Entre as épocas de 2002 a 2004, o Futebol Clube do Porto viveu anos de glória sob o comando de José Mourinho e pelas mãos do “Special One” passou uma geração de Ouro de craques nacionais como, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Costinha, Maniche e Deco (mais tarde naturalizado português). Foram estes mesmos nomes que fizeram parte do onze da excelente campanha da seleção portuguesa até à final no Euro 2004.
Perante este lote de jogadores nacionais com qualidades ímpares e inigualáveis, os grandes europeus, trataram rapidamente de “despir” o plantel campeão europeu. Primeiro levaram José Mourinho e mais tarde levariam a maior parte das estrelas de maior gabarito. Resultado disso, o FC Porto viria a perder o título nacional em 2004/2005 para o seu maior rival SL Benfica.
Estava na altura do chef Pinto da Costa pôr mãos à obra!
Numa altura em que o talento em Portugal parecia aparentemente extinto, ou pelo menos não comparável à geração de 2004, Pinto da Costa viu-se obrigado a fazer uma espécie de “safari” pelo continente sul-americano e procurar “matéria-prima” de qualidade para o seu Porto.
Fonte: FC Porto
A sua primeira paragem foi a Argentina. Do país sul-americano, o chef trouxe no saco uma fornada recheada de talento e qualidade para a época de 2005/2006 com o objetivo de recuperar o título nacional perdido no ano anterior. Chegam então ao dragão dois argentinos: Lisandro Lopez, que assume desde cedo o estatuto de homem golo, contabilizando um total de 63 golos em 140 partidas e ainda, Lucho Gonzalez, o El Comandante que ainda hoje é um dos maiores ídolos do clube. Estes dois formaram uma dupla quase telepática e mortífera para os seus adversários e isso foi suficiente para os dragões recuperarem o título nacional nessa época.
A Volta a França está na estrada e a equipa de ciclismo do Bola na Rede fez as suas apostas, tendo-se juntado mais três membros do site. Vê as nossas e deixa-nos as tuas apostas.
Camisola Amarela:
Um dos dois vencerá o Tour, provavelmente Fonte: ABC
Chris Froome: Por muito que esteja longe de ser uma boa época, até agora, para o britânico, a verdade é que o seu pico de forma é apontado para o Tour e isto aliado a uma descomunal equipa, ao facto de ser dos ciclistas mais completos no pelotão e já ir a caminho do seu 4.º triunfo, acabará por, espero eu, dar-lhe a vitória. (Nuno Raimundo)
Chris Froome: O britânico, como é seu apanágio, prepara toda a sua época a pensar no Tour de France, é o seu foco. Rodeado de uma equipa capaz de dominar em praticamente todos os terrenos, em especial na montanha, é um garante para quem quer vencer a Grande Boucle. Depois de já ter vencido 3 Tours de France, é normal que Froome seja o maior candidato a vitória final. (Tiago da Silva Ferreira)
Richie Porte: O domínio do britânico Chris Froome corre sérios riscos de terminar nesta 104ª da histórica corrida. Com a vitória no Tour de Romandie e 2º lugar no Dauphiné, o australiano da BMC está mais forte que nunca (até no contrarrelógio conseguiu bater Martin). Chegou a hora de Porte. (João Filipe Coelho)
Richie Porte: Acredito que o australiano pode ser o vencedor do Tour. É um corredor completo que atravessa um excelente momento de forma. Na montanha poucos estarão ao sei nível, no CRI não vai perder tempo para os principais favoritos, e tem uma super equipa com ele. Não partindo como principal favorito o Australiano de 32 anos pode superar a forte concorrência. (Luís Coelho)
Chris Froome: O que noutros anos podia ser uma escolha óbvia este ano não é assim tanto. Mas aposto no homem da Sky, apesar da sua prestação até agora inferior a Richie Porte. Mas todos sabemos das suas capacidades e da capacidade da sua equipa, daqui a três semanas saberemos a resposta (Rodrigo Fernandes)
