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Jinder Mahal, novo campeão da WWE: um passo certo?

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Cabeçalho modalidadesHulk Hogan, Bret Hart, The Rock, John Cena, Randy Orton e… Jinder Mahal. Em 2013, ninguém imaginava que o membro mais fraco dos 3MB iria tornar-se campeão da WWE. A conquista do wrestler canadiano (não, Jinder não é indiano) chocou tudo e todos, mas a escolha de Vince tem os seus fundamentos.

A WWE quer expandir o seu mercado em território indiano, que conta com mais de um bilião de habitantes. Desde a saída de Great Khali da empresa, mais nenhum wrestler indiano esteve no main event de um pay-per-view. Este push também serve de recompensa para Mahal, que tem trabalhou fortemente o seu físico desde o seu regresso à WWE no último ano. No Backlash, evento exclusivo do SmackDown Live!, Jinder desafiou todas as odds e venceu Randy Orton, um dos campeões com mais reinados na WWE.

Foi uma decisão correta? Talvez. Só o tempo dirá. As vantagens financeiras que provêm deste push só serão comprovadas com o tempo, mas é certo que os contratos televisivos com as transmissoras da Índia irão ser visíveis a médio prazo, assim como o aumento de merchandising. Este movimento serve também como resposta à TNA, que, recentemente, fez um tour por terras indianas, tentando explorar este mercado. A verdade é que, com a saída de Bray Wyyat para o Raw e a face turn de AJ Styles, o SmackDown Live! precisa urgentemente de um heel.

Em 2013, Mahal fazia parte do grupo de jobbers 3MB, juntamente com Heath Slater e Drew McIntyre Fonte: WWE
Em 2013, Mahal fazia parte do grupo de jobbers 3MB, juntamente com Heath Slater e Drew McIntyre
Fonte: WWE

Este plano pode ser vantajoso, é um facto, mas terá sido posto em prática da melhor maneira? Definitivamente não. Quem conhece Mahal, sabe que foi um dos mais conhecidos jobbers da era PG. Em episódios televisivos, dark matches e live events na sua carreira na WWE, Jinder Mahal apenas venceu 96 combates e perdeu 416 (!). Nada fazia prever este push repentino, o que pode tirar credibilidade à empresa sediada em Stamford, Connecticut. O SmackDown Live! pode ser a “land of opportunity”, mas a equipa criativa podia construir várias strorylines de modo a fortalecer Jinder Mahal, ao invés de simplesmente “atirá-lo” para o main event. O campeão é visto como uma anedota e não como um heel forte e dominante como deve ser.

A maior dúvida é se Jinder Mahal será apenas um campeão de transição ou se irá manter o título até, pelo menos, ao SummerSlam. Se o segundo cenário for escolhido, têm fazer de Jinder um campeão dominante. Ou então todo o plano vai “por água abaixo”.

Foto de Capa: WWE

Giro d’Itália 2017 – A Confirmação de Dumoulin

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Cabeçalho modalidadesUma Volta a Itália com etapas bem ao jeito de Vincenzo Nibali e com Nairo Quintana a ser o indiscutível favorito para vencer a prova, eis que um ciclista holandês, outrora “apenas” um exímio contrarrelogista, decide estragar os planos das maiores estrelas e, de forma consistente (fazendo, igualmente, uso das suas mais valias naturais), chegar ao fim da prova como o camisola rosa.

A 100.ª edição deu-nos uma grande disputa pela liderança, até ao fim, entre 4 ciclistas e com muita emoção até ao último dia e aos últimos segundos da prova, com a ordem de classificação destes 4 primeiros a poder mudar completamente e foi quase o que aconteceu. Dumoulin foi de quarto para primeiro, Quintana de primeiro para segundo, Nibali de segundo para terceiro e Pinot acabou por ficar fora do pódio da prova italiana.

Focando-me mais nos resultados finais e não tanto no que se passou ao longo destas 3 semanas, é possível considerar esta vitória de Tom Dumoulin algo justa. Acabou por mostrar ainda algumas debilidades na alta montanha, como seria de esperar, mas a verdade é que, nos momentos mais decisivos, soube aguentar as duas “grandes estrelas” da prova e selar a vitória nos contrarrelógios, onde era claramente o mais forte de todos os favoritos – relembrar que venceu o primeiro e ficou em segundo no último Contra Relógio.

