Após uma vitória “arrancada a ferros” em San Antonio, os Spurs podem garantir a presença na final do Oeste.
O clássico Texano foi bastante equilibrado e teve até direito a prolongamento, deixando todos com as emoções à flor da pele. Num dos melhores jogos dos playoffs, a inspiração de James Harden que, com 33 pontos, 10 assistências e 10 ressaltos, terminou com um triplo-duplo, de pouco valeu. A verdade é que, apesar dos números, um dos candidatos ao título de MVP mostrou alguma desconcentração no prolongamento, tendo cometido erros no ataque. Assim, em cima do segundo final, valeu a fantástica intervenção de Manu, que cortou um lançamento de três pontos, que poderia dar o empate aos Rockets.
Depois de um terceiro quarto dominador por parte dos visitantes, os Spurs reagiram e entraram no último período mais concentrados. O tempo regular acabou com o placard a assinalar 101-101. No prolongamento, a equipa da casa conseguiu vencer, mas por apenas três pontos, tendo o jogo terminado, assim, 110-107.
O sexto jogo será em Houston e, de certo, será outro duelo emocionante. Na liderança por 3-2, os Spurs poderão já carimbar a passagem à próxima fase, enquanto que os Rockets, com certeza, farão de tudo para levar a eliminatória ao sétimo jogo. O vencedor defrontará os Golden State Warriors que, sem surpresas, deixaram os Utah Jazz para trás em apenas quatro jogos.
Eis o final emocionante e a fantástica intervenção de Manu Ginobili:
Uma cidade inteira parada para a segunda mão das meias-finais da champions. Depois do 3-0 da primeira mão a favor do Real, muitos já anteviam os comandados de Zidane em Cardiff. Mas se há equipa na Europa com garra e querer, que acredita até ao fim e que só desiste depois do apito final, é o Atlético de Simeone. Mas quem tinha dúvidas de que a eliminatória estava em aberto, 15 minutos de jogo bastaram para que estas fossem desfeitas. Aos 13’ Saúl, num fulgurante cabeceamento faz o 1-0 e passados 3 minutos Grieezmann ampliava a vantagem de grande penalidade. Grande inicio de jogo da equipa da casa, empurrados por um estádio a fervilhar.
Depois da tempestade, o Real conseguiu equilibrar o jogo, numa altura em que a dureza começou a ser uma constante em muitos lances. Aos 41’, uma jogada de génio de Benzema termina com o golo de Isco. O francês passou por 3 defesas colchoneros de uma assentada e serviu Kroos para este disparar, permitindo uma grande defesa a Oblak, mas na recarga o pequeno Isco faz o golo merengue. O Atlético precisava agora de marcar 3 golos e não sofrer nenhum até ao final do jogo, se queria estar em Cardiff.
O Real já estava avisado depois do grande inicio de jogo dos rivais e vinha para esta segunda parte disposto a usar da sua experiência internacional, de forma a não permitir aos colchoneros que acreditassem mais uma vez que era possível. Os merengues pareciam mais tranquilos e com maiores possibilidades de espreitar o contra-ataque, perante o maior risco que o Atlético queria assumir.
Modric é pedra basilar da coesão do Real Madrid Fonte: Site oficial do Real Madrid
Por esta altura, Isco e Modric eram dois baixinhos que se tornavam gigantes, a controlar por completo o jogo, fazendo com que a equipa de Zidane não permitisse ao adversário ter bola e criar oportunidades de golo. Este é um real maduro, que sabe o que faz em campo, que tem muitas individualidades, mas que joga muito bem em equipa e que controla as diversas fases de jogo de forma soberba. Cardiff estava ao virar da esquina e parecia já não fugir aos merengues.