Camisola Verde:
Sagan quer voltar a sair de Paris de verde Fonte: Marca
Peter Sagan: Alteram-se as regras, mas o vencedor continua a manter-se o mesmo e é difícil acreditar noutra coisa que não a vitória do campeão do mundo nesta camisola. Apenas um ciclista como Matthews poderá incomodar ou igualar o recorde de Erik Zabel, principalmente porque tanto Sagan como Matthews conseguem fazer a diferença em vários tipos de etapas. (Nuno Raimundo)
Peter Sagan: De todos os sprinters em prova, o eslovaco é o rei das camisolas verdes contabilizando 5 vitórias consecutivas nesta categoria. A polivalência de Sagan é que faz a diferença para outros sprinters, nomeadamente na passagem das etapas mais duras, é para mim o maior candidato a levar a camisola verde. (Tiago da Silva Ferreira)
Peter Sagan: O eslovaco é claramente favorito para conquistar a classificação por pontos mais uma vez. A sua capacidade para entrar em fugas e conquistar pontos nos sprints intermédios irá voltar a ser fulcral. (João Filipe Coelho)
Peter Sagan: O ciclista eslovaco é o principal candidato a ganhar a camisola verde. Apesar de não ser o mais “rápido” do pelotão é sem dúvida o mais regular entre os sprinters. Consegue passar a media montanha com alguma facilidade e essa capacidade dá-lhe uma vantagem importante para os adversários. Acredito que vai repetir a vitória do ano passado. (Luís Coelho)
Peter Sagan: Acho que é impossível apostar noutro ciclista que não ele. Longe de ser o melhor sprinter puro é no entanto o mais regular de todos, o que lhe dá muito mais possibilidades do que a toda a concorrência. (Rodrigo Fernandes)
“Não regressarei ao FC Porto. Não importam as condições, não voltarei. É uma decisão pessoal. Mesmo que haja dinheiro, o importante para mim é estar onde me sinto respeitado e valorizado.”
É estranho que ultimamente se venha associando o nome de Aboubakar a um eventual regresso ao FC Porto, sobretudo depois de, por mais do que uma vez, o avançado camaronês ter deixado bem vincada a sua vontade de nunca mais voltar ao Dragão.
Face à obrigação de rentabilizar o que tem, abdicando de grandes esforços financeiros para reforçar o plantel, o FC Porto, por via do seu novo treinador, parece determinado a dar uma nova oportunidade a alguns jogadores que no último ano foram rodando em vários clubes na tentativa de se valorizarem e, posteriormente, renderem milhões ao clube. São os casos de Indi, Reyes e, agora, Aboubakar que, muito sinceramente, me parece muito pouco provável que esteja em condições, essencialmente psicológicas, de singrar na invicta.
Aboubakar fez uma época bastante positiva na Turquia. Ao serviço do Besiktas conseguiu marcar 19 golos em 38 jogos e, para que os turcos pudessem continuar a contar com os serviços do goleador, teriam de desembolsar dez milhões de euros. O próprio Fenerbahçe entrou em cena, mas também viu as suas investidas serem negadas, ora pela vontade do jogador, ora pela vontade do FC Porto.
Fonte: FC Porto
Ainda há dias falava da possibilidade de o FC Porto contratar Lautaro Martínez porque, de facto, é preciso reforçar o ataque face à saída de André Silva. Muito sinceramente, parece-me um jogador de grande qualidade e, também, com um preço nada convidativo. Porém, creio que uma eventual inclusão de Aboubakar no plantel possa vir a ter um custo igualmente muito grande.
Sabemos que o camaronês tem boa técnica, é forte fisicamente, movimenta-se bem e detém um remate potentíssimo, mas no que à estabilidade emocional diz respeito está muitos furos abaixo do exigível. Jogar neste FC Porto, neste contexto e com estes adeptos sedentos de vitórias e intoleráveis ao erro não me parece de todo fácil para um jogador com as características de Aboubakar.
