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Os 10 “Jogadores Mais” da época do Sporting CP

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A época das equipas de futebol profissional do Sporting Clube de Portugal não correu da melhor forma, no que toca aos resultados e classificações obtidos.

A equipa principal ficou prematuramente fora das taças internas, ficou no último lugar no seu grupo da Liga dos Campeões e não conseguiu o tão desejado título nacional. Até o segundo lugar está praticamente fora de hipótese. Já a equipa B também teve um percurso sobressaltado, com muitas jornadas abaixo da linha de água, sob o comando de João de Deus.

Contudo, o final da temporada não foi tão negativo por parte de ambas as equipas profissionais dos leões. A equipa principal esteve três meses sem perder, depois da derrota no Dragão. Apesar disso, as derrotas com Belenenses e Feirense nas últimas jornadas não agradaram nada aos adeptos. Alguns jogadores subiram substancialmente o seu rendimento, com destaque principal para Alan Ruiz, que melhorou a olhos vistos em relação ao início da temporada. Foi pena a sua lesão em Braga. Já a equipa secundária, depois de ter estado três meses sem ganhar, entre o final de novembro e o final de fevereiro, conseguiu oito vitórias nos últimos quinze encontros, desde que Luís Martins assumiu o comando da equipa técnica. Os jovens leões asseguraram a permanência e melhoraram o seu rendimento exibicional a olhos vistos.

Apesar destes altos e baixos, houve vários jogadores que tiveram sempre um rendimento alto, tanto de uma como da outra equipa. É sobre eles que nos vamos debruçar neste top. Como é óbvio, é uma lista sempre discutível, onde podem faltar alguns elementos.

Foto de Capa: Sporting CP

SL Benfica 2-1 Vitória SC: Quatro anos depois, mesmo resultado, vencedor diferente

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Uma reedição da final da Taça de Portugal de há 4 anos para encerrar a época 2016/17 do futebol nacional. Benfica enfrentava o Vitória de Guimarães para a final da Taça Rainha, no Jamor.

A primeira parte começou da mesma forma que todo o jogo decorreu, com grande equilíbrio. O Benfica acabava por ter mais posse de bola, mais tempo com a bola nos pés do que o Vitória, mas o bloco defensivo extremamente organizado dos vitorianos permitia equilibrar a balança com recuperações de bola na hora certa, levando a contra-ataques muito perigosos. Tanto é que, na primeira meia hora de jogo os lances com maior perigo pertenceram exatamente à equipa da cidade berço, que podia ter inaugurado o marcador e adiantar-se na corrida para levantar o troféu.

No entanto, a primeira parte não trouxe um futebol muito atrativo por nenhuma das equipas, sendo, na verdade, marcada por aspetos negativos. Uma metade sem golos, muita chuva, muitas paragens e duas lesões que levaram a duas substituições forçadas.

Aos 24 minutos, Marega choca com Fejsa, choque este que foi fatal para a exibição do sérvio nesta partida. Com muitas queixas no joelho esquerdo, e depois de uma grande paragem para assistência, Fejsa foi obrigado a sair e dar lugar ao grego Samaris.

O Benfica acusou esse contratempo e o Vitória tentou agarrar o jogo com ocasiões de golo. Contudo, logo se repôs o equilíbrio e o jogo foi empatado para intervalo. Porém, sem antes levar a mais uma substituição forçada, desta do lado do Vitória de Guimarães. Num lance com Grimaldo, Hurtado saiu com muitas queixas na coxa.

Depois do intervalo, os onze que saíram na primeira parte, foram os que entraram na segunda. O Vitória de Guimarães, no entanto, não se preparar para dez minutos infernais.

O Benfica entrou mais forte e, três minutos depois do recomeço do jogo, João Miguel defende para a frente um remate forte de Jonas e aparece Raúl Jiménez para encostar de chapéu. Um grande golo do mexicano para delírio dos milhares de benfiquistas na bancada que gritaram com o mexicano que festejou com uma máscara.

