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Sporting CP 2-0 Boavista FC: Vitória ao som do tango de Sarabia

A CRÓNICA: SPORTING CP NÃO PERDE TEMPO NA SEGUNDA PARTE E DITA A PARTIDA

Leões e panteras no frente a frente. De um lado um Sporting motivado, acabadinho de fechar a fase de grupos da Champions rumo aos oitavos e vindo de uma grande vitória na Luz. Do outro, um Boavista FC em ponto de viragem ao comando de Petit.

Como era esperado, os axadrezados apresentaram-se em Alvalade com um bloco muito recuado e fechado. Ainda assim, a mostrar um pouco do seu veneno em lances de transição.

Aos oito minutos, valeus aos leões a muralha Adán a fazer a mancha e a negar uma grande oportunidade em que Gorré aproveita uma bola nas costas da defesa verde e branca. Já antes disso, o recém regressado Coates tinha decidido dizer “presente” com um cabeceamento à figura.

O resto da primeira parte foi de um único sentido. Os leões partiram para cima e iam sendo várias as oportunidades falhadas. A tendência de jogo pelos flancos ia-se mantendo, mas as dificuldades em chegar com ataque organizado no último terço eram evidentes. Os leões ainda festejaram no final da primeira parte por um grande golo de Pedro Porro, mas o lance foi invalidado por fora de jogo por Matheus Nunes no corredor esquerdo.

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O Sporting entra no segundo tempo com a quinta mudança. Numa excelente jogada, os leões conseguem carimbar o primeiro golo (legal) da noite. Aos 53′, assistência de Nuno Santos pela esquerda, Sarabia com toda a classe, faz uma pequena rotação para encontrar o seu melhor pé e, desta forma, lançar a bola para o fundo das redes.

Aberta a “lata”, tudo se torna mais fácil. Aos 59 minutos, foi a vez de Nuno Santos ter feito gosto ao pé. Movimentação de Sarabia nas costas da defesa leonina, abre alas para o número 11 que faz o 2-0. A emoção na arrancada esmoreceu-se no resto do primeiro tempo. Algumas nuances ao nível tático por parte de ambas as equipas, mas sem mais faturação nas balizas.

Ainda houve tempo para uma grande perdida de Pedro Gonçalves com a baliza escancarada, mas a bola acabou por sair ao lado da baliza de Bracali. Soma e segue, o Sporting vence frente a um complicado Boavista que fechou as trancas lá atrás, mas que não sobreviveu ao ímpeto leonino no início do segundo tempo.

 

A FIGURA

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sarabia – É merecedor até de menção no título. Cada vez mais entrosado com o estilo de jogo de Rúben Amorim, Sarabia vai dando mostras de qualidade e classe garantida em cada jogo. Está em crescendo neste Sporting. Resta esperar por mais nos próximos episódios. Menção também para Ugarte que fez uma excelente primeira parte.

 

O FORA DE JOGO

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Porro – Fiquei com dúvidas se o espanhol não estava em dificuldades físicas. Até marcou um belo golo que depois acabou por ser invalidado, mas o que é certo é que esteve muito apagado no flanco direito, talvez também pelo excelente trabalho de Filipe Ferreira. O Sporting acaba por criar muito mais oportunidades pelo lado oposto no primeiro tempo, na minha opinião, muito por causa disso.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Depois da revolução do onze frente ao AFC Ajax, Rúben Amorim faz três trocas no tabuleiro de xadrez em relação ao dérbi. Destaque para o regresso de Coates e a estreia a titular por parte de Nazinho. Nuno Santos mantém a titularidade da Holanda e, por sua vez, saem Neto, Feddal e Paulinho.

Um Sporting no seu habitual 3-4-3 com Matheus Nunes a colar-se, mais do que o habitual, aos três homens da frente de ataque leonina. A armada verde e branca a jogar muito mais pelos flancos e não tanto pelo meio, talvez pelo bloco muito fechado dos axadrezados.

Uma nuance evidente neste duelo: quando os leões conseguiam trocar com velocidade a bola, a facilidade para chegar ao último terço com perigo. Por outro lado, quando o Sporting não conseguia impor a velocidade, acabava por mostrar muitas dificuldades para furar a muralha defensiva das panteras.

Nota ainda para Manuel Ugarte que ia conseguindo estancar algumas investidas do adversário. A forma como o uruguaio caía rapidamente sobre o portador da bola para travar possíveis contra-ataques boavisteiros ia estancando alguns lances de perigo.

Destaque para Pedro Gonçalves que jogou mais recuado e no meio na segunda parte. Conseguiu descer e criar entrelinhas e, com isso, ir mexendo o xadrez montado por Petit em terrenos mais interiores.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Adán (7)

Matheus Reis (6)

Coates (6)

Matheus Nunes (6)

Nuno Santos (7)

Ugarte (7)

Sarabia (9)

Pedro Porro (5)

Gonçalo Inácio (6)

Pedro Gonçalves (7)

Nazinho (5)

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Esgaio (6)

Tiago Tomás (5)

Daniel Bragança (6)

Tabata (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Panteras com três trocas. Entraram Filipe Ferreira, Sebastián Pérez e Gorré para os lugares de Hamache, Makouta e Musa. Petit apresentou um Boavista à sua imagem: uma linha de cinco homens mais recuada seguida logo de uma segunda linha composta por quatro homens axadrezados.