Depois, convém também não esquecer as próprias declarações do jogador em abril, dando conta da impossibilidade de voltar ao FC Porto. Aboubakar queixa-se do tratamento incorreto de que foi alvo e, por isso, não quero crer que o seu afastamento se deva exclusivamente a um imbróglio com Nuno Espírito Santo.
Não me parecem, portanto, críveis as notícias que dão conta de um eventual regresso. Contudo, a acontecer, será curioso ver de que forma será feito o reencontro com os adeptos e se o avançado estará em condições de voltar a mostrar competência. As coisas, de facto, mudam de um dia para o outro no futebol.
O britânico procura o quarto título da prova Fonte: Skysports
O britânico estará à procura do seu 4.º título, mas a verdade é que esta deve ser o ano em que menos se tem visto um Froome similar ao que se espera ver na Volta a França, realizando uma época um pouco dececionante, principalmente para qualquer fã seu e até mesmo do ciclismo no geral. Mas a verdade é que se existe algum “mestre”, na atualidade”, em termos de estar bem no Tour, esse mesmo ciclista é o britânico. Veremos de que forma ele tentará dar a volta a esta primeira metade de época, sem nunca esquecer que a sua equipa Sky é incrivelmente forte, sendo possível afirmar que o quarto ou até mesmo o quinto elemento da hierarquia poderiam lutar por uma Grande Volta e só isso diz muito da qualidade da mesma…
Quem seria o sucessor da Suécia como campeão da Europa de sub-21? Este jogo daria no final a resposta a esta questão, que será Alemanha ou Espanha. Duas das melhores seleções do Mundo tanto a nível de formação como sénior disputaram a final que na última edição foi jogada entre Portugal e a campeã em título Suécia. Para trás a seleção espanhola deixou a Itália nas meias finais, enquanto que a Alemanha derrotou a formação de Inglaterra.
Iniciada a partida, foi a seleção de nuestros hermanos a dominar os primeiros minutos da mesma, instalando-se quase por completo no meio-campo adversário, à exceção de alguns rasgos ofensivos que os alemães iam realizando, e que lhes permitiram criar as primeiras ocasiões de golo do encontro, as mais evidentes por intermédio de Gnabry e Max Meyer, que chegou mesmo a enviar uma bola ao poste.
O jogo continuou com um ritmo bastante elevado, com ataques e transições bastante rápidas, e com uma ligeira superiorização alemã face aos espanhóis no jogo. Ia criando perigo quer em lances corridos quer em lances de bola parada, enquanto que o jogo da Espanha era menos vertical, com muita influência dos seus médios, como Asensio e Ceballos, dois jogadores que têm brilhado nesta competição.
A Alemanha tanto ia tentado chegar ao golo, mais do que a seleção adversária, que finalmente chegou ao golo, por intermédio de Weiser, após um cruzamento de Toljan, que cabeceou sem hipóteses para Arrizabalaga ao segundo poste, ao minuto 40.
Até ao intervalo pouco ou nada se alterou a toada do jogo e o mesmo chegou ao descanso com o 1-0, resultado que obrigava a seleção de Espanha a entrar na segunda parte com outra atitude, mais decidida e com mais objetividade.
A segunda parte decorreu sem lances a que se deva dar grande destaque, à exceção de um remate bastante perigoso, por Saúl Ñíguez, a causar grandes dificuldades a Pollersbeck.
Olhando a outros jogos desta prova, e comparando-os a este, concluo que a final foi bastante mais desinteressante, talvez pelo equilíbrio nela verificado, entre as duas melhores equipas do Campeonato da Europa.
Mérito para a Alemanha, nova campeã da Europa em sub-21, por ter conseguido evitar que o seu adversário tenha chegado com sucesso ao golo.
Uma semana depois da equipa do SC Braga ter sido a primeira a regressar de férias, foi a vez de mais cinco clubes iniciarem os seus trabalhos de pré-época, entre os quais se encontra o CS Marítimo, que será cabeça-de-série na terceira pré-eliminatória de acesso à Liga Europa, tal como os arsenalistas. Os madeirenses, sextos classificados na última temporada, assumem o objetivo de voltar a alcançar a fase de grupos e é com esse desiderato que começam a preparação, a pouco mais de um mês do jogo de estreia na nova época, a 27 de julho.
