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Real SC 1-1 FC Alverca: Quando sai o homem golo…

A CRÓNICA: FC ALVERCA TRAVA ASCENSÃO DO REAL SC AO PRIMEIRO LUGAR DO GRUPO B DA LIGA 3

No Complexo Desportivo do Real SC, o Real SC recebeu o FC Alverca, duelo este a contar para a oitava jornada do Grupo B da Liga 3. A equipa visitante situava-se, até ao momento, no 6º lugar da competição, enquanto a equipa da casa, com 14 pontos, em 4º lugar da competição.

De notar que o treinador do FC Alverca, Argélico Fuchs, fez algumas alterações relativamente ao passado jogo frente ao UD Santarém, jogo este que o FC Alverca saiu vitorioso (3-1). Já o treinador Luís Loureiro, efetuou também algumas alterações face ao onze inicial que venceu o CD Cova da Piedade na passada jornada.

Na primeira parte, o Real SC tentava impor o seu jogo diante do adversário, porém, o FC Alverca, mostrava-se consistente a nível defensivo, não dando qualquer espaço à equipa da casa. De notar que uma vitória do Real SC colocava a equipa no primeiro lugar deste Grupo B. A equipa de Luís Loureiro revelava alguma ansiedade, por via das circunstâncias, e também pelo facto de o FC Alverca impedir todos os caminhos para a baliza. Aos 10 minutos, o goleador do Real SC, Gustavo Moura, sai lesionado do encontro, o que complica ainda mais a chegada ao golo, por parte da equipa da equipa da casa. A equipa visitante fazia moça ao Real SC, através de sucessivos contra-ataques perigosos, que faziam tremer a defesa da equipa de Queluz. Aos 27 minutos, após um cruzamento de Tiago Gomes, a bola sofre um desvio na cabeça de Diogo Ribeiro, que resulta no primeiro golo do encontro, a favor do FC Alverca.

O jogo tornava-se cada vez mais duro e agressivo nos duelos, e, o Real SC, mesmo ganhando os duelos (e com o domínio da posse de bola), não conseguia furar a defensiva do FC Alverca, que cortava qualquer espaço ou linha de passe da equipa de Queluz.

Na segunda parte, a equipa da casa entrou a todo o vapor em busca do golo que lhes dava, pelo menos, o empate. No entanto, de forma idêntica ao que acontecia na primeira parte, o Real SC não conseguia ultrapassar a defensiva da equipa visitante. Aos 55 minutos, Ricardo Rodrigues, mais uma vez mediante um contra-ataque perigosíssimo do FC Alverca, desperdiça uma grande oportunidade de golo que faria a equipa comandada por Argélico Fuchs ficar extremamente confortável no restante do jogo. Aos 76 minutos, o Alverca, novamente, tem uma grande oportunidade de golo: Felipe Ryan, com um grande chute fora da área, travado por José Costa.

Com as várias investidas que o Real SC continuava a fazer à baliza da equipa visitante, aos 78 minutos, Ballack cai dentro de área e o árbitro assinala, de imediato, grande penalidade a favor da equipa de Queluz. Tiago Morgado é chamado á decisão, marca, e coloca o Real SC novamente no duelo. Destaque ainda para a falha flagrante de Tiago Nunes, de frente para a baliza, que podia ter dado a vitória ao Real SC já em período de descontos.

Um duelo intenso e empolgante, que resultou num empate por uma bola entre duas equipas dos lugares cimeiros da Liga 3.

 

A FIGURA

Felipe Ryan O médio ofensivo do FC Alverca esteve em grande no duelo de hoje. Velocidade, técnica e oportunidades de golo – o jogador brasileiro brindou os adeptos com uma exibição de luxo. Foi fulcral nas investidas por contra-ataque por parte da equipa visitante.

 

O FORA DE JOGO

Tiago Nunes – Não teve um jogo desastroso, porém, falhou uma oportunidade flagrante frente à baliza já nos descontos do jogo. Teve o golo da vitória nos seus pés, mas não soube aproveitar a ocasião.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL SC

O Real SC apresentou-se num 3-4-3 com Mika a completar o trio de ataque também composto por Gustavo Moura e Ballack. Depois da lesão do ponta de lança brasileiro, foi chamado ao jogo Tiago Nunes, e notou-se claramente uma ausência de dinâmica ofensiva da equipa. O primeiro golo sofrido foi apenas um exemplo de algumas das dificuldades com bolas nas costas e da velocidade ofensiva protagonizada pelo FC Alverca. A segunda parte trouxe algumas melhorias, e as substituições acabaram por ajudar na chegada ao golo. Amadú Baldé e o refrescar das duas alas defensivas (Rúben Freire e Marcus Barbeiro) deram uma nova vida ao jogo exterior da equipa de Luís Loureiro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Godinho (7)

Clayton Sampaio (5)

Hugo Ventosa (5)

Paulinho (5)

Fábio Pala (6)

Horácio Jau (5)

Tiago Morgado (4)

Rodrigo Moitas ()

Mika Borges (6)

Ballack (6)

Gustavo Moura (5)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Nunes ()

Amadú Baldé

Rúben Freire

 

ANÁLISE TÁTICA – FC ALVERCA

O FC Alverca apresentou-se num 4-4-2 com um ataque muito veloz e baseado muitas vezes em lances de profundidade e bolas nas costas. Essa foi uma das principais armas que destabilizaram a defesa do Real SC, protagonizadas principalmente por Diogo Ribeiro, Felipe Ryan e Jefferson Nem. Ao longo dos 90 minutos viu-se uma equipa agressiva ofensivamente e com uma boa organização defensiva, apenas travada pela inspiração de Ballack na conquista da grande penalidade. Mesmo depois do golo sofrido, os princípios de jogo mantiveram-se os mesmos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

José Costa (-)

Vigor Julião (-)

Ronaldo Rodrigues (-)

João Sousa (-)

Jorge Bernardo (-)

Felipe Ryan (-)

Eurico Lima (-)

Jefferson Nem (-)

Ricardo Rodrigues (-)

Diogo Ribeiro (-)

Gustavo Klismahn

SUBS UTILIZADOS 

Jonata Bastos

Filipe Brigues

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Real SC

BnR: Colocou Ruben Freire e Marcos Barbeiro no jogo. Sentiu que, de alguma forma, o jogo exterior do Real SC não estava a resultar?

