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Portugal 0-0 Chile (0-3 após gp): Bravo Chile, Receoso Portugal

Cabeçalho Seleção NacionalCom um 4x4x2, Juan Antonio Pizzi desenhava um losango a meio campo, diferente nuance do mesmo esquema utilizado por Portugal, que preferia uma linha de 4 a meio-campo. Cedo soaram os alarmes: Vargas a soltar-se nas costas da defesa portuguesa e a surgir, no mano a mano com Patrício, que com a coxa defendeu o remate do avançado chileno, aos 6 minutos. Um minuto depois, repetição de sinal alarmante, mas na baliza contrária, com Ronaldo a lançar André Silva que, com o interior do pé direito, remata para defesa de Cláudio Bravo.

O Chile, depois de produzir o primeiro lance de real perigo do jogo, volta a acercar-se da baliza lusa  através de um forte remate de longe de Beausejour na sequência de um canto. A primeira parte fluía e, depois de uma entrada na partida com mais bola para Portugal, foi o Chile que, e para audível desagrado de Fernando Santos, passou a circular mais e melhor o esférico. Laterais chilenos projetados, Isla na direita e Beausejour na esquerda, a seleção detentora da Copa America tentava usar a largura no ataque e aproveitar a entrada a finalizar dos seus médios. Caso do minuto 28 quando Aranguiz, à entrada da área, cabeceia, vindo de trás, após cruzamento de Isla. Após canto na direita de Bernardo Silva, um cabeceamento por cima, aos 44 minutos, de José Fonte, fechou a cortina da primeira parte no que toca a lances de perigo a rondar as balizas.

Como na 1ª parte, foi o Chile a lançar o primeiro aviso. Alexis a sair da área num movimento de arraste da marcação e Vidal a cabecear por cima após cruzamento de Beausejour. Pouco depois, 58 minutos, um atento e de ótimos reflexos Patrício foi buscar um acrobático remate de Vargas na sequência de um canto. No lance seguinte, Ronaldo chuta forte na grande área, mas à figura de Bravo.

Jogo muito disputado em Kazan Fonte: Carl Recine / Reuters
Jogo muito disputado em Kazan
Fonte: Carl Recine / Reuters

A seleção sul-americana foi-se galvanizando e sentindo-se cada vez mais segura em ataque posicional e, aos 62 minutos, Vidal encontra espaço e, do meio da rua, atira fortíssimo e a rasar a barra da baliza. Pizzi, ontem, falava da importância de evitar livres frontais e o Chile cumpriu em não cair nessa tentação até aos 65 minutos. Aí Ronaldo tentou aproveitar, mas a bola saiu por cima.

Em contra-ataque, CR7 voltou a ameaçar após combinação com Bernardo Silva, num remate que foi desviado e saiu ao lado do golo. Aos 76 minutos, Fernando Santos tira André Silva e faz entrar Nani e aos 83, é Bernardo Silva que dá o lugar a Quaresma. Contas feitas, Portugal ganha alguma capacidade no 1×1, mas perde referência de área que daria maior liberdade de ação a Ronaldo, que, até fim do jogo, teve um cabeceamento, a 5 minutos do fim do tempo regulamentar, por cima da baliza. 90 minutos pautados pelo equilíbrio de jogo e em oportunidades entre as equipas. A começar o prolongamento, André Gomes chuta por cima, à entrada da área, numa segunda bola. 3 minutos depois, Alexis Sánchez cabeceia sozinho, no coração da área, e ao lado, mas muito perto do poste direito de Rui Patrício.

Um prolongamento que revelou um Portugal apagado e sem capacidade de se esticar na frente. Aos 113 minutos, o árbitro não viu uma falta dentro da área cometida por José Fonte sobre Francisco Silva e, a um minuto dos 120, um lance pleno de fortuna para as cores lusitanas: Vidal atira ao poste e Rodríguez, na recarga, acerta na trave. Terminariam os 120 minutos com um Fernando Santos a vociferar “subam, subam!” para a sua equipa, expondo um treinador que exagerou na cautela e a equipa revelou tais sintomas. Nos penáltis, pouco ou nada para contar.

