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S de Sporting, S de Sabia que isto ia acontecer

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“No início, vão querer excomungar todos os brunistas/quem não se revê neles. Depois disso, vamos voltar às negociatas duvidosas com empresários e clubes dominados por estes. De seguida, vão começar as modalidades a sofrer. Vão desinvestir e vamos perder todo o poder eclético que recuperámos de 2013 a 2018. Por fim, e como resultado de todas as premissas anteriores, vão tentar alcançar o objetivo final – a venda da SAD.”

Este pequeno texto, de autoria desconhecida, poderia muito bem ter sido escrito por mim após o processo de destituição da anterior direção do Sporting Clube de Portugal. E embora não seja eu o autor, como me revejo a 100% no que foi escrito, passo a explicar:

“No início, vão querer excomungar todos os brunistas/quem não se revê neles.”

Depois das primeiras AG pós-eleições terem decorrido com um ambiente quente, de troca de acusações e exaltação permanente de ambas as partes, surgem agora processos disciplinares a sócios que (aparentemente) insultaram membros da direção do Clube na última Assembleia. Um presidente que pode mandar beijinhos a um grupo extenso de adeptos já enfurecidos pela sua postura, um presidente que todos os meses nos relembra que os maus resultados são consequência da pesada herança com que se deparou, um presidente que afirma convictamente que uma goleada provocada pelo rival não é motivo de preocupação não consegue agora lidar com um par de impropérios provenientes de dois ou três sócios que usaram da palavra na última Assembleia Geral. Tudo com a conivência (claro está) de um Conselho Fiscal e Disciplinar à boa moda pidesca.

“Depois disso, vamos voltar às negociatas duvidosas com empresários e clubes dominados por estes.”

Ilori. Eduardo. Doumbia. Bolasie. Rosier. Renan. Camacho. Borja. Jesé. Fernando (reconheço que tive de passar pelo Transfermarkt para me lembrar). Vietto. Uns mais competentes, outros sem atributos sequer para o Campeonato de Portugal, nenhum com qualidade efetiva para ser titular. Pior: este último foi avaliado em 15 milhões de euros (7,5M por 50% do passe) e veio do Atlético de Madrid, um dos bastiões do famoso “Carrossel do Mendes”. Jorge Mendes esse que recebeu ainda comissões avultadas pelas vendas de jogadores como Rui Patrício, Gelson Martins ou Daniel Podence (que resultaram em acordos extrajudiciais lesivos para o Sporting).

O planeamento feito para a temporada tem sido um dos aspetos mais criticados à atual direção
Fonte: Sporting CP

“De seguida, vão começar as modalidades a sofrer. Vão desinvestir e vamos perder todo o poder eclético que recuperámos de 2013 a 2018.”

Em 2017/2018, o Sporting fez história em ano de inauguração do Pavilhão João Rocha, vencendo os campeonatos nacionais de todas as quatro modalidades (voleibol, andebol, hóquei e futsal). Com estrutura semelhante, na época seguinte, conseguimos falhar as provas nacionais de todas as modalidades que jogam no João Rocha – não fossem os títulos europeus de futsal e hóquei em patins e estaríamos na presença de uma das épocas mais negras para o ecletismo verde e branco. A saga do desinvestimento continua nesta época, com o desmantelamento das equipas de atletismo e judo e a (aparente) extinção do ciclismo, uma das modalidades mais tituladas e com mais história no Clube.

“Por fim, e como resultado de todas as premissas anteriores, vão tentar alcançar o objetivo final – a venda da SAD.”

É o único objetivo por atingir no conjunto de “profecias” atribuídas a todos aqueles que, como eu, previram que este momento dramático do Sporting ia chegar (talvez não tão cedo, admito). Ainda assim, estamos bem lançados. O projeto desportivo do futebol do Sporting é completamente inócuo. Ativos como Bruno Fernandes ou Marcos Acuña desvalorizam-se semana após semana, tornando a SAD leonina cada vez mais insustentável. Depois de um Empréstimo Obrigacionista lançado em Novembro de 2018 e falhado, pois não se atingiu o valor esperado (30 milhões de euros), a Sporting SAD assinou um acordo de contornos duvidosos com a Apollo. (um aparte bastante importante: o escritório de advogados de Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, assessora este mesmo fundo). Este acordo é lesivo de várias formas: primeiro, pela taxa de juro elevadíssima a rondar os 8%; depois, pela própria Apollo e o seu envolvimento num escândalo no imobiliário nacional e na venda da SAD do Estoril-Praia; por fim, pela falta de informação divulgada aos sócios – gosto pouco de rumores e informações infundadas mas não deixa de ser assustador que se fale em passes de jogadores ou mesmo numa percentagem da SAD cedida em caso de incumprimento.