Luís Loureiro: “Não só por isso, mas tentei que a equipa tivesse mais fulgor ofensivo. Com a entrada desses dois jogadores, que são extremos de origem, a equipa ficava mais ofensiva, ou seja, mais oportunidades de golo iriam surgir.

 

FC Alverca

BnR: O facto de o Alverca ter jogadores extremamente velozes, como Diogo Ribeiro, Felipe Ryan e Jefferson Nem, permitiu que o contra-ataque fosse uma arma letal no jogo de hoje?

Fernando Borges: “Claro, temos jogadores que nos permitem fazer uso desse artifício de jogo. Não somente esses jogadores que citou, mas também o conjunto em si possibilitou que a equipa jogasse dessa forma hoje”.

 

Rescaldo da opinião de Felipe Ribeiro e João Castro.

RB Leipzig 2-1 BVB Dortmund: “Willkommen” ao “Nkunku Show”

A CRÓNICA: 11 CONTRA 11 E NO FIM GANHA O RB LEIPZIG… E O FC BAYERN

O RB Leipzig recebeu e bateu o BVB Dortmund por 2-1, num jogo que provou duas coisas: este é já um jogo grande do futebol alemão e Christopher Nkunku está em brasa. Com esta vitória, os pupilos de Jesse Marsch ascenderam à quinta posição e permitiram ao FC Bayern cavar fosso para o segundo classificado – são agora quatro os pontos de vantagem dos bávaros sobre o BVB Dortmund. Vamos ao jogo.

Início com selo de equilíbrio e com os dois conjuntos a privilegiarem o binómio construção/pressão: uma tentava construir, a outra tentava pressionar alto e com intensidade. Foi a turma anfitriã a primeira a colher frutos. Alex Witsel não aguentou a pressão e viu a bola ser-lhe roubada e conduzida pelo corredor central, até ser cedida a Nkunku.

O francês de 23 anos tirou muito bem um adversário da frente e rematou, sem todavia ter batido Kobel, guardião suíço da mesma idade. Jogava-se o 13º minuto. Outros cinco foram necessários para voltarmos a ver arrepios de frio transmutados em arrepios de medo. Manteve-se a autoria: Christopher Nkunku. Manteve-se o resultado: Kobel ficou com a bola nas mãos.

Seguiram-se dez minutos frios como o fim de tarde de Leipzig. Até que a cidade aqueceu, com o golo de… Nkunku. Szoboszlai arrastou a marcação do central pela direita do BVB Dortmund, permitindo o movimento vertical do francês para alcançar a bola em profundidade lançada por Gvardiol da linha de meio-campo. Novamente em duelo com Kobel, o “18” do RB Leipzig levou por fim a melhor e inaugurou o marcador.

Os últimos 15 minutos (mais um de compensação) do primeiro tempo serviram apenas o propósito de afixação de cartazes na Red Bull Arena com a inscrição “Procura-se BVB Dortmund”. Encontraram-no durante o intervalo. A segunda parte iniciou-se, assim, já com duas equipas em campo e a diferença foi notória. Bastaram sete minutos para o golo do empate surgir.

 

Meunier saiu, com bola, da direita para dentro e serviu com classe, pela relva e em profundidade, Reus. O alemão, agora muito mais por dentro, encarou Gulácsi com toda a calma e atirou a contar, espoletando a festa aurinegra em pleno reduto alheio. O golo forasteiro espoletou igualmente a resposta caseira e o jogo ganhou um ânimo que ainda não tinha apresentado.

Aos 63´, saiu a quarta temporada do “The Nkunku Show”. Dentro da área do BVB Dortmund, o francês fez duas roletas (sim, duas roletas) para tirar adversários da frente e rematou rasteiro ao poste direito da baliza alugada a Kobel por 45 minutos, que estava batido. Quatro minutos mais tarde, foi lançada a quinta temporada… com uma nova personagem.

Desta feita, Nkunku tinha um parceiro: Poulsen. E foram eles quem devolveu a vantagem aos da casa. Cruzamento perfeito do francês pela esquerda e finalização à ponta de lança do dinamarquês. Até final, a resposta do BVB Dortmund foi superficial e por demais insuficiente.

Assim, o RB Leipzig segurou mesmo a preciosa vantagem de um golo, enquanto os adeptos forasteiros terão volvido a Dortmund pensando se não seria melhor voltar a afixar os cartazes…

 

A FIGURA

Christopher Nkunku – Toda a equipa do RB Leipzig esteve bem, mas Nkunku voltou a dar show. Tudo quanto era lance de perigo para os da casa passava, inevitável e invariavelmente, pelos pés do craque francês. Pisando terrenos interiores ou descaindo para uma das alas, transportava sempre consigo um aviso com a inscrição “Perigo!”. Que exibição!

 

O FORA DE JOGO

Primeira parte do BVB Dortmund – A segunda não foi muito melhor, mas a primeira foi muito má. Os jogadores forasteiros eram espectros fantasmagóricos em campo. Individual e, sobretudo, coletivamente, os aurinegros foram muito inferiores aos “touros” do RB Leipzig no primeiro tempo. E, num jogo que já é um clássico do futebol germânico, dar uma parte de avanço é um erro fatal.

 

ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG

Jesse Marsch colocou a sua equipa no relvado num sistema de três centrais, dando continuidade ao que vinha sendo trabalhado. Mukiele, Simakan e Gvardiol foram os escolhidos para formar o tridente do eixo defensivo, com a ala direita a ser atribuída a Henrichs e a esquerda a Angeliño.

Poulsen e Nkunku ocupavam os terrenos mais centrais do último terço, com o primeiro a descer muitas vezes procurando oferecer linha de passe noutros setores e funcionando, por vezes, como terceiro médio, juntando-se a Haidara e Tyler Adams. Angeliño dava, pela esquerda, largura e profundidade, beneficiando da posição mais interior de Nkunku e Poulsen.

Não obstante, o “3” do RB Leipzig também auxiliava, com regularidade, a primeira fase de construção. Do lado destro do ataque caseiro, Szobozslai era o elemento que mais dava profundidade, com Henrichs a dar largura, mas a conter-se mais nas subidas pelo corredor.