Um bloco muito recuado e fechado, onde, em momentos defensivos, para além dos laterais recuarem, um dos médios do Boavista descia no terreno também. Talvez por Matheus Nunes estar mais avançado no terreno também. Um Sporting com mais bola, sim, mas com a as panteras a mostrarem algum do seu veneno em bolas de transição nas costas da defesa leonina.

Depois do 1-0, o Boavista aposta numa saída mais agressiva dos laterais que acabou por lhe custar caro no segundo tento dos de verde e branco. Numa fase final, Petit monta aquele que fica perto de um 4-4-2 depois de algumas substituições.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Alireza Beiranvand (6)

Javi Garcia (5)

Gorré (6)

Gustavo Sauer (5)

Yusupha (5)

Vukotic (4)

Filipe Ferreira (6)

Jackson Poronzo (6)

Nathan (5)

Sebastian Perez (6)

Rodrigo Abascal (6)

SUBS UTILIZADOS

Bracali (5)

Ntep (5)

Reggie Cannon (5)

Reymão (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: O Sporting que vimos hoje num jogo mais direto foi para responder à ausência de Paulinho que ajuda muito na construção e ligação de jogo. Pergunto-lhe também se o posicionamento do Pedro Gonçalves na segunda parte foi também em resposta a isto e se procurou que o Pote tivesse um pouco esse papel.

Rúben Amorim: Eu penso que nós podíamos ter posses mais longas. Por muito que às vezes pareça lenta a construção, às vezes tem de ser. Até ter a bola muito no meio para atacarmos quando eles nos pressionam. Acho que tivemos ligação, acho que o Pablo recebeu bolas entrelinhas, o Pote também.

O jogo direto foi porque o Boavista nos pressionou em cima. Eles são uns rapazes inteligentes, veem o que é que o jogo lhes está a pedir e há essa adaptação. Mérito dos jogadores.

Mais uma vez, é difícil estar lá dentro a dizer-lhes o que é que eles têm de fazer. Se nos pressionam mais em cima, os jogadores sabem que é para ir mais no espaço. Se nos pressionam mais em baixo, nós temos de arranjar o espaço. Temos de melhorar o ataque posicional, o que é difícil.

Mesmo sem o Paulinho, nós tivemos ligação. Tivemos dois jogadores que fizeram bem esse papel: que são o Pablo e o Pote.

Boavista FC

Não foram colocadas questões ao treinador do Boavista FC, Petit

Vitória SC 5-2 CD Tondela: Rei pune forasteiros com “chapa 5”

A CRÓNICA: NO D. AFONSO HENRIQUES, MANDARAM OS FILHOS DO REI

Vitória SC e CD Tondela enfrentaram-se na tarde deste sábado em desafio a valer para a 14ª jornada do campeonato português. Apostadas em contrariar o momento irregular de forma, ambas as formações entraram em campo estrategicamente em choque quanto ao método para chegar a vias de facto.

Declaradamente a jogar na contraofensiva, o Tondela conseguiu suster uma primeira fase de pressão vitoriana, levada a cabo por um Marcus Edwards endiabrado na faixa direita do ataque. O que é certo é que o controlo dos homens do castelo desmoronou-se através das investidas em profundidade dos visitantes.

Murillo, usufruindo da capacidade explosiva que lhe é reconhecida, apareceu na cara de Bruno Varela, sendo derrubado, ilegalmente, na hora “h”, por Borevkovic. 1-0, marcou um homem da casa, João Pedro, de penalti. Respirava-se intranquilidade nos homens de branco e a situação piorou minutos depois. No 2º andar, mais alto do que todos os outros, apareceu Undabarrena para gelar o D. Afonso Henriques, na sequência de um pontapé de canto.

Meia hora de jogo e uma desvantagem de dois golos… a missão do rei era complicada. A equipa prosseguiu a partida com mais bola, sem criar grandes situações de desequilíbrio, mas irrepreensível no momento do jogo que a colocou novamente na luta: grandes penalidades. Dois penaltis, dois marcadores diferentes (Tiago Silva, Oscar Estupiñan) e um 2-2 antes dos primeiros 45 minutos.

O caos tático que se verificou em inúmeros momentos do jogo, sobretudo na sequência de vastos desequilíbrios e lances de contra-ataque perigosos, deu lugar a uma acalmia inicial na segunda metade.  O apito de Artur Soares Dias estreou a primeira mudança no encontro, perpetuada por Pepa, que colocou Bruno Duarte na partida, alterando o esquema tático para um 4x4x2 com a saída de Tomás Handel do meio-campo.

No jogo jogado, as equipas apresentaram-se com ambições táticas idênticas. Estava predestinado algo especial para este desafio, e o mesmo surgiu com a marcação da quarta grande penalidade do dia: Marcus Edwards converteu, o recém-entrado Manu Hernando foi expulso e o Vitória SC colocou-se em vantagem, pela primeira vez, aos 62 minutos de jogo.

Com 10 unidades e a desvantagem no marcador, a equipa tondelense não conseguiu criar perigo da mesma forma. Nem por isso se absteve de fazer Bruno Varela suar, contudo, o impacto do golo e a desvantagem numérica foram decisivos para o desfecho do encontro.

