Início Site Página 10872

A Hegemonia Encarnada

0

sl benfica cabeçalho 1

Prestes a sagrar-se campeão nacional de futebol, na Liga NOS 2016/2017, o Benfica pode assinalar um marco na história do clube: vencer o primeiro tetra campeonato. A equipa de Rui Vitória vai entrar em campo para defrontar o Vitória de Guimarães no próximo sábado, e conta com o fator ‘casa’ para ajudar a fazer a festa após o apito final.

Rui Vitória poderá, aliás, passar a integrar o grupo restrito de treinadores do Benfica que foram campeões nacionais nas duas primeiras épocas ao serviço das ‘águias’. Até hoje, apenas Sven-Göran Eriksson, Jimmy Hagan, Guttmann e Lippo Herczka alcançaram esse feito. Para além disso, uma soma inédita de troféus de um treinador da equipa principal do Benfica pode ser conquistada por Rui Vitória ainda este ano. Desde que chegou ao clube da Luz, na temporada passada, o técnico já venceu um campeonato, uma Taça da Liga e uma Supertaça. Caso se torne bicampeão pelo Benfica, o mister será o treinador dos ‘encarnados’ com mais títulos conquistados nas duas primeiras épocas (podendo também juntar à lista mais uma Taça de Portugal, que vai ser disputada com o Vitória de Guimarães, na final do dia 28 de maio, no Estádio do Jamor).

Toda uma série de números que apontam a recordes Benfiquistas, que têm destronado a hegemonia do FC Porto nas últimas épocas. No ano passado, o Benfica venceu o tricampeonato, conquista que não se fazia na Luz desde os anos de 1970. Agora, pode vencer algo que nunca venceu, 4 campeonatos consecutivos. O Sport Lisboa e Benfica tem evidentemente sido dominador no futebol português, tanto que arrecadou para o Museu Cosme Damião 9 troféus nacionais, dos últimos 12 discutidos.

O SL Benfica domina o futebol português Fonte: SL Benfica
O SL Benfica domina o futebol português
Fonte: SL Benfica

O Benfica foi capaz de, com todo o mérito, pôr fim ao ciclo hegemónico do FC Porto, que se arrastava desde os anos 90. Assistimos a uma inversão do domínio em Portugal, que já deixou de ser ‘azul e branco’ e se vai tornando progressivamente ‘vermelho’, depois dos gloriosos anos 60 e 70 do ‘clube da Luz’.

Num tempo em que o futebol vive cada vez mais de negócios, de empreendimento, de investimento e de projetos, a indústria futebolística sofre, também ela, inevitavelmente, um ponto de viragem e move milhões de euros. Também nesse aspeto o Benfica se tem mobilizado de forma proveitosa (veja-se o patrocínio milionário da Fly Emirates, o contrato com a NOS ou a aposta na BTV).

No que às competições propriamente ditas diz respeito, o Benfica voltou a ter reconhecimento internacional. Faz parte do TOP 10 Europeu do ranking da UEFA, com duas finais da Liga Europa disputadas (em 2013 e em 2014) e boas prestações na Champions League (chegou aos oitavos-de-final por duas vezes consecutivas, nas épocas de 2015/2016 e de 2016/2017). Dentro de algumas horas, pode tornar-se tetra campeão pela primeira vez.

O Benfica mudou, e com ele renasceu a mentalidade ‘à Benfica’. Os números falam por si e os objetivos futuros são de ainda mais êxitos e triunfos progressivos.

Foto de Capa: SL Benfica

Carta aberta aos adeptos do FC Porto

cartaaberta

 

Caros aficionados do FC Porto,

Escrevo-vos esta carta de igual para igual, isto é, na condição de adepto incondicional do único clube que me desperta emoções extremas e incontroláveis: o FC Porto. E é precisamente colocando-me no papel de adepto que consigo perceber, tão bem quanto possível, a frustração que sentem por mais uma temporada futebolística que, aproximando-se do seu final, provavelmente não trará até à Cidade Invicta, pelo quarto ano consecutivo, qualquer troféu.

