TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.
Parece que nos últimos anos nos habituamos a ver nascer novas competições de Futebol. Depois da Liga das Nações (fantástico, porque assim podemos dizer que Portugal tem dois títulos conquistados), este ano surgiu a Liga Conferência (ainda não tenho opinião formada, mas parece-me uma excelente estratégia para a UEFA encaixar mais uns trocos). Pelo meio, tivemos uma tentativa falhada (e ainda bem) da criação da Superliga Europeia.
Curioso como, nesta terceira divisão europeia, a Liga Conferência, onde estão colossos como os Lincoln Red Imps de Gibraltar, NS Mura da Eslovénia ou Alashkert do Azerbaijão, encontramos dois dos treinadores portugueses que, a meu ver, têm aqui a melhor oportunidade de conquistar um trofeu este ano. Falo de José Mourinho e de Nuno Espírito Santo.
Se metade da Europa ainda “despreza” esta competição, será que os dois técnicos pensam da mesma maneira?
Em Itália, uma possível conquista da Serie A para a AS Roma parece impossível. A Taça também é sempre complicada e, mesmo por isso, José Mourinho deve ter um certo brilho nos olhos em relação a este possível troféu, que, a ser conquistado, seria o seu 26.º (!!).
Em Inglaterra, uma possível conquista da Premier para o Tottenham Hotspur FC, nem vale a pena estar aqui com falsas esperanças, é mesmo impossível. É verdade que há duas Taças pelo meio, a de Inglaterra e a da Liga, mas a equipa de Nuno está longe de mostrar qualidade para impressionar em terras de sua Majestade. Para NES, talvez esta Liga Conferência possa mesmo ser uma espécie de tábua de salvação. Mas… será que chega?
We have to stick together”
Nuno Espirito Santo says he understands the ‘Tottenham way’ and the squad do believe in his tacticspic.twitter.com/vGu8VmWPO3
Resumindo, esta quinta-feira temos dois entusiasmantíssimos Tottenham Hotspur FC – NŠ Mura (sim, da Eslovénia) e FK Zorya (Ucrânia, para mais desatentos)-AS Roma.
É normal o nosso entusiasmo ser baixo. Mas será igual para os dois treinadores portugueses?
Artigo de opinião de Ricardo Rampazzo, jornalista ELEVEN
A CRÓNICA: DARWIN ENDIABRADO AFUNDOU (AINDA MAIS) CATALÃES
Frente a um FC Barcelona ferido, mas forte, o SL Benfica entrou praticamente a ganhar na partida e expôs algumas das debilidades espanholas.
Logo ao terceiro minuto, e após um passe logo para as costas culés, Darwin Núñez, descaído para o lado esquerdo do ataque, enfrentou Eric Garcia no “um-para-um” e rematou ao primeiro poste, inaugurando o marcador ainda antes de todos os adeptos estarem sentados nos seus lugares.
O FC Barcelona sentiu o golo, mas depressa reagiu e procurou o empate. Luuk de Jong desperdiçou duas oportunidades claras de golo – uma delas salva por Lucas Veríssimo com um corte inacreditável – e Pedri esteve a centímetros do golo, mas os encarnados continuavam vivos e perigosos no contra-ataque.
Com Darwin e Yaremchuk juntos, o avançado ucraniano, menos móvel, prendia a defesa catalã, permitindo que o jogador uruguaio vagueasse livre.
O início da segunda parte foi semelhante ao primeiro tempo, com o SL Benfica a entrar por cima e a aproximar-se do golo. O FC Barcelona voltou a responder com perigo, mas continuava pouco certeiro na hora de definir. O mesmo não acontecia com as águias, que aproveitaram as suas oportunidades para chegar ao 2-0.
Com 70 minutos decorridos, Yaremchuk combinou com João Mário à entrada da área. O médio não conseguiu finalizar, mas Rafa aproveitou para marcar e aumentar a vantagem. Os encarnados estavam por cima e não demoraram a chegar aos contornos de goleada, com Darwin a bisar da marca de grande penalidade.
O emblema lisboeta conseguiu uma vitoria história, somou três pontos que podem ser fundamentais nas contas do grupo, e afundou ainda mais o FC Barcelona.
A FIGURA
Darwin brilhou na vitória do SL Benfica Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
Darwin Núñez – O avançado uruguaio foi sempre um perigo para a equipa de Barcelona. Com a sua velocidade e irreverência, Darwin foi um autêntico quebra-cabeças que, sem ter acertado sempre na hora da decisão, mostra sinais positivos para o futuro.
O FORA DE JOGO
Luuk de Jong não foi feliz esta noite. Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
Luuk de Jong – O avançado holandês pouco fez durante os 70 minutos que teve em campo. Luuk de Jong desperdiçou duas das principais ocasiões de golo criadas pelo FC Barcelona e pouco ofereceu na criação da manobra ofensiva catalã.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Com o mesmo onze que batera o Vitória SC na última jornada do campeonato, Jorge Jesus apostou na equipa que lhe dava garantias de consistência nos diferentes momentos do jogo.