No segundo tempo, Jesse Marsch deu maior liberdade a Tyler Adams e a Haidara para pressionarem os primeiros construtores do BVB Dortmund (que voltou dos balneários com outro sistema). Todavia, acabou por permitir que Marco Reus tivesse mais espaço entre linhas, junto da grande área do RB Leipzig.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gulácsi (6)

Mukiele (6)

Simakan (5)

Gvardiol (7)

Henrichs (6)

Haidara (8)

Adams (7)

Angeliño (6)

Nkunku (9)

Szoboszlai (7)

Poulsen (7)

SUBS UTILIZADOS

Forsberg (5)

André Silva (5)

Dani Olmo (-)

Laimer (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

Também Marco Rose optou por escalar a sua equipa num sistema de três centrais (Akanji, Hummels e Pongracic), tendo, todavia, desfeito esse sistema ao intervalo. Em modo de ataque, os aurinegros dispunham-se em campo num 3-4-3, com Julian Brandt pela direita do ataque e Reus pela esquerda, ladeando Malen. Todavia, as permutas entre o “11” e o “21” dos visitantes eram frequentes.

No momento defensivo, pressionar o RB Leipzig na primeira fase de construção era uma das prioridades dos forasteiros. Assim, o BVB Dortmund procurava colocar-se num 5-2-3, com o trio da frente a encaixar nos três centrais dos da casa. No momento ofensivo, a turma de Dortmund procurava, numa primeira instância, uma construção sólida, passando por todos os setores.

Contudo, a dificuldade apresentada no primeiro tempo forçou o BVB Dortmund a arriscar mais vezes ataques mais verticais e velozes. Neste cenário, Malen ganhava preponderância e pisava mais vezes o corredor esquerdo. No segundo tempo e em desvantagem, a turma de Dortmund desfez o sistema inicial e apostou num 4-2-3-1.

Este sistema deu maior liberdade a Reus para atuar em zonas interiores, terrenos nos quais o alemão se torna mais preponderante e letal. Permitiu igualmente que a turma de Marco Rose ganhasse maior controlo territorial no meio-campo. RB Leipzig

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kobel (6)

Akanji (5)

Hummels (5)

Pongracic (5)

Meunier (5)

Witsel (5)

Bellingham (6)

Thorgan Hazard (4)

Brandt (6)

Reus (6)

Malen (5)

SUBS UTILIZADOS

Knauff (5)

Moukoko (4)

Reinier (-)

Zagadou (-)

FC Vizela 1-1 Estoril-Praia SAD: Custou, mas entrou

A CRÓNICA: SAMU ENTRA E RESOLVE

Uma primeira parte a zero para ambas as equipas, com uma oportunidade flagrante para o Estoril-Praia SAD após o cruzamento de Artur para a cabeça de Bruno Lourenço, com uma defesa apertadíssima de Charles a retirar o perigo da baliza do FC Vizela.

Ao longo da partida, a equipa de Álvaro Pacheco esteve por cima nas tentativas, porém os remates não saíam conforme as medidas da baliza de Dani Figueira, que não teve momentos pertinentes de posse de bola (para sorte do guarda-redes português).

A segunda parte começou logo com uma recuperação de bola incrível por parte de Samu, para o remate fortíssimo de Schettine para uma defesa na cara de Dani Figueira, o primeiro susto estava apresentado apenas em alguns minutos de jogo.

É após o primeiro susto lançado ao ar que o golo da equipa da casa acontece e aquece a tarde amena na cidade de Vizela. Dani Figueira, num lapso, diga-se de passagem, perde a bola das mãos e surge o remate inevitável de Samu, que ergue as bancadas do estádio para celebrar a estreia do marcador.

No entanto, o festejo é imediatamente cortado por um remate de André Franco para uma defesa à queima-roupa de Charles, que salva mais uma vez a equipa do técnico Álvaro Pacheco.

A equipa do Vizela não teme e aproveita para marcar o segundo golo, louros pela combinação de Samu e Schettine que conseguiram enganar o guarda-redes, para a pontaria certeira de Kiko, também um dos lançamentos do técnico português após o intervalo. Contudo, David Silva é chamado à atenção pelo vídeo-árbitro e retira o golo à equipa do Vizela.

Do lado do Estoril, André Clóvis insiste na baliza de Charles e consegue arrancar o empate, após estar isolado na frente com grande assistência de André Franco.

A partida no Estádio do Futebol Clube Vizela termina empatada, com várias tentativas desesperadas de ambas as equipas de tentar alcançar a vantagem no marcador, mas sem sucesso.

 

A FIGURA

Substituições de Álvaro Pacheco – A equipa do FC Vizela aproveitou – e de que maneira – as substituições do técnico Álvaro Pacheco. Com a entrada de Samu e de Kiko ao intervalo, a equipa da casa conseguiu criar um jogo muito mais fluido e dinâmico, acabando por se refletir na qualidade de jogo e na criação de oportunidade, sendo fruto disto os dois golos gerados por cada um dos jogadores (nota importante que o do Kiko acabou por ser anulado pelo VAR).

 

O FORA DE JOGO

Daniel Figueira
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Dani Figueira – Um erro que acabou por condenar todo o jogo da equipa do Estoril, as mãos escorregadias do guarda-redes português valeram o primeiro (e único válido) golo da equipa do FC Vizela. Um deslize que pode ter custado o quinto lugar ao Estoril de Praia nesta jornada.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

Os homens de Álvaro Pacheco alinharam em 4-2-3-1, com Schettine a ser o avançado de referência. Nas alas, Kiki e Koufi jogaram mais recuados, com Nuno Moreira e Mendez mais à frente. Com as substituições, destaque para Samu, que veio agitar o jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Charles (8)

Ivanildo Fernandes (6)

Claudemir (6)

Zag (5)

Marcos Paulo (6)

Mendez (7)

Kiki (6)

Aidara (5)

Koffi Kouao (5)

Nuno Moreira (7)

Schettine (8)

SUBS UTILIZADOS

Kiko (8)

Samu (8)

Francis Cann (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESTORIL-PRAIA SAD

Bruno Pinheiro lançou a equipa do Estoril também em 4-2-3-1, com André Franco nas costas do ponta de lança Ruiz. O duplo-pivô no meio-campo, mais recuado, contou com os habituais Gamboa e Rosier, estando as alas entregues a Carles Soria e Joãozinho, na defesa, e Bruno Lourenço e Arthur, no ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dani Figueira (4)

Carles Soria (5)

Lucas Áfrico (6)

André Franco (7)

Arthur (7)

Ruiz (6)

Bruno Lourenço (7)

Gamboa (6)

Ferraresi (6)

Joãozinho (6)

Rosier (5)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Geraldes (6)

André Clóvis (6)

Chiquinho (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 FC Vizela

Não foram colocadas questões ao técnico Álvaro Pacheco.