Raúl Jiménez festejou de forma carismática o primeiro golo da partida Fonte: SL Benfica
Raúl Jiménez festejou de forma irreverente o primeiro golo da partida
Fonte: SL Benfica

Pouco depois dos festejos, o Guimarães acusou o golo e o Benfica continuou forte. Não tinham passado cinco minutos desde o primeiro golo, Nélson Semedo cruzava para Sálvio que, de cabeça, marcava o segundo golo e começava a fazer acreditar que os encarnados iriam conquistar o troféu esta tarde.

Depois destes dez minutos aterradores para os vitorianos, o Benfica recuou linhas, sempre ‘à coca’ de um deslize defensivo para tentar ampliar ainda mais a vantagem.

Contudo, já nos últimos 15 minutos da partida, foi o contrário que aconteceu. Depois de uma paragem (mais uma neste jogo) para assistir Ederson, foi cobrado o canto que deu o golo a Zungu. Canto batido, Zungu a aparecer entre os centrais das águias que não voaram alto o suficiente para impedir que se reduzisse a vantagem. Prometiam-se 15 minutos intensos até ao final do jogo.

Promessa cumprida e houve lances que permitiam o 3-1, como o 2-2. Para desespero de ambos os lados, nenhum deles aconteceu e o apito final ditou a 26ª. Taça de Portugal para o Benfica.

Rui Vitória conquistou assim o troféu pelo Benfica, depois de, há quatro anos atras, ter vencido os encarnados pelo mesmo resultado, mas do outro lado, do lado do Vitória de Guimarães.

O Benfica conquistou a dobradinha, após ter conquistado o campeonato nacional pela 36ª. vez, sagrando-se tetracampeão, frente ao Guimarães também, vencido por 5-0.

O final da festa da Taça deu-se com festejos dos adeptos do Benfica nas bancadas e dos adeptos dentro de campo, isto é, os jogadores vestidos de vermelho. Do outro lado, a coreografia das palmas foi feita entre os adeptos, jogadores e equipa técnica do Vitória de Guimarães em sinal de respeito.

Fica marcada, agora, a final da Supertaça Cândido de Oliveira, no fim de semana de 5 a 6 de Agosto, que opõe as mesmas duas equipas.

Hora para férias no futebol em Portugal. Até à próxima época!

Foto de Capa: SL Benfica

GP Mónaco: Dobradinha Real do Cavalinho Rampante

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16 anos depois, a Ferrari quebra o jejum e volta a vencer no Mónaco, aquando da vitória de Michael Schumacher em 2001. Sebastian Vettel sem espinhas e imparável venceu uma corrida que se adivinhava bastante interessante, onde os pormenores e a condução são os principais elementos deste circuito e do sucesso da mesma.

À partida para esta corrida, Kimi Raikkonen da Ferrari garantia uma ‘pole position’ numa volta canhão! 9 anos depois, o Finlandês voltava a partir da primeira posição ao lado do seu companheiro de equipa, Vettel. Na Mercedes, Bottas fechava o leque do pódio da qualificação, enquanto que Hamilton partia de uma modesta 13ª posição, depois  de ficar prejudicado na última volta rápida aquando do despiste do Mclaren de Vandoorne. Os Red Bull mostravam-se bastante próximos dos Ferrari e Mercedes, ao partirem da 4ª e 5ª posição.

Depois do GP da Alemanha de 2010, quando a Ferrari festava a ‘dobradinha’ com a vitória de Fernando Alonso e segundo lugar de Felipe Massa, 7 anos depois a Ferrari volta a meter os dois monolugares nos dois lugares mais altos do pódio. A primeira metade da corrida foi liderada por Raikkonen, que nunca conseguiu afastar-se de Vettel, e Bottas na 3ª posição tinha problemas em acompanhar a Ferrari, tendo-se de preocupar mais com os dois Red Bull, que nunca o largaram.