Em jeito de conclusão, termino este texto com alguns “eu bem disse” carregados de tristeza. Eu bem disse que isto ia acontecer. Eu bem disse que destituir/suspender/expulsar quem quer que seja era o caminho mais tumultuoso. Eu bem disse que Frederico Varandas não era solução. Eu bem disse que dividir para governar é insustentável. Eu bem disse que o Sporting, tal como o conhecemos, podia ficar mais perto do fim. E espero estar enganado em relação a este último. Porque em relação ao outros “eu bem disse” todos, já sei que infelizmente acertei.

Foto de Capa: Sporting CP

5 jogadores renegados da selecção nacional

Cada selecção tem jogadores que não têm lugar apesar de terem bons desempenhos nos respectivos clubes, não têm sido aposta nas respectivas selecções. Portugal não é excepção e tem jogadores cujos adeptos têm reclamado pela sua presença na selecção nacional. Irei aqui fazer um top-5 de jogadores que não têm marcado presença na selecção, ou que não têm jogado quando são chamados.

5.

Fonte: Granada CF

Rui Silva (Granada CF) – O guarda-redes formado no Nacional da Madeira tem sido um dos destaques do Granada, clube que tem feito sensação na Liga Espanhola. O internacional sub-21 português deixou a Madeira sem ninguém dar por ele e tem subido a pulso no emblema andaluz, ao ponto de ser dos melhores guarda-redes da Liga Espanhola, merecendo assim uma oportunidade nas escolhas de Fernando Santos.

Ilusão à flor da relva

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À entrada para a época 2019/2020, o SL Benfica adquiriu um sistema inovador de luzes para o novo relvado do Estádio da Luz. Este sistema potencia o crescimento da relva, acelerando o processo da fotossíntese. Permite também que o relvado apresente a mesma qualidade durante todo o ano e uma maior utilização do mesmo, sendo que as luzes irão permitir suprir a falta de luz solar em algumas zonas do relvado.

No entanto, após um problema no sistema de rega, que levou a que o relvado não fosse regado durante dois dias seguidos, em junho de este ano, o Estádio da Luz prepara-se para receber um novo “tapete” – pela terceira vez em apenas cinco meses -, enquanto a Primeira Liga para devido a mais um compromisso de seleções.

Alvo de críticas por parte de Bruno Lage, o relvado tem causado vários problemas aos encarnados e até há quem aponte o dedo ao retângulo de jogo por algumas das lesões que têm assolado as “águias”.

O técnico admitiu que o terreno tem condicionado o jogo das “águias”
Fonte: SL Benfica

Após nove jogos realizados no reduto dos encarnados, foram notórias as condicionantes que o terreno impõe quer ao Benfica, quer aos seus adversários. O relvado não permite uma circulação de bola fluída, e o facto de estar “solto” – são vários os tufos de relva que marcam os jogos na Luz – dificulta e limita os movimentos dos jogadores, potenciando também o aparecimento de lesões.

Agora que o ciclo com este relvado chega ao fim, espera-se que o novo relvado seja condicente com o estatuto, e com as necessidades, que um clube como o Benfica tem.

Foto de capa: SL Benfica

 

SC Braga 3-1 Besiktas JK: Ninguém lhes tira a boa exibição na Europa

Estivemos hoje reunidos para mais um encontro da Liga Europa, onde os “arsenalistas” do SC Braga defrontarão os turcos de Istambul, o Besiktas JK.

Sá Pinto, treinador do SC Braga, apostou num onze completamente diferente do último encontro entre as duas equipas – onde a equipa minhota se sagrou vitoriosa -, assim destacando-se a aposta numa mudança de GR – entra Eduardo e Matheus fica no banco.

Num início de primeira parte onde se ouvia predominantemente as claques de ambas as equipas, e o que começou por ser um jogo equilibrado entre os minhotos e os turcos, acabou por se mostrar uma superioridade gigante do Braga, depois do primeiro golo, marcado por Paulinho (14’).