Ainda antes do apito final, Marcus Edwards avolumou a vantagem caseira, marcando o quarto tento do rei. O Vitória tinha a mão nos 3 pontos, porém, ainda não tinha acabado ofensivamente. Rúben Lameiras, já em cima do término da partida, castigou ainda mais a equipa beirã.

Com esta vitória, a formação de Pepa sobe provisoriamente à quinta posição da Primeira Liga, somando 22 pontos em 14 jogos. Já o emblema de Tondela mantem-se com 12 pontos, na 12ª posição (com um jogo a menos) e à espera daquilo que vários emblemas da parte final da tabela possam fazer.

 

A FIGURA

Marcus Edwards reforços de inverno FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Marcus Edwards – Uma vez mais, assumiu a função de “ganha-pão” do Vitória SC. A exibição realizada pelo inglês encheu os olhos de qualquer espetador. O extremo assinou dois tentos e colocou em água a cabeça dos defesas do CD Tondela. Como se não bastasse, cada arrancada mostrava-se imparável, fosse no um para um ou na simples criação de jogo para o coletivo. Diferenciado, em todos os aspetos.

 

O FORA DE JOGO

Pako Ayestaran – O técnico espanhol teve culpas no desaire traduzido em goleada. A dupla alteração na linha de quatro defensiva comprometeu as aspirações que o CD Tondela tinha para a partida no reduto do Vitória SC. O central (Hernando) acabou expulso mal entrou na partida e o lateral esquerdo (Neto Borges) foi, à semelhança de Khacef, incapaz de segurar Edwards. No futebol, mantém-se a velha máxima: quem altera a estrutura defensiva, tem o dobro dos problemas.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

Diante do CD Tondela, os pupilos às ordens de Pepa apresentaram-se num 4-3-3 com disposição essencialmente ofensiva: Tomás Händel era a peça mais recuada, ocupando a “posição seis”, enquanto Tiago Silva e André Almeida funcionavam como médios “todo-o-terreno”.

Na primeira metade, o Vitória SC, no momento defensivo, teve alguma dificuldade em suportar e travar as investidas – nomeadamente em contra-ataque – do CD Tondela: João Ferreira e Rafa Soares sofreram momentos de aflição face às arrancadas de Jhon Murillho, Salvador Agra e Dadashov e a dupla de centrais (Mumin – Borevkovic) era o rosto da intranquilidade, com culpas em ambos os tentos tondelenses; por sua vez, o mesmo João Ferreira e Marcus Edwards eram os mais inconformados e procuraram, mais individual do que coletivamente, inverter a situação.

Pepa, ao intervalo, substitui Tomás Handel por Bruno Duarte com a pretensão de corporizar o setor ofensivo da equipa minhota. O terceiro golo é desenhado com uma bela jogada em contragolpe, plena de oportunismo e inteligência. Já em vantagem, e apesar da intranquilidade defensiva e do meio-campo destapado, Janvier e Alfa Semedo saltaram do banco para colmatar a brecha existente e impedir o jogo interior, fator onde o CD Tondela se superiorizou. Quaresma e Rúben Lameiras, por sua vez, refrescaram o ataque e contribuíram para o dilatar do marcador.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Varela (6)

Ferreira (7)

Mumin (5)

Borevkovic (5)

Rafa Soares (6)

Silva (7)

Handel (6)

Almeida (5)

Edwards (9)

Estupiñán (6)

Rochinha (5)

SUBS UTILIZADAS

Bruno Duarte (6)

Janvier (6)

Quaresma (6)

Semedo (6)

Lameiras (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

A equipa beirã, contrariamente à formação vitoriana, apostou num 4-2-3-1 alinhou com duplo pivot no miolo (T.Dantas – I. Undabarrena) e João Pedro em zonas mais avançadas no terreno enquanto J. Murillo e Salvador Agra se ocupavam dos respetivos flancos e constituíam uma ajuda extra, aquando dos momentos defensivos.

Até ao golo inaugural, a equipa de Pako Ayestáran concedeu a posse de bola ao adversário, defendendo com os onze jogadores atrás da linha de meio-campo; por sua vez, e apesar da dupla vantagem, o CD Tondela nunca dominou o encontro pelo facto de o meio-campo não conseguir reter a posse do esférico e por preocupar-se essencialmente em lançar os extremos na profundidade. A nível defensivo, destacaram-se os dois erros individuais que permitiram o relançar da partida e a avalanche de intentonas perpetradas pelo lado de Khacef.

Na segunda metade, a formação do distrito de Viseu entrou na partida com uma postura mais agressiva e foi a primeira a criar perigo. Excetuando o golo sofrido derivado de uma falta de concentração, o CD Tondela, a menos um, jogava entrelinhas com relativa facilidade e criava situações de perigo aquando das chegadas à baliza de B. Varela. A troca de centrais, quando a partida estava empatada, foi sentença pesada. Ofensivamente, Dadashov segurou os centrais e ganhou a maior parte dos duelos que disputou. Murillo, após o terceiro golo do Vitória SC, recuou e a equipa perdeu ímpeto.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Trigueira (6)

T.Almeida (5)

Sagnan (6)

Quaresma (5)

Khacef (5)

Undabarrena (6)

Dantas (6)

Murillo (7)

Pedro (7)

Agra (7)

Dadashov (6)

SUBS UTILIZADAS

Borges (3)

Hernando (0)

Augusto (5)

Alves (4)

Barbosa (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

VITÓRIA SC

BnR: Boa noite, mister! Antes de mais, parabéns pelo triunfo! A substituição de Tomás Handel pelo Bruno Duarte teve a pretensão de corporizar e conferir mais forma ao ataque e se o plano B surtiu mais efeito que o plano A?