Com a previsão de apenas uma paragem mínima obrigatória, era de prever que assim fosse, pelo menos para os pilotos da frente. Bottas, Raikkonen e Verstappen realizavam a paragem na box, contrariamente a Vettel e Ricciardo, que com pneus ultra-macios voavam e desapareciam do mapa, ganhando tempo aos adversários directos que trocavam para os pneus super-macios.  Rapidamente se percebeu que o objectivo de Vettel era ganhar para depois de parar na box, sair à frente de Raikkonen e na liderança da corrida, e que Ricciardo pretendia ultrapassar tanto Verstappen e Bottas e alcançar o último lugar do pódio. Os dois ex-companheiros de equipa na Red Bull alternadamente realizavam a melhor volta da corrida, e a verdade é que os objectivos de ambos viriam a ser concretizados.

Raikkonen liderou metade da corrida do Mónaco Fonte: LAT Images
Raikkonen liderou metade da corrida do Mónaco
Fonte: LAT Images

A Ferrari dominava por completo a corrida do Principado e o ritmo do cavalinho rampante era imparável. Os treinos livres já tinham dado boas indicações e foi na qualificação que o ritmo alucinante foi confirmado. A Red Bull mostrava ar de sua graça e capaz de superar a Mercedes, mas longe de alcançar a Ferrari. A scuderia germânica apresentou-se no Mónaco bastante apática e com grandes dificuldades de andamento, difícil adaptação aos pneus e à sua temperatura, nunca conseguiram alcançar a Ferrari e foram ultrapassados pela Red Bull, indicando que em circuitos citadinos, a Mercedes detém muitas deficiências no seu monolugar.

Sebastian Vettel liderou a segunda metade da corrida, sendo seguido por Raikkonen e a mostrar que a Ferrari voava literalmente no Mónaco. Ricciardo da Red Bull encontrava-se na terceira posição e nunca mais se alterou, e a luta mais acesa era entre Bottas e Verstappen, pelo quarto lugar. A corrida deslocava-se para a parte final e eis que o toque entre Button e Werhlein causa a entrada do safety-car, mas nem com esta intervenção a Ferrari deixou de dominar.

Um fim-de-semana perfeito para a Ferrari, liderou praticamente os treinos livres, limpou a qualificação ao meter a primeira linha toda vermelha, e imparavelmente dominou o assalto ao Principado, depois de 78 voltas e 16 anos depois!

O piloto alemão da Ferrari conquistou a sua 2ª vitória da carreira no circuito do Mónaco, a 3ª vitória do ano, e a primeira dobradinha de 2017. Lidera o campeonato com 129 pontos à frente de Lewis Hamilton que tem 104. Nos construtores, a Scuderia Ferrari volta a comandar o campeonato com 196 pontos, e a Mercedes com 179. A Red Bull encontra-se isolada na terceira posição.
O campeonato mundial segue para o Canadá dentro de 15 dias.

Foto de capa: LAT Images

FC Porto 2016/17 vs. FC Porto 2017/18

fc porto cabeçalho A temporada futebolística chegou ao final para o FC Porto e, da mesma, restam poucas recordações positivas para os adeptos do clube azul e branco. Houve, contrariamente a épocas anteriores, momentos de alguma euforia resultante das vitórias consecutivas que a equipa ia conseguindo e, sobretudo, da longa sequência de jogos sem que o FC Porto conhecesse o sabor da derrota. Porém, se as derrotas eram poucas os empates eram demasiados e, acima de tudo, os resultados mascaravam perversamente as debilidades táticas que a equipa sempre apresentou.

Com um Sporting CP desde cedo arredado do título, muito por culpa de um plantel extremamente desequilibrado na sequência de opções no mínimo duvidosas tomadas por Jorge Jesus no que concerne às contratações (o treinador da equipa verde e branca, se taticamente está ao nível dos melhores do mundo, está longe de ter o mesmo talento para identificar futebolistas a contratar, tarefa para a qual Rui Costa, no SL Benfica, era um precioso auxílio), e com um SL Benfica que não conseguia transpor para o terreno de jogo, na totalidade, a qualidade individual do seu plantel, alcançar o título de campeão nacional chegou a parecer possível para o FC Porto. Rui Vitória, à semelhança da época transata, nunca conseguiu desenvolver dinâmicas ofensivas com qualidade similar às das defensivas (com a equipa a depender sempre muito dos desequilíbrios individuais no momento ofensivo), razão pela qual o SL Benfica nunca pareceu imbatível e, como tal, sempre pareceu alcançável. Mas o FC Porto era menos competente do que aquilo que parecia.

Deu para vencer muitos jogos na Liga NOS (na qual o desequilíbrio entre as equipas ditas “grandes” e as restantes é gritante), deu para atingir os oitavos de final na Liga dos Campeões (após um play-off no qual a AS Roma terminou a segunda mão reduzida a nove jogadores e uma fase de grupos na qual os adversários foram, todos eles, extremamente acessíveis), mas nunca deu para esconder aos mais atentos as lacunas coletivas da equipa. Individualmente a qualidade era muita, até mais do que parecia no início da época (Casillas, Felipe, Marcano, Danilo, Otávio, Óliver, Brahimi, Corona, Diogo Jota, André Silva, etc.), mas Nuno Espírito Santo nunca foi capaz de formar uma máquina bem oleada a partir destas magníficas peças.

Nuno Espírito Santo não teve uma época feliz ao serviço do FC Porto Fonte: Facebook Oficial de Nuno Espírito Santo
Nuno Espírito Santo não teve uma época feliz ao serviço do FC Porto
Fonte: Facebook Oficial de Nuno Espírito Santo

O desempenho na Taça de Portugal ficou muito aquém das expetativas, com o FC Porto a “cair” logo na quarta eliminatória frente ao GD Chaves. Assim, a meio do mês de novembro, os azuis e brancos estavam já arredados da luta pela segunda competição mais importante a nível interno. Na Taça da Liga, competição na qual não se percebe porque razão o FC Porto ainda participa (dada a displicência com que sempre a aborda), logo a abrir o ano 2017 os azuis e brancos sentenciaram a sua eliminação após derrota, em Moreira de Cónegos, contra o Moreirense FC. E daí em diante pouco mais há a acrescentar à história que todos já conhecem…

Foto de Capa: FC Porto

Quo vadis Nacional? ou: A Lei de Murphy não é só um clichê

Cabeçalho Futebol Nacional2002 foi o ano que marcou o regresso do CD Nacional à elite do futebol português, onze anos depois da última presença na I Divisão. José Peseiro – em estado de graça na Choupana – era então o treinador e o plantel continha os desconhecidos Rossato, Paulo Assunção e Adriano Louzada, além de Jokanović, Ivo Vieira e Filipe Gouveia – futuros técnicos na Primeira Liga. O presidente era, desde 1994, Rui António Macedo Alves, um dos grandes obreiros da ascensão do Nacional. 15 anos volvidos, o clube alvinegro vê-se despromovido ao segundo escalão e o homem que durante duas décadas fora visto como figura intocável é agora apontado como o rosto do fracasso. Na formação do plantel, na abordagem aos maus resultados e nas trocas de treinadores, vários foram os erros que marcaram a última campanha do clube e o somatório acabou por mostrar-se fatal. Diz a Lei de Murphy que “se algo pode correr mal, vai correr (mesmo) mal” e o Nacional versão 2016/17 revelou-se prova real do adágio. Poucos previam no início do campeonato o desfecho que se acabou por verificar, numa época em que os madeirenses conheceram três treinadores diferentes. O annus horribilis da turma insular foi mesmo penoso a todos os níveis, acabando a equipa com a pior defesa e o pior ataque, tudo culminado com a descida de divisão.

Empate entre Oliveirense e Porto garante a liderança ao Benfica

Cabeçalho modalidadesO jogo cabeça de cartaz da 23ª jornada do campeonato nacional de hóquei em patins, colocou frente a frente 1º e 3º classificados, Oliveirense e Porto. Numa partida com pavilhão cheio, tudo terminou como começou, ou seja, empatado.

A partida começou da melhor maneira para os azuis e brancos, pois na jogada de saída e após seticada de Hélder Nunes, Ricardo Barreiros, que ao querer retirar a bola da zona de perigo, faz um autogolo. Pouco depois, contra-ataque do portista e depois de uma seticada de Reinaldo Garcia, o esférico bate no stick de Jordi Bargalló e trai Xavier Puigbi.

A Oliveirense não entrava nada bem e o Porto, com alguma sorte à mistura, obtinha uma vantagem excelente para o tempo de jogo disputado. Contudo, a partir do time-out pedido por Tó Neves, logo a seguir aos dois golos, só deu União. Um minuto e meio depois, jogada lateral da equipa da casa e Bargalló colocou a bola no interior da área, onde João Souto desviou a bola para o fundo das redes.

Se os treinadores dizem que os primeiros cinco minutos de cada parte são os mais importantes de cada jogo, os que deram inicio ao Oliveirense-Porto não terão sido de grande agrado para Tó Neves e Cabestany, mas para quem está de fora é algo espetacular.

Xavier Puigbi e Nelson Filipe voltaram a realizar uma grande exibição Fonte: CERS Rink-Hockey
Xavier Puigbi e Nelson Filipe voltaram a realizar uma grande exibição
Fonte: CERS Rink-Hockey

O jogo estava rápido e intenso e com vários lances de perigo, por isso, um golo poderia acontecer a qualquer momento e foi mesmo que aconteceu. Lance de contra-ataque de três para dois e no seguimento de uma defesa de Puigbi, Reinaldo Garcia, sem qualquer oposição, apontou o 3-1. Volvidos alguns minutos, boa circulação de bola por parte do Porto, que deu origem a espaço para Hélder Nunes e este com uma seticada de meia distância, disparou um míssil que só parou no fundo da baliza da Oliveirense. No entanto, logo a seguir, Ton Baliu viu um azul por falta sobre Jepi Selva. Nuno Araújo foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas acabou por enviar a bola na trave.

Mesmo com oportunidades para marcar, a equipa da casa não conseguia voltar a fazer balançar as redes adversárias, fosse pelas defesas de Nelson Filipe ou devido aos ferros da sua baliza. Todavia, em superioridade numérica pela primeira vez no jogo, a Oliveirense conseguiu reduziu o marcador através de um golo de Nuno Araújo. Nota para a grande assistência de Pedro Moreira.

Depois do 4-2, a União, embalada pelos seus adeptos, partia rapidamente para o ataque, enquanto que o Porto tentava acalmar o jogo.

A seis minutos da pausa, nova grande oportunidade para a Oliveirense, em virtude de uma falta de Jorge Silva sobre Jepi Selva. No respetivo penalti, Ricardo Barreiros seticou á barra.

Até ao intervalo, a toada baliza vs controlo manteve-se, mas o resultado não se alterarou e o Porto foi para as cabines a vencer por 2-1. Isto, após uma excelente primeira parte, o que deixava enormes perspetivas para a segunda.

Roland-Garros: As Previsões da Equipa do “Bola na Rede”

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Cabeçalho modalidadesA festa da terra batida aproxima-se do seu apogeu com a cidade de Paris a preparar-se para receber o quadro principal do segundo torneio do Grand Slam da temporada tenística. Roland-Garros é o palco ideal para que os atletas transponham para o court toda a agressividade do seu jogo e toda a sua capacidade de luta nas intermináveis trocas de bola que apenas o pó de tijolo proporciona aos amantes de ténis.

Chegado este importante momento da temporada a equipa do “Bola na Rede” uniu-se e apresenta as suas previsões, para as vertentes feminina e masculina, acerca de quem poderá sair vencedor do torneio, de quem serão os darkhorses, e de quem serão os primeiros tenistas do top 10 mundial a ser eliminados.

Radicalismo Sportinguista: Um dos piores inimigos do Sporting

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Somos talvez dos adeptos mais “bipolares” do Mundo (no qual eu sem dúvida também me incluo). Antes não convocavam jogadores do Sporting Clube de Portugal para a Selecção Nacional e era tudo uma “máfia” e o clube não era respeitado…

Rui Jorge e Fernando Santos convocam cinco jogadores para cada uma das Selecções (para o Europeu Sub-21 e Taça das Confederações) e já nos estão a “lixar novamente”. Vão-nos estragar a pré-época e tudo fica comprometido…

“Temos de apostar na formação”! Jorge Jesus não percebeu os diamantes que tem na cantera e assim não vamos a lado nenhum com jogadores de valor duvidoso. Resultado: fazemos uma tarja com “Bon Voyage, Rúben Semedo!”

Somos Campeões Nacionais de Futebol Feminino, e atacamos a nossa Guarda-Redes, Patrícia Morais, por alegadamente ser do Benfica e não ter festejado com cânticos anti-rivais… Só nos esquecemos completamente que ela fez uma época brilhante e entregou-se completamente ao clube, que deveria ser aquilo que verdadeiramente nos interessa.

João Moutinho é mais um dos inúmeros jogadores que não nutre carinho pelo Sporting após a sua saída Fonte: Sporting CP
João Moutinho é mais um dos inúmeros jogadores que não nutre carinho pelo Sporting após a sua saída
Fonte: Sporting CP

Depois admiramo-nos como alguns jogadores não querem de jeito nenhum regressar ao clube e entregam-se apaixonadamente a outros clubes. Não que goste muito de João Moutinho, mas a verdade é que foi a nossa Direcção que o “despachou” para o FC Porto e nós não soubemos distinguir um jogador que foi “empurrado” para lá, de um jogador que verdadeiramente nos “traiu”. Nem após o facto de toda a sua formação ter sido em Alvalade, o faz esquecer a forma inglória como saiu e foi tratado pelos leões após o final da ligação ao clube leonino.

Não que seja o maior fã do nível futebolístico, mas quando João Pereira se mudou de armas e bagagens para o clube de Alvalade, a entrega dele ao clube foi notória… Fomos cemitérios de treinadores, jogadores e que, hoje em dia, pouco ou nada nos querem dar. Aquele ditado: “o bom filho à casa torna” com o Clube verde-e-branco poucas vezes acontece e muito por culpa nossa!

Exigir mais, sim!!! Parvoíce? Esqueçam lá isso!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Arsenal 2–1 Chelsea: FA Cup, minha querida tábua de salvação

Cabeçalho Liga Inglesa

Aos 4 minutos, Alexis Sánchez inaugurou o marcador num lance envolto em alguma polémica com a bola a bater no braço do chileno num ressalto com N’Golo Kanté, ficando Sánchez frente a frente com Courtois e a rematar curto ao poste mais distante.

Começo em grande dos ‘Gooners’ na final de Wembley que assistiu a um embate de idênticos sistemas táticos. 3x4x3. Um sistema italianizado que parece, nos dias que correm, estar a disseminar-se na Premier League que nestas duas últimas épocas teve dois treinadores transalpinos a levantar o troféu no final.

Nada habitual e contranatura, se assim o podemos adjetivar, a entrada em jogo dos ‘blues’ de Antonio Conte. A linha defensiva, sobretudo os três centrais, revelou-se permeável e com visíveis dificuldades em contrariar os movimentos criativos dos três da frente de Wenger: Ozil, Sánchez e Welbeck.

Através da bola parada, o Chelsea fez o primeiro remate do jogo pouco depois do tento inaugural. Todavia o cruzamento de Hazard, num livre indireto, encontrou o cabeceamento sem perigo de Diego Costa. Contudo, o índice de perigosidade ofensiva do Chelsea aumentou ao quarto de hora de jogo quando Pedro lançou Diego Costa numa bola longa nas costas de Holding, com Ospina a defender.

Depois de um remate de fora da área de Alexis que sacou um ‘bruá’ da bancada, foi Ozil, no minuto seguinte a aparecer diante de Ospina e a desfeiteá-lo com o pé direito, valendo Gary Cahill, o central das coberturas,  a tirar a bola sobre a linha de golo.

À chegada aos 20 minutos de jogo, num canto, desvio ao primeiro poste do gigante Mertesacker com a bola a embater no poste contrário e, na recarga de Ramsey, novamente o frustrante encontro do esférico com o ferro direito de Courtois.

Dos 20 aos 30 minutos, o jogo não foi tão intenso junto das balizas até que, aos 32 minutos, Welbeck, também pedia a sua oportunidade e, já dentro da grande área, combina com Bellerín, endossa a bola por baixo do corpo de Courtois e Cahill, mais uma vez, ‘salva a pátria’ sobre a linha de golo.

Até intervalo, registo para um remate de Pedro à entrada da área que ganhou muita altura após construção interior de Eden Hazard e um livre à medida de Marcos Alonso, descaído para a direita, à entrada da área, que só parou na bancada.

 Diego Costa vs David Ospina. Um duelo latino particular durante a final de Wembley Fonte: The Telegraph
Diego Costa vs David Ospina. Um duelo latino particular durante a final de Wembley
Fonte: The Telegraph

Para a etapa complementar, a atitude coletiva do Chelsea começou por alterar-se em termos de comportamentos de intensidade e agressividade ofensivas, com Kanté a rematar forte e com perigo numa segunda bola em zona frontal logo aos dois minutos, um remate cruzado no interior da área de Moses aos 54 minutos e Hazard a procurar a sorte com a sua destra perto da hora de jogo.

Aos 61 minutos a primeira substituição, Fabregas por Matic no Chelsea, procurando Conte dar mais imaginação ao meio-campo ‘blue’ na ligação com o ataque. Aos 66 minutos, Fabregas, e mais uma vez, fora da área, remata numa segunda bola, ao lado.

Mas, antes, e numa jogada a que o Arsenal recorreu, natural e estrategicamente na segunda parte, surge Welbeck no contra-ataque, nas costas de Azpilicueta, servindo, ainda que com um ressalto, Bellerín que vinha de trás e que aplica um remate rasteiro na passada que Courtois foi buscar.

68 minutos. Expulsão do nigeriano Victor Moses, após, claramente, ter simulado uma falta no interior da área já com o amarelo. Bem, o árbitro x não perdoou ao ala direito.

A equipa de Conte viu-se na situação altamente delicada de desvantagem a dobrar: numérica e no marcador. Troca Pedro Rodríguez por Willian aos 72 minutos e reorganiza as peças num 4x4x1, com ‘Azpi’, central na direita, a passar a abrir na lateral e compondo uma linha de 4. No miolo, Kanté e Fabregas no centro, Hazard na esquerda, Willian na direita e Costa como referência atacante.

Apesar da derrota dos ‘blues’, a entrada do brasileiro Willian produziu um golo, com o extremo a assistir para o tento do Chelsea Fonte: The Guardian
Apesar da derrota dos ‘blues’, a entrada do brasileiro Willian produziu um golo, com o extremo a assistir para o tento do Chelsea
Fonte: The Guardian

Sim, referência, como o foi o avançado hispano-brasileiro a receber um cruzamento de Willian, e a marcar aos 74 minutos, após combinação interior de Hazard com Fabregas e, antes, uma recuperação alta de David Luiz sobre Ozil, junto à linha. O central brasileiro termina a jogada no interior da área.

Bola ao meio campo. Substituição de Giroud por Ramsey. Bola na esquerda em Monreal, o avançado francês é solicitado nas costas dos centrais do Chelsea e Ramsey a partir entre os médios do Chelsea e os defesas e a corresponder gloriosamente ao cruzamento de pé esquerdo do colega. Jogada de bom futebol. Girou entra, sai do centro da área, atrai marcação e vem Ramsey de trás a finalizar de cabeça. 2-1! Os primeiros 15 minutos tinham sido de respiração acelerada. Os últimos pareciam adivinhar um desfecho de cortar a respiração.

Ramsey marcou o golo da vitória dos ‘Gunners’. Razão para temer alguma maldição? Fonte: Football Talks
Ramsey marcou o golo da vitória dos ‘Gunners’. Razão para temer alguma maldição?
Fonte: Football Talks

82 minutos. Coquelin por Chamberlain. Wenger tenta robustecer o meio-campo, com o médio francês a ser admoestado com um cartão amarelo um minuto depois de ter entrado em campo. De seguida, mais uma vez, Bellerín, o ala direito todo-o-terreno, com uma ‘galopada’ aos 84 minutos, remata já dentro de área com Courtois a corresponder e a defender, de forma atenta.

Até final, duas ocasiões flagrantes para cada lado. Primeiro, aos 86 minutos, Diego Costa, já na pequena área, remata, após receber com o peito, de pé esquerdo para defesa de Ospina, a salvar mais uma vez a sua equipa. Um minuto volvido, com um Chelsea com 10, em risco ofensivo e, por conseguinte, exposto atrás, Ozil, remate ao poste.

Duas substituições para cada uma das formações esgotou as opções de recurso ao banco de suplentes, com Batshuayi a tomar o lugar de Diego Costa (88’), procurando Conte uma presença diferente no centro do ataque e, no último minuto dos descontos, Wenger coloca Elneny para o lugar de um esgotado Alexis Sánchez, que saiu ovacionado pelos adeptos.

Em fim de contrato, Wenger não desfez as dúvidas acerca da sua continuidade no clube onde trabalha desde a época 1996/97. Ecos de cansaço pela escassez de títulos, pelo menos o mais desejado, a Premier League, ouvem-se por parte dos adeptos. Contudo, e se Wenger, decidir pôr fim a esta história de duas décadas, sairá como recordista de Taças de Inglaterra (7). Num ano em que, pela primeira vez em 20 anos a equipa falhou o acesso à ‘Champions’, foi, mais uma vez, a FA Cup, a 13ª do Arsenal, a assumir o papel de tábua de salvação. Poderá, por outro lado, se se confirmar, constituir uma conjuntura de saída do técnico francês, não diria pela porta grande, mas, pelo menos, não por uma porta tão pequena.

Agora com 7 FA Cups no currículo, Arsène Wenger torna-se num técnico recordista na história do futebol inglês Fonte: Daily Mirror
Agora com 7 FA Cups no currículo, Arsène Wenger torna-se num técnico recordista na história do futebol inglês
Fonte: Daily Mirror

Quanto a Conte e ao Chelsea, ainda que a derrota magoe, a forma expressiva como venceu a Premier League pode atenuar o impacto da derrota em Wembley.

Foto de Capa: The Sun

Sporting CP invencível conquista a Taça Challenge

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Cabeçalho modalidadesCluj, na Roménia, vestiu-se de verde e branco para festejar a vitória do Sporting CP na Taça Challenge 2016/2017.

É a segunda vez na história que o “Leões” vencem este troféu, tendo conquistado este troféu na época 2009/2010 frente ao MMTS Kwidzyn, da Polónia. É também a segunda época consecutiva que uma equipa portuguesa vence a competição europeia, depois de o ABC ter vencido a final na época passada contra o SL Benfica.

O Sporting CP deslocou-se à Roménia com uma vantagem confortável, depois de uma grande exibição na primeira mão, em Portugal. A equipa lisboeta voltou a vencer o encontro e no final levantou o troféu, uma conquista muito festejada por todos, principalmente pelo Presidente Bruno de Carvalho, que esteve na linha da frente dos festejos. A Taça Challenge foi alcançada depois de um percurso irrepreensível, já que o Sporting CP venceu todos os jogos desta edição da competição europeia.

Sete anos depois, a Challenge Cup volta a Alvalade Fonte: Sporting CP
Sete anos depois, a Taça Challenge volta a Alvalade
Fonte: Sporting CP

O Presidente da Federação de Portugal de Andebol já reagiu à mais recente conquista nacional a nível europeu, felicitando o Sporting CP e realçando a importância desta vitória para o panorama do andebol nacional na Europa: É sempre importante o trajeto das equipas portuguesas nas diversas provas internacionais e Portugal tem tido excelentes momentos, onde se inscreve mais esta vitória na Taça Challenge. Parabéns ao Sporting, aos atletas e aos dirigentes do clube”.