Controlou realmente as perdas que ia tendo, como seriam de esperar assim que Quintana ou Nibali atacassem de forma mais forte, sendo que demonstrou que poderá ser um caso sério para o futuro. Novo Induraín? Novo Froome? Quem sabe… muitas e boas expetativas para o que este ciclista irá trazer no futuro, principalmente quando for ao Tour.

Giro d’Itália
Dumoulin ganhou também na montanha
Fonte: Giro d’Itália

É de destacar que venceu 2 etapas – um CR e uma etapa de montanha – e, na etapa rainha (etapa 16), no início da última subida do dia, teve de parar na estrada, num momento verdadeiramente insólito, e tratar de determinadas necessidades fisiológicas, o que acabou por lhe prejudicar no final, onde perdeu mais de 2 minutos para a concorrência direta. Ainda assim, Dumoulin protagonizou, claramente, um dos momentos mais “speechless” deste ano no ciclismo.

Dos restantes nomes já referidos, apesar de se ter defendido muito bem no contrarrelógio final (inclusive, fez melhor do que Zakarin ou Pinot, dois ciclistas que são melhores do que ele nesta vertente), Nairo Quintana sairá da prova com aquela sensação “amarga”. Fez mais um pódio, mas não foi o suficiente para conquistar a camisola rosa da prova.

Pareceu que o grande objetivo do colombiano era tentar vencer duas grandes voltas seguidas num ano, talvez achando que neste Giro não seria assim tão complicado e que depois no Tour era dar o “tudo por tudo”. Mas não foi assim que tudo aconteceu e, agora, possivelmente, o ciclista da Movistar terá mais pressão nos seus ombros assim que começar o Tour.

Il Capitano X

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Não foi só Francesco Totti que deixou o futebol mais pobre. Philipp Lahm e Xabi Alonso são outros dois ídolos que nos deixaram. Marcaram um rasto em campo que muitos, dificilmente, vão conseguir atingir. É um magnífico encanto estar nesta era e poder testemunhar tanta qualidade nos maiores palcos do futebol.

O eterno capitão romano, Totti, é um exemplo para o mundo do desporto pela sua dedicação, amor e lealdade ao único clube que representou durante toda a sua carreira. São estes ideais que não podem ser esquecidos. É este o comportamento que todos os futebolistas deveriam adoptar. Um jovem não poderá pensar em crescer para representar um determinado clube – tem de evoluir e sentir a camisola do clube que investiu na sua progressão como futebolista e, principalmente, como homem.

Que seria se o Sporting tivesse conseguido manter todos estes jogadores? Fonte: Sporting CP
Que seria se o Sporting tivesse conseguido manter todos estes jogadores?
Fonte: Sporting CP

Se todos os jogadores tivessem tido este comportamento ao longo da sua carreira, o onze do Sporting seria altamente competitivo e, talvez, um dos mais fortes da Europa. O onze poderia ser composto por Rui Patrício, Cédric, Carriço, Ruben Semedo e Miguel Veloso, William, Adrien e João Mário, Ronaldo, Quaresma e Nani. Seria uma equipa de sonho!

Antes de terminar, gostaria de deixar uma nota de apreço pelos adeptos do Vitória de Guimarães e dizer-lhes que são uns magníficos apoiantes. Parabéns! Esperamos que o futuro nos traga ainda mais exemplos de respeito. Que a cada canto haja uma vénia porque o futebol precisa de mais dedicação, de mais amor e ainda mais lealdade.

“Grazie per tutto Capitano”

Foto de Capa: AS Roma

Força da Tática: Afinal, o Vitória também ganhou

força da tática

    “As finais não se jogam, ganham-se”- como não podia deixar de ser, aqui fica a famosa frase proferida por José Mourinho. O Benfica saiu do Jamor com o “caneco”, porém o Vitória também ganhou.

O Vitória Sport Clube teve esta disposição em campo. Um 4-4-2 com Moussa Marega e Paolo Hurtado a fazerem a primeira linha de pressão, Rafael Miranda e Zungu como trincos, Hernâni na direita, Raphinha na esquerda, apoiados pela defesa composta por Bruno Gaspar a lateral direito, Josué e Pedro Henrique como centrais com Konan a lateral esquerdo e Miguel Silva na baliza. Este sistema permitiu que a equipa conseguisse controlar muito bem as faixas (este esquema foi muito bem utilizado por Ricardo Soares quando treinava o Desportivo de Chaves). O Benfica teve muita dificuldade em entrar em zonas adiantadas do terreno com perigo. Sempre que tentava explorar o seu lado direito (com Salvio e Nélson Semedo) a equipa vitoriana juntava-se e fechava o espaço nas linhas, isto é, usava os limites do campo para que o adversário não progredisse (um bocado como o Chelsea de Conte fez este ano).