No entanto, o Besiktas não se deixou levar pela melhor: T. Boyd empata o jogo, aos 29’, num ato mais frágil da defesa minhota.

O SC Braga reagiu a este empate da melhor forma, e Paulinho acaba por bisar na partida, 7’ depois do golo sofrido (36’), beneficiando de um erro crucial da defesa do Besiktas JK.

As surpresas de uma primeira parte atribulada não acabavam por aqui: sobre a falta dura de J. Lens sobre J. Palhinha aos 43’, é expulso com cartão vermelho direto, deixando a equipa de Istambul a jogar os restantes 45’ com dez elementos.

O SC Braga foi, sem dúvida, a melhor equipa em campo
Fonte: SC Braga

Pelo contrário à primeira parte, a segunda parte não está a ser o esperado: o ritmo do jogo abrandou exponencialmente, não só pelo Besiktas apenas estar a jogar com dez, mas também devido à tática mais defensiva do SC Braga para tentar manter ao máximo o resultado positivo.

Porém, a aposta de Sá Pinto em pôr a jogo o número 7, Wilson Eduardo, parece ter dado frutos: o avançado consegue fazer um golo na partida, aos 80’, deixando o GR do Besiktas, Karius, impune ao seu mágico remate.

Com uma primeira parte espetacular e uma segunda parte não tão favorável, o domínio da equipa minhota durante todo o encontro é claro, e a sua viitória acaba por aquecer o coração dos milhares de “guerreiros” que se deslocaram até ao Estádio Municipal de Braga, nesta noite fria e dolorosa para os turcos do Besiktas.

Numa altura em que, para garantir a manutenção de Sá Pinto, é extremamente importante estes triunfos, a verdade é que o SC Braga sabe como se exibir em plena Europa e nisso, não podemos discordar – e a prova é o primeiro lugar do grupo K da fase de grupos da Liga Europa.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SC Braga: Eduardo (GR); N. Sequeira; Wallace; A. Horta (Trincão 76’); Paulinho (R. Fonte 66’); R. Horta (W. Eduardo 59’); Fransérgio; B. Viana; R. Esgaio; J. Palhinha; Galeno.

Besiktas JK: L. Karius (GR); E. Roco; U. Nayir; G. Yalcin (E. Secgin 87’) O. Ozyakup; T. Boyd; N. Uysal; D. Vida; J. Lens; K. Yilmaz (M. Elneny 71’); C. Erkin (P. Rebocho 62’).

The Rangers FC 2-0 FC Porto: Tática diferente e passividade igual culminam em mais uma derrota

Duas semanas depois, FC Porto e The Rangers FC voltaram a medir forças, desta vez na Escócia, a contar para a 4.ª jornada da fase de grupos da Liga Europa. No jogo do Dragão, as duas equipas não foram além de um empate a um golo. Um resultado saboroso para a equipa de Gerrard, mas bem amargo para os comandados de Sérgio Conceição que, partindo como favoritos do grupo, esperava-se bem mais.

Hoje a história não foi muito diferente, mas foi o FC Porto que apresentou várias mudanças e algumas até inéditas nesta temporada. Com uma tática diferente da habitual – com Sérgio Conceição a apostar em três centrais: Pepe, Marcano e Mbemba -, foi o FC Porto a entrar melhor na partida. Aos três minutos, Manafá assistiu Corona que, ao surgir na grande área, cruzou com perigo, mas viu a bola a ser desviada pela defensiva do Rangers.

Cinco minutos depois, novo lance de perigo, novamente para a equipa portuguesa. Na marcação de um pontapé de canto, a bola surge no coração da área e Pepe desvia para baliza de McGregor. Em cima da linha de golo foi Kamara a tirar a bola. O árbitro – que na fase de grupos da Liga Europa não conta com o VAR – não considerou golo por achar que a bola não tinha entrado na baliza. Os portistas reclamaram, mas o jogo seguiu.

A equipa de Sérgio Conceição teve uma entrada pujante em jogo, com vontade de resolver cedo a questão, pressionando forte o adversário, mas a demonstrar dificuldades em simplificar no último terço do terreno.

A equipa do The Rangers FC tentava sair a jogar, mas encontrou um adversário que não permitia as saídas organizadas e dificultava o entendimento entre os jogadores. As bolas longas e o futebol direto foram a estratégia utilizada, mas a meio da primeira parte a equipa da casa ainda não tinha conseguido qualquer remate.