 

Estoril-Praia SAD

Não foram colocadas questões ao técnico Bruno Pinheiro.

Sporting CP | A eficiência nas bolas paradas

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As bolas paradas merecem cada vez mais atenção e trabalho e o Sporting CP não tem sido exceção. Isto porque são uma maneira cada vez mais comum e importante de ferir o adversário. No futebol moderno, e com as organizações defensivas cada vez mais trabalhadas por parte dos treinadores, um golo de livre, canto ou grande penalidade é regularmente a maneira de desbloquear uma partida.

O Sporting CP, sendo forte nos dois momentos de que falei anteriormente, percebe a importância de ser eficaz nos lances de bola parada, pelo que estes têm tido uma preponderância significativa nos golos marcados esta temporada.

Até ao momento, o Sporting CP concretizou 14 tentos através deste tipo de lances, algo que corresponde a quase metade dos 30 golos apontados na totalidade.

Rúben Amorim disse à imprensa que existe mais mérito dos seus adjuntos do que propriamente dele. Porém, se quando o jovem técnico português ganha um prémio individual tira a fotografia com os restantes membros da equipa técnica, podemos considerar que o grande proveito das bolas paradas é causado pelo trabalho de excelência de todos.

 

Desde que Rúben Amorim chegou ao Sporting, esta equipa já marcou 21 golos com origem em bolas paradas, em todas as competições. Sem contar grandes penalidades. Coates já leva 9. 👀 pic.twitter.com/N2KykJsS0y

— Sporting Tático (@sporting_tatico) October 30, 2021

O trabalho da equipa técnica do Sporting, a qualidade dos executantes

Como qualquer treinador, Rúben Amorim precisa de bons talentos para ter sucesso. O sucesso nas bolas paradas é mérito do trabalho de laboratório feito na academia, mas também é fruto da qualidade dos executantes.

No que toca às grandes penalidades, o jovem técnico tem tomado as mais diversas opções. Os escolhidos para bater através da marca dos 11 metros têm sido Pedro Porro, Pedro Gonçalves e Jovane Cabral, sendo que Nuno Santos e Pablo Sarabia também já fizeram o gosto ao pé.

Mas também os cantos e livres indiretos têm sido uma arma muito perigosa para os adversários do Sporting CP. Jogadores como João Palhinha, Gonçalo Inácio, e principalmente o goleador improvável Sebastián Coates são a artilharia pesada nas bolas aéreas metidas para a grande área adversária.

Não me recordo de uma equipa do Sporting CP tão forte nos “set pieces” como esta. Lembro-me de que com Jorge Jesus existiu um aproveitamento maior do que com o antecederam, mas nunca como o da atual equipa técnica.

A importância de continuar a marcar e ser competitivo

Pedro Porro Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Falei anteriormente que os golos de bola parada e a maneira como o Sporting CP defende, sobretudo com a linha do fora de jogo muito bem montada, são duas das obras feitas pelo treinador de português. A equipa de Alvalade, desde a sua chegada, tem estado ao nível dos rivais, mesmo que com um orçamento mais baixo.

É notável que SL Benfica e FC Porto têm mais opções à disposição no plantel, assim como mais dinheiro para investir. Porém, aquilo que tem valido no Sporting CP é o seu coletivo, e desde que Rúben Amorim pisa solo lisboeta enquanto treinador, os leões não têm sido inferiores aos dois maiores rivais.

É imperial o Sporting CP continuar com esta sonda de eficácia nas bolas paradas. Só assim, entre outras condicionantes, poderá dar seguimento à competitividade que tem implementado em campo e estar mais perto de voltar a conquistar o título de campeão nacional.

 

 

As peças do xadrez azul e branco | FC Porto

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Parece-me indiscutível que, ao nível dos resultados e até à data, a época do FC Porto tem sido bastante positiva.

Bem sei que o descalabro nos Açores retirou ao clube a possibilidade de disputar/conquistar um título, mas, com franqueza, depois de tantos anos, está claro que a Taça da Liga é mesmo uma malapata que teima em assombrar o clube e é um buraco na vitrine do museu que permanecerá vazio por pelo menos durante mais um ano.

Acreditem que, como adepto, é algo que me causa bastante azia, ainda assim, e já que se fala em maldições (e a altura do ano até é das mais apropriadas), devo confessar que já ouvi falar de algumas bem piores por outros lados…

Mas ora vejamos: se, na abertura da temporada, dissessem a um qualquer adepto portista que, nos primeiros dias de Novembro, o FC Porto iria encabeçar a classificação da Primeira Liga (com um registo de 8 vitórias e 2 empates) e que, na Liga dos Campeões, quiçá no grupo que mais se assemelha a um lago de tubarões, estaria com a Liga Europa no bolso e com francas possibilidades de seguir para os oitavos-de-final da prova, creio que qualquer um assinaria por baixo sem grandes reservas.

Quem já contava com isto, que me perdoe a modéstia.

A verdade, no entanto, é que o sucesso do FC Porto nas principais competições internas e na mais importante prova de clubes do mundo se tem construído com recurso a armas distintas.

Para o caso, e por hoje, interessa-me discutir as peças do xadrez azul e branco, muito mais do a sua disposição em campo ou o seu estilo ou estratégia de ação, que deixo para outras núpcias.

Deixemos de fora desta análise o jogo que o FC Porto disputou contra o Sintrense para a Taça de Portugal (um jogo frente a uma equipa que milita uns escalões mais abaixo seria sempre um outlier sem grande relevância estatística) e foquemo-nos no campeonato e na liga milionária.