É difícil fugir ao facto de que, ao marcar aos três minutos, o SL Benfica conseguiu adotar uma postura mais expectante, o que permitiu apostar nas transições ofensivas de forma constante.
Rafa mostrou ser o dínamo que permitia às águias ultrapassar a pressão culé, e Grimaldo e Lázaro, seguido por Gilberto, ofereciam largura ao ataque encarnado, combinando com o tridente ofensivo.
Com Weigl e João Mário a controlar a zona intermédia do campo, o SL Benfica mostrou critério com bola, mas também conseguiu conter a posse catalã, não permitindo que os adversários aparecessem embalados frente à defesa e condicionando a ação de Frenkie de Jong.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Odysseas Vlachodimos (7)
Jan Vertonghen (7)
Lucas Veríssimo (8)
Nicolás Otamendi (7)
Alejandro Grimaldo (7)
Valentino Lazaro (6)
Julian Weigl (7)
João Mário (7)
Rafa Silva (8)
Darwin Nuñez (8)
Roman Yaremchuk (7)
SUBS UTILIZADOS
Gilberto (7)
André Almeida (6)
Taarabt (6)
Pizzi (6)
Gonçalo Ramos (6)
ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA
Com três defesas centrais, o FC Barcelona teve dificuldade em lidar com a velocidade de Rafa e Darwin, o que ficou espelhado no primeiro golo quando Eric Garcia não conseguiu acompanhar o avançado benfiquista.
Como Jorge Jesus confirmou na conferência de imprensa após o jogo, o posicionamento de Frenkie de Jong entre os centrais, para depois avançar e iniciar a construção ofensiva, teve impacto e permitiu ao FC Barcelona crescer no encontro e assumir o controlo da posse de bola.
As dinâmicas entre Frenkie de Jong, Pedri e os avançados do FC Barcelona fez-se sentir, especialmente do lado esquerdo do ataque de forma a aproveitar a explosividade de Memphis Depay para desequilibrar.
Na discussão pela liderança do Grupo H, Juventus FC e Chelsea FC entraram em campo já a saber do outro resultado do grupo (a goleada do FC Zenit por 4-0 diante do Malmö) e foram os homens da casa a alcançar a felicidade de somar três importantes pontos, com um triunfo por uma bola a zero. O ambiente criado pelos adeptos em Turim, esse, revelou ser uma preciosa ajuda para que a Juventus segurasse a vantagem no marcador.
A equipa londrina entrou com mais autoridade a impor o seu futebol e não tardou em construir a primeira ocasião, com um remate de Lukaku a testar as luvas de Szczesny. No entanto, apesar do futebol possante praticado pelo Chelsea, a verdade é que as perdas de bola provocadas pelos timings de pressão da Juventus favoreceram a criação de perigo na área contrária, nomeadamente com as tentativas de Chiesa (após contra-ataque rápido) e de Rabiot.
O “pouco” que havia para contar ao nível da produtividade ofensiva das duas equipas transformou-se em “muito” no segundo tempo. E começando logo com uma entrada de rompante da Juventus a permitir que, ao fim de apenas 11 segundos, Chiesa aparecesse na área para inaugurar o marcador, após passe de Bernardeschi. Allegri não podia pedir um melhor regresso por parte da sua equipa, com a dupla de Federicos a fazer estragos.
Seguiram-se minutos de maior aperto junto da área da Juventus, com as investidas de Ziyech e Kovacic, mas seria precisamente a equipa de Turim a criar uma das grandes ocasiões da segunda parte, num autêntico falhanço de Bernardeschi já dentro da pequena área.
A tripla substituição impulsionada por Tuchel chegou a baralhar o adversário, mas também chegou a confundir a própria equipa que, apesar de se ter instalado no meio-campo contrário, acabou por executar erradamente muitas das suas ações ao redor da grande área. Prova disso mesmo é que apenas Lukaku e Kai Haverz conseguiram furar a solidez italiana, mas com cabeceamentos a sair ao lado e por cima, respetivamente.
Já do outro lado, o recém-entrado Moise Kean ainda tentou a sua sorte, mas o resultado não mais se alterou, ditando o triunfo da Vecchia Signora frente aos detentores do título, naquele que também foi o primeiro duelo entre Allegri e Tuchel enquanto técnicos. Com este resultado, a Juventus passa a somar seis pontos (com duas vitórias pelo mesmo resultado), enquanto que o Chelsea tem os mesmos três que o Zenit.
Federico Chiesa – Cumpriu a sua tarefa em todos os momentos do jogo com a máxima seridade. Baixou no terreno sempre que era necessário para tornar a missão defensiva mais compacta e, nos ataques rápidos, fez valer a sua velocidade para levar perigo à baliza curiosamente. A movimentação inteligente que protagonizou no lance do golo foi meio caminho andado para que aquela oportunidade pudesse terminar realmente no objetivo pretendido…em golo.