Aos 24′, a equipa de Gerrard beneficiou de um livre, mas, na marcação, Tavernier não levou perigo até à baliza portista. Aos 28′, mais uma oportunidade para a equipa da casa, mas Kent, à entrada da área, rematou por cima da baliza de Marchesín.

E só aos 31 minutos é que surgiu uma oportunidade flagrante para os The Rangers FC. Uma perda de bola da equipa portista permitiu que os escoceses se aproximem da baliza, mas um corte providencial de Otávio evitou que a bola chegasse até Morelos, que estava em posição privilegiada.

Os The Gers acordaram para o jogo, mas o bom posicionamento do FC Porto não permitiu que os escoceses criassem lances de perigo. Por outro lado, os dragões apresentavam um melhor futebol, mas sem conseguir criar perigo efetivo. Ainda assim o jogo chegou ao intervalo sem golos e sem grandes oportunidades criadas.

Fonte: The Rangers FC

A segunda parte começou com um contratempo para Sérgio Conceição: Pepe lesionado. O central já tinha apresentado queixas na primeira parte e acabou por ser substituído. A saída do internacional português não alterou a estratégia do treinador que baixou Corona para lateral direita e colocou Manafá no lado esquerdo, metendo Telles no centro da defesa ao lado de Marcano e Mbemba.

Se na primeira parte tinha sido o FC Porto a estar melhor, o mesmo não se confirmou nos segundos 45 minutos. A equipa da casa entrou muito mais destemido e com ideias de jogo mais práticas. À passagem da hora de jogo, Kent recebe a bola à entrada da área e dispara, mas Marchesín estava atento e defendeu para canto.

O FC Porto reagiu e aos 67′ Mafaná, assistido por Corona, rematou, mas viu Goldon a tirar a bola, num momento em que McGregor já estava batido.

Mas eram os escoceses que se mostravam melhor e, aos 69 minutos, conseguiram mesmo materializar a superioridade. Cruzamento da direita de Jack para Morelos, que surge na área e remata com o pé esquerdo, fora do alcance de Marchesín. Quatro minutos volvidos, resultado ampliado. Morelos surge pelo flanco esquerdo, cruza atrasado para a entrada da área e Davis remata, com a bola a desviar ligeiramente em Marcano e a trair Marchesín.

A perder por dois golos, o FC Porto mostrou falta de ideias e não teve argumentos para reagir, nem mesmo com a alteração de Sérgio Conceição em lançar Fábio Silva. Ainda assim, nos minutos finais, foi Zé Luís que esteve mais perto de marcar, mas mesmo assim, não conseguiu fazê-lo nem conseguiu evitar nova derrota da equipa portuguesa.

Com este resultado, o FC Porto ocupa o último lugar do grupo G, com apenas quatro pontos. Já os The Rangers FC sobe ao primeiro lugar, com sete pontos.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

The Rangers FC: McGregor; Tavernier, Helander, Goldson e Barisic; Davis, Jack e Kamara; Barker (Arfield, 65), Morelos (Jermain Defoe, 86′) e Kent (Joe Aribo, 83′).

FC Porto: Marchesín; Mbemba, Pepe (Luís Diaz, 48′), Marcano e Alex Telles; Uribe, Otávio (Fábio Silva, 74′) e Danilo; Corona, Soares (Zé Luís, 64′) e Manafá.

 

Rosenborg BK 0-2 Sporting CP: Pouco brilho e os 16-avos a três pontos

A segunda volta da fase de grupos da Liga Europa começou hoje para os leões que visitaram os noruegueses do Rosenborg BK duas semanas depois da vitória em Alvalade (1-0). Uma nova derrota para os da casa significava o afastamento das provas europeias, pelo que se esperava uma turma norueguesa mais agressiva.

A partida começou desinteressante, monótona e com as equipas a estudarem-se mutuamente. No entanto, os leões trocavam a bola mais tempo, com mais segurança e qualidade. Renan temporizava e as jogadas construíam-se de trás, de forma apoiada e falhava apenas a ligação entre o segundo e o último terço do campo.

À passagem do quarto de hora, Bolasie armou um remate “do nada” que obrigou Hansen a espalmar para a linha de fundo. Na sequência do canto, Neto recolheu a bola, levantou de novo para a área e Coates, depois de se libertar da marcação débil, cabeceou para o primeiro da noite.