As peças-chave do xadrez azul e branco

Diogo Costa xadrez azul e branco FC Porto
O jovem guarda-redes aproveitou a lesão de Marchesín no início da época e aproveitar para se tornar num jogador indispensável para Sérgio Conceição, mesmo com o regresso do argentino.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Está claro, ao cabo de já várias partidas disputadas, que Sérgio Conceição não abdica daquilo a que em “futebolês” se costuma chamar, a espinha dorsal da equipa. Diogo Costa, Pepe, Uribe, Luís Díaz, Otávio (pode variar a função, mas não falha na assiduidade) e Taremi são pau para toda a obra.

E se alguma dúvida a este respeito subsiste, recordo que, mesmo em claro défice físico, Pepe e Uribe, em jogos distintos (no caso de Pepe na receção ao Liverpool e com o colombiano no último jogo em Milão), foram forçados pelo treinador portista a apresentarem-se a jogo, mesmo quando se previam graus de intensidade elevados.

As experiências ficaram-se pelo aquecimento, evidenciaram algum amadorismo das equipas técnicas e médicas do clube e, acima de tudo, deixaram a nu a dependência (ou confiança) de Sérgio Conceição no seu núcleo duro.

Por outro lado, nas cinco posições que restam para compor o onze, o treinador do FC Porto tem variado sobremaneira as suas opções e os resultados vão-lhe dando razão. Por conseguinte, o que me parece mais relevante destacar, é que essa alternância nas opções parece ter muito mais que ver com as características dos jogos, do que com questões de performance ou rendimento.

E quando falo em características, refiro-me à dimensão do palco ou pergaminhos do oponente, bem como às questões técnico-táticas inerentes.

Façamos a análise caso a caso.

No centro da defesa, só por impossibilidade física ou disciplinar é que Mbemba não é chamado à ação quando o palco é de Liga dos Campeões. Até ao momento, falhou apenas o jogo com o Liverpool depois de ter recebido ordem de expulsão em Madrid.

Já no que concerne ao campeonato, Sérgio Conceição tem encontrado aí uma via livre para dar minutos a Marcano. Ainda que o congolês mantenha o estatuto de titular, nas provas domésticas perde o rótulo de imprescindível.

Mais, recordo que, após a debacle no jogo com o Santa Clara há pouco mais de uma semana, Mbemba foi um dos jogadores a saltar fora da convocatória para a receção ao Boavista. Apesar do “castigo”, quando a batalha se jogou no tabuleiro da elite, no mítico San Siro, o técnico portista não abdicou de o ter ao lado de Pepe.

Mbemba xadrez azul e branco FC Porto
Apesar de se manter como a primeira escolha para o lugar ao lado de Pepe, o congolês perdeu algum destaque em relação a épocas anteriores.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Nas laterais defensivas o panorama tem-se revelado idêntico. Na esquerda, Zaidu, que no campeonato tem sido sempre, ou quase sempre, carta fora do baralho, na Liga dos Campeões cumpriu, em Milão, a sua terceira titularidade em quatro jogos.

Bem sei que Wendell (não sendo um prodígio é claramente melhor jogador) parece ter-lhe ganho a frente e que, não fosse a lesão, haveria uma forte probabilidade de ter sido o brasileiro a ser lançado às feras.

Ainda assim, é indubitável que Sérgio Conceição vê nas provas europeias um cenário mais apetecível para o aproveitamento da velocidade do nigeriano e que aí, num contexto de máxima exigência, por mais paradoxal que possa parecer, esse atributo se suplanta às gritantes dificuldades técnicas e posicionais do lateral-esquerdo portista.

No lado direito, João Mário parece ter-se fixado. Não obstante, parece-me que tal sucede apenas como resultado da alarmante falta de compromisso de Corona para com a equipa.

Relembro que é o mexicano quem avança para a titularidade em Madrid e no jogo com o Liverpool, disputado no Estádio do Dragão, numa altura em que o jovem português já assumia confortavelmente a posição nas provas nacionais.

xadrez azul e branco FC Porto
O jovem já teve momentos altos e baixos na temporada, sendo que neste momento parece ter agarrado a posição.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Diga-se, em abono da verdade, que apesar dos resultados positivos nos dois jogos com o AC Milan, não deixaram de ficar comprovadas as dificuldades que João Mário ainda tem no momento defensivo, dando respaldo às hesitações do treinador.

É, contudo, no meio campo, na zona nevrálgica do tabuleiro de jogo, que o balanceamento nas opções de Sérgio Conceição é mais evidente.

Jogadores como Vitinha (assumiu, finalmente, lugar cativo no onze nos jogos de campeonato), ou Fábio Vieira, que vão tendo um papel principal na competição doméstica, estão condenados, para já, na Liga dos Campeões, a entrar no decorrer das segundas partes em momentos em que a equipa necessite ou reclame por jogadores mais capazes de reter a bola e baixar o ritmo de jogo.

Ao invés, Sérgio Oliveira (surpreendentemente arredado das opções iniciais no campeonato) e Grujic (que na Primeira Liga vai servindo apenas para entrar nos últimos minutos quando a vantagem é mínima e a mensagem é de marcha atrás), são as escolhas prediletas do treinador portista para acompanhar Uribe na frente europeia.

A qualidade, maturidade e experiência nessas andanças vão-lhes garantido vantagem e as suas atuações (Grujic esteve brilhante em San Siro) vão justificando a aposta.

Finalmente, no que concerne ao parceiro de Taremi na frente de ataque, dá-me a ideia que, aqui sim, a escolha vai-se baseando mais no momento de forma e no rendimento das alternativas, do que na exigência dos jogos.

Evanilson está, agora, à frente de Toni Martínez e julgo que tal sucede de forma perfeitamente natural. O brasileiro é mais completo e não é assim tão inferior ao espanhol nos capítulos do jogo em que este é mais forte, a velocidade e sagacidade.

xadrez azul e branco FC Porto
O brasileiro, com boas exibições e uma série de golos nas últimas partidas, parece partir neste momento à frente de Toni Martínez.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Há que dizer que, tanto nestas, como noutras opções, vão ditando os resultados que Sérgio Conceição tem feito uma gestão inteligente dos seus recursos.