Kai Havertz – O alemão de 22 anos não está a ter um início de época propriamente feliz e isso acabou por ficar espelhado na fraca exibição em Turim. Falhou passes cruciais, perdeu praticamente todos os duelos e apenas conseguiu duas tentativas de remate já na reta final, tendo sido a unidade mais apagada do Chelsea durante grande praticamente todo o encontro.
ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC
Massimiliano Allegri optou por fazer três alterações em relação ao jogo diante da UC Sampdoria, principalmente face às ausências de Morata e Dybala. Danilo ocupou o lado direito da defesa (fazendo com que Cuadrado avançasse nessa ala), enquanto que Rabiot voltou à titularidade para ocupar a ala esquerda do setor intermédio. Essas alterações nos dois setores mais recuados favoreceram a que Chiesa e Bernardeschi aparecessem mais à frente no terreno. Já na baliza, Szczesny rendeu Mattia Perin.
Organizada em 4-4-2 em grande parte do seu jogo, a formação bianconeri oscilou ainda entre o 4-1-4-1 a defender (com Locatelli mais recuado para controlar o jogo interior do adversário e com Chiesa a fechar o meio-campo) e, por vezes, uma linha de cinco defesas nos momentos de maior aperto. Com muito menos posse de bola, a Juventus soube como e quando executar os momentos de pressão e era a partir daí que se iniciava a estratégia de surpreender com saídas vertiginosas em contra-ataque (embora nem sempre com o devido seguimento).
A abordagem ao segundo tempo parecia estar bem planeada e prova disso foi o lance que originou o primeiro e único golo do encontro. A partir daí, a missão passou a ser claramente a de fechar a sua baliza a sete chaves, mais ainda tendo em conta o pesado histórico recente de golos sofridas. As mexidas provocaram algum sururu, mas a Juventus mostrou-se sólida como há muito não se via e limpou tudo o que havia para limpar.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Wojciech Szczesny (7)
Alex Sandro (6)
Matthijs De Ligt (6)
Leonardo Bonucci (6)
Danilo (7)
Adrien Rabiot (6)
Rodrigo Bentancur (6)
Manuel Locatelli (7)
Juan Cuadrado (7)
Federico Bernardeschi (6)
Federico Chiesa (8)
SUBS UTILIZADOS
Dejan Kulusevski (5)
Weston McKennie (5)
Moise Kean (6)
Giorgio Chiellini (-)
ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC
Também Thomas Tuchel decidiu fazer três mudanças em relação ao “onze” apresentado diante do Manchester City FC. Thiago Silva regressou ao eixo da defesa, relegando Azpilicueta para a posição de ala direito (ocupada antes pelo lesionado Reece Jamees). Já no meio-campo, Ziyech e Kai Havertz renderam Timo Werner e N’Golo Kanté, provocando algumas mudanças na disposição das peças dos setores intermédio e ofensivo.
Alinhados em 3-4-2-1, foram precisamente as “novidades” Ziyech e Kai Havertz a criar algumas dificuldades à organização das linhas adversárias, ainda que muitas vezes esbarrassem nas movimentações de Locatelli. Apoiados num futebol possante, os espaços ocupados por Kovacic e Jorginho na construção facilitaram a incursão dos laterais no processo ofensivo, algo que acabava por descompensar a equipa defensivamente logo após as perdas de bolas.
Face à entrada eficaz da Juventus (e já com Chilwell), Thomas Tuchel não tardou em fazer uma tripla substituição para reorganizar a equipa na construção, refrescando o miolo e as laterais. No entanto, ter deixado jogadores como Saúl Ñíguez e Timo Werner no banco não ajudou na missão de chegar ao golo e empatar o encontro.
A Taça de Portugal ficou hoje a conhecer o resultado do sorteio para a terceira eliminatória. Em prova vão estar 64 equipas, 18 formações do principal escalão português, 15 do escalão secundário, 12 da Liga 3, 16 do Campeonato de Portugal e três da distrital. As fronteiras da festa do futebol esbatem-se ainda mais nesta fase, sendo possível ver formações das divisões inferiores baterem-se com formações de palcos maiores.
Uma fase que traz sempre surpresas e que faz a festa pelas bancadas do país. Este ano ficará marcado pelo regresso dos adeptos às bancadas, que tornará estes jogos ainda mais incríveis. Dos 32 jogos sorteados, ficam aqui oito partidas que não podes mesmo perder e ainda um prognóstico para cada um deles.
Numa jornada perder por 4-0 frente ao FC Dínamo Kiev para na outra vencer por 4-0 o FC Barcelona. Foi uma tarde inspirada para o SL Benfica no Futebol Campus, naquele que foi o segundo jogo dos encarnados na UEFA Youth League.
O resultado traduz exatamente o que se passou dentro do campo e leva o SL Benfica ao segundo lugar do grupo E. O domínio benfiquista fez-se sentir desde início e nunca deu grandes chances a um FC Barcelona com marca de La Masia, mas sem andamento para as jovens águias.