O primeiro dia de trabalho foi exclusivamente dedicado aos exames médicos e testes físicos, bem como a manhã de terça-feira, tendo o primeiro treino acontecido já durante a tarde, no Complexo Desportivo do Marítimo, em Santo António. Na quarta-feira, segundo dia de trabalho de campo, o plantel verde-rubro realizou dois aprontos: de manhã, na Camacha, e à tarde, nos Barreiros, já com alguns dos reforços assegurados. Na quinta-feira o grupo orientado por Daniel Ramos prosseguiu a preparação em Machico e Santo António, tal como na sexta, com nova sessão bidiária dividida entre o complexo e o Estádio do Marítimo.
Durante a primeira semana, os treinos da equipa funchalense foram marcados pela elevada carga física, inevitável de modo a recuperar a boa forma, mas também pelo destaque atribuído à parte técnica, com a bola a estar presente desde o ensaio inicial. De resto, há a relevar também a boa resposta e integração dos novos atletas, que demonstraram pormenores positivos.
Após a cerimónia de abertura do Pavilhão João Rocha no passado dia 21 e da inauguração da respetiva estátua do Leão na Praça Visconde de Alvalade, simbolizada por um Leão pungente a rugir surgiram, nos dias seguintes, nessa mesma estátua, alguns sinais de vandalismo através de manchas de tinta vermelha no monumento. Não é de negar, em abono da verdade, que comportamentos com contornos semelhantes foram realizados, dias depois, por adeptos do Sporting, escrevendo as iniciais do Sporting e o ano da fundação do clube na estátua alusiva ao fundador do Benfica, Cosme Damião.
Sobre o sucedido, alguns meios de comunicação social apontam para uma guerra entre os dois clubes que chegou agora aos monumentos (exemplo, Diário de Notícias, edição online de 26 de Junho de 2017). Mas o que têm em comum estes comportamentos de vandalismo por parte dos dois clubes? O facto de atingirem símbolos importantes dos dois emblemas. Sabemos como os símbolos são, para determinado grupo social, a marca identitária mais importante, reunindo-se em seu torno os valores que cada grupo prorroga e defende de forma intransigente. Ao serem lesados, usurpados e violados por Outros, acabam por ficar feridos os elementos que lhes pertencem, constituindo-se naquilo a que poderemos designar como violência simbólica. Não podendo ser confundida com a violência física, ela pode ser o reflexo da mesma ou, por outro lado, o seu embrião. Em resumo, violência física e simbólica, mais do que domínios antagónicos ou separados são, acima de tudo, reforçados e ampliados retroativamente.
Isto leva-nos a um conceito importante na análise de tudo isto: a interação simbólica. Os grupos sociais em causa – tomo aqui Sporting de um lado e Benfica do outro – acabam por agir em consonância com aquilo que o Outro fez momentos antes alimentando, de forma cíclica, repetida e de certa forma também automática, o comportamento do Outro. Na interação simbólica, mais do que um culpado(s) há principalmente interações sistemáticas e simultâneas que conduzem ou impelem os comportamentos.
A violência já teve vários capítulos: desde vandalismo a homicídios
Mas há também algo a ser destacado nesta violência simbólica. Existe uma eterna tendência para afirmar as nossas Identidades – assim mesmo, múltiplas, plurais, complexas e contraditórias – não através do reforço e valorização das nossas qualidades ou virtudes do nosso grupo de pertença mas sobretudo pelo ataque, desafio e desrespeito dos valores e símbolos dos outros grupos sociais. Como que para nos afirmarmos tivéssemos a necessidade de dizer mal dos Outros, de os injuriar, insultar, difamar e, como foi aqui o caso, de vandalizar ou destruir. Aliás, em boa verdade, é aquilo a que as crianças da mais tenra idade fazem quando iniciam a sua longa tarefa de construção da Identidade – começam justamente por se opor, muitas vezes de forma agressiva, ao Outro, traduzidas em frases do género “O Joãzinho fez isto e aquilo, é um malandro”, “O Manuelinho portou-se mal na Escola hoje e eu fiz tudo o que a Professora mandou” e assim por diante. Ou então, quando estas verbalizações são já insuficientes para quebrar a identidade do Outro, passam para a destruição dos brinquedos (permitam-me aqui a metáfora, confesso que um pouco forçada) dos Outros meninos merecendo, mais tarde ou mais cedo, a respetiva retaliação pelo sucedido.