Se me parece que, por exemplo, no caso de jogadores da estirpe e categoria de Vitinha, o futuro terá forçosamente que ditar que sejam apostas mais transversais, é de salutar que o treinador do FC Porto vá gerindo a aposta nos jogadores da formação em doses moderadas e com graus de responsabilidade crescentes ao longo do tempo, sem nunca os privar do tempo de jogo que necessitam para o seu amadurecimento técnico e tático.

Em suma, é notório que o xadrez azul e branco vai balanceando entre a competitividade do Primeira Liga e as exigências da Liga dos Campeões e que a escolha das peças depende, invariavelmente, do tabuleiro em que se joga a partida. Em ambos os estrados, Sérgio Conceição vai dispondo as suas peças com mestria. As partidas (como a procissão) vão, ainda, no adro, mas os portistas anseiam pelo xeque-mate.

Casa Pia AC 2-0 Académica OAF: “Estudantes” sem pernas para Jota e Godwin

A CRÓNICA: DOIS “GANSOS” EM ALTA VELOCIDADE AMASSARAM A “BRIOSA”

No Estádio Pina Manique, gansos e estudantes defrontavam-se num duelo a contar para a décima primeira jornada da Segunda Liga. O Casa Pia AC, sentada confortavelmente no quarto lugar do campeonato, recebia em casa a formação da briosa, última classificada do campeonato e em situação preocupante.

Após o apito inicial do árbitro Claúdio Pereira, assistimos a uma primeira meia hora bastante equilibrada e física, com muitas faltas e com poucas ocasiões de golo. Apesar das pouquíssimas oportunidades, com o decorrer do tempo, notou-se um ligeiro crescente da Académica OAF, que estava confortável no jogo.

A Académica jogava no meio-campo adversário até que perdeu a posse de bola e, sem perder tempo, a formação do Casa Pia lançou Jota em profundidade e, após rematar à figura, o melhor marcador da Segunda Liga foi carregado em falta dentro de área. Da marca dos 11 metros, no frente a frente entre Lelo e Mika, o ala esquerdo levou a melhor e adiantou a equipa da casa no marcador.

O golo do Casa Pia acordou ainda mais os visitantes que, se antes já tinham mais bola no meio-campo adversário, agora criavam perigo. Toro, após um bom lance, atirou para uma intervenção incompleta de Ricardo Batista. Quando o jogo parecia que ia aquecer e entrar num ritmo mais elevado, acabaram os 45 minutos da primeira parte e o juiz apitou para o descanso.

A segunda parte começou como acabou a primeira: com um golo da Casa Pia. Recuperação de bola no meio-campo defensivo, bola em profundidade para a velocidade estonteante de Godwin, que cruzou para Jota que, de primeira, dilatou a vantagem no marcador.

Depois do golo, o jogo tomou o rumo que tinha antes, com mais bola para a Académica, no entanto, sem ocasiões dignas de registo. A Académica tinha bola, mas não tinha condições para fazer a diferença no último terço.

O jogo arrastou-se até ao final, sem grandes ocasiões e desde cedo já resolvido. A partida acabou e o resultado (2-0) espelha bem o momento das duas equipas: enquanto o Casa Pia confirma o seu bom momento de forma e mantém-se pela luta dos primeiros lugares, a Académica atenua a sua crise de resultados e afunda-se mais na tabela.

 

A FIGURA

Jota (Casa Pia AC) – Mais um jogo, mais um brilharete de Jota. Nada de novo. O melhor marcador da Segunda Liga voltou a ser decisivo na vitória do Casa Pia AC, ao ser influente nos dois golos: ganhou um penálti e marcou o segundo da tarde.

 

O FORA DE JOGO

Frente de ataque da Académica OAF – Que tiveram oportunidades tiveram, mas não as souberam concretizar. Sem golos, não há vitórias e sem vitórias, não sobem na tabela classificativa. É tão simples quanto isso. Falta mais eficácia e critério na hora de decisão à frente de ataque do clube mais antigo de Portugal.

 

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

Décima primeira jornada, mais uma vitória do Casa Pia AC. A maior diferença foi o sistema tático:  trocou o seu habitual 3-5-2 por um 3-4-3, com o regresso de Godwin Saviour à titularidade. Até as suas dinâmicas de rotação manteram-se, sobretudo entre os extremos Jota e Saviour. Sem bola, o Casa Pia AC resguardou-se num 5-2-3 com as descidas de Leonardo Lelo, autor do primeiro golo, e Derick Poloni nos corredores laterais.

Nos primeiros 45 minutos, os gansos pressionaram alto e dificultaram a saída de bola do adversário, encostando-os às cordas. Ainda assim, por mais que estranho que pareça, foi uma primeira parte dividida com oportunidades de ambas as partes. Entretanto no segundo tempo, dilataram a vantagem (2-0), acalmaram e assistiram aos estudantes tomar as rédeas de jogo, sem grande sucesso.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Batista (6)

Zolotic (6)

Vasco Fernandes (7)

Zach (7)

Leonardo Lelo (8)

Neto (6)

Taira (7)

Derick Poloni (6)

Godwin Saviour (8)

João Vieira (6)

Jota (9)

SUBS UTILIZADOS

Sanca (6)

Camilo (6)

Nuno Borges (6)

Galo (6)

Vitó (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

Na última posição da Segunda Liga, o Académica OAF apostou num 4-3-3 para enfrentar o agora segundo classificado Casa Pia AC. No entanto, passaram grande parte dos primeiros 45 minutos a defender em 5-2-3, presos no seu casulo. As fragilidades estiveram à vista de todos: muitas dificuldades na primeira fase de construção e na transição defensiva. Por sua vez, a exploração do passe longo e das bolas paradas foram uma clara aposta. Aliás, foi através destes livres que o Briosa conseguiu criar mais oportunidades de perigo.