Não estamos habituados a isto. Não estamos, nem queremos habituar-nos a isto. A nossa matriz é outra; é a do calcanhar do Madjer contra o FC Bayern München, da arrancada imparável do Rui Barros contra o AFC Ajax, do golaço na neve do Madjer contra o CA Peñarol, da imparável insistência do Derlei contra o Celtic FC, da classe do Deco contra o AS Monaco FC, do olhar mortífero do Pedro Emanuel antes de marcar o penálti decisivo contra o CD Once Caldas, do voo do Falcão contra o SC Braga. Essa é a nossa essência, a essência do “ser Porto”.

Fonte : Facebook oficial de Falcão
Fonte : Facebook oficial de Falcão

Como se esta história de glória não bastasse, somos adeptos especiais. Não nos limitamos a dizer, de forma acrítica, “o FC Porto é o maior” ou “somos o clube com mais títulos conquistados em Portugal” como outros fizeram num passado em que nada ganhavam. Nós apontamos o dedo, tentamos perceber o que está mal e advogamos pela mudança. Mesmo nos momentos em que nos revoltamos com as arbitragens nunca deixamos de criticar os jogadores, o treinador, ou até mesmo o Presidente se entendermos que tal é necessário, porque aquilo que queremos é voltar a ganhar com a certeza de que no FC Porto não existem “vacas sagradas”. Se é preciso mudar, então mude-se tudo o que for preciso; a única coisa que não admitimos é passar mais quatro anos sem que possamos sair à Avenida dos Aliados para festejar a conquista de títulos.

Carta aberta aos tricampeões

sl benfica cabeçalho 1

Olá tricampeões,

Amanhã poderão perder esse título. Que nostalgia. Ainda ontem saía do Marquês de coração cheio e voz rouca de gritar com o Renato Sanches “Benfica é tricampeão”. Agora estou a ansiar pelo próximo dia. Falta apenas um dia para podermos deixar cair esse título de tricampeão. O nervoso miudinho já se apoderou de mim há muito. Aposto que de vocês também, que sentem a águia no peito como eu.

Foi uma grande caminhada até aqui, não concordam? Lembram-se quando se pensava que os verdes eram os grandes adversários? Afinal mostraram-se ser os azuis. Ou melhor, mostraram-se ser todos, como sempre o são. Uniram-se contra nós, os vermelhos gloriosos que todos querem abater. Isto é que é ser grande.

Mas sabem o que é ser maior ainda? É fazer o que fizemos. Contra todos eles, saímos na frente. Ao contrário do ano passado, que tivemos um início de época atribulado e todos duvidaram do nosso mister Rui, este ano fomos mais fortes. Começámos bem, com uma pedra no caminho, mas não caímos. Erguemo-nos ao tamanho do Benfica e desde a quinta jornada (sim, quinta jornada!) que não saímos do nosso posto. A águia voou e repousou no galho mais alto da árvore da Liga NOS, e desde a quinta jornada que lá estamos. Incrível, tricampeões!

Apesar de sempre lá em cima, foi um campeonato e tanto. Como eu gritei, festejei e agarrei o coração nas mãos com aquele golo aos 92 no Dragão; Como senti o coração apertado no desastre na Madeira; A tranquilidade, logo após, com a vitória frente aos verdes; A recuperação heroica depois do descalabro frente ao Boavista; O quão fiquei zangado e desesperado quando perdemos em Setúbal e vi sete pontos transformados em um para o segundo lugar a chamar fantasmas do passado; Os três agoniantes empates consecutivos, mas que nem sequer ameaçaram o nosso lugar predestinado porque só nós temos estofo para isto; O regresso de Jonas; O golo do Jiménez (outra vez) em Vila do Conde. Parece uma caminhada histórica como no ano passado. O golo do mexicano a reforçar que este ano também é nosso.