SL Benfica - Vitória SC 1

A equipa do Benfica mostrou muita debilidade nas alas, visto que apenas atacava com dois homens pela faixa direita- Nélson e Salvio- não existindo apoio do meio-campo (isto foi também visível no jogo contra o Moreirense, que o Benfica ganhou por 1-0). Raphinha desempenhou a função de fechar o lado esquerdo, impedindo a progressão de Semedo e assim, a equipa baixava e o Benfica ganhava terreno mas não foi aproveitado, muito por causa da falta de apoio. Quando existia uma variação do flanco, isto é, quando o Vitória defendia tão bem as faixas que obrigava o Benfica a virar o jogo e a procurar desequilíbrios do outro lado, e a bola entrava em Semedo este tinha espaço para progredir. Raphinha acompanhava-o e em vez de pressionar o lateral do Benfica e libertar Salvio, ficando este 1v1, o brasileiro recuava e ia na contenção. Os encarnados ganhavam terreno mas nada faziam. O Benfica esteve mal neste tipo de lances dado que Nélson e Salvio não tinham o apoio de que necessitavam e eram logo engolidos pela superioridade numérica do Vitória, pois tanto Jonas como Raúl não deram este apoio para possíveis tabelas e movimentos de ruptura e assim o Vitória mantinha-se imperial na tarefa de defender o tetracampeão:

SL Benfica - Vitória SC 2

A Árvore dos nossos Sonhos

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Se a memória não me falha, mas se falhar com certeza que alguém na caixa de comentários a vai avivar, era Leonardo Jardim, então treinador do Sporting, que falava em ter uma “árvore” na frente de ataque. No sentido figurado, porque isso o Sporting chegou a ter, não me digam que o Tanaka não parece um bonsai, mas sim um tipo com estatura e corpanzil para gladiar com os defesas.

Contudo, parece que foi o Benfica a realizar esse sonho. E sim, estou a par do Bas Dost. Para efeitos lúcidos e para que seja feita uma introdução à medida. Com os magníficos 78kg, um espectacular pé esquerdo, com uma exuberância que lhe é conferida pelo metro e oitenta e cinco de altura…Senhoras e senhores, meninos e meninas Haris “Quatro Golos na Época Toda” Seferovic!!!!

Há-de ser o primeiro reforço oficial do Benfica e um que já anda a ser falado há muito tempo. Quem olhar para o historial deste rapaz vê que ele já andou por bons clubes. Proveniente do Eintracht de Frankfurt, o suíço iniciou a sua carreira no Luzern, foi para o Grasshoppers, deu um salto até aos juniores da Fiorentina, voltou a casa para representar o Neu châtel Xamax, voltou aos Alpes para ir até ao Lecce, Fiorentina de novo, Novara da Série B, Real Sociedad e depois da Alemanha para Portugal. Enfim, mais parece que andou a fazer um Interrail do que a jogar futebol.

Todo este trajecto é de certa forma aceitável tendo em conta que no mundo do futebol este tipo de circunstância não é novidade, mas quando se fala de um ponta-de-lança as coisas assustam um pouco. É que Seferovic não um avançado com faro para o golo. O melhor registo foi em 2014/15, já em Frankfurt, quando apontou 11 golos no total da temporada.

Seferovic marcou 4 golos em 29 partidas ao serviço do Eintracht Frankfurt
Seferovic marcou 4 golos em 29 partidas ao serviço do Eintracht Frankfurt
Fonte: Instagram de Haris Seferovic

Sendo bastante directo, se Seferovic fosse mesmo uma referência na grande área, ele não tinha andado a passear desta maneira e na Bundesliga tinha-se destacado, basta ver os exemplos de Huntelaar ou de Pizarro, que apesar das viagens, fizeram sentir a sua presença por onde passaram.

Depois a contratação de mais um homem da frente, quando o Benfica já tem Jonas, Mitroglou e Jiménez, levanta algumas questões. Será que a vinda do internacional suíço é a propósito da saída de algum dos mencionados?

