em larga escala a equipa pela qual eu nutro um sentimento castiço; precisamente neste parâmetro, o dever de erigir uma regra capaz de assegurar e resguardar plantéis classificados na dianteira é premente. Portanto, o veto de todas e quaisquer saídas, incluindo profissionais que mesclem o ser treinador com o ser psiquiatra.

No que concerne às entradas, o politicamente correto ergue-se como única resposta. Qualquer jogador que perpassa a porta 10-A e possua a mesma ambição e vontade de integrar o espírito – que me parece – uno do Sporting CP constitui uma utilidade quase plena.

Sobre a qualidade, a nota artística e o talento não teço qualquer tipo de comentário pelo facto de considerar óbvios dois aspetos: primeiro, quem é contratado para o clube, há de encerrar em si algum atributo; segundo, na sequência da fábula de 2020/2021, prometi aos meus botões não questionar qualquer decisão de Rúben Amorim para o Sporting.

No fundo, confinando o motor de pesquisa ao campeonato português – mercado frutífero à data – trago à baila três jogadores que tinham estilo para vestir de verde e branco.

 

Belenenses SAD 0-1 Estoril Praia SAD: “Canarinhos” não arredam pé dos lugares europeus

A CRÓNICA: ESTORILISTAS VENCEM AZUIS, QUE MOSTRAM CLARAS SEQUELAS DO ISOLAMENTO

Numa friorenta, mas solarenga, tarde de dezembro, o Estádio do Jamor recebeu as formações da Belenenses SAD e Estoril Praia SAD. O jogo teve o começo que se esperava, com os canarinhos a tomarem as rédeas da partida e a criarem perigo, sobretudo pelo flanco esquerdo e pelos pés de Xavier, Joãozinho e Geraldes.

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Após tanto ataque, o Estoril Praia lá chegou ao golo. Novamente pelo flanco esquerdo, aos 43 minutos de jogo, Joãozinho tirou um belo cruzamento para a cabeça de Rui Fonte que, num belo gesto técnico, conseguiu meter a bola no fundo das redes de Luiz Felipe. Estava desfeito o marcador e a vantagem era do Estoril.

Aos 45 minutos, novo golo do Estoril, mas desta feita anulado. Cruzamento por parte de Joãozinho e quem apareceu na área foi André Franco para finalizar, no entanto, o golo não valeu por posição irregular de Joãozinho.

Após quatro minutos de compensação, o árbitro Hélder Malheiro apitou para o intervalo, pausa que agradou muito mais a equipa da casa, que, como só teve um treino antes deste jogo, já demonstrava bastante cansaço.

Na segunda parte, nada mudou até perto do minuto 70, sendo que o Estoril continuava por cima e a dominar. No entanto, daí em diante notou-se uma subida de linhas da Belenenses SAD e uma maior vontade de chegar ao empate.

O jogo ficou mais partido e continuou com esta tomada até ao final, sendo que o Estoril ainda meteu a bola no fundo das redes uma vez mais, mas o golo acabou por ser novamente anulado por fora de jogo.

Vitória justa da equipa visitante, que recupera assim o seu quinto lugar. Do lado dos da casa, uma derrota com o Estoril que, apesar de já ser esperada, face aos dias complicados vividos com o isolamento, afunda ainda mais a equipa na tabela classificativa.

 

A FIGURA

Loreintz Rosier
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rosier – Dominou o ritmo do jogo no centro do terreno e garantiu a estabilidade da equipa durante toda a partida. Terminou com uma taxa de acerto de passe de 90% e ainda ajudou no capítulo defensivo quando foi necessário. Preencheu por completo o meio-campo.

 

O FORA DE JOGO

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ali Ndour – Jogo ingrato para o avançado senegalês. A estratégia defensiva da sua equipa não o beneficiou, mas quando teve oportunidade de impactar a partida, não o fez. Foi substituído ao intervalo.

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

Os azuis desde cedo concederam a posse de bola ao adversário; defendendo em 5-4-1, procuravam impedir jogadas do Estoril pelo corredor central. Tinham apetência para o contra-ataque, mas Ndour e Calila estavam sempre desapoiados.

A fadiga da equipa começou-se a fazer sentir ainda na primeira parte, o que reduziu o número de ataques da equipa e fez com que a formação de Filipe Cândido começasse a defender em 6-3-1.