Nos comportamentos de vandalismo a que temos assistido por parte do Benfica e do Sporting com pinturas em símbolos identitários dos dois clubes, há um fundo de infantilidade que uma análise racional não hesita em constatar. Há mesmo algo de primitivo e infantil. E, tal como fazemos às crianças, teremos que educar toda esta gente para que se dignifiquem os valores desportivos e se afirme um outro patamar para as rivalidades entre os clubes. Mas será possível educar estas crianças assim tão grandes?
Depois da agitação do draft, da entrega do título de MVP a Westbrook e dos pequenos negócios, a primeira grande aquisição foi feita pelos Houston Rockets. Esta quarta feira, a a equipa Texana anunciou que Chris Paul, proveniente dos LA Clippers, se juntaria a James Harden e companhia.
Com opção de não renovar contrato com os Clippers e se tornar num agente live, Paul decidiu, de facto, renovar, podendo conseguir um contrato mais vantajoso e favorecendo a sua, agora, ex-equipa. Com a ida do base para Houston, os Clippers receberam em troca sete jogadores – Patrick Beverley, Sam Dekker, Lou Williams, DeAndre Liggins, Montrez Harrell, Darrun Hilliard Kyle Wiltjer – e ainda uma escolha na primeira ronda do draft de 2018.
Na passada temporada Chris Paul teve uma média de 18,1 pontos, 9.2 assistências, cinco ressaltos e 1,9 roubos de bola por jogo.
Chris Paul junta-se agora a James Harden, aumentando as expectativas sobre a equipa de Houston Fonte: Space City Scoop
A questão que se coloca agora é: como irão os Rockets montar esta equipa? Depois da melhor época da carreira de James Harden, que foi precisamente a jogar como base, a equipa anuncia a contratação de um mitíco jogador para a mesma exata posição. A discussão é grande entre os fãs de NBA, mas, honestamente, tenho a certeza que Mike d’Antoni, vencedor do prémio Melhor Treinador, saberá exatamente o que fazer com os jogadores que tem na mão.
Resta saber se a determinação dos Rockets em construir uma equipa capaz de pôr um travão aos Warriors, será suficiente.
Uma coisa é certa, ainda agora terminou a época de 2016/2017 e a de 17/18 já está a aquecer.
Uma época de futebol dura cerca de nove meses. E para se conseguir realizar uma época consistente em que se alcance os objectivos pretendidos, é necessário fazer uma gestão rigorosa do plantel. É preciso saber rodar o plantel consoante as necessidades da equipa e as competições em que o clube está envolvido.
No entanto, existem certas posições na estrutura táctica da equipa que, numa equipa sólida e estável, permanecem praticamente inalteradas ao longo da época, a não ser que motivos de força maior obriguem a rodar, como as lesões e os castigos.
Uma velha máxima do futebol diz que uma equipa começa a construir-se a partir de trás. Logo, eu parto do princípio de que, se uma equipa tiver uma defesa estável, isso será meio caminho andado para construir uma equipa sólida e consistente.
Ora, à medida que um jogador vai começando a jogar começa a ganhar confiança e ritmo competitivo. No entanto, dada a velha máxima que referi, considero que a posição de defesa-central é aquela onde o ritmo competitivo é mais importante. E isto porquê?