Pepa: Hoje tivemos melhor no 4-3-3 do que no 4-4-2. Não é um problema de atitude. Temos de perceber melhor os momentos de jogo. Depende sempre das equipas que defrontamos e da maneira que as mesmas se dispõem em campo. Hoje, na primeira parte, fomos mais fortes no jogo interior. Na segunda parte, nem tanto. É verdade que a equipa necessita de mais eficácia, de ser mais efetiva no último terço, não adianta esconder esse problema. Ter essa estrutura amarelada desde cedo também dificultou o processo.

 

CD TONDELA

BnR: Ao longo do encontro, o CD Tondela criou diversas oportunidades através do espaço que o Vitória foi concedendo à sua equipa e mesmo depois de ter estado a vencer por 2-0, a sua equipa foi criando através dos mesmos moldes. Pergunto-lhe se sai deste jogo com uma amargura ainda maior por isto mesmo?

Pako Ayestáran: Bem, a verdade é que se tivéssemos sido mais eficazes na primeira parte, podíamos ter vencido o jogo. Muitas vezes temos de estar alerta e hoje não estivemos e a partir daí tudo se explica com a expulsão do Manu (Hernando). O Vitória é uma equipa com muito boas individualidades e se já era difícil jogar 11 para 11, com um a menos ainda foi mais difícil.

 

Rescaldo da opinião de Ricardo Rebelo e Romão Rodrigues.

Papo de Bola #8: Antevisão da Copa do Brasil

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Papo de bola no bola rede podcast sobre a copa do brasil

HORA DO OITAVO EPISÓDIO DO PODCAST “PAPO DE BOLA” SOBRE
A ATUALIDADE DO FUTEBOL SUL-AMERICANO!

Neste episódio do “Papo de Bola” fazemos uma antevisão da final da Copa do Brasil entre Athletico Paranaense e Atlético Mineiro. Quem é o favorito para vencer?

Fica com a oitava edição deste podcast, que está disponível no Spotify, bem como em todas as plataformas habituais.

8.º PROGRAMA – PAPO DE BOLA ANTEVISÃO COPA DO BRASIL

3 possíveis reforços de inverno para o FC Porto

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Não é novidade para ninguém, o Ano Novo aproxima-se e isso no mundo do futebol significa sempre oportunidades de negócio, reforços de inverno do plantel ou então arrumar a casa.

Deste modo, o FC Porto não foge à regra, sendo que a eliminação da Liga dos Campeões pode fazer com que os azuis e brancos analisem a reabertura de mercado com maior cuidado.

No entanto, isso não significa que o plantel precisa de retoques, porque é demais evidente que são precisos alguns ajustes, tal como, a título de exemplo, na defesa e no ataque. Sendo assim, os meus palpites vão para um defesa, que na realidade parece estar próximo e num desejo lá para a frente.

Johnny Gargano, o adeus emocionado do porta-estandarte do NXT | WWE

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NBA | O melhor 5 da semana, artigo do bola na rede sobre NBA

Johnny Gargano é conhecido como um dos talentos mais qualificados que já pisaram os ringues da WWE, um grande feito que foi igualado somente pela elite do NXT.

Contudo, desde que começou o seu caminho até ao estrelato, “Johnny Wrestling” foi desvalorizado e rejeitado mais vezes do que se pode contar.

Quando deu os primeiros passos na indústria do wrestling profissional, disseram-lhe que era muito pequeno para ser levado a sério na terra dos atletas sobre-humanos.

Aliás, ainda tem o e-mail da rejeição que recebeu depois de participar num teste de captação da WWE em 2015, mantendo-o como um lembrete do quão longe chegou.

Depois de ter suportado a dura realidade de não ter um contrato, Johnny Gargano deixou a sua marca no NXT através da parceria com Tommaso Ciampa.

A dupla conhecida como “DIY” elevou a divisão tag team da NXT a novos patamares, produzindo rivalidades clássicas contra nomes como The Revival e AOP, bem como um impressionante reinado enquanto Campeões de Duplas do NXT.

Após a implosão do conjunto em 2017, um destino provocado pela traição implacável de Ciampa contra Gargano, os dois astros passaram por mais altos e baixos do que uma viagem de montanha-russa, culminado numa das rivalidades mais icónicas da história da WWE.

Como tal, quer sejam amigos ou inimigos, as jornadas de Gargano e Ciampa no NXT sempre estiveram interligadas uma com a outra.

Gargano sofreu perdas esmagadoras nos maiores palcos, passou por crises de consciência e enfrentou dificuldades pessoais, apenas para ressurgir cada vez mais forte, tornando-se até mesmo no primeiro Campeão da Tríplice Coroa na história do NXT.

Para além disto, competiu em mais TakeOvers do que qualquer outro Superstar e esteve envolvido em muitos dos grandes combates de todos os tempos do NXT, frente a oponentes como Adam Cole, Andrade Cien Almas e por aí fora.

Mas, como em tudo na vida, o fim faz parte da jornada.