Antes da meia hora de jogo o Rosenborg BK deu o primeiro sinal de perigo. Søderlund bateu um livre com muita força e valeu a atenção de Renan a simplificar o lance. Nos minutos seguintes, os da casa cresceram e o perigo rondou as redes portuguesas, sem que algum remate fosse feito.

Aos 38 minutos, o Sporting CP dobrou a vantagem. Idrissa Doumbia travou um contra ataque perigoso e entregou rapidamente a Bruno Fernandes. O médio português conduziu até dentro da área, ameaçou o remate, puxou para o pé esquerdo e assim atirou com força para o 0-2. Pouco tempo depois, Anders Trondsen recebeu orientado para a baliza, deixando Coates fora do lance. Com Renan pela frente, o médio norueguês rematou muito por cima.

O central uruguaio subiu à área adversária para inaugurar o marcador na Noruega
Fonte: UEFA

A primeira parte correu de feição aos leões; foram os primeiros a pegar no jogo e a decidir o seu rumo. Com a vantagem por dois no marcador, o Sporting CP entregou a iniciativa ao adversário e limitou-se a limpar o perigo sempre que necessário.

A segunda parte iniciou como havia terminado a primeira, com o Rosenborg BK por cima, embora sem grande discernimento na hora de ferir os leões. Sempre que era possível sair para o ataque, a equipa portuguesa apresentou enormes dificuldades e o jogo de posse e construção apoiada dos primeiros 30 minutos foi abandonado e deu lugar ao feio e desesperante “chutão para a frente”.

Depois de se pedir penálti em ambas as áreas, por volta da hora de jogo, foram os noruegueses a estar mais perto do golo, com duas cabeçadas a afligir a defesa leonina. Bjørn Johnsen levou o perigo à baliza de Renan ao cabo de um minuto em campo (79’); levou a melhor a Coates nas alturas, mas o cabeceamento saiu sem força e morreu nas mãos do guardião brasileiro.

Aos 82’, Vietto intercetou uma saíde de bola adversária e com tudo para fazer o golo, rematou contra a cara de Hansen, que teve de ser assistido. Foi a melhor oportunidade do Sporting CP na segunda parte. Três minutos depois, Lundemo rematou fora da área ao poste esquerdo da baliza de Renan. Cheirava a golo em Trondheim, mas o resultado não se alterou, apesar da tentativa de Camacho e Pedro Mendes.

O extremo que substituiu Doumbia rematou de primeira a rasar o poste e o jovem avançado, no primeiro toque na bola, rematou torto, também ao lado da baliza de Hansen. A vitória assenta bem ao Sporting CP, sem que muito tenha sido feito por isso. Desta forma, os leões assumiram a frente do grupo D (nove pontos), também devido à vitória dos austríacos do LASK Linz sobre o PSV (ambos com sete pontos).

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

ROSEMBORG BK: André Hansen; Birger Meling, Even Hovland, Tore Reginiussen, Vegar Hedenstad; Anders Trondsen (Helland, 78’), Marius Lundemo, Mike Jensen; Gjermund Åsen, Alexander Søderlund, Samuel Adegbenro (Maars Johnsen, 77’).

SPORTING CP: Renan Ribeiro; Cristián Borja, Tiago Ilori, Sebastián Coates, Luís Neto, Valentin Rosier; Eduardo, Idrissa Doumbia (Rodrigo Fernandes, 86’), Bruno Fernandes (Pedro Mendes, 89’); Yannick Bolasie (Rafael Camacho, 73’), Luciano Vietto.

Para chegar à Lituânia, paragem obrigatória na Póvoa de Varzim

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Há pouco foi realizado o sorteio da Ronda de Elite do apuramento europeu para o Campeonato do Mundo de Futsal 2020, a ser disputado na Lituânia. Nesta mesma fase, que se realiza já em 2020, teremos pela frente a Itália, a Bielorrússia e a Finlândia, num grupo discutido cá em Portugal.