Suponhamos que num certo jogo. numa fase já avançada da época, um dos defesas-centrais habituais titulares da equipa está castigado e entra um suplente no onze inicial para o seu lugar. Ora, um defesa-central que tem sido suplente ao longo da época não tem a mesma confiança e o mesmo ritmo de jogo que um defesa-central titular. E, não tendo o mesmo andamento que jogadores que têm sido titulares ao longo da época, este terá mais dificuldades em travar os avançados adversários, principalmente, se forem avançados rápidos que gostam de explorar o espaço nas costas da defesa.
Felipe trouxe estabilidade e consistência à defesa do FC Porto. Fonte: FC Porto
E com isso, o seu parceiro no centro da defesa, mesmo sendo titular ao longo da época, não terá o mesmo rendimento visto que está pouco entrosado com o defesa-central que entra na equipa para esse jogo. Como tal, creio que a estabilidade no centro da defesa é um dos factores fundamentais para se ter uma época bem sucedida.
Um bom exemplo em que se revela as duas faces da moeda é a equipa do FC Porto nas últimas duas temporadas. Um dos motivos para a época desastrosa do clube azul e branco, foi a instabilidade no centro da defesa, que levava a constantes alterações nesse sector. Entre Maicon, Marcano, Bruno Martins Indi e Chidozie, não ouve uma dupla de centrais que se afirmasse ao longo da época.
Esse problema foi resolvido por Nuno Espírito Santo na última época. Com a contratação do brasileiro Felipe e a afirmação de Ivan Marcano, o novo treinador do Wolverhampton Wanderers FC conseguiu construir uma defesa sólida e estável, com a dupla de centrais formada por Felipe e Marcano a permanecer praticamente inalterada ao longo da época. Certamente, não foi por aí que o FC Porto voltou a não ganhar nada na última época.
Alemanha e México com encontro marcado para as meias-finais da Taça das Confederações, em Sochi, após no dia de ontem o Chile ter garantido um lugar na final vencendo Portugal nas grandes penalidades. O México foi segundo do seu grupo e a Alemanha primeira, mas neste jogo o objetivo era só um para ambas as equipas – alcançar a final e o título da Taça das Confederações.
Os germânicos, como em toda a competição, com um onze muito jovem, dada a convocatória também cheia de jovialidade realizada por Joachim Löw para esta competição, tinha pela frente um México cujas principais ausências na equipa principal foram as de Andrés Guardado, suspenso para este jogo, e de Salcedo, ausente por lesão, mas ainda assim com jogadores experientes e de grande qualidade, com os bem conhecidos dos portugueses Layún, Herrera e Raúl Jiménez.
Ouvidos os hinos nacionais, chegou a altura de a bola rolar.
Os primeiros minutos da partida foram muito a meio campo, no entanto era a Alemanha a parecer mais decidida a atacar e, mesmo sem ter criado grandes oportunidades de golo antes disso, colocou a bola dentro da baliza por duas vezes no espaço de dois minutos. O primeiro chegou depois de uma má ação de Moreno, que, no centro do terreno, entregou a bola aos alemães, e estes rapidamente criaram um ataque fatal para a seleção tricolor, finalizado por Goretzka. O seu remate, ainda que fraco, enviou a bola para uma zona fora do alcance de Ochoa. O jogo recomeçou logo a seguir, mas o México nem tempo teve de reagir ao primeiro golo sofrido, visto que não tardou a chegar o segundo. Novo ataque bem contruído pelos jovens da Alemanha, boas combinações que resultaram no isolamento de Goretzka frente ao guardião mexicano, que, mais uma vez, não foi capaz de parar o remate do jogador do Schalke 04. O desafio era agora muito maior para o México que, lembre-se, esteve a perder em todos os jogos que realizara antes deste na prova.
A seleção do México via-se agora com necessidade de atacar com mais afinco e objetividade, e foi isso que tentou fazer. No entanto, todas essas tentativas ficaram filtradas na defensiva germânica, e esta ia facilmente fazendo a bola chegar ao meio campo adversário, onde os seus avançados e médios, com a sua velocidade e capacidade de desmarcação criaram sempre dificuldades para os defesas mexicanos, que não conseguiam acompanhar a rapidez de jogadores como Werner e a sua capacidade de encontrar espaços nas costas dos defesas, bem como prever as suas movimentações.