Na segunda parte, a Belenenses SAD tentou avançar no terreno muito através de bolas longas, mas não criou perigo e acabou o jogo sem fazer um remate à baliza.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Felipe (7)

Tomás Ribeiro (6)

Danny (7)

Yohan Tavares (7)

Chima Akas (5)

André Sousa (6)

Cafú (5)

Carraça (5)

Pedro Nuno (5)

Diogo Calila (6)

Ali Ndour (5)

SUBS UTILIZADOS

Lukovic (6)

Rafael Camacho (7)

Nilton (6)

César Sousa (6)

Jójó (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESTORIL PRAIA SAD

Aplicando uma pressão alta desde o apito inicial, os canarinhos alinharam num 4-3-3 onde, no meio-campo, Rosier ditava o ritmo do jogo. Já André Franco e Francisco Geraldes avançavam no terreno, na busca da criação de uma linha de cinco jogadores na frente de ataque.

Os extremos Arthur e Xavier procuravam as zonas interiores, enquanto a largura era providenciada pelos laterais Soria e Joãozinho.

Quando tinha de defender, o Estoril alinhava em 4-3-3, mas com Rosier a descer no terreno para fazer de terceiro central, e com Joãozinho a subir no terreno para pressionar a saída de bola do adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thiago Silva (6)

Carles Soria (6)

Ferraresi (7)

Patrick William (7)

Joãozinho (7)

Rosier (8)

Francisco Geraldes (7)

André Franco (6)

Arthur (7)

Xavier (7)

Rui Fonte (7)

SUBS UTILIZADOS

Chiquinho (7)

Romário Baró (7)

Clóvis (6)

Meshino (6)

David (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: Quando estava a perder por 1-0 ao intervalo e com a questão física já a ter algum impacto na sua equipa, o que é que disse à sua equipa no intervalo e o que procurou trazer ao jogo com as entradas, nesse momento, de Rafael Camacho e de Lukovic?

Filipe Cândido: Tentámos preparar este jogo através da imagem, tivemos apenas um treino com todos para o poder fazer e sabíamos que não podíamos criar tanto desgaste, mas sabíamos que íamos ter algum espaço para poder aproveitar. Tentámos, com a colocação do Calila, do Ali, ter jogadores que fosse buscar a profundidade e numa ou noutra vez acabámos por ter algum sucesso. Por dentro, muitas vezes o Sousa, nós entendíamos que era das melhores possibilidades de poder sair da pressão do adversário.

Naturalmente aquilo que eu lhes disse foi, estamos dentro do jogo, era um dos nossos objetivos. A colocação do Camacho, e tirar o Ali, foi precisamente para tentar ter um jogador com umas características de conseguir segurar mais a bola na frente e isso fez com que a equipa tivesse mais tempo com posse. Com mais tempo com a bola, certamente iríamos estar mais próximos da baliza adversária e penso que foi isso que aconteceu. Sabíamos que a fadiga depois também iria chegar e a tomada de decisão dos jogadores não seria eventualmente a melhor.

Fomos procurando acreditar até ao fim, e tentando refrescar sempre com gente que nos poderia trazer alguma velocidade. Confesso que foi um dos jogos em que eu tentei partir o próprio jogo porque sabíamos que dessa forma iríamos, em alguns momentos, ter mais espaço do que aquele que seria o momento em que tivéssemos bola e o adversário estivesse mais compacto.  Arrisquei nesse sentido.

 

Estoril Praia SAD

BnR: A minha pergunta incide nas entradas do Chiquinho e do Romário Baró e quais as suas intenções com estas alterações? Se, no caso do Chiquinho foi para tentar aproveitar alguma falta de rotinas do Tomás Ribeiro a defesa esquerdo e, se no caso do Romário Baró foi para aproveitar o espaço que a Belenenses SAD estava a começar a dar no corredor central, ou se foi por outra questão tática ou física?

Bruno Pinheiro: Foi só para aproveitar as características dos nossos jogadores, achei que eram jogadores que poderiam desequilibrar o jogo a nosso favor. Procurei o 2-0. Se calhar, parte da intranquilidade vai das minhas substituições, porque meto o Baró, o Meshino, o Chiquinho, etc. ou seja, jogadores com características bem mais ofensivas do que defensivas e a ideia era claramente ampliar a vantagem, mas tal não foi possível.