A formação transalpina historicamente não nos traz boas recordações, sobretudo, em fases finais de campeonatos da Europa num passado mais recente. O histórico total das seleções conta com 13 jogos entre as duas equipas, com apenas uma vitória portuguesa (4-2 num amigável em 2013), cinco empates e sete vitórias italianas, com particular destaque para os triunfos no Euro 2012, Mundial 2012 e Euro 2014, sempre nas fases a eliminar. Portanto temos aqui um histórico muito negativo que teremos oportunidade de equilibrar um pouco mais quando este grupo se encontrar, entre 27 de Janeiro e 5 de Fevereiro, na Póvoa de Varzim.

A equipa italiana é a grande adversária no grupo A, mas não será fácil perante as outras equipas
Fonte: UEFA Futsal

Mas este grupo tem mais duas equipas, para além da squadra azzurra, que merecem também o nosso respeito, nomeadamente a Bielorrússia. A seleção de leste, que face ao seu ranking mais baixo teve de iniciar esta qualificação na ronda preliminar, ultrapassou esta fase sem grandes problemas. Na ronda de Elite tinha um grupo com a Itália (reencontram-se nesta fase), Hungria e Inglaterra, discutido em Itália.

Fez uma ronda principal fantástica e só não foi perfeita porque empatou com a equipa da casa 3-3, depois de ter estado a ganhar 3-0. Por isso, há que ter muita atenção a esta equipa leste-europeia. No histórico entre ambas as equipas, há a destacar um total de três vitórias portuguesas em quatro encontros, sendo que houve ainda um empate a cinco golos na fase final do campeonato europeu de 2010.

Para finalizar, outra equipa que veio da ronda preliminar, mais concretamente a Finlândia, na ronda Principal passou em segundo lugar num grupo com Espanha, Geórgia e o organizador deste grupo, a Polónia. Os finlandeses ganharam aos georgianos e aos polacos e só perderam com a poderosa Espanha. O histórico entre portugueses e finlandeses é muito curto, apenas um encontro a registar, no apuramento para um Europeu glorioso para nós, 5-1 na ronda de qualificação.

Portanto, este grupo é competitivo e não vai ser de certeza uma luta a dois pela qualificação. É preciso muito cuidado e concentração para não nos deixarmos surpreender por nenhum rival teoricamente menos cotado. Com o apoio dos nossos adeptos, mesmo perante a Itália, que é um oponente duríssimo, estaremos mais perto da vitória.

O resultado do sorteio para a qualificação europeia para o Mundial 2020, que se realiza na Lituânia
Fonte: UEFA Futsal

O nosso grupo é o A e nos restantes grupos destaco o grupo da “morte”, o B (Espanha, Sérvia, Ucrânia e França), o equilibrado grupo C (Rússia, Azerbaijão, Eslováquia e Croácia), e o imprevisível grupo D (Cazaquistão, Eslovénia, Roménia e República Checa).

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Gonçalo e Éder tiveram paciência e a oportunidade acabou por chegar

Passado um mês desde o último encontro de seleções, a equipa das quinas volta a reunir-se para um duplo compromisso frente às seleções da Lituânia e do Luxemburgo a contar para a qualificação para o Europeu de 2020. Fernando Santos anunciou há pouco os 25 convocados. Destaque para a chamada de Éder, Jota e Gonçalo Paciência.

Depois da onda de lesões que tem atingido os jogadores portugueses, casos de William Carvalho, André Gomes, João Félix, Rafa e Gonçalo Guedes, o selecionador viu-se obrigado a fazer algumas alterações face à convocatória anterior.

Começando pela baliza, o engenheiro foi fiel às suas convicções e manteve os mesmos três guarda-redes que levou para os compromissos anteriores, Rui Patrício, Beto e José Sá.

No setor defensivo, Fernando Santos também não fez qualquer alteração. Nélson Semedo e Ricardo Pereira foram os escolhidos para a lateral direita, enquanto que a da esquerda ficou encarregue a Raphael Guerreiro e Mário Rui. Já o centro da defesa será da responsabilidade de Pepe, José Fonte e Rúben Dias.

Com o avançar no terreno surge a primeira mudança. Se na convocatória anterior o selecionador nacional optou por levar oito médios, desta vez e face à lesão de William Carvalho optou por levar apenas sete e guardar a outra vaga para um avançado. Deste modo, os escolhidos são Danilo Pereira, Rúben Neves, Bernardo Silva, Bruno Fernandes, João Mário, João Moutinho e Pizzi.