As subidas de João Tomé pelo flanco direito proporcionaram duas excelentes ocasiões para o SL Benfica logo de arranque. Em ambas as situações, a finalização esteve a cabo de Diego Medeiros. Na primeira, rematou por cima numa bola tão perdida quanto a defesa do FC Barcelona. Na segunda, a acrobacia que tentou não teve um melhor caminho.
As águias continuavam sem dar passos atrás. A capacidade de recuperação rápida de bola que os encarnados estavam a demonstrar permitiu continuar a marcar presença no meio-campo contrário.
João Resende começou a mostrar-se ao jogo. O ponta-de-lança não estava a ser solicitado para finalizar, mas movimentou-se para assistir. Com isso beneficiaram Cher Ndour e Pedro Santos, que apareceram na cara do golo.
Os primeiros sinais do FC Barcelona viram-se apenas quando Akhomach rematou para defesa de Samuel Soares. As águias não tardaram a ripostar através de Pedro Santos. O extremo voltava a ter nos pés uma ocasião sublime na ressaca de um canto.
No término da primeira parte, os culés estavam a demonstrar uma reação tímida. Em contraposto, João Resende materializou o domínio encarnado conseguindo desenvencilhar-se com classe de uma frágil defesa blaugrana.
A bola nem chegou a ir ao centro do terreno e o jogo foi para o intervalo. O figurino do reinício do jogo foi igual ao da ida para as cabines, ou seja, com novo golo para o SL Benfica. Com assistência de João Tomé e remate de Cher Ndour, as águias chegaram ao 2-0.
Ander Astralaga saiu da área e derrubou João Resende como um pino de bowling. O guarda-redes acabou expulso pelo árbitro grego Anastasios Papapetrou e foi já o seu colega de posto, Arnau Rafus, que viu João Resende encontrar de novo o caminho do golo. A assistência ficou pela segunda vez a cargo de João Tomé.
Nem Rafus sabia no que se tinha metido. Precisou apenas de 14 minutos para sofrer tantos golos como Astralaga sofrera em 54´. Desta vez foi Martim Neto que, num remate à entrada da área que já tinha ensaiado no primeiro tempo, anotou o quarto golo do jogo.
Como os jogadores que zelam pelo entretenimento devem ser mencionados, é de referir o trabalho que Diego Moreira fez em prol do espetáculo. Brincar na areia soube-lhe bem e deu um colorido diferente ao jogo com a sua técnica.
O FC Barcelona descontrolou-se emocionalmente. Ainda assim, Juan Garrido, ao poste, e Victor Barberá tiveram as únicas oportunidades a dez minutos do final. As ameaças finais dos espanhóis não mexeram com o 4-0 que iluminava o marcador.
No outro jogo do grupo, o FC Dínamo Kiev também venceu por 4-0 o FC Bayern. Os ucranianos lideram o grupo com duas vitórias, perseguidos por SL Benfica e FC Barcelona com três e cada vez mais distantes dos alemães que ainda não somaram qualquer ponto.
João Resende – Não esperou que o servissem para ter rendimento. Trabalhou para a equipa, em primeiro lugar, e, com naturalidade, surgiram-lhe as oportunidades que o fizeram somar dois golos.
O FORA DE JOGO
⌚️ Final!
📌 Benfica 🆚 Juvenil A (4-0)
⚽️ Resende (45’ i 56’), Ndour i Martim Neto
📝 El Juvenil A es veu superat pel Benfica i pateix la primera derrota de la temporada. A seguir, nois! 💪🏼
Ander Astralaga – A expulsão que protagonizou ao tentar controlar a profundidade pôs em evidência as debilidades que mostrou ao longo de todo o jogo. Muito inseguro para jogar com os pés ao nível que lhe foi exigido.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
As subidas de João Tomé e os apoios frontais de João Resende foram os maiores fatores geradores de jogo ofensivo.
O lateral-direito beneficiou do oleado triângulo Tomás Araújo – João Tomé – Pedro Santos para definir com qualidade uma grande quantidade de lances no último terço. O ponta-de-lança respondeu reactivamente à necessidade que estava a sentir de o jogo lhe chegar aos pés.
No 4-2-3-1 de Luís Castro, destaque ainda para os centrocampistas, Zan Jevsenak, Martim Neto e Cher Ndour. Mais do que pensarem o jogo, foram fundamentais na recuperação alta de bola que encostou o FC Barcelona às cordas.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Samuel Soares (5)
João Tomé (8)
Tomás Araújo (6)
António Silva (5)
Rafael Rodrigues (6)
Zan Jevsenak (5)
Martim Neto (6)
Cher Ndour (6)
Pedro Santos (5)
Diego Moreira (7)
João Resende (8)
SUBS UTILIZADOS
Franculino Dju (6)
Nuno Félix (5)
João Neves (5)
Rodrigo Matos (-)
Ronaldo Camará (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA
O FC Barcelona mostrou inicialmente muita preocupação com o alinhamento da defesa. Os cuidados com o setor mais recuado iam-se tornando inócuos com o risco que os culés estavam a aportar ao jogo com bola que, após várias perdas, expunham com facilidade a sua própria baliza.
A equipa de Óscar López, a jogar em 4-2-3-1, apostava numa saída com recurso a cinco homens, o guarda-redes, Ander Astralaga, os centrais, Arnau Casas e Chiad Raid, e os dois médios mais recuados, Marc Casado e Aleix Garrido.
A forma como os extremos, Ilias Akhomach e Zacarias Ghalian, e os laterias, Mika Juanola e Arnau Solà, abriam no campo visava proporcionar mais espaço para os homens do corredor central, aqui incluindo o dez, Txus Alba, e o ponta de lança, Luzzi. Apesar da aposta nesse espaço, foi a partir dos flancos que mais desequilibraram.
Adeptos insatisfeitos, diretores sob pressão e um técnico, uma vez ídolo, caía em desgraça na sua derrocada conforme o desempenho não era demonstrado através do segundo elenco mais caro do Brasil. Este era o prognóstico em que Abel Ferreira aceitou o desafio de assumir o comando da Sociedade Esportiva Palmeiras.
A sua caminhada, como qualquer percurso na vida, trouxe alegrias, tristezas, dúvidas e principalmente inveja daqueles que o deveriam apoiar, mas acabaram por ceder diversas maneiras para “matar” o período de Abel no SE Palmeiras. Neste ponto de vista, pode-se fazer o paralelo entre a história de Abel (Abel Ferreira) e Caim (Adeptos).
Como um estudioso hábil, antes mesmo de colocar os pés na cidade de pedra chamada São Paulo, Abel consumia material sobre a história da equipa paulista. No avião, o técnico português mostrava a sua melhor valência, a preparação, ao analisar o plantel total do SE Palmeiras, além de desvendar a história por trás do verdão. O seu objetivo? Dar desempenho a um elenco milionário e conquistar o que ainda é o único título de importância internacional não conquistado pelo SE Palmeiras, o Mundial de Clubes.
O seu empecilho? Adeptos cansados exalam inveja dos seus rivais que possuem o título máximo internacional para um clube brasileiro. O Mundial de Clubes.
Ao chegar, Abel não teve medo de preferir o uso de jovens jogadores ao mesmo tempo, em que deixava no balneário jogadores com os maiores ordenados do plantel. Danilo, Patrick de Paula, Gabriel Menino e Gabriel Veron, entre outros, são jogadores que Abel, antes mesmo de realizar o seu primeiro treino, já tinha noção sobre o seu total potencial futuro.
Além disso, conforme o tempo passou, Abel rapidamente identificou as melhores características do plantel palmeirense. Uma defesa sólida, sob o comando do paraguaio Gustavo Gomes, somada à qualidade do guarda-redes Weverton, tornou a defesa do SE Palmeiras como a melhor da América do Sul.
Como se não bastasse, Abel recuperou jogadores quase esquecidos. O que futuramente tornar-se-ia o Rei da América, Rony, antes de Abel, era visto como um jogador sem a qualidade necessária para jogar no verdão.
Com a Liga Portuguesa de Basquetebolcada vez mais próxima dos nossos horizontes, o Bola na Rede realizou um guia das 12 equipas presentes na competição. Optamos por dar uma nota sobre a equipa no seu cômputo geral, sobre as principais contratações, e – num parâmetro mais arrojado – prever/destacar a estrela de cada equipa.
Começamos por ordem decrescente conforme a classificação da temporada regular 2020-2021.
Ou seja, a nossa «maré de artigos» irá iniciar o seu itenerário na cidade da Póvoa, com o guia do atual campeão da Proliga e recém promovido CD Póvoa, e irá chegar a bom porto em Lisboa, com o guia do atual campeão nacional – Sporting CP.
Finalmente, o campeão nacional! Aqui fica o guia dos leões para a época 21-22.
Liga dos Campeões, 2.ª Jornada, Fase de Grupos: quarta-feira, 20h00, 29 de setembro de 2021
ANTEVISÃO: FC BARCELONA AO ALCANCE DO SL BENFICA NO “PÓS-MESSI”
Foi em Maio de 1961 que o SL Benfica registou a primeira e única vitória sobre o FC Barcelona. Em setembro de 2021, tem uma oportunidade de ouro para remendar um historial escasso, pobre e tímido frente aos catalães, aproveitando-se assim do momento de menor fulgor espanhol.
Depois de um verão muito conturbado, o FC Barcelona vai tropeçando na primeira época sem a presença de Lionel Messi desde 2003 – naturalmente, a transição não está a ser pacífica, com muitos focos de instabilidade dentro e fora dos relvados.
Cabe ao SL Benfica e a Jorge Jesus aproveitar as muitas fragilidades de um conjunto em crise: a máquina parece estar oleada, mas há desconfianças do lado português, mais não seja pelo respeito que o emblema adversário merece.
Os blaugrana iniciaram novo período no fim-de-semana, depois de uma vitória convincente (3-0) frente ao Levante e do regresso de Ansu Fati, o novo camisa dez do clube. Koeman ganha novo fôlego depois de resultados menos favoráveis frente ao Cádiz e FC Bayern.
A derrota contra os alemães mete pressão no técnico holandês, que se vê obrigado a vencer em Lisboa para alimentar esperanças numa época tranquila e para afastar os fantasmas de uma possível demissão, muito discutida em Camp Nou nos últimos tempos.
Ainda que não possa contar com Jordi Alba, que se mantém afastado pelo departamento médico tal como Ousmane Dembelé, Braithwaite ou Sergio Aguero, vê regressar à convocatória Sergi Roberto e Pedri, o wonderkid que deverá entrar diretamente para a titularidade.
Conhecedor da realidade lusitana pela experiência na Luz (2005-06), o técnico holandês explica que “«a mentalidade portuguesa é de controlar a partida e com qualidade na frente para surpreender o adversário”, antevendo forte apoio das bancadas da Luz: “Sei o ambiente que pode haver no estádio e da força que o Benfica tem em casa”.
Jorge Jesus, por seu turno, é um homem confiante. Satisfeito com a vitória incontestável no ‘Castelo’ de Guimarães, afirma que não existiu grande diferença entre as preparações do confronto de fim-de-semana e aquelas exigidas para esta quarta-feira.
“Para nós, jogar com o Barcelona ou em Guimarães é igual. A ideia é dificultar esta equipa, sabendo que ela sai da nossa zona de pressão porque tem qualidade para isso, mas preferimos arriscar. Não queremos mudar a nossa ideia de jogo”, afirmou, terminando com remate pertinente e que revela muita cautela por parte da equipa técnica encarnada: “Se deixas esta equipa com muito espaço entrelinhas morres com facilidade”.
Sem nenhuma ausência de relevo, foi notado o regresso de Radonjic durante a semana, depois de ter estado a contas com uma lesão no adutor direito. O grande protagonista encarnado na antevisão ao encontro acabou por ser Alex Grimaldo, que numa entrevista ao jornal catalão Sport acabou por afirmar que não irá festejar caso marque.
O jogo desta quarta-feira será arbitrado pelo árbitro italiano Danielle Orsato.
10 DADOS RÁPIDOS
De lá (60-61) para cá, seis jogos entre as duas equipas: três empates e três vitórias blaugranas.
O registo benfiquista é partilhado pelo CF Os Belenenses (uma vitória, três empates e três derrotas), segundos classificados no ranking das equipas portuguesas: o FC Porto é a que melhor se bate contra culés, como provam as cinco vitórias em oito jogos.
O registo encarnado contra adversários oriundos do país vizinho também está pronto para ser contrariado: apenas seis vitórias em 25 jogos – até ao triunfo no Calderón madrileno (1-2 em 2015-16), o SL Benfica não ganhava a castelhanos desde 1982-83 (Bétis, 1ª eliminatória da Taça UEFA).
Em quatro jogos contra o ‘Barça’, o melhor que Jorge Jesus alcançou foi um empate na Catalunha (0-0, 2012-13);
Aliás, o registo do técnico português contra equipas espanholas é manifestamente pobre: uma vitória (2-1 vs Atlético Madrid em 2017-18) em nove jogos, com apenas três golos marcados
Ronald Koeman nunca defrontou clubes nacionais enquanto técnico principal de uma equipa estrangeira mas este jogo será uma reedição, desta vez no banco contrário: em 2005-06, ao comando dos encarnados, defrontou o ‘seu’ Barcelona nos Quartos-de-final da Liga dos Campeões – empate a zero na Luz, Ronaldinho e Eto’o resolveram em Camp Nou
A maior experiência europeia dos catalães atesta-se pelos números: distribuídas pelo onze mais provável estão616 aparições em provas da UEFA (Busquets e Piqué, com 123 e 124, destacam-se naturalmente). No onze encarnado são 437, com Vertonghen a exibir-se como comandante – 107, quase trinta a mais do que Otamendi, que conta 79.
Do lado do FC Barcelona, cinco desses onze prováveis titulares já defrontaram o SL Benfica: Piqué, Busquets, Frenkie de Jong, Luuk de Jong e Depay. Só os dois últimos perderam – Luuk ao serviço do Twente (2011-12) e Memphis ao serviço do Lyon (2019-20).
No onze dos encarnados, encontram-se quatro: Otamendi – o único que sabe o que é ganhar (pelo Valência) -, Vertonghen, Lázaro e Weigl. Pizzi também, ao serviço do Atlético e Espanyol (3 derrotas), ainda que não seja esperada a sua inclusão nos titulares. André Almeida é o único no plantel que sobrevive desde o último confronto entre SL Benfica e FC Barcelona, em 2012-13.
10. O SL Benfica falhou a qualificação para a fase seguinte nas duas ocasiões que se juntou ao FC Barcelona numa fase de grupos – 1991-92 e 2012-13.
JOGADORES A TER EM CONTA
João Mário tem sido o grande impulsionador do bom futebol que o SL Benfica tem praticado Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
João Mário (SL Benfica) – Maestro do meio-campo encarnado, terá sobre os seus ombros a responsabilidade de assegurar o controlo da posse de bola: gerindo-a melhor do que ninguém no plantel, João Mário encontra em Weigl o seu fiel escudeiro no domínio das operações na intermediária.