Hoje não tivemos um Ronaldo sublime como havíamos tido nos últimos jogos desta competição, mas trabalhou para a equipa e chega a mais uma final na sua carreira. É impressionante o que tem somado o melhor do mundo, continuando a fazer história. O último jogo europeu no Vicente Calderón não é de boa memória para os da casa. Os adeptos que encheram o estádio ainda sonharam durante algum tempo com uma remontada histórica, mas a individualidade primeiro e o coletivo depois fizeram com que o Real Madrid saísse por cima desta batalha de uma guerra com anos de história. Simeone tem uma equipa de guerreiros, mas do outro lado estão artistas que não se deixam surpreender assim tão facilmente.
Admito que não é fácil escrevê-lo, mas, na minha opinião, nesta época tivemos um FC Porto diferente dos que nos foram oferecidos nas três anteriores. No futebol o que conta são os resultados e, por isso mesmo, este grupo de trabalho vai direitinho para o saco daqueles que em quatro temporadas venceram apenas uma Supertaça, mas quem está ao comando do clube não pode pensar assim.
Depois de três épocas de plantéis de profissionalismo duvidoso, pelo menos a espaços, compostos de forma deficiente, tanto em alternativas como em qualidade, a SAD decidiu dar a Nuno Espírito Santo (NES) a tarefa de construir uma equipa à Porto. Começa o quarto “ano zero” consecutivo. No final do mercado de Verão Luís Gonçalves assumiu o cargo deixado em aberto pela saída de Antero Henrique e, durante o mês de Janeiro foi-nos possível ver um pouco do que estará para vir: um FC Porto mais assertivo nas mexidas do plantel. Recorde-se que NES “perdeu” vários elementos do grupo de trabalho, mas ganhou Soares que ainda fez a nação portista sonhar com o primeiro lugar.
Fonte: FC Porto
É evidente que esta equipa, assim como qualquer outra, tem lacunas e defeitos, mas não creio que tenha sido a qualidade do futebol que fez a balança pender para o lado vermelho. Os constantes erros de arbitragem penalizaram o FC Porto a um ritmo avassalador que só era comparável àquele a que o Benfica era beneficiado. Foram jornadas atrás de jornadas a inclinar campos e a pressionar mentalmente una equipa portista já pressionada pelo fantasma das três épocas anteriores. O clube tudo fez para denunciar a situação e, finalmente, voltou a adoptar uma politica de comunicação activa e agressiva que, espero, está para ficar.
Quanto a NES, creio ter feito mais do que suficiente para levar o FC Porto ao título, mas não me parece ser o tipo de treinador que o clube precisa. Com isto não quero dizer que deve sair a qualquer custo. Esse foi um dos grandes erros do FC Porto no passado recente: deixar sair um treinador sem haver garantias de contratar um melhor. Começou com a saída de Vítor Pereira e dura até ao dia de hoje. Por isso, torna-se urgente perceber se existe a possibilidade de contratar alguém com provas dadas e, em caso positivo, fechar o contrato rapidamente para que este possa começar a preparar 2017/2018 com Luís Gonçalves. Caso contrário, que se mantenha NES: o FC Porto não pode ter outro ano zero.
Certo é que após tanta ajuda, o Benfica deverá sagrar-se campeão neste dia 13 de Maio, no mesmo dia em que o Papa visita Fátima. Pena que Amália Rodrigues já não esteja entre nós, faltava uma noite de fados à moda antiga para que este sábado se tornasse na linda homenagem ao Estado Novo. Haveria melhor maneira de encerrar a Liga Salazar?
Minuto 90+4 do Rio Ave – Benfica. João Pinheiro leva o apito à boca, lacrando o placard no 0-1 favorável aos encarnados. O Rio Ave volta a perder depois de dar mais ao jogo do que o jogo a ele num jogo contra os grandes (como aconteceu, também, na Luz, no Dragão e em Alvalade), pagando o preço de ser romântico. De acreditar que o futebol contra os grandes pode ser disputado sem se esgotar no “fechado cá atrás, com charutos lá para frente”, como diria o seu treinador, Luís Castro, responsável pela corrente futebolística actualmente praticada pelos vilacondenses, e que dá seguimento à que fora instruída antes, por Pedro Martins e Nuno Espírito Santo.