 

Rescaldo da opinião de Afonso Santos e Alexandre Ribeiro.

Académica OAF 1-2 GD Chaves: Duas chaves abriram a porta da residência estudantil

A CRÓNICA: DA CABEÇA AO CALCANHAR VÃO TRÊS PONTOS DE DISTÂNCIA

O GD Chaves viajou até Coimbra e levou de vencida a Académica/OAF por 2-1. Os flavienses ganham assim novo alento no campeonato, enquanto os estudantes reforçam a última posição da tabela. Pedro Duarte, ao terceiro jogo pela Briosa, conhece o resultado que lhe faltava conhecer – a derrota.

Os primeiros vinte minutos da partida foram regidos pelo equilíbrio, com aproximações tímidas a cada uma das balizas do Cidade de Coimbra. Mas nada de golos – dado importante, uma vez que chegava assim aos 200 minutos o período sem intermitências em que a Briosa mantinha a sua baliza inviolada. Ficou por aí.

Aos 21´, eis que surge o golo inaugural da partida, pelo pé – mais concretamente pelo calcanhar – de Platiny. O apelido do brasileiro é uma modificação inusitada do apelido do francês que marcou o futebol dos anos 80 do passado século, mas o golo não foi uma modificação da classe do tri-Bola de Ouro – foi daqueles plenos dela.

Um cruzamento de João Teixeira foi intercetado por Ricardo Dias… ou assim parecia. Para mal da Académica, o médio-defensivo tornado central falhou a ação defensiva e deixou o “99” do GD Chaves isolado perante Mika. Cara a… costas. Precisava de uma finalização improvisada e foi isso mesmo que conseguiu – de calcanhar, atirou a bola por cima do corpo em mancha do guardião da casa e deu a vantagem à sua equipa.

Acreditam os cristãos que Deus fez o Mundo em seis dias. Acreditaram os estudantes que faziam o empate em seis minutos. Pois bem, aos 26 minutos… voilá: golo da Briosa. Traquina conduziu pela esquerda, encarou o defensor direto e, quando se perspetiva que fizesse uma das suas “traquinices”, puxou do cruzamento para a cabeça de Fatai.

O “11” dos estudantes só conseguiu pentear para trás, mas foi o melhor que fez em todo o fim-de-semana: a bola chegou a João Pedro, o lateral-direito rematou e, quis a fortuna, o esférico embateu no corpo em movimento de Jonathan Toro e seguiu para as redes de Paulo Vítor, que, por efeito do resvalar da bola no “10” academista, não foi tido nem achado.

O GD Chaves começava a sentir o sufoco da capa negra, cujo tecido parecia constranger os movimentos dos transmontanos, quando ressoou pelo Calhabé o apito indicativo do fim da primeira parte.

O calor do final do primeiro tempo dissipou-se ao intervalo e o segundo tempo foi jogado de uma forma muito mais morna. As oportunidades claras de jogo não apareciam e o público presente no Cidade de Coimbra começava a aterrar numa dormência induzida pelo jogo. Quem não aterrou foi Alexsandro.

Aliás, levantou voo aos 75 minutos para, de cabeça, devolver ao GD Chaves uma liderança que os flavienses haviam perdido 50 minutos antes. Canto batido pela direita do ataque forasteiro e o “4” a impor-se nas alturas no coração da área academista. Ficam dúvidas sobre o assinalar do canto – quando Costinha toca a bola na direção da linha de fundo, esta aparentava ter já saído pela linha lateral, o que daria um lançamento lateral aos flavienses ao invés do pontapé de esquina assinalado.

Até final, a Académica colocou o coração ao vento, mas a razão escasseou e o resultado final cifrou-se mesmo no 2-1 favorável ao GD Chaves.

 

A FIGURA

Alexsandro – Além do golo que apontou – num lance em que mostrou ser imperial no jogo aéreo -, esteve também muito assertivo e compenetrado nas suas ações defensivas. Começou ao lado do seu capitão Luís Rocha e acabou ao lado de Ricardo Guima, mas foi sempre um esteio incontornável de um GD Chaves que sai de Coimbra com três pontos muito graças à prestação e ao golo do seu número “4”.