O Chile marcou três golos em força. Portugal preferiu o jeito, mas Cláudio Bravo não se deixou enganar. Fica um sabor muito amargo no final da participação portuguesa na Taça das Confederações. Na final do Euro, quando Portugal precisou de uma referência na frente, ela entrou e resolveu. Hoje, houve referência desde início, mas saiu de cena a meio e não se solucionou o problema. Usei o sobrenome do guardião chileno para o título desta crónica. Para qualificar a exibição portuguesa, apenas apliquei um antónimo de Bravo. Agora é jogar a partida dos perdedores….

Foto de Capa: Mirror

Villas Boas – curioso cultural com a China no album

Cabeçalho Futebol Internacional

Distante vai o rótulo de ‘Special Two’, distante vai um André Villas-Boas que começa a carreira de treinador com pouco mais de 30 anos, distante vai a excitação envolvendo o jovem míster que ganhou tudo ao serviço do FC Porto.

AVB, hoje, está a caminho de completar 40 anos. À medida que a carreira foi avançando fomos descobrindo um apurado Villas-Boas no horizonte dos seus objetivos e ambições. Não escondeu o desejo de treinar fora da Europa, não escondeu o querer experimentar novas culturas. Falou do Brasil, falou do Japão.

E assim é o presente. O técnico natural do Porto treina na Superliga da China e é um dos treinadores mais bem pagos do mundo, auferindo à volta de 15 milhões de euros brutos por ano.

Depois de dois (aparentes) fracassos na Premier League e um trajeto que granjeou todos os títulos internos ao serviço do Zenit, na Rússia, a 4 de novembro de 2016, o Shangai SIPG Football Club anunciava a contratação de André Villas-Boas.

Deixando o Zenit em maio do ano passado, o treinador anunciou um ano sabático, que, no entanto, se revelou meio ano.

Conhecido como Mr. Chen, o presidente do clube chinês fundado em 2005, pede títulos ao técnico e foi o que Villas-Boas lhe prometeu: que o dono “dormiria com um troféu no final da época”.

Com um Guangzhou Evergrande treinado por Scolari, que já vai no seu hexacampeonato e à procura do ‘hepta’, o maior desafio a enfrentar é destronar o instalado e reinante campeão.

 

O trio brasileiro, Oscar, Hulk e Elkeson, destaca-se na formação treinada por Villas-Boas, que procura destronar o hexacampeão Guangzhou Evergrande Fonte: Globo
O trio brasileiro, Oscar, Hulk e Elkeson, destaca-se na formação treinada por Villas-Boas, que procura destronar o hexacampeão Guangzhou Evergrande
Fonte: Globo

Chegado ao clube e num contexto de limitação de jogadores estrangeiros no campeonato chinês, AVB viu o brasileiro Oscar juntar-se aos compatriotas Hulk e Elkeson, num plantel com cinco estrangeiros, acrescentando-se as presenças do português Ricardo Carvalho e do internacional uzbeque, Odil Akhmedov.

São três o máximo de estrangeiros permitidos a incluir num 11 inicial na Superliga chinesa, para além de obrigatoriamente se incluir um jogador chinês sub-23 no ‘11’ e outro nos 18 convocados.

É um regulamento que procura, numa China de investimento milionário, a formação do seu futebol e de uma competitiva seleção nacional no futuro.

AVB já viu contexto regulamentar semelhante na Rússia, o que não é novidade para o técnico, que contratou também o chinês Wei Shihao, de 22 anos, ao Leixões, nessa mesma lógica formativa.

Bom, o presente é agradável para os objetivos desportivos da equipa. Está nas três frentes. Na liga, 4 pontos separam a equipa do líder e campeão Guangzhou Evergrande e presença nos ‘quartos’ da Taça e da Liga dos Campeões Asiática.

O campeonato aproxima-se do final da primeira volta e, na Taça, há dias, AVB apanhou um valente susto ao quase ser eliminado por uma equipa da 3ª divisão. Na Liga dos Campeões, perspetiva-se um grande embate com o rival Guangzhou Evergrande.