Do outro lado terá o teste definitivo às suas próprias capacidades e às da parelha, medindo forças com Busquets e companhia – terá o SL Benfica a dimensão europeia que o seu jogo vem denunciando?
Memphis (FC Barcelona) – A partir da esquerda ou como falso nove, o holandês assume o protagonismo na nova era culé enquanto principal estrela do conjunto. Terá muito a dizer nos momentos decisivos e pelos seus pés passarão a maioria das grandes oportunidades da equipa, situação a ser analisada cuidadosamente por Lázaro e Lucas Veríssimo.
XI´S PROVÁVEIS
SL Benfica: Odysseas; Lucas Veríssimo, Otamendi e Vertonghen; Lázaro, Weigl, João Mário e Grimaldo; Rafa, Darwin e Yaremchuk.
Treinador: Jorge Jesus
“Os jogadores que temos para o ataque conhecem-se cada vez melhor e tenho várias opções para escolher conforme o momento e condição física de cada um e da estratégia que tenho para o jogo. São questões diferentes para decidir, mas com a certeza que a qualidade está lá e, qualquer que seja a minha escolha, o rendimento da equipa nunca irá baixar”.
FC Barcelona: Ter Stegen; Mingueza, Piqué, Eric García e Dest; Busquets, Frenkie de Jong e Pedri; Coutinho, Memphis e Luuk de Jong.
Treinador: Ronald Koeman
“Não sei se é a equipa mais em forma, mas sabemos que é uma equipa forte. Tenho a experiência de saber o quão grande é. Vai ser um desafio muito bem jogado. Precisamos de obter um bom resultado e são duas equipas com dois estilos diferentes. Creio que podemos esperar uma partida interessante”.
PREVISÃO DE RESULTADO: SL BENFICA 2-1 FC BARCELONA
Com a época regular da NHL a começar dentro de poucas semanas deixo aqui um artigo para alguém que recentemente descobriu ou se interessou pelo desporto e quer perceber como funciona a NHL.
Mais do que ditar regras do jogo e do desporto, vou acima de tudo expor como funciona a National Hockey League (NHL). Uma vez que, o seu funcionamento é completamente diferente do desporto que reina não só em Portugal, mas na maior parte do mundo.
Em primeiro lugar, a NHL é a liga de hóquei no gelo Norte Americana, como maior parte das ligas desportivas dessa região do mundo, a liga em si é uma entidade privada e as equipas que a constituem são franchises.
Como a liga é Norte Americana existem equipas baseadas tanto nos Estados Unidos da América como no Canada. Das 32 equipas que constituem a liga neste momento, 7 estão sediadas em cidades canadianas e as restantes em cidades americanas.
Para se chegar à NHL é um processo demorado que implica muitos patrocinadores, uma arena preparada para receber a equipa e o apoio da população da cidade. A mais recente equipa a entrar na NHL vai fazer este ano a sua primeira época e escolheu o nome de Kraken e tem como base a cidade de Seattle.
A competição está dividida em duas fases: a primeira fase é a época regular, onde cada equipa joga 82 jogos entre Outubro e início de Abril; seguindo-se os Playoffs, que são uma fase final a eliminar, onde os 16 melhores classificados da liga jogam entre si para definir o vencedor do prémio máximo da liga: a Stanley Cup. Antes de avançar para os playoffs vou mencionar como funciona a época regular.
As 32 equipas estão divididas em duas conferências regionais: Este e Oeste, com 16 equipas cada uma, estando cada conferência dividida em duas divisões, também definidas por região.
Durante a época regular uma equipa joga 26 jogos entre equipas da mesma divisão, três jogos com os restantes adversários de conferência (3×8=24), e dois jogos com as equipas das outras conferências, um jogo casa e outro fora (2×16=32), o que faz os 82 jogos da época regular.
Durante a época regular o objetivo é qualificarem-se para os playoffs, e conforme já mencionei aqui que é preciso ser uma das 16 melhores equipas para o fazer, no entanto não é assim tão simples.
A tabela geral da NHL apenas define que equipa ganha o Presidents Trophy, que é atribuído à equipa que mais pontos fez durante a época regular (derrota=0 / derrota após tempo regulamentar=1 / vitória=2). Contudo o que define quem se qualifica para os playoffs é a classificação de divisão.
ATENÇÃO, todos os pontos contam, ou seja, esta tabela de divisão contabiliza os pontos ganhos ao longo dos 82 jogos e não apenas os 26 dentro da divisão. Assim, a classificação dentro da divisão é que pode definir a sua qualificação para os playoffs.
Cada conferência leva oito equipas para os playoffs, para se ser uma dessas oito equipas é preciso ser-se um dos três primeiros classificados da sua divisão.
Isto significa que uma equipa que fique em quarto numa divisão possa vir a ter mais pontos que a equipa que ganhou a outra divisão, mas mesmo assim o seu lugar nos playoffs está assegurado, pois os restantes dois lugares de acesso aos playoffs são definidos por um sistema Wild Card.