Gargano participou no NXT WarGames 2021 como integrante da equipa “Old School”, que incluía outras estrelas do WWE NXT, nomeadamente Tommaso Ciampa, LA Knight e Pete Dunne. E, segundo o próprio atleta na edição desta semana do NXT, esta foi a sua última luta perante o público fiel da antiga Black and Gold Brand.

No evento principal da noite de terça-feira, Johnny Gargano falou sobre o seu futuro, dando a entender que estava a fazer a sua despedida. O segmento terminou com Grayson Waller interrompendo Gargano, ao acertá-lo com uma cadeira pelas costas.

Para aumentar a especulação sobre essa forte possibilidade, Shawn Michaels e Tommaso Ciampa apareceram após o evento para se despedirem publicamente de Gargano e de Kyle O’Reilly, que também vai abandonar a marca.

Melhores amigos na vida real, a jornada da dupla Gargano e Ciampa, desde a tag team “DIY” à sua sequência de confrontos brutais e incrivelmente pessoais em diversos TakeOvers, será recordada com carinho por muitos fãs ao redor do mundo.

Porquê que Johnny Gargano vai deixar o NXT? Segundo relatos, é porque o seu contrato com a WWE terminou. O contrato de Gargano já havia expirado a 3 de dezembro, mas foi prolongado porque o ex-Campeão Principal do NXT fazia parte dos planos para o NXT WarGames.

Johnny Gargano foi uma das figuras mais populares da WWE e venceu o Tag Team Championships, o NXT Championship e o North American Championship.

A sua saída é um duro golpe para as aspirações de um NXT em plena fase de reconstrução do seu plantel, perdendo assim um dos veteranos que poderia ajudar no desenvolvimento de novas estrelas.

É o fim para Gargano no NXT, pelo menos por enquanto. Embora tenha prometido contar tudo aos fãs, ainda há algumas questões pairando sobre o seu futuro. Isso pode muito bem ser porque o próprio não sabe o que o futuro lhe reserva.

Nos últimos meses, muitas ex-estrelas da WWE mudaram-se para AEW. Ex-Campeões do NXT como Malakai Black, Adam Cole e Andrade juntaram-se à AEW e agora estão a contribuir fortemente para o sucesso da sua nova casa.

Não se sabe se este terá sido definitivamente o adeus de Gargano da WWE ou apenas do NXT.

Os fãs presumem que Gargano pode escolher seguir o mesmo caminho que os seus antigos colegas e ingressar na AEW num futuro próximo. No entanto, nada foi confirmado ainda.

Há também uma chance de assinar novamente com a WWE e voltar para se vingar de Waller, provavelmente após o nascimento de seu bebé na vida real.

No entanto, se permitir que o seu contrato termine no final desta semana, Gargano estará livre para aparecer em qualquer lugar que quiser a partir de 11 de dezembro.

Caso este cenário se confirme, resta-nos apenas agradeçar as memórias que nos foram deixadas pelo melhor lutador de sempre do NXT.

Artigo de opinião redigido por Diogo Vieira

Foto de capa: WWE

 

Antevisão GP Abu Dhabi: Vantagem – Max Verstappen

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A ANTEVISÃO: O DIA DECISIVO É AMANHÃ, MAS O PILOTO DA RED BULL PARTE EM VANTAGEM PARA O ARRANQUE DA CORRIDA

Lewis Hamilton ou Max Verstappen. Um deles vai ser campeão do mundo de Fórmula 1 amanhã. O britânico da Mercedes procura o oitavo título, o neerlandês da Red Bull tenta alcançar o primeiro. Hoje disputou-se a qualificação e é Verstappen que vai partir à frente, depois de uma prestação dominante na Q3.

Max Verstappen fez a sua melhor volta em 1:22.109 minutos na sua primeira tentativa (beneficiando de um cone de aspiração que lhe foi dado pelo colega de equipa Sergio Pérez), sem que Hamilton e a Mercedes tivessem resposta, apesar de estarem próximos nos treinos livres e nos anteriores segmentos da qualificação.

Max Verstappen vai começar a corrida de pneus macios, depois de queimar a travagem na sua primeira tentativa de médios na Q2, enquanto Hamilton vai começar com os pneus médios. A distância entre os dois na Q3 foi de 371 milésimos, com Lando Norris (McLaren) a ocupar o terceiro lugar na grelha, embora já a mais de oito décimas de Verstappen.

Pérez parte de quarto, à frente do Ferrari de Carlos Sainz e do segundo Mercedes de Valtteri Bottas, que não foi instruído a dar cone de aspiração a Hamilton durante a Q3. Charles Leclerc foi sétimo no segundo Ferrari, à frente do AlphaTauri de Yuki Tsunoda, que até teve a sua melhor volta na Q3 apagada por exceder limites de pista. Esteban Ocon, da Alpine, foi nono, com o segundo McLaren de Daniel Ricciardo a fechar o top-10.

Ricciardo que é um de cinco pilotos (juntamente com Fernando Alonso, Sebastian Vettel, Pierre Gasly e Esteban Ocon) que foi chamado aos comissários depois de um enorme trânsito nos instantes finais da Q2, que levou Vettel a parar completamente o carro em pista por breves instantes.