Daqui a uns meses, consoante o corolário de troféus que o treinador luso conquistar nesta etapa asiática, mediremos, por esse critério, o sucesso e o balanço de mais uma aventura do ex-adjunto do ‘Special One’ fora do principal futebol mundial, que é na Europa.

O que é certo é que AVB é um aventureiro no sentido mais livre da palavra. Estará, com certeza, aberto a mais experiências futebolísticas por esse mundo fora. Tão diferente de Mourinho, se dúvidas ainda houvesse.

Mas, agora, este ainda jovem técnico quer fazer história num clube com 12 anos de existência e sem títulos que se destaquem.

AVB, o curioso cultural, tem agora a China no álbum pessoal.

 Foto de Capa: Shanghai Daily

Olheiro BnR – Bruno Fernandes

olheiro bnr

O médio Bruno Fernandes é o mais recente reforço do Sporting Clube de Portugal para a temporada 2017/18. Apesar de ter apenas 22 anos de idade, algo que lhe dá uma enorme margem de progressão, conta já com passagens por Novara, Udinese e Sampdoria, contabilizando um total de cinco anos a jogar na liga italiana, uma das mais competitivas da Europa.

A chamada aos escalões mais jovens da seleção nacional tem-lhe permitido dar-se a conhecer em provas importantes sendo os Jogos Olímpicos e o Europeu Sub-21 os casos mais recentes, competições onde teve uma grande influência no percurso luso. O seu crescimento tem sido favorável e as chamadas por parte de Rui Jorge têm sido sucessivas, ao ponto de cada vez mais ser imprescindível nas ideias de jogo do treinador português. Neste momento, o seu percurso na seleção sub-21 augura um futuro interessante na seleção principal, talvez a longo prazo, visto que a sua posição é uma das mais concorridas e onde estão muitos dos talentos nacionais que desempenham a posição quase a roçar a perfeição.

 

Fonte: Super Sporting
Fonte: Super Sporting

A sua chegada ao Sporting por mais de oito milhões de euros é um investimento a longo prazo mas com perspetivas de se conseguir impôr na equipa titular num curto espaço de tempo. Bruno Fernandes será, com alguma naturalidade, uma primeira opção de alternativa a Adrien Silva, que, neste momento ainda espera aquilo que o mercado lhe pode dar. Para além dessa posição, o médio português pode também jogar como falso ala, um pouco à semelhança do que acontecia com João Mário há duas épocas atrás, ou como homem de apoio ao ponta-de-lança. A sua polivalência pode ser um trunfo importante no papel que Jorge Jesus lhe irá dar para desempenhar em campo, podendo ser adaptado conforme as exigências de cada jogo.

Para além disso, as qualidades de Bruno Fernandes não se ficam pela polivalência. Há muito tempo que o Sporting tenta encontrar alguém que saiba marcar livres, algo que agora já tem com o português. Nas suas equipas anteriores, era ele o marcador de serviço e, muitas vezes, concluía com sucesso a uma distância assinalável. O remate é também um ponto forte de Bruno Fernandes que concretiza muitas vezes de fora da área, algo que também tem faltado ao Sporting em jogos contra equipas inferiores que muitas vezes se remetem à defesa. Assim, este é mais um trunfo ofensivo que pode ser explorado quando for difícil chegar à baliza adversária através de jogada corrida.

 

Bruno Fernandes é um dos talentos portugueses mais promissores da sua geração Fonte: Facebook Oficial Bruno Fernandes
Bruno Fernandes é um dos talentos portugueses mais promissores da sua geração
Fonte: Facebook Oficial Bruno Fernandes

Por fim, mas não menos importante, a sua visão de jogo é muito acima da média, sendo que nessa vertente, o Sporting não fica a perder se tiver Bruno Fernandes em campo. A sua capacidade de fazer combinações com os colegas para desarmar as defesas contrárias é muito interessante, sendo que, mais uma vez, a equipa leonina ganha algo que poucos jogadores do atual plantel lhe conseguem dar.