É sabido que Jiménez tem mercado na China e que uma eventual proposta de 35 milhões já terá chegado à Luz. Mitroglou parece ser dos três o que tem o lugar no plantel mais assegurado, visto que Jonas, embora fixo e de alma e coração no Benfica, já não caminha para novo e a aquisição de alguém para o lugar do brasileiro não era nada descabida.

Os números, apesar de serem a principal referência de um ponta-de-lança, não devem ser motivo para alarmismos.  Mais uma vez, Jonas é o exemplo. Quando o brasileiro chegou sabia-se que ele era bom, mas o número de remates certeiros, sobretudo ao serviço do Valência, não era o mais entusiasmante.

Seferovic pode ser mais desses exemplos. Quem sabe? Sei que na eventualidade do suíço fazer um golo ao Sporting, benfiquistas espalhados por este mundo dirão que ele deu “um beijo e um queijo” ao pessoal de Alvalade.

Foto de Capa: Instagram de Haris Seferovic

Marco Silva: Demasiado competente para a Championship

Cabeçalho Liga Inglesa

 

Marco Silva está na moda em terra de Sua Majestade: foram vários os emblemas a perguntar pelo português. E tal não se pode dever ao acaso. Mesmo impotente perante o rebaixamento dos Tigers de Hull City, as suas qualidades ficaram ainda mais visíveis com o interesse suscitado nos seus serviços mesmo sem conseguir evitar uma descida já há muito dada como certa e anunciada… Os media ingleses, com o pouco que viram e conhecem do treinador, já lhe dão destaque. Bem merecido. Vejamos, até ao momento, o técnico tem de se sentir orgulhoso do seu ainda curto currículo: os recordes obtidos no Estoril Praia e Olympiacos são grandes provas disso mesmo. No caso do segundo, dizer que hoje é fácil ganhar na Grécia ao serviço do clube do Pireu já é recorrente, embora as coisas não sejam assim tão simples. Penso que o mérito é posto, em primeira instância, de parte. Portanto, não há mérito em ser campeão em Fevereiro? E no que toca ao Estoril, que dizer sobre o 4º lugar obtido em 2013/14? 54 pontos, mais 9 do que o 5º classificado, Nacional, e a 7 do 3º, FC Porto. Não é para todos…

Em Fevereiro e Março deste ano, com uma série de bons e dignificantes resultados, exibições onde a equipa mostrava um elevado grau de compromisso com o plano do técnico, os media ingleses insistiam muito na possibilidade do milagre de Hull acontecer. Marco Silva, ciente do que pode fazer e que já fez inclusive, respondeu que os repórteres não fizeram o trabalho de casa, que não conhecem o percurso do treinador. E no final, mesmo com a inevitável descida, todos se renderam ao “coach Silva”: até já houve quem lhe chamasse o próximo Mourinho. Mas, fora de exageros (imediatos), digo uma vez mais, o que este treinador já conseguiu fazer não pode ser obra do acaso, não pode ser ignorado.

É de facto especial este homem. A equipa de Hull estava mais que morta. “Jogos tão pobres que nem bola havia.” Jogadores em campo sem ideias predefinidas, sem uma orientação adequada perante os propósitos da partida. Isto até à chegada de Marco Silva. Parece ser uma pessoa que percebe muito disto. Chegou com um plano já delineado, é que o projeto que o Hull lhe apresentara não parecia ser muito atrativo, talvez fosse mais a roçar o desespero… Contudo, talvez tivesse sido o facto do clube pertencer à Premier League que convenceu Marco Silva a aceitar o desafio, e assumir o leme de uma equipa em queda livre. Não só do futebol em si, mas de tudo o que o envolve.

Marco Silva foi reconhecido pelo seu bom trabalho em Hull Fonte: SkySports
Marco Silva foi reconhecido pelo seu bom trabalho em Hull
Fonte: SkySports

 

Uma dessas envolventes, era a comunicação. Algo que antes da sua chegada não era trabalhada, o então técnico Mike Phelan não tinha apostado muito. Pelo menos da melhor maneira. Algo fundamental, mais do que nunca nos tempos que correm, numa era em que a informação circula a altíssima velocidade, que quebra facilmente as mais vincadas fronteiras, e que qualquer pessoa pode fazer uso dela, tanto na emissão, na receção, e na sabotagem da mesma (boatos), facultando-se rapidamente mensagens. Tais mensagens podem ser interpretadas das mais diversas maneiras, consoante contextos, circunstâncias que o público tem à sua disposição.