 

O FORA DE JOGO

Ricardo Dias – O médio-defensivo continua a desempenhar funções de central, mas no jogo de hoje não se revelou suficientemente eficiente nas suas ações individuais. Tem claras culpas no cartório no golo inaugural da partida e tem pequenas mas importantes – e apenas por sorte não-letais – distrações na partida de hoje que fazem dele o elo mais fraco deste Académica/OAF vs GD Chaves.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA/OAF

A turma academista dispôs-se em campo num 4-2-3-1 que permitia encaixar taticamente no adversário e explorar a capacidade dos seus médios. O duplo pivô composto por João Lucas e Reko aportava à Briosa equilíbrio sem bola e capacidade para a guardar e circular quando na sua posse.

À sua frente no terreno e incumbido de tarefas mais ofensivas estava Jonathan Toro, que podia fazer uso da sua proeminência ofensiva para expor a sua reconhecida técnica e a sua tomada de decisão no último terço (francamente acima da média para a atual realidade da Académica/OAF). A segurança dos dois centrocampistas que tinha a guardar as suas costas assim o permitiam.

Quando o miolo é sólido também a côdea beneficia. Traquina – pela esquerda – e Fatai – pela direita – podiam soltar as rédeas da inebriante técnica que lhes assiste, pelas alas. Todavia, notava-se no jogo dos alas estudantis uma ordem clara de Pedro Duarte para procurarem pisar espaços interiores.

Sozinho na frente na teoria, mas com a companhia dos alas na prática, João Carlos era homem-alvo umas vezes e avançado móvel outras. O seu trabalho na pressão sobre a primeira fase de construção flaviense era fundamental para a materialização do plano defensivo da sua equipa.

Equipa essa que, ofensivamente, vivia muito das incursões laterais de Traquina, possibilitadas em grande medida pelos posicionamentos e pelas movimentações em espaços interiores de João Carlos e Jonathan Toro. Nos 10 minutos finais e numa busca desenfreada pelo empate a duas bolas, os estudantes passaram a jogar num 4-4-2 que por vezes se transmutava num 4-2-4.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (5)

João Pedro (5)

Michael Douglas (5)

Ricardo Dias (4)

David Sualehe (5)

João Lucas (6)

Reko (6)

Toro (7)

Traquina (6)

Fatai (6)

João Carlos (5)

SUBS UTILIZADOS

Costinha (4)

Fábio Fortes (5)

Mimito (5)

Hugo Seco (4)

Mauro Caballero (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

Os flavienses colocaram-se no retângulo de jogo num 4-2-3-1 bastante semelhante ao da Briosa. Higor Platiny era o elemento mais avançado e era, quiçá, o elemento de maior trabalho sem bola dos forasteiros. Nas suas costas, mas muito fluido, João Teixeira açambarcava para si a função de criativo da equipa transmontana.

O duplo pivô defensivo no meio-campo do Chaves visava proporcionar à mesma equilíbrio tático e capacidade de recuperação, fazendo uso da experiência de Nuno Coelho e do poderio físico de Obiora, para além do bom posicionamento que estes dois elementos demonstram dentro das quatro linhas.

Apesar de terem em Platiny um bom homem-alvo, os jogadores do Chaves procuravam circular a bola quando possível e não entrar em tentativas desesperadas e pouco objetivos de servir em jogo direto o avançado de 31 anos. Wellington, pela esquerda, e Adriano Castanheira, pela direita, eram procurados com frequência para deslocar o centro de jogo do altamente povoado terreno interior.

Contudo, nenhum dos dois jogadores do Chaves foi tão acutilante nas suas incursões pela ala como foi, por exemplo, João Traquina do lado contrário da contenda.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Vítor (6)

Nuno Campos (6)

Alexsandro (7)

Luís Rocha (6)

Bruno Langa (5)

Obiora (6)

Nuno Coelho (6)

Adriano Castanheira (5)

João Teixeira (7)

Wellington (6)

Platiny (7)

SUBS UTILIZADOS

João Batxi (5)

Patrick Fernandes (5)

Ricardo Guima (-)

Paulinho (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

ACADÉMICA/OAF

Bola na Rede: Nos dois primeiros jogos ao serviço da Académica, havia repetido o onze. Hoje, deixou Mimito no banco e apostou em João Lucas para fazer duplo pivô com Reko. Trata-se apenas de gestão dos jogadores ou houve algo na estratégia que perspetiva ser a adotada pelo GD Chaves que o levou a escolher João Lucas em detrimento de Mimito?