Na segunda parte, não obstante o golo sofrido, fizeram cinco alterações táticas e dominaram a partida. Contudo, falharam na tarefa de marcar e, consequentemente, de pontuar, retornando a Coimbra na última posição da tabela classificativa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (5)

David Sualehe (4)

Michael Douglas (6)

Justiniano (6)

João Pedro (6)

Mimito (7)

Ricardo Dias (5)

Christian (6)

Fatai (4)

Toro (6)

Traquina (5) 

SUBS UTILIZADOS

Reko (6)

Fábio Fortes (6)

João Lucas (6)

João Carlos (6)

Tomás Costa (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Casa Pia AC

BnR: Boa míster. Falando do Jota que é um dos melhores jogadores da Segunda Liga. Gostava de lhe perguntar o que é que tem diferente dos outros para ser assim tão especial e até que ponto é que é um imprescindível na caminhada do Casa Pia AC.

Filipe Martins: “Qualquer jogador, acima de tudo, tem de estar inserido numa grande equipa, com critério e saber aquilo que faz. Porque se não, vamos ser só somente um grupo de 11 jogador e nós não queremos isso. É obvio que ele está numa boa fase, evoluiu bastante e trabalha muito durante a semana e quando assim é, as coisas tem mais tendência a parecer naturalmente.”

 

Académica OAF

BnR: Boa tarde míster. Em vários momentos do jogo, sobretudo na segunda parte, a Académica OAF foi superior e conseguiu ter mais bola no meio campo adversário. O que é que faltou para chegar ao golo e disputar o resultado?

João Carlos Pereira: “Ter a bola implica saber utilizá-la bem. Uma das características do Casa Pia AC é que são muito sólidos do ponto vista defensivo, não é fácil sofrerem golos. Jogam com uma linha de cinco com dois médios à frente e não fáceis de desmontar. Conseguimos chegar a espaços que eles protegem bastante, os corredores centrais, só que não tivemos capacidade para ultrapassar o obstáculo. Tentámos atacar os espaços nas costas e aí criámos algum perigo. Mas depois com três centrais, eles conseguiram controlar estes movimentos nas costas retiraram-nos a capacidade de chegar ao golo. “

 

Rescaldo da opinião de Alexandre Ribeiro Sequeira e Diogo Lagos Reis.

Antevisão GP Portugal: «Falcão» persegue Ducatis e o novo campeão

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A ANTEVISÃO: ESPERANÇA LUSITANA NA COROAÇÃO DE QUARTARARO

O Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, recebe novamente a visita da caravana do MotoGP, para a 17.ª ronda do campeonato. Com o jovem francês Fabio Quartararo, da equipa Yamaha oficial, já coroado campeão da temporada de 2021, os motivos de interesse pré-corrida partilharam atenções com duas outras figuras carismáticas do “paddock” da categoria rainha de duas rodas.

Em primeiro lugar, o heptacampeão Marc Márquez (Repsol Honda), que anunciou a ausência do GP de Portugal durante a semana devido a lesão na cabeça. Para o seu lugar entrava o piloto reserva da equipa japonesa, Stefan Bradl.

E em segundo lugar, o português Miguel Oliveira. O “Falcão”, embalado na quarta-feira por uma escolta de números impressionantes durante o trajecto Almada-Portimão, retornava uma vez mais ao local da sua segunda vitória no patamar mais alto do motociclismo. O objectivo era claro: com os fãs do seu lado, tanto no pré-corrida como através de uma bancada reservada aos adeptos da casa, Oliveira tentava pôr termo a uma sequência de resultados menos positiva aos comandos da KTM oficial.

Os primeiros sinais não foram animadores, nem para Bradl nem para Oliveira. No primeiro dia de treinos, nenhum dos dois foi além do 18.º posto no conjunto das sessões. Já Quartararo parecia determinado a que ninguém lhe estragasse o evento de consagração, sendo o piloto mais rápido em pista tanto no FP1 como no FP2 e à frente das duas Ducati pilotadas por “Pecco” Bagnaia e Jack Miller.

Chegado o sábado de qualificação, quedas na primeira sessão para Brad Binder (Red Bull KTM), Takaaki Nakagami (LCR Honda) e ainda outros nomes como Aleix Espargaro (Aprilia), Valentino Rossi (Petronas Yamaha) e… Miguel Oliveira a ficarem pelo caminho, para desalento da “Turma 88”. Os dois lugares cimeiros, de acesso ao Q2, ficaram ocupados por Johann Zarco (Pramac) e o antigo colega de Oliveira na KTM satélite, Iker Lecuona (Tech 3).

A luta pela “pole”, na segunda sessão, acabou por ter alguns dos “suspeitos do costume”, mas também ausências notáveis. Depois de uma queda cedo para Luca Marini (VR46 Avintia) e Jack “Thriller” Miller (Ducati) assumir a dianteira, Bagnaia “ganhou asas” e com pneu médio na frente e macio atrás fez uma volta de 1:38.725; recorde absoluto de pista e “pole position” confirmada, à frente do seu colega de equipa Miller e de um ressurgente Joan Mir (Suzuki).

Resultados positivos para o jovem Jorge Martin (quarto) e o seu colega na Pramac oriundo do Q1 Johann Zarco (quinto), e surpresa maior, também, para a colocação final do recém-coroado campeão de 2021, Fabio Quartararo. Depois de ver uma volta invalidada por não cumprimento de bandeiras amarelas após a queda de Marini, “El Diablo” não foi além do sétimo posto na grelha de partida para a sua corrida celebratória no Algarve.

Com três pilotos ainda com hipóteses matemáticas de assegurar o vice-campeonato, o duelo Ducati/Yamaha nos construtores separado por apenas 12 pontos e um traçado altamente desafiante, o GP de Portugal tem tudo para proporcionar um evento a não perder. A corrida terá então lugar no domingo, com início marcado para as 13:00 locais.

Foto de Capa: MotoGP

Fim da Segunda Vinda à vista. 6 alternativas a Jesus

A segunda vinda de Jesus ao reino da Luz parece ter fim anunciado…

Com o contrato a expirar e com os objetivos propostos continuamente a escapulirem-se pelos seus dedos, Jorge Jesus parece ter os dias contados na sua segunda vinda ao comando técnico do Sport Lisboa e Benfica. A sua sucessão poderá ocorrer no imediato ou nos finais de maio, mas será inevitável. É tudo uma questão de timing… e de escolhas.