A plataforma Facebook permitiu ao técnico apostar numa forma de comunicação muito próxima dos adeptos. Isso fez com que os adeptos Hull percebessem de forma direta, e não através de comentadores televisivos (muitas vezes com interpretações sem associação à realidade), as suas ideias, o que queria para determinado jogo, como queria que os adeptos se comportassem durante o jogo, de forma a alcançar o objetivo a que se propôs em Janeiro. Marco Silva coloca “posts” na sua página pública, em que, na minha interpretação, de certa forma descansa os adeptos, pois o conteúdo das suas publicações era composto por frases assertivas e positivas, em que palavras como possível, acreditar, confiar se revelavam chave do plano do treinador para levar a equipa a permanecer na Premier. Todos se uniam perante a causa da manutenção. “Silva is a meticulous and demanding head coach and is extracting far greater levels of effort from his players.”- by Adrian Clarke, in official premier league website. Vejam como uma pessoa bem conhecedora da Premier descreve o perfil de Marco! Traduzindo, Silva é um treinador meticuloso e exigente que está a extrair grandes níveis de esforço dos seus jogadores, para obter resultados desejados.

Treinador do FC Porto: Profissão de risco?

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Muitas vezes comentei, ao longo desta época, o quão difícil era ser avançado do FC Porto, especialmente Ponta-de-Lança. Corriam que se fartavam, levavam com os defesas sozinhos, eram obrigados a progredir desde o meio-campo com bola nos pés e enfrentar defesas em inferioridade numérica, mas, com o fim da época, e o início da próxima, ser treinador do FC Porto vai ser ainda mais complicado que isto.

Vejamos o seguinte: quem vier a ser treinador do FC Porto, sabe, de antemão, que não foi a primeira escolha e que essa primeira escolha optou pelo Watford, militante da Premier League.

Sabe que o FC Porto atravessa uma crise de confiança e, acima de tudo, de resultados como nunca se viu no passado recente e nos últimos anos. Sabe também que o dinheiro escasseia e que a formação tem de ser cada vez mais uma realidade. Que o SL Benfica vem dominando o futebol dentro das quatro linhas mas fora delas também.

A SAD portista está com problemas financeiros e a necessidade de vender está cada vez mais agudizada com o jejum que reino do Dragão vai vivendo nos últimos quatro anos. A SAD teve de contrair mais um empréstimo obrigacionista, o que mostra a fragilidade das contas portistas. Quem vier a ocupar a “Cadeira de Sonho”, vai saber que vai perder referências no próximo plantel, sendo as mais prováveis: Danilo, Brahimi, Casillas, André Silva, Maxi, Filipe, Layún, Herrera. Nomes de peso em que, a maioria, figurava no onze outrora orientado por NES.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Posteriormente, coloca-se a dúvida: será que o treinador, com as suas ideias, vai poder contratar quem ele acha que irá interpretar melhor a sua ideia de jogo? Haverá dinheiro para o fazer? Ou vamos ter de render a prata da casa e poupar nas transferências?

Rafa Soares fez uma excelente época no Rio Ave, Hernâni o mesmo no Vitória, Kayembé e Galeno oriundos da equipa B foram chamados a fazer pré-temporada, Fernando Fonseca foi chamado ao jogo contra o Marítimo e também é uma opção válida, Diogo Dalot continua a dar cartas seja nos juniores, equipa B como nas seleções.

Este nome, seja Sérgio Conceição, Paulo Sousa, Pedro Martins ou outro, terá de ter uma bagagem emocional forte e, acima de tudo, comprovar a sua qualidade, colocando o FC Porto a jogar um futebol bonito, com qualidade e que coloque a equipa a querer ganhar, e não a estar preocupada em não perder. Também tem de ser dado, ao novo técnico, tempo para implementar as suas ideias e filosofias.

Complicado é um eufemismo em toda esta situação, mas que depressa terá de ser enfrentado se os dragões querem voltar ao trilho vencedor a que tanto habituaram os seus adeptos.