Tudo foi entusiasmante, não acham?

Os tricampeões foram recebidos em casa para depois seguirem para a festa no Marquês, vestido de encarnado Fonte: SL Benfica
Os tricampeões foram recebidos em casa para depois seguirem para a festa no Marquês, vestido de encarnado
Fonte: SL Benfica

Após 32 jornadas, temos, finalmente, todo o plantel disponível. Um pequeno presságio para que todos possam contribuir para deixar este título de tricampeão para trás.

Sabiam que o Papa Francisco vai estar em Portugal a celebrar o centenário das aparições de Fátima? Quando os três pastorinhos, cem anos antes, se ajoelharam perante Nossa Senhora de Fátima que lhes apareceu. O Papa vem abençoá-los; Sabiam que o Benfica nunca conseguiu ser tetra campeão nos 113 anos de história do clube? Trinta e cinco títulos de campeão nacional, recorde em Portugal, e nenhum tetra. Como apenas um de milhões e milhões de benfiquistas, peço-vos que nos façam ajoelhar perante vós, nos deixem cair o título de tricampeão. Erguer-nos-emos como tetracampeões de Portugal e todo o país gritará o nosso nome. Benfica!

O que sinto pelo nosso Benfica é inexplicável. Um amor além daquilo que as pessoas sentem umas pelas outras. Um ser impalpável que eu amo até ao fim do meu ser. E se algum dia me ouvirem dizer que não o amo, é porque deixei de ser eu. Amo o Benfica, quero vê-lo erguer ao mais alto posto do futebol Mundial, cada passo de cada vez. E o primeiro passo é ganhar amanhã, ganhar o campeonato e fazerem escorrer as lágrimas de orgulho dos olhos de todos os que o sentem como eu, como vocês. Declaro-me a ti perante o mundo. Encham-nos de orgulho ao erguer o troféu pela trigésima sexta vez na nossa história. Ergam a vigésima sexta Taça de Portugal. E esperem que para o ano te peça mais, porque quem te ama como eu, quer-te ver a ganhar. Sempre!

Benfica, enche o coração de quem não tem mais nada e de quem não pode pedir mais. Todos temos um espaço para ti no coração, o maior de todos. Vence por nós porque só nós sentimos assim!

Que sejas tetracampeão.

Amo-te Benfica.

Foto de Capa: SL Benfica

Ajax 2016/17: Cruyff estará orgulhoso

Cabeçalho Futebol Internacional

Um passado glorioso pode pesar toneladas de pressão. Porque, muitas vezes, depois dele, é exigido (por nós ou por quem está de fora) o mesmo ou melhor. O resto é fracasso. É assim na vida, como no futebol, e há jogadores e clubes, uns mais que outros, que o sentem.

O Ajax é uma delas. Depois de se ter sagrado tri-campeão europeu (com Rinus Michels no banco e  Johan Cruyff no campo) nos anos 70 e campeão europeu em 1995 (com Van Gaal no banco e jogadores como Van der Sar, Reiziger, Danny Blind, Rijkaard, os irmãos de Boer, Seedorf, Davids ou Overmars no campo), nunca mais atingiu uma final europeia.

irmãos de Boer e Kanu carregam a última Champions conquistada pelo Ajax Fonte: The Sun
irmãos de Boer e Kanu carregam a última Champions conquistada pelo Ajax
Fonte: The Sun

O percurso europeu dos holandeses contemplou uma meia-final da Champions no último ano em que defendeu o título, mas o facto de lá chegar não foi suficiente dada a eliminação às mãos da Juventus. Depois disso, o vazio. Os judeus nunca mais marcaram presenças em decisões europeias. Jejuaram durante 20 anos (mesmo depois de uma fornada que contemplava craques como Van der Vaart, Sneijder ou Zlatan Ibrahimovic) … até chegar esta época.

Ontem confirmou a qualificação para uma final europeia há muito reclamada, ao bater o Lyon na meia-final, depois de já ter vencido o Hamburgo de forma épica nos quartos-de-final – com menos 1 jogador, no prolongamento, foi capaz de reduzir um 3-0 para 3-2 que lhe deu o apuramento. Cruyff terá sorrido.

Jogadores que Admiro #74 – Paulo Oliveira

jogadoresqueadmiro

Se perguntarem a um comum adepto de futebol – ou até mesmo a um sportinguista – quais os jogadores que mais se destacam do atual plantel do Sporting, muito provavelmente o nome de Paulo Oliveira não aparecerá na lista. Ainda assim, o defesa central do Sporting sempre foi um jogador que apreciei, quer pelas qualidades futebolísticas quer pelas qualidades humanas, sendo um dos meus jogadores preferidos.

Paulo Oliveira nasceu a 8 de Janeiro de 1992, em Vila Nova de Famalicão. Foi, de resto, na sua cidade natal que começou a dar os primeiros pontapés na bola, no clube da terra, o Futebol Clube Famalicão. Desde cedo que Paulo se destacava pela sua frieza e concentração em campo, sendo um jogador e um rapaz com uma maturidade acima da média, o que levou os responsáveis do Vitória SC a levá-lo para Guimarães.

Chegou à cidade de berço como Iniciado, na temporada 2005/2006, e desde cedo que mostrou as suas ambições: muito trabalhador e com vontade de melhorar, agarrou a braçadeira de capitão ainda em tenra idade, nunca mais a largando ao longo dos seis anos de camadas jovens que fez vez no Vitória.

Quando concluiu todos os escalões de formação era altura de dar o salto para o futebol sénior. Nessa sempre complicada transição, principalmente na dificuldade em arranjar espaço na equipa principal, surgiu o FC Penafiel. A equipa nortenha, na altura comandada pelo técnico Francisco Chaló, apostou em Paulo e os resultados foram positivos o suficiente para convencer o Vitória a fazer regressar o defesa central.

Fonte: Facebook Oficial de Paulo Oliveira
Fonte: Facebook Oficial de Paulo Oliveira

Nesta altura perspetivava-se um bonito futuro para Paulo Oliveira. Estava na equipa sénior do seu clube, era frequentemente titular – foi, aliás, titular na final da Taça de Portugal, que venceu frente ao Benfica – era um dos capitães das Seleções Nacionais jovens e começavam a aparecer as comparações com grandes nomes do futebol na sua posição.

Permaneceu mais um ano no Vitória, até que o Sporting teve a inteligência de se mover mais rápido do que a concorrência e, sem nada o fazer esperar, o jovem central chegava a Alvalade. Teve sucesso, novamente, na sua época de estreia: mais uma Taça de Portugal para Paulo, que até fez a assistência para o inesquecível golo do empate dos leões aos 93 minutos. Após um início de época mais a medo, em virtude da adaptação à nova realidade, Paulo Oliveira mostrava do que era feito, com a titularidade garantida, 40 presenças com a camisola leonina e grandes exibições nessa temporada, que até abriram olho aos estrangeiros: em Inglaterra, após boa exibição frente ao Chelsea na Liga dos Campeões, elogiavam o menino franzino, que pela sua frieza e simplicidade fazia lembrar Ricardo Carvalho.

SC Braga: Um passo atrás no caminho dos grandes

Cabeçalho Futebol NacionalChegados à ponta final de mais uma temporada, é possível começar a fazer-se algumas análises. Neste caso, sobre a época do Sporting de Braga. Depois de uma temporada de sonho com Paulo Fonseca, com a conquista da Taça de Portugal frente ao Porto e com os quartos de final da Liga Europa, o Braga partia para esta temporada com esperança de voltar a subir degraus no caminho que o clube tem trilhado para junto dos grandes. A verdade é que no caminho surgiram muitos acidentes e o Braga acabou por cair,algumas vezes, ao longo desta temporada.

Foi com grande surpresa que os adeptos do Braga viram José Peseiro voltar ao clube. Depois de uma campanha que deixou algumas dúvidas no Porto, onde o técnico acabou em terceiro lugar a 15 pontos do líder e ainda perdeu uma Taça de Portugal, precisamente contra o Braga, muitos eram os adeptos que desesperavam e que criticavam a escolha do treinador. Verdade seja dita que os adeptos minhotos tinham razão. A escolha de José Peseiro para o clube foi, no mínimo estranha. O técnico tinha feito um bom trabalho em Braga, em 2012, aquando da conquista da Taça da Liga, mas já nessa altura  havia saído com a sua posição algo fragilizada, por terminar uma posição atrás do fantástico Paços de Ferreira. Para além disso, Peseiro, fugia um pouco à linha de treinadores contratada por António Salvador, geralmente jovens técnicos com potencial e com vontade de mostrar trabalho.

O mês de Dezembro veio dar razão àqueles que não acreditavam em Peseiro. O Braga havia sido eliminado da Liga Europa, num grupo com: Shakthtar, Gent e Konyaspor. A agravar esta situação o clube fora eliminado da taça de Portugal pelo Sporting da Covilhã, equipa de uma divisão inferior. Esta eliminação foi a gota de água. António Salvador, apesar de ver o Braga em terceiro lugar e com possibilidades de passar para o segundo posto, decidiu despedir Peseiro e contratar Jorge Simão, homem responsável por uma brilhante campanha no Chaves.

José Peseiro foi a primeira aposta de Salvador Fonte: Facebook Oficial de José Peseiro
José Peseiro foi a primeira aposta de Salvador
Fonte: Facebook Oficial de José Peseiro

Jorge Simão tinha tudo para dar certo. Um discurso apaixonado, convicto, ambicioso. Um técnico reconhecido pela sua competência a organizar as suas equipas defensivamente, precisamente uma lacuna do Braga até então e também capaz de amealhar pontos com facilidade. A verdade é que também Jorge Simão não funcionou. O técnico acabou por chamar alguns jogadores da sua antiga equipa para Braga mas mesmo assim o clube minhoto não melhorou. Ofensivamente, o Braga demonstrava dificuldades contra equipas fechadas e bem organizadas defensivamente  e só demonstrava o seu futebol, com espaço, em transições ofensivas.

A juntar a isto foram muitas as declarações polémicas do técnico, no espaço de tempo que esteve em Braga. No início as coisas nem correram mal, mas uma série de empates comprometedores e o facto do Vitória de Guimarães ter passado à frente do Braga levou a que António Salvador despedisse mais uma vez um treinador ao longo de uma época desastrosa para o clube.

Gelson Dala é Gelson Bala

0

sporting cp cabeçalho 1

Tal como na equipa principal de futebol, os resultados da equipa B leonina não correram, nesta época 2016-2017, como todos os sportinguistas certamente desejariam. Há, contudo, alguns atletas a valorizar e a destacar no Sporting B, essencialmente pelo potencial e valor que já demonstraram nesta época na Ledman Liga Pro. Um deles é o angolano Gelson Dala, contratado no mercado de inverno pelo Sporting ao 1º de Agosto do campeonato angolano (designado como Girabola).

As exibições deste jogador leonino permitem facilmente perceber que o seu nome bem poderia ser Gelson Bala em vez de Gelson Dala, tal é a velocidade que imprime em cada jogada em que participa. Trata-se de um jogador rápido na manobra ofensiva, com boa capacidade de drible no um para um, que procura rapidamente o remate ou os flancos para os cruzamentos para a área. É ainda um jogador que demonstra versatilidade em diferentes momentos do jogo, tem equilíbrio técnico-tático, algo raro num jogador com idade tão tenra como a sua (apenas 20 anos).

Marcou no passado jogo contra o Benfica B, num encontro que ficou empatado 2-2. Fez uma exibição soberba ante o Olhanense em Alcochete, na 34.ª jornada, com a equipa leonina a ganhar por 5-1 e com um Póquer de Dala. Esta exibição do angolano fez com que o Maisfutebol o comparasse a uma seta apontada à baliza adversária: “Para além dos quatro golos que marcou, Dala foi um dos principais organizadores de jogo e uma seta apontada à baliza” (ver: http://desporto.sapo.pt/futebol/segunda_liga/artigo/2017/04/03/gelson-dala-em-foco-na-recuperacao-do-sporting-b). Este artilheiro leonino, verdadeira bala em campo, conta já com 12 golos num total de 16 partidas jogadas pelo Sporting B.

Gelson Dala conta com 12 golos em 16 partidas Fonte: Facebook oficial de Gelson Dala
Gelson Dala conta com 12 golos em 16 partidas
Fonte: Facebook oficial de Gelson Dala

As exibições de Dala têm merecido também destaque na Comunicação Social do seu país de origem, referindo que “(…) em cima da mesa está mesmo a possibilidade de Gelson Dala poder ser chamado à equipa principal ainda na parte final da presente temporada.” As notícias portuguesas mais recentes têm dado conta também de que Gelson Dala poderá ser chamado já para o próximo jogo da equipa principal do Sporting em Santa Maria da Feira contra o Feirense. O jornal O Jogo noticiou mesmo a 09/05/2017 no seu site online que Dala já treina com a equipa principal do Sporting.

Importa começar a refletir internamente nos atletas da formação do clube e quais aqueles que poderão vir a alcançar o plantel principal já na próxima época, sendo que a presente temporada foi claramente um fracasso do ponto de vista futebolístico. Contudo, a “subida” de Dala ao plantel principal, ou de outros que possam vir entretanto a “subir”, não pode esconder as fragilidades do plantel atual do Sporting nem colocar de parte a possibilidade do clube ter que ir ao mercado colmatar algumas (várias) falhas na equipa. Mas o Sporting Clube de Portugal deve cumprir sempre e de forma intransigente uma das suas premissas essenciais: a valorização e potenciação da formação dos atletas com vista à sua rentabilização futura na alta competição nacional e internacional.

Foto de Capa: Super Sporting

Leixões campeão; Espinho e Benfica decidem amanhã

0

Cabeçalho modalidadesA Nave Ilídio Ramos, completamente lotada, recebeu o quarto jogo da final da Divisão Elite de seniores femininos, e a festa decorrente da vitória do Leixões, por 3-1, sobre o Porto Vólei.

O título, conseguido por igual resultado em número de jogos, fugia há 25 anos – o que o faz ficar para a história, como referiu o treinador Mário Martins, no final da partida.

E não há grande contestação: as leixonenses foram mais consistentes ao longo da final, apesar de terem sofrido um deslize no segundo jogo (saíram derrotadas por 3-1), devido a desconcentração após protestos – ideia partilhada pelo técnico das portuenses, Manuel Almeida.

Fonte: Vanda Pinto
Juliana Rosas esteve muito consistente e foi quem mais pontuou no encontro (22 pontos)
Fonte: Vanda Pinto

Já no masculino, também numa “Arena Tigre” cheia, o Espinho empatou o playoff frente ao Benfica (2-2 em jogos), ao vencer o quarto jogo por 3-1. Começou mal, perdeu o primeiro set e viu o Benfica aproximar-se da conquista do campeonato mas, depois, com a ajuda dos adeptos e muita atitude, começou e carimbou a reviravolta.

Agora, o título vai ter de ser decidido no quinto jogo, marcado para amanhã, às 15h00, no Pavilhão nº2 da Luz. Daí vai ter de sair um vencedor, por isso não há margem de erro para nenhuma das equipas.

Recorde-se que nos dois jogos disputados na Luz, o Benfica venceu por 3-0, tendo, por isso (e por ter sido a mais regular ao longo do ano), um tanto ou quanto de favoritismo. No entanto, o Sporting de Espinho espera conquistar um título que lhe foge há alguns anos, e a possibilidade de fazer a dobradinha é bastante motivadora.

Foto de capa: Vanda Pinto

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Manchester United 1-1 Celta: Red Devils embarcam rumo a Estocolmo

Cabeçalho Futebol Internacional

Manchester United e Celta de Vigo jogavam a 2.ª mão da meia-final da Liga Europa, em Old Trafford. Com a vantagem de 0-1 obtida na semana passada, os ingleses recebiam os espanhóis com a motivação em alta para garantir uma presença em Estocolmo e voltar a uma final europeia 6 anos depois (em 2011, perdeu a Liga dos Campeões para o Barcelona). Do lado visitante, o Celta de Vigo iria querer vingar a derrota sofrida em casa e tentar alcançar uma vitória, de modo a poder jogar na capital sueca a sua primeira final de sempre duma competição da UEFA em 93 anos de existência.

Vindos ambos de derrotas nos seus jogos internos (o United perdeu por 2-0 frente ao Arsenal e o Celta foi derrotado pelo Málaga por 3-0), os dois treinadores apostaram exatamente nos mesmos onzes que jogaram de início na semana passada em Vigo.

Cientes de que teriam de arriscar mais, o Celta começou a partida a pressionar o United e a fazer uma boa circulação de bola, e teve perto de marcar aos 4’ por Iago Aspas, mas Sergio Romero teve uma boa intervenção. Após os primeiros 15 minutos dominados pela equipa de fora, os Red Devils conseguiram acalmar a entrada a todo o gás do Celta e partiram em busca do golo que desse algum descanso aos seus adeptos. Aos 17’, na sua primeira oportunidade no jogo, o Manchester fez o 1-0: Fellaini respondeu bem de cabeça ao cruzamento de Marcus Rashford. O golo veio confortar os homens de Mourinho que, com o 2-0 no total da eliminatória, tomaram conta da posse de bola, dando poucas hipóteses aos visitantes de tentar uma rápida reação ao golo sofrido.

Rashford, tal como United, foi apertado pelo espírito combativo do Celta Fonte: GettyImages
Rashford, tal como United, foi apertado pelo espírito combativo do Celta
Fonte: GettyImages

 

Romero voltou a ter trabalho aos 26’, num remate fora de área de Pablo Hernández, mas voltou a defender bem. Até ao momento, quem ia brilhando em campo era Mkhitaryan – o arménio ia tendo um papel bastante ativo na manobra ofensiva da sua equipa, criando desequilíbrios na defesa espanhola. O Celta ia tentando levar perigo à baliza de Romero, mas as suas tentativas eram infrutíferas, muito por culpa da enorme cooperação defensiva dos conjunto caseiro. Aos 41’, o cabeceamento de Daniel Wass, a cruzamento de Sisto, fez a bola passar perto do poste da baliza do Man.United. Pouco mais houve a acrescentar, e o intervalo chegou com a equipa de Mourinho na frente do marcador.

O início da 2.ª parte trouxe alterações nos visitantes: Daniel Wass foi rendido por Jozabed. Os segundos 45 minutos começaram da mesma forma como na 1.ª parte: o Celta a pressionar à procura de marcar e o United a querer manter o jogo num ritmo calmo. Aos 48’, Mkhitaryan rematou forte para uma boa defesa do guardião dos espanhóis. O recomeço de jogo do Celta não foi tão forte como se verificou nos primeiros 45 minutos, facto que agradou ao United, que sentia que a presença em Estocolmo estava perto de ser confirmada. Guidetti, aos 57’, podia ter empatado o jogo, mas o seu remate não levou o rumo desejado. Numa bela jogada individual, Rashford quase fez o 2-0 aos 63’, contudo uma boa mancha feita por Sergio Álvarez impediu o golo do jovem inglês.

Para voltar a ter mais opções ofensivas, Berizzo fez entrar Bongonda aos 68’, mas foi Fellaini quem esteve mais perto de bisar no encontro, com Álvarez a defender o remate do belga. Os últimos 15 minutos do jogo iriam ser bastante mexidos, e Mourinho com perfeita noção disso, decidiu colocar em campo Carrick aos 78’ por troca com Mkhitaryan, para estagnar o último esforço do Celta. Aos 84’, o esforço foi recompensado: Roncaglia fez o 1-1 aos 86’ e agora apenas faltava um golo para o Celta passar à final. Mas em poucos minutos, o defesa passou de herói a vilão: numa confusão entre os jogadores de campo, os defesas Eric Bailly e Roncaglia foram expulsos pelo árbitro. Os minutos finais foram bastante intensos, com os visitantes a dar o tudo por tudo para marcar o segundo golo, mas sem sucesso. O jogo terminou empatado 1-1 e Mourinho volta a marcar presença numa final europeia.

O. Lyon 3-1 AFC Ajax: O quase não dá bilhete para a final

Cabeçalho Futebol Internacional

Depois de na primeira mão sofrerem uma derrota pesada em Amesterdão por 1-4, os franceses do Lyon chegaram a esta partida sabendo que iriam ter de adotar uma postura totalmente ofensiva para revirar a eliminatória a seu favor. De qualquer das formas, o jogo iria ser sempre muito difícil para o Lyon, visto que do outro lado tinham um Ajax super motivado e com bastante vontade de alcançar novamente os palcos das finais europeias.

No primeiro quarto de hora, a equipa da casa entrou forte e esteve muito perto de reduzir a vantagem visitante aos 2’, depois do cabeceamento de Lacazette ter passado perto do poste esquerdo. Apesar de uma boa entrada na partida, depois dos 15 minutos iniciais couberam ao Ajax as melhores oportunidades de golo até bem perto do intervalo. Os visitantes assumiram o controlo do jogo e aproximaram-se cada vez mais da baliza de Anthony Lopes à medida que o tempo passava. Amin Younes ameaçou o golo através de um remate que “penteou” o travessão (17’), e Hakim Ziyech, depois de ter trabalhado bem dentro da área, viu o seu tento ser evitado por uma excelente intervenção do guardião português (24’). Na chegada à meia hora, Kasper Dolberg decidiu abrir o livro e executar um chapéu perfeito por cima de Lopes, colocando o resultado em 0-1.
No entanto, e um pouco contra a corrente do jogo, o Lyon conseguiu fazer a reviravolta no marcador em apenas dois minutos. Aos 44’ De Ligt faz falta dentro da sua própria área e comete uma grande penalidade que Lacazette converteu da melhor forma, e aos 45’+1 a defensiva holandesa estava ainda a digerir o golo do empate e viu Nabil Fekir oferecer o bis na partida ao camisola 10.

No recomeço do encontro, o Lyon sabia que bastavam mais dois golos para empatar a eliminatória e por isso entrou novamente bem na partida. Aos 51’ Diakhaby remata rasteiro para a baliza e Andre Onana impede o terceiro golo dos franceses mesmo em cima da linha. Bem melhor que no primeiro tempo, a equipa da casa dominou o Ajax, que só ameaçou a baliza de Lopes aos 64’, por Sanchez, e aos 79’, por Beek, num remate ao poste direito. O Olympique teve várias oportunidades para fazer dois golos e levar o jogo para prolongamento, mas só conseguiu chegar ao 3-1 final aos 81’, depois de um cabeceamento de Ghezzal. Foi um segundo tempo bastante emotivo que merecia uma decisão da eliminatória no prolongamento.

Com este resultado, o Ajax qualifica-se para a final da Liga Europa deste ano, e terá pela frente o gigante Manchester United de José Mourinho.

Foto de Capa: TheGuardian.ng