A CRÓNICA: JOGO EQUILIBRADO MAS SEMPRE “CONTROLADO” PELOS ALEMÃES
Sem Haaland para a equipa da casa, e sem Pedro Gonçalves e Gonçalo Inácio para a turma portuguesa, jogava-se a segunda jornada da Liga dos Campeões, já depois de o AFC Ajax ter derrotado o Besiktas JK, fazendo com que os neerlandeses somassem seis pontos, ao contrário dos turcos que continuam com zero.
O favoritismo estava do lado do Borussia Dortmund, mas cedo o Sporting CP quis mostrar que o primeiro jogo de Lisboa tinha sido um deslize. Os alemães foram um pouco superiores, sim, mas não tanto como à partida se esperaria, tendo a turma de Rúben Amorim algumas aproximações à baliza adversária. Ainda assim, o maior domínio do jogo veio a dar frutos e Malen fez o primeiro da partida, que deu outra tranquilidade aos alemães.
Para a segunda parte, o Sporting CP sabia que não valia a pena continuar apenas a defender e notou-se mais algum atrevimento da equipa, que, principalmente através de Porro, conseguia subir pela lateral direita e provocar calafrios à defensiva contrária. Ainda assim, sem grandes oportunidades dos leões e com a experiência neste tipo de jogos por parte do Dortmund, o jogo começou a ficar algo adormecido, algo que durou até ao apito final
Mais três pontos para os alemães, novamente pela margem mínima, e mais uma derrota para a equipa de Alvalade, que à partida irá lutar pelo acesso à Liga Europa com o Besiktas JK.
A FIGURA
O Borussia Dortmund vence o Sporting por 1×0, com grande atuação defensiva e segue firme na Champions League. O time sentiu muitas dificuldades parar criar chances, mas Donyell Malen conseguiu decidir o jogo, marcando seu primeiro golo com a camisa aurinegra. pic.twitter.com/sy7no9uucU
Donyell Malen – Não tendo havido um destaque pela positiva nesta partida, o prémio de figura do jogo vai para o homem que acabou por fazer a diferença. Malen substituiu Haaland e ajudou a fazer esquecer o internacional norueguês, fazendo aquilo que ele melhor sabe: golo. Foi decisivo e deu à sua equipa os três pontos nesta jornada.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Trio ofensivo do Sporting CP – Tanto Paulinho como Tiago Tomás e Sarabia não estiveram especialmente inspirados na partida. Este era um jogo que se previa bastante difícil, mas estes três homens necessitavam de ser mais decisivos quando a equipa se conseguisse chegar à frente. Assim não foi, e o Sporting não só não conseguiu marcar, como não criaram uma grande oportunidade de golo.
ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND
A equipa alemã não pôde contar com o seu melhor marcador e jogador, Erling Haaland, mas nem por isso se intimidou face à turma portuguesa. Atuaram num sistema de 4-3-1-2, com uma linha defensiva formada por Meunier à direita, Hummels e Akanji ao centro e Raphael Guerreiro mais à esquerda. À sua frente, Witsel, bem conhecedor das equipas portuguesas, atuou como número seis, com a companhia de Bellingham e Dahoud, este segundo que saiu aos oito minutos devido a um problema físico. Para o seu lugar entrou Brandt.
Mais à frente jogou Reus como número dez, no apoio a Thorgan Hazard e a Malen, que veio substituir o ausente internacional norueguês. Parece um sistema algo confuso e pouco usual, e até o é, uma vez que as dinâmicas do Borussia são muito interessantes quando chega o momento de atacar a baliza do adversário, com os jogadores sempre muito disponíveis para ocupar os espaços vazios, criando problemas à defensiva adversária.
Julian Brandt (6)
Marius Wolf (6)
Reinier (6)
Schulz (6)
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Rúben Amorim apresentou o típico 3-4-3 com a linha defensiva a ser comandada por Coates, que muita falta fez na última partida da Liga dos Campeões, juntamente com Feddal e Luís Neto. A faixa esquerda do Sporting ficou ao cargo de Matheus Reis e a faixa direita de Pedro Porro, com João Palhinha e Matheus Nunes a ocuparem o meio campo.
Aqui, como é natural, o internacional português sempre um pouco mais recuado, e o futuro internacional pela seleção das Quinas com o poder e a capacidade para explodir, e ajudar, a equipa a chegar-se à frente no terreno. Na linha da frente apareceu Paulinho como homem mais adiantado, que contou com o apoio de Sarabia, muito dotado técnica e taticamente, e de Tiago Tomás, que entrou diretamente no 11 para que a sua velocidade pudesse ser aproveitada nos momentos do contra-golpe.
Sporting – 11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Adán (6)
Pedro Porro (7)
Luís Neto (7)
Coates (7)
Feddal (7)
Matheus Reis (6)
João Palhinha (7)
Matheus Nunes (6)
Pablo Sarabia (5)
Tiago Tomás (5)
Paulinho (6)