Rui Costa e a direção por si liderada terá que escolher quando substituir JJ e por quem fazê-lo. Neste artigo, olhamos para alguns dos homens sobre quem poderá recair a decisão. Segunda vinda

Não são necessariamente os mais indicados, não são necessariamente os que vão aceitar o desafio, mas são, cremos, os que muito provavelmente vão ser abordados, pelo seu perfil e pelo veiculado sempre que vem à tona o tema “Sucessão de Jesus”.

Football Manager 2022 | Os 5 melhores guarda-redes no jogo

O Football Manager é conhecido por apresentar sempre uma enorme profundidade no que toca a descobrir os novos talentos do futebol mundial, os tão famosos wonderkids. Não é por eles que estamos aqui, bem pelo contrário.

A razão que me leva a escrever é precisamente a oposta: os melhores do mundo no mercado atual do Football Manager 2022. A não ser que tenham um saco carregado de dinheiro, o que só pode acontecer numa lista restrita de clubes, ou prefiram fazer batota, dificilmente terão montantes suficientes para os fazer jogar por vocês.

São nomes consagrados e que todos, pelo menos aqueles que seguem minimamente este desporto, já conhecem.

Uma das posições onde é necessário que haja estabilidade é a baliza. E eu que o diga… tantas dores de cabeça se passam por não ter um verdadeiro guardião no real significado da palavra. Eis uma lista dos cinco melhores guarda-redes no Football Manager 2022.

Manchester United FC 0-2 Manchester City FC: Um “Ole” dado por Guardiola

A CRÓNICA: SUPREMACIA CLARA DOS “CITIZENS”

Manchester voltou a aquecer à 11ª jornada da Liga inglesa para o dérbi da cidade. A jogar em casa, o Manchester United FC vinha de uma vitória, no campeonato, e o Manchester City FC de uma derrota. Um jogo avassalador do conjunto de Guardiola carimbado com uma vitória por 0-2.

A separação de três pontos na tabela parece curta face à distância de qualidade entre os dois conjuntos no terreno. Com total domínio e recuperações de bola atrás de recuperações no meio-campo ofensivo, os citizens deram um banho de bola.

Com total normalidade, o Manchester City FC abriu o marcador aos sete minutos, com auto-golo de Bailly. Após cruzamento de Cancelo, o defesa costa-marfinense acabou por meter a bola na própria baliza.

Apesar do jogo continuar em sentido único, Ronaldo ainda tentou assustar o Manchester City FC com um vólei categórico, após cruzamento de Shaw. Ederson respondeu ao português entre os postes.

Ederson de um lado e De Gea do outro a quadriplicar. O espanhol evitou o placard voltar a mexer com quatro intervenções fantásticas em apenas cinco minutos.

De Gea não chegou para as encomendas e em cima do intervalo, Bernardo Silva fez o 2-0. Após cruzamento de Cancelo, o 20 na camisola dos citizens alargou a vantagem ao encostar a bola ao segundo poste, após desatenção de Shaw.

No início do segundo tempo, o Manchester United FC até pareceu estar com mais capacidade, mas rapidamente se percebeu que não. Apesar da segunda parte estar mais mastigada, o Manchester City FC continuou com total controlo do jogo.

Só aos 80 minutos é que voltamos a ter um momento de perigo com Phill Foden a rematar, já dentro de área e após ataque rápido, e a colocar a bola a rasar o poste. O jogo terminou com uma vitória dos citizens por 2-0, com destaque ainda para o jogo sem substituições por parte de Guardiola e com o possível adeus de Solskjaer.

 

A FIGURA

Bernardo Silva – Além do golo, o português fez uma partida incrível. Com muita mobilidade na frente, baralhou as contas táticas de Solskjaer, e deu muita dor de cabeça à defesa dos red devils. Ofereceu sempre qualidade e soluções ao ataque dos citizens e esteve muito comprometido a defender. Com Bernardo Silva até parece fácil jogar sem avançado.

 

O FORA DE JOGO

Eric Bailly – Muitas culpas no primeiro tento. Na jogada do golo deixou Gundogan fugir nas suas costas ao segundo poste com muito perigo, e segundos depois acabou por fazer auto-golo num corte muito defeituoso. Saiu ao intervalo, mas teve 45 minutos muito desorientados, tanto com bola como sem bola, e teve muita dificuldade a encontrar os terrenos que devia calcar.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

A formação da casa entrou mais expectante. Abordou o jogo a atacar em 3-4-1-2, com Bruno Fernandes a fazer a ligação para Ronaldo e Greenwood.  A defender mudava para 5-1-3-1, Shaw e Bissaka ocupavam as laterais, McTominay à frente da linha defensiva, enquanto Fred, Bruno e Greenwood faziam uma linha de três no meio. A equipa tentou explorar sempre a verticalidade, com Ronaldo muitas vezes a encostar à esquerda, mas muitas vezes desapoiado. A pressionar, os red devils acabaram por ter um bloco pouco compacto e algo desorientado nas marcações face à mobilidade adversária.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

David de Gea (6)

Eric Bailly (4)

Harry Maguire (5)

Victor Lindelof (5)

Fred (5)

Scott McTominay (5)

Aaron Wan-Bissaka (5)

Bruno Fernandes (5)

Luke Shaw (4)

Cristiano Ronaldo (5)

Mason Greenwood (5)

SUBS UTILIZADOS

Jadon Sancho (5)

Marcus Rashford (5)

Alex Telles (5)

Van de Beek (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Pep Guardiola colocou um super móvel 4-3-3. Sem um 9 puro, Bernardo Silva até assumiu a posição de falso avançado, que se traduziu muitas vezes numa falsa posição. O português ora à direita ou atrás ia abrindo espaços no centro do jogo, especialmente para Gundogan que apareceu perto da área por diversas vezes. A defender a equipa apostou num bloco alto, muito pressionante na saída do Manchester United FC.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson Moraes (6)

Kyle Walker (6)

Rúben Dias (7)

John Stones (7)

João Cancelo (8)

Ilkay Gundogan (7)

Rodri Hernández (6)

Bernardo Silva (8)

Kevin de Bruyne (7)

Gabriel Jesus (6)

Phil Foden (7)

SUBS UTILIZADOS