Pedro Duarte: Tem a ver com o jogo que projetamos em cada semana. E a entrada do João Lucas era para podermos ter mais bola, para termos uma qualidade de passe que nos permitisse ligar entre setores e que nos pudesse ajudar nesse momento. O Mimito, embora também seja um atleta de passe, é um atleta que transporta jogo e pode ser importante no momento de chegada ao último terço. São estratégias, uma questão de perceber quais são os jogadores que melhor se adaptam ao jogo em questão.

 

GD CHAVES

Bola na Rede: O GD Chaves chegou à vantagem através de um canto. Este foi o oitavo golo de bola parada da sua equipa, apenas o CD Nacional, com nove, tem mais golos desta forma. A bola parada é uma preocupação sua nos treinos ou não há uma relação assim tão grande da equipa com os lances de bola parada?

Vítor Campelos: É um dos momentos do jogo a que damos bastante relevância. Também sabíamos que a Académica nestes últimos dois jogos havia sido uma equipa que tinha bolas paradas bem trabalhadas, mas também trabalhamos durante a semana várias combinações de bolas paradas. Se bem que hoje as nossas bolas paradas foram quase todas diretas, porque sabíamos que a que a equipa da Académica não era uma equipa muito alta e podíamos explorar isso.

FC Porto x SC Braga | Enxugar as lágrimas europeias e focar no campeonato

Primeira Liga, jornada 14: domingo, 20h30, 12 de dezembro de 2021
ANTEVISÃO: JOGA-SE O CLÁSSICO DO NORTE, APÓS DESILUSÕES EM “NOITES EUROPEIAS”

O FC Porto recebe em casa o SC Braga, um duelo de equipas do norte do país, que figuram nos lugares cimeiros do campeonato.

DRAGÕES CONTRA GUERREIROS NUM JOGO EM QUE NINGUÉM PODE PERDER PONTOS. TEREMOS AMBAS AS EQUIPAS A MARCAR NO JOGO DO DRAGÃO? APOSTA COM A BWIN!

Salientar que os azuis se encontram no segundo posto da competição (com menos um jogo que o líder à condição, o Sporting CP) – seguem com 8 triunfos consecutivos na prova e 41 jogos seguidos sem perder no campeonato.

Já os arsenalistas ocupam o quarto lugar do campeonato, a seis pontos do SL Benfica, no terceiro lugar da respetiva competição.

As duas equipas chegam a este Clássico do norte em situações “semelhantes”: o SC Braga, após um empate contra o Estrela Vermelha, falhou o acesso direto aos oitavos de final da Liga Europa, já os dragões, saíram derrotados pelo Atlético Madrid, falhando o apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões.

Avizinha-se um clássico de revigoração, principalmente para os azuis e brancos, que esta semana saíram da maior competição europeia.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Nos últimos 5 duelos, o FC Porto venceu apenas uma vez os arsenalistas, que por sua vez levam duas vitórias;
  2. O FC Porto, nesta edição do campeonato, marcou em todos os jogos disputados em casa;
  3. O SC Braga leva quatro vitórias nos últimos cinco jogos do campeonato;
  4. A última vitória dos arsenalistas no Estádio do Dragão foi na época passada, na meia-final da Taça de Portugal, onde os azuis e brancos saíram derrotados por 3-2;
  5. O extremo Ricardo Horta leva três jornadas consecutivas a marcar;
  6. Luis Díaz é o melhor marcador da competição com 10 golos;
  7. Os dragões ainda não perderam nesta edição da Primeira Liga;
  8. Sérgio Conceição e Carlos Carvalhal já se defrontaram por sete vezes ao longo das suas carreiras, apresentando um histórico “empatado”: duas vitórias para ambos e três empates;
  9. Os dragões não perdem há 41 jogos para o campeonato;
  10. O SC Braga marcou sempre nos últimos nove jogos frente ao FC Porto;

JOGADORES A TER EM CONTA

FC Porto Vitória SC SC Braga
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luis Díaz – Num jogo desta dimensão, não há como o avançado colombiano não ser a figura a ter em conta dos azuis e brancos. É o melhor jogador a atuar no campeonato, não é uma avaliação subjetiva, por números é mesmo o melhor jogador a competir na nossa liga: 10 golos em 14 jogos! Pode ser decisivo no jogo.

Ricardo Horta FC Porto SC Braga
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ricardo Horta – Está num ótimo momento de forma: leva três jornadas consecutivas a marcar. É um jogador preponderante nas manobras ofensivas dos arsenalistas, sendo um dos melhores homens de último terço do campeonato.

XI’S PROVÁVEIS

FC Porto (4x4x2): Diogo Costa; João Mário, Mbemba, Pepe e Wendell; Otávio, Vitinha, Uribe e Luis Díaz; Evanilson e Taremi.

Treinador: Sérgio Conceição

“Espero que a minha equipa faça um bom jogo. Que seja agressiva quando não tem bola e que perceba onde o Braga sofre quando temos bola. Não podemos controlar a estratégia do adversário”

Sporting Braga (3x4x3): Matheus; Paulo Oliveira, Raúl Silva e Diogo Leite; Yan Couto, Al Musrati, André Horta e Galeno; Iuri Medeiros, Vitinha e Ricardo Horta.

Treinador: Carlos Carvalhal

“Que razões teria eu para não estar feliz? E se eu estou feliz, os jogadores também estão. O plantel não se compara com o do ano passado, não por ser melhor ou pior, mas é diferente. Há uma aposta nos miúdos da formação, alguns têm aparecido no ‘onze’ e poderão aparecer amanhã outra vez, é esse o destino do Sporting de Braga.”

PREVISÃO DO RESULTADO: FC Porto 2-1 SC Braga

Real Madrid CF x Club Atlético de Madrid: Em pleno dezembro, a capital espanhola vai aquecer

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Liga Espanhola, Jornada 17: domingo, 20h00, 12 de dezembro de 2021 

ANTEVISÃO: CONTINUIDADE PARA O REAL, TUDO OU NADA PARA O ATLÉTICO

Dez pontos e três posições separam os rivais de Madrid em vésperas de mais um dérbi. Durante muitos anos o “Atleti” foi o parente pobre do Real Madrid, que vivia na sombra das conquistas e das contratações galácticas do rival. Hoje, a história é diferente, mas para os adeptos do Atlético de Madrid há sempre a vontade de o continuar a provar. Este domingo, defrontam-se um Real Madrid em ascensão e um Atlético que teima em ser titubeante.

OS MERENGUES PODEM APROVEITAR O DÉRBI PARA REFORÇAR A LIDERANÇA. SERÁ QUE VÃO VENCER? APOSTA JÁ NA BWIN.PT!

Depois de uma época 2020/2021 sem títulos e marcada por uma série de exibições pálidas dos “merengues”, Florentino Pérez decidiu resgatar o velho conhecido Carlo Ancelotti. O experiente técnico italiano foi o obreiro de “La Décima”, em 2014, e hesitou em trocar um desamparado projeto do Everton FC por um regresso ao Santiago Bernabéu.

Meio ano depois, a aposta parece estar a dar frutos. O Real Madrid segue isolado na liderança da liga, venceu o grupo da Liga dos Campeões e regressou a um nível exibicional que na época passada parecia uma miragem. Para além disso, o italiano parece estar a conseguir tirar proveito de jogadores como Vinícius Júnior, Éder Militão ou Asensio e até os esquecidos Luka Jovic e Gareth Bale (pode regressar de lesão hoje) já apareceram a marcar. A defesa, que muitos julgavam demasiado curta, é a terceira menos batida do campeonato e os 37 superam em dez o segundo melhor ataque.

Do outro lado, há um Atlético que é campeão em título, mas que padece de um problema crónico de irregularidade exibicional. O que é certo é que o estilo de jogo de Simenone vai convencendo com vitórias … há quase dez anos. Esta época não tem sido brilhante, o que se reflete nos dez pontos de desvantagem para os “merengues” – com um jogo a menos. No percurso, incluem-se derrotas perante o Deportivo Alavés e o RCD Mallorca e já cinco empates.

As próximas semanas são absolutamente decisivas para os “colchoneros”. Depois da “batalha” vencida no Dragão, seguem-se três jogos seguidos fora de casa: Real Madrid, Sevilla FC e CF Granada (o tal jogo em atraso). Quer isto dizer que os homens de Siemeone só dependem de si para passar o Natal a quatro pontos do Real. Ao mesmo tempo, e na pior das hipóteses, podem ficar a 19 pontos dos rivais. Um intervalo de 15 pontos que vai fazer a diferença para as contas finais.

Como se não bastasse, o plantel de Simeone continua a ser fustigado por lesões. Os centrais Gimenez e Savic não jogam e Luís Suarez está em dúvida. Não quero, de todo, dizer que o Real Madrid é um favorito claro. Um dérbi é sempre um dérbi e se há equipa capaz de dar a volta nas situações mais desfavoráveis é o Atlético de Madrid. Com o carismático Mateu Lahoz no apito, estão reunidas condições para uma noite escaldante em Madrid.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Real Madrid e Atlético de Madrid já se defrontaram 227 vezes.
  2. Os “merengues” somam 113 vitórias, contra 56 dos “colchoneros” e 58 empates.
  3. O saldo é ainda mais desequilibrado quando o Real joga como visitado. 69 vitórias, contra apenas 16 do Atlético de Madrid.
  4. O último triunfo do Atlético de Madrid no Santiago Bernanbéu foi em fevereiro de 2016, com um golo solitário de Griezmann.
  5. Esta temporada apenas uma equipa conseguiu ganhar na visita ao Real Madrid: o FC Sheriff.
  6. A longevidade é uma característica comum aos dois plantéis. Há 17 jogadores que estão ligados ao clube há pelo menos cinco anos.
  7. No Real Madrid são 11: Carvajal, Nacho, Marcelo, Casemiro, Kroos, Modric, Isco, Asensio, Lucas, Bale e Benzema.
  8. No Atlético são seis: Oblak, Gimenez, Savic, Vrsaljko, Koke e Correa
  9. Carlo Ancelotti e Diego Simeone já defrontaram em 15 ocasiões.
  10. O argentino leva vantagem, com seis vitórias contra cinco do italiano e quatro empates.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Vinicius Júnior – Com 12 golos e cinco assistências até ao momento, o jovem brasileiro já pulverizou todos os seus registos desde que chegou ao Real Madrid em 2018. Finalmente, parece estar a corresponder às expetativas e está em vias de negociar um novo contrato. Este dérbi é o palco ideal para provar que também pode ser decisivo nos grandes jogos.

 

Antoine Griezmann – Aos poucos, o francês vai recuperando a confiança dos adeptos “colchoneros”, depois de um regresso conturbado. Os números – sete golos e duas assistências, em 17 jogos – são razoáveis e golo ao FC Porto na quarta servir para aumentar os níveis de confianças. Marcar no Santiago Bernabéu seria uma excelente forma de dar continuidade ao bom momento.

 

XI’S PROVÁVEIS

Real Madrid CF – Courtois; Carvajal, Éder Militão, Alaba, Ferland Mendy; Casemiro, Kroos, Modric; Asensio, Benzema, Vinícius Júnior

Treinador: Carlo Ancelotti

“É claro que o aspeto emocional de um dérbi vai contar, mas no final são só mais três pontos. Há mais pressão na equipa, os adeptos sentem o jogo de uma forma particular e o nosso trabalho é ganhar e dar essa alegria à ‘afición’”.

 

Club Atlético de Madrid – Oblak; Kondogbia, Felipe, Hermoso; Llorente, Koke, De Paul, Lemar, Carrasco; Correa, Grizemann

Treinador: Diego Simeone

“É um jogo importante contra o nosso rival, que está a atravessar uma ase muito boa. Desde a chegada do Ancelotti que têm demonstrado uma grande solidez defensiva, que lhes permite potenciar a parte ofensiva. Se lhes quisermos ganhar, vamos ter de levar o jogo para onde queremos”.

 

REAL MADRID CF 2-1 CLUB ATLÉTICO DE MADRID