A primeira real oportunidade de golo para o México chegou perto dos dez minutos antes do intervalo através de Giovani dos Santos. Mesmo marcado por adversários, conseguiu rematar com perigo, mas permitindo a ter Stegen defender eficazmente e afastar o perigo da sua baliza. Este lance parece ter despertado a formação americana, que logo após esse lance, criou outro por Chicharito, mas que não deu frutos – isolado frente ao guarda redes alemão, mas com a bola no ar, enviou-a por cima da trave. A tricolor mostrava ainda acreditar na possibilidade de lutar pelo resultado, e pretendia marcar ainda antes do intervalo, como comprova o livre perigoso cobrado por Herrera, e que foi defendido por ter Stegen, que se assustou, com certeza, com o remate do portista. Neste momento, era o México a impor-se no jogo, e a Alemanha a baixar a sua intensidade, razão pela qual o intervalo veio numa melhor altura para a Mannschaft, que, ainda que com uma vantagem de dois golos, precisava de continuar a precaver-se de uma remontada.
Jornada gloriosa da seleção alemã em Sochi Fonte: FIFA
A segunda parte começou da mesma forma como acabou a primeira. O México continuava por cima no jogo, com mais objetividade e ia chegando mais vezes perto da área da Alemanha. Apesar disso, nunca foi capaz de criar muito perigo. Por outro lado, os alemães, ainda que atacando menos, quando atacavam, eram muito mais certeiros eficazes, tendo chegado ao terceiro golo ao minuto 59 por intermédio de Werner, depois de algumas oportunidades para ambos os lados, entre as quais uma para este mesmo, que rematou com ligeiro perigo ao lado, num lance onde pediu grande penalidade por um empurrão de Moreno nas costas. Este golo praticamente decidiu o jogo. Num lance onde Layún podia ter feito mais para impedir o passe em desmarcação para o alemão que serve Werner a Alemanha chegou à goleada e abriu por completo as portas da final. O México não ia sendo capaz de travar as investidas de ataque adversárias desde a raiz, no meio campo, e estas chegavam ao último terço com muita gente para as finalizar, o que facilitava a tarefa de marcar golos.
Após o golo, destaque para um trio de grandes oportunidades para o lado dos mexicanos, uma por Miguel Layún, que com apenas ter Stegen pela frente, dentro da área, atirou à figura do guarda redes, a outra para Raúl Jiménez, que, com um grande cabeceamento, enviou a bola à trave da baliza germânica, e a última para Rafa Márquez, após um canto, a cabecear para ter Stegen defender com dificuldade.
Ainda antes do final da partida, houve tempo para o merecido golo de honra do México, por Marco Fabián. Depois de um livre marcado de forma rápida, muito longe da baliza, o médio mexicano atirou com um potente remate a bola para o fundo das redes, sem qualquer hipótese para ter Stegen. Excelente golo! Dos melhores da competição.
E quando tudo fazia crer que o jogo ia terminar com o 3-1, Younes marcou o quarto golo alemão, que nada de novo veio trazer ao jogo, exceto a reposição da goleada, numa altura em que a desorganização reinava em ambas as formações, mas mais notada na mexicana.
4-1 foi o resultado final de uma grande partida de futebol que consagrou a Alemanha como finalista da Taça das Confederações 2017. Quanto ao México, defrontará no domingo Portugal no jogo que definirá o terceiro e o quarto classificados da prova.
Apesar da goleada, parece-me apropriado afirmar que este foi um dos melhores jogos da competição, entre duas das melhores equipas da mesma. A Alemanha, mesmo com jogadores menos experientes, jogou um futebol mais eficaz e objetivo, dando poucas hipóteses à El Tri. Apropriado também parece-me apontar esta seleção alemã como favorita à conquista da Taça, mas o Chile certamente terá uma palavra a dizer.