Este Rio Ave, de facto, é muito mais que uma equipa de meio da tabela. É, também, mais do que um mero candidato à Europa. É, sobretudo, uma equipa à parte. Porque tem personalidade no futebol que pratica. Sabe adaptar-se às circunstâncias do jogo, mas não muda em função do adversário que apanha pela frente, mantendo o futebol apoiado, praticado ao longo dos 64-75 metros de largura do campo, com o critério de quem sabe o que está a fazer com a bola nos pés e com a confiança de que o companheiro terá o mesmo discernimento e uma semelhante… qualidade técnica.
Luís Castro, homem do futebol, tem colocado em prática uma ideologia positiva Fonte: Rio Ave FC
Qualidade técnica. Um ponto chave para que o Rio Ave seja uma equipa distinta das outras da Liga NOS e que é transversal a todos os jogadores que integram o processo ofensivo no meio-campo contrário (isto é, excluindo Cássio e a dupla de centrais Marcelo-Roderick Miranda e eventualmente Petrovic, homem normalmente mais recuado no duplo-pivô defendsivo). Começa no homem-do-leme Tarantini que, com plena noção da identidade (e da mística) do seu Rio Ave, decide por onde vai traçar a rota do golo.
Pode seguir pelas alas, onde Lionn ou Pedrinho esticam o jogo na direita e Rafa Soares (em época de afirmação) na esquerda, permitindo que Gil Dias e Héldon “encolham” para zonas próximas da àrea. Mas também pode ir pelo meio, onde está, a bater no peito, pedindo a bola, o maestro Krovinovic, que tanto acelera o jogo, queimando linhas, como carrega no botão de slow motion, de forma a que o público possa apreciar toda a qualidade técnica (que pezinhos!) do croata no momento em que parte para o drible.
Krovinovic, tem encantado Fonte: Rio Ave FC
Depois, o jogador que tem sido associado ao Benfica decide, consoante movimenteações que já conhece bem, em quem colocar a bola numa frente de ataque móvel que contempla Héldon, Guedes e Gil Dias e a quem se pode juntar, eventualmente Rúben Ribeiro… ou Gonçalo Paciência, que acaba, no entanto, por desvirutar esta noção de permutabilidade (trocas posicionais) na frente de ataque.
Todo o processo com um, dois toques (quando Krovi não dá ‘freeze’ ao jogo), só possível com a tal capacidade técnica (e tática, claro) dos intervenientes do mesmo.
La atrás, Petrovic tem crescido a olhos vistos, tal como Roderick (embora mais estabilizado); Marcelo é cada vez mais parte da alma desta equipa, e um elemento fundamental de uma espinha dorsal (juntamente com Cássio, Tarantini e Krovinovic) que define este Rio Ave como a equipa sólida, personalizada que tem sido ao longo desta época.
Uma equipa que, acima de tudo, faz bem ao futebol português.
Iuri Medeiros, extremo formado na Academia de Alcochete, internacional sub-21, aos 22 anos está a fazer a sua melhor época na Liga NOS, ao serviço do Boavista. Este é a terceira temporada do jovem leão no principal escalão do futebol português, tendo passagens pelo Arouca, Moreirense e, nesta temporada, Boavista.
No passado fim-de-semana, o extremo açoriano voltou a ser decisivo para os “Axadrezados”, tendo marcado mais um golo, desta feita no empate diante o Nacional da Madeira. Nesta temporada tem sido um dos jogadores em destaque ao serviço do Boavista, somando 28 jogos e 7 golos. Além dos golos que marca, Iuri é fundamental para os boavisteiros sendo o atleta do plantel com mais assistências.
Iuri Medeiros tem dado cartas no Bessa, trabalhando para regressar a Alvalade Fonte: Boavista FC
Na Liga NOS, nas últimas três temporadas, o jovem leão já contabiliza oitenta jogos e vinte golos, com passagens por Arouca, Moreirense e Boavista. Ao serviço da equipa “B”, Iuri Medeiros realizou 67 partidas, com doze golos marcados. Depois destas três épocas no principal escalão do futebol português, Iuri Medeiros está preparado para integrar o plantel do Sporting. É um jogador com enorme qualidade técnica, veloz, vertical, forte nas bolas paradas e com uma boa meia distância.
Estamos perante mais um grande talento proveniente da Academia de Alcochete, que depois destas três temporadas em que esteve emprestado a clubes da Liga NOS, evoluiu e está à espreita de uma oportunidade no Sporting Clube de Portugal.
Depois dos Açores, foi a vez das Canárias receberem o Campeonato Europeu de Ralis (ERC). Se nos Açores tivemos a surpresa Bruno Magalhães, nas Canárias o português não foi menos surpreendente e mostrou que está mesmo decidido a ser um nome a ter em conta para o ERC, assim o deixem disputar o campeonato (entenda-se, consiga ter apoios).
Nas Canárias, o vencedor foi o piloto mais espetacular do ERC – Alexey Lukyanuk. O russo tem um nível acima de qualquer outro piloto da competição, quer em velocidade, quer em espetáculo para o público, como tive a sorte de ver no recente Rali dos Açores; mas é também um piloto que tende a cometer excessos, mesmo quando está na liderança, como também vi nos Açores. Uma vitória sem qualquer contestação.
No segundo lugar, ficou o bicampeão europeu, Kajetan Kajetanowicz. O polaco é um piloto rápido e consistente. Kajto é muito mais regular que Lukyanuk, mas também é um pouco mais lento. A luta entre Kajetanowicz e Bruno Magalhães foi intensa e até ao final, mas o polaco levou a melhor.
Magalhães está a surpreender-me, como já tinha dito. Todos sabemos a sua qualidade, mas o muito tempo de ausência a tempo inteiro, o pouco tempo de testes, para não dizer nenhum, não permitem fazer milagres. O Skoda apenas chegou às Canárias no domingo, a equipa esteve toda a noite a trabalhar no carro para que na segunda pudesse testar o carro no asfalto. O facto de ter o melhor R5 ajuda aos bons resultados, mas não é tudo, como é óbvio, principalmente quando o piloto polaco é patrocinado pela M-Sport. A condução nas Canárias foi muito boa, foi pena não ter conseguido bater Kajto e, assim, estar ainda mais seguro na liderança.
Bruno tem qualidades, está a mostrar agora, mas sem os apoios arrisca-se a ficar parado para a próxima prova, algo que só em Portugal poderia acontecer. Ter uma marca exposta na Eurosport, presente em quase todo o mundo durante mais de 10 minutos por fim de semana de corrida só pode ser negativo, pelo menos é o que devem pensar os responsáveis por cá e, como tal, quero agradecer aos dois patrocinadores que o deixaram sonhar até agora. Pena não existir mais ninguém com a coragem para o ajudar. No estado em que as coisas estão, mesmo que consiga ir a todas as provas, dificilmente conseguirá ser campeão, porque não terá maneira de treinar, enquanto os outros dois pilotos, que já falei, passam a vida a fazê-lo. A dupla Bruno Magalhães/Hugo Magalhães merecia mais, muito mais…
O destino Açores foi quem mais ganhou com esta presença Fonte: Luís Pimentel
Para terminar, queria ainda falar do outro piloto português que segue na liderança do ERC, neste caso o ERC2. Luís Pimentel, ou Licas, como é carinhosamente chamado está a viver um sonho ainda maior do que Bruno Magalhães. O piloto açoriano estava afastado dos ralis desde 2012 e voltou para fazer o Rali dos Açores apenas por divertimento, mas acabou por vencer a categoria em que estava inserido e como tal assumiu a liderança do ERC2. Foi agora às Canárias e apesar de ter tido muitos problemas e ter ficado em quarto, e último, na sua categoria contínua na mesma na liderança e tenta também agora arranjar apoios para participar na próxima ronda, que será na Grécia no início do próximo mês.
Temos, então, dois portugueses na liderança dos campeonatos europeus, mas nenhum a saber se estará à partida do Rali da Grécia, um dos mais míticos ralis mundiais e talvez a prova mais dura do europeu. Faltam apoios para defender a liderança, o que envergonha o país por esta Europa fora, como se pode ver por alguns fóruns da especialidade. Para não falar, claro está, que a imprensa, incluindo desportiva, preferiu dar destaque a dois acidentes mais aparatosos que aos resultados dos portugueses.
O Brasil é pentacampeão mundial. Não estou me referindo ao futebol de campo e sim ao futebol de areia. A Seleção Brasileira venceu o Taiti por 6 a 0, no último domingo, e sagrou-se mais uma vez a melhor seleção do mundo no futebol de areia. Além da conquista do título, a seleção “canarinho” obteve a sua 35.ª vitória seguida, uma marca expressiva que comprova que não há outra seleção melhor do que a brasileira. A Copa do Mundo de futebol de areia foi disputada nas Bahamas e o Brasil não disputava uma final de Mundial desde 2011 (nessa edição o Brasil perdeu a final para a Rússia).
O Brasil sempre teve uma certa hegemonia no futebol de areia. A Copa do Mundo, organizada pela FIFA, apenas se iniciou em 2005. Entretanto, 10 anos antes (em 1995) o Brasil já organizava o primeiro Campeonato Mundial. O Campeonato Mundial foi disputado entre 1995 e 2004. Todas as edições foram disputadas no Brasil e a seleção verde e amarela apenas não venceu a edição de 2001. Vale lembrar que na referida edição (2001) a seleção de Portugal venceu o Campeonato Mundial de maneira brilhante. Hernani e Alan fizeram a diferença a favor dos portugueses naquela competição.
É sempre gostoso lembrar a época do Campeonato Mundial. Não apenas pelas tantas conquistas obtidas, mas por ter tido a oportunidade de ver aos domingos de manhã – na praia de Copacabana – vários ex-jogadores de campo que se arriscavam em um novo esporte. Paulo Sérgio, Júnior Negão, Zico e principalmente o Júnior foram os melhores jogadores da época e serão sempre lembrados. Por falar no Júnior, ele foi um “monstro” nos gramados e nas areias.
Nossa homenagem à grande Seleção Brasileira, que conseguiu as primeiras conquistas em futebol de areia para o país Em pé: Zico, Júnior Negão, Paulo Sérgio e Edinho Agachados: Magal, Júnior, Cláudio Adão e Renan Fonte: studio marketing e entretenimento
Após a FIFA reconhecer e “abrigar” o esporte, já tivemos nove edições da Copa do Mundo de futebol de areia. O Brasil é o maior vencedor com cinco conquistas (2006, 2007, 2008, 2009, 2017); em segundo é a Rússia com duas conquistas (2011 e 2013) e depois vem a França e Portugal com uma conquista cada, nos anos de 2005 e 2015 respectivamente.
O jogo contra o Taiti foi mais tranquilo do que o esperado. A seleção da Oceania era a atual vice-campeã do mundo e tem uma boa base. Porém, o Brasil aproveitou as falhas da seleção taitiana e logo no primeiro tempo de jogo já foi abrindo uma boa vantagem. Mauricinho (2x), Daniel (2x), Dantinho e Catarino marcaram os gols da Seleção Brasileira. A torcida brasileira vibrou com o pentacampeonato e já visa o hepta em 2019.
Ficha Técnica da final:
Brasil: Mão, Catarino, Bruno Xavier, Datinho e Mauricinho
Reservas: Rafa Padilha, Fernando DDI, Filipe, Daniel, Lucão, Bokinha e Rodriguinho
Taiti: Jo, Taiarui, Tepa, Li Fung Kuee e Zaveroni
Reservas: Beo, Angel, Teriitau, Mo, Tavanae, Bennett e Labaste
Campanha do Brasil:
Grupo D – Brasil, Taiti, Japão e Polônia
Fase de classificação:
28.04 – Brasil 4 x 1 Taiti
30.04 – Polônia 4 x 7 Brasil
02.05 – Brasil 9 x 3 Japão
Na época passada, o mexicano foi, para muitos, o melhor jogador do FC Porto, contribuindo com 6 golos e 15 assistências (melhor assistente do campeonato). Nesta época, todos pensavam que o lugar continuaria seu, até porque o FC Porto avançou com a compra em definitivo do passe do jogador mas o mesmo não aconteceu. Com a contratação de Alex Telles, Miguel Layún foi relegado para segundo plano no plantel portista, tendo o brasileiro agarrado o lugar desde o início da época.
Com efeito, começou a ficar sentado no banco sendo substituto ora de Maxi, ora de Telles. Porém, o maior sinal de quebra é demonstrado quando o FC Porto venceu o Rio Ave no Estádio do Dragão mas onde o mexicano fica ligado aos dois golos dos vila condenses e agora, no jogo na Madeira onde Maxi Pereira estava castigado e Layun seria o substituto natural até que não compareceu na lista de convocados tendo saltado para o lugar Fernando Fonseca da Equipa B portista.
Fonte: Facebook oficial de Miguel Layún
Rumores surgiram de que o mexicano não anda a treinar com afinco, outros que tem conflitos com o treinador Nuno Espírito Santo, certo é que Layún não padecia de qualquer problema físico que o impedisse de dar o contributo à equipa, dando a entender que Nuno Espírito Santo não estará, neste fase, disposto a dar mais oportunidades a um jogador que, recorde-se, não é utilizado desde 19 de março, dia em que os dragões defrontaram o V. Setúbal, numa partida que terminou com uma igualdade, a um golo.
É verdade que Alex Telles, na minha opinião, é melhor a defender que Miguel Layún mas este eclipse de um jogador que sobretudo, ofensivamente, é muito mais capaz que Maxi e nos jogos de campeonato, em que as equipas jogam mais fechadas, pode e deve ser uma mais-valia para contrariar o deserto de ideias ofensivas que paira no reino do Dragão.
Um caso que a SAD portista tem de resolver e que, com certeza, está dependente da chegada, ou não, de um novo técnico para o Dragão.
Muito se tem falado acerca da dimensão e proporções que tomam os erros de arbitragem, chegando mesmo alguns clubes a atribuir-lhes a culpa pelo seu insucesso nos jogos e má posição na classificação. E apesar do futebol viver muito dessa polémica que determinados lances fazem despoletar, pretende-se um método mais justo e a Federação Portuguesa de Futebol decidiu utilizar o sistema vídeo-árbitro para esse fim, já na Final da Taça de Portugal e a partir da próxima época.
No entanto, esta inovação tecnológica só se aplicará em situações de jogo muito específicas como validação de golos duvidosos, situações de penálti, amostragens de cartões vermelhos pelo que, não resolverá todos os problemas, nem anulará a existência de erros.
A ideia é criar um centro de vídeo-arbitragem onde se encontrarão os juízes em contacto permanente, via áudio, com os seus colegas que apitam no relvado mas a decisão final será sempre do árbitro da partida, que terá câmaras à disposição para verificar as situações é certo, mas o sistema em si próprio não é resolutivo.
Ou seja, o vídeo-árbitro será apenas e na minha opinião, mais um instrumento de ajuda na tomada de decisões da equipa de arbitragem, como já são os intercomunicadores por exemplo, ou os árbitros de baliza mas não resolverá todos os problemas. Será mais um motivo de discussão a juntar a todos os outros.
Será o video-árbitro uma ajuda?
Se virmos, em tempos existiu a teoria de que se os árbitros fossem profissionalizados deixavam de existir arbitragens mal executadas ou tendenciosas e, constata-se, não aconteceu. Ajudou claro porque são todos caminhos no sentido de evoluir, de tornar o futebol mais limpo e tirar tanta pressão de cima dos árbitros e estes terem melhores condições para desempenhar a sua função mas resolver, não resolveu. Pois, como já referi, se um árbitro considerar não marcar uma grande penalidade, isso continuará a acontecer.
Sigo com frequência os programas desportivos de domingo e segunda à noite e quem o faz também sabe que são um bom exemplo de que, mesmo com acesso a imagens de vários ângulos, em várias posições, com efeitos slow motion ou rápido, raramente há concordância entre os comentadores. Quase todos os lances de dúvidas em campo são lances igualmente de dúvida na televisão, salvo raras exceções. Mais, quantas vezes não é posto em causa o trabalho dos realizadores que, alegadamente, omitem imagens ou utilizam planos menos claros? Vai certamente mudar o tipo de contestação mas não acabará com a mesma.
E há outra questão, o nível de clubismo de cada um muitas vezes não permite ver a realidade como ela é por isso, lamento dizê-lo mas que não se criem grandes expetativas porque o vídeo-árbitro é mais um caminho para o sucesso mas está longe de o ser.
Contudo, são medidas de louvar e com a acertada finalidade de promover uma maior justiça no desporto rei e com as quais estou inteiramente a favor mas não sejamos utópicos!
Certo dia, a meio da manhã, deu-me a fome e, em jeito autómato, entrei no café mais à mão para pedir uma empada de galinha e um sumo gaseificado. Paguei 2,20 euros pela bucha que, em princípio, daria para enganar o estômago até à refeição seguinte. O problema, porém, é que o dito folhado, tão económico e funcional, deveria estar na montra há pelo menos duas semanas, facto comprovado, de certa forma, pelos sintomas resultantes da sua ingestão. Concluindo: o estômago não se deixou enganar e ainda se vingou brutalmente, encerrando para obras e condicionando, por largas horas, outras funções corporais essenciais. Foram, por isso, 2,20 euros que me saíram bem caro.
Coisas destas acontecem periodicamente. Quem nunca teve de comprar duas torradeiras de 30 euros (visto que a primeira avariou numa semana), ao invés de somente uma de 50, tendo em vista uma poupança teórica rapidamente dissipada? Por vezes, e esta é bem antiga, o barato sai caro e no futebol, no que à contratação de treinadores e jogadores diz respeito, essa máxima permanece válida e actual – já o dizia José Mourinho sobre os jovens jogadores: “são como melões. Só quando tu abres e provas o melão é que tens cem por cento certeza que o melão é bom”.
Raúl Jiménez não custou 2,20 euros; custou 22 milhões de euros. São muitas torradeiras; e ainda mais empadas de galinha. O seu preço é exorbitante para a realidade portuguesa, até mesmo a do futebol, por vezes tão alternativa comparativamente com as restantes. No entanto, a sua rentabilidade, ainda que somente feita em géneros (em golos marcados, entenda-se), deve saldar-se muito positivamente. Os seus golos têm significado muito mais que um simples golo, ou sequer apenas mais uma vitória – Raúl Jiménez tem tirado da cartola, perdão, do sombrero, verdadeiras sentenças competitivas, fatais para o adversário. O mexicano carrega sempre consigo o guião certo para um final feliz.
Os dias (até sábado) custam cada vez mais a passar Fonte: SL Benfica
Há coisas que não têm preço – deixo o conselho aos meus vizinhos, que o não sabem ou, provavelmente, o foram esquecendo com o tempo. O investimento em Raúl Jiménez é naquilo que nos faz sair de casa, cantar e dançar em comunhão com um mar de gente, que nos faz abraçar e beijar desconhecidos noite dentro em nome de um amor comum e irreprimível e indescritível. Perante este investimento, compreendo a estranheza por parte dos nossos rivais. De facto, custa caro ter 22 milhões sentados no banco de suplentes parte significativa da época. Porém, em comparação, vejam o preço a pagar por terem, em alternativa, um Depoitre ou um Castaignos.
P.S.: de resto, espero que Raúl Jiménez tenha a oportunidade de mostrar no Benfica toda a plenitude do seu valor, já na próxima época, antes do clube trocar o valor em géneros que o jogar nos dá, pelo valor monetário que por ele nos darão.