Bruno Fernandes chega ao Sporting para atuar, pela primeira vez, no campeonato português e, com certeza, será uma das figuras de futuro da Liga NOS.

Foto de Capa: Global Imagens/Notícias ao Minuto

Raw ou Smackdown Live: Quem leva a melhor?

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Cabeçalho modalidadesNo próximo mês, o WWE Draft fará um ano. Nesse dia, foram definidos os plantéis de Raw e Smackdown para a nova era. Passado quase um ano, analiso o impacto do Draft em si e o desempenho de Raw e Smackdown, bem como todos os atletas e restante equipa.

Após alguns artigos de análise pormenorizada a cada uma das divisões, decidi compilar tudo neste artigo, onde vou determinar qual é, para já, a melhor marca.

Irei avaliar o impacto de ambas as marcas através de várias categorias e dar em cada categoria o nome de uma marca vencedora. No final, quem tiver mais pontos vence.

É um artigo que gosto especialmente de fazer, por isso não percam cada palavra e descubram nas próximas linhas qual é a melhor marca da WWE.

Balanço das modalidades

fc porto cabeçalhoUm grande clube como o FC Porto não se resume ao Futebol, o seu ecletismo é uma peça fundamental para o crescimento da “marca do clube” na sociedade. Neste artigo irei fazer um balanço da época nas modalidades de maior relevo no clube.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Andebol – Foi uma época atípica do Andebol Portista. Sem qualquer título a época tem de ser considerada negativa, ainda mais quando o FC Porto foi dominante numa primeira fase da época, conseguindo terminá-la sem qualquer derrota. A quebra que existiu na segunda fase é inexplicável e já não é nova, na época passada foi igual. Um mau planeamento da época pode ser uma das explicações, mas a análise  tem de ser feita pelos dirigentes portistas. A primeira consequência foi a saída do treinador Ricardo Costa e a contratação de Lars Walther, um treinador dinamarquês. Fazer os primeiros meses da época fortíssimos vale de pouco quando se chega à fase das decisões e a equipa quebra de forma abrupta. Uma lição tem de ser retirada desta época.

Espanha 3-1 Itália: Três tiros de Ñiguez com a mira na final

Cabeçalho Futebol Internacional

A tão propalada frieza alemã foi a chave para, no jogo anterior a este confronto, garantir um primeiro lugar de acesso à final por parte da jovem ‘Mannschaft’, após um 4-3 favorável nas grandes penalidades e um 2-2 em tempo regulamentar, diante a Inglaterra.
Quanto a este Espanha-Itália, a qualidade técnica dos ‘muchachos’ espanhóis, elevada a um pedestal coletivo, revelou um jogo combinativo de ataque do mais alto quilate. Quando o jogo precisou de ser resolvido, as armas espanholas foram vitais.
Nestes dois períodos textuais se pode resumir a crónica do jogo, com duas equipas fiéis à história das camisolas envergadas, à história de um estilo.

As duas seleções com mais vitórias na história da competição partiam para o jogo com a certeza de que um dos dois não poderia disputar a derradeira partida Uma Espanha de toque curto e de posse foi a que entrou na partida, o que, todavia, não significou que o adversário ficasse tolhido em alguns metros e apenas se espevitasse em hesitantes contra-golpes.
A Itália também quis assumir-se uma ‘donna’ de respeito e quis beneficiar do jogo elástico e combativo dos seus avançados para abrir brechas na armada defensiva contrária.

Aos 12 minutos, remate de Dani Ceballos, após um livre, que é intercetado e, na sequência do canto, Donnaruma, nega um golo direto a Deulofeu. A meio da primeira parte, a primeira grande ocasião para a Itália com Bernardeschi a aparecer solto dentro da área e a rematar para defesa complicada e atenta de Arrizabalaga.  Aos 30 minutos, Deulofeu tem mais uma vez uma boa ocasião dentro da grande área, rematando de pé esquerdo ao lado. Até final da etapa complementar, registo para um remate de meia distância e perigoso de Sandro Ramírez.

Saúl Ñiguez encheu o campo, tirando o bilhete para a final com a Alemanha Fonte: UEFA
Saúl Ñiguez encheu o campo, tirando o bilhete para a final com a Alemanha
Fonte: UEFA

Para a 2ª parte, o jogo voltou com qualidade, mas com o elemento que todos querem ver. O sal que tempera o futebol. Os golos. Aos 53 minutos, Saúl Ñiguez abre o ativo. Ceballos parte a louça pela esquerda, passa por meia Itália e solta no médio que rematou de pé esquerdo e colocado para o fundo da baliza italiana.

Penalizada pela expulsão de Gagliardini, farto dos ‘olés’ do meio-campo inimigo…a Itália consegue emergir e empatar, aos 62 minutos, com Bernardeschi, na sequência de um livre, a rematar e a bola a sofrer um desvio na defesa antes de entrar na baliza de Arrizabalaga. Só que há aqueles dias que os insondáveis desígnios do deus do futebol como que estendem um tapete vermelho ao destino. O destino hoje era de Saúl Ñiguez. 65 minutos. Deulofeu dá no médio do Atlético de Madrid e, a uns bons 25 metros da baliza, Saúl enche o pé direito e bate Donnaruma, outra vez.

E como há adágios populares que extravasam fronteiras…podemos também dizer que não há duas sem três. Saúl Niguez, outra vez. Agora foi Asensio, aos 74 minutos, a furar na esquerda e dar para o criativo atirar na passada, de canhota, a contar, chegando aos 5 golos na prova. Estava tudo dito e contado sobre esta meia final. Ceballos, Deulofeu e Asensio carregaram a cartucheira, Ñiguez atirou a contar, três vezes. Três tiros com mira apontada na final. Olé!

Foto de Capa: UEFA

Sporting de Braga/AAUM 1-3 Sporting CP: Xot não chegou para o campeão

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sporting cp cabeçalho 1

Rolava a bola no Pavilhão Desportivo da Universidade do Minho. Do lado da equipa da casa, jogava-se para levar a final da liga para a ‘negra’. Do outro lado, os forasteiros jogavam para a conquista do 14º título e revalidação do estatuto de campeão. Certo é que o Sporting já sabia que não seria fácil: ainda não tinha ganho nenhum jogo neste pavilhão. Esperava-se um jogo emotivo: as bancadas ao início do jogo estavam bastante cheias e com perspectivas de esgotar.

O Braga entrou com coração de gverreiro e chegou a rondar com bastante perigo a área de André Sousa, no entanto foram as redes da baliza contrária a mexer. Merlin, através de uma jogada pela ala esquerda, trocou as voltas ao adversário e rematou cruzado para golo, fez os adeptos vibrar com o primeiro tento da partida.

A equipa da casa corria assim atrás do prejuízo, mas sem conseguir organizar o seu ataque. Os leões entraram mais focados que no último jogo que fizeram neste pavilhão e davam pouco espaços. Por sua vez, o Braga começou a pressionar mais o portador da bola para que o Sporting cometesse mais erros.

Diogo teve oportunidade para dilatar a vantagem. Depois de uma boa conjugação com João Matos, o ala brasileiro seguiu sem oposição para a baliza de Xot, que lhe negou o golo com uma fantástica mancha. O Braga teve oportunidade de ao empate depois de uma falta cometida por João Matos, mas a bola acabou por passar muito perto da baliza leonina.

Xot estava em noite sim: depois de fazer frente a Diogo, foi a vez de Cavinato sofrer às mãos do guarda-redes português, que foi gigante a defender o remate do melhor marcador da liga SportZone. O jogo foi assim para intervalo com o resultado de 0-1, que deixava tudo em aberto para os últimos 20 minutos da partida.

Merlim abriu o marcador no quarto jogo da final da Liga SportZone Fonte: Sporting CP
Merlim abriu o marcador no quarto jogo da final da Liga SportZone
Fonte: Sporting CP

O jogo começou quente, tanto dentro como fora da quadra. Enquanto uns se esforçavam para dar o melhor espectáculo possível, outros, os adeptos do Sporting, teimavam em estragar a pintura, acendendo material pirotécnico e criando confusão com os elementos da GNR. Enquanto os ambientes serenavam, Diogo através de um remate bastante forte, tenta aumentar a diferença de golos, valendo novamente o guardião bracarense.

O Sporting pressionava cada vez mais, não saindo do meio-campo do Braga, em que André Sousa fornecia mais uma opção de passe ao subir até ao limite, fazendo com que os leões jogassem num 5 para 4. Os bracarenses quase não respiravam e prova disso era o número de faltas com 12 minutos de jogo: três para a equipa da casa e nenhuma para os forasteiros.

Os ânimos do jogo acalmaram um pouco. Não estava perigoso e não haviam jogadas de risco, talvez pela importância que estes últimos minutos de jogo traziam. O mesmo não se pode dizer das bancadas, em que novamente houve desacatos, que acabaram por prejudicar André Sousa, que ficou algo atordoado com o rebentamento de um petardo dentro do pavilhão.

Xot volta a negar o golo a Cavinato com uma excelente defesa, depois deste ter feito uma jogada individual muito boa. Os minhotos entravam em desespero enquanto o jogo entrava nos cinco minutos finais, onde houve tempo para Nuno Dias ser expulso, devido protestos bastante exaltados, depois de uma falta não assinalada a Pedro Cary, que seria a sexta falta.

Diogo acaba por bater a muralha minhota. A três minutos e meio do fim da partida, o ala brasileiro aparece sem marcação depois de uma reposição de bola pela linha lateral. Estava feita assim a vantagem que daria o campeonato aos leões.

Contudo, o resultado não ficou por aqui. André Sousa, depois de segurar uma bola, aproveitou o momento em que os bracarenses jogavam em 5 para 4 para rematar diretamente à baliza adversária, fazendo assim o seu primeiro golo na liga SportZone. Estava assim feito o 0-3 numa altura em que praticamente tudo estava decidido. Fazia-se a festa nas bancadas.

O Sporting de Braga ainda teve tempo para reduzir para o 1-3, por André Machado, depois de ter aproveitado uma defesa incompleta do guarda-redes leonino.

O sinal sonoro soava e o Sporting Clube de Portugal sagrou-se bicampeão nacional em casa do Sporting de Braga, num conjunto de 3-1 em jogos, vencendo assim o primeiro jogo da época em Braga. O Sporting de Braga deu luta e deixou em campo provas que tem qualidade suficiente para se debater com a melhor equipa portuguesa actualmente.

O Sporting deu mostras do seu poderio: 14 títulos nacionais, 4 deles ganhos nos últimos cinco anos. Acaba assim a época. A festa é verde e branca!

Foto de Capa: SC Braga

Com Iker ou sem Iker?

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fc porto cabeçalhoIker Casillas é um dos jogadores mais badalados no Campeonato português e em toda a Europa, sendo cada exibição analisada à lupa pela imprensa desportiva nacional e europeia. Dono de uma notável carreira, cheia de conquistas, tanto a nível de clube como de seleção, Casillas aceitou ingressar no FC Porto após uma saída controversa e emocionada de Madrid.

Na sua primeira época, teve, acompanhando a equipa, uma temporada aquém das expectativas tendo ficado, em alguns lances, mal na fotografia, dando a impressão que podia ter feito melhor e onde a exibição da Luz foi o seu ponto alto na temporada 2015/2016.
Porém, na época 2016/2017, teve a sua melhor época de dragão ao peito, mostrando a sua qualidade e valendo pontos decisivos ao FC Porto que ainda sonhou com o Campeonato muito graças ao espanhol que liderou uma defesa sólida e capaz.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

O seu contrato era dividido com o Real Madrid (não existem números oficiais do valor do mesmo) mas é um salário altíssimo para as possibilidades do FC Porto atual. Nesta época 2017/2018, persiste a incógnita do jogador manter-se no plantel. O FC Porto tem de pagar o salário na totalidade e esse é um peso orçamental difícil de suportar. Por outro lado, Casillas está totalmente conectado com a cidade Invicta e com a massa associativa, sendo dos jogadores mais requisitados para fotos e autógrafos para além da liderança e exemplo que exerce dentro do balneário e dentro de campo, e isso é visto e dito pelos diversos jogadores que compõem o plantel portista.

O seu futuro é incerto mas que será uma perda importante para Sérgio Conceição e restante estrutura, isso será. Mas o seu salário na totalidade é mais do que o FC Porto pode pagar e negociar o seu valor seria algo a rever.

artigo revisto por: Ana Ferreira

Portugal, eles não estão no nosso nível!

Cabeçalho Seleção NacionalAlemanha, México e Chile são todos adversários de peso. Mas Portugal consegue vencê-los. Todos!

Após o Europeu de 2016, que Portugal ganhou de forma apoteótica, o V Império não pareceu uma memória tão distante. Agora parece que nada nos consegue bater, que ninguém é melhor que nós e nada nos consegue derrotar. Ter esta mentalidade é imperativo se queremos enfrentar novos desafios.

Esta mentalidade que agora temos foi precedida de longos anos de mediocridade onde o aplaudido eram meias-finais, o mínimo eram os oitavos e o obrigatório era chegar aos quartos. Tudo isto levou a que Portugal fosse quase os New York Knicks da Europa, especialmente após o Mundial de 2014, onde nem a fase de grupos conseguimos passar. No entanto, no meio de tanta insignificância, foi esquecido que éramos portugueses e que merecíamos mais. E bastou um “mero” Euro para mudarmos completamente o chip.

Fonte: FIFA
Fonte: FIFA

Quando se é campeão da Europa, a postura muda. Os objectivos são outros. A confiança está, segundo a canção de Rita Coolidge, num “All Time High”. É preciso aproveitarmos toda esta onda AGORA, dado que nunca antes a aproveitámos.

Para muitos, a Taça das Confederações pode parecer a “Supertaça” das competições internacionais. Um troféu com pouco prestígio, onde muitas selecções não trazem a artilharia pesada, pode parecer insignificante ao lado de um Mundial, Euro ou Copa América, num qualquer museu futebolístico, mas como sabemos, no futebol, o troféu não é só uma estátua mas sim a representação de algo.

Domingos Gonçalves e Rúben Guerreiro mais fortes nos nacionais!

Cabeçalho modalidadesDecorreram neste fim de semana, os Campeonatos Nacionais de estrada de ciclismo.

Este ano as provas realizaram-se mais uma vez no norte de Portugal, com a cidade de Gondomar a acolher os campeonatos de estrada, enquanto que em Santa Maria da Feira se realizaram as provas de contra-relógio.

No contra-relógio o grande destaque foi a ausência do tri-campeão, Nelson Oliveira, que segundo consta, não soube da alteração do horário de partida e por isso não chegou a tempo de realizar a prova, a ser verdade a organização da prova não fica bem vista nesta situação.

Com esta ausência, Rafael Reis assumia o protagonismo, ele que era apontado como um dos candidatos à vitória, juntamente com Sérgio Paulinho, José Mendes, e os irmãos Gonçalves.

Mas quem iria vencer a prova, seria o ciclista da RP- Boavista Domingos Gonçalves que fez o tempo mais rápido nos 33.9Km em 42.19 minutos, 5 segundos a menos que Rafael Reis(Caja Rural-Seguros RGA) e menos 20 segundos que Sérgio Paulinho(Efapel).

Domingos Gonçalves alcança assim um grande marco na sua carreira, levando as cores de campeão nacional nas provas de contra-relógio.

Na categoria de sub-23 anos, a vitória recaiu em José Fernandes da Liberty Seguros-Carglass, impondo-se por 15 segundos ao companheiro de equipa Gaspar Gonçalves, e 59 segundos de João Almeida da Unieuro Trevigiani-Hemus1896. José Fernandes repete assim uma vitória que já tinha alcançado em 2015.

Já na prova de estrada a imprevisibilidade era muita, mesmo com Rui Costa ausente, o leque de favoritos era grande, e até interessante, isto em comparação com favoritos do Contra-Relógio. Essa imprevisibilidade devia-se muito ao desenho do percurso que apresentava alguns pontos de interesse, com 4 ascensões curtas em extensão mas grandes em inclinação e que culminaria numa chegada de 800m com 8.6% de inclinação média, isto tudo num circuito com 177 kms de extensão.

Numa corrida muito marcada por ataques, formou-se um grupo final que incluía, entre outros, os maiores favoritos à vitória, José Mendes (Bora Hansgrohe) , que defende o título, Joni Brandão (Sporting Tavira) e Tiago Machado (Team Katusha – Alpecin), Ruben Guerreiro (Trek-Segafredo), Sérgio Paulinho (Efapel), César Fonte (LA Aluminios-Metalusa), Edgar Pinto(LA Aluminios-Metalusa) e,Rui Vinhas (W52-Porto), Ricardo Vilela (Manzana Postobon),  desta fuga resultou uma outra, onde houve um ataque fortíssimo de Domingos Gonçalves. O novo campeão Nacional de Contra-Relógio, motivadissímo pela vitória no dia anterior, conseguiu mesmo ter 1´20m de vantagem para o pequeno grupo que se formou atrás dele, mas num momento de azar, ou talvez de desconcentração, o ciclista acabaria por cair e ser alcançado pelo grupo que o perseguia.

E foi desse grupo que já na subida final apareceu o jovem Ruben Guerreiro, com um ataque fortíssimo, não dando grandes hipóteses aos seus concorrentes directos. Foi o ciclista da Trek a levantar os braços na meta festejando assim o seu primeiro título de campeão nacional de elites, ele que na época passada tinha sido campeão nacional de sub-23.

Rúben Guerreiro no momento da consagração Fonte: http://www.ammamagazine.com
Rúben Guerreiro no momento da consagração
Fonte: http://www.ammamagazine.com

A completar o pódio ficaram Rui Vinhas (W52-Porto) e Ricardo Vilela (Manzana Postobon) a 3 e 4 segundos respectivamente.

Ruben Guerreiro, que conta no seu pecúlio com vitórias no GP Liberty Seguros-Troféu Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina  e na  Volta a Portugal do Futuro  mostrou-se muito satisfeito, pois segundo o próprio preparou-se como nunca para esta prova e orgulhoso por envergar a camisola de campeão nacional nesta época.

Na minha opinião, e fazendo uma curta análise, é de destacar o percurso que a Federação escolheu esta época, pois permitiu que a corrida andasse sempre num bom ritmo, e que houvesse vários ataques. Nesse sentido a minha aposta recairia em José Gonçalves num percurso que lhe assentava que nem uma luva, ainda para mais vindo ele de uma grande vitória na Holanda no Ster ZLM Tour, conquistando a geral individual.

Para além de José Gonçalves, os ciclistas,José Mendes (Bora Hansgrohe) , que defendia o título, Joni Brandão (Sporting Tavira) e Tiago Machado (Team Katusha – Alpecin), Sérgio Paulinho (Efapel), César Fonte (LA Aluminios-Metalusa), Edgar Pinto(LA Aluminios-Metalusa) e Rui Vinhas (W52-Porto) e Ricardo Vilela (Manzana Postobon) eram na minha ótica, claros favoritos.

Referência também para Rui Vinhas, o vencedor da Volta a Portugal na época passada, mostrou-se bem e poderá estar num bom nível para a Volta a Portugal que aí vem.

Com um misto de juventude e experiência no pelotão foi a juventude e irreverência de Ruben Guerreiro, que veio ao de cima, mostrando que o ciclismo português estará bem representado no estrangeiro nos próximos anos, pois muitas vitórias podem-se esperar do ciclista da Trek, igualando feitos de outros ciclistas como Acácio Silva, Joaquim Agostinho e mais recentemente Rui Costa.

Já nos sub-23 Francisco Campos sagrou-se campeão nacional no percurso de Gondomar. O ciclista da equipa Miranda-Mortágua bateu ao sprint André Carvalho (Team Cipollini), e David Ribeiro(Liberty Seguros-Carglass) fechou o pódio.

Foto de Capa: CM Gondomar

artigo revisto por: Ana Ferreira