O piloto da Aston Martin sentiu que foi impedido por Ocon na Q1 e teve um incidente com o AlphaTauri de Pierre Gasly na curva 1 da Q2 que também vai ser investigado, para além da questão do trânsito. Vettel foi 15.º, atrás do Alfa Romeo de Antonio Giovinazzi e de Lance Stroll, seu colega de equipa. Gasly foi 12.º, atrás de Alonso (Alpine), que sentiu que foi prejudicado por Ricciardo na última curva no fim da sua volta rápida.

Poucas surpresas na Q1, com Nicholas Latifi a bater o seu colega de equipa da Williams George Russell em qualificação pela segunda vez esta época, mas ambos a serem eliminados, em 16.º e 17.º. Kimi Räikkönen (Alfa Romeo) vai começar a última corrida da carreira em 18.º, à frente da dupla da Haas, composta por Mick Schumacher (19.º) e Nikita Mazepin (20.º).

Foto de Capa: Red Bull Racing

Liga Inglesa | Venha daí um sábado de futebol de gigantes…recheado de emoções fortes!

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Sábado de muito futebol em terras de Sua Majestade

Haverá melhor plano para este sábado do que assistir a um leque de grandes jogos daquela que é considerada a melhor liga do mundo? Bem, dificilmente…

É UM FIM-DE-SEMANA DE MUITO FUTEBOL EM INGLATERRA E PODES FAZER TODAS AS APOSTAS NA BWIN.PT! APROVEITA QUE AS ODDS ESTÃO INCRÍVEIS! APOSTA JÁ!

O primeiro jogo deste sábado arranca em Manchester pelas 12h30m, seguem-se três partidas de enorme relevância pelas 15 horas e ainda há lugar reservado para outro grande duelo pelas 17h30m. Em suma, serão sete horas de grande futebol e ninguém vai querer perder pitada. Mas vamos por partes.

Embalado por cinco triunfos consecutivos na Liga Inglesa, o Manchester City FC recebe a armada lusa do Wolverhampton Wanderers FC e vai procurar “meter a sexta” para garantir que continua na liderança isolada do campeonato.

Do outro lado, a equipa de Bruno Lage segue na oitava posição e vem de três jogos sem ganhar e sem marcar (tendo sofrido apenas um golo), mas irá querer surpreender o conjunto bem organizado de Guardiola. Num jogo com vários craques portugueses de parte a parte, quem levará a melhor?

😁 A Carrow Road classic from 2005…

Goals from @TheDeanAshton and @LeonMcKenzie1 stunned #MUFC in front of a raucous home crowd! 🙌#NCFC | #NORMUN pic.twitter.com/mzcZHU48c4

— Norwich City FC (@NorwichCityFC) December 10, 2021


A 35 milhas (ou 56 quilómetros) do Etihad, viajamos para Anfield com o Liverpool FC a receber o Aston Villa FC, naquele que será certamente um regresso muito aplaudido de Gerrard a uma casa que bem conhece.

A formação de Klopp vem de quatro triunfos no campeonato – três dos quais com goleadas – e não quer tirar o pé do acelerador, esperando por “tropeções” dos concorrentes mais diretos. Já os Villans triunfaram em três dos quatro jogos com o novo treinador e acreditam que podem vencer num estádio onde já não ganham desde 2014…

À mesma hora, nota ainda para dois jogos igualmente relevantes em solo londrino. O Chelsea FC vai receber o Leeds United FC após ter perdido o comando da liderança na jornada anterior.

A formação de Tuchel foi a única do trio da frente que não poupou na Champions a meio da semana (por força da luta pelo primeiro posto do seu grupo) e terá pela frente um clube que ainda não venceu em Stamford Bridge no presente século. Porém, Bielsa de tudo fará para dar continuidade ao bom momento da equipa, apesar do 15º lugar devido a um mau arranque.

Já o Arsenal FC, sem competições europeias, prepara-se para receber na máxima força o Southampton FC. A equipa de Mikel Arteta perdeu três dos últimos quatro jogos, saltou da zona europeia para o sétimo posto e, por isso, necessita urgentemente de regressar às vitórias.

Do outro lado, os Saints estão sem vencer há quatro jornadas seguidas e ocupam apenas o 16º posto, mas a verdade é que também não têm sido presa fácil para os Gunners nos últimos confrontos diretos…

🤣🤣 pic.twitter.com/YuuZ3eCN3Y

— Liverpool FC (@LFC) December 10, 2021


Por fim, ao cerrar da noite de sábado, o Manchester United FC será a única das cinco grandes equipas inglesas a jogar na condição de visitante e desloca-se ao reduto do último classificado, o Norwich City FC.

Ambas as equipas já trocaram de treinador e se é verdade que Ralf Rangnick se estreou com um triunfo na passada jornada, não é menos verdade que o mesmo aconteceu com Dean Smith, tendo-se seguido dois empates e uma derrota. Os Red Devils procuram algo que ainda não conseguiram esta época: três vitórias consecutivas. Conseguirão?

Entre o trio da frente e o sexto e sétimo classificados, encontramos um fantástico West Ham United FC (que jogará no domingo no reduto do Burnley FC) e o Tottenham Hotspur FC, que viu o seu encontro ser adiado por conta de um surto de covid-19, e pode vir a ser ultrapassado nesta ronda pelo Manchester United FC.

E são essas as questões que se impõe perante os grandes duelos deste sábado: Os três da frente vão replicar o filme da jornada passada e trocar de posições? Quem conseguirá acabar a jornada em zona europeia e quem vai ficar de fora? Que impacto terão estes duelos na disposição da segunda metade da tabela? E surpresas…vão existir? A ver vamos…

Um sábado impressionante de muito futebol!

Sporting CP x Boavista FC: Leões com fome depois da derrota em Amesterdão

Primeira Liga: Sábado, 20:30, 11 de dezembro de 2021

ANTEVISÃO: SPORTING “COM MUITA PRESSA DE VENCER”

O Sporting CP ganha há oito jogos consecutivos para o campeonato. A última vitória foi frente ao SL Benfica na Luz por 1-3. Os verdes e brancos iam numa série de 12 vitórias consecutivas, interrompida apenas pelo AFC Ajax.

PETIT NUNCA VENCEU O SPORTING. SERÁ QUE É DESTA? APOSTA COM A BWIN

O comandante leonino afirmou na antevisão ao jogo que estavam “com muita pressa de vencer”. Esta derrota, embora já estivessem qualificados, pesou no grupo, pois colocou um fim na sequência vitoriosa que vinham a construir.

Para este Sporting de Amorim um jogo sem vencer é muito tempo, e é já contra os axadrezados que os leões vão à procura de começar uma nova série de vitórias.

Do outro lado vai estar um Boavista que se está a adaptar às ideias do novo treinador. A formação nortenha segue no 11º lugar apesar de não vencer para o campeonato desde agosto.

Petit procura agora, com o pouco de tempo de trabalho que tem, encorajar os seus jogadores a fazer o seu melhor neste duelo frente à melhor equipa da Liga, como disse em antevisão ao jogo.

10 DADOS RÁPIDOS

  • Rúben Amorim, como treinador, nunca perdeu contra o Boavista FC. Disputou dois jogos contra a formação nortenha, ambos ao comando dos leões, e venceu as duas vezes, sem ter sofrido qualquer golo.
  • Petit nunca venceu o Sporting. Disputou 14 jogos contra a formação leonina. Empatou quatro vezes e perdeu dez.
  • O último jogo entre estas duas equipas em casa dos verdes e brancos foi na época passada e ficou 1-0;
  • Das 58 vezes que o Sporting CP recebeu os axadrezados para o campeonato venceu 44 (76%). Os boavisteiros ganharam apenas uma;
  • No total de confrontos (128) o Sporting soma 255 golos marcados. O Boavista leva 121 tiros certeiros;
  • A vitória mais expressiva dos leões em casa foi um 12-1 na época de 1948/1949;
  • O maior triunfo do Boavista no reduto dos leões foi um 0-1 na temporada 1975/1976;
  • Os resultados mais comuns em Alvalade entre estas duas equipas, a contar para a primeira liga, e que se repetiram por oito vezes, são o 1-0 e o 2-0, ambos a favor dos verdes e brancos;
  • O jogador dos leões com mais golos apontados ao Boavista é Fernando Peyroteo com 18 tiros certeiros em 7 jogos;
  • Do lado dos axadrezados, Moinhos foi quem mais vezes fez as redes leoninas balançar (4 golos em 15 jogos);

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Gonçalves (Sporting CP) – O avançado leonino tem mais que nunca a pressão de fazer os golos da sua equipa. Paulinho está de fora devido à Covid-19 e, por isso mesmo, a fé dos sportinguistas está toda ela depositada no goleador de serviço da formação verde e branca.

Musa
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Petar Musa (Boavista FC) – O jovem atacante croata de 23 anos é o melhor marcador da formação axadrezada no campeonato. Leva cinco golos apontados. E marca há três jogos consecutivos.

 

XI’S PROVÁVEIS

Sporting CP (3-4-3): Adán; Luís Neto, Gonçalo Inácio, Matheus Reis; Pedro Porro, Ugarte, Matheus Nunes, Nuno Santos; Pedro Gonçalves, Tabata e Sarabia.

Treinador: Rúben Amorim

“Este jogo vai ser diferente, vão ter de ter mais calma com a bola e de pressionar mais alto. Tiveram dois jogos completamente diferentes e é esse o chip que têm de mudar.”

Boavista FC (3-4-3): Alireza Beiranvand; Rodrigo Abascal, Jackson Porozo, Javi Garcia; Nathan Santos, Sebastián Pérez, Ilija Vukotic, Yanis Hamache; Gustavo Sauer, Petar Musa e Yusupha Njie.

Treinador: Petit

“Sabemos que vamos ter de sofrer, porque o Sporting está num momento fantástico, mas temos de ir com coragem e fazer aquilo que fomos trabalhando para poder disputar o jogo.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: SPORTING CP 2-0 BOAVISTA FC

Manuel Ugarte: o natural substituto de João Palhinha

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Que indícios tem deixado Ugarte?

Manuel Ugarte tem vindo a ser titular na equipa do Sporting CP, desde a lesão muscular que João Palhinha sofreu. O internacional uruguaio foi um dos escolhidos para a dupla no meio-campo no dérbi lisboeta frente ao SL Benfica, e na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, diante do Ajax.

Analisando um pouco a exibição de Ugarte no Estádio da Luz, pode-se afirmar que a forma como entrou pela primeira vez a titular no campeonato foi impactante. O médio esteve em todo o lado, revelando um pulmão incansável, e fez uma grande exibição naquilo que é habitual nos jogos de Palhinha: foi muito agressivo nos duelos, quer no desarme em pé, como nos cortes de carrinho.

🇵🇹 Benfica 🆚 Sporting

A fantástica exibição de Manuel Ugarte 🇺🇾

Nunca um jogador tinha conseguido tantas ações defensivas no meio-campo do Benfica (8) esta temporada#LigaBwin #LigaPortugalBwin #SLBSCP #RatersGonnaRate pic.twitter.com/MLfqrCho7z

— GoalPoint.pt (@_Goalpoint) December 3, 2021

Aliás, o maior elogio que se pode fazer a esta equipa leonina é mesmo o facto de não se ter notado que Coates e Palhinha, dois dos mais importantes jogadores do Sporting CP, estavam de fora do encontro. Este fator é revelador de que, mais uma vez, Ruben Amorim comprova que a tal questão do plantel curto tem sido preponderante para motivar todos os jogadores por igual, mesmo aqueles que não têm somado tantos minutos.

Ugarte é um atleta “feito” para jogar no meio-campo a dois que o treinador português tanto adora. Para além de ser um jogador muito inteligente no posicionamento, a sua agressividade sem bola pode ser ainda mais aplicada porque atrás tem três defesas centrais na cobertura, algo que dá mais liberdade para uma pressão intensa no adversário.

Para além dos aspetos defensivos de que tenho vindo a falar, penso que a vantagem que Ugarte tem a relação a Palhinha é mesmo no momento ofensivo da equipa. O uruguaio tem critério tanto na saída como na condução de bola, podendo também atuar como uma espécie de box-to-box. Aliás, essa foi precisamente a sua função no aquando do jogo da Taça de Portugal, contra o CF “Os Belenenses”, com Daniel Bragança a realizar o papel de 6 mais construtor.

Manuel Ugarte
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Confesso que não me lembro de ver um meio-campo do Sporting CP com tão boas e diferentes opções: João Palhinha como médio destruidor de jogo, incansável e lutador durante toda a partida; Matheus Nunes como um 8 box-to-box, incrível no desequilíbrio e aceleração que mete no jogo aquando das saídas em transição; Daniel Bragança como o médio perfumado da equipa, mágico na forma como mete a bola onde e quando quer; e Manuel Ugarte, um destruidor com qualidade com bola no pé.

Num cômputo geral, penso que Manuel Ugarte pode ser uma grande mais-valia para este Sporting CP. É um médio bastante completo, tanto defensivamente como no momento atacante, e com os seus apenas 20 anos, tem uma enorme margem de progressão. Cabe-lhe a ele, agora, provar que a monstruosa exibição que realizou na Luz não foi fruto do acaso.

 

Fim de Linha para Jesus: Reinvenção ou acomodação?

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A lição de Rúben Amorim a um mestre que sempre teve dificuldades em reconhecer foi a machadada final no reinado de Jorge Jesus no SL Benfica.

Pelas circunstâncias da vitória leonina, pela carga dramática que o resultado tomou e pela definita certeza de que a nova fornada portuguesa de treinadores reclama total emancipação da geração anterior (e daqui nasce curiosa e repetitiva ocorrência que insiste em marcar a última década), os treinadores mais dominadores do campeonato em fases sequenciais primaram pela juventude e pela falta de experiência tão reclamada pelos teóricos como primordial para se ter sucesso no “manhoso” campeonato português.

Errado, como comprovaram os números e os títulos de André Villas-Boas, Vítor Pereira, Bruno Lage ou Rúben Amorim. Todos eles quase estreantes nas lides de comandante duma equipa sénior de elite antes de varrerem os opositores.

Bruno Lage pegou nos encarnados com a época em andamento e tornou-se campeão no final da época
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A melhor época de sempre protagonizada pelo FC Porto é obra dos dois primeiros, projecto que levou a duas invencibilidades totais em três anos; Lage pegou nos seus meninos do Seixal para terraplanar uma Liga Portuguesa e fazer 35 vitórias nos primeiros 37 jogos, até chegar a hecatombe emocional. Amorim, não satisfeito, repete a fórmula, “remasteriza-a” e faz do Sporting CP campeão 19 anos depois e qualificado milionário ao fim de 13. Nada mau, hein?

Jorge Jesus, por seu turno, teve que esperar por uma oportunidade do mesmo género até aos 55 anos. Herdando o Benfica quase por estrear em termos táticos (mas farto do trabalho «invisível» de Quique Flores) conseguiu operar choque competitivo que elevou as Águias e as colocou num patamar sonhado desde os anos 90.

O primeiro ano (2009/10) foi uma lua de mel impensável rapidamente estragada pela segunda temporada imersiva num banho de realidade que ainda hoje perdura no traumatizado subconsciente encarnado: 5-0, 1-2, 1-3 para a Taça, queda perante o SC Braga nas meias-finais da Liga Europa, depois duma Champions League catastrófica (imaginar que o único bom apontamento, o 4-3 contra o Olympique Lyonnais, não seriam três pontos caso o jogo durasse mais cinco minutos), e a certeza da falência dum sistema de 4-4-2 losango ao alto nível – ocorre então a primeira metamorfose tática de Jesus, que incorpora um imberbe Axel Witsel para emparelhar com Javi Garcia na intermediária.