Longe vão os tempos em que qualquer treinador vencia no FC Porto e que os treinadores queriam treinar no FC Porto…

Foto de capa: FC Porto

Os 5 Jogadores mais Influentes da Época

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Pela primeira vez na história, o Benfica consagrou-se tetracampeão nacional. Depois de grandes nomes como Eusébio ou Coluna tentarem durante vários anos alcançar esse objetivo, só o plantel de 2016/17 conseguiu esse feito. E nesta equipa há figuras que, ao longo da época, se destacaram de forma notável.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Pizzi – Renato Sanches saiu e André Horta passou grande parte da época lesionado. Pizzi assumiu a posição 8 e não largou mais aquele posto. Marcou golos, defendeu, assistiu. No meio-campo, todo o jogo do Benfica tinha o seu toque. É, aliás, o jogador que mais toca na bola em Portugal (média de 100 vezes por jogo, com cerca de 84% de passes bem sucedidos). Pizzi serviu-se da sua muita técnica para ajudar a equipa, descobrindo, por exemplo, linhas de passe e iniciando contra-ataques. Considerado por muitos o melhor jogador do campeonato, o médio transmontano ofereceu criatividade ao jogo, transmitindo grande imprevisibilidade. Quase sempre titular, o ‘Comandante’ foi uma das grandes figuras do título.

Coreia do Sul Sub20 1-3 Portugal Sub20: Podia ser sempre assim

Cabeçalho Seleção Nacional

Podia ser sempre assim…

Depois de uma conturbada qualificação, onde o vídeo-árbitro deu uso a toda a sua utilidade, avizinhava-se um jogo muito difícil contra os anfitriões do torneio, a Coreia do Sul.

Um jogo onde Emílio Peixe protagonizou cinco alterações face ao último encontro, um pouco à semelhança dos jogos anteriores. Saíram Francisco Ferreira, Florentino, Miguel Luís, José Gomes e André Ribeiro, entrando Rúben Dias (regressado de castigo), Pêpê, Xadas, Xande Silva e Bruno Costa. Alterações que Emílio Peixe entendeu para este jogo.

Portugal tinha de melhorar a sua qualidade de jogo e eficácia para levar de vencida a seleção sul coreana e qualificar-se para a próxima fase da competição.

Um início de jogo morno, típico de um jogo a eliminar, com ambas as equipas com prudência na abordagem de jogo, privilegiando o equilíbrio. A equipa da Coreia do Sul a privilegiar o toque de bola mais curto, com várias tabelas no miolo do terreno e Portugal, quando a bola chegava à ala direita do campo, tanto a Diogo Gonçalves como a Diogo Dalot, Portugal criava perigo. Aos 9’, no primeiro lance de perigo do jogo, Yuri Ribeiro a ser lançado em profundidade por Bruno Costa, serve Bruno Xadas que, na entrada da área, e de pé esquerdo, a colocar a bola rente ao poste. Grande lance, numa transição rápida e que demonstra a qualidade da equipa portuguesa.

O jogo ter-se-ia de abrir e a Coreia conseguia penetrar no miolo do terreno com alguma facilidade, e Portugal recuava no terreno, dando a iniciativa à equipa da casa. Portugal chegava aos 20’ de jogo na expectativa, fruto do golo que permitiu à equipa jogar mais na defensiva e resguardar-se, estando bem organizada defensivamente mas com dificuldades no processo ofensivo, recorrendo a demasiadas bolas longas, jogo em que Portugal não se sente tão confortável.

Depois de dois lances algo confusos em ambas as áreas, num lance de fortuna para Portugal com a bola a sobrar para Bruno Costa, este a rematar com o pé direito, rasteiro, com a bola a sair muito colocada, sem hipóteses para o guardião sul coreano. Estava feito o segundo ao minuto 27’. A sorte aparecia, após jogos em que houve, manifestamente, falta dela.

Aos 39’, cruzamento venenoso de Diogo Dalot da direita com Xande Silva a aparecer ao segundo psote mas a não conseguir fazer a emenda. Lance perigoso da seleção das quinas que estava melhor no jogo.

Portuga terminava a primeira parte por cima do jogo, com ataques que abalavam a defesa sul coreana que estava intranquila e, por outro lado, Portugal a rubricar a exibição mais equilibrada e completa desta prova. Os golos demonstravam a maturidade e a concentração com que a equipa estava a enfrentar este jogo.

Apoio não faltou à seleção coreana Fonte: Once a Metro
Apoio não faltou à seleção coreana
Fonte: Once a Metro

Para a segunda parte esperava-se uma Coreia do Sul mais atrevida mas sem conseguir, no início da segunda parte, incomodar Diogo Costa. Aos 51’, lance muito confuso após canto de Bruno Xadas em que Jorge Fernandes, atira a bola à figura do guarda-redes sul coreano, perdendo-se uma clara oportunidade de golo. Portugal continuava a apertar e Diogo Gonçalves, no minuto a seguir, a ter mais uma boa ocasião, por intermédio de Diogo Gonçalves com o guardião da equipa da casa a fazer uma boa defesa. Melhor fase de Portugal, a impor respeito e a superioridade.

Aos 59 minutos, Bruno Costa a testar atenção da defesa da Coreia do Sul. Aos 60’, falta perigosa de Rúben Dias a ser bem amarelado mas com a bola a não levar perigo para a baliza de Diogo Costa. Excelente início de segunda parte da equipa de Portugal, a dominar o rumo dos acontecimentos.

Aos 63’, falta de Jorge Fernandes à entrada da área e com o livre a levar perigo, tendo a bola batido na malha lateral da baliza portuguesa. Lance controlado por Diogo Costa.

Primeira substituição de Emílio Peixe a ocorrer ao minuto 65, com a saída de Pedro Delgado e com a entrada de Gedson. Troca por troca no meio campo português. Aos 68’, após uma boa saída de bola em transição, Portugal a fazer um excelente lance de ataque com um remate de Gedson a sair ao lado.

Bruno Xadas, num lance individual, após passe de Bruno Costa, a protagonizar um belo golo, concluindo uma jogada de insistência aos 69’.

Diogo Costa a ser gigante ao minuto 72’, defendendo um remate na pequena área, com enormes reflexos e sentido de baliza.

Ao minuto 73, substituição na equipa de Portugal, saindo Bruno Costa (que grande jogo), com a entrada de Miguel Luís.

A equipa de Portugal a sofrer um golo ao minuto 80, demonstrando passividade na defesa com o jogador sul Lee Sangheon a marcar num remate colocado. Portugal a sofrer sem necessidade, com o jogo controlado, a dar esperança à equipa da casa.

Últimos dez minutos com Portugal muito encostado à sua área e oferecer a bola à Coreia do Sul.

Mas, não apaga o excelente jogo que Portugal fez, o melhor até ao momento no torneio com muita competência tanto a defender como a atacar, mostrando eficácia e compreensão dos momentos de jogo.

 Foto de Capa: Foto: EPA/Jeon Heon-Kyun

Sporting campeão nacional de juniores

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No passado fim-de-semana, o Sporting deslocou-se ao Olival para defrontar o FC Porto. Para os leões bastava um empate para se sagrarem campeões nacionais, faltando duas jornadas para o fim do campeonato. O jogo acabou por terminar empatado a um golo e o Sporting sagrou-se campeão.

Depois de uma época fantástica, os pupilos de Tiago Fernandes, acabaram por ser justos vencedores. Após uma primeira fase em que o Sporting, em 22 jogos, conseguiu 21 vitórias e apenas um empate, tendo marcado 74 golos e sofrido 13.

Na fase de apuramento de campeão, a equipa verde e branca provou mais uma vez ser mais forte do que a concorrência. Em treze partidas, o Sporting venceu oito, somando quatro empates e uma derrota, contabilizando 28 pontos, mais seis do que Belenenses e Vitória de Guimarães.

Os leões celebraram o título no Olival, o terreno do FC Porto Fonte: Sporting CP
Os leões celebraram o título no Olival, o terreno do FC Porto
Fonte: Sporting CP

Uma equipa que praticou ao longo da época, o melhor futebol, e foi mais eficaz. Um grupo muito bem liderado pelo treinador, Tiago Fernandes. Um coletivo onde se destacaram talentos como Daniel Bragança, Bruno Paz, Miguel Luís, Merih Demiral, Luis Maximiano e o goleador de serviço, Pedro Marques. O jovem avançado leonino foi uma das grandes figuras do Sporting, com 23 golos em 24 jogos.

Na última jornada, o Sporting Clube de Portugal irá receber o Belenenses no Estádio Aurélio Pereira, no jogo de consagração dos campeões nacionais.

Esta é mais uma prova do excepcional trabalho que é desenvolvido na Academia de Alcochete, com títulos nos escalões de formação e uma aposta concreta nos jovens talentos formados no clube.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal