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Olheiro BnR – Tiago Maia

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olheiro bnrNão é só nos escalões profissionais que encontramos jogadores com talento. No Campeonato de Portugal Prio, muitas vezes encontramos jogadores que se destacam mais que os outros e que mostram que, claramente, merecem voos mais altos. Estou convicto de que o guarda-redes Tiago Maia, que nesta época representou o Sport Clube Praiense, é um desses casos.

Este guarda-redes internacional pelas camadas jovens foi titular da selecção sub-19 no Europeu da categoria em 2010 e no ano seguinte faria parte da célebre “Geração Coragem”, que foi vice-campeã mundial de sub-20 no mundial disputado na Colômbia, competição em que Tiago Maia seria suplente de Mika.

Formado no FC Porto, desvinculou-se do clube azul e branco em 2011 e daí para a frente a sua carreira nunca mais assentou. Após uma época no CD Santa Clara em que não jogou, acabaria por ficar desempregado, ficando uma época inteira a treinar sozinho. Após um ano de sacrifícios, abriram-se as portas do SC Espinho, onde relançou a carreira e regressou ao futebol profissional, mais precisamente ao SC Olhanense.

No entanto, realizaria apenas 24 jogos em duas épocas no emblema algarvio, estando tapado por outros guarda-redes como Moreira. Seria já nesta época que o guarda-redes formado no FC Porto mostraria as qualidades que fizeram dele um dos guarda-redes mais promissores da sua geração. Ao serviço dos açorianos do SC Praiense, o guarda-redes de 24 anos foi uma das figuras de proa de uma equipa com um projecto para subir aos escalões profissionais, projecto esse que esteve quase a concretizar-se neste ano.

Tiago Maia foi uma das figuras de proa do SC Praiense. Fonte: Página Oficial de Tiago Maia
Tiago Maia foi uma das figuras de proa do SC Praiense.
Fonte: Página Oficial de Tiago Maia

E o que é facto é que foi raro o jogo em que não vimos o guardião natural de Gondomar a fazer uma daquelas defesas para a fotografia. Nesta edição do CPP, Tiago Maia destacou-se como um guarda-redes bastante concentrado e uma forte presença entre os postes, possuindo reflexos apurados, e é muito difícil de bater no 1 vs 1. Também é um guarda-redes hábil a jogar com os pés e é dono de um forte pontapé que pode levar perigo à área contrária. Foi do seu pé direito que saiu a assistência para o grande golo de Filipe Andrade no jogo contra o Sporting para a Taça de Portugal.

Quanto ao futuro, esse ainda é uma incógnita. Tiago Maia mostrou claramente que tem qualidade para os escalões profissionais e acredito que regresse aos mesmos já na próxima época. Tiago Maia tem trabalhado de forma incansável em busca dos seus sonhos, e acredito seriamente que será um daqueles casos de jogadores que deram um passo atrás para dar dois à frente.

Foto de Capa: Tiago Maia – Página Oficial

Teremos um novo representante na Europa!

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Cabeçalho modalidadesNo passado fim-de-semana ficaram definidos os finalistas do play-off  no nosso principal escalão sénior. E, ao contrário do que eu vinha vaticinando em artigos anteriores, não teremos um encontro entre os eternos rivais de Lisboa, porque um deles, o Sporting Clube de Portugal, cumpriu a sua parte, mas o Sport Lisboa e Benfica não acompanha os leões na final, indo no seu lugar o Sporting Clube de Braga, com todo o mérito, diga-se. Já não é a primeira vez que o Benfica se deixa surpreender nestas fases prévias, tendo perdido nesta mesma fase com a Associação Desportiva do Fundão na época 2013/2014, quando o treinador dos beirões era o atual timoneiro dos encarnados, Joel Rocha.

Nesta próxima janela de transferências, a abordagem das águias ao mercado de Verão tem de ser bem mais efetiva, com algumas contratações de jogadores com experiência e internacionais pelos seus países, algo que tem de ser conjugado com uma aposta sustentada na formação. Bem sei que é algo que envolve enormes custos, mas é a única maneira de colocar o SLB num nível próximo do que o seu eterno rival tem neste momento. Porque, convenhamos, neste momento o SCP tem, de longe, o melhor plantel e o mais equilibrado em Portugal.

Um dos grandes obreiros desta presença histórica na final, o treinador Paulo Tavares Fonte: SC Braga
Um dos grandes obreiros desta presença histórica na final, o treinador Paulo Tavares
Fonte: SC Braga

Apesar dos resultados positivos esta época nos confrontos entre águias e leões, penso que, caso o emblema encarnado tivesse chegado à final do campeonato, teria sido derrotado pelo rival. Só que a eliminação tem custos ainda mais graves que em anos anteriores. Neste ano, os dois finalistas apuram-se para a UEFA Futsal Cup, ao invés de apenas ir o campeão nacional (a única exceção até este ano foi a época 2010/11, quando o Benfica era o campeão europeu em título e pôde ir um segundo representante nacional, neste caso o Sporting CP).

Assim sendo, na próxima temporada iremos ser representados por um habitué nestas andanças e por um estreante absoluto, o conjunto orientado por Paulo Tavares, que está na final com todo o mérito e vai ser um oponente complicado para o Sporting, que vai ter de se apresentar na máxima força para poder ser campeão nacional.

A partir do próximo fim-de-semana poderemos assistir às finais, e desta feita vou assistir como mero espetador, pois os meus dois principais clubes não estão presentes. Tenho uma ligeira inclinação pela equipa de Braga, em função da cor do equipamento e da simpatia e da admiração pelo que o clube arsenalista fez há relativamente pouco tempo no futebol de 11. Mas, neste momento, espero que sejam jogos muito bem disputados e que no fim ganhe a melhor equipa.

Foto de Capa: SC Braga

Portugal 26 vs Alemanha 29: O Futuro vai ser sorridente

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Cabeçalho modalidadesHoje jogou-se no Pavilhão Municipal de Gondomar a penúltima jornada da qualificação para o Campeonato Europeu 2018 na Croácia. Este jogo colocou frente a frente Portugal e a atual campeã europeia, a Alemanha. Se Portugal conseguisse conquistar algum ponto seria importantíssimo para ajudar a garantir a qualificação.

A missão era quase impossível, mas essa palavra não é usada no andebol e a seleção de todos nós entrou em campo determinada a não dar o jogo de “mão beijada” à claramente favorita Alemanha. E esta missão só não foi concretizada por muito, muito, pouco… No inicio da primeira parte a Alemanha colocou-se na frente do marcador, tendo estado a vencer 9-5, mas Portugal aproveitou a primeira exclusão da partida para chegar à frente do marcador, indo para o intervalo a vencer 16-15.

Na segunda parte manteve-se o equilíbrio e Portugal jogou olhos nos olhos com a campeã europeia. Durante vários minutos o jogo esteve empatado, com grandes intervenções de quatro gigantes guarda-redes: Alfredo Quintana, Hugo Figueira, Andreas Wolff e Silvio Heinevetter. Nas bancadas cantava-se “É possível” e todos acreditavam na vitória de Portugal. No entanto, quando faltavam cerca de dez minutos, Daymaro Salina foi expulso e a Alemanha começou a ganhar vantagem no jogo, apresentando uma defesa coesa que impossibilitou a concretização de Portugal, com Heinevetter em grande forma e muito mais experiência na finalização, o que levou a que o resultado final fosse 26-29.

Fonte: XXX
Fonte: Federação Portuguesa de Andebol

Nada está perdido. Se Portugal apresentar a mesma qualidade de jogo no sábado, juntamente com um pouco mais de inspiração e concentração em termos ofensivos, certamente levará de vencida a Eslovénia e irá estar presente na Croácia em 2018.

Algo que é notório e que é de louvar é o grande trabalho da Federação que está a fazer com que Portugal volte aos grandes palcos do andebol mundial. Falhada a qualificação para o Mundial 2017 por uma “unha negra” (play-off com a Islândia), Portugal encontra-se novamente muito perto da qualificação num grupo complicado e defrontou os atuais campeões europeus olhos nos olhos. Mesmo que não se consiga alcançar a qualificação o projeto da Federação deve continuar, porque o Futuro vai ser muito risonho.

Foto de Capa: Facebook Oficial da Deutscher Handballbund

Fair Play financeiro, um entrave à competitividade?

Cabeçalho Futebol NacionalDevido à recente situação que teve como “figura” o Futebol Clube do Porto, voltou de novo a ouvir-se falar com frequência na expressão “fair play financeiro”. Neste caso específico, a UEFA irá vigiar de perto a gestão do clube, de modo a garantir que os resultados financeiros melhorem gradualmente nos próximos três anos, até se tornarem positivos. Uma espécie de “Troika” do futebol, portanto, que já interveio anteriormente em dezenas de casos, sendo os mais mediáticos os do Paris Saint Germain e Manchester City.

O FC Porto foi a última "vítima" do  controlo de Fair Play Financeiro imposto pela UEFA Fonte: somosporto.com.pt
O FC Porto foi a última “vítima” do controlo de Fair Play Financeiro imposto pela UEFA
Fonte: somosporto.com.pt

Com a transformação do futebol numa indústria na qual circulam milhões de euros, e o surgimento de cada vez mais de “magnatas” e grupos de investimento a desejar aplicar dinheiro nos clubes, a UEFA aprovou em 2010 um conjunto de regras as quais apelidou de “Fair play Financeiro”, como forma de travar esta tendência. Segundo esta instituição, o objectivo do cumprimento destas regras é “melhorar a saúde financeira global do futebol europeu de clubes”, obrigando estes a provar que não têm dívidas em atraso, e impedir que gastem valores mais elevados do que aqueles que recebem.

No entanto, será que estas regras contribuem mesmo para a saúde do futebol? Pegando no exemplo do futebol português, sabemos que as principais receitas dos clubes são os direitos das transmissões televisivas e os contratos com os patrocinadores. Nos clubes grandes, acrescem obviamente as receitas provenientes das quotas dos associados do clube, das assistências dos jogos e do “merchandising”, bem como as receitas obtidas pelas participações nas provas europeias (fundamentalmente na Liga dos Campeões). É por tudo isto, que estes são os que mais conseguem investir na construção dos seus planteis, pois a base de associados que possuem e a visibilidade que têm atraem mais patrocinadores e inflacionam os direitos televisivos, permitindo assim a entrada de mais dinheiro nos seus cofres do que os clubes ditos “menores”. Quanto aos pequenos, o baixo número de associados e o escasso número de adeptos nos estádios levam a um inferior investimento por parte de patrocinadores e a um menor valor recebido relativamente às transmissões televisivas.

Ott Tanak, o mais recente vencedor no WRC

Cabeçalho modalidadesOtt Tanak venceu e convenceu na Sardenha. O piloto da M-Sport finalmente conseguiu a sua primeira vitória. Tinha apostado no terceiro lugar para o estoniano, mas não vou mentir que fico muito satisfeito com a vitória, pois é um piloto que aprecio muito, sendo que este ano está a demonstrar uma consistência fantástica, tendo quatro pódios em sete ralis e nos três ralis que falhou o pódio dois deles terminou em quarto.

Tanak fez a sua primeira temporada regular no WRC em 2010, então no programa da Pirelli em que os pilotos conduziam o Mitshubishi EVO X e desde aí foi presença assídua no WRC tirando em 2013, ano em que não fez nenhum rali. Agora aos 29 anos venceu o seu primeiro rali, quando o ano passado na Polónia, precisamente o próximo rali esteve muito próximo de o fazer, mas um furo na penúltima especial deitou tudo a perder e teve de se contentar com o segundo lugar. Esta vitória tem ainda o condão de tornar o Fiesta WRC de 2017 o carro mais vencedor até agora (três em sete) e de ser a única equipa a já ter tido dois pilotos a vencer (Tanak e Sebastian Ogier). No entanto Ogier ficou apenas em quinto, uma resultado mau para o francês, mas que consegue manter a liderança do campeonato de forma confortável, destaque para Tanak que subiu a terceiro da classificação.

Kries Meeke borrou a pintura, mais uma vez, na Sardenha, quando liderava o rali. Mais um péssimo resultado que o faz passar de líder da Citroen a dispensado, pelo menos na Polónia, indo a equipa levar Andreas Mikkelsen no seu lugar. O piloto norueguês teve uma exibição muito discreta na ilha italiana sendo apenas oitavo. Apesar de ser a sua estreia no C3 WRC esperava mais, vamos a ver como se porta na Polónia.

Lappi foi quem mais me surpreendeu na Sardenha Fonte: Esapekka Lappi
Lappi foi quem mais me surpreendeu na Sardenha
Fonte: Esapekka Lappi

A Toyota esteve excelente na Sardenha, tenho colocado os seus três pilotos nos seis primeiros lugares, com Juho Hanninen a perder o quinto lugar na última especial, depois de mais um problema com o seu Yaris WRC. Jari-Matti Latvala foi segundo, numa muito boa exibição e Esapekka Lappi terminou em quarto, o que assumo me surpreendeu, não por não saber a qualidade do piloto, mas sim por ser o seu segundo rali com um WRC.

Por fim a Hyundai de Thierry Neuville, que terminou no lugar mais baixo do pódio. Este foi provavelmente o pior rali da temporada para os coreanos, apesar de terem conseguido mais um ponto que em Monte Carlo e Suécia. Só o belga chegou aos pontos, com Hayden Paddon a desistir quando chegou a liderar até um erro amador, como o próprio assumiu e Dani Sordo terminou em 12º.

Para a Polónia tenho muitas dúvidas na minha aposta. Será mais um rali de terra, como a grande maioria até agora. Vou apostar na vitória de Thierry Neuville, o segundo lugar de Sebastien Ogier e a fechar o pódio o vencedor da Sardenha, Ott Tanak.

Foto de Capa: Ott Tanak

Miguel Cardoso e a ambição de discutir todos os jogos

Cabeçalho Futebol NacionalApós uma época brilhante, o Rio Ave continua a ser notícia pelos melhores motivos.

Miguel Cardoso, 45 anos, foi o homem apresentado esta semana como o sucessor do treinador sensação da época passada, Luís Castro que se vinculou com o Grupo Desportivo de Chaves neste defeso. Durante o seu discurso de apresentação, Miguel Cardoso, mostrou-nos que um  7º classificado na Liga pode ambicionar a fazer mais e melhor. O objectivo é claro. Acabar na primeira metade da tabela classificativa, implementando valores como: «(…) disciplina, responsabilidade, excelência, comunicação, equipa e identidade.»

A confiança e o pragmatismo no discurso baseiam-se num currículo recheado de experiência. Treinadores como Paulo Fonseca, Domingos Paciência, Carlos Carvalhal fizeram com que Miguel Cardoso pudesse estar confortável no maior palco da sua carreira profissional. Trabalhar em clubes como o Sporting de Braga, Académica, Sporting, Deportivo da Corunha e claro, Shakhtar Donetsk (equipa B e A), mostram que a qualidade do treinador português não é como um arco-íris, que só aparece de vez em quando.

Fonte: FK Shakhtar
Fonte: FK Shakhtar

Ser treinador do Rio Ave será uma excelente ferramenta para testar e provar que palavras como «Queremos uma equipa competitiva para discutir todos os jogos. (…) Se formos competitivos ao longo de uma época, provavelmente discutiremos coisas interessantes» não são apenas sons que saem da nossa boca, mas sim convicções tão intrínsecas ao ser humano que se personificam no trabalho e nos resultados.

Desta vez, não houve maldição do 3-1

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Cabeçalho modalidadesO salário mínimo português dava para pagar um bilhete para um dos piores lugares num pavilhão a rebentar pelas costuras (sem direito a cerveja). Esta segunda à noite, os Warriors voltaram a ser campeões da NBA, numa temporada em que perderam apenas um jogo nos playoffs, ao baterem os Cleveland Cavaliers por 129-120, no jogo 5 das finais. A peça que faltava era mesmo Kevin Durant, que foi claramente o jogador decisivo destas finais e que conquistou o seu primeiro título na sua segunda final (na primeira, os “seus” Thunder perderam com os Heat “de LeBron”). Como o tempo voa…

Primeiro período demasiado parado, com muitas faltas e lances-livres e os Cavaliers com um ligeiro domínio. Kevin Durant e Klay Thompson tiveram problemas de faltas bastante cedo e isso pode ter abrandado a equipa de Golden State, embora Kevin Love tenha dado de caras com o mesmo problema para os Cavs. Depois de um início mais forte dos Warriors, a turma de Cleveland passou rapidamente para a frente e assim se manteve até ao fim do primeiro quarto de jogo.

Depois de um longo “descanso” no banco, Kevin Durant voltou com vontade de dominar no segundo período. Os Cavaliers estenderam a sua vantagem para oito pontos, apenas para verem KD, Iggy, Dray e Steph construírem um daqueles parciais que não raras vezes vemos acontecerem na Oracle Arena e que fazem o pavilhão explodir. A vantagem de Golden State foi até aos 17 mas chegou ao intervalo nos onze, muito graças a um incrível lançamento de JR Smith, num período que foi, ainda assim, bastante negativo para os Cavs.

O MVP das finais, Kevin Durant festeja o seu primeiro título no ano de estreia em Golden State Fonte: SLAM Magazine
O MVP das finais, Kevin Durant festeja o seu primeiro título no ano de estreia em Golden State
Fonte: SLAM Magazine

E a verdade é que a esperança que JR Smith deu aos Cavaliers antes do intervalo se provou importante, com a equipa de Cleveland a vencer o terceiro período e a partirem para os doze minutos decisivos bem dentro do jogo, mesmo sem a vantagem na partida. Cinco pontos de diferença separavam as equipas antes do último período (mais uma vez graças a um grande lançamento de Smith, que esteve imparável da linha de 3), que decidiria se a época terminava ali ou se teríamos jogo 6 em Cleveland.

Essa dúvida seria rapidamente dissipada… Embora não se tendo distanciado por aí além no resultado, os Warriors controlaram facilmente o quarto período e venceram de forma justa, recuperando o título que lhes tinha fugido há um ano atrás. Kyrie Irving, LeBron James e o inesperado JR Smith tentaram, mas a equipa de Golden State, às costas de Kevin Durant e Stephen Curry, foi mesmo superior.

Depois do primeiro período equilibrado, o domínio foi dos Warriors e nunca mais deixou de o ser. Um ano depois de uma derrota complicada, com os Warriors a não conseguirem o título apesar de terem tido três jogos para o fazer, a equipa de Golden State só deixou a oportunidade de festejar o título uma vez, na única derrota nos playoffs, no jogo 4 em Cleveland. Regressados a casa, os novos campeões não permitiram que as dúvidas permanecessem e fecharam mesmo estas finais.

E assim se fecha mais uma temporada da NBA. As finais eram previsíveis e o campeão também, algo que não agradará ao adepto comum e que, sejamos sinceros, fez destes playoffs um dos menos interessantes dos últimos anos. Porém, Kevin Durant (e os Warriors por consequência) tiveram aquilo que queriam e ninguém os pode culpar por quererem ser melhores. E foram mesmo melhores. Com dezasseis vitórias e uma derrota apenas nos playoffs, os Golden State Warriors são, novamente, os campeões da NBA!

Foto de Capa: SLAM Magazine

«Sou uma pessoa relaxada, mas o Benfica é uma paixão» – Entrevista a Fernando Aguiar

entrevistas bola na rede

Quem viveu o futebol português no início da década de 2000, lembram-se de Fernando Aguiar. Um jogador robusto, aguerrido e crente em cada bola que disputava, “limpando” o meio-campo de Benfica, Beira-Mar ou União de Leiria como um segurança de discoteca “limpa”, de forma agressiva e fria, quem não lhe interessa que lá entre.

Isso era o jogador. A pessoa, nos dias de hoje, é completamente diferente. O RoboCop, alcunha à qual não faz cara feia – «até gosto de ser assim tratado», recebeu o Bola na Rede de forma tranquila e afável, e falou sobre a longa carreira… mas não só.

Houve tempo para falarmos, também, sobre o campeão nacional deste ano, a evolução do trinco e a recente polémica com Simão Sabrosa.

Foto de Capa: SJPF

Taça das Confederações ’17 (Magazine): Camarões

Cabeçalho Futebol Internacional

Percurso

            Os Camarões garantiram a presença na Taça das Confederações com a vitória na Taça das Nações Africanas 2017. Numa competição atípica em que os favoritos Argélia e Costa do Marfim nem sequer passaram a fase de grupos e com muitas ausências de peso, – Choupo-Moting, Matip ou Nyom rejeitaram mesmo participar na competição – os Camarões passaram a primeira fase apenas em 2º lugar com 5 pontos, a mesma pontuação do 1º, Burquina Faso. Seguiram-se os quartos de final que, após o nulo no tempo regulamentar e no prolongamento acabaram por vencer nas grandes penalidades. Nas meias bateram o Gana de Atsu ou dos irmãos Ayew por 2-0. Conseguiram erguer o troféu graças a uma reviravolta frente ao Egipto de Elneny consumada pelo portista Vincent Aboubakar a apenas um minuto dos 90’.

Il nuovo rossoneri

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fc porto cabeçalhoPara agrado de uns e tristeza de outros, André Silva foi ontem confirmado como reforço do AC Milan por 38M€ + 2M€ por objetivos durante a próxima época.

Uma contratação que vem ao encontro da necessidade de vender do FC Porto até 30 de junho do presente ano.
Porém, várias leituras podem ser feitas: André Silva tinha uma cláusula de 60M€ e Pinto da Costa recusou propostas “milionárias” e agora vende o jovem avançado nacional por 38M€. Será que o processo foi mal gerido pela SAD portista? Isso são opiniões que deixo para os nossos leitores.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Sempre disponível, não se fixando na área à espera que a bola chegasse, corria atrás para fazer jogo, combinava com colegas do meio-campo, tabelava com os extremos, mas o que também causava enorme cansaço no jovem português que acabava os jogos sempre em esforço, fruto do trabalho que tinha de fazer. Vejamos também o seguinte: André Silva teve um início fortíssimo na temporada 2016/2017 mas, com a segunda volta do campeonato e fase a eliminar da Liga dos Campeões, o avançado começou a sentar-se mais no banco de suplentes, por opção técnico-tática de Nuno Espírito Santo.

Logo, foi um jogador que era suplente dos dragões, na segunda fase da época, a ser vendido por 38M€. Na seleção, a história era diferente, tendo agarrado o lugar logo no imediato e nunca mais largado, com 7 golos marcados em 8 jogos e onde a parceria com Cristiano Ronaldo está a dar frutos.

Com todos estes fatores juntos, a venda de André Silva torna-se natural, apesar de ser um campeonato com características muito particulares mas em que, a esperança dos portistas, é que possa singrar no clube de Milão e mostrar todo o seu talento.
O AC Milan está num processo de remodelação, não sendo campeão desde 2011, e a construir um plantel novo, com jogadores novos e que possam garantir um futuro sustentável aos rossoneri e os levem de volta aos lugares de acesso à Liga dos Campeões.

Foto de Capa: AC Milan