Gonçalo Paciência é novidade nos convocados de Fernando Santos
Fonte: Eintracht Frankfurt

Na linha mais avançada, estão as grandes mudanças operadas pelo engenheiro. De destacar a chamada de Éder. O herói do Europeu de 2016 está de volta depois do bom inicio de época que tem feito no clube moscovita. Outro dos grandes destaques é a chamada de Gonçalo Paciência. Depois de um inicio de época avassalador, o avançado do Eintracht já há algum tempo justificava a convocatória. Atual terceiro melhor marcador da Liga Alemã, Gonçalo está inclusivamente nomeado para melhor jogador do mês de Outubro na Bundesliga, esperemos que a boa forma continue agora de quinas ao peito. Além dos dois pontas de lança acima referidos, a outra novidade foi o extremo do Wolverhampton Wanderers FC, Diogo Jota, que entrou para o lugar do também lesionado Rafa Silva. Os restantes avançados que o selecionador nacional terá à sua disposição são Bruma, Daniel Podence, André Silva e Cristiano Ronaldo.

Com a obrigação de ganhar para consolidar o segundo lugar do grupo e consequente qualificação, serão estes os 25 jogadores que integrarão a comitiva portuguesa rumo ao objetivo da qualificação para o Europeu de 2020. A primeira partida será disputada daqui a uma semana, no estádio do Algarve, frente à Lituânia.

 

 Foto de Capa: Site Federação Portuguesa de Futebol

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Zlatan Ibrahimovic | E quando um dos melhores de sempre está em fim de contrato?

A posição “9” é das posições mais valorizadas do futebol e das mais difíceis de encontrar bons executantes. Hoje em dia, um “9” é muito mais que um matador, sempre enquadrado com a baliza e que finaliza em um, dois toques. No atual contexto do futebol, num enquadramento de elite, o “9” é um típico “10” que joga mais adiantado, aliando a capacidade de finalização com a capacidade de passe e visão de jogo. Esta posição exige um jogador muito mais cerebral do que no passado.

Robert Lewandowski, Kun Aguero, Karim Benzema ou Roberto Firmino representam o protótipo de ponta de lança de uma equipa de elite de hoje em dia. Para mim, no entanto, o melhor “9” que já vi em ação tem dois nomes, 1.95 centímetros, e um cadastro de golos e momentos para a história do futebol difícil de igualar: Zlatan Ibrahimovic.

Com 38 anos, o internacional sueco de descendência bósnia, ainda não entrou em fase descendente na carreira e promete continuar a “partir a loiça” por onde passa. Com uma gestão cuidada da carreira a nível físico e mental, com os avanços tecnológicos e na medicina, as carreiras vão cada vez mais prolongar-se para lá dos 40 anos e jogadores de top mundial, como Zlatan ou Cristiano Ronaldo vão perdurar por mais alguns anos nos relvados.

Zlatan é dos jogadores mais impressionantes que pisaram um campo de futebol. Aliando uma técnica invejável, quer em termos de qualidade na receção, passe e finalização, a uma visão de jogo e capacidade atlética fora do comum, o sueco tem-se imposto em todos os lugares por onde passa, sendo sem dúvida um dos melhores jogadores da história do futebol. Formado no Malmo FF, Zlatan fez carreira no AFC Ajax, Juventus FC, FC Inter de Milão, FC Barcelona, AC Milan, Paris SG e Manchester United FC, estando há duas épocas na MLS, onde representa os LA Galaxy, pelos quais já faturou por 53 vezes em 58 jogos. A nível oficial já são 536 golos na carreira e, agora em final de contrato, especula-se por onde passa o futuro do atleta representado por Mino Raiola.

Depois de Ronaldo “O Fenómeno”, Zlatan foi o “9” mais impressionante das últimas décadas
Fonte: LA Galaxy

Zlatan já demonstrou abertura para voltar à Serie A, sendo que a imprensa aponta para um regresso ao FC Inter de Milão ou ao AC Milan, ou um ingresso no SSC Napoli como prováveis destinos. Nas três equipas, Zlatan encaixaria e jogaria com muita regularidade. Um eventual regresso a esta liga, seria bombástico e iria continuar a subir o nível da Serie A, que pretende voltar a ser a melhor liga do mundo.

A imprensa também já apontou os australianos do Perth Glory como hipótese (se Zlatan tem o registo que tem na MLS, se vai para a Liga da Austrália, então aí poderá atingir números ainda mais assustadores) e o  CR Flamengo (o clube em si, já tem um dos maiores registos do mundo, se junta Zlatan à equação…).

A continuidade nos LA Galaxy também é uma forte hipótese. Infelizmente, derivado ao estigma da idade que continua a existir (o mindset ainda não mudou nos principais clubes do mundo – não faz sentido, clubes que nem são vendedores, se preocuparem com a idade, pois deviam olhar apenas e só para o rendimento, e se fosse por esse critério, Zlatan teria todas as portas abertas), vai ser difícil ver o sueco de regresso às Big Five, no entanto, a esperança é a última a morrer e que bom era, ver um dos melhores da história, novamente com regularidade.

Foto de Capa: LA Galaxy

Artigo revisto por Joana Mendes

Um novembro longe da Luz

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Após a derrota em Lyon, o Benfica continua um nebuloso mês de novembro e o seu ciclo de quatro jogos fora de portas: pisou a Luz no fim-de-semana passado, com o Rio Ave, e só lá voltará no dia 30, contra o Marítimo de Nuno Manta Santos. Pelo meio, Santa Clara, Leipzig e Vizela terão de arrumar a casa e preparar a recepção aos comandados de Bruno Lage, que andarão com as malas às costas em atarefadas deslocações.

Os açoreanos recebem o Benfica na oitava posição, a três pontos da zona europeia, e querem continuar a sua ascensão classificativa. Depois de uma época transacta tranquila, João Henriques enfrenta agora o desafio da consolidação insular na Liga NOS e a chegada à porta do Top 5, num saudável processo evolutivo de uma equipa bem orientada e com boas individualidades, como Osama Rashid, o farol do meio-campo e indiscutível da equipa.

Tem sido recorrente a aposta do 3-5-2 no campeonato e é possível que o técnico de 47 anos volte a apostar em três centrais, o que oferecerá novos desafios a Bruno Lage, que terá necessariamente de repensar a sua abordagem na manobra ofensiva da equipa. Apesar da má fase em termos de eficácia na finalização, as qualidades de Zé Manuel ou Thiago Santana poderão ser aproveitadas no espaço deixado pelo bloco alto benfiquista.

Iraquiano formado no Feyenoord, Osama Rashid, já representou a sua selecção por 21 vezes
Fonte: CD Santa Clara

Depois da insana regularidade de competição, com partidas de três em três dias, o Benfica finalmente terá uma semana de preparação para o encontro seguinte. A viagem até Vizela, para a Taça, servirá como oportunidade para os menos utilizados ganharem ritmo de jogo, ainda que o adversário requeira certas atenções: é o primeiro classificado da Série A do Campeonato de Portugal, conta oito vitórias em nove jogos e tem-se sentido relativamente confortável na prova rainha até agora, na qual se destaca a vitória fora frente ao Casa Pia, por 3-1. Que a famosa festa da Taça se faça apenas fora de campo…

E as viagens terminam em solo germânico, no estádio do terceiro classificado alemão: os homens de Nagelsmann já se impuseram na Luz e é previsível que façam o mesmo na Red Bull Arena, apesar de a partida ser essencial para a continuidade do Benfica na prova, na qual só a vitória interessa para a tão desejada chegada aos oitavos-de-final. Depois de atropelarem o Mainz por 8-0, os alemães foram a São Petersburgo controlar o Zenit num 0-2 relaxado, dada a disparidade em qualidade táctica e individual. Sem Rafa, muito terá de mudar Bruno Lage relativamente aos encontros europeus recentes, se a discussão do resultado for um objectivo.

No último lugar do grupo com três pontos, a única opção do Benfica é trazer a vitória da Alemanha e triunfar na última jornada, quando receber os russos na Luz: mas nem essa optimista previsão será suficiente, caso não haja a conjugação correcta nos restantes jogos do grupo. Leipzig e Lyon contam nove e sete pontos, respectivamente, e dependem apenas de si próprios para avançarem à próxima fase.

O mês antevê-se difícil e fulcral para as aspirações benfiquistas a toda a linha: um descuido em Vizela deita por terra um dos objectivos principais da época e a manutenção do status quo em Leipzig será sinónimo de pesadelo, muito mais traumatizante que as derrotas na Rússia e em França. Tem a palavra a equipa encarnada.

Fonte: SL Benfica

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão